TST anuncia medidas duras contra quem ameaça
demitir trabalhador por motivo político
O
presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe
Vieira de Mello Filho, participou de uma coletiva de imprensa na tarde desta
quarta-feira (28), no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com outras
autoridades, para tratar das ameaças de demissão e perseguição política contra
trabalhadores que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Entre
as medidas anunciadas estão a criação de forças-tarefa para apurar denúncias e
a possibilidade de impedir empresas envolvidas em práticas discriminatórias de
participar de licitações públicas. As informações foram antecipadas pelo
fundador do ICL, Eduardo Moreira, que conversou por telefone com o presidente
do TST.
“Acabei
de sair do telefone com o ministro Luiz Philippe Vieira de Mello, presidente do
TST. Ele disse que hoje vai ter uma coletiva com várias autoridades para
orientar a sociedade em relação a essas covardias que estão acontecendo”,
afirmou Moreira em vídeo publicado nas redes sociais.
As
denúncias se multiplicaram após o segundo turno das eleições e envolvem não
apenas parlamentares, mas também empresários e influenciadores que passaram a
defender publicamente a demissão e o boicote a eleitores do presidente
reeleito.
Uma das
medidas em análise é a criação de uma espécie de “lista suja” de empregadores
envolvidos em práticas discriminatórias, que poderia impedir a participação
dessas empresas em licitações públicas. Moreira também antecipou que poderão
ser organizadas forças-tarefa para responsabilizar os envolvidos e buscar a
reintegração de trabalhadores demitidos por motivos políticos.
“Isso é
crime! E vão ter forças-tarefa para que todos que estão fazendo isso respondam
pelos seus crimes, também para que essas pessoas sejam reintegradas, no caso de
demitidas”, declarou.
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Empresários bolsonaristas incentivam demissões de petistas
Empresários
e influenciadores bolsonaristas passaram a utilizar as redes sociais para
defender a demissão de trabalhadores identificados com a esquerda e o boicote a
estabelecimentos comerciais e profissionais associados ao presidente reeleito.
Um dos
casos envolve o empresário Thiago Corrêa Bastos, ligado ao estúdio de produção
musical Comemorarte BH. Na terça-feira (27), ele publicou uma mensagem nos
stories do Instagram incentivando o rompimento de relações profissionais com
apoiadores do PT.
“Demita
os petistas da sua vida e dos seus negócios”, escreveu.
Outro
empresário, o influenciador Rapha Hanzol, publicou um vídeo afirmando que
demitiria sua melhor funcionária. Na gravação, ele justificou a decisão
alegando falta de alinhamento com os valores e procedimentos da empresa.
“Hoje
eu vou demitir a minha melhor funcionária. E essa será a decisão mais acertada
do ano”, declarou. Em seguida, afirmou que trabalhadores que não se adequam à
cultura empresarial não deveriam permanecer no ambiente profissional.
As
manifestações também ultrapassaram o ambiente de trabalho. A influenciadora
Josiflora, que reúne mais de um milhão de seguidores no Instagram, defendeu que
apoiadores do PT sejam privados de ajuda em diferentes situações.
“Não
ajude petista: na fila da regulação, em pedido de emprego, em nenhum tipo de
favor”, escreveu. Em outra publicação, orientou seguidores a não oferecer água
a eleitores do presidente.
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Justiça já proibiu deputada do PL de incentivar demissões
A
mobilização das autoridades ocorre após parlamentares do Partido Liberal (PL)
incentivarem empresários a demitir funcionários que votaram em Lula, derrotando
Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no
último domingo (25).
No Rio
de Janeiro, a Justiça do Trabalho determinou que a deputada estadual Índia
Armelau (PL) deixe de incentivar a discriminação, perseguição ou demissão de
trabalhadores em razão de suas convicções políticas.
A
decisão, proferida após pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ),
também determinou a retirada das publicações que motivaram a ação, sob pena de
multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.
A
parlamentar havia sugerido que empresários verificassem as redes sociais de
seus funcionários para identificar apoiadores de Lula. Posteriormente, afirmou
ter sido mal interpretada e negou ter incentivado discriminação política.
No
Paraná, a vereadora de Londrina e deputada estadual eleita Jessica Ramos Moreno
(PL), conhecida como Jessicão, também utilizou as redes sociais para defender a
demissão de trabalhadores petistas.
“Você
tem uma empregada que é petista? Demita! Tem um funcionário que é petista?
Demita!”, escreveu a parlamentar.
