Muitos
médicos concordam: "A melhor forma de se livrar de muitas dores de cabeça
é um bom copo de água"
Uma dor
de cabeça, o cansaço que surge no meio da tarde ou uma sensação de tontura
podem ter causas diferentes. Uma delas é a desidratação, que ocorre quando o
corpo perde mais líquidos do que repõe; o problema é que seus sintomas podem
ser confundidos com os de estresse, calor ou falta de sono.
Por
isso, se você passou várias horas sem ingerir líquidos, tomar um copo de água
pode ser uma boa primeira medida. Os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados
Unidos (NIH) apontam a sede, a dor de cabeça, a boca seca e a urina mais escura
como possíveis sinais de desidratação. Mas quão eficaz é essa medida, e quando
é o caso de buscar outra explicação?
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A desidratação pode estar por trás de alguns desconfortos cotidianos
O corpo
perde água constantemente: ao suar, ao ir ao banheiro e até mesmo ao respirar.
Em condições normais, repomos esses líquidos por meio da água, de outras
bebidas e dos alimentos; o problema surge quando as perdas superam a quantidade
ingerida.
Um dos
sintomas relacionados à desidratação é a dor de cabeça. Uma pesquisa publicada
em 2021 na revista Current Pain and Headache Reports examinou a relação entre a
falta de líquidos e esse tipo de dor. As evidências sugerem que a desidratação
pode desencadear a dor ou agravar quadros que já a provocam.
O
cansaço, as tonturas, a boca seca e a diminuição do volume de urina também
podem indicar a necessidade de repor líquidos. No entanto, esses desconfortos
podem ter outras causas; por isso, é importante prestar atenção à sua
intensidade e duração.
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Por que um copo de água pode ajudar no caso de dor de cabeça?
Quando
a falta de líquidos contribui para a dor de cabeça, beber água pode ajudar a
resolver o problema. Contudo, o mecanismo exato pelo qual a desidratação
provoca esse desconforto ainda não é totalmente compreendido.
O
estudo da Current Pain and Headache Reports também analisa a relação entre
hidratação e enxaqueca. Manter uma hidratação adequada poderia ajudar em alguns
casos, mas a administração de líquidos por via intravenosa não demonstrou, por
si só, melhorar os resultados em todas as crises agudas de enxaqueca.
Se a
dor surgir após a prática de exercícios, suor excessivo ou longos períodos sem
ingerir líquidos, beber água pode ser uma medida razoável. Por outro lado, uma
dor de cabeça repentina e extremamente intensa — especialmente se acompanhada
de confusão mental, desmaio ou sintomas neurológicos — exige atendimento médico
urgente.
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Beber muita água não é sinônimo de estar bem hidratado
A
hidratação não depende apenas da quantidade de água que ingerimos. As
necessidades variam de acordo com a idade, a prática de atividades físicas, o
clima, a alimentação e o estado de saúde.
Quem
pratica exercícios ou trabalha ao ar livre sob calor intenso precisa redobrar a
atenção à reposição de líquidos, já que a perda de água pelo suor é maior. O
mesmo ocorre em quadros de febre, vômitos ou diarreia; nessas situações, também
pode haver perda de eletrólitos — como sódio e potássio —, que desempenham
funções essenciais no organismo.
Isso
não significa que todos precisem de bebidas esportivas ou suplementos de
eletrólitos. No dia a dia, a água e os líquidos presentes nos alimentos
costumam ser suficientes. Já em casos de perdas significativas decorrentes de
vômitos ou diarreia, uma solução de reidratação oral pode ajudar a repor tanto
a água quanto os sais perdidos.
Além
disso, não é recomendável ingerir quantidades excessivas de água em um curto
intervalo de tempo. Um consumo desproporcional pode diluir o sódio no sangue,
causando uma alteração potencialmente grave. Manter-se hidratado não significa
beber a maior quantidade possível, mas sim repor os líquidos de que o organismo
necessita.
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Como saber se você precisa ingerir mais líquidos
Para
manter uma hidratação adequada, é recomendável ingerir líquidos regularmente ao
longo do dia, prestando atenção redobrada em situações de calor, prática de
exercícios ou doença. A sede, a diminuição do volume de urina e alterações na
cor da urina podem indicar a necessidade de repor líquidos; no entanto, nenhum
desses sinais deve ser analisado isoladamente.
