Raíssa
Araújo Pacheco: Nas fronteiras, a violência também é mercadoria
Num
momento em que a violência no México e em outras periferias globais atinge
níveis extremos, a ensaísta e ativista tijuanense Sayak
Valencia propõe um deslocamento teórico: e se a violência, em vez de ser
apenas um subproduto do capitalismo, tivesse se tornado ela mesma uma
mercadoria?
É essa
a hipótese central de Capitalismo Gore, obra publicada no
Brasil pela sobinfluencia edições, que articula
filosofia feminista, crítica da economia política e análise cultural para
compreender a atual fase hiperconsumista do capitalismo.
Valencia
observa que, nas regiões do chamado Terceiro Mundo, corpos torturados,
decapitados ou mutilados circulam como produtos em um mercado regido pela
impunidade e pela austeridade estatal. O termo “gore” do título evoca tanto o
terror explícito quanto a exposição crua dos mecanismos de lucro sobre a morte.
A
autora conecta fenômenos aparentemente dispersos: a ascensão de governos
autoritários, a erosão da sociedade civil, o aumento da violência contra as
mulheres e a transformação de cidades inteiras em paisagens despovoadas e
fantasmagóricas.
Com sua
abordagem filosófica feminista, a autora aponta que nesse sistema a misoginia é
uma peça essencial, não um mero acidente – a masculinidade violenta e o
narcopoder andam de mãos dadas com a lógica de acumulação.
Escrito
a partir da fronteira Tijuana-San Diego, o livro oferece categorias analíticas
e ferramentas epistemológicas forjadas no chão empoeirado desse espaço
fronteiriço em permanente convulsão. Não se limitando a um diagnóstico fechado,
a obra nos convida a repensar a política de morte no neoliberalismo tardio.
Disponibilizamos
um trecho do primeiro capítulo logo abaixo. Boa leitura!
1. A
EXPLOSÃO DO ESTADO
COMO FORMAÇÃO POLÍTICA
A
ética deve estar à altura do que nos acontece. Gilles Deleuze
<><>
A preocupação (filosófica) com a violência
Embora
seja verdade que a violência é um comportamento que nos acompanha desde o
início daquilo que conhecemos como História, também é certo que este fenômeno
não foi suficientemente estudado pela filosofia — ou seu estudo careceu de
difusão —, exceto em casos isolados como os de Maquiavel e Hobbes, nas obras de
quem a violência foi um fator decisivo. No primeiro caso, como uma ferramenta
determinante para o acesso ao poder e para a sua conservação e, no segundo,
como um traço da condição humana e da “sociabilidade”.
Há
também alguns teóricos contemporâneos que tratam (ou trataram) o tema da
violência como um elemento transversal importante em suas obras, como Georges
Bataille, Slavoj Žižek, Judith Butler, Giorgio Agamben e Achille Mbembe.
No
entanto, a preocupação filosófica com o tema está longe de ser evidente — o que
é paradoxal porque a violência recrudesceu no último século, tornando-se o eixo
determinante do Ocidente e da vida contemporânea, isto é, transformou-se em um
paradigma interpretativo da realidade atual. Como explica Charles Tilly:[…]
Em termos absolutos (e per capita), o século XX foi o mais violento dos
últimos dez milênios do planeta. Basta recorrer ao balanço de vítimas em
conflitos armados, principalmente nas duas grandes guerras mundiais, e
lembrar que na segunda metade do século XX sobrevivem práticas militares
como as guerrilhas, os conflitos de baixa intensidade, o
genocídio, o politicídio, o democídio ou a limpeza étnica.
