Fim
da jornada 6x1: os argumentos de que é contra e quem é a favor
O
Congresso brasileiro deve analisar até o final de maio o projeto de lei que
prevê o fim da escala 6x1 — modelo de jornada em que o funcionário trabalha
seis dias na semana e tem apenas um dia de descanso.
A
proposta foi enviada ao Legislativo pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) na terça-feira (14/4). Ela reduz a carga semanal de trabalho de
44 para 40 horas, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer
redução salarial em decorrência da mudança.
O texto
também prevê alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e em
legislações específicas, com o objetivo de assegurar a aplicação uniforme das
novas regras em todo o país.
Segundo
Lula, a proposta foi enviada com "urgência constitucional", o que faz
com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria.
Se esse
prazo não for cumprido pela Câmara dos Deputados, a pauta fica travada para
outras votações. Ainda assim, o comando da Casa pode simplesmente não levar o
projeto ao plenário, o que paralisa parte das votações, mas não garante que a
proposta avance. O mesmo se repete no Senado se a matéria for aprovada pelos
deputados e enviada aos senadores.
Segundo
o presidente, a medida busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
"Um passo para um país mais justo e com mais qualidade de vida para
todos", escreveu nas redes socias.
Outros
apoiadores da medida dizem ainda que a alteração na lei poderia trazer impactos
econômicos positivos e alinhamento a tendências mundiais.
Para os
críticos, porém, a sociedade ainda não está ciente dos custos econômicos que
uma mudança dessas traria.
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Os argumentos a favor
Quem é
a favor das mudanças foca principalmente no ganho de bem-estar e qualidade de
vida que uma escala mais flexível poderia proporcionar a uma mão de obra hoje
exausta.
Segundo
o próprio governo federal, a proposta enviada ao Congresso dialoga com
transformações recentes na economia, como o avanço tecnológico e os ganhos de
produtividade. "Jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos,
melhorar o desempenho e diminuir a rotatividade", diz um comunicado
divulgado pelo Planalto.
"Experiências
internacionais mostram que, quando implementada com planejamento e diálogo, a
redução da jornada contribui para melhor organização do trabalho e ganhos de
produtividade."
O
governo cita exemplos de outros países que caminham nessa direção, como o
Chile, que aprovou a redução gradual da jornada de 45 para 40 horas semanais
até 2029, e a Colômbia, que está em transição de 48 para 42 horas até 2026.
"Na
Europa, a jornada de 40 horas ou menos já é predominante: a França adota 35
horas semanais desde os anos 2000, e países como Alemanha e Holanda operam, na
prática, com médias inferiores a 40 horas", diz a nota.
"A
luta contra a escala 6x1 é uma luta por dignidade. É uma luta por olhar o
trabalhador como peça importante da economia. É uma luta por respeitar o
trabalhador como ser humano que tem sonhos, que tem medos, que tem
dores...", afirmou a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora de uma
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que também propõe a redução da jornada
de trabalho, em uma sessão no Congresso.
O
projeto enviado ao Congresso pelo governo Lula é uma alternativa à PEC. A
proposta encabeçada por Hilton, porém, propõe uma redução ainda mais
significativa da jornada máxima, para 36 horas.
Segundo
a deputada e outros apoiadores da causa, ambos os projetos teriam um impacto
positivo na vida dos brasileiros, que teriam mais tempo para conviver com a
família, estudar, ter acesso a lazer e praticar sua religiosidade.
Em sua
defesa da mudança, Erika Hilton também destaca um possível impacto em termos de
desigualdade social. Segundo ela, os empresários e brasileiros mais ricos têm
acesso maior a renda apesar de trabalharem menos horas do que seus
funcionários.
"Não
é que nós somos contra o trabalho, nós somos contra a exploração", disse
ela na Câmara dos Deputados.
O
vereador Rick Azevedo (PSOL - RJ) também é um conhecido defensor da mudança.
Ele é autor de uma petição que já reúne quase 3 milhões de assinaturas e fundou
com outros trabalhadores o movimento Vida Além do Trabalho (VAT).
Azevedo
também é ex-balconista de farmácia e viralizou no TikTok desabafando sobre sua
rotina de trabalho, com só um dia de folga por semana.
"Quem
já trabalhou em farmácia sabe como é difícil, como você fica esgotado.
Farmácias vendem cuidado, e quem cuida das pessoas que estão ali
trabalhando?", disse em entrevista à BBC News Brasil.
O
vereador afirma ainda que outros países que reduziram a jornada de trabalho
viram o consumo aumentar.
