quinta-feira, 3 de setembro de 2026


 

Um mergulho nas políticas culturais da China

Como parte da programação do Ano Cultural Brasil–China 2026, uma delegação de 27 servidores do Ministério da Cultura e do Ministério das Relações Exteriores participou, entre os dias 11 e 24 de agosto, do Seminário “Inovação Cultural e Integração da Diversidade Cultural Brasileira no Âmbito da Iniciativa de Civilização Global”. Entre a capital Pequim e as cidades de Hangzhou e Huzhou, na província de Zhejiang, no leste da China, foram dias intensos de muito estudo, aprendizado, compartilhamento de experiências, fortalecimento de laços e cooperação cultural com a China. Uma imersão em diferentes territórios, escalas, manifestações e expressões culturais, e diálogos de alto nível com professores, gestores, pesquisadores e especialistas, que nos permitiram um contato bastante qualificado com o que a China realiza hoje na área.

O tema das Políticas Culturais na China ainda é pouco pesquisado e desenvolvido no Brasil, e a bibliografia disponível em português é pequena e dispersa. Neste sentido, procuramos apresentar neste texto uma contribuição panorâmica, a partir de impressões iniciais da viagem e dos conteúdos apresentados no Seminário, que nos permitem enxergar a centralidade da cultura no processo de desenvolvimento chinês.

Políticas culturais, no contexto atual da China, devem ser compreendidas de forma abrangente, a partir de conceitos-chave como: planejamento estatal, integração entre cultura e turismo, revitalização rural, regeneração urbana, indústria cultural, economia da cultura e cooperação internacional.

<><> AIBO: Uma plataforma de formação e cooperação

A programação do Seminário foi organizada pela Academy for International Business Officials (AIBO), instituição vinculada ao Ministério do Comércio da República Popular da China. Criada em 1980, a Academia realiza desde 1998 programas de capacitação internacional para autoridades e servidores públicos. Até o final de 2025, esses programas reuniram mais de 84 mil participantes de 160 países e organizações internacionais e regionais. Nas duas semanas que estivemos na China, convivemos com delegações de diversos países, em especial da África, Ásia e América Latina, que participavam de formações similares nos mais diferentes temas: saúde, tecnologia e inteligência artificial, comércio exterior, governança, entre outros temas.

A escala impressiona, mas o método talvez seja ainda mais significativo. Cada delegação recebe uma programação adaptada aos seus interesses, combinando exposições conceituais, observação de experiências e convivência. A formação funciona, assim, como plataforma de intercâmbio e também como ação de política externa: apresenta interpretações sobre o desenvolvimento chinês, constrói relações de confiança e amplia redes de cooperação. Podemos considerar que este investimento massivo em cooperação internacional é também um elemento de diplomacia cultural, na medida em que, para além das aulas e conteúdos formativos, estas iniciativas oferecem a pessoas do mundo inteiro uma experiência de imersão, convivência e contato direto com a realidade social e cultural do país.

<><> Cultura e Projeto Nacional

As políticas culturais na China integram o arranjo das cinco dimensões do desenvolvimento — econômica, política, cultural, social e ecológica — e se relacionam ao horizonte de 2049, centenário da fundação da República Popular da China. Realizado em outubro de 2022, o XX Congresso Nacional do Partido Comunista da China conferiu à cultura uma posição central para o desenvolvimento do país, associando-a diretamente à construção de um Estado socialista moderno, ao fortalecimento da confiança cultural e ao “rejuvenescimento da nação chinesa”. No relatório final aprovado, que orienta os cinco anos seguintes e oferece diretrizes para o horizonte de 2035, a modernização chinesa é concebida não apenas em termos econômicos e tecnológicos, mas também como um processo de desenvolvimento A relação entre a tradição cultural milenar chinesa e o atual projeto de desenvolvimento deve ser compreendida como um processo de seleção, reinterpretação e atualização política permanente. Depois de momentos de forte tensão entre revolução e tradição ao longo do século XX, o Presidente Xi Jinping e a direção atual do Partido Comunista da China atribuem ao patrimônio histórico, aos valores filosóficos e às expressões culturais acumuladas em mais de cinco mil anos uma função central na construção da identidade nacional, na coesão social e na legitimação de um caminho chinês de modernização. Na perspectiva do Partido, a modernização chinesa necessita de uma base cultural própria, capaz de evitar tanto a simples reprodução do passado quanto a assimilação de modelos ocidentais. A cultura milenar passa, assim, a funcionar simultaneamente como memória civilizacional, recurso para a inovação, fundamento da confiança cultural e elemento estratégico do projeto de rejuvenescimento nacional.

