quarta-feira, 15 de abril de 2026

Paola Jochimsen: O Neo-Messianismo - o uso do sagrado pela extrema direita

A imagem que circula amplamente nas redes sociais de Donald Trump, e que vale a pena ser descrita com cuidado antes de qualquer análise, porque cada detalhe dela é um argumento. Trump aparece no centro da composição vestido com túnica branca e manto vermelho, numa cena de cura miraculosa: um homem doente está deitado e recebe o toque de suas mãos, das quais emana uma luz dourada. Ao redor, figuras em posição de reverência, entre elas uma mulher com as mãos postas em oração, um soldado com o olhar erguido, uma enfermeira. Ao fundo, a bandeira americana, a Estátua da Liberdade, fogos de artifício, jatos militares, águias de asas abertas, e no alto, soldados ascendendo ao céu em glória. 

A composição lembra menos os grandes mestres do barroco católico e mais os folhetos das Testemunhas de Jeová, aquela luz amarelada irradiando do centro, as figuras em semicírculo com expressão de êxtase contido, a cena de cura com toque das mãos, tudo numa estética deliberadamente popular, feita para convencer e não para contemplar. A mistura de símbolos militares americanos exala o teor cafona patriótico-religioso e tem sua própria lógica emocional. 

Escrevo isso como alguém que foi formada no catolicismo e que se tornou ateia com o passar dos anos, o que talvez me dê um lugar de fala específico nessa discussão: não olho para a religião de fora sem nunca ter pertencido a ela, mas de dentro de uma tradição que conheço bem, e é justamente por isso que consigo identificar o que está sendo distorcido. O que a extrema direita faz com a linguagem religiosa está longe de ser um ato de fé. Trata-se do uso de símbolos religiosos vazios de seus valores.

O messianismo não nasceu com Trump nem com Bolsonaro. No Velho Testamento, a figura do profeta, de Moisés a Isaías, de Elias a Jeremias, é a do homem convocado por Deus para uma missão que transcende sua vontade pessoal, que fala em nome do divino a um povo desorientado, que indica o caminho no deserto. Essa estrutura narrativa tem uma potência extraordinária porque resolve de uma só vez vários problemas políticos difíceis: legitima a autoridade do líder sem necessidade de argumento racional, transforma a obediência em virtude religiosa e a dissidência em pecado, e oferece ao seguidor não apenas uma causa política, mas uma identidade espiritual, uma sensação de fazer parte de algo maior, de estar do lado certo numa “batalha celestial” entre o bem e o mal.

A extrema direita contemporânea conhece bem essa gramática e a usa com consciência. O slogan de Bolsonaro, “Brasil acima de tudo, Deus acima de tudo”, não era uma declaração de fé pessoal, era uma arquitetura política que posicionava o candidato dentro de uma ordem divina, acima da política comum. O batismo no Rio Jordão em Israel, a aliança construída com a bancada evangélica, a presença constante em eventos religiosos, tudo isso compõe uma encenação cuidadosa que converte o palanque em púlpito. Quando Trump declarou que sobreviveu ao atentado porque Deus ainda tinha planos para ele, a lógica é a mesma: se o líder é ungido por Deus, quem o combate está contra o próprio Deus, e a oposição deixa de ser política para se tornar heresia.

O que torna esse neo-messianismo particularmente interessante de analisar é a distância entre o que é evocado e o que é praticado. O Jesus dos Evangelhos, independentemente de qualquer crença, é uma figura de contornos bastante específicos: come com os excluídos e os desprezados, defende publicamente a mulher que seria apedrejada, afirma que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus, e resume sua doutrina no amor ao próximo, estendido explicitamente até ao seu inimigo. A mensagem é de uma radicalidade que as igrejas institucionais passaram séculos tentando domesticar e agora a extrema direita simplesmente ignora.

