terça-feira, 1 de julho de 2025

Pastor critica ato de Bolsonaro e alerta para uso eleitoral da fé

Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta semana, o pastor Daniel Batista, fundador do movimento Igreja Sem Política, fez duras críticas ao ato promovido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, marcado para este domingo (29) na Avenida Paulista. A manifestação, organizada sob o lema “Justiça Já”, reúne políticos, líderes religiosos e apoiadores da direita cristã. As informações são portal O Fuxico Gospel.

Para Batista, a proposta do evento é menos sobre justiça e mais sobre mobilização eleitoral. “Essas convocações de rua visam a eleição do ano que vem. Eles estão trabalhando por poder e influência”, afirmou. Segundo ele, o uso da palavra “justiça” fora de seu contexto teológico é uma forma de manipulação da fé cristã: “O termo justiça no Evangelho de Cristo é usado para proclamar a vida redentora dele. Jamais poderia ser aplicado para fins ideológicos e gestores”.

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O pastor ainda criticou o que chama de “cristianismo político”, classificando o movimento como uma “heresia moderna” e denunciando a instrumentalização do nome de Jesus para atender interesses partidários. “Esses caras estão cumprindo a agenda do diálogo inter-religioso, usando causas sociais para unir católicos e evangélicos. Estão vendendo a ideia de que a redenção agora não vem mais pela cruz, mas por meio do Estado, por partidos e candidatos”, declarou.

Daniel Batista alertou para o que vê como uma nova forma de idolatria política travestida de religiosidade. “Eles dizem que a Igreja precisa eleger os cristãos escolhidos por Deus para governar. Isso não é evangelho, é manipulação”, afirmou. Para ele, o lema Justiça Já representa um uso estratégico da linguagem bíblica com objetivos eleitoreiros.Com uma atuação cada vez mais visível nas redes sociais, o pastor tem se destacado como uma das principais vozes evangélicas contrárias à mistura entre fé e política partidária. Seu movimento, Igreja Sem Política, defende a separação entre religião e disputa por poder institucional. A proposta central do grupo é manter a integridade do púlpito longe das estratégias dos palanques.

•        Ato de Bolsonaro não encheu nem dois quarteirões da Paulista

lopou de novo! O quarto ato convocado por Jair Bolsonaro (PL) na avenida Paulista após ser investigado pela Polícia Federal (PF) como líder da organização criminosa que tentou um golpe de Estado deve registrar novo recorde negativo de apoio ao ex-presidente.

Imagens transmitidas por sites bolsonaristas mostram que os apoiadores presentes não preencheram sequer dois quarteirões da avenida.

O carro de som, pago por Silas Malafaia, foi estacionado na esquina da Paulista com a rua Peixoto Gomide, que fica no final do Parque Trianon. No entanto, a aglomeração não se estendia sequer até a frente do Masp, que fica na mesma quadra.

Do lado oposto, os bolsonaristas não chegavam nem até a Alameda Rocha Azevedo, próximo quarteirão, rumo à Consolação.

Na plateia, figuras bizarras e cartazes em inglês eram mostradas em meio a bandeiras de Israel. Em cima do trio elétrico, Bolsonaro ensaiou novamente uma mensagem em inglês após o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) fazer parte de seu discurso no idioma, para mandar mensagem para Donald Trump.

"Make Brazil Great Again", disse Bolsonaro, em tom envergonhado. A Fórum obteve imagens da hora em que Bolsonaro começou a discursar, que comprovam que o ato flopou.

<><> Skatistas invadem ato e bizarrices

Dezenas de skatistas invadiram a Avenida Paulista neste domingo (29) e fizeram um protesto poucas horas antes do ato marcado por Jair Bolsonaro (PL). O registro foi feito pelos próprios apoiadores do ex-presidente.

As imagens mostram diversos jovens chegando de skate no local marcado para o ato entoando um coro de protesto contra o ex-presidente: "eih, Bolsonaro, vai tomar no cu".

Antes mesmo de começar, o ato já colecionava fatos inusitados e cenas bizarras.

