quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Muitos médicos concordam: "A melhor forma de se livrar de muitas dores de cabeça é um bom copo de água"

Uma dor de cabeça, o cansaço que surge no meio da tarde ou uma sensação de tontura podem ter causas diferentes. Uma delas é a desidratação, que ocorre quando o corpo perde mais líquidos do que repõe; o problema é que seus sintomas podem ser confundidos com os de estresse, calor ou falta de sono.

Por isso, se você passou várias horas sem ingerir líquidos, tomar um copo de água pode ser uma boa primeira medida. Os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) apontam a sede, a dor de cabeça, a boca seca e a urina mais escura como possíveis sinais de desidratação. Mas quão eficaz é essa medida, e quando é o caso de buscar outra explicação?

<><> A desidratação pode estar por trás de alguns desconfortos cotidianos

O corpo perde água constantemente: ao suar, ao ir ao banheiro e até mesmo ao respirar. Em condições normais, repomos esses líquidos por meio da água, de outras bebidas e dos alimentos; o problema surge quando as perdas superam a quantidade ingerida.

Um dos sintomas relacionados à desidratação é a dor de cabeça. Uma pesquisa publicada em 2021 na revista Current Pain and Headache Reports examinou a relação entre a falta de líquidos e esse tipo de dor. As evidências sugerem que a desidratação pode desencadear a dor ou agravar quadros que já a provocam.

O cansaço, as tonturas, a boca seca e a diminuição do volume de urina também podem indicar a necessidade de repor líquidos. No entanto, esses desconfortos podem ter outras causas; por isso, é importante prestar atenção à sua intensidade e duração.

<><> Por que um copo de água pode ajudar no caso de dor de cabeça?

Quando a falta de líquidos contribui para a dor de cabeça, beber água pode ajudar a resolver o problema. Contudo, o mecanismo exato pelo qual a desidratação provoca esse desconforto ainda não é totalmente compreendido.

O estudo da Current Pain and Headache Reports também analisa a relação entre hidratação e enxaqueca. Manter uma hidratação adequada poderia ajudar em alguns casos, mas a administração de líquidos por via intravenosa não demonstrou, por si só, melhorar os resultados em todas as crises agudas de enxaqueca.

Se a dor surgir após a prática de exercícios, suor excessivo ou longos períodos sem ingerir líquidos, beber água pode ser uma medida razoável. Por outro lado, uma dor de cabeça repentina e extremamente intensa — especialmente se acompanhada de confusão mental, desmaio ou sintomas neurológicos — exige atendimento médico urgente.

<><> Beber muita água não é sinônimo de estar bem hidratado

A hidratação não depende apenas da quantidade de água que ingerimos. As necessidades variam de acordo com a idade, a prática de atividades físicas, o clima, a alimentação e o estado de saúde.

Quem pratica exercícios ou trabalha ao ar livre sob calor intenso precisa redobrar a atenção à reposição de líquidos, já que a perda de água pelo suor é maior. O mesmo ocorre em quadros de febre, vômitos ou diarreia; nessas situações, também pode haver perda de eletrólitos — como sódio e potássio —, que desempenham funções essenciais no organismo.

Isso não significa que todos precisem de bebidas esportivas ou suplementos de eletrólitos. No dia a dia, a água e os líquidos presentes nos alimentos costumam ser suficientes. Já em casos de perdas significativas decorrentes de vômitos ou diarreia, uma solução de reidratação oral pode ajudar a repor tanto a água quanto os sais perdidos.

Além disso, não é recomendável ingerir quantidades excessivas de água em um curto intervalo de tempo. Um consumo desproporcional pode diluir o sódio no sangue, causando uma alteração potencialmente grave. Manter-se hidratado não significa beber a maior quantidade possível, mas sim repor os líquidos de que o organismo necessita.

<><> Como saber se você precisa ingerir mais líquidos

Para manter uma hidratação adequada, é recomendável ingerir líquidos regularmente ao longo do dia, prestando atenção redobrada em situações de calor, prática de exercícios ou doença. A sede, a diminuição do volume de urina e alterações na cor da urina podem indicar a necessidade de repor líquidos; no entanto, nenhum desses sinais deve ser analisado isoladamente.