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Comissão da Assembleia do RS aciona Ministério Público contra perseguição
política
No Rio
Grande do Sul, a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH) da Assembleia
Legislativa decidiu, nesta quarta-feira (28), encaminhar ao Ministério Público
estadual (MP-RS) um pedido de investigação prioritária sobre denúncias de
perseguição política, ameaças de demissão e divulgação de listas de boicote
contra eleitores de Lula.
Presidente
da comissão, o deputado estadual Adão Pretto Filho (PT) afirmou que o órgão
recebeu relatos de trabalhadores e empresários expostos publicamente por suas
posições políticas. A iniciativa busca identificar os responsáveis e garantir a
responsabilização por eventuais ilegalidades.
“É
inaceitável que alguém seja perseguido por causa do voto ou de suas convicções
políticas. Divulgar listas, estimular demissões e prejudicar empresas porque
seus proprietários pensam diferente ameaça a democracia”, declarou o
parlamentar.
A
comissão também disponibilizou atendimento sigiloso para receber denúncias e
orientar vítimas, recomendando que sejam preservadas mensagens, publicações e
outras provas das ameaças.
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Demissão por posicionamento político é discriminatória
A
legislação brasileira prevê proteção contra práticas discriminatórias nas
relações de trabalho. A Lei nº 9.029/1995 estabelece mecanismos de reparação
para trabalhadores vítimas de rompimento discriminatório do vínculo
empregatício, incluindo a possibilidade de reintegração ou indenização.
Além
das consequências individuais, empresas envolvidas em perseguições políticas
podem ser alvo de investigações do Ministério Público do Trabalho e de ações
judiciais por danos morais coletivos.
• Demissão de eleitores de Lula pode ser
anulada e gerar indenização; MPT recebe 608 denúncias
Empresários
que demitirem funcionários por terem votado no presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT) podem ser obrigados a reintegrar os trabalhadores e pagar
indenizações por danos morais. A prática é considerada discriminatória e pode
levar à anulação da dispensa pela Justiça do Trabalho. Desde a vitória do
petista sobre Flávio Bolsonaro (PL), no último domingo (25), o Ministério
Público do Trabalho (MPT) recebeu 608 denúncias de assédio eleitoral, segundo
balanço divulgado na manhã desta quarta-feira (28).
O
número reflete o aumento das denúncias de perseguição política no ambiente
profissional após o segundo turno das eleições presidenciais. Entre os casos
relatados estão ameaças de demissão, constrangimentos e manifestações de
empresários e políticos que passaram a incentivar a dispensa de trabalhadores
identificados com o PT.
O
procurador-geral do MPT, Gláucio Araújo de Oliveira, afirmou ao jornal “GGN”
ter se surpreendido com a continuidade das práticas após o encerramento da
disputa eleitoral. Diante do volume de denúncias, o órgão organizou uma
força-tarefa para apurar os episódios e adotar as providências cabíveis.
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Lei permite reintegração e indenização
A
principal proteção aos trabalhadores está na Lei nº 9.029/1995, que proíbe
práticas discriminatórias no acesso e na manutenção do emprego.
Quando
a Justiça reconhece que uma demissão ocorreu por motivação política
discriminatória, o trabalhador pode optar pela reintegração, com ressarcimento
integral do período de afastamento, ou pelo recebimento em dobro da remuneração
correspondente a esse período. A legislação também prevê a possibilidade de
reparação por danos morais.
O
advogado trabalhista Hugo Luiz Schiavo explicou à revista Consultor Jurídico
que a liberdade de manifestação política dos empregados deve ser respeitada,
especialmente fora do ambiente profissional.
Segundo
ele, empresas podem estabelecer regras para impedir propaganda eleitoral nos
canais corporativos, mas não podem utilizar as convicções políticas
manifestadas pelos trabalhadores em suas redes sociais pessoais como
justificativa discriminatória para a dispensa.
O
advogado eleitoral Fernando Neisser também ressaltou que a discriminação por
opinião política é proibida, assim como outras formas de tratamento desigual
vedadas pela legislação.
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Empresários podem sofrer novas sanções
Além
das punições já previstas na legislação, o presidente do Tribunal Superior do
Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, participa nesta
quarta-feira (28), às 16h, de uma coletiva no Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE) para discutir medidas contra a perseguição política a trabalhadores.
Eduardo
Moreira, fundador do ICL Notícias, antecipou que conversou com o ministro e que
uma das propostas em análise é a criação de uma espécie de “lista suja” de
empregadores envolvidos em práticas discriminatórias, com possíveis restrições
à participação em licitações públicas.
Segundo
Moreira, também estão em discussão ações para responsabilizar os envolvidos e
garantir a reintegração de funcionários demitidos por motivos políticos.