"Na
verdade, o empresariado brasileiro não conseguiu enxergar o que está
acontecendo mundo afora. Porque o patrão europeu não é bonzinho. O exemplo que
temos de outros países que já diminuíram a jornada de trabalho, não é porque o
patrão é bonzinho, é porque ele é esperto o suficiente para entender que o
trabalhador com mais tempo vai consumir mais", afirma.
Segundo
Azevedo, o empresariado brasileiro tenta causar "pânico econômico"
com suas críticas ao projeto: "Eles querem causar esse pânico econômico
para continuar sugando o trabalhador seis dias na semana, para apenas um dia de
folga, e receber um salário que muitas vezes não dá nem para comer".
"Se
eu estivesse falando para você aqui agora, 'vamos acabar com a escravidão no
país', os economistas de hoje iriam falar a mesma coisa: que o país não tem
estrutura para acabar com a escravidão, que o país ia quebrar", diz.
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Os argumentos contra
Já os
críticos dizem que a proposta pode ser um tiro no pé da economia brasileira, em
um momento em que empresas enfrentam dificuldades para contratar.
Há
também quem diga que a redução da jornada pode prejudicar principalmente as
pequenas e médias empresas, responsáveis por 80% do emprego formal do país.
Para
Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes
(Abrasel), o principal problema das propostas em tramitação hoje no Brasil é a
redução da jornada dos trabalhadores com manutenção da mesma remuneração.
"Esse
meu aumento de custo [do trabalho] de 20% implica em repasse de preços de 7% a
8% para o consumidor final. A pergunta que fica para o consumidor: ele está
ciente disso? Ele concordaria com a redução da jornada para pagar mais [pelo
serviço ou produto]?", questionou em entrevista à BBC News Brasil.
O
empresário diz não se posicionar contra o fim da escala 6x1, mas acredita que
quando a sociedade e pessoas responsáveis ("há muitas pessoas sérias no
governo e no Congresso") fizerem o debate com mais informações, elas não
aprovarão as mudanças trabalhistas na forma como elas estão propostas hoje.
"O
mais importante é avaliar o que mudaria para o consumidor e para o brasileiro
em geral. O que falta no debate de hoje é isso. Ninguém, em tese, seria contra
trabalhar menos e ganhar a mesma coisa. Isso faz todo o sentido sob o ponto de
vista da proposta isolada. Mas, como tudo na vida, existe um custo."
Ele
acredita que as relações de trabalho podem ser melhoradas no Brasil com o
trabalho intermitente — modalidade criada na Reforma Trabalhista de 2017 que
permite que o empregado seja convocado apenas quando o empregador precisar, com
antecedência.
Para
Solmucci, a popularidade que o assunto ganhou nas redes faz com que
parlamentares e integrantes do governo não queiram se indispor com a população
em um ano de eleição nesse assunto.
Em
discussão na FPN (Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios) em março, o
deputado Kim Kataguiri (União Brasil) disse que proposta constitucional em
discussão pode não resolver o problema e ainda criar efeitos indesejados.
Segundo
ele, mudanças desse tipo podem elevar o custo de contratação e incentivar a
informalidade, sem necessariamente melhorar as condições do trabalhador.
"Não acho que estamos fazendo uma discussão que seja efetiva para a vida
do trabalhador", afirmou.
O
deputado citou como exemplo a chamada PEC das Domésticas, que, segundo ele,
teve como consequência o aumento da informalidade no setor.
Outro
crítico da mudança, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante
(RJ), afirma que a relação entre empregador e trabalhador precisa acompanhar as
transformações do mercado e ser baseada na produtividade real.
"Eu
pessoalmente acho que a melhor relação de empregador x trabalhador é a relação
por hora, hora trabalhada, hora recebida. Esse é o melhor modelo, modelo mais
moderno. [...] A PEC originária da Erika Hilton tem vícios, inclusive erros de
matemática nos cálculos", afirmou em entrevista ao SBT News em fevereiro.
Na
mesma entrevista, Sóstenes pontuou que a proposta precisa levar em conta novas
formas de trabalho, como o home office, e modelos mais flexíveis já adotados em
diferentes setores.
O
parlamentar também avaliou que a mudança precisa ocorrer por meio de uma emenda
constitucional, e não por projeto de lei, para evitar questionamentos futuros
no Supremo Tribunal Federal (STF).
Mas a
resistência à proposta não vem apenas de empresários e parlamentares da
oposição.
Pesquisas
Genial/Quaest publicadas em dezembro mostraram que, embora 72% da população
seja a favor do fim da escala 6x1, entre os deputados, apenas 42% são
favoráveis e 45% são contra — os outros 13% não opinaram ou não responderam.
