China
exige que EUA suspendam imediatamente ‘bloqueio brutal’ contra Cuba
O
governo da China reforçou a sua exigência para que os Estados Unidos atendam ao
apelo majoritário da comunidade internacional, suspendendo imediatamente o bloqueio brutal e as sanções
ilegais contra a Cuba,
além de remover o país da chamada “lista de Estados patrocinadores do
terrorismo”. A posição foi dada nesta sexta-feira (31/10) pelo porta-voz do
Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, durante uma
coletiva.
Na
quarta-feira (29/10), a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) votou pela 33ª
vez consecutiva por uma resolução que condena o embargo
norte-americano contra Cuba, obtendo 165 votos favoráveis pelo fim do bloqueio
unilateral, 7 contrários e 12 abstenções.
A
proposta contou com o voto à favor do Brasil, em uma posição que se manteve em
todas as 32 votações anteriores. Já entre as abstenções, estão Albânia, Bósnia
e Herzegovina, Costa Rica, Equador, Estônia, Letônia, Lituânia, Marrocos,
Moldávia, Polônia, Romênia e Tchéquia. Entre os votos contra, estão os Estados
Unidos, Argentina, Paraguai, Israel, Ucrânia, Hungria e Macedônia do Norte.
“A
Assembleia Geral mais uma vez aprovou a resolução por esmagadora maioria,
demonstrando amplo apoio internacional ao povo cubano por seu justo esforço
para salvaguardar a soberania nacional e se opor à interferência externa e ao
bloqueio brutal. É mais uma evidência de que movimentos unilaterais e
intimidadores não encontram apoio”, destacou Jiakun.
Ainda
de acordo com o porta-voz chinês, por mais de seis décadas, Washington cometeu
“graves violações” contra os princípios da Carta da ONU” ao infringir o direito
cubano à subsistência e ao desenvolvimento.
“Na
Assembleia Geral da ONU, a China votou a favor da resolução de Cuba pedindo o
fim do embargo dos EUA por 33 vezes consecutivas desde 1992”, lembrou. “A China
continuará pedindo justiça internacional e permanecerá firmemente comprometida
em apoiar o povo cubano na luta contra a interferência externa e o bloqueio,
seguindo o caminho de desenvolvimento condizente com as condições nacionais de
Cuba e salvaguardando a soberania e a dignidade”.
Em
setembro, a chancelaria da Cuba apresentou um relatório anual sobre os impactos
do bloqueio norte-americano. No documento que abraça o período de março de 2024
a fevereiro de 2025, consta que as perdas materiais atingiram US$ 7,556 bilhões
(R$ 43,4 bilhões), o que significa um aumento de 49% em relação ao período
anterior. Diz o levantamento que, sem o bloqueio, o PIB nacional poderia ter
crescido cerca de 9,2% em 2024.
Entre
os principais fatores de impactos em perdas, está a renda não arrecadada por
exportações de bens e serviços, estimada em US$ 2,608 bilhões (R$ 15 bilhões),
e pela relocalização do comércio, no valor de US$ 1,213 bilhões (R$ 6,97
bilhões). Outra questão é a política de Washington de incitar a emigração de
profissionais e técnicos cubanos. Segundo a ilha, tal medida gerou danos
estimados em US$ 2,570 bilhões (R$ 14,8 bilhões).
Vale
lembrar que a relocalização acontece porque os Estados Unidos sancionam
empresas, navios e bancos de países terceiros que realizarem negócios com Cuba.
Desta forma, Havana é obrigada a desenvolver outras estratégias para
seus negócios com
empresas de diferentes nações, muitas vezes arcando custos extras em transações
comerciais.
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China propõe maior integração regional na cúpula da ASEAN
em Kuala Lumpur
A China
defendeu uma maior integração entre os países da região para derrotar o
crescente protecionismo e instabilidade em todo o mundo durante a 47ª Cúpula da
ASEAN, concluída em Kuala Lumpur na terça-feira (28/10).
O
primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, inaugurou a cúpula no Centro de
Convenções de Kuala Lumpur no domingo (26/10), na presença de todos os chefes
de Estado das nações da ASEAN, bem como de outros líderes.
Juntamente
com a cúpula da ASEAN, também foram realizadas várias outras cúpulas
relacionadas, como a 28ª cúpula China-ASEAN, a 28ª cúpula ASEAN + três, a 20ª
cúpula do Leste Asiático e a quinta cúpula da Parceria Econômica Regional
Abrangente (RCEP).
Vários
líderes globais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o
primeiro-ministro chinês Li Qian, a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi,
o presidente brasileiro Luiz
Inácio Lula da Silva e
o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, entre outros, participaram da ASEAN
e cúpulas relacionadas.
Na
cúpula da ASEAN, Timor-Leste juntou-se como novo membro do grupo de 10 membros
das nações do Sudeste Asiático, formado pela primeira vez em 1967. Esta foi a
primeira expansão do bloco desde 1999, quando o Camboja foi adicionado
como o décimo membro.