Assim,
o século XX pode ser entendido como sinônimo de violência, que se radicalizou
com o neoliberalismo e o surgimento da globalização, até alcançar, na primeira
década do século XXI, o status de realidade gore. Aqui,
caberia a pergunta sobre a diferença entre a forma de violência vinculada
ao capitalismo gore e as outras formas de execução. A resposta
estaria em um entramado fortemente vinculado à lucratividade econômica, que
promove tanto a sua prática, quanto sua espetacularização e posterior comercialização
mediante os meios de informação. No capitalismo gore, a violência é
utilizada tanto como uma tecnologia de controle, quanto como uma gag,
que também é um instrumento político. A gag é parte da
tradição humorística e teatral, especialmente a circense, e é definida como:
“uma unidade fechada de pura hilaridade: tem a ver com o gosto muito infantil e
bastante primitivo pela surpresa desintegradora, pela desordem que irrompe a
partir do prazer bem instintivo de que as coisas saiam de seu lugar, caiam ou despenquem
inesperadamente.”
A
violência e sua espetacularização aparecem como vetores transversais a todos os
campos do conhecimento e da ação, constituindo-se tanto como modelos por
antonomásia de interpretação da atualidade, quanto como os principais
produtores de uma episteme g-local, que se estende das periferias
aos centros do planeta, e vice-versa.
Entendemos
a violência como uma categoria interpretativa com distintas transversais; uma
delas tem a ver com o fato de que, para nós, a violência está intimamente
vinculada à ação, isto é, o conceito de violência que utilizamos inclui tanto o
seu exercício fático e cruento quanto sua relação com o midiático e o
simbólico.
Agora
que a violência é episteme, devemos lembrar mais do que nunca que a
filosofia “(…) começa quando os deuses emudecem [e o que é esta violência
desenfreada do capitalismo gore senão um silêncio de
referentes, um esquecimento?]. No entanto, como toda atividade filosófica se
baseia na palavra”, é preciso que a
filosofia não se esqueça da dívida que tem com o discurso e o poder que também
possui de criá-lo, de criar ideias e interpretações da realidade que nos cerca.
Nesse
sentido, consideramos necessário um aprofundamento do tema da violência em
nossa disciplina, já que é inquestionável que — como ferramenta (efetivíssima)
da economia mundial — produziu uma espécie de giro discursivo próprio,
compreendido enquanto um horizonte de sentido e de referência.
Entendemos
essa episteme da violência como o conjunto de relações que
unem nossa época às práticas, discursivas ou não, que dela se originam, criando
certas figuras epistemológicas contemporâneas que não têm relação direta com o
que se conhecia como os modelos adequados de interpretação da realidade;
cria-se uma fissura nos pactos éticos ocidentais e na aplicabilidade do
discurso filosófico ocidental às condições econômicas, sociais, políticas e
culturais do mundo atual.
Assim,
afirmamos que a união entre a episteme da violência e o
capitalismo dá origem a um fenômeno a que denominamos capitalismo gore.
Este iniciou sua trajetória com o estado de exceção no qual se vive em muitos
confins do planeta, principalmente nos países com economias deficitárias
pertencentes ao que se conhece como Terceiro Mundo, e nas fronteiras destes com
o Primeiro Mundo.
Ressaltamos
que é prioritariamente no Terceiro Mundo e em suas fronteiras que os efeitos
do capitalismo gore são mais evidentes e brutais. Essa ênfase
tem a ver com nosso interesse em mostrar que, assim como é certo que as
práticas gore — pelo menos as mais nítidas — se originam no
Terceiro Mundo, também é verdade que para pensar suas lógicas, seus processos e
consequências, devemos construir pontes conceituais, desenvolver um
conhecimento menos exotizante e mai próximo das ações e demandas
referentes à realidade terceiromundizada; porque esta nos informará
sobre os fenômenos que hoje enfrenta e seguirá enfrentando o Primeiro Mundo.
Com isso, não sugerimos que os fenômenos ocorridos nesses espaços, e as
categorias para interpretá-los, sejam universalizáveis, nem que ontem com uma
validade e aplicabilidade desvinculadas de diferenças geopolíticas.
Identificamos, sim, certos processos que estão ligados à globalização e ao
fluxo de modelos econômicos criminosos que começam a ganhar visibilidade nas
sociedades primeiro mundistas tanto nos noticiários, quanto nas práticas de
consumo que, por meio do cinema, da música, dos videogames, da arte e da
literatura, cumprem a função de instaurar, legitimar e reproduzir identidades
violentas — e, em muitos casos, criminosas.
