Na
Venezuela, a última chance do dólar?
Em 3 de
janeiro, os EUA invadiram militarmente a Venezuela e sequestraram seu
presidente, Nicolas Maduro. Este ato bárbaro de violação do direito
internacional foi complementado, na última sexta-feira (26/8), pelo anúncio de
um acordo de rapina. O presidente Donald Trump afirmou que Washington
controlará a maior parte da riqueza petrolífera da Venezuela, constituída pelas
reservas da Bacia do Orinoco e do Lago Maracaibo. Ao seu estilo, afirmou
tratar-se do “maior acordo petroleiro da história”. Suas palavras foram
confirmadas pela presidente do país sulamericano, a dócil Delcy Rodriguez, que
expressou “a mais profunda gratidão” ao ocupante da Casa Branca. O acordo ainda não foi firmado, mas o que veio
a público é de natureza claramente colonial. A exploração do petróleo das duas
regiões será feita por uma entidade com dois controladores. O Departamento de
Estado dos EUA terá 55% das ações. As demais serão entregues a uma empresa
privada com nome inglês (Nabep, North American Blue Energy Partners) e sede no
paraíso fiscal de Barbados. Os dois sócios poderão contratar terceiras
companhias para realizar os trabalhos de exploração e extração. O governo
norte-americano garantirá os investimentos. O acordo terá duração extensíssima:
50 anos, prorrogáveis por mais 50. À Venezuela, que não terá autonomia alguma
sobre o processo, caberão, segundo Delcy Rodriguez, 29% dos recursos
arrecadados com a venda.
Os EUA
precisam desesperadamente sequestrar petróleo alheio, diz ele, para tentar
manter a hegemonia internacional do dólar – fonte importante de sua riqueza.
Esta dominância consolidou-se, em grande medida, a partir dos acordos feitos
nos anos 1970. Washington aceitou a alta expressiva dos preços do petróleo,
alcançada pela OPEP. Em contrapartida, assegurou que as vendas internacionais
do combustível seriam sempre feitas em dólares, o que dava sustentação
internacional permanente a sua moeda. Estes acordos, prossegue Hudson, sofreram
forte erosão nos últimos anos. Ao tentarem estabelecer a força do dólar como
arma de guerra – impondo sanções ao Irã e congelando depósitos de centenas de
bilhões de dólares de Moscou e Teerã – Washingon levou estes países a buscarem
alternativas. A China, por exemplo, passou a comprar petróleo iraniano e a
pagar em yuanes. Como o poder e prestígio político e a força econômica dos EUA
já são decadentes há décadas, este enfraquecimento da moeda do país poderia acelerar
de forma imprevisível o movimento. A captura do petróleo venezuelano é uma das
tentativas de conter este processo, aponta o economista. Ele esbarrou, porém,
na resistência do Irã. O ataque a Caracas foi seguido pela guerra dos EUA e
Israel contra o país. Em determinado momento, o secretário do Tesouro dos EUA,
Scott Bessent, chegou a “anunciar” um futuro arranjo com o petróleo iraniano
semelhante ao imposto agora a Caracas. Os planos foram frustrados pela
surpreendente capacidade demonstrada por Teerã, até o momento, de conter o
agressor e impor-lhe uma derrota humilhante e possivelmente catastrófica.
As
autoridades americanas são notavelmente francas ao descrever sua estratégia
para manter o poder imperial dos EUA. “O domínio do dólar é essencial”, afirmou
o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em uma entrevista na televisão em 24 de
junho de 2026. O motivo pelo qual os Estados Unidos impuseram sanções
comerciais e financeiras à Venezuela, explicou ele, foi porque o país estava
“vendendo petróleo com desconto para a China e não recebendo dólares”. Um país
que não precificava o petróleo em dólares e não investia os lucros em contas em
dólares representava uma ameaça à capacidade dos EUA de manter o papel central
do dólar no sistema financeiro mundial, a principal fonte da riqueza americana.