O produto que a extrema direita oferece não é amor, mas a identificação de um inimigo. O imigrante, o comunista, o globalista, a chamada ideologia de gênero, o juiz, o jornalista, o intelectual, a lista varia conforme o contexto mas a estrutura é sempre a mesma: há um inimigo interno que corrompeu o corpo da nação, e há um líder capaz de expurgá-lo. O messianismo serve precisamente para sacralizar esse ódio, para transformar o ressentimento em missão divina.

O fenômeno também não é exclusivamente cristão, o que reforça a ideia de que estamos diante de uma estrutura política que se veste com qualquer roupa religiosa disponível. Até mesmo o culto à personalidade soviético tinha uma dimensão claramente messiânica, com Lenin embalsamado como relíquia sagrada. Movimentos nacionalistas ao redor do mundo recorrem a figuras proféticas de suas próprias tradições. O que varia é a iconografia, mas a lógica permanece a mesma: um povo eleito, uma missão sagrada, um inimigo a ser vencido, e um líder que encarna tudo isso.

Há algo de genuinamente tragicômico em tudo isso. Uma das tradições religiosas mais expansivas da história como o cristianismo, nasceu em teoria como crítica a um poder estabelecido e tinha na figura do carpinteiro galileu executado pelo Estado seu símbolo central. Agora tornou-se o verniz ideológico preferido de bilionários e demagogos. Não é necessário crer em Jesus para reconhecer a contradição, basta observar os fatos com alguma atenção.

Voltando à imagem de Trump curando um enfermo, com luz saindo das mãos, cercado de águias e bandeiras, numa estética extremamente duvidosa e alheia a qualquer tradição artística séria, temos talvez o documento mais honesto que a extrema direita produziu nos últimos anos, não sobre aquilo em que crê, mas sobre aquilo que deseja fazer com os outros.

No fim, o neo-messianismo da extrema direita não serve para aproximar ninguém de Deus. Serve para blindar líderes, santificar o poder e converter ressentimento em devoção. A fé deixa de ser experiência espiritual e se torna outra forma de controle. E talvez esse seja o aspecto mais sinistro de todos: não se trata de crença demais, mas de consciência de menos.

¨      Trump ataca o papa e abre crise com a Itália

Políticos e setores da Igreja na Itália manifestaram apoio ao papa Leão XIV após os ataques feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao pontífice. As declarações ofensivas do mandatário provocaram repercussão imediata em Roma e colocaram a primeira-ministra Giorgia Meloni diante de um cenário delicado, diante de sua proximidade com o governo estadunidense de extrema-direita e da relevância do Vaticano no país. As informações são da agência Reuters.

Em publicação nas redes sociais, Trump classificou o papa como "terrível" e "fraco", além de criticar suas posições sobre as agressões dos EUA e de Israel no Oriente Médio. Em resposta, Leão XIV afirmou que não teme o governo dos Estados Unidos e indicou que continuará defendendo pautas ligadas à paz, incluindo críticas à guerra envolvendo o Irã e à política migratória.

Meloni divulgou nota em apoio ao papa, destacando o papel do líder religioso na promoção da paz, mas evitou citar diretamente o presidente dos Estados Unidos. A postura foi interpretada por adversários políticos como uma tentativa de equilibrar interesses.

<><> Pressão sobre Meloni

A omissão de críticas diretas a Trump gerou reação de opositores. O deputado Angelo Bonelli afirmou estar indignado com a postura da premiê diante do que classificou como blasfêmia contra o papa e o mundo católico.

Por outro lado, o vice-primeiro-ministro Matteo Salvini também se manifestou sobre o episódio e criticou o ataque ao pontífice. Ele afirmou que Leão XIV é uma liderança espiritual global e que atacá-lo "não parece sábio nem útil".

<><> Críticas e simbolismo histórico

O episódio reacendeu os debates sobre o impacto político de confrontos com o papado. O ex-primeiro-ministro Matteo Renzi afirmou que o ataque representa um gesto grave e defendeu a importância de proteger a figura do pontífice.

Renzi declarou que o papa atua como "construtor de pontes", em contraste com Trump, a quem atribuiu a deterioração de relações internacionais. Ele também citou um provérbio italiano que sugere consequências negativas para líderes que enfrentam o papado.