Em
casos de vômitos ou diarreia, pode ser necessário repor também os eletrólitos.
Se os sintomas persistirem, reaparecerem com frequência ou se agravarem, o
ideal é procurar um profissional de saúde, em vez de tentar resolver o problema
apenas bebendo mais água.
Um copo
de água pode ajudar quando o mal-estar é causado pela desidratação. O
importante é saber distinguir quando basta repor líquidos e quando os sintomas
exigem uma avaliação médica.
• 10 maneiras surpreendentes de tomar água
errado
Beber
água é um hábito fundamental para a saúde e o bem-estar. O líquido ajuda o
organismo a transportar nutrientes e oxigênio pelas células, regular a
temperatura corporal, eliminar resíduos pela urina e proteger órgãos e tecidos.
Por isso, muita gente adota diferentes estratégias para estimular o consumo de
água ao longo do dia.
Mas, se
você acha que beber água é algo simples para todo mundo, está enganado. Apesar
de ser um hábito fácil de incluir na rotina, algumas práticas podem transformar
uma tentativa de manter a hidratação em um erro. Até mesmo quem já está
acostumado a beber água pode cometer deslizes sem perceber. Por isso, existem
maneiras pouco recomendadas de consumir água no dia a dia. A seguir, confira 10
erros comuns ao beber água e saiba como evitá-los.
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1) Escolher garrafas que contêm BPA
Uma das
principais dicas para quem quer aumentar a ingestão hídrica diária é ter sempre
uma garrafa por perto. Assim, sempre que avistá-la, a pessoa pode se sentir
estimulada a beber água, aumentando, consequentemente, a frequência de
ingestão. Mas o que muita gente esquece é que a escolha da garrafa é muito
importante nesse processo. É preciso ter muito cuidado com o material utilizado
na fabricação do recipiente, especialmente quando utilizado repetidamente.
Um erro
comum é escolher garrafas que contém o bisfenol A (BPA), uma substância química
empregada na fabricação de diversos produtos, incluindo alguns recipientes
usados para armazenar bebidas. Pesquisas indicam que o BPA pode migrar para
alimentos e bebidas, enquanto a exposição excessiva à substância é investigada
por possíveis relações com diferentes problemas de saúde, como alterações
hormonais, hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, embora
ainda sejam necessárias mais pesquisas para esclarecer essas associações. Por
isso, a alternativa mais segura é optar por recipientes identificados como
livres de BPA ou escolher garrafas de vidro ou aço inoxidável.
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2) Exagerar na quantidade de água de uma só vez
Quando
o assunto é hidratação, mais água nem sempre significa melhor. Beber uma grande
quantidade de uma vez não acelera o metabolismo e pode ainda atrapalhar a
rotina, principalmente quando isso acontece antes de dormir. Nesse caso, o
excesso de líquido pode fazer com que a pessoa precise ir ao banheiro várias
vezes durante a noite, prejudicando o sono. Uma estratégia mais adequada é
distribuir o consumo ao longo do dia, em vez de tentar compensar tudo de uma
vez. A recomendação é não ultrapassar 1 litro de água por hora.
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3) Deixar de beber água quando está cansado
A
sensação de cansaço nem sempre está relacionada apenas a uma noite mal dormida.
A desidratação também pode contribuir para o problema e pode acontecer mesmo
quando a pessoa não está doente ou não praticou exercícios intensos. Isso
ocorre porque o corpo perde água continuamente durante atividades básicas, como
respirar e evacuar. Por isso, a ingestão de líquidos não deve ficar restrita
aos momentos de exercício ou em dias mais quentes. Manter a água por perto e
consumi-la ao longo do dia pode ajudar a evitar esse problema.