As guerras dos EUA contra a Venezuela, a Rússia e o Irã visam forçá-los a
precificar suas exportações de petróleo em dólares e, igualmente importante,
investir os lucros nos mercados financeiros dos EUA ou usá-los para comprar
produtos americanos. Desde a invasão e o sequestro do presidente Nicolás Maduro
pelos EUA em 3 de janeiro, Bessent destacou: “A nova Venezuela está faturando
em dólares, que estão retornando ao sistema do dólar. … E agora, o dólar será a
peça central de seu comércio.”
Uma
reportagem do Financial Times calculou que, com base em
padrões históricos de preços, o valor do petróleo que a Venezuela “exportou
desde janeiro… ultrapassa US$ 13 bilhões”, mas o site do governo venezuelano
“para rastrear a receita das vendas de petróleo administradas pelos EUA…
registra apenas uma entrada – uma transferência de US$ 300 milhões em março”.
Isso representa apenas 2,5% das exportações venezuelanas retidas pelos
ocupantes norte-americanos desde a mudança de regime. Os termos impostos à Venezuela
servem de modelo para os planos dos EUA em relação ao Irã, anunciou Bessant em
sua entrevista. “Estamos vendo nas negociações com o Irã que os iranianos
emitirão faturas em dólares.” Uma semana antes, em 17 de junho, o presidente
Trump havia assinado um Memorando de Entendimento com o Irã, prometendo que os
Estados Unidos começariam a devolver parte dos mais de US$ 100 bilhões em
economias que os Estados Unidos e seus aliados haviam confiscado. (Um pagamento
de US$ 12 bilhões foi amplamente citado.) Mas, valendo-se da tática de “isca e
troca” dos EUA, Bessant explicou que qualquer devolução de fundos estaria
sujeita à supervisão dos EUA. Bessant
chegou a prever que “quando o conflito Rússia-Ucrânia terminar, a Rússia
desejará retornar ao sistema do dólar”, apesar de ter sofrido o confisco, pela
União Europeia, de US$ 300 bilhões em depósitos no sistema de compensação do
Eurobanco. Os fatores decisivos seriam o poderio militar e as sanções
comerciais dos EUA, forçando o Irã e a Rússia a capitular a termos de rendição
semelhantes aos da Venezuela.
A
Venezuela não teve escolha. Foi invadida e seu presidente foi preso em
confinamento solitário nos Estados Unidos. Sua produção de petróleo foi
confiscada e suas receitas, apreendidas. Uma ficha informativa do Departamento
de Energia dos EUA detalhou os planos americanos para gastar os tributos que
podem ser extraídos da Venezuela, presumivelmente um modelo que se espera impor
ao Irã e à Rússia.
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Guerra para derrotar o Irã e confiscar suas receitas petrolíferas
Consolidar
o controle sobre os países da OPEP e integrá-los à sua própria economia é um
objetivo antigo dos EUA. Quando a guerra de 1973 entre Egito e Israel levou a
Arábia Saudita e outros países da OPEP a impor um embargo de petróleo contra os
Estados Unidos e outros apoiadores de Israel, o presidente Richard Nixon
“considerou seriamente o uso da força militar para tomar campos de petróleo no
Oriente Médio durante o embargo de petróleo árabe… caso as tensões entre Israel
e seus vizinhos árabes continuassem a aumentar após a guerra do Oriente Médio
de outubro de 1973 ou o embargo de petróleo não diminuísse”. Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e
Israel lançaram uma segunda onda de ataques que se transformou em uma campanha
de 40 dias, cujo primeiro objetivo era forçar uma mudança de regime no Irã.
Ataques aéreos israelenses assassinaram o Líder Supremo Ali Khamenei e outros
altos funcionários iranianos. Um ataque repetido dos EUA matou 120 crianças e
outros 36 civis na escola de Minab, e o bombardeio do ginásio esportivo de
Lamerd, no sul do Irã, matou membros de um time feminino de vôlei.
