Congresso
quer barrar isenção do IR e não admite que mais ricos paguem impostos, alerta
Zeca Dirceu
O
deputado Zeca Dirceu (PT-PR) alertou que algumas forças de direita e também a
extrema-direita no Congresso Nacional jogam contra o povo brasileiro ao
pressionar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a cortar recursos
de programas sociais, educação e habitação.
Enquanto
isso, o Legislativo busca barrar a isenção do Imposto de Renda (IR) sobre a
renda de quem ganha até R$ 5 mil e não admite que os mais ricos, uma parcela
mínima da população, paguem mais impostos, segundo o parlamentar.
"O
mesmo Congresso que derrubou o decreto do presidente Lula que tratava do IOF
(Imposto de Operações Financeiras) é o Congresso que acaba de aprovar o aumento
do número de deputados, de 513 para 531, projeto que me posicionei e votei
contra", afirmou o parlamentar.
Ao
barrar o aumento do IOF, segundo o deputado, o Congresso barrou um imposto que
é pago somente por milionários, bilionários e super-ricos.
"O
Congresso privilegia e poupa os ricos em detrimento aos mais pobres. O IOF é
pago por um a três por cento da população", apontou.
"Vai
faltar dinheiro para a educação, saúde, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida.
Ao barrar o IOF, o Congresso joga contra à população brasileira, contra o
trabalhador e trabalhadora, contra o empreendedor individual, contra o
motorista de aplicativo, contra o entregador e contra os mais pobres que podem
perder direitos, benefícios e os serviços e ações de governo", reforçou.
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Super-ricos
Dirceu
também explicou a necessidade de impostos para realizar investimentos públicos
e lembrou que o governo do presidente Lula tem um compromisso com a taxação dos
super-ricos, diante da injustiça fiscal histórica que prevalece no país.
"Quem
não quer o filho numa creche? Quem não quer o filho e a filha numa escola de
educação integral? Quem não quer sair do aluguel e poder pagar a prestação da
sua própria casa, o seu próprio apartamento? O governo precisa ter arrecadação
para suprir a necessidade da população e os programas que existem",
explicou.
O
governo do presidente Lula, segundo Dirceu, vai continuar atuando na pauta,
eleita pela maioria do povo brasileiro.
"Vamos
continuar lutando para que o super-ricos paguem impostos, hoje eles não pagam
praticamente nada, quem paga mais imposto no país e o pequeno empresário
trabalhador e agricultor", afirmou.
O
deputado disse ainda que o Congresso poderia, por exemplo, ter aprovado o
projeto da isenção do pagamento de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5
mil e que atende ainda quem ganha R$ 6 mil e R$ 7 mil.
"O
professor, a professora, o policial, o motorista não pode mais pagar imposto. É
um absurdo os super ricos não pagarem nada e a conta dos impostos recair sobre
a população mais humilde".
• Cortou para o centro, bateu de
esquerda... é gol! Por Olveiros Marques
Não,
não estou falando de uma jogada genial do Messi. Estou falando de um lance que
aconteceu na política brasileira na última sexta-feira. Quando o governo Lula,
ao que tudo indica, iniciou um movimento importante para colocar os pingos nos
is do debate conjuntural. Com a assistência do PSOL, o governo levou a questão
do IOF ao STF — uma ponte tática para levar esse debate também à sociedade.
Assisti
a duas entrevistas — de Fernando Haddad e de Guilherme Boulos — que marcaram
bem o que está por trás da movimentação da maioria no Congresso, que decidiu
derrubar o decreto presidencial que calibrava a cobrança do Imposto sobre
Operações Financeiras. Quero crer que outros ministros e parlamentares da base
também tenham feito o mesmo ao longo do dia, em entrevistas para rádios e TVs
em seus estados.
A linha
do discurso está clara: os congressistas que votaram pela derrubada do decreto
querem que os mais pobres e a classe média continuem pagando a conta, enquanto
os mais ricos (os moradores da cobertura, na figura de linguagem utilizada por
Boulos e Haddad) sigam sem pagar nada — ou pagando muito pouco. Já o governo
Lula propõe exatamente o oposto: que os muito ricos comecem, enfim, a pagar sua
parte. Essa é a mensagem que, na minha opinião, deve ser repetida ad nauseam.
Porque, volto a dizer o que já falei em outra oportunidade: quando o
helicóptero desses bacanas tem um problema e cai num descampado, quem eles
chamam é o SAMU. Ou seja, é o SUS que eles acionam.
Um
segundo passo nesse movimento pode — e deve — ser o fechamento das torneiras
para esses parlamentares. Já ficou provado que abrir não resolve. A boca do
jacaré é enorme. Que se congele a liberação de emendas, por exemplo, para
asfaltar o condomínio de luxo onde mora deputado que tenha apresentado a
emenda. Aliás, nesse caso específico, seria prudente investigar mais a fundo
qual empresa foi contratada e como esse contrato foi firmado.
