Amanda
Audi e Natalia Viana: “A ordem
internacional acabou”, afirma Celso Amorim
Ex-ministro
das Relações Exteriores e atual assessor especial da Presidência da República
para Assuntos Internacionais, Celso Amorim avalia que as crises no Oriente
Médio e Europa ajudaram a decretar a falência de órgãos multilaterais como o
Conselho de Segurança da ONU, que perderam eficácia e legitimidade diante dos
conflitos do século 21.
Amorim
defende a construção de uma nova ordem mundial, com mais participação de países
em desenvolvimento. Para ele, as normas vigentes foram criadas em um mundo
muito diferente do de hoje. “É como imaginar no início do século 20 a Europa
ser regida pelos princípios do Congresso de Viena [feito após as Guerras
Napoleônicas]. Não tem cabimento, é outro mundo”, disse em entrevista
à Agência Pública.
Com sua
experiência em negociações delicadas, como a tentativa do Brasil de mediar
um acordo nuclear com o
Irã,
em 2010, junto com a Turquia, o diplomata reafirma a importância de recuperar
canais diplomáticos, inclusive com atores considerados “difíceis”.
Ele
avalia que o contexto atual está mais perigoso do que na crise dos mísseis de
Cuba, quando também se temia um ataque nuclear. Agora, a situação está
mais instável pela multiplicidade dos atores envolvidos, e há potencial para
escalar para uma nova guerra mundial.
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Por que isso importa?
- Órgãos como o
Conselho de Segurança da ONU perderam sua eficácia para mediar conflitos
do século 21, diz Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores e
assessor especial da Presidência da República para Assuntos
Internacionais.
- Diante da crise
no Oriente Médio e do risco do conflito ganhar escala global, ele defende
a construção de uma nova ordem mundial, que leve em conta a maior
participação de países em desenvolvimento.
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Leia os principais trechos da entrevista:
·
Essa crise no Oriente Médio pode ser considerada mais
grave que a crise dos mísseis de Cuba, em 1962? Por que?
No
momento houve uma trégua, então é difícil dizer, mas potencialmente ela é mais
grave. A crise de Cuba foi muito perigosa, mas eram dois atores razoavelmente
pragmáticos. A União Soviética fez um lance atrevido, viu que não dava,
negociou e pronto. Agora são muitos atores, então seria muito perigoso que
saísse do controle. Aparentemente ficou controlada, mas ainda é cedo pra gente
fazer um julgamento.
·
O acordo nuclear de 2015 (JCPOA) estava funcionando? Por
que os EUA decidiram se retirar sob o governo Trump?
Acho
que é uma visão diferente entre as administrações democrata e a do presidente
Donald Trump. O acordo feito em 2015 na realidade foi uma sequência da
tentativa de negociação que nós fizemos, nós, Brasil e Turquia, à pedido do
ex-presidente Barack Obama. Depois os Estados Unidos voltaram atrás, mas eles
continuaram dentro dessa perspectiva de encontrar uma solução diplomática. No
final de 2011, teve um artigo importante da Anne-Marie Slaughter, que foi
Secretária de Planejamento dos EUA, dizendo que voltar ao acordo da Turquia e
do Brasil seria melhor. Isso continuou e aí saiu o JCPOA. Eu acho que a visão
do atual presidente americano é diferente, ele quer ter controle de todas as
situações da forma dele.
Também
não consigo entender bem porque nesse período do governo democrata Joe Biden
eles não conseguiram avançar num acordo. O fato é que se você for acompanhar o
número de centrífugas do Irã, era um número relativamente pequeno quando nós
negociamos. Cresceu no intervalo de 2010 até o JCPOA e então ficou estacionário
muitos anos. Depois que cresceu muito.
·
Dá para dizer que o acordo estava funcionando, mesmo sem
os EUA?