O Irã
devastou então bases militares americanas em toda a região e atacou Haifa e
outros locais israelenses. Instalações de produção de petróleo, refinarias,
depósitos de combustível, portos e investimentos privados americanos foram
atingidos, especialmente nos Emirados Árabes Unidos, que foram os principais
apoiadores dos ataques americanos. Em 1º de março, o Irã bombardeou os centros
de dados em nuvem da Amazon Web Services no Bahrein e em Abu Dhabi (o maior
emirado dos Emirados Árabes Unidos), e um centro da Oracle em Dubai. Em 2 de
março e novamente em 18 e 19 de março, destruiu as instalações de produção de
GNL do Catar, que representavam um terço do comércio mundial de hélio. A
situação se agravou ainda mais em 27 de março, quando o Irã lançou mísseis e
drones contra Israel e também atingiu a grande Base Aérea Príncipe Sultan, dos
EUA, na Arábia Saudita, ferindo pelo menos 17 militares americanos. Os
militares dos EUA e de Israel bombardearam diversos alvos no Irã, com foco em
suas instalações nucleares. Isso levou o Irã a anunciar, em 31 de março, que
iria “atacar empresas americanas, incluindo Microsoft, Google, Apple, Meta,
Oracle, Intel, HP, IBM, Cisco, Dell, Palantir e Nvidia”. E quando a Guerra do
Petróleo se intensificou, o Irã destruiu os data centers restantes da Amazon no
Bahrein, em 21 e 24 de julho. As retaliações quase diárias do Irã e o
fechamento do Estreito de Ormuz paralisaram as exportações de petróleo da
região, ameaçando criar uma crise mundial ao interromper cerca de 20% do
comércio global de petróleo.
Em
maio, a Arábia Saudita suspendeu por cinco dias a autorização militar dos EUA
para operar a partir da Base Aérea Príncipe Sultan, impediu o voo de todos os
43 aviões de guerra americanos ali estacionados e fechou o espaço aéreo
nacional saudita à Operação Projeto Liberdade poucas horas depois de o
presidente Trump anunciar a operação nas redes sociais em 3 de maio de 2026.
(…) O ataque iraniano de 27 de março à Base Aérea Príncipe Sultan demonstrou
que sediar operações de combate americanas transformava o território saudita em
um alvo, cujas defesas americanas eram ineficazes contra os mísseis iranianos. A
guerra chegou ao auge em 11 de junho. O Irã retaliou contra os ataques aéreos
dos EUA e o bloqueio às suas exportações de petróleo, reforçando o fechamento
do Estreito de Ormuz e lançando ataques com drones contra o Bahrein e outros
emirados do Golfo, para demonstrar que, ao contrário da promessa dos EUA de que
suas bases militares protegeriam os países árabes anfitriões de ataques, essas
bases os haviam transformado em alvos. Os Emirados Árabes Unidos, que adotaram
a posição anti-Irã mais ferrenha e atrelaram sua economia mais estreitamente à
dos EUA, sofreram os maiores danos. Um corte no fornecimento de petróleo ao Irã
poderia ser compensado por alguns meses com a liberação de petróleo da Reserva
Nacional de Petróleo, mas se o comércio com o Golfo Pérsico não fosse retomado
em breve, haveria uma crise de abastecimento. Apesar de os Estados Unidos serem
um exportador líquido de petróleo, precisam importar quantidades substanciais
de petróleo bruto do exterior, especialmente o petróleo pesado ou “ácido” (com
teor de enxofre entre 0,5% e 2%), obtido principalmente da Arábia Saudita. Os
campos de petróleo americanos produzem principalmente petróleo “doce” com baixo
teor de enxofre, mas as refinarias americanas necessitam desse petróleo
estrangeiro mais pesado para produzir diesel para caminhões e navios, e
querosene para aeronaves. Companhias aéreas do mundo todo estavam reduzindo
seus voos e aumentando os preços das passagens para refletir o aumento dos
custos de combustível. E o transporte rodoviário doméstico, que depende de
diesel, corria o risco de ser interrompido, causando paralisações na produção e
interrupções no trabalho.
