Retirada
das tropas dos EUA da Europa pode abalar OTAN e negócios transatlânticos, diz
mídia
A
redução da presença militar norte-americana no continente europeu poderia
colocar em risco as parcerias econômicas e comerciais transatlânticas e o poder
da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), escreve uma mídia
ocidental.
A
reportagem destacou que os Estados Unidos desejam reduzir
o número de suas tropas na Europa para enviá-las à região do Indo-Pacífico.
"As
tropas norte-americanas estão na Europa há décadas não apenas para garantir o
cumprimento dos compromissos do Tratado da OTAN, mas também
para salvaguardar a relação comercial e de investimento mais importante do
país no mundo", ressalta a publicação.
Segundo
a matéria, tal medida poderia enfraquecer a coesão
transatlântica e
comprometer o planejamento de defesa da OTAN de longa data. Além disso,
corre-se o risco de transmitir a impressão de que a divisão de encargos
dentro da aliança está se desintegrando.
Se
Washington reduzir suas forças, deve fazê-lo com base em uma estratégia clara,
e não por omissão. Caso contrário, a aliança poderia se tornar menos
preparada e mais dividida em um momento crítico, conclui o material.
Anteriormente,
uma revista estadunidense escreveu que a OTAN enfrenta
uma crise permanente, pois o presidente norte-americano Donald Trump
desafiou o status quo transatlântico. Eventos recentes, como a redução dos
compromissos dos EUA, expõem fraturas profundas, em vez de unidade.
Segundo
o texto, a OTAN tem sido dilacerada por crises persistentes, e a turbulência
atual apenas evidencia o quão frágil a Aliança Atlântica se tornou. As
repetidas disputas sobre quem paga e quando intervir no exterior deixaram
os membros cada vez mais desconfiados e sem vontade de agir em conjunto.
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Reino Unido está eliminando unidade da UE ao liderar
'tríade europeia', diz analista
O Reino
Unido está destruindo os princípios fundamentais da União Europeia (UE) por
meio da liderança da "tríade europeia" também conhecida como E3 e
composta por Londres, Paris e Berlim, e da imposição de sua vontade política
aos demais países do bloco, declarou à Sputnik o analista político russo
Aleksei Martynov.
Martynov
apontou que a insistência para que Alemanha, França e Reino Unido assumam as
negociações com Moscou viola o princípio do consenso entre os países da UE para
a tomada de decisões políticas.
"O
Reino Unido saiu da UE por conta própria e, agora, por meio da liderança
dessa 'tríade europeia', está destruindo a UE por dentro, atacando os
princípios fundamentais sobre os quais ela se baseia", ressalta a
publicação.
Segundo
o analista, o fato de Londres exercer influência sobre Paris e Berlim nessa
questão, mesmo tendo saído da UE há muito tempo, é simplesmente
humilhante.
Além
disso, Martynov lembrou que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, há muito tempo
promove uma política voltada para a transição da tomada de decisões na UE
por maioria simples. No entanto, os europeus agora enfrentam as consequências
negativas dessas medidas.
Nesse
contexto, o especialista salientou que a UE seguiu essa linha por muito tempo
para poder aprovar certas questões importantes por maioria simples, sem a
necessidade de consenso total. Em parte, os países da UE chegaram a essa
conclusão e até adotaram algumas dessas decisões. Porém, agora esse
mecanismo cria novos problemas, concluiu.
Anteriormente,
um jornal ocidental informou que a questão das negociações com a Rússia
dividiu os líderes dos países da UE em dois grupos: Paris e Berlim consideram
"inoportuno" o momento para negociações com Moscou e estão
convencidos de que a iniciativa nessa questão deve partir da "tríade
europeia".
Por
outro lado, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que está
discutindo com os chefes de Estado da UE os preparativos para as negociações
com a Rússia. Segundo a matéria, essa posição conta com o apoio de um
"grande número" de outros líderes.
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União Europeia quer negociar com Moscou enquanto amplia
'agressão jurídica', diz Lavrov
A União
Europeia afirma estar disposta a negociar com Moscou, mas continua promovendo
uma "agressão jurídica" contra Moscou, declarou nesta quinta-feira
(18) o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.