Com
base no tema “inclusão e sustentabilidade”, o 47º evento se concentrou no
fortalecimento da cooperação entre os Estados-membros, juntamente com suas
tentativas de ampliar as áreas de interações mútuas com seus parceiros em
vários níveis, como ASEAN+three e RCEP.
O RCEP,
considerado o maior bloco comercial do mundo, representando mais de 30% do PIB
global, foi formado em 2020 com membros abrangendo a maioria dos países da
região da Ásia-Pacífico, incluindo membros da ASEAN, China, Japão, Coreia do
Sul e Austrália, entre outros.
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Trump enfrenta protestos
Trump,
que está em uma extensa turnê pela região e deve participar da reunião da APEC
na Coreia do Sul no final da semana, enfrentou protestos populares em sua
chegada a Kuala Lumpur no domingo. Os manifestantes apontaram para seu papel no
genocídio de Gaza e condenaram as tentativas dos EUA de intimidar nações em
todo o mundo por meio de intervenções econômicas e militares unilaterais.
Ele
participou da assinatura de um acordo de cessar-fogo entre o Camboja e a
Tailândia, além de discursar na cúpula ASEAN-EUA.
Os
norte-americanos assinaram quatro acordos comerciais bilaterais com países da
região sem reduzir as altas tarifas recém-anunciadas contra eles e forçá-los a
comprar mais produtos americanos, incluindo seus produtos energéticos.
A
Malásia e os EUA assinaram um acordo comercial que levou à fixação de tarifas
sobre as exportações da Malásia para os EUA em 19%. A Malásia concordou em
comprar aeronaves adicionais e produtos de energia dos EUA. Em troca, os EUA
concordaram em isentar certas commodities cruciais da alta tarifa.
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China defende maior integração regional
A China
e a ASEAN assinaram outro acordo de área de livre comércio na segunda-feira
(27/10). A ASEAN continua sendo o maior parceiro comercial da China, com cerca
de um trilhão de dólares esperados até o final do ano atual.
O
primeiro-ministro chinês Li Qiang discursou na cúpula do Leste Asiático e
enfatizou a maior necessidade de implementar a Iniciativa de Governança Global
(GGI) do presidente Xi Jinping. Ele argumentou que o GGI era necessário para
enfrentar os crescentes desafios da política internacional, pois se concentra
na igualdade soberana dos países, no direito internacional e no
multilateralismo.
“A
China trabalhará com todas as partes para garantir que esta missão seja
observada e tomará medidas vigorosas para promover o GGI para impulsionar a paz
e o desenvolvimento em nossa região”, disse Li Qiang.
Li
alertou contra o crescente protecionismo e a guerra comercial cada vez mais
travada pelos países desenvolvidos no Ocidente e enfatizou a necessidade de
defender firmemente os regimes de livre comércio e a integração regional para
acelerar o crescimento mútuo dos países em desenvolvimento.
“Defender
o livre comércio e o sistema de comércio multilateral, opor-se a todas as
formas de protecionismo e promover continuamente a integração econômica
regional”, disse Li Qiang na reunião.
Li
também fez comentários semelhantes durante seu discurso na cúpula da RCEP,
destacando a crescente necessidade de abertura e cooperação entre seus membros.
O
presidente brasileiro Lula se opôs às tentativas de invocar uma nova Guerra
Fria no mundo. Ele também expressou sua oposição à guerra tarifária
desencadeada pelos EUA e enfatizou a necessidade de aumentar a cooperação
comercial e econômica entre os países em desenvolvimento em todo o mundo.
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Xi Jinping defende cooperação aberta e inclusiva para o
desenvolvimento da Ásia-Pacífico
Durante
a 32ª Reunião de Líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), o
presidente da China, Xi Jinping, destacou a importância de promover um modelo de crescimento baseado em
abertura, integração e desenvolvimento inclusivo. O encontro reuniu
líderes das 21 economias que compõem o bloco, responsável por cerca de 60% do
PIB mundial.
De
acordo com a agência Prensa Latina, Xi Jinping ressaltou que, desde
sua criação há mais de três décadas, a APEC tem sido um motor essencial para o
dinamismo econômico global. Em seu discurso, o líder chinês apresentou cinco
linhas de ação voltadas para o fortalecimento da cooperação regional e para
a construção de uma economia mais
equilibrada e sustentável.
O
primeiro ponto abordado foi a defesa do sistema multilateral de comércio, com a
Organização Mundial do Comércio (OMC) como eixo central. Xi defendeu a
necessidade de modernizar as regras internacionais e de proteger os direitos dos países em
desenvolvimento,
garantindo maior equidade nas trocas globais.
Em
seguida, o presidente propôs o avanço na liberalização e facilitação do
comércio e do investimento, além do fortalecimento da integração regional por
meio de acordos como a Parceria Econômica Abrangente Regional (RCEP) e o Acordo
Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP).
Outro
ponto essencial do discurso foi a manutenção de cadeias produtivas estáveis e
a ampliação da conectividade entre os
países da região.
Xi enfatizou a importância de aprimorar as conexões físicas, institucionais e
interpessoais, sobretudo no contexto do décimo aniversário do Plano de
Conectividade da APEC.
