terça-feira, 1 de julho de 2025

Julian Lemos,  que coordenou a campanha bolsonarista, põe em xeque a versão oficial sobre a ‘facada’ em Bolsonaro

Em entrevista ao jornalista Joaquim de Carvalho, publicada no canal da TV 247 no YouTube, o ex-deputado federal Julian Lemos, que coordenou a campanha de Jair Bolsonaro na região Nordeste e atuou como braço operacional do então candidato, fez revelações contundentes que colocam em xeque a versão oficial sobre o episódio da suposta facada ocorrida em Juiz de Fora, em 6 de setembro de 2018.

Segundo Lemos, que visitou Bolsonaro dois dias após o atentado, a reação do então candidato foi inesperadamente fria e triunfalista. “Entrei no quarto esperando ver comoção. Bolsonaro olhou pra mim, pra Gustavo Bebianno e disse, rindo: ‘Deixa eu dizer uma coisa: não precisa fazer mais nada, ganhamos a eleição’.” Para o ex-parlamentar, a cena parecia ensaiada e não transmitia nenhum clima de dor ou gravidade.

Julian Lemos sustenta que o ferimento pode ter sido de pequena proporção: “foi um furo muito pequeno, quase como a ponta de uma faquinha de cozinha”. Ele conta que o então ministro Bebianno estava presente na cirurgia e relatou que, apesar da abertura da barriga e do procedimento complexo, o ferimento original era mínimo. “Talvez não tenha sido uma facada para matar, mas apenas para arranhar. Não sei se disseram ‘fura a perna’, ou ‘só a barriga’, mas que foi esquisito, foi.”

<><> A proteção a Adélio Bispo de Oliveira

Um dos aspectos mais inquietantes do relato diz respeito à ausência de reação dos seguranças de Bolsonaro após o ataque. Adélio Bispo, autor confesso da facada, não foi linchado nem sofreu agressões, o que contraria completamente o padrão esperado em um ambiente dominado por apoiadores fanáticos e forças de segurança armadas. “Não sei como aquele cara saiu vivo dali. Qualquer um que olhasse pra Bolsonaro de cara feia levava um murro. Mas Adélio? Nada”, afirmou Julian. Para ele, o fato de todos os seguranças envolvidos terem sido promovidos posteriormente também é um forte indício de que havia algo muito errado na operação de segurança daquele dia.

Outro ponto grave é o papel de Carlos Bolsonaro, que, segundo Lemos, estava pela primeira e única vez em uma caminhada de rua com o pai. O vereador do Rio de Janeiro, afirma Julian, jamais participava desse tipo de atividade, mas naquele dia estava presente, e teria inclusive se trancado no carro após avistar Adélio Bispo se aproximando. Lemos destaca ainda que Carlos passou a atuar nos bastidores para isolar e desmoralizar aliados de campanha, como ele próprio e Gustavo Bebianno, e chegou a criar uma espécie de “ABIN paralela” para monitorar adversários e aliados suspeitos. O ex-deputado relata que Carlos retirou as senhas das redes sociais do pai durante a transição de governo, como forma de chantagem política.

A reação da família Bolsonaro também é colocada sob suspeita. Segundo Julian, Michelle Bolsonaro demonstrou uma frieza incomum ao saber do suposto atentado. “Ela teria pedido que imitassem a voz de Jair para ouvir, como se fosse uma brincadeira”, lembrou Joaquim de Carvalho, citando trecho do livro de André Marinho. Também Flávio Bolsonaro, em entrevista logo após o episódio, minimizou a gravidade da situação ao dizer que “não foi nada grave”.

<><> De maluco a coitado

Lemos afirma que o episódio da facada foi o divisor de águas da eleição: “Foi sorte, não azar. Na semana seguinte, Bolsonaro subiu sete pontos. Quem dizia ‘não voto nesse maluco’, passou a dizer ‘vou votar nesse coitado’.” O ex-deputado não afirma categoricamente que houve encenação, mas deixa claro que muitos fatos permanecem sem resposta. Ele e Joaquim de Carvalho questionam como Adélio pôde se aproximar tanto, como a faca foi encontrada horas depois por um verdureiro, sem cadeia de custódia preservada, e por que nenhuma investigação séria foi feita durante todo o governo Bolsonaro. “Quatro anos no poder, com controle do aparato do Estado, e ninguém descobriu nada. Isso não entra na minha cabeça.”

Ao final da entrevista, Julian Lemos enfatiza que sua intenção não é fazer acusações sem provas, mas levantar questionamentos legítimos sobre um evento que moldou a história recente do Brasil. Segundo ele, as contas não fecham. Até porque o teatro da vitimização foi essencial para a vitória de Bolsonaro. Se foi espontâneo ou calculado, só o tempo dirá, mas não há dúvidas de que a narrativa oficial é frágil.

