segunda-feira, 22 de junho de 2026

Retirada das tropas dos EUA da Europa pode abalar OTAN e negócios transatlânticos, diz mídia

A redução da presença militar norte-americana no continente europeu poderia colocar em risco as parcerias econômicas e comerciais transatlânticas e o poder da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), escreve uma mídia ocidental.

A reportagem destacou que os Estados Unidos desejam reduzir o número de suas tropas na Europa para enviá-las à região do Indo-Pacífico.

"As tropas norte-americanas estão na Europa há décadas não apenas para garantir o cumprimento dos compromissos do Tratado da OTAN, mas também para salvaguardar a relação comercial e de investimento mais importante do país no mundo", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, tal medida poderia enfraquecer a coesão transatlântica e comprometer o planejamento de defesa da OTAN de longa data. Além disso, corre-se o risco de transmitir a impressão de que a divisão de encargos dentro da aliança está se desintegrando.

Se Washington reduzir suas forças, deve fazê-lo com base em uma estratégia clara, e não por omissão. Caso contrário, a aliança poderia se tornar menos preparada e mais dividida em um momento crítico, conclui o material.

Anteriormente, uma revista estadunidense escreveu que a OTAN enfrenta uma crise permanente, pois o presidente norte-americano Donald Trump desafiou o status quo transatlântico. Eventos recentes, como a redução dos compromissos dos EUA, expõem fraturas profundas, em vez de unidade.

Segundo o texto, a OTAN tem sido dilacerada por crises persistentes, e a turbulência atual apenas evidencia o quão frágil a Aliança Atlântica se tornou. As repetidas disputas sobre quem paga e quando intervir no exterior deixaram os membros cada vez mais desconfiados e sem vontade de agir em conjunto.

¨      Reino Unido está eliminando unidade da UE ao liderar 'tríade europeia', diz analista

O Reino Unido está destruindo os princípios fundamentais da União Europeia (UE) por meio da liderança da "tríade europeia" também conhecida como E3 e composta por Londres, Paris e Berlim, e da imposição de sua vontade política aos demais países do bloco, declarou à Sputnik o analista político russo Aleksei Martynov.

Martynov apontou que a insistência para que Alemanha, França e Reino Unido assumam as negociações com Moscou viola o princípio do consenso entre os países da UE para a tomada de decisões políticas.

"O Reino Unido saiu da UE por conta própria e, agora, por meio da liderança dessa 'tríade europeia', está destruindo a UE por dentro, atacando os princípios fundamentais sobre os quais ela se baseia", ressalta a publicação.

Segundo o analista, o fato de Londres exercer influência sobre Paris e Berlim nessa questão, mesmo tendo saído da UE há muito tempo, é simplesmente humilhante.

Além disso, Martynov lembrou que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, há muito tempo promove uma política voltada para a transição da tomada de decisões na UE por maioria simples. No entanto, os europeus agora enfrentam as consequências negativas dessas medidas.

Nesse contexto, o especialista salientou que a UE seguiu essa linha por muito tempo para poder aprovar certas questões importantes por maioria simples, sem a necessidade de consenso total. Em parte, os países da UE chegaram a essa conclusão e até adotaram algumas dessas decisões. Porém, agora esse mecanismo cria novos problemas, concluiu.

Anteriormente, um jornal ocidental informou que a questão das negociações com a Rússia dividiu os líderes dos países da UE em dois grupos: Paris e Berlim consideram "inoportuno" o momento para negociações com Moscou e estão convencidos de que a iniciativa nessa questão deve partir da "tríade europeia".

Por outro lado, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que está discutindo com os chefes de Estado da UE os preparativos para as negociações com a Rússia. Segundo a matéria, essa posição conta com o apoio de um "grande número" de outros líderes.

¨      União Europeia quer negociar com Moscou enquanto amplia 'agressão jurídica', diz Lavrov

A União Europeia afirma estar disposta a negociar com Moscou, mas continua promovendo uma "agressão jurídica" contra Moscou, declarou nesta quinta-feira (18) o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

Em artigo intitulado "Ucrânia, Europa e segurança global", o chanceler russo afirmou que os países europeus pretendem dialogar com Moscou ao mesmo tempo em que apoiam iniciativas voltadas para responsabilizar a Rússia no âmbito do Conselho da Europa.