O
Primeiro Mundo carece de conhecimento sobre essas lógicas e suas ações, não
porque não tenha participado das lógicas criminosas, mas porque essa forma de
exercer a criminalidade está ligada às práticas de globalização que permanecem,
ainda hoje, desconhecidas e imprevisíveis quanto a seus efeitos; o resultado é
um vazio epistemológico, teórico e prático, evidente na falta de um conjunto de
códigos comuns que decifre as práticas gore.
<><>
A explosão do Estado-nação
Em
primeiro lugar e seguindo Foucault, abordamos o liberalismo — doutrina de base
do neoliberalismo atual — fazendo uma espécie de recompilação-reflexão sobre a
ruptura que implicou em que a Razão do Estado deixasse de ser
concebida como uma Polizeiwissenschaft.
O
conceito de Polizeiwissenschaft é proposto pelos estudiosos
alemães no século XVIII, e é concebido como uma tecnologia governamental que
“se ocupa dos problemas da população: saúde, natalidade, higiene”. A leitura feita por Foucault do liberalismo
como uma prática, mais do que uma ideologia, “(…)
como
uma forma de atuar orientada à consecução de objetivos [econômicos]”, dinamita
a concepção do Estado entendido como um ente totalitário, racional, mas também
do Estado como benfeitor. Assim, é questionada a própria noção de
governabilidade, reduzida pelo liberalismo à intenção jurídica de criar “uma
sociedade política baseada em vínculos contratuais” regulados pela lei:
[…]
Porque a lei define formas de intervenções gerais que excluem medidas
concretas, individuais, excepcionais, e porque a participação dos governados na
elaboração da lei, em um sistema parlamentar, constitui a forma mais eficaz de
economia governamental.
É
preciso lembrar que o Estado de Direito garantido pela lei está regido pela
lógica liberal que garante liberdade de ação aos economicamente mais poderosos.
No entanto, a liberdade de ação não é propriedade exclusiva nem daqueles que
detêm o poder econômico, nem daqueles que, por possuí-lo, se valem da lei. De
fato, as práticas gore não estão sujeitas à lei, a desafiam, e
podem ser lidas no marco da liberdade de ação. Do mesmo modo, as práticas de
resistência opositora se apoiam na ação e não são favoráveis nem ao sistema
neoliberal nem às práticas gore, mantendo uma equidistância crítica
em relação a ambas.
O
clamor liberal por um Estado reduzido em suas responsabilidades frente à
sociedade e aos seus sujeitos, estabelece uma relação de sujeitos “sujeitados”
definida unidirecionalmente pelo marco legal. Isto é, as exigências que esse
sistema impõe ao indivíduo, ao responsabilizá-lo por si mesmo, tornando social
e intersubjetiva, e, de alguma maneira, privada a negociação de suas relações
econômicas, desconsidera os sujeitos que carecem de poder para negociar em pé
de igualdade.
O
neoliberalismo norte-americano vai mais longe que o liberalismo, pois não só
pretende, como, de fato, “amplia a racionalidade do mercado a âmbitos não
exclusiva nem predominantemente econômicos: a natalidade, a família, mas também
a delinquência e a política penal”, desconsiderando que a liberdade dos
processos econômicos pode produzir distorções sociais.
Essa
ampliação da racionalidade econômica demanda a implantação de um modo débil e
flexibilizado de governabilidade pelo Estado, de modo que seja a economia quem
conduza a governamentalidade e suas gestões, impulsionando — mediante a
desregulação promovida pela globalização — iniciativas ambíguas que habilitam a
precarização mundial do trabalho e alentam o surgimento de práticas gore,
executadas por sujeitos que buscam cumprir uma das regras mais importantes do
liberalismo para construir legitimidade econômica, de gênero, e, portanto,
social, a saber: encarnar a figura do self-made man.