Em
artigo intitulado "Ucrânia, Europa e segurança global", o chanceler
russo afirmou que os países europeus pretendem dialogar com Moscou ao
mesmo tempo em que apoiam iniciativas voltadas para responsabilizar a Rússia
no âmbito do Conselho
da Europa.
"A
Europa pretende conduzir negociações com a Rússia em paralelo à continuação da
agressão jurídica realizada por meio do Conselho da Europa. Sob essa
organização, outrora respeitada, estão sendo criadas estruturas para
'responsabilizar a Rússia', como um registro de danos, uma comissão de
reivindicações e um tribunal especial", escreveu Lavrov.
Segundo
o ministro, a União Europeia também deu sinal verde para a apreensão de navios mercantes em águas
internacionais.
"Vários
incidentes já ocorreram no Báltico e no Atlântico. Ao mesmo tempo, o Ocidente
fecha os olhos para ações terroristas e sabotagens das Forças Armadas da
Ucrânia nos mares Negro e Mediterrâneo", afirmou.
O Ministério das
Relações Exteriores da Rússia informou ainda que o artigo havia sido
originalmente preparado para publicação no portal europeu Politico Europe, mas
que a divulgação foi cancelada pela redação da publicação no último
momento.
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Negociações com a Rússia aprofundam divisões entre
líderes da União Europeia
A
possibilidade de abrir negociações com a Rússia expôs divergências entre os
líderes da União Europeia (UE), que se dividiram em dois grupos sobre a melhor
forma e o momento adequado para iniciar um diálogo com Moscou, informou a mídia
europeia.
Conforme
as publicações, os contatos entre a UE
e a Rússia nas
últimas semanas foram limitados e não trataram de temas centrais,
mas evidenciaram que o bloco possui interesses que "precisam ser
protegidos". O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou
anteriormente que vem discutindo com os líderes europeus a preparação para
futuras negociações com Moscou, quando as condições forem consideradas
adequadas.
O tema
foi discutido durante a cúpula da União
Europeia realizada
em Bruxelas. Segundo a mídia, a conversa ocorreu em uma reunião
reservada, sem a presença de assessores e sem o uso de telefones
celulares.
Do
outro lado, o presidente francês
Emmanuel Macron e
o chanceler alemão Friedrich Merz se posicionaram contra a abertura de contatos
nesse momento. Ambos defendem que ainda não é hora de iniciar um diálogo com o
Kremlin e que, quando isso ocorrer, a iniciativa deverá ser conduzida pela
chamada "eurotroika", composta por França, Alemanha e Reino
Unido.
Por
outro lado, uma "grande quantidade" de líderes
europeus teria apoiado a posição de António Costa, segundo uma das fontes
ouvidas pela revista.
Anteriormente,
a mídia europeia informou que autoridades da região também demonstraram
preocupação com uma possível viagem a Moscou do enviado especial do
presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e de Jared Kushner, genro de
Donald Trump. Segundo esses funcionários, a visita poderia sinalizar uma
tentativa de Washington de negociar diretamente com a Rússia sobre a
Ucrânia, deixando a Europa à margem das conversações.
O
presidente russo Vladimir Putin já afirmou que Moscou está aberta a negociações
com os países europeus, mas ressaltou que a Rússia "não tem
pressa" para dar início a esse processo.
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Europa deveria pagar pelas armas que EUA forneceram à Ucrânia sob o comando de
Biden, diz Trump
A
Europa deveria pagar os 350 bilhões de dólares (R$ 1,8 trilhão) em armas que os
EUA deram à Ucrânia sob o comando do ex-líder dos Estados Unidos, Joe Biden,
segundo o atual chefe da Casa Branca, Donald Trump.
"Biden
deu muito à Ucrânia, e por isso se deve pagar, me refiro aos europeus",
disse ele falando na base de Andrews.
Trump
observou que os EUA forneceram 350 bilhões de dólares em apoio à Ucrânia sob Biden, e
que os europeus não devolveram o dinheiro a Washington porque ninguém o havia
exigido antes.