Acho
que não, porque ao mesmo tempo o Irã estava aumentando a capacidade dele de
produção. Eu não creio que o Irã fosse ter uma arma atômica, porque eles
sabem que isso teria consequências graves – embora Israel tenha mais ou
menos cem armas nucleares, ninguém sabe direito. Mas de qualquer maneira eles
estavam crescendo a capacidade, e para quem olha numa perspectiva de temor, de
que o Irã não é controlado. Essa não é a nossa perspectiva. Eu conversei com eles,
não é fácil a conversa com eles, mas é possível. Nós fizemos isso, nós e a
Turquia. Se você olhar dentro de uma perspectiva que lá na época eles
tinham 1,2 mil quilos [de material nuclear] e achavam perigoso, hoje
provavelmente deve ter mais de 10 mil quilos, uma parte disso com um grau de
enriquecimento muito maior do que havia na época.
Acho
que a grande falha do lado Ocidental, dos Estados Unidos principalmente, foi
não ter aceito naquela época. Houve uma mudança de ideias brusca. Eu acho
inclusive, e isso é uma opinião minha, que havia uma visão diferente entre a
Casa Branca e o Departamento de Estado. A Casa Branca queria um acordo, o
Departamento de Estado não. O Departamento de Estado acabou prevalecendo. E eu
digo isso baseado no fato de que a Anne-Marie Slaughter, que era gestora de
planejamento do Departamento de Estado, dizia que era melhor tentar voltar ao
acordo Brasil e Turquia.
·
Qual a relevância atual do Tratado de Não Proliferação
Nuclear (TNP), diante do fato de países como Índia, Paquistão, Israel e Coreia
do Norte já terem desenvolvido armas nucleares fora dele?
Israel
foi o primeiro, bom deixar isso claro. Depois vieram Índia, Paquistão e Coreia
do Norte. Mas eu não sei. O Brasil não deseja ter armas nucleares, não está no
nosso programa, no nosso projeto. A Coreia do Norte ficou lá, né? Com a com as
armas que já tinha. E o Irã, que não produziu arma nuclear, sofreu os ataques
que sofreu, um grande ataque inicialmente de Israel e depois com participação
depois nos Estados Unidos, inclusive para atingir os reatores que estão em
áreas profundas. Portanto é uma coisa muito perigosa.
·
O senhor diria que há uma falência do regime
internacional de controle nuclear? O que restaria dele?
A ordem
internacional acabou. A ordem internacional tal como ela foi desenhada, e o TNP
é parte dessa ordem, acabou. Acho que a credibilidade do sistema foi muito
afetada. Eu participei, muitos anos atrás, num esforço para evitar uma
guerra entre os Estados Unidos e alguns aliados contra o Iraque. Os EUA
alegaram que o Iraque tinha armas químicas, na realidade ele não tinha, e isso
acabou levando à destruição do Iraque. Durante muito tempo houve um caos que
propiciou inclusive a criação do Estado Islâmico. Esse tipo de ataque é muito
ruim.
Eu acho
que nós temos que construir uma nova ordem. Não sei exatamente como será, mas
acho que tem que levar mais em conta a presença de países em desenvolvimento.
Acho que os Brics terão uma importância muito grande nessa nova construção
mundial.
Acho
que a não-proliferação nuclear continuará sendo um objetivo, mas sem esquecer
que o próprio TNP estabelece que os países nucleares têm que tomar medidas de
desarmamento, também caminhar para o desarmamento. Em 2000, eu participei de
uma conferência de revisão do TNP, foi a primeira que o Brasil participou, e
foram aceitos 13 passos em direção ao ao desarmamento nuclear. A única maneira
de garantir que não haja proliferação é acabar com as armas para todos. Mas não
é uma coisa fácil.
·
Como isso seria possível?
Primeiro
você tem que desacoplar armas que estão nos foguetes, botar elas separadas.
Isso já dificulta o uso. Depois você tem que desfazer a própria arma. Enfim,
são 13 passos, isso tudo levaria bastante tempo, provavelmente uns 30 anos. E
teria que acontecer em paralelo em todos os países que têm hoje armas
nucleares. Mas a única maneira de você ter certeza é se todos os países
abrissem mão. É improvável no curto prazo, mas, como eu sou otimista, acho que
no longo prazo não é impossível.
