quarta-feira, 2 de setembro de 2026


 Fruta em jejum no café da manhã pode atrapalhar o controle da glicose?

Para quem tem diabetes ou pré-diabetes, a quantidade e o tipo de carboidrato fazem parte dos cuidados com a glicose. No entanto, a ordem em que os alimentos aparecem na refeição também pode influenciar a resposta da glicose.

Segundo o nutricionista especializado em diabetes Danilo Araújo, comer fruta em jejum pode fazer a glicemia subir mais rápido em algumas pessoas. Depois, essa glicose também pode cair rapidamente.

A orientação, nesse caso, não é retirar as frutas da alimentação, a proposta é mudar o momento em que elas aparecem na refeição.

<><> Por que a fruta pode aumentar a glicose?

A maioria das frutas consumidas no dia a dia contém carboidratos. Esse nutriente pode elevar a glicemia após o consumo.

Para pessoas com diabetes ou pré-diabetes, portanto, a quantidade de carboidratos merece atenção. A resposta da glicose, no entanto, não depende apenas do alimento consumido.

Quando a fruta aparece como primeiro alimento do dia, principalmente em jejum, Danilo Araújo afirma que algumas pessoas podem apresentar uma elevação mais rápida da glicose.

Depois desse aumento, a glicemia também pode cair rapidamente. Essa variação pode vir acompanhada de fome, cansaço e vontade de comer novamente em pouco tempo.

<><> O que muda quando a fruta fica para depois da refeição?

A estratégia apresentada pelo nutricionista consiste em deixar a fruta para depois da refeição, como sobremesa.

Nesse modelo, a pessoa começa a refeição pelos vegetais e inclui alimentos que fornecem proteína. Entre os exemplos citados estão carne, frango, ovo e peixe.

A refeição também pode incluir fontes de gordura, como azeite, castanha e abacate. Em seguida, entram os alimentos com carboidratos previstos para aquela refeição.

Por fim, a pessoa consome a fruta. Segundo Araújo, a presença de proteína e gordura pode retardar a absorção dos carboidratos consumidos na refeição. Assim, a ordem dos alimentos pode modificar a resposta da glicose.

<><> Comer fruta em jejum significa que a fruta faz mal?

A orientação apresentada pelo nutricionista não propõe retirar frutas da alimentação.

O ponto central está na estratégia de consumo. A fruta continua presente, mas passa a ocupar outro momento da refeição.

Essa diferença também evita transformar a alimentação em uma lista de proibições. Para quem convive com diabetes, a proposta é considerar a quantidade de carboidratos e a composição da refeição.

<><> Qual é a ordem dos alimentos?

A estratégia explicada por Danilo Araújo pode ser organizada desta forma:

1.       Vegetais: aparecem no início da refeição.

2.       Proteínas: carne, frango, ovo ou peixe são alguns exemplos.

3.       Fontes de gordura: azeite, castanha e abacate estão entre os alimentos citados.

4.       Carboidratos: entram como parte da refeição.

5.       Fruta: fica para o final, como sobremesa.

A mesma fruta pode fazer parte da alimentação, mas o momento do consumo muda.

<><> Essa estratégia funciona para todas as pessoas?

A informação fornecida pelo nutricionista indica que a resposta pode variar entre as pessoas. Por isso, não é possível afirmar que comer fruta em jejum provocará a mesma alteração na glicemia em todas as pessoas com diabetes ou pré-diabetes.

Além disso, a orientação apresentada não substitui a avaliação individual de um profissional de saúde. A quantidade de carboidratos e a composição das refeições precisam considerar as necessidades de cada pessoa.

Nesse contexto, a proposta é usar a ordem dos alimentos como uma estratégia alimentar, sem transformar a fruta em um alimento proibido.

<><> Fruta continua fazendo parte da alimentação

A recomendação apresentada por Danilo Araújo não é cortar frutas. A proposta é consumi-las depois da refeição.

Segundo o nutricionista, essa mudança pode ajudar a evitar uma elevação mais rápida da glicose em algumas pessoas. A estratégia também busca reduzir a necessidade de restringir alimentos sem considerar como eles entram na refeição.

Para quem tem diabetes ou pré-diabetes, a orientação reforça a importância de observar não apenas o alimento, mas também a quantidade de carboidratos e a composição da refeição.

 

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