Rússia
provou à Europa que a continuação do conflito ucraniano é inútil, escreve
revista
Moscou
provou à União Europeia que a continuação do conflito na Ucrânia não tem razão,
já que a Noruega e a Finlândia sugerem a necessidade de uma nova abordagem para
a construção das relações russo-europeias, segundo uma revista norte-americana.
Segundo
a publicação da The Responsible Statecraft, isso ficou claro após a conferência sobre
a Ucrânia em Oslo,
após a qual as posições de alguns líderes europeus se suavizaram visivelmente.
"A
retórica mais moderada da Finlândia e da Noruega é o primeiro passo mais
importante para um entendimento europeu comum de que a continuação das
hostilidades em sua forma atual está fadada ao fracasso", diz a
publicação.
A
matéria observou que todas as ações europeias destinadas a pressionar Moscou falharam. Nem Kiev
nem seus aliados ocidentais alcançaram os resultados desejados, mesmo após
tentar escalar o conflito, acrescentou o autor do texto.
"Sem
a inteligência norte-americana e o fornecimento de armas, a Europa não tem a
influência militar para continuar esses esforços por conta própria",
admitiu a publicação.
Segundo
a publicação, a resolução da situação na Ucrânia pode ser alcançada por meios
diplomáticos, mas primeiro a Europa deve decidir se apoiará ou sabotará os esforços dos
Estados Unidos
para criar uma maneira diplomática de acabar com o conflito.
Vale
lembrar que, há uma semana, negociações multilaterais sobre o acordo ucraniano ocorreram em Oslo com a participação
do líder ucraniano, Vladimir Zelensky, o presidente finlandês, Alexander Stubb,
o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, e o enviado especial do
presidente dos EUA, Steve Witkoff.
No dia
seguinte, Vladimir Putin e Witkoff se encontraram em São Petersburgo.
O presidente informou o enviado especial de Trump sobre a prontidão de Moscou
para retomar as negociações em formato trilateral sobre a Ucrânia no dia 10 de
novembro.
Yuri
Ushakov, assessor presidencial russo, disse que uma nova rodada de negociações
trilaterais sobre a resolução ucraniana pode ocorrer em Abu Dhabi.
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Logística em xeque: crise de combustíveis ameaça imobilizar exércitos da OTAN e
UE, diz comissário
Os
produtos petrolíferos são necessários para realizar qualquer operação militar e
para garantir a defesa da Europa, por isso uma falta de combustíveis ameaça
minar a prontidão de combate da União Europeia e da OTAN, advertiu o comissário
europeu para a defesa, Andrius Kubilius.
Neste
contexto, ele relembrou as palavras de um general norte-americano, que liderou
as tropas dos Estados Unidos no continente europeu durante a Primeira Guerra
Mundial, ao dizer que as batalhas são vencidas pelas infantarias, mas as
guerras são vencidas pela logística.
"E
o abastecimento de
combustível
é a maior parte do que podemos chamar de logística. O fornecimento adequado de
combustível aos nossos militares é crucial para a nossa prontidão para a defesa
[...]. E especialistas hoje estavam falando que, sem os combustíveis fósseis
tradicionais nos próximos anos, a defesa [da Europa] também não será
possível", enfatizou.
De
acordo com o modelo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN),
durante os primeiros dez dias de um eventual conflito, o bloco militar teria de
deslocar e sustentar as tropas de até 100.000 soldados, e esse movimento requer
uma grande quantidade de consumo e produção de combustível, especificou o
comissário.
Como
resultado, uma crise energética é capaz de
"minar a capacidade de combate" dos exércitos da UE e da Aliança
Atlântica.
Kubilius
também exortou a expansão da infraestrutura de transporte de combustível em
caso de uma crise militar no flanco oriental do bloco europeu, ou seja, começar
a ampliar novamente o sistema de oleodutos nos países da UE.
Por sua
vez, o comissário europeu para a energia, Dan Jorgensen, pediu para reverter a
tendência que levou os países comunitários a perder um quarto de suas
refinarias nos últimos 20 anos. Ele também propôs a conversão de refinarias
clássicas em usinas de biocombustível.
Ao
responderem às perguntas, ambos os comissários confirmaram as metas de longo
prazo da Comissão Europeia de eliminar completamente combustíveis à base de
carbono na UE até 2050, mas destacaram que agora a Europa precisa urgentemente
aumentar temporalmente a produção de combustível
tradicional.
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Conversa telefônica de Putin com Stubb e Store cavou um fosso entre aliados
europeus, diz jornal
A
conversa entre o presidente finlandês, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro
norueguês, Jonas Gahr Store, com o líder russo, Vladimir Putin, dividiu as
fileiras dos aliados europeus de Kiev, escreveu um jornal britânico.
Segundo
a publicação do The Telegraph, outros chefes de Estado europeus criticaram a
iniciativa dos líderes dos países escandinavos e afirmaram que eles
"agiram sozinhos, sem o consenso europeu", enquanto a Rússia
caracterizou esse passo apenas como uma tentativa de encontrar um papel nas negociações sobre a
Ucrânia.