Assim,
a globalização, cujas premissas fundamentais remetem ao neoliberalismo,
evidencia a explosão do Estado que, no contexto contemporâneo, cumpre um papel
ambivalente, pois tem por base uma política global e de convivência. Ocorre
que, na era global, o Estado é melhor compreendido se o concebemos como parte
de uma política interestatal mundial que, ao mesmo tempo que elimina fronteiras
econômicas, fortalece fronteiras internas, recrudescendo seus sistemas de
vigilância.
Dita
proliferação de fronteiras, vigilância e controles internos aumenta os custos,
mas também a demanda de mercadorias gore: tráfico de drogas, pessoas,
contratação de assassinos de aluguel, segurança privada gerida por máfias, etc.
No
entanto, a flexibilização econômica do Estado não ocorre em detrimento do poder
e do controle por ele exercidos. “Isto é, nessa nova governamentalidade
esboçada pelos economistas, sempre se buscará o aumento das forças do Estado.”
A
explosão do Estado benfeitor pode ser observada no deslocamento da
governamentalidade dirigida pela economia (as empresas transnacionais legítimas
e ilegítimas que fazem com que as lógicas mercantis sejam adotadas
inexoravelmente por todo o sistema), transformando o conceito de Estado-nação
em Mercado-nação. Isto é, transformando uma unidade política em uma unidade
econômica regida pelas leis da troca, do lucro empresarial e conectada mediante
múltiplos laços ao mercado mundial.
<><>
Estado-nação / Mercado-nação
Para
falar da transformação da governamentalidade caberia perguntar: como surge e se
populariza a ideia de globalização? Para esta pergunta há muitas respostas, mas
nos centraremos sobretudo no desprestígio do conceito de ideologia. Em 1989,
Francis Fukuyama, politólogo estadunidense, publicou um livro intitulado O
fim da história e o último homem, em que, numa reinterpretação neoliberal
de Hegel, declarava o fim das ideologias e das grandes metanarrativas,
estabelecendo como seu marco a queda do comunismo.
Agora,
estamos em uma linha trânsfuga da História, isso porque o tempo continuou
avançando sem os incômodos obstáculos para o pensamento único, isto é, para a
religião do neoliberalismo absoluto. Assim, a queda do comunismo, a
desideologização e a deshistoricização terminaram sendo campo fértil para a
emergência da globalização.
Entendemos
a globalização como uma desregulação em todos os âmbitos, acompanhada do máximo
enfraquecimento das mediações políticas em benefício exclusivo da lógica do
mercado. O que inclui:
1.
Mercado de trabalho desregulado.
2.
Desterritorialização (segmentação internacional e descontextualização do âmbito
próprio de cada país).
3.
Decodificação de fluxos financeiros pela promoção exacerbada da política
neoliberal.
4.
Estratégias aplicadas para que o dinheiro viaje na velocidade da informação
(união entre a economia e a tecnologia).
No
entanto, o discurso neoliberal apresenta a globalização à sociedade como uma
realidade que poderia ser baseada na igualdade. Com a ideia de um
acesso-igual-a-tudo, [46] ordena a aceitação do mercado como único campo que a
tudo iguala, estabelecendo necessidades que são artificialmente naturalizadas e
incitam o consumo sem qualquer distinção.
É
importante destacar que a união entre economia, política e globalização
populariza o uso de novas tecnologias sob o pretexto de eliminar fronteiras e
encurtar distâncias — mesmo que apenas virtualmente. Contudo, dita união busca
criar uma consciência social acrítica e hiperconsumista que acolha os sistemas
de controle e de vigilância sem que tenham que se ocultar, aparecendo, no fim,
como lógicos, aceitáveis e desejáveis pela própria sociedade. Assim, as noções
de privacidade e liberdade são condicionadas e transgredidas. E uma nova ideia
de identidade pessoal, nacional e social se configura. O social contemporâneo
pode ser entendido como uma aglomeração de indivíduos encapsulados em si mesmos
que compartilham um tempo e espaço determinados e participam de forma ativa ou
passiva (radical ou nuançada) de uma cultura do hiperconsumo.