•        “Parecia que ele não tinha levado uma facada. Ele disse: ‘ganhamos a eleição’”, conta Julian Lemos sobre Bolsonaro

Julian Lemos afirma que a facada existiu, mas revelou profundas dúvidas sobre o cenário do atentado: “Facada eu sei que teve. Eu só não sei se encomendaram na perna ou na barriga, se era pra empurrar a cabecinha ou empurrar o talo todo, eu não sei.”

Ele relata que o comportamento de Adélio Bispo de Oliveira  naquele 6 de setembro chamou sua atenção quando viu as imagens no documentário “Bolsonaro e Adélio - Uma fakeada no coração do Brasil”, mas, acrescenta, que, estranhamente, esse comportamento foi ignorado pelos seguranças.

“Dificilmente eu, Julian Lemos, não teria percebido o Adélio, porque ele era um corpo estranho no meio daquela multidão. Ele era praticamente um urubu no meio de papagaio.” Julian Lemos é empresário na área de segurança.

“Ele (Adélio) era obstinado. A galera empurrava e ele ali. Ninguém viu, cara? Isso aí me chama atenção. Não sei te explicar. Não é usual, não é assim que funciona.”

Segundo Lemos, os seguranças falharam de forma inexplicável: “A gente tá falando aqui de homens treinados para fazer segurança. E o cara foi de primeira, amigo. De segunda, pra não dizer de primeira.” E acrescentou: “Não era pra ter acontecido.” O atentado aconteceu na segunda tentativa, depois que Adélio derrubou um segurança ao tentar atingir Bolsonaro.

E ao visitar o então candidato no hospital, três dias depois, notou uma reação completamente fora do esperado:

“Quando eu chego na segunda-feira no hospital, Jair Bolsonaro só não soltou foguetão. Disse: ‘Aí não adianta ninguém fazer mais nada, a gente ganhou a eleição’. Só faltou ele fazer ‘ihu’, como ele faz.”

<><> Perguntas sem resposta

A entrevista e o documentário apresentam uma série de pontos obscuros:

•        Adélio Bispo fez curso de tiro em junho de 2018 no Clube .38, em Florianópolis — frequentado por Carlos e Eduardo Bolsonaro.

•        Carlos Bolsonaro estava em Florianópolis naquele mesmo dia. Na entrada do clube, está  emoldurado o certificado da medalha que Carlos Bolsonaro concedeu, em nome da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, o que demonstra ligação entre o vereador e a entidade.

•        Uma imagem do documentário mostra Adélio caminhando em direção a Carlos Bolsonaro pouco antes da passeata. Carlos, ao vê-lo, se tranca no carro, evitando contato.

•        Os seguranças de Bolsonaro foram promovidos após o atentado. Três deles fundaram o que a Polícia Federal classificou como a Abin Paralela, uma central de espionagem política do governo bolsonarista.

O documentário também provocou reações entre antigos aliados de Bolsonaro. O ex-deputado Alexandre Frota, ao assisti-lo, afirmou:

“Depois que eu vi o documentário, eu repensei o episódio.”

Questionado se hoje acredita que a facada foi falsa, respondeu: “Do Bolsonaro, eu espero tudo.”

Julian Lemos também fez coro: “Depois que eu vi seu documentário, eu fiquei em dúvida. Você fez um trabalho investigativo.”

Lemos ainda comentou os bastidores do afastamento do seu grupo:

“A segurança que falhou foi promovida. Carlos Bolsonaro começou a me atacar por ciúmes, porque eu estava próximo demais. Fui afastado depois.”

E criticou a falta de apuração séria: “A investigação foi mal feita. Muita coisa foi ignorada. A mídia engoliu a versão oficial sem fazer perguntas.”

Julian Lemos revela um cenário repleto de contradições. A facada em Bolsonaro está cercada de omissões, conveniências e falhas que desafiam a versão oficial.

Com declarações como “parecia que ele não tinha levado uma facada” e “só faltou ele soltar foguetão”, Lemos sugeriu que a reação do então candidato já indicava que a facada se transformaria na maior virada política da eleição.

O que aconteceu depois que o documentário foi ao ar é uma demonstração do que, certamente, ocorrerá com a mídia independente em razão do julgamento do artigo 19 do Marco Civil da internet. A Justiça, provocada, se recusou a censurar, mas o YouTube, que é de uma empresa privada, o retirou da plataforma.

O episódio da facada em Juiz de Fora é um caso em aberto. Que não sejam caladas as vozes que ousam apontar suas contradições e inconsistências.