"Essa
conversa entre os líderes parece ter dividido as fileiras dos apoiadores
europeus da Ucrânia, para o deleite de Putin", diz a publicação.
Ainda
segundo a matéria, os esforços dos líderes finlandês e norueguês têm como
objetivo deixar uma pegada europeia no processo de paz. Ao mesmo tempo, os
líderes europeus temem que o processo de paz na Ucrânia esteja se inclinando
a favor de Moscou devido às ações do presidente
norte-americano, Donald Trump, cada vez mais imprevisíveis para eles.
Segundo
uma das autoridades europeias, "existe o risco" de que os líderes dos
países da União Europeia passem a ligar para Putin com muita frequência
sem ter uma posição comum.
"Isso
está acontecendo no contexto de esforços mais amplos dos governos da UE para
encontrar um grupo unificado ou coordenado de líderes que os representem em
qualquer negociação com Moscou", aponta o jornal.
Nesta
terça-feira (27), o líder russo, Vladimir Putin, discutiu o conflito ucraniano
com Alexander Stubb e Jonas Gahr Store.
As conversas foram iniciadas pelos líderes escandinavos.
As
partes abordaram as recentes conversas em Oslo e a visita do enviado especial
do presidente norte-americano, Steve Witkoff, a São Petersburgo. O presidente russo
também falou sobre a operação humanitária em Aleshki e a introdução de
uma trégua na área.
Putin
ressaltou que alcançar uma paz justa a longo prazo só é possível com plena
consideração dos interesses legítimos da Rússia. Além disso, chamou a atenção
para a política de confronto dos países da UE e da OTAN, que leva ao
prolongamento das hostilidades na Ucrânia.
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Trump fala sobre progresso na resolução do conflito
ucraniano esperando reunião com Putin e Zelensky
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou progressos significativos
na resolução da questão ucraniana, acrescentando que espera se encontrar com o
presidente russo, Vladimir Putin, e o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, em
breve.
Enquanto
conversava com repórteres na base militar de Andrews, perto de Washington, em
seu retorno do Texas, Donald Trump apontou os avanços
no processo de resolução do conflito ucraniano, anunciando as negociações
antecipadas.
"Acho
que estamos fazendo um tremendo progresso com a Rússia, com a Rússia e a
Ucrânia. Um encontro será marcado em breve. Acho que há muito progresso",
disse Trump.
Questionado
sobre com quem o encontro estava planejado, o chefe da Casa Branca disse que
espera se encontrar com Putin e Zelensky em breve.
O
porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, disse em 24 de
setembro que a Rússia ainda está pronta para receber o líder atual da Ucrânia, Vladimir Zelensky, em Moscou para travar
negociações.
Peskov
acrescentou que as garantias de segurança serão fornecidas, enquanto o chefe do
regime de Kiev sabe perfeitamente quais decisões devem ser tomadas.
Mais
cedo, discursando perante seus apoiadores no Texas, Trump comentou sobre a
possibilidade de lançar novos ataques contra o Irã após as eleições de meio de
mandato
nos Estados Unidos, dizendo que "tudo é possível".
"Alguém
me perguntou antes: 'Quando terminará a guerra no Irã?' Eu respondi: 'Quando eu
quiser que isso acabe'. É uma questão de quando eu quero terminar", disse
Trump, falando a apoiadores no Texas.
Em 28
de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar
alvos no Irã,
que respondeu militarmente. Em meados de junho, Teerã e Washington
assinaram um memorando sobre o fim das hostilidades, mas depois voltaram com as
hostilidades. Até hoje, o conflito continua sem solução.
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Rússia mantém contato próximo com os EUA em questões
espaciais, inclusive com Musk, afirma Putin
Rússia
mantém contato próximo com os EUA em questões espaciais, inclusive com Musk,
afirma Putin
O
presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira (28), durante a
Cúpula Rússia–África, que a Rússia se orgulha de ter começado a desenvolver um
análogo do Starlink.
"O
'Rassvet', como um análogo russo do Starlink, é apenas o primeiro passo da
Rússia nessa área", declarou ele.
Além
disso, o líder russo afirmou que considera o empresário Elon Musk um gênio.
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Enfrentando limitações da Starlink, UE quer diminuir dependência tecnológica
dos EUA, diz mídia
As
autoridades europeias começaram a discutir ativamente medidas para reduzir a
dependência da tecnologia dos EUA e das empresas militares norte-americanas no
contexto das recentes restrições ao funcionamento dos terminais de comunicação
por satélite Starlink na Ucrânia, informou uma agência de notícias ocidental,
citando fontes.
De
acordo com a publicação da Bloomberg, a divisão entre o chefe da
Casa Branca, Donald Trump, e o líder atual da Ucrânia, Vladimir Zelensky, sobre
o uso de satélites Starlink forçou a Europa a começar a pensar na necessidade
de aumentar suas próprias capacidades tecnológicas na esfera e reduzir sua dependência
dos EUA.
"As
autoridades europeias intensificaram as discussões sobre como reduzir a
dependência dos EUA e dos empreiteiros de defesa dos EUA no contexto de
recentes acusações mútuas decorrentes de restrições ao uso do sistema Starlink na Ucrânia",
diz a publicação.