·
Essa crise expõe a ruína do sistema multilateral? A ONU e
o Conselho de Segurança ainda têm alguma utilidade prática?
O
Conselho de Segurança na realidade não é um conselho de segurança. Ali estão os
membros permanentes que não correspondem mais ao que é o mundo de hoje. Com
todo respeito à França, à Inglaterra, que são países importantes, mas não há
razão para deixar o Brasil de lado. Não há razão para esses países serem
membros permanentes e a Índia não ser. O próprio conceito de membro permanente
como ele é hoje, com poder de veto, eu acho discutível. É complexo. Mas eu acho
que países que hoje estão no Brics, por exemplo, como a Índia, Brasil, e países
africanos, como a África do Sul, teriam que integrar o conselho.
É como
imaginar no início do século 20 a Europa ser regida pelos princípios do
Congresso de Viena [feito após as Guerras Napoleônicas]. Não tem cabimento, é
um outro mundo. Quando a ONU foi criada, eram uns cinquenta países. Os países
da América Latina entraram logo, mas não tinham nenhuma influência. Hoje tem
países fortes, outros decaíram em termos relativos.
·
Então teria que ter uma grande reforma dos órgãos
multilaterais. O senhor vê isso acontecendo?
Nós
temos apoiado o artigo 109 da carta da ONU que prevê a possibilidade de
convocar uma conferência de revisão da carta. O conjunto da carta. Nós não
podemos acabar com a ONU. É o que a gente tem. A gente tem que partir do que a
gente tem. Mas eu acho que as grandes crises são também as portadoras das
grandes mudanças.
O
presidente Trump, para não falar no presidente de Israel, não teve sequer a
preocupação de levar o assunto ao Conselho. Até o presidente Bush tentou obter
o apoio do conselho. Tentou, não conseguiu. Mas agora nem sequer houve
tentativa. Não existe mais o Conselho de Segurança. Não existe a ONU. Como não
existe a OMC. Daqui a pouco não vai mais existir Banco Mundial.
Nós
temos que ter, daqui um tempo, uma grande conferência. Como foi Versailles,
como foi São Francisco, e redesenhar o que a gente quer no mundo. Agora qual é
esse desenho? Eu não sei. Eu sei que os Brics têm uma importância grande nesse
desenho. O G-20 talvez sendo um pouco menos europeu. Tem que ser um novo
desenho da ordem mundial, sem jogar fora o que já temos. Então vamos adaptando
o que já se tem para chegar nesse novo desenho.
O papel
das mulheres, as questões raciais, tudo isso também tem que ser levado em
conta. A carta da ONU não fala em meio ambiente. Fala superficialmente dos
direitos humanos e muito menos especificamente do direito das mulheres. Não
trata praticamente a questão do racismo. São questões globais importantes.
·
O senhor vê que tem espaço pra isso hoje? Existem
movimentos pressionando por essa mudança?
Depende
da posição dos países. Espaço não fica esperando pra gente chegar lá e entrar.
Você tem que abrir o espaço. Você tem que cortar o espaço. Eu espero que a
reunião do Brics em julho no Rio de Janeiro ajude a empurrar alguns países
nessa direção.
·
O senhor já falou sobre uma possível grande guerra
mundial se as coisas continuarem escalando. Como vê isso hoje?
Você
tem hoje uma guerra na Europa, em que um lado está a Rússia, do outro a
Ucrânia, mas não é a Ucrânia sozinha, a Ucrânia está sendo armada pela Europa.
Tem a Europa aumentando para 5% em cada país os gastos de defesa. É uma
barbaridade, tem a ver com a guerra da Ucrânia e deve ter a ver também,
indiretamente, com a guerra de Israel-Estados Unidos-Irã.
Então
você tem já uma guerra europeia envolvendo uma potência nuclear que é a Rússia.
Do outro lado tem os Estados Unidos envolvido em outra guerra. São duas guerras
muito amplas e muito profundas.