As políticas culturais na China não são, portanto, questões periféricas, acionadas apenas depois que as prioridades econômicas estão resolvidas. No discurso oficial do Estado chinês, a cultura ocupa posição central na busca por um desenvolvimento de “alta qualidade”, da resposta às necessidades da população por uma vida melhor e da formação de coesão social. O resultado é uma arquitetura institucional na qual objetivos nacionais são traduzidos em planos setoriais, políticas provinciais e projetos territoriais.

<><> Cultura e turismo: integração como método

Em 2018, a China institucionalizou a criação de seu Ministério de Cultura e Turismo, sob a diretriz de “moldar o turismo por meio da cultura e promover a cultura por meio do turismo”, orientando uma integração profunda entre os dois setores. Mais do que uma articulação administrativa, ou subordinação de um setor ao outro, essa integração revela a centralidade atribuída à cultura como recurso simultaneamente simbólico, educativo, econômico, territorial e diplomático, capaz de contribuir para o desenvolvimento de alta qualidade, para a coesão social, para a revitalização urbana e rural e para a projeção internacional da China.

Segundo o professor Zhou Bo, da Universidade de Estudos Internacionais de Zhejiang, “a cultura é a alma do turismo, e o turismo é o veículo da cultura”. A cultura acrescenta profundidade, narrativa e singularidade; o turismo amplia a circulação, experiência e acesso. A cultura passa, assim, a fornecer conteúdos, símbolos, narrativas e identidade aos destinos turísticos, enquanto o turismo se transforma em meio de circulação, valorização econômica e apropriação social do patrimônio e das expressões culturais. Na prática, essa integração ultrapassa a criação de atrações para visitantes. Ela envolve patrimônio material e imaterial, gastronomia, paisagem, comércio, mobilidade, hospedagem, eventos, produção agrícola e vida cotidiana. O chamado “turismo de abrangência total” trata uma região inteira como destino, conectando diferentes setores e escalas de governo.

Outro aspecto importante é que, a partir de um planejamento estatal centralizado com execução descentralizada, mas que observa diretrizes nacionais comuns, é possível implementar soluções em diferentes dimensões e escalas. Uma rede complexa de atores econômicos e institucionais, envolvendo empresas públicas, governos locais e provinciais, universidades, institutos de pesquisa e agências de desenvolvimento, trabalha em sinergia e em distintas modalidades de fomento a iniciativas culturais e turísticas, com resultados muito diferentes entre si e igualmente surpreendentes. Apresentamos aqui alguns exemplos, a partir das visitas técnicas realizadas pela missão brasileira neste intercâmbio:

<><> 798 Art District: memória industrial e reinvenção urbana

Pequim surpreende pela velocidade e pela escala de suas transformações. No 798 Art District, essa capacidade de reinvenção ganha forma concreta. O território abrigava um complexo industrial construído na década de 1950 por técnicos e arquitetos da antiga Alemanha Oriental e com forte influência do modernismo industrial associado à escola Bauhaus. Com a desativação de parte das fábricas, artistas, ateliês e pequenos empreendimentos culturais começaram a ocupar o espaço no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. O processo, inicialmente autônomo, foi sendo incorporado às estratégias de desenvolvimento cultural e transformação urbana de Pequim, especialmente no ciclo de preparação para os Jogos Olímpicos de 2008. Atualmente, o 798 Art District ocupa aproximadamente 520 mil metros quadrados e reúne mais de 600 instituições e empreendimentos. Museus, galerias, teatros, salas de concerto, livrarias, centros de design, tecnologia e artes visuais convivem com restaurantes, lojas e estruturas fabris preservadas. A memória industrial não foi apagada: tornou-se parte da identidade do lugar e da experiência oferecida ao público. E o 798 Art District se tornou um dos principais destinos turísticos e culturais do país.