A
oposição vive dizendo que o governo precisa cortar gastos. Maravilha. Então
comecemos pelos bilhões destinados às chamadas emendas PIX — boa parte delas
sem qualquer critério estruturante. E algumas, por informações que circulam na
imprensa, nem sequer respeitam princípios republicanos. Depois, avancemos sobre
os supersalários, que o Congresso parece ter alergia em enfrentar. Na
sequência, passemos para os incentivos fiscais dados a grandes empresas, que,
na maioria das vezes, só aumentam os lucros dessas corporações, sem gerar
empregos ou distribuir renda.
O
movimento iniciado ontem pelo governo comprova uma tese antiga: quando a
política vem antes da comunicação, as chances de assumir o protagonismo no
debate aumentam. Que tenha sido esse o primeiro passo.
• Centrais sindicais criticam ofensiva da
Câmara contra o governo e reforçam defesa a taxação dos mais ricos
Diversas
centrais sindicais lançaram um apelo, em nota divulgada neste domingo (29), por
uma reação diante da ofensiva legislativa contra o governo do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva.
Uma
série de presidentes de movimentos sindicais assinou a nota, entre eles os
líderes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União
Geral dos Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do
Brasil), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e NCST (Nova Central Sindical
de Trabalhadores).
O
Congresso derrubou na última semana um decreto que alterava o Imposto sobre
Operações Financeiras (IOF), que incidiria sobre os mais ricos, e avançou com
uma medida classificada como a "mais preocupante" pelas centrais
sindicais. Segundo elas, a mudança proposta pela Câmara põe em risco todo o
sistema do crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada (CLT).
As
centrais sindicais também saíram em defesa da tributação dos mais ricos e
criticaram o Congresso por exigir cortes em políticas sociais, enquanto mantém
seus privilégios e gastos crescentes com emendas parlamentares.
"É
contraditório que parlamentares defendam o 'controle de gastos' enquanto mantêm
intocáveis seus próprios privilégios, como as crescentes emendas parlamentares,
e rejeitem medidas que poderiam garantir recursos para políticas sociais
essenciais", diz o documento.
O
"mais preocupante" - "A MP 1.292/25, cujo propósito era
reformular as regras do crédito consignado para trabalhadores CLT, através do
importante 'Crédito do Consumidor', foi aprovada com um 'jabuti' que retirou do
Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) a competência para definir os
juros do consignado para aposentados e pensionistas do INSS, transferindo essa
atribuição ao Conselho Monetário Nacional (CMN)
Colocar
esse controle nas mãos de um órgão com visão financista pode levar a aumentos
abusivos nas taxas, restringindo o acesso ao crédito e prejudicando milhões de
brasileiros", acrescenta a nota, que conclui pedindo ao Congresso que
favoreça o projeto, como defende o governo do presidente Lula, de criar um
"sistema tributário justo, que taxe os mais ricos e garanta recursos para
políticas públicas, e com um sistema financeiro regulado em favor do
povo".
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Leia a íntegra da nota das centrais sindicais:
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Medidas do Congresso sobre IOF e juros do consignado do INSS evidenciam
contradição entre discurso e prática
As
Centrais Sindicais expressam sua discordância com as recentes medidas aprovadas
pela Câmara dos Deputados em relação ao IOF e aos juros do crédito consignado
para aposentados e pensionistas do INSS. Ambas representam um retrocesso no
caminho urgente que o país precisa trilhar de combate à desigualdade e rumo à
justiça social.
A
decisão do Congresso de derrubar os decretos que aumentavam as alíquotas do
Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é um grave desrespeito à autonomia do
Poder Executivo em arbitrar sobre tributos regulatórios, além de demonstrar a
incoerência entre discurso e prática do Legislativo. Enquanto a medida buscava
ampliar a arrecadação sem onerar os mais pobres, o Congresso prioriza a agenda
de poucos em detrimento do equilíbrio das contas públicas e de um ambiente de
justiça social.
É
contraditório que parlamentares defendam o "controle de gastos"
enquanto mantêm intocáveis seus próprios privilégios, como as crescentes
emendas parlamentares, e rejeitem medidas que poderiam garantir recursos para
políticas sociais essenciais. A derrubada do IOF pode levar a cortes de R$ 12
bilhões, afetando programas de saúde, educação e assistência aos mais
vulneráveis. As Centrais repudiam essa postura e defendem que a tributação deve
ser justa, progressiva e alinhada ao interesse público.
Já a MP
1.292/25, cujo propósito era reformular as regras do crédito consignado para
trabalhadores CLT, através do importante “Crédito do Consumidor”, foi aprovada
com um “jabuti” que retirou do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) a
competência para definir os juros do consignado para aposentados e pensionistas
do INSS, transferindo essa atribuição ao Conselho Monetário Nacional (CMN).
Essa é
mais uma medida preocupante, uma vez que o CNM reiteradamente toma decisões
alinhadas às expectativas do mercado financeiro, o que tende a priorizar os
lucros dos bancos em vez das necessidades dos aposentados e trabalhadores.