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Como denunciar
Trabalhadores
que sofrerem ameaças, constrangimentos ou demissões motivadas por suas
preferências políticas podem procurar o Ministério Público do Trabalho.
O órgão
recomenda preservar mensagens, capturas de tela, gravações e informações de
testemunhas que possam contribuir para a investigação.
As
denúncias podem ser encaminhadas pelo canal oficial do MPT.
A
legislação também prevê sanções administrativas contra empregadores que adotem
práticas discriminatórias, incluindo multa calculada com base no maior salário
pago pela empresa e restrições à obtenção de financiamento em instituições
financeiras oficiais.
• Empresários relatam ameaças e temem
prejuízos após inclusão em listas de boicote bolsonarista
Após a
vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição deste domingo (25),
empresários que teriam apoiado a reeleição do presidente passaram a ser
expostos em listas que incentivam boicotes e circulam nas redes sociais e em
grupos de apoiadores do candidato derrotado, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A
reportagem viu listas do tipo em capitais como São Paulo, Curitiba, Porto
Alegre e Rio de Janeiro, além de cidades do interior de São Paulo e de Minas
Gerais.
Empresários
ouvidos pela reportagem relatam desde ameaças e mensagens hostis até o receio
de perder clientes. Alguns afirmam ter sido incluídos mesmo sem declarar
publicamente seu voto. Em certos casos, a circulação das mensagens também
motivou manifestações de apoio.
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O que dizem os empresários
A
livraria Martins Fontes, em São Paulo, foi incluída em uma delas. O dono da
empresa, Alexandre Martins Fontes, 65, afirma que continuará manifestando
publicamente seu apoio a candidatos nas eleições, apesar das ameaças de
boicote. A empresa declarou voto em Lula em 2022 e neste ano.
“Eu
respeito totalmente a decisão dos nossos clientes de votarem em quem eles
quiserem, como eu gostaria que eles respeitassem a nossa decisão de
publicamente dizer quem é o nosso candidato”, afirma.
Segundo
o empresário, nas duas eleições houve pessoas que disseram que deixariam de
comprar na livraria devido ao posicionamento político. Mas ele diz não se
arrepender e considera que a decisão de apoiar um candidato faz parte da
liberdade de expressão.
Fontes
afirma que a escolha está relacionada à defesa dos livros, da educação, da
leitura e da cultura. Ele ressalta que a livraria comercializa obras de
diferentes correntes ideológicas, inclusive de autores de direita e de pessoas
que apoiam Jair e Flávio Bolsonaro.
“Acredito
que o papel da livraria é justamente expor tudo que se produz de cultura, de
pensamento”, diz.
O
empresário afirma não estar preocupado com os possíveis efeitos do boicote e
diz que a livraria cresceu nos últimos quatro anos. Para ele, clientes que
valorizam o trabalho da empresa continuarão frequentando o estabelecimento,
independentemente de suas preferências políticas.
A
situação é diferente para pequenos empresários de cidades menores que dizem ter
sido incluídos nas listas sem terem declarado publicamente suas preferências
eleitorais.
Paula
Ramos, 38, empresária do ramo de beleza em Ourinhos (SP), soube por uma cliente
que seu nome havia sido incluído em uma lista de estabelecimentos que deveriam
ser boicotados. Ela afirma que nunca manifestou publicamente seu posicionamento
político justamente para respeitar clientes de diferentes ideologias.
“As
pessoas estão deduzindo que sou de esquerda, que votei no PT [Partido dos
Trabalhadores], simplesmente por eu não ter me manifestado. E, mesmo que eu
tivesse me manifestado, não poderia ser assim”, afirma.
Flávio
Bolsonaro recebeu 61,82% dos votos válidos no segundo turno em Ourinhos, contra
38,18% de Lula.
“É
muito triste você ver seu nome numa lista como se fôssemos criminosos.
Criminosos são essas pessoas que querem rebaixar o trabalho de outras”, diz.
Segundo
ela, a repercussão teve um efeito diferente do boicote pretendido: passou a
receber mensagens de apoio e carinho, além de contatos de novas clientes
interessadas em agendar procedimentos.
“O
respeito precisa ser mantido, porque senão a gente vai terminar numa guerra”,
afirma. A empresária diz que conversou com um advogado sobre possíveis medidas
legais.
Em
Serrana, no interior de São Paulo, Francisco Meghelli, 34, dono do grupo
Meghelli, afirma que já esperava que a imobiliária da família fosse incluída em
uma lista de boicote porque havia manifestado publicamente seu posicionamento
político.