Em casos de vômitos ou diarreia, pode ser necessário repor também os eletrólitos. Se os sintomas persistirem, reaparecerem com frequência ou se agravarem, o ideal é procurar um profissional de saúde, em vez de tentar resolver o problema apenas bebendo mais água.

Um copo de água pode ajudar quando o mal-estar é causado pela desidratação. O importante é saber distinguir quando basta repor líquidos e quando os sintomas exigem uma avaliação médica.

•        10 maneiras surpreendentes de tomar água errado

Beber água é um hábito fundamental para a saúde e o bem-estar. O líquido ajuda o organismo a transportar nutrientes e oxigênio pelas células, regular a temperatura corporal, eliminar resíduos pela urina e proteger órgãos e tecidos. Por isso, muita gente adota diferentes estratégias para estimular o consumo de água ao longo do dia.

Mas, se você acha que beber água é algo simples para todo mundo, está enganado. Apesar de ser um hábito fácil de incluir na rotina, algumas práticas podem transformar uma tentativa de manter a hidratação em um erro. Até mesmo quem já está acostumado a beber água pode cometer deslizes sem perceber. Por isso, existem maneiras pouco recomendadas de consumir água no dia a dia. A seguir, confira 10 erros comuns ao beber água e saiba como evitá-los.

>>> 1) Escolher garrafas que contêm BPA

Uma das principais dicas para quem quer aumentar a ingestão hídrica diária é ter sempre uma garrafa por perto. Assim, sempre que avistá-la, a pessoa pode se sentir estimulada a beber água, aumentando, consequentemente, a frequência de ingestão. Mas o que muita gente esquece é que a escolha da garrafa é muito importante nesse processo. É preciso ter muito cuidado com o material utilizado na fabricação do recipiente, especialmente quando utilizado repetidamente.

Um erro comum é escolher garrafas que contém o bisfenol A (BPA), uma substância química empregada na fabricação de diversos produtos, incluindo alguns recipientes usados para armazenar bebidas. Pesquisas indicam que o BPA pode migrar para alimentos e bebidas, enquanto a exposição excessiva à substância é investigada por possíveis relações com diferentes problemas de saúde, como alterações hormonais, hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, embora ainda sejam necessárias mais pesquisas para esclarecer essas associações. Por isso, a alternativa mais segura é optar por recipientes identificados como livres de BPA ou escolher garrafas de vidro ou aço inoxidável.

>>> 2) Exagerar na quantidade de água de uma só vez

Quando o assunto é hidratação, mais água nem sempre significa melhor. Beber uma grande quantidade de uma vez não acelera o metabolismo e pode ainda atrapalhar a rotina, principalmente quando isso acontece antes de dormir. Nesse caso, o excesso de líquido pode fazer com que a pessoa precise ir ao banheiro várias vezes durante a noite, prejudicando o sono. Uma estratégia mais adequada é distribuir o consumo ao longo do dia, em vez de tentar compensar tudo de uma vez. A recomendação é não ultrapassar 1 litro de água por hora.

>>> 3) Deixar de beber água quando está cansado

A sensação de cansaço nem sempre está relacionada apenas a uma noite mal dormida. A desidratação também pode contribuir para o problema e pode acontecer mesmo quando a pessoa não está doente ou não praticou exercícios intensos. Isso ocorre porque o corpo perde água continuamente durante atividades básicas, como respirar e evacuar. Por isso, a ingestão de líquidos não deve ficar restrita aos momentos de exercício ou em dias mais quentes. Manter a água por perto e consumi-la ao longo do dia pode ajudar a evitar esse problema.

