quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Rússia provou à Europa que a continuação do conflito ucraniano é inútil, escreve revista

Moscou provou à União Europeia que a continuação do conflito na Ucrânia não tem razão, já que a Noruega e a Finlândia sugerem a necessidade de uma nova abordagem para a construção das relações russo-europeias, segundo uma revista norte-americana.

Segundo a publicação da The Responsible Statecraft, isso ficou claro após a conferência sobre a Ucrânia em Oslo, após a qual as posições de alguns líderes europeus se suavizaram visivelmente.

"A retórica mais moderada da Finlândia e da Noruega é o primeiro passo mais importante para um entendimento europeu comum de que a continuação das hostilidades em sua forma atual está fadada ao fracasso", diz a publicação.

A matéria observou que todas as ações europeias destinadas a pressionar Moscou falharam. Nem Kiev nem seus aliados ocidentais alcançaram os resultados desejados, mesmo após tentar escalar o conflito, acrescentou o autor do texto.

"Sem a inteligência norte-americana e o fornecimento de armas, a Europa não tem a influência militar para continuar esses esforços por conta própria", admitiu a publicação.

Segundo a publicação, a resolução da situação na Ucrânia pode ser alcançada por meios diplomáticos, mas primeiro a Europa deve decidir se apoiará ou sabotará os esforços dos Estados Unidos para criar uma maneira diplomática de acabar com o conflito.

Vale lembrar que, há uma semana, negociações multilaterais sobre o acordo ucraniano ocorreram em Oslo com a participação do líder ucraniano, Vladimir Zelensky, o presidente finlandês, Alexander Stubb, o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, e o enviado especial do presidente dos EUA, Steve Witkoff.

No dia seguinte, Vladimir Putin e Witkoff se encontraram em São Petersburgo. O presidente informou o enviado especial de Trump sobre a prontidão de Moscou para retomar as negociações em formato trilateral sobre a Ucrânia no dia 10 de novembro.

Yuri Ushakov, assessor presidencial russo, disse que uma nova rodada de negociações trilaterais sobre a resolução ucraniana pode ocorrer em Abu Dhabi.

<><> Logística em xeque: crise de combustíveis ameaça imobilizar exércitos da OTAN e UE, diz comissário

Os produtos petrolíferos são necessários para realizar qualquer operação militar e para garantir a defesa da Europa, por isso uma falta de combustíveis ameaça minar a prontidão de combate da União Europeia e da OTAN, advertiu o comissário europeu para a defesa, Andrius Kubilius.

Neste contexto, ele relembrou as palavras de um general norte-americano, que liderou as tropas dos Estados Unidos no continente europeu durante a Primeira Guerra Mundial, ao dizer que as batalhas são vencidas pelas infantarias, mas as guerras são vencidas pela logística.

"E o abastecimento de combustível é a maior parte do que podemos chamar de logística. O fornecimento adequado de combustível aos nossos militares é crucial para a nossa prontidão para a defesa [...]. E especialistas hoje estavam falando que, sem os combustíveis fósseis tradicionais nos próximos anos, a defesa [da Europa] também não será possível", enfatizou.

De acordo com o modelo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), durante os primeiros dez dias de um eventual conflito, o bloco militar teria de deslocar e sustentar as tropas de até 100.000 soldados, e esse movimento requer uma grande quantidade de consumo e produção de combustível, especificou o comissário.

Como resultado, uma crise energética é capaz de "minar a capacidade de combate" dos exércitos da UE e da Aliança Atlântica.

Kubilius também exortou a expansão da infraestrutura de transporte de combustível em caso de uma crise militar no flanco oriental do bloco europeu, ou seja, começar a ampliar novamente o sistema de oleodutos nos países da UE.

Por sua vez, o comissário europeu para a energia, Dan Jorgensen, pediu para reverter a tendência que levou os países comunitários a perder um quarto de suas refinarias nos últimos 20 anos. Ele também propôs a conversão de refinarias clássicas em usinas de biocombustível.

Ao responderem às perguntas, ambos os comissários confirmaram as metas de longo prazo da Comissão Europeia de eliminar completamente combustíveis à base de carbono na UE até 2050, mas destacaram que agora a Europa precisa urgentemente aumentar temporalmente a produção de combustível tradicional.

<><> Conversa telefônica de Putin com Stubb e Store cavou um fosso entre aliados europeus, diz jornal

A conversa entre o presidente finlandês, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, com o líder russo, Vladimir Putin, dividiu as fileiras dos aliados europeus de Kiev, escreveu um jornal britânico.

Segundo a publicação do The Telegraph, outros chefes de Estado europeus criticaram a iniciativa dos líderes dos países escandinavos e afirmaram que eles "agiram sozinhos, sem o consenso europeu", enquanto a Rússia caracterizou esse passo apenas como uma tentativa de encontrar um papel nas negociações sobre a Ucrânia.