Na
cidade, Flávio recebeu 54,69% dos votos válidos no segundo turno, ante 45,31%
de Lula. Depois de publicar um vídeo sobre o caso nas redes sociais, Meghelli
diz ter recebido relatos de pessoas que deixariam de comprar imóveis com a
empresa, embora ainda não tenha identificado prejuízos financeiros concretos.
O
empresário também relata que familiares de uma pessoa que compartilhou a lista
foram até ele para pedir que retirasse a publicação. Segundo ele, a abordagem
teve tom ameaçador. Meghelli afirma que pretende registrar um boletim de
ocorrência e buscar indenização, assim como outros comerciantes citados nas
listas.
Para
ele, os efeitos da campanha podem ser mais graves para pequenos negócios, que
dependem diretamente do movimento de clientes. Meghelli cita o caso de uma
cabeleireira que, segundo ele, teve três clientes desmarcando procedimentos
após a circulação da lista. Também relata que funcionários de um ponto de venda
de açaí foram xingados.
O
empresário diz que a reação pública às listas pode ajudar a conter a
intimidação. Depois de publicar o vídeo, afirma que um dos grupos em que as
mensagens circulavam foi excluído.
Em
outros casos, a preocupação envolve mensagens que mencionam possíveis ataques
físicos.
Um
estabelecimento vegano de Curitiba, que pediu para não ser identificado, afirma
que já havia aparecido em listas semelhantes. O espaço tem decoração com
referências políticas e, por isso, os responsáveis dizem que o boicote em si
não costuma afetar tanto o negócio.
Em
ocasiões anteriores, porém, o estabelecimento foi alvo de uma onda de
avaliações negativas na internet. Os responsáveis afirmam que não receberam
ameaças diretamente, mas foram alertados por pessoas com acesso aos grupos em
que as conversas circulavam.
Em
capturas de tela de um grupo da capital paranaense há mensagens de hostilidade
contra consumidores de esquerda. Um dos participantes afirma que aumentaria em
30% o preço cobrado de clientes petistas e que eles não seriam bem-vindos no
estabelecimento.
Em
Curitiba, Flávio recebeu 62,29% dos votos válidos, contra 37,71% de Lula.
Os
responsáveis pelo estabelecimento afirmam que, por enquanto, não pretendem
tomar providências judiciais, mas poderão reavaliar caso ocorra algum ataque
direcionado ao negócio.
A
proprietária de uma farmácia no interior de Mato Grosso, que também não quis
ser identificada, afirma ter sido incluída pela segunda vez em listas que
incentivam consumidores a boicotar estabelecimentos associados à esquerda.
Ela diz
que evitava se manifestar publicamente sobre política por atender clientes com
diferentes posicionamentos e por respeitar as opiniões dos funcionários. Mesmo
assim, passou a ser alvo de comentários negativos e de mensagens que
incentivavam as pessoas a não frequentar seu estabelecimento.
A
comerciante, que se emocionou ao falar sobre o caso, teme que a campanha
prejudique o negócio e os trabalhadores. Para ela, o boicote cria um ambiente
em que as pessoas precisam esconder suas opiniões para serem aceitas na cidade.
Ela
também relata a circulação de mensagens ofensivas contra nordestinos e afirma
que pessoas atingidas pelas publicações estão reunindo capturas de tela, vídeos
e números de telefone para documentar as mensagens.
O grupo
pretende encaminhar uma denúncia ao Ministério Público e estuda medidas
individuais contra participantes das conversas, por mensagens que considera
homofóbicas e xenofóbicas.
A
comerciante diz que um dos grupos usados para organizar as listas foi excluído
depois que seus integrantes souberam que estavam sendo tomadas providências,
mas que parte das conversas já havia sido salva.
Em Mato
Grosso, Flávio recebeu 66,06% dos votos válidos no segundo turno, contra 33,94%
de Lula.
Em
julho de 2025, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) condenou em segunda
instância dois homens acusados de elaborar e divulgar uma relação de
comerciantes considerados apoiadores da esquerda em Cafelândia, no interior
paulista, após a eleição de 2022.
Os dois
foram condenados pelo crime de perseguição, com penas em regime aberto e
suspensão condicional da pena. Também tiveram de pagar indenização individual
equivalente a dois salários mínimos para cada uma das sete pessoas citadas na
lista que formalizaram reclamações.
Segundo
a denúncia do Ministério Público, os comerciantes foram alvo de
constrangimentos, perturbações no trabalho e prejuízos financeiros. O nome de
uma lanchonete incluída na relação chegou a ser associado a um ataque com uma
pequena bomba contra o estabelecimento.
Fonte:
ICL Notícias/FolhaPress

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