A
cultura do hiperconsumo é uma consequência lógica das práticas políticas e da
emergência da nova classe dominante: empresários. No conceito atual de cultura,
já não há espaço para heróis, apenas para publicitários.
Com a
explosão do Estado como entidade política, ocorre a ressignificação mercantil
dos conceitos de nação e nacionalismo. Para revisar o conceito de nacionalismo,
citamos Clifford Geertz, que o definia, em meados da década de 1970, como
“amorfo, com metas incertas, parcialmente articulado, mas altamente inflamável
apesar de tudo”. Geertz o dividia em dois tipos, conforme os enunciados
mobilizados pelo nacionalismo para se legitimar:
1.
Essencialista: apela a termos como tradição, cultura, caráter nacional,
parentesco sanguíneo, língua, etc.
2.
Epocalista: apela à história de nosso tempo, sua direção e seu significado.
O
mercado se apropria desses enunciados, os toma, absorve e devolve ao próprio
discurso de forma ressignificada —
ressignificação que responde exclusivamente aos seus interesses —, instituindo,
de forma sutil, um novo formato de nacionalismo que apela aos
conceitos de união e identificação mediante o consumo, tanto de bens simbólicos
quanto materiais. Porque no interior das lógicas mercantis, tudo é passível de
ser comercializado, inclusive conceitos, de forma que os conceitos de nação
e nacionalismo podem se converter em penduricalhos culturais para
decoração.
O
conceito de Estado-nação foi desestruturado e desbancado pelo de Mercado-nação.
Esse deslocamento é fundamental porque “algo que todos sabem, mas ninguém
sequer pensa em demonstrar, é que a política de um país reflete o sentido de
sua cultura”.
Embora
seja verdade que o Mercado-nação já não se reduz geograficamente a um país,
também é certo que o neoliberalismo tem os Estados Unidos como seu principal
representante; estes estendem sua cultura por meio da tecnologia, dos mass
media, do networking, da publicidade e do consumo a todos os
confins da terra. Assim, são criados desejos consumistas, inclusive naqueles
lugares onde estes dificilmente poderão ser satisfeitos pela via legal,
afiançando-se o Mercado como a Nova Nação que nos une.
Cabe
esclarecer que a implementação desse discurso não ocorre de forma direta e
visível; ao contrário, é promovida mediante um travestimento discursivo, em que
os termos do mercado são trocados por outros conhecidos e defendidos por uma
perspectiva identitária e mesmo nacionalista, fazendo com que dito intercâmbio
seja quase “natural”. Cuida-se para que o uso e a popularização dos conceitos
do Mercado-nação não substituam bruscamente os utilizados pelos distintos
nacionalismos e/ou nações. Buscar que o discurso das nações não desapareça,
mesmo apenas em tese, é uma estratégia para mobilizá-lo como um envoltório de
legitimação que acoberte o discurso consumista do Mercado-nação.
Se
incita ao discurso das nações para desarmá-las, imobilizá-las, para que a ação
fique diretamente à disposição do mercado. Isto fica claro se observarmos que
na maioria dos países europeus onde a direita governa, se defende uma economia
neoliberal e, ao mesmo tempo, um discurso conservador nacionalista. Porém, sob os preceitos nacionalistas subjaz
o sistema do Mercado-nação que impõe como parâmetros de identidade pessoal,
cultural, social e internacional, o uso e consumo de marcas registradas (TM),
logos (®), nomes (©), assinaturas, ícones e/ou teorias populares, etc., que
exigem um poder aquisitivo em troca de um padrão de identidade.
Revisamos
a explosão do Estado e o desmantelamento do conceito de nação no Primeiro
Mundo. No entanto, cabe esclarecer que esses processos tomaram uma direção
distinta no Terceiro Mundo, onde a explosão do Estado se dividiu entre a
integração das demandas neoliberais e a interpretação literal destas pela
população terceiro-mundista, dando origem a um Estado paralelo hiperconsumista
e violento.
Fonte:
Outras Palavras

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