Parceiro de Eduardo Bolsonaro (PL) na empreitada conspiracionista nos EUA, Paulo Figueiredo, neto do ditador João Baptista Figueiredo, pediu para que os bolsonaristas enviarem fotos de cartazes em inglês com a promessa de que mostrará para Donald Trump e assessores.

"Coloque aqui APENAS imagens dos seus cartazes na Paulista em inglês e/ou pedindo sanções contra o Alexandre! Não precisa mostrar o seu rosto. Eu vou fazer, pessoalmente, com que estas imagens cheguem à Casa Branca!", escreveu o cúmplice de Eduardo e de Bolsonaro nos crimes contra a democracia.

As cenas bizarras surgiram logo em seguida. A primeira imagem mostra uma caricatura de Eduardo Bolsonaro com mensagem metade em português e metade em inglês.

"Fé em Deus, Eduardo Bolsonaro. Edu, nós o apoiamos. Donald Trump thank you very much", diz a mensagem.

<><> Sexta ‘micareta’ golpista do ano clama por ‘Justiça Já’, mas só para Bolsonaro

A sexta ‘micareta golpista’ do ano foi realizada neste domingo (29) na Avenida Paulista, convocada por Jair Bolsonaro e aliados sob o slogan “Justiça Já”, numa tentativa de pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) em meio ao julgamento que já tornou o ex-presidente réu por suposto envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Por volta das 15h30 Bolsonaro discursou. Em tom de balanço político, afirmou ter chegado à Presidência em 2018 por um “milagre” — citando a facada que sofreu em Juiz de Fora — e creditou parte do sucesso ao trabalho do filho, o vereador Carlos Bolsonaro, a quem chamou de peça-chave de sua estratégia de comunicação.

Bolsonaro lamentou a derrota na eleição de 2022, voltou a atacar o STF — que, segundo ele, “pôs a mão pesada na balança” — e afirmou ter sido alvo de acusações de genocídio e racismo. Criticou novamente o resultado das urnas e justificou sua saída do país dizendo que “jamais passaria a faixa para um ladrão”, em referência ao presidente Lula.

No trecho mais polêmico, Bolsonaro minimizou o ataque golpista de 8 de janeiro de 2023, questionando as prisões e as condenações dos envolvidos. Disse que não havia armas, que “apenas estilingues e bolinhas de gude” foram apreendidos, e chamou as penas — que chegam a 17 anos de prisão — de “brutal injustiça”.

O ex-presidente inelegível e às portas da prisão ainda pediu apoio político para voltar a ter força no Congresso: “Se vocês me derem 50% da Câmara e 50% do Senado, eu mudo o destino do Brasil. Nem preciso ser presidente. Faremos isso por vocês”, disse.

<><> Tropa bolsonarista

O ato começou por volta das 14h, em frente ao vão livre do Masp, na Avenida Paulista. Além de Bolsonaro, estão presentes s governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Cláudio Castro (RJ) e Jorginho Mello (SC), além de senadores como Marcos Rogério, Flávio Bolsonaro e Magno Malta, todos do PL, e o presidente do partido, Valdemar Costa Neto.

Deputados como Marco Feliciano, André do Prado, Bia Kicis e Gustavo Gayer, além do vice-prefeito de São Paulo, Coronel Ricardo Mello Araújo, também participaram.

Por volta das 15h, Tarcísio discursou defendendo Bolsonaro, criticando o governo federal e os juros altos, pedindo anistia e prometendo “resposta nas urnas”. Depois, o pastor Silas Malafaia atacou o STF por decidir sobre a responsabilidade das redes sociais por postagens criminosas.

<><> Anistia para golpistas

Além do apoio a Bolsonaro, o evento reforça pedidos anteriores, como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, os “malucos” - como disse Bolsonaro durante depoimento ao ministro Alexandre de Moraes no dia 10 de junho sobre os próprios apoiadores - “que ficam com aquela ideia, de AI-5, intervenção militar”.

Manifestantes vestiam verde e amarelo, agitavam bandeiras do Brasil, EUA e Israel, concentrados próximo ao palco montado no cruzamento com a Alameda Ministro Rocha Azevedo.

Este é o sexto grande ato convocado pelo ex-presidente na Paulista desde que deixou o Planalto. Para os organizadores, o tamanho do público importa menos do que o recado político de pressionar o STF em nome de “justiça” e “liberdade”.

Ao rolar o feed no X, as imagens da "micareta golpista" mostram menos público — dependendo do ângulo, se não for montagem, IA ou foto antiga. Público menor ou não, há muito “maluco”.

•        Bolsonaro dá tom messiânico a novo ato com Tarcísio, que busca espólio eleitoral de radicais

Em seu quarto ato na Avenida Paulista desde 2024, quando foi colocado pela Polícia Federal (PF) no centro das investigações sobre a organização criminosa golpista, Jair Bolsonaro (PL) tenta dar um ar messiânico e usou uma linguagem religiosa para atrair extremistas, especialmente os doutrinados em prol do sionismo por meio das igrejas evangélicas neopentecostais - um dos nichos eleitorais mais fiéis ao ex-presidente.

Para conclamar apoiadores ao ato na manhã deste domingo (29), organizado mais uma vez pelo guru Silas Malafaia, Bolsonaro se referiu ao Brasil como "a Terra Prometida do Ocidente", parafraseando a narrativa sionista sobre Israel - a "Terra Prometida", que fica no Oriente -, que "deve ser livre e do povo de bem".

Repetindo antigos chavões, se vitimizando pela "perseguição", Bolsonaro afirmou na noite deste sábado (28) que fará um "discurso diferente", mas sem antecipar quaisquer novidades à ladainha de que é investigado "nesse golpe fictício, aí, nessa fumaça chamada golpe de Estado. Não tem nada contra mim".

A novidade, no entanto, vem da aceitação do ex-presidente, inelegível e prestes a ser preso por comandar a tentativa de golpe de Estado, de que não há condições para ser candidato em 2026 e já negocia condições além do indulto com Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), cada dia mais perto de encabeçar a candidatura anti-Lula da Terceira Via.

O governador paulista, que enfrenta resistência na horda mais radical do presidente e de nomes próximo como o próprio Malafaia, além de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deve acenar para o eleitorado mais radicalizado, tentando unir o espólio do ex-presidente aos anseios da Terceira Via.

Tarcísio, que não se pronunciou sobre o ato nas redes e tem sido criticado por não apoiar a conspiração de Eduardo nos EUA, já teria se comprometido em dar indulto a Bolsonaro, caso chegue ao Planalto.

Além disso, o ex-presidente tenta convencer Tarcísio a se afastar da Faria Lima - ao menos no discurso e nos acenos -, temendo o embate com Lula, que reagiu ao golpe dos ricaços com o embate entre quem defende ricos e quem defende pobres.

Tarcísio, no entanto, não tem intenção de se afastar dos endinheirados da Faria Lima, a quem serve com as privatizações em massa no governo, mas sabe que precisa dos votos dos radicais de Bolsonaro para vencer Lula em 2026.

•        Inelegível, Bolsonaro diz que não precisa ser presidente “para liderar o país”

Durante ato esvaziado realizado neste domingo (29) na Avenida Paulista, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que não precisa retornar à Presidência da República para exercer influência sobre os rumos do país. “Me deem 50% da Câmara e do Senado que eu mudo o destino do Brasil, nem preciso ser presidente”, declarou Bolsonaro em discurso a apoiadores. As informações são da CNN Brasil.

Inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenou por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação nas eleições de 2022, Bolsonaro sugeriu que sua liderança poderá ser exercida mesmo fora do cargo. Para ele, a chave está na formação de uma base parlamentar majoritária. “Se me derem isso, não interessa onde esteja, aqui ou no além, quem assumir a liderança vai mandar mais que o presidente”, disse, em referência ao papel estratégico do Congresso.

O ex-mandatário destacou que com maioria nas duas Casas legislativas, é possível eleger o presidente do Congresso, controlar comissões importantes e decidir o rumo de sabatinas para cargos públicos. “Maioria das comissões de peso no Senado e Câmara. Nas sabatinas decidimos quem prosseguirá”, afirmou, sinalizando a intenção de manter influência política por meio do Partido Liberal (PL), do qual continua presidente de honra.

“Apelo aos três poderes da República: sentem e conversem, pacifiquem o Brasil. Não quero crer que seja vingança de uma pessoa ou de outra. Queremos um Congresso altivo, um STF respeitado, Executivo trabalhando para o bem-estar do povo”, declarou.

•        Bolsonaro diz que é processado por “fumaça de golpe” e culpa esquerda pelo 8 de janeiro

Em nova manifestação realizada neste domingo (29), na Avenida Paulista, em São Paulo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a mobilizar seus apoiadores sob o slogan “Justiça Já”, em protesto contra os julgamentos de envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Durante seu discurso, Bolsonaro voltou a negar qualquer responsabilidade pelos ataques aos prédios dos Três Poderes em Brasília e classificou o processo por tentativa de golpe de Estado, atualmente em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), como “fumaça de golpe”. “Se alguém quebrou alguma coisa que pague. Agora, julgar e prender por baciada, isso não existe no nosso ordenamento jurídico”, declarou o ex-presidente.

Ele também repetiu a alegação de que os atos de 8 de janeiro teriam sido orquestrados pela esquerda: “Um movimento mais do que claro orquestrado pela esquerda. Lula não estava em Brasília. No dia anterior, foi para Araraquara, porque sabia o que iria acontecer. Tanto que as imagens de quase 200 câmeras sumiram. Tudo foi quebrado antes daquelas pessoas que parte estavam no acampamento chegaram”, disse Bolsonaro.

Ao tentar se desvincular das acusações, Bolsonaro citou medidas adotadas no fim de seu mandato como prova de uma transição pacífica. “Nomeamos dois comandantes de força a pedido desse cara que está no governo agora. Quem quer dar golpe nomeia comandantes a pedido do governo opositor?”, questionou, referindo-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “No dia 30, algo me fez sair do Brasil. Não era apenas para não passar a faixa? Jamais eu passaria a faixa para um ladrão”, completou.

Sem citar diretamente ministros do STF ou do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente também criticou decisões judiciais sobre os envolvidos nos ataques. “Que arma foi apreendida? Busquem as polícias legislativas da Câmara e do Senado. Nenhuma arma foi apreendida além de um estilingue e umas bolinhas de gude. Que tentativa armada é essa?”, ironizou. “Golpe se dá com forças armadas, com armamento, com o núcleo financeiro, com núcleo político, com apoio de instituições inclusive fora do Brasil. Que golpe é esse, meu Deus do céu?”

•        Ao lado de Bolsonaro, Tarcísio ataca Lula e volta a defender anistia a golpistas

Durante manifestação realizada neste domingo (29) na Avenida Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e direcionou críticas contundentes ao governo Lula (PT). As declarações ocorreram durante o ato “Justiça Já”, que reuniu apoiadores da extrema-direita e aliados políticos do ex-presidente.

“A gente está aqui para pedir justiça, pedir anistia, pedir a pacificação”, afirmou Tarcísio, em discurso breve. Embora não tenha feito menções diretas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o governador questionou, mais uma vez, a inelegibilidade de Bolsonaro, afirmando que o ex-presidente é alvo de uma “injustiça”.

Tarcísio, que foi ministro da Infraestrutura durante o governo Bolsonaro, voltou a afirmar que nunca ouviu seu ex-chefe defender atos antidemocráticos — mesmo tendo silenciado durante transmissões em que Bolsonaro atacou as urnas eletrônicas e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

O governador paulista também aproveitou o ato para intensificar críticas ao atual governo federal. Citou prejuízos nos Correios, voltou a falar em corrupção e puxou um coro contra o PT: “Fora, PT”, gritou, em meio a aplausos da multidão. Em tom claramente voltado às eleições de 2026, afirmou: “O Brasil não aguenta mais a corrupção, o governo gastador, o juro alto. Vamos dar uma resposta no ano que vem”.

Mesmo cotado como um dos principais nomes da centro-direita para a disputa presidencial, Tarcísio tem reiterado que não pretende se candidatar ao Planalto.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também presente no evento, elevou o tom ao colocar o indulto ao pai como condição para apoiar qualquer presidenciável em 2026. “O candidato vai ter que brigar com o STF por isso, se necessário, até com o uso da força”, afirmou à Folha neste mês.

 

 Fonte: Brasil 247/Fórum

 

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