O plano
de Trump era que os militares dos EUA derrotassem o Irã e forçassem a
reabertura do Estreito em troca da promessa das monarquias árabes de investir
ou gastar centenas de bilhões de dólares de suas receitas de exportação nos
Estados Unidos. Suas manobras de negociação confirmaram que ele nunca teve a
intenção de permitir que o Irã implementasse procedimentos para administrar o
comércio através do Estreito de Ormuz que serviriam de base para o Irã cobrar
pedágios ou quaisquer outras taxas que Trump almejava – e que ele nunca teve a
intenção de ajudar a negociar com os países árabes da OPEP a devolução dos US$
100 bilhões em economias iranianas que haviam sido confiscadas. O sonho de Trump era repetir no Irã a vitória
que alegava ter alcançado na Venezuela. Ele instalaria um regime fantoche que
pagaria aos Estados Unidos uma compensação pelos custos de seu armamento
militar e esforços relacionados ao ataque americano. O Irã concluiu que o
memorando de entendimento não passava de uma farsa, permitindo que Trump
ganhasse tempo para reorganizar seus planos militares e fortalecer suas
alianças com os governantes sunitas. Em 19 de julho, o país suspendeu
formalmente o memorando de entendimento em decorrência das violações de seus
termos pelos Estados Unidos.
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Na Guerra do Petróleo, questão de vida ou morte para os Estados Unidos e o Irã.
A
Guerra do Petróleo de Trump é tão crucial para a hegemonia dos EUA quanto para
a sobrevivência do Irã diante das ameaças de Trump de destruí-lo e impor um
regime fantoche nos moldes do que ele alega ter alcançado em sua vitória sobre
a Venezuela. Para os Estados Unidos, a Guerra do Petróleo contra o Irã – e
contra a Rússia e a Venezuela – não foi uma guerra de escolha. Foi uma manobra
desesperada para manter seu monopólio mundial do petróleo como um ponto de
estrangulamento, na esperança de que isso lhe permitisse permanecer uma
economia rentista global, obtendo do exterior a riqueza que não produz mais
internamente. Para atingir esse objetivo, os Estados Unidos tratam os países
como inimigos se estes reivindicarem sua soberania e se recusarem a aderir às
suas sanções contra países cujas políticas conflitem com a hegemonia americana,
a instrumentalização do comércio mundial de petróleo e a dolarização de suas
relações monetárias. A soberania de outros países é vista como uma ameaça à
própria segurança econômica nacional dos Estados Unidos, à sua riqueza
alavancada em ações e títulos e ao tributo financeiro que lhes permite impor
poder militar e político coercitivo. As ações agressivas dos EUA contra a
Rússia, a China e o Irã por reivindicarem sua soberania uniram esses países e
aceleraram seus esforços conjuntos para criar uma base alternativa para suas
relações comerciais e monetárias. Esses esforços estão catalisando uma ruptura
global que vem se formando há muito tempo, mas que somente agora atingiu a massa
crítica necessária para que os países conquistem a independência do controle
dos EUA.