A
bancada contrária já foi maior, era de 70% em julho de 2025, segundo o mesmo
instituto. Mas ainda assim, o apoio ainda é bem inferior ao da tarifa zero no
transporte público, por exemplo, aprovada por 65% dos deputados em dezembro.
• O que prevê projeto para fim da escala
6x1 que governo Lula mandou para o Congresso
O
governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou ao Congresso
Nacional, nesta terça-feira (14/4), um projeto de lei que prevê o fim da escala
6x1 — modelo de jornada em que o funcionário trabalha seis dias na semana e tem
apenas um dia de descanso.
A
proposta do governo reduz a carga semanal de trabalho de 44 para 40 horas,
garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial em
decorrência da mudança.
O texto
também prevê alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e em
legislações específicas, com o objetivo de assegurar a aplicação uniforme das
novas regras em todo o país.
A
mensagem foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e anunciada
por Lula nas redes sociais na noite desta terça.
"Hoje
é um dia importante para a dignidade da família, de quem constrói o Brasil
todos os dias. Encaminhei ao Congresso Nacional, com urgência constitucional,
um projeto de lei que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho para
40 horas semanais. E, importante, sem qualquer redução no salário",
escreveu o presidente.
Ele
acrescentou que a medida busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
"A
proposta devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras: tempo para ver os
filhos crescerem, para o lazer, para o descanso e para o convívio familiar. Um
passo para um país mais justo e com mais qualidade de vida para todos."
O envio
do projeto de lei acontece uma semana após o presidente da Câmara dos
Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), dizer que o governo havia desistido de
enviar um proposta sobre o fim da escala 6x1.
Em
entrevista a jornalistas na terça-feira (7/4), Motta afirmou que o Planalto
teria optado por apoiar a tramitação da proposta por meio de uma PEC (Proposta
de Emenda à Constituição), que tramita na Câmara desde fevereiro.
Logo
depois, o governo negou a afirmação.
Segundo
o Executivo, a proposta será protocolado nesta quarta-feira (15/4) em regime de
urgência, que acelera a sua tramitação no Congresso. Com isso, a Câmara terá de
votar o projeto em até 45 dias. O Senado tem o mesmo prazo.
Caso as
Casas não votem dentro desse período, a pauta fica travada, ou seja, os
deputados não conseguem votar nenhum outro projeto.
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Principais mudanças
De
acordo com o governo, o projeto enviado ao Congresso mantém o limite de 8 horas
diárias, inclusive para trabalhadores em escalas especiais, dentro da nova
jornada de 40 horas semanais.
O texto
também garante dois dias de repouso semanal consecutivos, preferencialmente aos
sábados e domingos, consolidando o modelo de cinco dias de trabalho para dois
de descanso.
A
definição dos dias de folga poderá ser feita por meio de negociação coletiva,
respeitando as características de cada setor.
A
proposta determina ainda que a redução da jornada não poderá resultar em corte
salarial, seja nominal ou proporcional, nem em mudanças nos pisos da categoria.
A regra vale tanto para contratos já em vigor quanto para novos vínculos
empregatícios, abrangendo diferentes regimes de trabalho, como integral,
parcial e especiais.
• Jornada de trabalho: limite passa de 44
para 40 horas semanais;
• Dias de descanso: prevê ao menos dois
dias de repouso semanal remunerado;
• Novo padrão: consolidação do modelo 5x2
e redução das horas trabalhadas;
• Salário: vedada qualquer redução
salarial;
• Abrangência: inclui domésticos,
comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas
pela CLT e leis especiais;
• Aplicação geral: limite de 40 horas
passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados;
• Flexibilidade: mantém escalas como
12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana.
A
medida, segundo o governo, tem como objetivo ampliar o tempo disponível para
atividades fora do trabalho, como convivência familiar, lazer e descanso.
A
avaliação é que a ampliação do período de repouso também pode gerar efeitos
positivos na economia, ao alinhar produtividade com bem-estar e inclusão
social.
Se
aprovada no Congresso, o fim da escala 6X1 deve impactar milhões de
trabalhadores. Atualmente, cerca de 37,2 milhões de pessoas com carteira
assinada trabalham mais de 40 horas semanais — o equivalente a aproximadamente
74% dos que trabalham em rehime CLT.
Além
disso, cerca de 14 milhões atuam na escala 6x1, enquanto outros 26,3 milhões
não recebem horas extras, o que, na prática, indica jornadas frequentemente
mais longas.