"Essa conversa entre os líderes parece ter dividido as fileiras dos apoiadores europeus da Ucrânia, para o deleite de Putin", diz a publicação.

Ainda segundo a matéria, os esforços dos líderes finlandês e norueguês têm como objetivo deixar uma pegada europeia no processo de paz. Ao mesmo tempo, os líderes europeus temem que o processo de paz na Ucrânia esteja se inclinando a favor de Moscou devido às ações do presidente norte-americano, Donald Trump, cada vez mais imprevisíveis para eles.

Segundo uma das autoridades europeias, "existe o risco" de que os líderes dos países da União Europeia passem a ligar para Putin com muita frequência sem ter uma posição comum.

"Isso está acontecendo no contexto de esforços mais amplos dos governos da UE para encontrar um grupo unificado ou coordenado de líderes que os representem em qualquer negociação com Moscou", aponta o jornal.

Nesta terça-feira (27), o líder russo, Vladimir Putin, discutiu o conflito ucraniano com Alexander Stubb e Jonas Gahr Store. As conversas foram iniciadas pelos líderes escandinavos.

As partes abordaram as recentes conversas em Oslo e a visita do enviado especial do presidente norte-americano, Steve Witkoff, a São Petersburgo. O presidente russo também falou sobre a operação humanitária em Aleshki e a introdução de uma trégua na área.

Putin ressaltou que alcançar uma paz justa a longo prazo só é possível com plena consideração dos interesses legítimos da Rússia. Além disso, chamou a atenção para a política de confronto dos países da UE e da OTAN, que leva ao prolongamento das hostilidades na Ucrânia.

¨      Trump fala sobre progresso na resolução do conflito ucraniano esperando reunião com Putin e Zelensky

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou progressos significativos na resolução da questão ucraniana, acrescentando que espera se encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, em breve.

Enquanto conversava com repórteres na base militar de Andrews, perto de Washington, em seu retorno do Texas, Donald Trump apontou os avanços no processo de resolução do conflito ucraniano, anunciando as negociações antecipadas.

"Acho que estamos fazendo um tremendo progresso com a Rússia, com a Rússia e a Ucrânia. Um encontro será marcado em breve. Acho que há muito progresso", disse Trump.

Questionado sobre com quem o encontro estava planejado, o chefe da Casa Branca disse que espera se encontrar com Putin e Zelensky em breve.

O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, disse em 24 de setembro que a Rússia ainda está pronta para receber o líder atual da Ucrânia, Vladimir Zelensky, em Moscou para travar negociações.

Peskov acrescentou que as garantias de segurança serão fornecidas, enquanto o chefe do regime de Kiev sabe perfeitamente quais decisões devem ser tomadas.

Mais cedo, discursando perante seus apoiadores no Texas, Trump comentou sobre a possibilidade de lançar novos ataques contra o Irã após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, dizendo que "tudo é possível".

"Alguém me perguntou antes: 'Quando terminará a guerra no Irã?' Eu respondi: 'Quando eu quiser que isso acabe'. É uma questão de quando eu quero terminar", disse Trump, falando a apoiadores no Texas.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, que respondeu militarmente. Em meados de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando sobre o fim das hostilidades, mas depois voltaram com as hostilidades. Até hoje, o conflito continua sem solução.

¨      Rússia mantém contato próximo com os EUA em questões espaciais, inclusive com Musk, afirma Putin

Rússia mantém contato próximo com os EUA em questões espaciais, inclusive com Musk, afirma Putin

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira (28), durante a Cúpula Rússia–África, que a Rússia se orgulha de ter começado a desenvolver um análogo do Starlink.

"O 'Rassvet', como um análogo russo do Starlink, é apenas o primeiro passo da Rússia nessa área", declarou ele.

Além disso, o líder russo afirmou que considera o empresário Elon Musk um gênio.

<><> Enfrentando limitações da Starlink, UE quer diminuir dependência tecnológica dos EUA, diz mídia

As autoridades europeias começaram a discutir ativamente medidas para reduzir a dependência da tecnologia dos EUA e das empresas militares norte-americanas no contexto das recentes restrições ao funcionamento dos terminais de comunicação por satélite Starlink na Ucrânia, informou uma agência de notícias ocidental, citando fontes.

De acordo com a publicação da Bloomberg, a divisão entre o chefe da Casa Branca, Donald Trump, e o líder atual da Ucrânia, Vladimir Zelensky, sobre o uso de satélites Starlink forçou a Europa a começar a pensar na necessidade de aumentar suas próprias capacidades tecnológicas na esfera e reduzir sua dependência dos EUA.

"As autoridades europeias intensificaram as discussões sobre como reduzir a dependência dos EUA e dos empreiteiros de defesa dos EUA no contexto de recentes acusações mútuas decorrentes de restrições ao uso do sistema Starlink na Ucrânia", diz a publicação.