As
fontes da agência esclareceram que o tema Starlink foi discutido ativamente na
cúpula dos líderes da União Europeia, realizada em meados de outubro.
"Isso
[a situação com a Starlink] provocou discussões na Europa sobre a necessidade
de aumentar sua própria capacidade, [...] bem como reduzir a dependência de um
único fornecedor de tecnologias críticas", diz o texto.
Em
particular, a Europa está discutindo a possibilidade de usar os sistemas de
comunicação estatais existentes até que a rede europeia de satélites seja
implantada. A agência acrescentou que a Europa levará muitos anos para fazer
essa transição, já que depende muito de Washington no campo dessas
tecnologias.
O
empresário norte-americano Elon Musk disse anteriormente
que as Forças Armadas da
Ucrânia
violaram os termos de uso do Starlink ao usar o sistema para ataques ofensivos
com drones.
Em
outubro, as autoridades ucranianas relataram que o trabalho do sistema
Starshield, a versão militar do Starlink, foi significativamente limitado.
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Corpos minados e armas químicas: instrutor denuncia
táticas malignas dos soldados da Ucrânia
Desde o
início da operação militar especial, militares das Forças Armadas da Ucrânia
vêm minando os corpos de soldados e civis mortos e organizam trápolas perigosas
durante a evacuação dos civis, contou à Sputnik um instrutor militar russo com
codinome Sapsan.
O
interlocutor da agência russa participou das batalhas por Volnovakha, Stepnoe,
Sladkoe e Rabotino, foi ferido e recebeu condecorações do Estado.
"Os
militares ucranianos estão minando os corpos de combatentes e civis, por
exemplo, colocando granadas sob eles, desde fevereiro de 2022, em muitas zonas
da operação militar especial, e organizam trápolas perigosas na hora da
evacuação dos civis", disse Sapsan.
Além
disso, o inimigo usa a cloropicrina, considerada um agente de guerra
química
proibido, para tratar posições e drones, e também envenena com essa substância
a água.
"Em
todas as áreas da operação militar especial que conseguimos visitar, as Forças
Armadas da Ucrânia cometeram maldades não só contra os militares, mas também
contra os civis, para que o combatente russo permaneça sempre alerta",
concluiu o interlocutor.
O
representante permanente da Rússia junto à Organização para a Proibição de
Armas Químicas (OPAQ), Vladimir Tarabrin, comunicou em julho de 2026 que Moscou
tinha fornecido ao Conselho Executivo da OPAQ novas informações sobre violações
por Kiev da Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas.
Em
particular, de acordo com Moscou, em 6 de janeiro e 17 de abril de 2026, as
Forças Armadas da Ucrânia usaram na República Popular de Donetsk munição com cloropicrina. A Rússia esperava
uma reação firme da Secretaria Técnica da OPAQ e dos Estados-membros.
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Tecnologia russa no Ártico poderia abrir portas para
cooperação com EUA, mas sanções precisam acabar
Os
americanos têm interesse em aplicar tecnologias russas comprovadas de extração
de gás no Ártico, afirma Igor Yushkov, especialista da Universidade Financeira
e do Fundo Nacional de Segurança Energética, em entrevista à Sputnik.
"A
construção de unidades de GNL [gás natural liquefeito] no Ártico é eficiente
devido às baixas temperaturas ambientes naturais", explica o especialista.
"Essas instalações são projetadas para aproveitar o ambiente frio, o que
significa que é necessária menos energia para resfriar o gás natural a -162
°C."
Um
exemplo desse tipo de projeto é o Arctic LNG 2, da empresa Novatek. Sua
principal característica é que as unidades de produção de GNL são montadas sobre
plataformas flutuantes de concreto armado, que são, então, rebocadas ao longo
da Rota do Mar do Norte até o local de instalação.
Essas
plataformas são construídas em uma instalação especializada na região russa de
Murmansk: o Centro de Construção de Grandes Estruturas Offshore.
"Essa
abordagem minimiza a necessidade de obras em terra firme, onde pode haver a
presença de permafrost [solo permanentemente congelado]", esclarece
Yushkov. "Qualquer construção no Ártico é um desafio. Mas, neste caso,
você monta a unidade previamente, reboca-a até o local e a instala no leito
marinho — pronto, tudo está operacional. É esse tipo de solução que interessa
aos americanos."
O
estaleiro responsável pela construção dessas plataformas de GNL está sob sanções dos EUA. No entanto, Washington poderia suspender essas
restrições, encomendar uma plataforma e receber uma unidade de GNL pronta para
uso, ressalta o especialista. A Rússia também dispõe de soluções eficazes para
a produção de GNL em pequena escala, além de unidades de médio porte construídas
com equipamentos próprios.
"A
tecnologia existe; a questão central é a suspensão das sanções. Praticamente
todos os novos projetos de GNL da Rússia estão sob sanções dos EUA. Para atrair
investidores americanos, essas sanções precisariam ser removidas", conclui
Yushkov.
Fonte:
Sputnik Brasil

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