A valorização econômica e a expansão comercial e turística evidenciaram também as contradições deste processo. A chegada de grandes empresas e instituições culturais nacionais e internacionais ativou o conhecido mecanismo da especulação imobiliária e começou a deslocar os agentes que iniciaram a transformação: artistas, criadores e pequenos empreendedores culturais. Uma tensão que ocorre em diferentes cidades do mundo. Foi necessário então estudar a replicabilidade do modelo do Distrito 798 em outros territórios, e aí surge outra experiência exitosa: Langyuan Station.

<><> Langyuan Station: patrimônio como ativo econômico e cultural

Se o 798 nasceu de uma ocupação artística posteriormente incorporada ao planejamento urbano, o Langyuan Station permite observar um modelo mais diretamente induzido pelo poder público. Iniciado em 2019, o projeto foi implantado em uma antiga área de armazéns da Beijing Textile, conjunto que preserva mais de 30 galpões das décadas de 1970 e 1980, além de 2,23 quilômetros de ferrovia industrial, em uma área de aproximadamente 135 mil metros quadrados. O modelo de financiamento desse processo revela uma forma diferente e inovadora de indução econômica estatal: o investidor inicial foi o Shouchuang Group, cujo nome oficial é Beijing Capital Group Co., conglomerado estatal pertencente ao governo municipal de Pequim. Para o desenvolvimento desta iniciativa, foi criada uma outra empresa, a Beijing Shouchuang Langyuan Cultural Development Co., especializada na transformação e gestão de antigos espaços industriais, que centrou a sua atuação no território em três dimensões: recuperação arquitetônica, instalação de empresas culturais e produção contínua de conteúdos e experiências — exposições, livrarias, teatros, festivais, mercados criativos, gastronomia e eventos de moda.

Segundo o Beijing News, esta empresa operadora investiu inicialmente 70 milhões de yuans na reforma de imóveis alugados, utilizando esse capital como prova de conceito. Em seguida, o parque atraiu cerca de 1,3 bilhão de yuans de capital social. A curadoria dos ocupantes também fez parte da estratégia: pequenos espaços, somando menos de 2 mil metros quadrados, foram oferecidos por três anos sem aluguel a designers selecionados. A lógica pode ser resumida como: investimento estatal inicial, produção de identidade cultural do território, redução do risco e atração posterior de empresas e recursos privados. A intervenção não buscou restaurar os edifícios como peças congeladas no tempo. Preservou-se a casca industrial — tijolos, volumetria, trilhos e configuração geral — enquanto novas estruturas e funções foram inseridas no interior. Uma lógica que busca combinar preservação do patrimônio com infraestruturas contemporâneas. A fórmula incentivada na ocupação dos imóveis é “loja na frente, fábrica atrás”, pela qual empresas de produção e serviços abrem parte de seus espaços ao público e participam da vida urbana do parque. Langyuan ajuda a compreender a política chinesa de reforma urbana e como a cultura pode ser parte deste processo, assim como ilustra uma característica importante do modelo chinês: o Estado não atua apenas por meio de ministérios, secretarias ou subsídios, mas também através de empresas estatais capazes de investir, administrar imóveis, atrair operadores privados e articular objetivos culturais, urbanísticos e econômicos.

<><> A China em pequena escala: cultura e turismo

Quando pensamos na China, geralmente pensamos em grande escala: cerca de 1,4 bilhão de habitantes, dimensões continentais, megacidades e cifras bilionárias. Mas existe também uma China em pequena escala. É a China das vilas e aldeias onde culturas comunitárias se articulam à natureza, à produção agrícola e aos modos de vida. Os pequenos territórios são parte importante da estratégia nacional do “turismo de abrangência total”.

Huzhou é uma cidade de porte médio para os padrões chineses, com cerca de 3,5 milhões de habitantes, em uma área administrativa que reúne distritos urbanos, condados, vilas e territórios rurais. Parte significativa de sua população vive fora dos centros urbanos, portanto os vetores de desenvolvimento que orientam o planejamento estatal para esses territórios incluem uma combinação entre atividades industriais, economia rural, patrimônio cultural e políticas de sustentabilidade cultural e ambiental. A Vila Lu — ou Lucun —, em Huzhou, é um território de 1,8 mil habitantes reconhecido como “Cidade Mundial do Turismo Rural” e que abriga a sede permanente da Conferência Mundial de Turismo Rural. A cultura da seda, os vestígios arqueológicos, a paisagem das águas e a memória da aldeia formam a base de atividades de hospedagem, formação, criação cultural e intercâmbio internacional.

Já na antiga vila de Nanxun, a preservação do patrimônio convive com atividades culturais, comerciais e turísticas. Encravado em um distrito urbano, o sítio histórico abriga rios, canais, pontes de pedra e uma arquitetura característica das antigas cidades mercantis, com intensa circulação cultural e turística — note-se que estamos falando de turismo interno, de outras regiões e províncias da China, pois praticamente não vimos turistas ocidentais por ali. Nanxun possui relação direta com o Grande Canal da China, sítio serial reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2014.

Na Vila da Cultura do Chá de Meijiawu, no distrito de Xihu, em Hangzhou, a produção agrícola impulsiona o turismo e novas cadeias econômicas. O cultivo, os saberes associados ao chá, a gastronomia, a paisagem e a hospitalidade são apresentados como dimensões complementares de uma mesma experiência. Nesta vila, pudemos entrar em contato com o dia a dia de habitantes de uma cidade do interior da China: em meio a uma tarde quente de verão, com as portas das casas abertas, foi possível entrar, experimentar um chá, e comprá-lo diretamente das mãos dos pequenos produtores locais. Esses casos mostram que a integração entre cultura e turismo não é formulada apenas em termos mercadológicos. Ela considera a permanência das populações no campo, a geração de trabalho e renda, a proteção do patrimônio, as vocações econômicas locais e a sustentabilidade ambiental. Isso não elimina conflitos ou assimetrias, mas amplia o campo das políticas culturais: o território é a unidade que integra a intervenção de um amplo conjunto de políticas públicas associadas ao desenvolvimento cultural.

<><> Entre cooperação e soft power

Na Iniciativa de Civilização Global, proposta pela China em 2023, a cultura ocupa simultaneamente o lugar de fundamento das trajetórias nacionais de desenvolvimento e de instrumento para a construção de novas formas de relacionamento internacional. Sua formulação oficial organiza-se em torno de quatro princípios: respeito à diversidade das civilizações; reconhecimento de valores comuns à humanidade; articulação entre herança cultural e inovação; e fortalecimento dos intercâmbios culturais e das relações entre os povos. Nessa perspectiva, a Iniciativa de Civilização Global confere à cultura uma função geopolítica: exposições, seminários, cooperação acadêmica, turismo, tradução de obras, preservação do patrimônio e programas de formação tornam-se meios de aproximação diplomática, produção de consensos e projeção internacional da China.

No vocabulário ocidental, iniciativas desse tipo são denominadas soft power: a capacidade de produzir influência por meio de valores, narrativas, relações e atração, e não apenas por instrumentos econômicos ou militares. A categoria ajuda a entender, mas não explica tudo o que está em jogo na Iniciativa de Civilização Global.