>>> 4) Usar água de rios e córregos sem tratamento

É muito importante ter cuidado com a origem da água ingerida. Uma fonte de água natural, por exemplo, pode parecer limpa, mas a aparência não é suficiente para determinar se ela é segura para o consumo. Rios e córregos podem entrar em contato com diferentes tipos de contaminantes. Entre os riscos estão plantas tóxicas, fezes e urina de animais e até produtos químicos descartados de maneira irregular. Por isso, beber diretamente de uma fonte natural pode expor o organismo a substâncias e microrganismos prejudiciais. Quando não houver outra opção, a água precisa passar por um processo adequado de tratamento, com filtros ou pastilhas próprias para purificação.

>>> 5) Colocar frutas na água sem higienizá-las

Frutas e vegetais mal higienizados podem conter bactérias como Salmonella e E. coli.

Adicionar rodelas de limão, frutas, pepino ou outros vegetais na água pode deixá-la mais saborosa e facilitar o consumo ao longo do dia. Mas quando esses ingredientes não são higienizados corretamente, o problema aparece. Ao cortar uma fruta ou vegetal com a casca contaminada, as bactérias presentes na superfície podem chegar à parte interna. Entre os possíveis agentes estão Salmonella e E. coli. O risco também aumenta quando frutas e verduras são cortadas na mesma tábua utilizada para carnes cruas ou armazenadas em temperaturas inadequadas.

>>> 6) Trocar a água por versões cheias de ingredientes artificiais

A tentativa de deixar a água mais interessante também pode levar a outro erro: adicionar produtos com grandes quantidades de açúcar, xarope de milho rico em frutose, aromatizantes ou adoçantes artificiais. O consumo ocasional desses ingredientes não significa necessariamente um problema, mas além de influenciar a sensação de fome, existem possíveis associações entre alguns adoçantes e aromatizantes artificiais e riscos como diabetes tipo 2 e câncer. Para mudar o sabor da água sem recorrer a essas opções, é possível usar limão, lima, hortelã, ervas ou pepino. Assim como acontece com qualquer ingrediente adicionado à bebida, eles precisam ser higienizados antes do consumo.

>>> 7) Usar pouca água para tomar medicamentos

Tomar um comprimido com apenas um pequeno gole de água pode parecer suficiente, mas não é a melhor estratégia. Beber um copo cheio ajuda a fazer com que o medicamento chegue adequadamente ao estômago e reduz o risco de que ele fique preso no esôfago, onde pode causar irritação. A quantidade maior de líquido também pode favorecer a absorção de vitaminas hidrossolúveis. Por isso, vale aproveitar o momento para beber uma quantidade maior de água.

>>> 8) Evitar água fria por causa de mitos sobre a digestão

A temperatura da água é uma questão associada a alguns mitos. Uma delas é a ideia de que beber água fria poderia contrair os vasos sanguíneos ou atrapalhar a digestão. No entanto, não há nada que indique que é preciso evitar a água gelada por essas razões. Ela pode ser uma maneira de se refrescar e manter a hidratação em dias quentes. Já a água morna pode ajudar a fluidificar o muco quando a pessoa está resfriada, mas esse efeito não significa que ela seja necessariamente melhor para a hidratação.

>>> 9) Misturar água e álcool sem compensar a perda de líquidos

Todo mundo sabe que beber uma cervejinha ou outras bebidas alcoólicas pode aumentar a produção de urina porque tem efeito diurético. Como consequência, o organismo pode perder mais líquido, contribuindo para a desidratação. Por isso, a dica é beber água junto com uma bebida alcoólica para ajudar a manter uma ingestão maior de líquidos. Uma estratégia citada na fonte é consumir um copo de água para cada bebida alcoólica ou xícara de café.

>>> 10) Beber menos água do que o organismo precisa

Um dos erros mais básicos continua sendo não beber água suficiente, o que representa um grande perigo à saúde. Afinal, o líquido participa de diferentes funções do organismo, incluindo a digestão e a eliminação de resíduos pela urina. A hidratação também está relacionada à prevenção da constipação e à redução do risco de formação de cálculos renais. A quantidade necessária, porém, não é exatamente igual para todas as pessoas. A referência apresentada na fonte indica cerca de 11,5 xícaras por dia para mulheres e 15,5 xícaras para homens.

 

Fonte: Xataka Brasil

 

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