•        Bolsonaro é o “bobo da corte” que será jogado na lama pela elite

O ex-deputado federal Julian Lemos, um dos primeiros aliados de Jair Bolsonaro na construção da candidatura presidencial de 2018, fez duras críticas ao ex-presidente, revelando bastidores de bastidores pouco conhecidos da campanha e do governo. Lemos, que foi um dos responsáveis pela segurança de Bolsonaro nas viagens pelo Brasil e atuou como articulador político nos primeiros anos do bolsonarismo, não poupou palavras: “Bolsonaro é um líder decadente, um farsante, o estandarte de tudo aquilo que ele criticava”.

Ao longo da longa e contundente entrevista, Lemos traçou um retrato de bastidores recheado de episódios reveladores, que vão desde a convivência pessoal com Bolsonaro e sua família até suspeitas em torno da facada sofrida em Juiz de Fora. Ao ser questionado sobre sua atual visão sobre o ex-presidente, afirmou: “Ele é hoje sócio do sistema que dizia combater. É um populista de série C, que enriqueceu na política e hoje representa o caos”. E completou: “Bolsonaro é a síntese de um anticristo. Ele corrompeu os valores cristãos, desestabilizou famílias e a própria política brasileira”.

“Mito do caos”: liderança baseada na manipulação

Julian Lemos afirmou que o discurso moralista de Bolsonaro foi uma construção baseada na hipocrisia. Segundo ele, o ex-presidente manipulou as massas, especialmente os evangélicos, apresentando-se como defensor da família e da fé, mesmo sendo “péssimo marido, pai ausente e homem sem compaixão”. Ele denunciou a simbiose entre o bolsonarismo e segmentos neopentecostais, que segundo ele foram “corrompidos” por interesses políticos e econômicos.

“Bolsonaro usou a Bíblia como um escudo. Citava versículos como João 8:32, mas não respeitava nenhum princípio cristão. Ele é o arquétipo do bezerro de ouro que enganou até os escolhidos”, disparou.

A facada e as suspeitas: “Foi sorte, não azar”

Sobre o atentado sofrido por Bolsonaro em 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora, Lemos foi direto: “A facada existiu, mas há muitas perguntas sem resposta”. Disse que o corte foi pequeno, mas resultou em uma grande operação abdominal. “O estranho é o comportamento de todos ao redor. Ninguém parecia surpreso ou preocupado. Jair, no hospital, já dizia que a eleição estava ganha.”

Lemos lembrou ainda que Carlos Bolsonaro, que raramente participava das campanhas de rua, estava presente justamente naquele dia. “Depois do atentado, ele disse que reconheceu o Adélio e se trancou no carro. Mas por que não acionou os seguranças? Por que todos os agentes envolvidos foram promovidos?”, questionou. “Foi uma investigação frouxa. O documentário do Joaquim escancara isso.”

Ruptura com Bolsonaro: “Foi ciúme dos filhos”

Lemos revelou que seu rompimento com o ex-presidente aconteceu por ciúmes dos filhos, especialmente Carlos Bolsonaro. Após participar ativamente da campanha e indicar nomes para a transição, ele foi sendo afastado. “Carlos não suportava ver ninguém brilhar ao lado do pai. Eles me rifaram por insegurança e vaidade.”

Segundo ele, Bolsonaro sabia do que estava ocorrendo, mas se omitiu. “Disse que não controlava o Carlos. Isso é inadmissível num chefe de Estado. Eu disse para ele: ‘Você precisa me respeitar, não sou babá de menino’.”

O perfil do clã Bolsonaro: “Família colapsada”

Em seu relato, Julian Lemos detalhou a convivência na casa da família Bolsonaro e descreveu o ambiente como “tenso e denso”. Disse que os filhos de Jair são extensões das suas próprias neuroses e que a primeira-dama Michele Bolsonaro não tinha afeição pelo marido. “O casamento era uma farsa. Aquela cena do hospital, dela massageando o pé dele, foi puro teatro.”

Relatou também o comportamento desequilibrado de Carlos Bolsonaro, a quem descreveu como narcisista, manipulador e agressivo. “Ele destruiu alianças, perseguiu aliados como Gustavo Bebianno, Santos Cruz e até a Joyce Hasselmann, que ele odiava.”

De aliado a crítico feroz: “Votei em Lula”

Após romper com Bolsonaro, Lemos afirma ter votado em Lula em 2022. “Não conheço Lula pessoalmente, mas conheço Bolsonaro. E só isso já basta. O bolsonarismo representa o ódio, a mentira, a destruição. Eu sou um radical antibolsonarista.”

Ele ainda fez críticas ao PT, destacando que a vitória de Lula se deu mais pelo antibolsonarismo do que pelo apoio à esquerda. “O PT precisa se renovar. A direita está se organizando, tem candidatos viáveis e joga pesado. Se Lula não agir, o centrão vai sabotá-lo até o fim.”