Recentemente,
o analista militar russo Igor Korotchenko disse à Sputnik que a capacidade
do complexo
militar-industrial ucraniano de desenvolver e produzir em série
mísseis balísticos depende diretamente da ajuda do Ocidente.
Moscou
advertiu repetidamente os países ocidentais de que o fornecimento de
armas à Ucrânia não
mudará o curso do conflito, apenas o prolongará. O chanceler russo Sergei
Lavrov enfatizou que qualquer carga desse tipo se tornará um alvo legítimo para
a Rússia.
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Sanções dos EUA contra a Rússia são uma decisão errada,
diz chefe da AmCham
O chefe
da Câmara de Comércio Americana (AmCham), Robert Agee, considerou as sanções
contra a Rússia uma má decisão, especialmente para as empresas dos EUA.
Segundo
ele, existem várias sanções que foram impostas por decretos presidenciais
e "podem ser levantadas amanhã".
"Por
exemplo, a proibição de
investimento imposta
por [ex-presidente americano Joe] Biden. Achamos que esta é uma decisão
completamente errada, especialmente para as empresas dos EUA. Mas há também
algumas sanções aprovadas pelo Congresso. Tais sanções serão mais difíceis de
levantar", disse o chefe da
AmCham ao jornal Vedomosti.
Segundo
ele, as atuais autoridades dos EUA pretendem, com o fim do conflito ucraniano,
"reduzir ao máximo a pressão das sanções nas direções em que é
legalmente possível fazê-lo".
Agee
também observou que os negócios dos EUA ajudam a promover a questão do
levantamento ou alívio das sanções através da
Câmara de Comércio Americana.
"[AmCham]
é a única organização que tenta persuadir as autoridades dos EUA a levantar algumas
sanções.
Nosso principal alvo é a proibição de investimentos. Das áreas, estamos
interessados em cosméticos, aviação civil. Estamos tentando convencer o governo
dos EUA de que as sanções nessas áreas podem ser afrouxadas e, assim,
levantadas antes do fim do conflito", acrescentou ele.
A
Rússia tem repetidamente afirmado que o país vai lidar com a pressão de
sanções que o Ocidente vem exercendo sobre ele há vários anos e continua a
se intensificar.
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Se Rússia estivesse no G8, conflito na Ucrânia poderia
ter sido evitado, avalia Trump
O
presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (19) que, se a
Rússia tivesse permanecido no G8, o conflito na Ucrânia poderia não ter
começado.
"Eles deveriam ter
mantido o G8. Se tivessem mantido, talvez não tivesse havido guerra entre a
Rússia e a Ucrânia, mas [o ex-presidente dos EUA, Barack] Obama não queria [o
presidente russo, Vladimir] Putin lá. Acho que um ou dois outros também eram
contra", disse Trump em
entrevista ao Axios.
Ele
também comentou o assunto, disse Trump durante uma reunião com
o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
"Tivemos
reuniões excelentes na França. O grupo de países que antes era o 'G8' agora se
tornou o 'G7'. Não sei se foi a decisão correta, mas agora é o 'G7'."
Em
abril, Trump classificou a decisão de excluir a Rússia do G8 como "muito
estúpida". O secretário de imprensa da presidência russa, Dmitry Peskov,
também já havia observado que o formato do G8 não interessa mais à Rússia, pois
o foco do desenvolvimento econômico mudou para outros lugares.
A
Rússia fez parte do extinto grupo de nações de 1998 a 2014. O G8 foi
desfeito quando os outros sete países-membros (Estados Unidos, Japão, Alemanha,
Canadá, França, Itália e Reino Unido) suspenderam a participação russa como
resposta à integração da
Crimeia, fazendo
o grupo retornar à sua formação original, o G7.
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'Virar bucha de canhão': inteligência russa revela o
verdadeiro papel da Ucrânia para UE
As
promessas feitas há muitos anos pelos responsáveis europeus sobre a próxima
adesão da Ucrânia à UE não têm nada a ver com a realidade, afirma o Serviço de
Inteligência Externa da Rússia.