Por
ora, parece que há uma trégua entre Irã e Israel. Se isso predominar, continua
tendo o problema do genocídio da população palestina, que é gravíssimo. Mas uma
guerra com esses atores têm todo o potencial para se transformar numa guerra
mundial. Mesmo que haja um resto de bom senso de que um país não use arma
nuclear contra outro, mesmo assim o risco é muito grande.
·
E apesar de tudo isso, o senhor continua sendo otimista?
Quero
acreditar que vai ter uma solução e que o bom senso vai prevalecer. Não sei o
que vai acontecer. Não tenho bola de cristal comigo, nem nenhuma outra
acessível. Mas essa trégua aparente é uma indicação de que talvez dê pra
perdurar, e aí o risco diminui. Mas eu não esperava que Israel fosse atacar o
Irã, que os Estados Unidos fossem se juntar a esse ataque. Então pode voltar a
acontecer.
Criamos
um grupo de Amigos da Paz na ONU, iniciativa de Brasil e China. São
instrumentos que a gente procura usar, persuasivos, mas nenhum deles é
garantido. Nós temos que contribuir junto com os outros. A China é um país que
tem grande influência sobre a Rússia, então é importante que o Brasil se junte
com ela. E é importante que haja um diálogo entre as partes. Tudo isso vai
criando uma confiança que talvez, em algum momento, facilite a adoção dos
princípios que Brasil e China lançaram. A gente vai fazendo o possível e
acreditando que vai funcionar.
¨
'Vamos insistir em ter programa nuclear', diz ministro
iraniano
Os EUA
devem descartar quaisquer novos ataques ao Irã se quiserem
retomar as negociações diplomáticas, disse o vice-ministro das Relações
Exteriores do Irã à BBC.
Majid
Takht-Ravanchi afirma que o governo Trump informou ao Irã, por meio de
mediadores, que deseja retomar as negociações, mas "não deixou clara sua
posição" sobre a "questão importantíssima" de novos ataques
enquanto as negociações estão em andamento.
A operação militar israelense, que começou na
madrugada de 13 de junho, frustrou uma sexta rodada de negociações, em sua
maioria indiretas, programada para ocorrer em Mascate, no Omã, dois dias
depois.
Os EUA
se envolveram diretamente no conflito entre Israel e o Irã no de semana,
quando atacaram três instalações nucleares iranianas em um
bombardeio.
Takht-Ravanchi
também afirmou que o Irã "insistirá" em poder enriquecer urânio para
o que considera fins pacíficos, rejeitando as acusações de que o Irã estaria
secretamente se mobilizando para desenvolver uma bomba nuclear.
Ele
afirmou que o Irã teve "o acesso a material nuclear negado" para seu
programa de pesquisa, e portanto precisava "confiar em si mesmo".
"O
nível disso pode ser discutido, a capacidade pode ser discutida, mas dizer que
não se deve ter enriquecimento, que se deve ter enriquecimento zero, e se não
concordar, nós o bombardearemos — essa é a lei da selva", disse o
vice-ministro das Relações Exteriores.
Israel
iniciou seus ataques, visando instalações nucleares e militares, bem como
assassinando comandantes e cientistas, no Irã em 13 de junho, alegando que Teerã
estava perto de construir uma arma nuclear.
O Irã
respondeu atacando Israel com mísseis. As hostilidades continuaram por 12 dias,
durante os quais os EUA lançaram bombas em três instalações nucleares
iranianas: Fordo, Natanz e Isfahan.
A
extensão dos danos causados ao
programa nuclear iraniano pelos ataques dos EUA não está
clara, e Takht-Ravanchi afirmou não poder fornecer uma
avaliação exata.
Rafael
Grossi, chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), afirmou que
os ataques causaram danos graves, mas "não totais", enquanto o
presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que as instalações nucleares do Irã
foram "totalmente destruídas".
Grossi
também afirmou que o Irã tem capacidade para retomar o enriquecimento de urânio
em "questão de meses". Em resposta, Takht-Ravanchi afirmou não saber
se esse seria o caso.