Especialistas também analisaram o episódio. O historiador Alberto Melloni afirmou que confrontos desse tipo tendem a se voltar contra líderes políticos ao longo do tempo. Já o padre Antonio Spadaro avaliou que as críticas ao papa indicam a relevância de sua atuação no cenário global.

¨      Líderes europeus criticam falas de Trump contra Leão XIV

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, classificou como "inaceitáveis" as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o papa Leão XIV. Para ela, "é correto e normal" que o chefe da Igreja Católica "peça a paz e condene todas as formas de guerra".

As críticas de Trump foram publicadas nas redes sociais no domingo (12), quando líder estadunidense afirmou não apoiar um papa que considere aceitável que o Irã possua armas nucleares. O líder da Igreja Católica já havia se posicionado contra o conflito envolvendo o país, defendendo o fim da violência.

primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, também reagiu, afirmando que, enquanto há quem incentive conflitos, o papa promove a paz. Ele ainda declarou que será uma honra receber o pontífice no país nas próximas semanas.

Após as acusações, o pontífice rebateu as declarações e enfatizou que não fazia um ataque direto contra o presidente norte-americano. Leão XIV também acrescentou não ter "medo do governo Trump".

"Lamento ouvir isso, mas continuarei com o que acredito ser a missão da Igreja no mundo hoje. Não hesitarei em anunciar a mensagem do Evangelho e em convidar todas as pessoas a procurarem maneiras de construir pontes de paz e reconciliação, e a buscarem formas de evitar a guerra sempre que possível", afirmou Leão à agência de notícias Associated Press.

Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também manifestou apoio ao pontífice sobre a posição em relação ao conflito no Oriente Médio. Para a entidade católica, o papa Leão XIV "não se oriente pela lógica do confronto político, mas pela fidelidade ao Evangelho", além de defender a paz e o diálogo entre os povos.

"Nesse espírito, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil une-se a Sua Santidade, Papa Leão XIV, reafirmando a comunhão e a unidade em torno desses valores evangélicos que iluminam a consciência cristã e sustentam a esperança da humanidade", afirmou em nota.

<><> 'Postura corajosa', diz líder do parlamento iraniano

presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, também se manifestou sobre as críticas de Trump e elogiou a "postura corajosa" do Papa Leão XIV.

"Isso ecoa enquanto ele condena os crimes de guerra de Israel e dos EUA. Esse lema ilumina o caminho de todos que se recusam a permanecer em silêncio diante da morte de inocentes. Sua liderança inspira milhões, obrigado por essa luz", disse nas redes sociais.

Em janeiro, dias após o ataque a invasão dos Estados Unidos contra a Venezuela, o líder católico manifestou preocupação com a crise. Durante a oração do Angelus, na Praça de São Pedro, em Roma, Leão XIV defendeu que a soberania venezuelana deve ser respeitada e que o bem-estar da população precisa prevalecer sobre interesses externos e atos de violência.

<><> Trump publica imagem em que aparece como Jesus Cristo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma imagem nas redes sociais em que aparece representado como Jesus Cristo, poucos minutos após fazer críticas ao papa Leão XIV. A montagem, com forte simbologia religiosa e militar, foi divulgada após o pontífice realizar uma oração pela paz mundial na Basílica de São Pedro.

Antes de compartilhar a ilustração, Trump criticou o papa Leão XIV, afirmando não ser “grande fã” do líder religioso. “Ele é uma pessoa muito liberal, e é um homem que não acredita em parar o crime”, declarou o presidente norte-americano.

Na imagem publicada, Trump surge vestindo uma túnica nas cores vermelha e branca, em uma cena que remete à iconografia cristã. Ele aparece realizando um gesto de cura em uma pessoa, enquanto, ao fundo, soldados flutuam no céu como se fossem anjos. A composição também inclui elementos simbólicos como águias, aviões de guerra, uma criança em oração, uma enfermeira, além da bandeira dos Estados Unidos e da Estátua da Liberdade.