As fontes da agência esclareceram que o tema Starlink foi discutido ativamente na cúpula dos líderes da União Europeia, realizada em meados de outubro.

"Isso [a situação com a Starlink] provocou discussões na Europa sobre a necessidade de aumentar sua própria capacidade, [...] bem como reduzir a dependência de um único fornecedor de tecnologias críticas", diz o texto.

Em particular, a Europa está discutindo a possibilidade de usar os sistemas de comunicação estatais existentes até que a rede europeia de satélites seja implantada. A agência acrescentou que a Europa levará muitos anos para fazer essa transição, já que depende muito de Washington no campo dessas tecnologias.

O empresário norte-americano Elon Musk disse anteriormente que as Forças Armadas da Ucrânia violaram os termos de uso do Starlink ao usar o sistema para ataques ofensivos com drones.

Em outubro, as autoridades ucranianas relataram que o trabalho do sistema Starshield, a versão militar do Starlink, foi significativamente limitado.

¨      Corpos minados e armas químicas: instrutor denuncia táticas malignas dos soldados da Ucrânia

Desde o início da operação militar especial, militares das Forças Armadas da Ucrânia vêm minando os corpos de soldados e civis mortos e organizam trápolas perigosas durante a evacuação dos civis, contou à Sputnik um instrutor militar russo com codinome Sapsan.

O interlocutor da agência russa participou das batalhas por Volnovakha, Stepnoe, Sladkoe e Rabotino, foi ferido e recebeu condecorações do Estado.

"Os militares ucranianos estão minando os corpos de combatentes e civis, por exemplo, colocando granadas sob eles, desde fevereiro de 2022, em muitas zonas da operação militar especial, e organizam trápolas perigosas na hora da evacuação dos civis", disse Sapsan.

Além disso, o inimigo usa a cloropicrina, considerada um agente de guerra química proibido, para tratar posições e drones, e também envenena com essa substância a água.

"Em todas as áreas da operação militar especial que conseguimos visitar, as Forças Armadas da Ucrânia cometeram maldades não só contra os militares, mas também contra os civis, para que o combatente russo permaneça sempre alerta", concluiu o interlocutor.

O representante permanente da Rússia junto à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), Vladimir Tarabrin, comunicou em julho de 2026 que Moscou tinha fornecido ao Conselho Executivo da OPAQ novas informações sobre violações por Kiev da Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas.

Em particular, de acordo com Moscou, em 6 de janeiro e 17 de abril de 2026, as Forças Armadas da Ucrânia usaram na República Popular de Donetsk munição com cloropicrina. A Rússia esperava uma reação firme da Secretaria Técnica da OPAQ e dos Estados-membros.

¨      Tecnologia russa no Ártico poderia abrir portas para cooperação com EUA, mas sanções precisam acabar

Os americanos têm interesse em aplicar tecnologias russas comprovadas de extração de gás no Ártico, afirma Igor Yushkov, especialista da Universidade Financeira e do Fundo Nacional de Segurança Energética, em entrevista à Sputnik.

"A construção de unidades de GNL [gás natural liquefeito] no Ártico é eficiente devido às baixas temperaturas ambientes naturais", explica o especialista. "Essas instalações são projetadas para aproveitar o ambiente frio, o que significa que é necessária menos energia para resfriar o gás natural a -162 °C."

Um exemplo desse tipo de projeto é o Arctic LNG 2, da empresa Novatek. Sua principal característica é que as unidades de produção de GNL são montadas sobre plataformas flutuantes de concreto armado, que são, então, rebocadas ao longo da Rota do Mar do Norte até o local de instalação.

Essas plataformas são construídas em uma instalação especializada na região russa de Murmansk: o Centro de Construção de Grandes Estruturas Offshore.

"Essa abordagem minimiza a necessidade de obras em terra firme, onde pode haver a presença de permafrost [solo permanentemente congelado]", esclarece Yushkov. "Qualquer construção no Ártico é um desafio. Mas, neste caso, você monta a unidade previamente, reboca-a até o local e a instala no leito marinho — pronto, tudo está operacional. É esse tipo de solução que interessa aos americanos."

O estaleiro responsável pela construção dessas plataformas de GNL está sob sanções dos EUA. No entanto, Washington poderia suspender essas restrições, encomendar uma plataforma e receber uma unidade de GNL pronta para uso, ressalta o especialista. A Rússia também dispõe de soluções eficazes para a produção de GNL em pequena escala, além de unidades de médio porte construídas com equipamentos próprios.

"A tecnologia existe; a questão central é a suspensão das sanções. Praticamente todos os novos projetos de GNL da Rússia estão sob sanções dos EUA. Para atrair investidores americanos, essas sanções precisariam ser removidas", conclui Yushkov.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

 

Nenhum comentário: