Mendonça
inicia guerra no STF e implanta agenda da clã Bolsonaro
um mês
da eleição presidencial, o Supremo Tribunal Federal enfrenta o momento mais
crítico, grave e severo de sua história. O clima na Corte, historicamente
marcado por divergências institucionais contidas nos autos e debates jurídicos
travados na serenidade dos colegiados, descambou de forma definitiva para uma
guerra aberta, visceral e sem precedentes. O estopim da crise foi deflagrado de
maneira ostensiva pelo ministro André Mendonça que, em uma sequência de
despachos, pedidos de informação e investidas incendiárias, passou a mirar
frontalmente o ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República,
Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A
ofensiva, contudo, ocorre ao arrepio do ordenamento jurídico brasileiro, ignorando
as normas constitucionais e regimentais que regem o STF, e desenha um cenário
estarrecedor que analistas políticos, juristas e observadores da cena pública
classificam como uma interferência deliberada no processo eleitoral.
O
objetivo central da manobra é socorrer a candidatura estagnada de Flávio
Bolsonaro (PL) à Presidência da República e neutralizar as pesadas acusações de
corrupção que rondam o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A eclosão do
conflito no topo do Judiciário ganhou contornos dramáticos e tom de
conflagração institucional a partir do avanço das investigações sobre fraudes
financeiras e esquemas ilícitos ligados a Daniel Vorcaro, ex-controlador do
Banco Master, no âmbito da Operação Compliance Zero. Relator do caso no Supremo
Tribunal Federal, Mendonça elevou a temperatura das disputas internas ao
formalizar despachos que extrapolam o rito legal e atropelam a competência
exclusiva do conjunto dos ministros do STF. A conduta do magistrado transformou
um inquérito de natureza financeira e criminal no epicentro de uma batalha pelo
comando do Judiciário e pela reconfiguração das dinâmicas de poder em Brasília,
rompendo a liturgia do cargo, violando prerrogativas e abrindo uma ferida
institucional até então inédita no Tribunal.
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Atropelo às normas constitucionais e “atalho” sem o Plenário
No
centro da tempestade política e jurídica estão as determinações de Mendonça
cobrando explicações formais da Procuradoria-Geral da República sobre
anotações, prints e mensagens encontradas pela Polícia Federal num dos
celulares apreendidos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Nos registros, datados de
final de outubro do ano anterior, Vorcaro mencionava a necessidade de buscar
interlocução e blindagem junto a “Andrei e Paulo” para conter a pressão
exercida pelo Banco Central, pela própria PF e pelo Ministério Público Federal
sobre o Banco Master. Relatórios dos investigadores apontaram a suspeita de que
o interlocutor direto e destinatário dessas mensagens do banqueiro seria o
ministro Alexandre de Moraes. Além disso, análises de metadados divulgadas pela
imprensa corporativa confirmaram que Moraes teria supostamente realizado
edições no arquivo de um contrato de R$ 131 milhões assinado entre o Banco
Master e o escritório de advocacia de sua esposa, a advogada Viviane Barci de
Moraes, antes de sua formalização.
Embora
o surgimento de indícios e a suspeita sobre o contrato levantem questionamentos
legítimos e severos quanto ao padrão de conduta exigido de integrantes da mais
alta Corte do país, a forma como Mendonça decidiu agir agride de maneira
explícita a Constituição Federal, o Regimento Interno do STF e o Código de
Processo Penal. De forma estritamente monocrática, o relator assumiu postura de
autoridade investigativa sobre um de seus próprios pares no Tribunal, uma
prerrogativa que jamais pertence a um ministro isolado, mas estritamente ao
Plenário do Supremo Tribunal Federal, mediante manifestação prévia e provocação
formal do Procurador-Geral da República.
Em
caráter reservado, um respeitado e renomado jurista ouvido pela Fórum, em
condição de anonimato pela natureza do “embate” ponderou a gravidade da escolha
de Mendonça em ignorar os parâmetros pétreos do devido processo legal e
instaurar uma devassa paralela contra um colega de bancada:
“A
rigor, mesmo numa posição em que se pondere que há motivo para uma
investigação, que exista razão para investigar Moraes, a forma como Mendonça
faz isso não é a correta e legal, porque ele não poderia investigar sem antes
ter a autorização do Plenário do Supremo. Ele está adotando, pelo que vejo,
atos de investigação que estariam questionando o PGR, e estaria também pedindo
relatórios à PF, e tudo isso são atos de investigação… Ele não poderia fazer
isso sem autorização expressa do Plenário da Corte”, disse o jurista.
Ao
despachar diretamente contra autoridades com foro privilegiado, arvorar-se em
investigador de seus pares e colocar sob questionamento o comando da PF e o
chefe do Ministério Público Federal, Mendonça usurpou competências colegiadas e
criou uma aberração jurídica. Nos bastidores do Judiciário em Brasília, a
reação ao movimento do relator ganhou força entre magistrados ligados ao grupo
atingido. Defensores do devido processo legal e das garantias constitucionais
defendem que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, intervenha de forma
imediata e submeta todas as decisões e despachos de Mendonça à apreciação do
Plenário, visando sustar os atos considerados nulos de pleno direito e apurar
eventual desvio de finalidade e abuso de autoridade por parte do relator.
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A inação de Fachin, a paralisia do STF e o acirramento na Polícia Federal
Enquanto
a crise se alastra como rastro de pólvora pelos corredores do Tribunal, a
postura do presidente do STF, ministro Edson Fachin, tem sido pautada pela
extrema “cautela”, pelo silêncio obsequioso e, até o presente momento, pela
completa ausência de uma mediação institucional assertiva. A inércia da
presidência da Corte em conter os abusos procedimentais de Mendonça aprofunda o
clima de desconfiança, paralisia e instabilidade no Tribunal. A ausência de uma
pauta colegiada imediata permitiu que despachos monocráticos e ilegais
continuassem a ser utilizados como combustível renovável para alimentar o
debate político-partidário e desgastar a imagem da Justiça às vésperas do
sufrágio nacional.
O
tiroteio deflagrado por André Mendonça atinge com igual violência e gravidade o
comando da Polícia Federal. Ao exigir relatórios detalhados, questionar prazos
e insinuar omissão ou atuação seletiva do diretor-geral Andrei Rodrigues, o
relator tenta emparedar a cúpula da corporação policial. Na avaliação de
delegados e investigadores de carreira, a conduta de Mendonça busca enfraquecer
o comando da instituição e, provocando uma crise institucional capaz de
desestabilizar o trabalho da Polícia Federal, levar até mesmo à queda do
diretor-geral, no exato momento em que apurações decisivas afetam a alta classe
política e o setor financeiro. No gabinete de Mendonça, em contrapartida,
alimentam-se teses de que a PF estaria agindo de forma parcial para blindar determinados
atores e que a conduta de autoridades policiais precisa ser submetida a um
rigoroso e implacável escrutínio.
A
conduta assimétrica do relator frente a outros envolvidos no mesmo escândalo do
Banco Master ressalta o caráter político e direcionado de suas ações. Outro
jurista, este da área criminal, de proeminência nacional, ao avaliar o
estarrecedor quadro institucional sob condição de anonimato, foi enfático à
Fórum quanto à gravidade do momento e à flagrante ilicitude das providências
adotadas dentro da Corte Suprema:
“Isso é
muito grave. E fica ainda mais claro que isso é uma ação deliberada para
favorecer a candidatura do Flávio Bolsonaro. Mendonça não poderia nunca
investigar Alexandre de Moraes, um colega de Supremo, dessa forma. Isso
obrigatoriamente teria que passar pelo pleno (do STF)… E eu vejo que,
provavelmente, isso terá consequências”, explicou o criminalista.
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Ação encomendada pelo clã Bolsonaro e a tentativa de capturar a pauta eleitoral
Longe
de representar uma atuação fortuita, um ato isolado ou um gesto técnico e
despretensioso em defesa da moralidade pública, a investida de André Mendonça
atende perfeitamente a um rigoroso cálculo político e eleitoral desenhado nos
bastidores da cúpula do bolsonarismo. Faltando poucas semanas para a eleição
presidencial de 2026, o senador Flávio Bolsonaro vê sua candidatura estagnada
nas pesquisas de intenção de voto, sem conseguir furar a bolha do eleitorado
nem apresentar um discurso capaz de empolgar o centro político. Diante da
incapacidade de crescer por caminhos propositivos, a estratégia traçada pelo
clã familiar consistiu em produzir um fato jurídico-político de proporções
devastadoras, capaz de incendiar o país, capturar as manchetes e sequestrar por
completo a agenda da campanha.
As
declarações efusivas de Flávio Bolsonaro ocorridas logo após a divulgação dos
despachos de Mendonça tornaram cristalina a absoluta sinergia entre as
canetadas do ministro e o discurso do candidato do PL. O senador passou a ir
diariamente à imprensa e às redes sociais exigir a renúncia imediata de
Alexandre de Moraes do STF, classificando o magistrado como “advogado de
Vorcaro” e inflamando a bancada bolsonarista no Congresso a acelerar pedidos de
impeachment e punições contra integrantes da Corte. O ataque frontal e
coordenado a Moraes se conecta diretamente com a narrativa construída pelo
movimento ao longo dos últimos anos, já que o ministro foi o relator das ações
dos atos golpistas que resultaram na condenação e na prisão do ex-presidente
Jair Bolsonaro.
Ao
concentrar todo o holofote do escândalo sobre as suspeitas que envolvem os
contratos da esposa de Moraes, algo já “velho”, a manobra articulada no
gabinete de Mendonça busca atingir dois objetivos eleitorais vitais para o
projeto da família: reativar a militância radical atacando a imagem do Supremo
Tribunal Federal, associando a Corte ao governo federal e às forças políticas
adversárias, e, sobretudo, construir um poderoso escudo de proteção e distração
para o próprio Flávio Bolsonaro. O candidato presidencial é citado diretamente
em negociações com Daniel Vorcaro para a captação e o direcionamento de
recursos para o financiamento do filme Dark Horse, por meio de repasses
milionários e heterodoxos efetuados pelo ex-controlador do Banco Master.
Questionado
de forma reiterada sobre as transferências de R$ 61 milhões que envolvem o
empreendimento cinematográfico e suas trocas diretas de mensagens com o
operador do Master, Flávio recusou-se sumariamente a prestar esclarecimentos à
opinião pública, terceirizando a responsabilidade do escândalo para a produtora
da obra, a Go Up Entertainment. A ação do relator no STF atua, na prática, como
uma cortina de fumaça sob medida para sufocar a visibilidade dos ilícitos e das
suspeitas imputadas ao filho do ex-presidente, desviando o foco do debate
nacional para a crise artificialmente fabricada contra o Supremo.
Uma
fonte do serviço público federal de carreira, lotada na Esplanada dos
Ministérios, e sempre participativa no cenário político de Brasília, atestou à
Fórum o caráter orquestrado e sob encomenda da operação montada a partir do
gabinete de Mendonça:
“Essa
atitude espetaculosa ‘do nada’, aliás, não foi ‘do nada’, ao acaso… O que se
tem claro é que isso ocorre a um mês da eleição com clara intenção de capturar
a pauta política brasileira e interferir no curso das coisas, porque existe
essa identificação que se criou do ministro Alexandre de Moraes com o governo,
que nem é tão ‘assim’ como dizem… Mendonça faz isso, e parece óbvio, por uma
orientação estratégica da família Bolsonaro, porque nesses termos ele acaba
também por blindar o Flávio Bolsonaro na acusação dos R$ 61 milhões… Ele quer
incendiar o país, ou melhor, ele já incendiou o país”, disse o servidor da área
política.
A
seletividade das medidas adotadas por André Mendonça e a dualidade de critérios
na condução das apurações do caso Banco Master são também sublinhadas com
perplexidade por um magistrado de Tribunal Superior, que, por razões
elementares, pediu para não ser identificado. Ele apontou as contradições do
relator e a gravidade de ceder a interesses políticos de grupo:
“Existe
um problema aí (no contrato com o escritório da esposa de Moraes)? Sim, aos
meus olhos, existe. A começar pela origem do dinheiro, que era do Vorcaro, e o
valor astronômico, totalmente injustificado para um contrato… Mas por outro
lado, é evidente que Mendonça fechou os olhos para os crimes do Flávio, o que
também é muito grave”, ponderou o magistrado.
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Consequências institucionais, desgaste da Justiça e o futuro da Corte
Ao
transformar a relatoria de uma complexa investigação sobre fraudes financeiras
e lavagem de dinheiro em uma plataforma de intervenção direta na disputa
presidencial, André Mendonça colocou a estabilidade democrática, o respeito às
instituições e a credibilidade do poder Judiciário em risco iminente. O
tensionamento do ambiente interno do STF ultrapassou todos os limites do
suportável do ponto de vista institucional, e a pressão para que o Plenário da
Corte reaja, reassuma o controle dos autos e anule as medidas arbitrárias
tomadas ao arrepio da Constituição cresce a cada hora entre os ministros da
Casa.
O uso
do cargo vitalício na mais alta Corte de Justiça do país para alinhar-se de
forma escancarada à agenda eleitoral de um grupo político, atacar o devido
processo legal e blindar aliados em meio a apurações de corrupção fere de morte
os mais sagrados preceitos republicanos. Com o eleitorado prestes a ir às urnas
para definir os rumos do país, o Supremo Tribunal Federal se vê diante de seu
desafio mais dramático e decisivo: reprimir os abusos praticados em seu próprio
seio, restabelecer a legalidade estrita de seus procedimentos e impedir que a
prestação da Justiça seja definitivamente sequestrada por interesses de poder,
retaliações pessoais e projetos de hegemonia familiar.
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Decisão de investigar Moraes no caso Master será do Plenário do STF
A
eventual investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal
Federal (STF), a partir de mensagens atribuídas a conversas com o ex-banqueiro
Daniel Vorcaro, dependerá do aval do Plenário da Corte. Antes disso, a
Procuradoria-Geral da República (PGR) terá cinco dias para se manifestar sobre
o relatório produzido pela Polícia Federal (PF).
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De
acordo com o regimento interno do Supremo, cabe ao Plenário, formado pelos 11
ministros da Corte, processar e julgar determinadas autoridades, incluindo os
próprios integrantes do tribunal. Após a análise da PGR, caberá ao presidente
do STF, Edson Fachin, definir a data em que o caso será submetido ao colegiado.
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Mendonça aponta “caminho inevitável” até o Plenário
O prazo
de cinco dias, segundo O Globo, foi estabelecido pelo ministro André Mendonça,
relator do caso, em despacho assinado nesta segunda-feira (1º). A manifestação
da Procuradoria deverá tratar do relatório no qual a PF detalhou mensagens
trocadas entre Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e Moraes.
Ao
retirar o sigilo do caso, Mendonça afirmou que, “independentemente” do
posicionamento da PGR, o “caminho inevitável” será levar a questão ao Plenário.
Segundo
o relator, o colegiado constitui a “instância soberana para analisar, de modo
técnico e estritamente jurídico, os novos elementos trazidos” pela Polícia
Federal.
O
documento que poderá ser analisado pelos ministros foi entregue pela PF a
Mendonça na quinta-feira passada. Parte das conversas mencionadas no relatório
já havia aparecido durante a investigação relacionada ao Banco Master, mas,
naquele momento, o interlocutor de Vorcaro era classificado pelos
investigadores como uma “pessoa não identificada”.
Segundo
Mendonça, as conversas comprovam que Vorcaro teve conhecimento, com
“significativa antecedência”, da investigação que posteriormente fundamentou
sua ordem de prisão, expedida em novembro do ano passado.
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PF identificou contato atribuído a Moraes
Na
segunda-feira passada, Mendonça havia determinado que a Polícia Federal
apresentasse, no prazo de 24 horas, informações atualizadas sobre a
“identificação dos integrantes da suposta rede de influência e monitoramento
gerenciada” por Vorcaro.
O
relator estabeleceu ainda que o levantamento deveria identificar todas as
pessoas mencionadas nas mensagens do ex-banqueiro, inclusive aquelas
“detentoras de foro por prerrogativa de função”.
“Uma
vez identificados os destinatários e demais mencionados nas referidas
mensagens, devem ser igualmente fornecidas a íntegra de todas mensagens e
interações existentes que envolvam as mesmas pessoas”, determinou Mendonça.
A
partir dessa ordem, a Polícia Federal entregou ao Supremo um relatório
envolvendo Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci.
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Mensagens partiram do celular apreendido de Vorcaro
O
trabalho dos investigadores teve como ponto de partida mensagens identificadas
no celular de Vorcaro, apreendido durante as primeiras diligências da Operação
Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master.
Segundo
o material, Vorcaro utilizava imagens de visualização única no WhatsApp para
enviar capturas de tela produzidas a partir de um aplicativo de bloco de notas.
Para
identificar os destinatários, a PF cruzou informações do bloco de notas,
capturas de tela do aparelho e a primeira interação realizada no aplicativo de
mensagens logo depois. O procedimento levou os investigadores à indicação de
que os arquivos foram enviados a um contato salvo no telefone como “Alexandre
de Moraes BRASÍLIA”.
Depois
dessa identificação, a Polícia Federal passou a examinar as interações entre
Vorcaro e o contato, realizando buscas no aparelho por termos relacionados ao
ministro do Supremo.
Os
investigadores também procuraram conversas entre o ex-banqueiro e outros
interlocutores nas quais houvesse referências a episódios “envolvendo” a figura
de “Alexandre de Moraes Brasília”.
Fonte:
Por Henrique Rodrigues,na Fórum/Brasil 247

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