O
relacionamento do Irã com a AIEA tem se tornado cada vez mais tenso. Na
quarta-feira, o parlamento iraniano decidiu suspender a cooperação com a
agência de vigilância atômica, acusando a AIEA de se aliar a Israel e aos EUA.
Trump
afirmou que consideraria "absolutamente" bombardear o Irã novamente
se a inteligência descobrisse que o país poderia enriquecer urânio a níveis
preocupantes. Takht-Ravanchi afirmou que nenhuma data havia sido acordada para
um possível retorno às negociações e que não sabia o que estaria na pauta, após
Trump sugerir que as discussões poderiam ocorrer esta semana.
O
vice-ministro das Relações Exteriores do Irã disse: "Neste momento,
estamos buscando uma resposta para esta pergunta: veremos a repetição de um ato
de agressão enquanto estivermos dialogando?"
Ele
afirmou que os EUA precisam ser "bastante claros sobre esta questão tão
importante" e "o que eles vão nos oferecer para gerar a confiança
necessária para tal diálogo".
Indagado
se o Irã poderia considerar repensar seu programa nuclear como parte de
qualquer acordo, possivelmente em troca de alívio de sanções e investimentos no
país, Takht-Ravanchi respondeu: "Por que deveríamos concordar com tal
proposta?"
Ele
reiterou que o programa iraniano, incluindo o enriquecimento de urânio a 60%,
era "para fins pacíficos".
Segundo
um acordo nuclear de 2015 com potências mundiais, o Irã não estava autorizado a
enriquecer urânio acima de 3,67% de pureza — o nível exigido para combustível
de usinas nucleares comerciais — e não estava autorizado a realizar qualquer
enriquecimento em sua usina de Fordo por 15 anos.
No
entanto, Trump abandonou o acordo em 2018, durante seu primeiro mandato como
presidente, alegando que ele fazia muito pouco para impedir o caminho para uma
bomba, e restabeleceu as sanções americanas.
O Irã
retaliou violando cada vez mais as restrições — particularmente aquelas
relacionadas ao enriquecimento. O país retomou o enriquecimento em Fordo em
2021 e acumulou urânio enriquecido a 60% suficiente para potencialmente
fabricar nove bombas nucleares, de acordo com a AIEA.
Pressionado
sobre a falta de confiança dos líderes europeus e ocidentais no Irã,
Takht-Ravanchi acusou alguns líderes europeus de um apoio "ridículo"
aos ataques dos EUA e de Israel.
Ele
disse que aqueles que criticam o Irã por seu programa nuclear "deveriam
criticar a forma como fomos tratados" e criticar os EUA e Israel.
Ele
acrescentou: "E se eles não têm coragem de criticar os Estados Unidos,
deveriam ficar em silêncio, não tentar justificar a agressão."
Takht-Ravanchi
também disse que o Irã recebeu mensagens por meio de mediadores de que os EUA
"não queriam se envolver em uma mudança de regime no Irã" visando o
líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
O
primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu aos iranianos que
"se levantem por sua liberdade" para derrubar o regime clerical de
Khamenei, mas, após o cessar-fogo da semana passada, Trump disse que não queria
o mesmo.
Takht-Ravanchi
insistiu que isso não aconteceria e que a ideia era "equivalente a um
exercício fútil".
Ele
disse que, embora alguns iranianos "possam criticar algumas ações do
governo, quando se trata de agressão estrangeira, eles estarão unidos para
enfrentá-la".
O
vice-ministro das Relações Exteriores disse que "não está totalmente
claro" se o cessar-fogo com Israel durará, mas que o Irã continuará a
respeitá-lo "enquanto não houver ataque militar contra nós".
Ele
disse que os aliados árabes do Irã no Golfo Pérsico estão "fazendo o
possível para tentar preparar a atmosfera necessária para um diálogo". O
Catar é conhecido por ter desempenhado um papel fundamental na mediação do
cessar-fogo atual.
Ele
acrescentou: "Não queremos guerra. Queremos dialogar e praticar a
diplomacia, mas temos que estar preparados, temos que ser cautelosos, para não
sermos surpreendidos novamente".
Fonte: Agencia
Pública/BBC News

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