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4) Usar água de rios e córregos sem tratamento
É muito
importante ter cuidado com a origem da água ingerida. Uma fonte de água
natural, por exemplo, pode parecer limpa, mas a aparência não é suficiente para
determinar se ela é segura para o consumo. Rios e córregos podem entrar em
contato com diferentes tipos de contaminantes. Entre os riscos estão plantas
tóxicas, fezes e urina de animais e até produtos químicos descartados de
maneira irregular. Por isso, beber diretamente de uma fonte natural pode expor
o organismo a substâncias e microrganismos prejudiciais. Quando não houver
outra opção, a água precisa passar por um processo adequado de tratamento, com
filtros ou pastilhas próprias para purificação.
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5) Colocar frutas na água sem higienizá-las
Frutas
e vegetais mal higienizados podem conter bactérias como Salmonella e E. coli.
Adicionar
rodelas de limão, frutas, pepino ou outros vegetais na água pode deixá-la mais
saborosa e facilitar o consumo ao longo do dia. Mas quando esses ingredientes
não são higienizados corretamente, o problema aparece. Ao cortar uma fruta ou
vegetal com a casca contaminada, as bactérias presentes na superfície podem
chegar à parte interna. Entre os possíveis agentes estão Salmonella e E. coli.
O risco também aumenta quando frutas e verduras são cortadas na mesma tábua
utilizada para carnes cruas ou armazenadas em temperaturas inadequadas.
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6) Trocar a água por versões cheias de ingredientes artificiais
A
tentativa de deixar a água mais interessante também pode levar a outro erro:
adicionar produtos com grandes quantidades de açúcar, xarope de milho rico em
frutose, aromatizantes ou adoçantes artificiais. O consumo ocasional desses
ingredientes não significa necessariamente um problema, mas além de influenciar
a sensação de fome, existem possíveis associações entre alguns adoçantes e
aromatizantes artificiais e riscos como diabetes tipo 2 e câncer. Para mudar o
sabor da água sem recorrer a essas opções, é possível usar limão, lima,
hortelã, ervas ou pepino. Assim como acontece com qualquer ingrediente
adicionado à bebida, eles precisam ser higienizados antes do consumo.
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7) Usar pouca água para tomar medicamentos
Tomar
um comprimido com apenas um pequeno gole de água pode parecer suficiente, mas
não é a melhor estratégia. Beber um copo cheio ajuda a fazer com que o
medicamento chegue adequadamente ao estômago e reduz o risco de que ele fique
preso no esôfago, onde pode causar irritação. A quantidade maior de líquido
também pode favorecer a absorção de vitaminas hidrossolúveis. Por isso, vale
aproveitar o momento para beber uma quantidade maior de água.
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8) Evitar água fria por causa de mitos sobre a digestão
A
temperatura da água é uma questão associada a alguns mitos. Uma delas é a ideia
de que beber água fria poderia contrair os vasos sanguíneos ou atrapalhar a
digestão. No entanto, não há nada que indique que é preciso evitar a água
gelada por essas razões. Ela pode ser uma maneira de se refrescar e manter a
hidratação em dias quentes. Já a água morna pode ajudar a fluidificar o muco
quando a pessoa está resfriada, mas esse efeito não significa que ela seja
necessariamente melhor para a hidratação.
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9) Misturar água e álcool sem compensar a perda de líquidos
Todo
mundo sabe que beber uma cervejinha ou outras bebidas alcoólicas pode aumentar
a produção de urina porque tem efeito diurético. Como consequência, o organismo
pode perder mais líquido, contribuindo para a desidratação. Por isso, a dica é
beber água junto com uma bebida alcoólica para ajudar a manter uma ingestão
maior de líquidos. Uma estratégia citada na fonte é consumir um copo de água
para cada bebida alcoólica ou xícara de café.
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10) Beber menos água do que o organismo precisa
Um dos
erros mais básicos continua sendo não beber água suficiente, o que representa
um grande perigo à saúde. Afinal, o líquido participa de diferentes funções do
organismo, incluindo a digestão e a eliminação de resíduos pela urina. A
hidratação também está relacionada à prevenção da constipação e à redução do
risco de formação de cálculos renais. A quantidade necessária, porém, não é
exatamente igual para todas as pessoas. A referência apresentada na fonte
indica cerca de 11,5 xícaras por dia para mulheres e 15,5 xícaras para homens.
Fonte:
Xataka Brasil

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