Engasgos
e paradas cardíacas em crianças: causas e prevenção
Engasgos
e paradas cardiorrespiratórias em crianças pequenas são mais comuns do que
muitos imaginam e, em diversos casos, estão ligados a acidentes domésticos que
podem ser prevenidos com informação e cuidado adequados.
Diferente
dos adultos, cujas paradas cardíacas geralmente têm origem em problemas do
coração, nas crianças a principal causa é a insuficiência respiratória. Ou
seja, o coração para de bater porque faltou oxigênio no corpo. Essa falta de ar
é frequentemente provocada por engasgos, afogamentos ou sufocamentos, situações
que podem ocorrer rapidamente dentro de casa.
A
anatomia dos pequenos explica parte do risco. Suas vias aéreas são mais
estreitas e o reflexo de tosse ainda não está totalmente desenvolvido. Além
disso, crianças de até quatro anos têm o hábito natural de explorar o mundo com
a boca, levando objetos e alimentos direto para lá, sem ter a coordenação
motora necessária para mastigar e engolir tudo de forma segura.
<><>
Principais causas e como evitar
Os
engasgos lideram as emergências. Alimentos com formatos redondos e consistência
firme, como uvas, tomates cereja, nozes e pedaços de salsicha, são os maiores
vilões. Para evitar acidentes, o ideal é cortar esses alimentos em pedaços
pequenos, sempre no sentido do comprimento, e supervisionar a criança durante
toda a refeição.
Brinquedos
com peças pequenas, baterias, moedas e outros objetos que cabem na boca
representam um perigo constante. A recomendação é manter esses itens fora do
alcance e verificar sempre a indicação de idade dos brinquedos. O mesmo cuidado
se aplica a sacolas plásticas e objetos que possam causar sufocamento durante o
sono no berço.
Afogamentos
também são uma causa significativa de parada respiratória. Bastam poucos
centímetros de água para que uma criança pequena se afogue, o que pode
acontecer em baldes, banheiras ou piscinas. A supervisão atenta e constante de
um adulto é a única forma de prevenção eficaz.
<><>
O que fazer em uma emergência
Saber
como agir pode salvar uma vida. Caso a criança engasgue e não consiga tossir,
respirar ou chorar, o procedimento de desengasgo, conhecido como Manobra de
Heimlich, deve ser aplicado imediatamente. As técnicas variam para bebês e
crianças maiores, e conhecer a forma correta de execução é fundamental.
Em
qualquer suspeita de parada cardíaca, o primeiro passo é acionar o serviço de
emergência, como o SAMU (192), o mais rápido possível. Iniciar as compressões
torácicas, caso possua treinamento, pode ser vital para manter o fluxo
sanguíneo até a chegada do socorro especializado.
• 5 dicas para prevenir e tratar a
constipação em crianças
A
constipação intestinal, também chamada de prisão de ventre, é um incômodo
frequente entre crianças, especialmente nos primeiros anos de vida, quando o
organismo está se adaptando a novos hábitos alimentares e comportamentais.
Embora possa parecer um problema simples, costuma gerar dor, ansiedade e até
resistência da criança em ir ao banheiro, o que tende a agravar o quadro com o
passar do tempo.
De
acordo com a Dra. Karinna Faro, pediatra e professora do curso de Medicina da
Unic Beira Rio, os fatores que levam à constipação infantil são diversos e
frequentemente associados a mudanças na alimentação, à baixa ingestão de
líquidos e até a aspectos emocionais.
“Um dos
momentos mais delicados é o início da introdução alimentar, quando o bebê passa
a consumir alimentos sólidos. Outro fator comum é o período de retirada das
fraldas. Nessa fase, a criança pode segurar as fezes por medo ou insegurança, o
que leva ao ressecamento e desconforto ao evacuar”, explica.
Sintomas
da constipação intestinal em crianças
A
médica explica que os pais devem ficar atentos a sintomas da constipação
intestinal nas crianças, como diminuição na frequência das evacuações (menos de
3 vezes por semana), fezes ressecadas ou muito volumosas, dor abdominal
recorrente, irritabilidade ou choro ao tentar evacuar e fezes com sangue devido
a fissuras anais.
Complicações
causadas pela constipação intestinal
Se não
identificada e tratada, a constipação intestinal pode afetar a saúde das
crianças de outras maneiras. “A constipação persistente pode levar a
complicações como fissuras anais, incontinência fecal e até infecções
urinárias, já que o intestino muito cheio pode pressionar a bexiga. A uretra,
que é o canal por onde sai a urina, fica muito próxima ao orifício anal,
podendo acontecer uma translocação bacteriana, ao levar bactérias do intestino
para as vias urinárias”, alerta a Dra. Karinna Faro.
Prevenção
e tratamento da constipação intestinal
A
pediatra esclarece que, geralmente, o segredo para a prevenção e o tratamento
da constipação intestinal em crianças está nas mudanças no estilo de vida.
Veja!
1.
Alimentação rica em fibras
A
alimentação rica em fibras deve ser com baixa ingesta de carboidratos e
açúcares. As fibras ajudam a regular o trânsito intestinal, tornando as fezes
mais macias e fáceis de evacuar, enquanto uma dieta equilibrada fornece os
nutrientes necessários para um bom funcionamento do sistema digestivo.
2.
Rotina intestinal
Desde
pequeno, é essencial criar o hábito de ir ao banheiro pelo menos uma vez ao dia
para ser criada a rotina evacuatória e para a criança entender que se trata de
um mecanismo natural para o bom funcionamento do organismo.
3.
Hidratação adequada
A
desidratação pode levar ao ressecamento das fezes, o que causa dor e
desconforto. É importante consumir a quantidade de água suficiente, lembrando
que não se deve incluir suco na dieta de crianças menores de um ano.
4.
Atividade física regular
A
prática de exercícios pode diminuir o inchaço na barriga e o desconforto
abdominal, pois facilita a digestão dos alimentos pelo estímulo dos músculos
abdominais.
5.
Orientação emocional
O
estresse e a ansiedade, em qualquer idade, podem resultar em constipação.
Quando ocorrem em crianças, são capazes de gerar um bloqueio e criar traumas,
impedindo que estas tenham uma recorrência saudável na hora de evacuar.
“Em
alguns casos, pode ser necessário o uso de laxativos prescritos pelo pediatra,
mas o ideal é que o intestino funcione naturalmente, com alimentação balanceada
e hábitos saudáveis”, conclui a Dra. Karinna Faro.
Fonte:
Correio Braziliense/Portal EdiCase

Nenhum comentário:
Postar um comentário