Aliado
de Trump diz que Marco Rubio arquitetou fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA
O
secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, teria sido o responsável
por planejar a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil com destino ao
território norte-americano, após a derrota do senador para o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. A acusação foi feita
nesta terça-feira (27) pelo advogado mexicano Simón Levy, apontado como aliado
do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo
o Metrópoles, Levy atribuiu diretamente a Rubio a articulação da operação que
teria permitido a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Em publicação
na rede social X, o advogado afirmou: “O cérebro por trás dessa operação é o
secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio”.
A
declaração associa um dos principais integrantes do governo Trump à saída do
candidato do PL do território brasileiro, em meio aos desdobramentos da eleição
presidencial. O relato, porém, não apresenta detalhes sobre a participação
atribuída a Rubio, tampouco documentos que comprovem a existência de uma
operação organizada pelo governo estadunidense.
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Acusação envolve chefe da diplomacia dos EUA
Marco
Rubio ocupa o comando do Departamento de Estado dos Estados Unidos, órgão
responsável pela condução da política externa norte-americana. A acusação de
Levy, portanto, envolve diretamente uma autoridade de primeiro escalão da
administração Trump.
Na
publicação citada pelo Metrópoles, o advogado mexicano identificou Rubio como o
principal articulador da suposta operação. O trecho divulgado não esclarece
quando o planejamento teria começado, quais pessoas teriam participado da
iniciativa ou de que maneira a viagem de Flávio Bolsonaro teria sido
organizada.
Também
não há, até o momento, manifestação de Rubio ou do Departamento de Estado sobre
a acusação.
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Saída ocorre após derrota eleitoral
A
declaração de Levy foi divulgada dois dias depois do segundo turno da eleição
presidencial brasileira, realizado no domingo (25), no qual Flávio Bolsonaro
foi derrotado por Lula.
Flávio
Bolsonaro deixou o Brasil nesta terça-feira (27), com destino aos Estados
Unidos. Interlocutores da família Bolsonaro afirmam que o senador deverá
desembarcar nas próximas horas em Miami, na Flórida, ou em Dallas, no Texas. Um
dos aliados sustenta que o governo estadunidense teria participado ativamente
do planejamento para retirar o senador do Brasil.
A
eventual concessão de asilo, entretanto, ainda não foi confirmada oficialmente
pelas autoridades estadunidenses
A
expectativa de proteção por parte do governo Trump surge depois que o ministro
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na
segunda-feira (26), o recolhimento dos passaportes brasileiro e italiano de
Flávio Bolsonaro.
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Investigações sobre Banco Master e INSS
A saída
de Flávio Bolsonaro ocorre enquanto o parlamentar é investigado em duas ações
criminais relacionadas ao caso do Banco Master e a desvios de recursos do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As
investigações envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro e outros crimes. O
senador ainda não foi condenado nesses procedimentos.
Além
das apurações em andamento, Flávio está próximo de perder o foro especial no
Supremo Tribunal Federal. Seu mandato como senador pelo Rio de Janeiro termina
em fevereiro, quando deixará de contar com a prerrogativa decorrente do
exercício do cargo, observadas as regras de competência aplicáveis a cada
investigação.
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Aliado de Trump revela suposto plano para Flávio Bolsonaro liderar oposição a
Lula nos EUA
O
senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deverá comandar, a partir dos Estados Unidos,
uma ofensiva política contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT),
segundo o advogado mexicano Simón Levy, que se apresenta como aliado do
presidente dos EUA Donald Trump. Levy
afirma que a estratégia, denominada “Operação Alba”, também poderá envolver
medidas de pressão econômica de Washington contra o governo brasileiro.
As
declarações, segundo o Metrópoles, constam em um artigo publicado por Levy na
segunda-feira (26) e em manifestações posteriores nas redes sociais. O
mexicano, que é ligado ao movimento MAGA (Make America Great Again) associa a
fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil a uma articulação política mais ampla na
América Latina, mas não apresentou provas documentais da existência da operação
ou da participação de integrantes do governo dos Estados Unidos.
“Flávio
Bolsonaro está deixando o Brasil e, segundo minhas fontes, liderará a
resistência a partir dos Estados Unidos”, escreveu Levy no artigo intitulado
“Operação Alba”.
Nesta
terça-feira (27), o advogado afirmou que o senador já havia chegado ao
território estadunidense e que uma operação conduzida pelos Estados Unidos
estaria em andamento para garantir sua segurança. A informação sobre a suposta
iniciativa de proteção, no entanto, não foi acompanhada de documentos ou de
confirmação oficial das autoridades americanas.