O
quarto eixo proposto trata da transformação digital e verde do comércio, com
ênfase na cooperação tecnológica, nas alfândegas inteligentes e no uso de
energia limpa. Xi defendeu o incentivo às cadeias de suprimentos sustentáveis,
alinhadas às metas globais de neutralidade de carbono.
Por
fim, o presidente chinês destacou a necessidade de um desenvolvimento inclusivo
e mutuamente benéfico, fundamentado na cooperação com os países em
desenvolvimento e no fortalecimento da Iniciativa Cinturão e Rota, que, segundo
ele, tem potencial para promover a prosperidade compartilhada na região.
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Maior exportador mundial
Xi
Jinping lembrou que a China mantém uma política consistente de abertura e que,
nos últimos cinco anos, o país se consolidou como maior exportador mundial de
bens e segundo maior de serviços, acumulando investimentos estrangeiros
superiores a 700 bilhões de dólares. Ele também destacou a criação de 22 zonas
de livre comércio piloto e a adoção de políticas de visto mais flexíveis, como
parte da estratégia de integração econômica.
O
presidente informou que o Comitê Central do Partido Comunista da China aprovou recentemente as diretrizes
para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030), que visa aprofundar reformas internas e
criar novas oportunidades para toda a região Ásia-Pacífico.
A
reunião também contou com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, do presidente chinês, Xi Jinping, e da nova primeira-ministra do Japão,
Sanae Takaichi, reforçando o papel central da APEC como fórum de diálogo e
concertação econômica entre as principais economias do Pacífico.
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Coreia do Sul trava corrida nuclear com Norte após aval
de Trump
O
governo sul-coreano está considerando formar uma equipe interagências, liderada
pelo gabinete do primeiro-ministro Kim Min Seok, com a pretensão de desenvolver
submarinos movidos a energia nuclear, confirmou uma fonte próxima aos assuntos
à agência Yon Hap nesta sexta-feira (31/10). A medida é
resultado das negociações realizadas às margens da cúpula da APEC (Cooperação
Econômica Ásia-Pacífico), celebrada na província de Gyeongju nesta
semana.
Durante
um encontro bilateral, o presidente Lee Jae Myung pediu uma validação ao
seu homólogo norte-americano Donald
Trump: que
a Coreia do Sul possa manusear veículos abastecidos de combustível nuclear,
neste caso em específico, submarinos, de forma que facilite o rastreio de
navios norte-coreanos e chineses. Para convencer, o mandatário asiático ainda
argumentou que o projeto poderia aliviar a carga operacional das forças armadas
destacadas pelos Estados Unidos em território nacional.
De
acordo com o ministro da Defesa, Ahn Gyu Back, o aumento da velocidade e da
capacidade de resistência subaquática contribuiria com uma resposta melhor às
“ameaças” vindas do país de Kim Jong Un, com quem Lee não tem tido sucesso no
restabelecimento de relações. Ahn também informou que se cogita construir
quatro ou mais unidades do tipo.
Em
março, a Coreia do Norte mostrou estar
um passo à frente ao revelar o canteiro de obras de um submarino movido a
energia nuclear. Por estarem em estágio mais avançado com base nos registros, a
Coreia do Sul avalia que os veículos norte-coreanos podem ser concluídos muito
antes, entre 2030 e 2035 – estima-se que a construção da categoria leve pelo
menos 10 anos.
Vale
ressaltar que os submarinos movidos a energia nuclear (SSNs) não equivalem aos
submarinos nucleares estratégicos (SSBNs), pois estes últimos apenas carregam
armas nucleares. Em caso de emergência, os aparelhos atualmente cobiçados por
Lee têm a capacidade de responder de forma secreta e a uma distância
considerável.
Especialistas
ouvidos por Opera Mundi interpretam que, mesmo com a política
pacifista vendida pelo presidente sul-coreano como principal tema de campanha,
a prioridade do mandatário se concentra necessariamente na aliança entre sua
nação e os Estados Unidos, sendo esta a maneira “mais eficaz” de impedir
eventual conflito na Península Coreana, no contexto de um frágil acordo de
armistício entre os vizinhos.
Contudo,
é importante destacar que, a fim de garantir urânio enriquecido como
combustível, é necessário revisar o Acordo de Energia Nuclear Coreia-Estados
Unidos, já que as cláusulas previstas no tratado impedem Seul de usar materiais
nucleares para fins militares. Ou seja, mesmo com o aval de Trump, as
discussões ainda precisam amadurecer.
Devido
ao alto custo do projeto que envolveria “vários trilhões de wons” (um trilhão
de won equivale a quase quatro bilhões de reais), o governo prevê estabelecer
uma equipe interagências que integrará os ministérios da Defesa, Relações
Exteriores, Finanças, Indústria e Ciência. Caso o plano se concretize, a
Coreia do Sul se tornará o oitavo país do mundo a possuir um submarino movido a
energia nuclear.
Fonte:
Brasil de Fato/Brasil 247/Opera Mundi

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