O
crédito consignado é uma das poucas modalidades acessíveis aos beneficiários do
INSS, justamente por ter os juros limitados por um Conselho que conhece de
perto a sua realidade e com participação dos trabalhadores. Colocar esse
controle nas mãos de um órgão com visão financista pode levar a aumentos
abusivos nas taxas, restringindo o acesso ao crédito e prejudicando milhões de
brasileiros.
As
Centrais esperam que o Senado rejeite essa mudança e mantenha a regulação sob
um conselho que priorize a proteção social e reafirma seu compromisso com um
sistema tributário justo, que taxe os mais ricos e garanta recursos para
políticas públicas, e com um sistema financeiro regulado em favor do povo.
São
Paulo, 27 de junho de 2025
• Sérgio
Nobre, presidente da CUT (Central Única dos
Trabalhadores)
• Miguel Torres,
presidente da Força Sindical
• Ricardo Patah,
presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
• Adilson Araújo,
presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
• Antonio Neto,
presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
• Moacyr Tesch
Auersvald, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
• Gleisi desmonta acusações de
"gastança" contra o governo Lula: 'basta olhar para os números'
A
ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, saiu
em defesa do governo federal diante das acusações, segundo ela falsas, de que a
administração comete uma "gastança" ao promover investimentos em
áreas consideradas fundamentais pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como
saúde, educação e moradia.
Os
próprios dados demonstram, apontou a ministra, que as despesas da União vêm
caíndo nos últimos anos, enquanto as de estados e municípios cresce. O
discurso, divulgado por jornais como a Folha de São Paulo, bem como a
extrema-direita, é mais uma fake news que serve aos interesses dos "muito
ricos", segundo a ministra.
"O
gasto médio de estados e municípios já é maior que o da União, segundo estudo
da FGV Ibre na Folha de hoje. Passaram de 18,3% do PIB para 20,3% em 2024,
enquanto a despesa da União caiu de 19,6% para 18,6% do PIB. É mais um dado que
desautoriza os que acusam o governo federal de 'gastança', como a própria Folha
de São Paulo @folha fez há uma semana. Esse discurso, que não respeita os
números, serve para proteger os privilégios dos muito ricos e a injustiça
tributária, com ameaças aos programas e políticas públicas que atendem a
maioria", publicou a ministra na plataforma X, neste domingo (29).
O
estudo mencionado por Gleisi foi publicado mais cedo pela própria Folha de São
Paulo. Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas
(FGV Ibre), os governos estaduais e municipais ultrapassaram os gastos
federais, que caíram por sua vez. Especialistas dizem que o fenômeno pode ser
chamado de "descentralização fiscal", com um volume cada vez maior de
transferências da União.
"A
expansão preocupa especialistas devido ao risco de deterioração das contas
públicas e às deficiências técnicas de algumas localidades para conseguir a
melhor aplicação dos recursos", destaca a reportagem.
• Gleisi: redução do risco Brasil mostra
que o país “vai muito melhor do que dizem os catastrofistas”
A
ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), destacou neste
sábado (28) a redução do risco Brasil em 62 pontos entre janeiro e junho de
2025. O índice que mede a confiança dos investidores na capacidade do país de
pagar suas dívidas caiu de 214 pontos no início do ano para 152 pontos,
mostrando uma melhora da percepção do mercado.
Segundo
Gleisi, os dados provam que o cenário econômico está melhor do que as previsões
de quem ela classifica como “catastrofistas”. “Mais uma demonstração de que o
Brasil vai muito melhor do que dizem os catastrofistas: o risco Brasil, que
mede a confiança dos investidores globais no país, caiu de 214 pontos, em 1º.
de janeiro, para 152 pontos nesta sexta-feira”, disse.
A
ministra completou relembrando as previsões do mercado no início do ano e disse
que o governo Lula (PT) está atraindo cada vez mais investimentos. “Quem não se
lembra da especulação com o dólar e as previsões mais sinistras sobre a
economia do país no início do ano? Pois é... A realidade é que o governo do
presidente Lula resgatou a credibilidade internacional do Brasil e está
atraindo cada vez mais investimentos”, concluiu.
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Risco Brasil
O risco
Brasil é calculado a partir do Credit Default Swap (CDS) — um instrumento
financeiro que funciona como um seguro contra calotes. O CDS compara os
rendimentos dos títulos públicos brasileiros com os dos papéis considerados de
risco quase nulo, como os do Tesouro dos Estados Unidos.
Cada
ponto do CDS representa 0,01%. Assim, o nível atual equivale a 1,52% ao ano, ou
seja, é esse o custo adicional que investidores pagam para se proteger contra
uma possível inadimplência do Brasil.
Quanto
menor o risco, melhor a avaliação do país do ponto de vista fiscal e econômico.
O recuo registrado em 2025 sugere uma tendência de maior estabilidade, embora o
relatório não especifique os fatores que contribuíram diretamente para essa
melhora.
Fonte:
Brasil 247

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