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Marco Rubio é apontado como articulador
Levy
atribuiu ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, um papel
central na suposta estratégia envolvendo Flávio Bolsonaro.
“O
cérebro por trás dessa operação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio”,
declarou o advogado em publicação na rede social X.
Apesar
da afirmação, Levy não apresentou evidências públicas que comprovem a
participação de Rubio. Também não esclareceu quais órgãos do governo americano
estariam envolvidos, como a operação seria executada ou quais medidas de
segurança estariam sendo adotadas em favor do senador brasileiro.
O
relato coloca Rubio como responsável pela articulação política, mas essa
atribuição permanece restrita às declarações do advogado mexicano.
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Pressão econômica contra o governo Lula
Outro
elemento da chamada “Operação Alba” seria a possibilidade de os Estados Unidos
utilizarem instrumentos econômicos para pressionar o governo brasileiro.
No
artigo, Levy relaciona a movimentação de Flávio Bolsonaro a uma disputa de
influência política na América Latina e apresenta a pressão econômica de
Washington como um possível componente da estratégia contra Lula.
O
advogado, entretanto, não especificou quais medidas poderiam ser adotadas, se
haveria decisões em preparação na administração Trump ou se integrantes do
governo americano teriam autorizado alguma iniciativa nesse sentido.
• Trump vai conceder asilo a Flávio
Bolsonaro nos EUA, dizem aliados
O
governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá conceder asilo
ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que está a caminho do território americano
após sua derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A
informação foi transmitida por aliados da família Bolsonaro que mantêm relações
com autoridades dos Estados Unidos e afirmam que a administração republicana já
tem conhecimento da viagem do parlamentar.
Segundo
a Folha de São Paulo, interlocutores da família Bolsonaro afirmam que o senador
deverá desembarcar nas próximas horas em Miami, na Flórida, ou em Dallas, no
Texas. Um dos aliados sustenta que o governo estadunidense teria participado
ativamente do planejamento para retirar o senador do Brasil.
A
eventual concessão de asilo, entretanto, ainda não foi confirmada oficialmente
pelas autoridades estadunidenses
Outro
interlocutor ouvido pela reportagem afirmou que Flávio não utilizou a Argentina
como rota para deixar o território brasileiro. Até o momento, não foram
divulgados detalhes sobre o trajeto percorrido pelo senador nem sobre os
documentos apresentados durante a viagem.
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Asilo nos EUA após decisão de Moraes
A
expectativa de proteção por parte do governo Trump surge depois que o ministro
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na
segunda-feira (26), o recolhimento dos passaportes brasileiro e italiano de
Flávio Bolsonaro.
O
senador, que possui cidadania italiana, não cumpriu a determinação judicial de
entrega dos documentos. Em consequência, a Polícia Federal cancelou seu
passaporte brasileiro, mas sua identidade italiana permaneceu válida.
A PF
também emitiu um alerta para intensificar a vigilância nas fronteiras do país.
Segundo a reportagem, porém, a providência pode ter sido adotada quando Flávio
já havia conseguido deixar o Brasil.
A
decisão de viajar para os Estados Unidos teria sido tomada na própria
segunda-feira, um dia depois da derrota do senador no segundo turno da eleição
presidencial.
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Investigações sobre Banco Master e INSS
A saída
de Flávio Bolsonaro ocorre enquanto o parlamentar é investigado em duas ações
criminais relacionadas ao caso do Banco Master e a desvios de recursos do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As
investigações envolvem suspeitas de lavagem de dinheiro e outros crimes. O
senador ainda não foi condenado nesses procedimentos.
Além
das apurações em andamento, Flávio está próximo de perder o foro especial no
Supremo Tribunal Federal. Seu mandato como senador pelo Rio de Janeiro termina
em fevereiro, quando deixará de contar com a prerrogativa decorrente do
exercício do cargo, observadas as regras de competência aplicáveis a cada
investigação.
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Aliados inicialmente negaram possibilidade de fuga
Ao
longo desta terça-feira, as informações transmitidas por pessoas próximas a
Flávio Bolsonaro mudaram. No início do dia, integrantes de seu círculo político
afirmavam desconhecer seu paradeiro e ironizavam a possibilidade de que ele
tivesse deixado o país.
“Só se
ele estiver louco”, respondeu um dos interlocutores consultados sobre uma
eventual fuga para os Estados Unidos.
Outro
aliado também reagiu com ironia, afirmando que o senador “está vindo de foguete
do Elon Musk”.
Horas
depois, porém, pessoas próximas à família passaram a confirmar que Flávio
Bolsonaro estava em um voo com destino aos Estados Unidos.