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Apelo popular e resistência no Congresso
A pauta
ganhou visibilidade no Congresso com uma proposta de emenda constitucional
(PEC) apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) em fevereiro de 2025,
que busca estabelecer ao menos três dias de descanso, com a escala 4x3.
Logo no
início deste ano, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta
(Republicanos-PB), disse que o tema seria uma das prioridades do Congresso.
Em
fevereiro, em meio a fortes pressões a favor e contra, a PEC começou a tramitar
na Câmara dos Deputados.
Mas o
apelo popular do fim da escala 6X1, que tinha o apoio da base governista,
tornou o tema uma das principais bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) meses antes da eleição de outubro — levando o governo a apresentar
seu próprio projeto de lei em regime de urgência.
Em
entrevista à BBC em dezembro de 2025, o cientista político Felipe Nunes,
sócio-fundador do instituto de pesquisas Quaest avaliou que o fim da escala
6x1e a flexibilização da jornada serão temas fundamentais nas eleições deste
ano.
"As
pessoas estão muito cansadas, trabalhando demais, frustradas e querendo uma
vida mais flexível. Por isso, a escala 6x1 é um debate que, na minha visão, vai
ser fundamental para a eleição de 2026", afirmou à época.
A
redução da escala, contudo, enfrenta forte resistência de alguns partidos e de
lideranças empresariais.
Pesquisas
Genial/Quaest publicadas em dezembro do ano passado mostraram que, embora 72%
da população seja a favor do fim da escala 6x1, entre os deputados, apenas 42%
são favoráveis e 45% são contra — os outros 13% não opinaram ou não
responderam.
Em
fevereiro, opositores da mudança, os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e
do União Brasil, Antonio Rueda, disseram durante evento com empresários em São
Paulo que vão trabalhar para que a proposta não avance.
"Vamos
dar a vida para isso", reforçou Valdemar.
A
leitura dos dois é que, por ser uma proposta com forte apelo popular, será
difícil evitar sua aprovação caso a matéria seja apreciada meses antes do
pleito eleitoral, quando boa parte dos deputados e dos senadores tentarão
renovar seus mandatos nas urnas.
Atualmente
existem duas PECs diferentes no Congresso que buscam alterar a jornada de
trabalho — uma tramitando na Câmara dos Deputados e outra no Senado.
Como a
PEC prevê alteração da Constituição, o texto precisa ser aprovado em dois
turnos nas duas Casas, com quórum qualificado.
A
proposta também deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça e por uma
comissão especial antes de seguir para votação em plenário.
Já o
projeto de lei apresentado pelo governo, por tramitar em regime de urgência,
pode avançar de forma mais rápida e com menor espaço para obstrução nas
comissões.
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Debate divide opiniões
A
campanha pela mudança começou como o movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que
tem como liderança Rick Azevedo, vereador do PSOL no Rio de Janeiro.
Ex-balconista de farmácia, ele foi eleito após viralizar no TikTok desabafando
sobre sua rotina de trabalho, com só um dia de folga por semana.
Em
recente entrevista à BBC News Brasil, Azevedo rebateu as queixas de empresários
contra a redução da escala de trabalho.
"Eles
querem causar esse pânico econômico para continuar sugando o trabalhador seis
dias na semana, para apenas um dia de folga, e receber um salário que muitas
vezes não dá nem para comer."
"Se
eu estivesse falando para você aqui agora, 'vamos acabar com a escravidão no
país', os economistas de hoje iriam falar a mesma coisa: que o país não tem
estrutura para acabar com a escravidão, que o país ia quebrar", reforçou.
Assim
como Azevedo, defensores do fim da escala 6 x 1 afirmam que a medida vai
melhorar a qualidade de vida e a saúde mental dos trabalhadores, que terão mais
tempo de descanso, lazer e convívio familiar.
Por
outro lado, representantes do setor produtivo alertam para possíveis impactos
negativos. Um dos críticos é Paulo Solmucci, presidente da Associação
Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).
Em
entrevista também à BBC, ele disse ser a favor de mudanças que tragam bem-estar
e qualidade de vida, mas acredita a sociedade ainda não está plenamente
consciente dos custos econômicos da medida.
"Quem
vai pagar essa conta é o cidadão, ainda que o custo também seja do empresário,
especialmente do pequeno", afirmou.
"Quem
precisa conhecer melhor o custo é a sociedade. O que tenho buscado levar ao
debate é esta questão para o cidadão brasileiro — se ele conhece o custo e se
ele topa."
Fonte:
BBC News Brasil

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