“Bolsonaro não voltará à presidência”

Para Julian Lemos, o sistema político já descartou Bolsonaro. “Ele é apenas o estandarte, o bobo da corte. O sucessor já está pronto: é Tarcísio. Bolsonaro será jogado na lama, sozinho. A elite não o quer mais.”

A entrevista, carregada de informações de bastidores, críticas severas e reflexões políticas, é um documento fundamental para compreender os mecanismos internos do bolsonarismo e suas consequências para o país. Com sua trajetória de aliado íntimo a crítico radical, Julian Lemos se tornou uma das vozes mais potentes a denunciar a farsa que, segundo ele, tomou conta da política brasileira nos últimos anos.

•        Direita racha e acusa Tarcísio de se submeter à "agenda globalista"

Um dossiê intitulado São Paulo na Engrenagem Verde está sendo amplamente compartilhado entre lideranças da direita conservadora e revela um incômodo crescente com a adesão do governador Tarcísio de Freitas à agenda climática internacional. Segundo o documento, o projeto ambiental paulista está sendo usado como “instrumento de reorganização do Estado” e poderia representar um ensaio para a imposição de uma lógica globalista no Brasil, caso Tarcísio venha a disputar a presidência da República.

Sob críticas à sua aproximação com organismos multilaterais, o dossiê sustenta que o governador estaria submetendo São Paulo a uma "tecnocracia climática global", esvaziando o debate democrático interno em nome de compromissos firmados com entidades como a ONU, o Banco Mundial, o Fórum Econômico Mundial e a COP. A ausência de consulta popular é apontada como um dos principais riscos à soberania estadual.

<><> Conselhos ambientais e governança verde sob suspeita

O relatório apresenta uma análise minuciosa da estrutura de governança ambiental implementada por Tarcísio. A criação e o fortalecimento de conselhos como o CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente), o CEMC (Conselho Estadual de Mudanças Climáticas) e a Comissão dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) são apontados como evidências de uma arquitetura institucional voltada a cumprir diretrizes estrangeiras, com pouca ou nenhuma participação popular.

Apesar do discurso de participação social, o dossiê afirma que essas instâncias são dominadas por ONGs, representantes de organismos internacionais e técnicos desvinculados das realidades locais. Para os autores, esse modelo enfraquece a democracia representativa e transforma decisões políticas em pareceres técnicos emitidos por grupos que operam à margem do escrutínio público.

<><> “Financeirização verde” e aumento de custos sociais

Outro ponto de preocupação expressado no documento é o avanço da “financeirização ambiental”, através da emissão de títulos verdes (green bonds) e azuis (blue bonds), negociados na B3. O texto alerta que a adoção de precificação de carbono, incentivos ao biometano e à substituição do diesel por fontes renováveis — embora ambientalmente louváveis — impõe custos elevados aos pequenos produtores rurais, caminhoneiros e consumidores finais.

Os autores argumentam que, na prática, essas medidas geram aumento indireto de tributos e interferem nas práticas econômicas tradicionais, afetando especialmente a agricultura familiar e o transporte autônomo. A lógica seria, segundo o dossiê, submeter os cidadãos a “modelos de conduta ambientalmente corretos”, definidos fora do país e sem mediação democrática.

<><> Agenda climática como “engenharia social”

A crítica se intensifica quando o documento sugere que a agenda verde estaria sendo usada como ferramenta de “engenharia social”, com impactos diretos sobre a liberdade econômica e pessoal. A transição energética, exaltada por Tarcísio em encontros como o Fórum de Davos e nas redes sociais, é descrita como um caminho que pode tornar São Paulo uma “vitrine de sustentabilidade”, moldada por interesses externos e afastada das necessidades concretas da população.

“Estamos diante de um Estado que transfere poder decisório para instâncias globais, priorizando protocolos e metas que não refletem a realidade local”, diz o texto, alertando para o risco de “um Brasil governado por marionetes de um sistema internacional”.

<><> Leis e decretos como espinha dorsal da agenda

A parte final do dossiê lista uma série de decretos e leis aprovadas pela gestão paulista, entre eles o Decreto 68.308/2024, que reorganiza a Política Estadual de Mudanças Climáticas; o Decreto 68.577/2024, que cria o fundo FINACLIMA-SP; e a Lei 18.065/2024, que concede isenção de IPVA a veículos verdes até 2029. Também são mencionados investimentos bilionários em energia solar, biogás e hidrogênio verde, parcerias com empresas como AstraZeneca para reflorestamento e programas educacionais voltados à conscientização climática em escolas públicas.

Para os críticos reunidos no documento, essas medidas, embora revestidas de boa intenção ambiental, consolidam uma entrega de soberania e posicionam o Estado como laboratório de uma governança global que ameaça os princípios da autodeterminação nacional.

 

Fonte: Brasil 247

 

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