Conforme
o serviço, os burocratas europeus reconhecem abertamente que a adesão de
Kiev à UE está totalmente excluída num futuro previsível e que as
perspectivas da Ucrânia são bastante desanimadoras.
Os
principais obstáculos apontados são o estado de colapso da economia, a
corrupção de proporções sem precedentes e o conflito armado em curso com a
Rússia.
Apesar
da evidente inviabilidade desses planos, os líderes europeus continuam
deliberadamente a veicular slogans sobre um "futuro europeu
promissor", com o objetivo de manipular a sociedade ucraniana.
De
acordo com a inteligência, Bruxelas está deliberadamente a enganar os
ucranianos: por trás dos belos slogans sobre a integração europeia esconde-se
um cálculo cínico, no âmbito do qual ao povo da Ucrânia é atribuído apenas o
papel de "bucha de canhão" no confronto geopolítico entre o
Ocidente e a Rússia.
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Entrada da Ucrânia na UE representa ameaça para agricultura polonesa, diz
presidente do país
A
adesão da Ucrânia à União Europeia representa uma ameaça para a agricultura da
Polônia, afirmou nesta sexta-feira (19) o presidente polonês, Karol Nawrocki.
Em fevereiro, a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, chegou a reconhecer
que os Estados-membros ainda não estão preparados para definir uma data para a
entrada da Ucrânia no bloco.
"Reconheço
que a entrada da Ucrânia na União Europeia é uma ameaça à agricultura
polonesa", declarou Nawrocki.
O
presidente acrescentou que compreende as aspirações de Kiev de integrar o bloco
europeu,
mas ressaltou que defenderá os interesses dos agricultores do país.
"Entendo
as aspirações da Ucrânia, mas sempre zelarei pelo tratamento justo ao
agricultor polonês e aos produtos agrícolas
da Polônia,
inclusive no contexto do Pacto Verde e das decisões da União Europeia. A
Polônia é bela demais e os agricultores poloneses são talentosos demais para
abrirmos mão da agricultura do país", acrescentou.
Em
janeiro, o ucraniano Vladimir Zelensky defendeu que o
país seja admitido na União Europeia em 2027. No entanto, líderes europeus têm
reiterado que a legislação ucraniana ainda não está em
conformidade com os padrões do bloco e que reformas profundas são uma
condição indispensável para o avanço do processo de adesão.
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Artigo de Lavrov sobre Ucrânia e Europa é cancelado no
último momento por revista norte-americana
O
chanceler russo Sergei Lavrov escreveu o texto para uma importante revista dos EUA, mas
a publicação foi retirada no último momento por decisão editorial.
O texto
acabou sendo divulgado no site do Ministério das Relações Exteriores da
Rússia.
>>>
Confira os principais trechos da análise de Lavrov:
# Para
a Europa, o diálogo com Moscou é apenas uma tática de engano;
# As
acusações sobre "planos agressivos" da Rússia impedem qualquer
negociação real;
# Um
confronto direto entre OTAN e Rússia pode levar a ataques
nucleares com consequências catastróficas;
# A
Europa pretende alcançar a prontidão militar total contra a Rússia
até 2030;
# A
meta real é salvar o regime de Zelensky, e não buscar um acordo com
Moscou;
# Bruxelas
quer congelar o conflito e inclui a possibilidade de enviar tropas;
# Há
planos de expansão europeia sobre a Ucrânia, Moldávia e Armênia;
# Um
diálogo substantivo só será possível se a Europa restaurar a confiança
perdida.
Por sua
vez, a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, disse que a
recusa da mídia ocidental em publicar um artigo do chanceler russo Sergei
Lavrov demonstra que Bruxelas está bloqueando informações provenientes da
Rússia.
"Agora
recebemos provas diretas de que a Bruxelas coletiva, que conclama à democracia,
fala sobre liberdade de expressão e pluralismo de opiniões, está bloqueando
informações provenientes da Rússia", declarou Zakharova.
A
diplomata russa acrescentou que Moscou continuará ampliando os esforços
para divulgar sua posição à comunidade internacional.
Fonte:
Sputnik Brasil

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