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Planalto prevê que Departamento de Estado protegerá Flávio Bolsonaro nos EUA
O
governo brasileiro trabalha com a expectativa de que o ex-candidato
presidencial Flávio Bolsonaro seja acolhido pelo Departamento de Estado dos
Estados Unidos. A avaliação, revelada por uma fonte do Palácio do Planalto,
ocorre após a fuga do político para o território norte-americano em meio ao
avanço de investigações legais contra ele no Brasil.
Segundo
o interlocutor palaciano, o ex-candidato já havia viajado diversas vezes para
os Estados Unidos, havendo, até pouco tempo atrás, total incerteza sobre o seu
retorno ao país. O movimento gerou comparações nos bastidores do governo com
ações do passado recente da família. A fonte traçou um paralelo com a viagem de
Jair Bolsonaro a Miami, apontando que, assim como o ex-presidente foi aos EUA
para articular atos golpistas, Flávio estaria seguindo um roteiro semelhante.
Apesar
da gravidade do cenário e de o governo já colocar no radar a hipótese de uma
extradição ser solicitada formalmente, o Planalto adota cautela sobre os
desdobramentos diplomáticos. A avaliação atual é de que ainda não é possível
afirmar se o episódio piora as relações com os Estados Unidos. Na prática, o
núcleo do governo entende que o caso não afeta a relação bilateral neste
momento inicial, uma vez que os próximos passos e as ações do político em solo
americano ainda são desconhecidos.
Outro
fator que tranquiliza o governo federal é a percepção política sobre os aliados
do ex-candidato no exterior. O Planalto avalia que a ala bolsonarista nos
Estados Unidos encontra-se politicamente enfraquecida e desgastada, o que
limitaria significativamente a capacidade de articulação e influência de Flávio
no país.
O
acolhimento do político adiciona um pano de fundo complexo à agenda
internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem viagem marcada
para a Flórida em dezembro, onde participará da Cúpula do G20. A indicação é de
que o governo não pretende se antecipar aos fatos, ponderando que o cenário
político e diplomático pode sofrer diversas alterações até a chegada da
comitiva brasileira à Flórida, momento em que a situação será devidamente
reavaliada.
• Fuga deve levar Alexandre de Moraes a
decretar prisão de Flávio Bolsonaro
A
decretação iminente da prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a
ser vista como um desfecho inevitável por aliados e advogados do ex-candidato à
Presidência da República, informa Igor Gadelha, do Metrópoles.
O temor
de que a custódia cautelar seja ordenada ganhou força com o encerramento do
prazo de 24 horas fixado pela Suprema Corte para que o parlamentar entregasse
seus passaportes diplomático e comum. A determinação judicial venceu no final
da manhã desta terça-feira (27) sem que os documentos fossem apresentados às
autoridades federais.
Integrantes
da equipe jurídica do congressista relataram que a entrega das cadernetas de
viagem havia sido combinada previamente com o senador. Contudo, o parlamentar
deixou de responder aos contatos durante a manhã, e nem mesmo seus advogados ou
interlocutores políticos mais próximos afirmam saber sua localização exata
neste momento.
A
inobservância da medida cautelar e a falta de sinalização sobre onde Flávio se
encontra levam os próprios aliados a projetar que o ministro Alexandre de
Moraes adotará uma decisão mais severa, convertendo a restrição em prisão.
A
movimentação da Justiça ocorre após o surgimento de denúncias de evasão na
madrugada desta terça-feira, quando o portal argentino Infobae noticiou que o
senador teria deixado o Brasil por via terrestre rumo à Argentina. A publicação
indicava que o filho de Jair Bolsonaro (PL) embarcaria em Puerto Iguazú em um
jato executivo modelo Gulfstream G400, de prefixo LV-JQW e operado pela empresa
Baires Fly S.A., com destino aos Estados Unidos.
Ferramentas
de monitoramento aéreo confirmam que a referida aeronave realizou seu
deslocamento mais recente partindo de Buenos Aires e aterrissando em Puerto
Iguazú às 23h42 de segunda-feira (26). Desde a chegada à cidade fronteiriça, o
avião permanece estacionado no pátio do aeroporto.
A
Polícia Federal (PF) confirmou que não há registros formais da saída do
parlamentar pelos postos oficiais de controle migratório do Brasil, sem afastar
a possibilidade de uma travessia irregular. Diante dos fatos, a PF acionou as
forças de segurança da Argentina na manhã desta terça-feira para apurar a
presença do senador no país vizinho, enquanto autoridades locais asseguram que
não há entrada cadastrada de Flávio no território argentino.
Fonte:
Brasil 247

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