A publicação ocorreu logo após o papa Leão XIV conduzir uma oração do terço pela paz global, no sábado (12), na Basílica de São Pedro, no Vaticano. A sequência de declarações e a divulgação da montagem chamaram atenção pela combinação de críticas religiosas e representação simbólica do próprio presidente em um papel associado à figura de Cristo.

¨      Após enxurrada de críticas, Trump apaga imagem de IA em que aparecia como Jesus

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apagou uma imagem gerada por inteligência artificial após uma onda de críticas emn funççai de associar a sua pessoa a uma representação religiosa. O conteúdo provocou reações de aliados, adversários políticos e figuras do movimento conservador, levando à exclusão do post nas redes sociais.

De acordo com o G1, a retirada da imagem foi confirmada pela imprensa estadunidensena tarde desta segunda-feira. Questionado sobre o caso, Trump negou que a montagem tivesse conotação religiosa. “Não era uma representação disso. Eu publiquei, e achei que era eu como médico. Tinha a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha, que nós apoiamos — e só a imprensa falsa poderia inventar essa interpretação”, afirmou.

<><> Imagem gerada por IA gerou controvérsia

Na ilustração, Trump aparecia vestindo uma túnica branca, semelhante à forma como Jesus é tradicionalmente retratado, enquanto abençoava um homem doente. O cenário incluía elementos simbólicos como a bandeira dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade, aviões de guerra, aves e figuras que remetiam a divindades.

A repercussão foi imediata e atingiu diferentes setores. O jornalista Aaron Blake, da CNN Internacional, destacou que “até mesmo alguns aliados de Trump classificaram [a imagem] como blasfêmia”.

<><> Críticas vieram até da base conservadora

Entre as reações mais duras, a ex-deputada Marjorie Taylor Greene afirmou que a imagem “é mais do que blasfêmia, é o espírito do anticristo”. Outras figuras influentes do conservadorismo, como Joey Jones, Brilyn Hollyhand e Riley Gaines, também criticaram a publicação.

No campo político, o deputado Jim McGovern repudiou a postagem nas redes sociais. Já o governador da Califórnia, Gavin Newsom, comentou a exclusão do conteúdo com a frase: “Agora delete sua presidência”.

<><>Aliados saem em defesa de Trump

A influenciadora Laura Loomer, que atua como conselheira, minimizou a controvérsia ao declarar que “pessoas surtando por causa de um meme precisam se acalmar”.

Até a última atualização, a Casa Branca não havia se manifestado oficialmente sobre o episódio.

A polêmica ocorre em um contexto de forte apoio religioso ao presidente. Trump conquistou ampla maioria entre eleitores cristãos nas eleições de 2024 e ampliou sua base entre católicos, segundo análise do cientista político Ryan Burge. Após sobreviver a uma tentativa de assassinato em julho daquele ano, parte de seus apoiadores interpretou o episódio como um sinal de proteção divina.

<><> Ataques ao papa 

Em publicação nas redes sociais, neste final de semana, Trump classificou o papa Leão XIV como "terrível" e "fraco", além de criticar suas posições sobre as agressões dos EUA e de Israel no Oriente Médio. Em resposta, Leão XIV afirmou que não teme o governo dos Estados Unidos e indicou que continuará defendendo pautas ligadas à paz, incluindo críticas à guerra envolvendo o Irã e à política migratória.

¨      "Não tenho medo do governo Trump", rebate Papa Leão XIV

O Papa Leão XIV respondeu às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que não teme o governo norte-americano e que seguirá defendendo a paz e o diálogo internacional, destacando que sua missão está centrada nos valores do Evangelho e não em disputas políticas. A declaração foi feita durante voo para a Argélia.

O pontífice falou a jornalistas enquanto se deslocava de Roma para a África e reagiu diretamente às críticas feitas por Trump em uma publicação nas redes sociais. O presidente norte-americano havia classificado o Papa como “liberal demais” e questionado sua atuação.