A China compartilha experiências de desenvolvimento e, ao fazê-lo, oferece uma interpretação sobre sua própria trajetória, seus valores e seu lugar no mundo. A noção de “comunidade de futuro compartilhado para a humanidade” organiza parte dessa narrativa e procura apresentar a cooperação como alternativa a relações internacionais baseadas exclusivamente na competição. Essa projeção também se realiza fora dos programas oficiais. Em artigo de opinião publicado no China Daily em 20 de agosto de 2026, o professor Tseng Taiyuan analisa o fenômeno chamado “Chinamaxxing”: a incorporação, por jovens ocidentais, de referências chinesas ligadas ao cotidiano, ao bem-estar, à tecnologia, ao consumo e à vida urbana. Para o autor, “as percepções públicas globais são moldadas […] por experiências humanas compartilhadas e resultados sociais tangíveis” (tradução nossa). A formulação ajuda a compreender que a influência chinesa no mundo não circula apenas por discursos ou políticas de Estado, mas por imagens, práticas, produtos culturais, plataformas digitais e relatos de viagem.

<><> Questões para o Brasil

Mais do que modelos prontos para reprodução, a experiência chinesa oferece mecanismos que merecem ser estudados, conhecidos e avaliados. O primeiro é a capacidade de planejar em diferentes escalas e horizontes temporais. O segundo é a articulação entre políticas culturais, turismo, patrimônio, desenvolvimento urbano e revitalização rural. O terceiro é a ênfase chinesa em considerar a cultura uma dimensão estratégica das iniciativas de posicionamento do país diante do mundo.

Para um observador brasileiro, acostumado à instabilidade política, à descontinuidade administrativa e à disputa permanente pela legitimidade do investimento cultural, esse enquadramento produz estranhamento e interesse. A cultura é mobilizada simultaneamente como direito, recurso simbólico, setor econômico, componente da identidade nacional e ferramenta de desenvolvimento. O Brasil parte de outra história, outra organização política e outra concepção de participação social. Nossa diversidade cultural, nosso federalismo e a presença ativa da sociedade civil exigem soluções próprias. Ao mesmo tempo, é possível relacionar a visão estratégica do Estado chinês com o conceito de abrangência que orienta as políticas culturais no Brasil a partir do início do século XXI. A abrangência tornou-se, a partir da gestão de Gilberto Gil no MinC (2003-2008), um princípio estruturante das políticas culturais brasileiras: ampliação do conceito de cultura, diversificação dos sujeitos reconhecidos pelo Estado, territorialização do acesso aos recursos públicos e democratização dos processos de decisão.

O Ano Cultural Brasil–China 2026, instituído pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping após as celebrações dos cinquenta anos de relações diplomáticas em 2024, vem sendo um grande êxito. Segundo dados da Embaixada brasileira em Pequim, mais de 300 iniciativas e eventos foram ou serão realizadas como parte desta efeméride entre 2026 e 2027. É preciso aproveitar este momento como uma janela estratégica para fazer do intercâmbio cultural não apenas uma sucessão de espetáculos e exposições, mas um campo permanente de cooperação em políticas públicas. Transformar essa agenda em redes de pesquisa, programas regulares de formação, traduções, coproduções, residências artísticas e projetos institucionais duradouros permitirá ampliar o conhecimento recíproco e construir uma cooperação menos episódica e mais equilibrada. O Ano Cultural deve ser compreendido, portanto, como ponto de partida para uma política contínua de intercâmbio cultural entre estes dois países continentais, diversos e capazes de oferecer caminhos e respostas aos grandes desafios da humanidade neste turbulento século XXI.

Voltamos da China com imagens, encontros e memórias, mas também com a percepção de que as políticas culturais ganham força quando deixam de falar apenas para si mesmas. Na experiência chinesa, elas dialogam com o território, a economia, a educação, a tecnologia e a política externa. Talvez esse seja o aprendizado mais fértil: recolocar a cultura no centro das perguntas sobre desenvolvimento, democracia, soberania e futuro.

coordenado entre o progresso material e o avanço cultural e ético da sociedade.

 

Fonte: Por Alexandre Santini, em Outras Palavras


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