A
proteção econômica que a China, a Rússia e o Irã oferecem ao resto do mundo
baseia-se em um sistema de pagamentos alternativo para evitar a dependência do
dólar americano, que se tornou um gargalo, representando um risco de confisco
de ativos, como o que a Rússia e o Irã sofreram. Os sistemas monetários e de
poupança internacionais necessitam de uma filosofia financeira e operacional
diferente daquela dos programas de austeridade do FMI e das políticas de
privatização do Banco Mundial, criadas pela diplomacia estadunidense em 1945
sob seu próprio controle e a serviço de seu poder dominante como credor e
exportador na época. O potencial para a criação de uma Nova Ordem Econômica
Internacional (para usar a expressão popular na década de 1970), com seu apelo
por um corpo multipolar de leis e organizações internacionais não sujeitas ao
veto, obstrução e controle dos EUA, é o que torna a atual Guerra do Petróleo
dos EUA contra o Irã, a Rússia e a Venezuela de alcance civilizacional. A
criação de um sistema alternativo que permita ganhos mútuos nas relações
comerciais e financeiras, substituindo o atual sistema tributário extrativista
dos EUA, onde só um ganha e o outro perde, representaria um desafio existencial
à prosperidade americana. É por isso que a diplomacia dos EUA luta contra
qualquer sistema alternativo desse tipo e por que, para o resto do mundo, a
política imposta pelos EUA à Venezuela no início de 2026 ameaça ser imposta ao
Irã, à Rússia e a outros países, caso não se unam para defender o princípio da
soberania econômica nacional e organizem medidas de proteção política e militar
para impedir a instrumentalização das relações internacionais pelos EUA.
O mundo
já enfrenta a mais profunda depressão desde a década de 1930, como resultado da
Guerra do Petróleo americana, que interrompeu o comércio global de petróleo,
fertilizantes e produtos relacionados. Esse dano colateral é o preço a ser pago
por não se ter agido antes contra o regime de sanções comerciais e financeiras
patrocinadas pelos EUA, cujo objetivo é prejudicar os países que não aderem às
suas relações exteriores cada vez mais predatórias. As atuais regras
internacionais e a administração global foram sequestradas pela intromissão
estreita e nacionalista dos Estados Unidos e pela violação da soberania de
outras nações. Visto que não existem mecanismos internacionais com poder para
impor reparações aos Estados Unidos e seus aliados, a imposição de tarifas
sobre o comércio de petróleo no Golfo Pérsico é a única maneira previsível de o
Irã recuperar os danos – não diretamente dos Estados Unidos ou de seus aliados
agressores, mas dos consumidores mundiais de petróleo.
Um dos
grandes desafios é criar um poder de fiscalização contra aqueles que violam as
normas da ONU. Somente tais meios de fiscalização podem garantir a verdadeira
soberania nacional e regras para o livre comércio e investimento
internacionais. A proteção da soberania nacional foi considerada um princípio
orientador da civilização e do direito internacional desde a Paz de Vestfália
de 1648 até a Carta das Nações Unidas. Esse princípio está sendo bloqueado pela
insistência dos Estados Unidos em agir como “a nação excepcional”, não
vinculada às normas do direito internacional. Sua exigência de poder de veto e
suas manobras burocráticas secretas em qualquer organização internacional da
qual participe têm impedido o funcionamento eficaz das Nações Unidas e de outras
instituições globais. Uma reestruturação sistêmica dessas instituições,
incluindo uma Corte Internacional de Justiça reconstituída, é, portanto,
necessária para pôr fim à submissão ao que se tornou uma ameaça aos princípios
da civilização. Os principais requisitos de uma ordem internacional reformada
incluiriam regras para proteger o comércio marítimo das tentativas dos EUA de
criar gargalos, e regras intergovernamentais para alcançar o que Keynes buscava
assegurar em suas propostas de 1944 como alternativa ao FMI, apoiado pelos
planejadores estadunidenses. O que se faz necessário são regras e mecanismos
para evitar a dependência da dívida e o empobrecimento por meio da imposição de
privatizações e austeridade monetária antigovernamentais e antissindicais, como
as atualmente impostas pelo FMI e pela política externa estadunidense
correlata. O estágio inicial de tais mecanismos, sem dúvida, se baseará em uma
combinação de swaps de ouro e moeda estrangeira, com um novo tipo de banco
internacional criando seu próprio balanço eletrônico de créditos e obrigações
entre países credores e devedores.
Fonte:
Por Michael Hudson | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

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