Durante a conversa com a imprensa, Leão XIV foi enfático ao afirmar: “Não tenho medo do governo Trump nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho, que acredito ser o que estou aqui para fazer, o que a Igreja está aqui para fazer”. Ele também ressaltou a diferença entre o papel da Igreja e o da política institucional: “Não somos políticos, não lidamos com assuntos externos sob a mesma perspectiva que ele pode compreender, mas acredito na mensagem do Evangelho como promotor da paz”.

O Papa também evitou ampliar o confronto direto com o líder americano. Em declaração à agência Reuters, afirmou: “Não quero entrar em um debate com ele”. Na mesma linha, criticou o uso indevido da mensagem cristã: “Não acredito que a mensagem do Evangelho deva ser usada de forma indevida como algumas pessoas estão fazendo”.

Reforçando seu posicionamento, Leão XIV destacou que continuará atuando contra conflitos armados e em defesa da cooperação internacional. “Vou continuar me posicionando de forma firme contra a guerra, buscando promover a paz, incentivando o diálogo e relações multilaterais entre os Estados para encontrar soluções justas para os problemas”, disse.

Ao abordar o cenário global, o pontífice chamou atenção para o sofrimento causado por guerras: “Muitas pessoas estão sofrendo no mundo hoje. Muitas pessoas inocentes estão sendo mortas. E acredito que alguém precisa se levantar e dizer que há um caminho melhor”

Ele concluiu reafirmando a essência de sua atuação religiosa: “A mensagem da Igreja, a minha mensagem, a mensagem do Evangelho: bem-aventurados os pacificadores. Não vejo meu papel como político, como um homem político”.

As declarações do Papa ocorrem após críticas públicas de Donald Trump. Em postagem na rede Truth Social, o presidente afirmou que Leão XIV deveria ser “grato” por sua eleição e sugeriu que sua escolha teria sido influenciada pela nacionalidade americana. Trump também declarou a jornalistas que “não é um grande fã” do pontífice, classificando-o como “muito liberal” e questionando suas posições sobre segurança e política internacional.

<><> CNBB defende papa Leão XIV após críticas de Trump

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) saiu em defesa do papa Leão XIV após críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ressaltando que o pontífice atua guiado pela promoção da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos. A entidade também reforçou sua comunhão com o líder da Igreja Católica em meio à repercussão das declarações.

Em nota oficial, assinada pelo presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, e outros integrantes da entidade, os bispos destacaram que a autoridade do papa “não se orienta pela lógica do confronto político”, mas pela fidelidade ao Evangelho.

<><> Críticas de Trump ao papa

As declarações da CNBB foram motivadas por críticas feitas por Donald Trump ao pontífice. Em publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos classificou Leão XIV como “fraco” e questionou suas posições em temas internacionais.

“O papa Leão XIV é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa (...) Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos”, afirmou Trump.

Não há registros de que o papa tenha defendido a posse de armas nucleares pelo Irã, como sugerido pelo presidente estadunidense.

<><> Resposta do papa e atuação internacional

Diante das críticas, o papa Leão XIV evitou o confronto direto e reiterou seu posicionamento. “Não sou um político, não tenho a intenção de entrar em um debate com ele, a mensagem continua sendo a mesma: promover a paz”, declarou. Nos últimos dias, o pontífice tem intensificado apelos por cessar-fogo em diferentes regiões do mundo, incluindo conflitos no Oriente Médio e guerras em países como Líbano, Ucrânia e Sudão.

<><> Nota da CNBB reforça unidade

Na manifestação oficial, a CNBB reiterou apoio ao papa e destacou valores considerados centrais pela Igreja Católica. “A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil une-se a Sua Santidade, Papa Leão XIV, reafirmando a comunhão e a unidade em torno desses valores evangélicos que iluminam a consciência cristã e sustentam a esperança da humanidade”, afirma o texto.

 

Fonte: Brasil 247/Sputnik Brasil

 

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