"A Europa pretende conduzir negociações com a Rússia em paralelo à continuação da agressão jurídica realizada por meio do Conselho da Europa. Sob essa organização, outrora respeitada, estão sendo criadas estruturas para 'responsabilizar a Rússia', como um registro de danos, uma comissão de reivindicações e um tribunal especial", escreveu Lavrov.

Segundo o ministro, a União Europeia também deu sinal verde para a apreensão de navios mercantes em águas internacionais.

"Vários incidentes já ocorreram no Báltico e no Atlântico. Ao mesmo tempo, o Ocidente fecha os olhos para ações terroristas e sabotagens das Forças Armadas da Ucrânia nos mares Negro e Mediterrâneo", afirmou.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou ainda que o artigo havia sido originalmente preparado para publicação no portal europeu Politico Europe, mas que a divulgação foi cancelada pela redação da publicação no último momento.

¨      Negociações com a Rússia aprofundam divisões entre líderes da União Europeia

A possibilidade de abrir negociações com a Rússia expôs divergências entre os líderes da União Europeia (UE), que se dividiram em dois grupos sobre a melhor forma e o momento adequado para iniciar um diálogo com Moscou, informou a mídia europeia.

Conforme as publicações, os contatos entre a UE e a Rússia nas últimas semanas foram limitados e não trataram de temas centrais, mas evidenciaram que o bloco possui interesses que "precisam ser protegidos". O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou anteriormente que vem discutindo com os líderes europeus a preparação para futuras negociações com Moscou, quando as condições forem consideradas adequadas.

O tema foi discutido durante a cúpula da União Europeia realizada em Bruxelas. Segundo a mídia, a conversa ocorreu em uma reunião reservada, sem a presença de assessores e sem o uso de telefones celulares.

Do outro lado, o presidente francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Friedrich Merz se posicionaram contra a abertura de contatos nesse momento. Ambos defendem que ainda não é hora de iniciar um diálogo com o Kremlin e que, quando isso ocorrer, a iniciativa deverá ser conduzida pela chamada "eurotroika", composta por França, Alemanha e Reino Unido.

Por outro lado, uma "grande quantidade" de líderes europeus teria apoiado a posição de António Costa, segundo uma das fontes ouvidas pela revista.

Anteriormente, a mídia europeia informou que autoridades da região também demonstraram preocupação com uma possível viagem a Moscou do enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e de Jared Kushner, genro de Donald Trump. Segundo esses funcionários, a visita poderia sinalizar uma tentativa de Washington de negociar diretamente com a Rússia sobre a Ucrânia, deixando a Europa à margem das conversações.

O presidente russo Vladimir Putin já afirmou que Moscou está aberta a negociações com os países europeus, mas ressaltou que a Rússia "não tem pressa" para dar início a esse processo.

<><> Europa deveria pagar pelas armas que EUA forneceram à Ucrânia sob o comando de Biden, diz Trump

A Europa deveria pagar os 350 bilhões de dólares (R$ 1,8 trilhão) em armas que os EUA deram à Ucrânia sob o comando do ex-líder dos Estados Unidos, Joe Biden, segundo o atual chefe da Casa Branca, Donald Trump.

"Biden deu muito à Ucrânia, e por isso se deve pagar, me refiro aos europeus", disse ele falando na base de Andrews.

Trump observou que os EUA forneceram 350 bilhões de dólares em apoio à Ucrânia sob Biden, e que os europeus não devolveram o dinheiro a Washington porque ninguém o havia exigido antes.

Recentemente, o analista militar russo Igor Korotchenko disse à Sputnik que a capacidade do complexo militar-industrial ucraniano de desenvolver e produzir em série mísseis balísticos depende diretamente da ajuda do Ocidente.

Moscou advertiu repetidamente os países ocidentais de que o fornecimento de armas à Ucrânia não mudará o curso do conflito, apenas o prolongará. O chanceler russo Sergei Lavrov enfatizou que qualquer carga desse tipo se tornará um alvo legítimo para a Rússia.

¨      Sanções dos EUA contra a Rússia são uma decisão errada, diz chefe da AmCham

O chefe da Câmara de Comércio Americana (AmCham), Robert Agee, considerou as sanções contra a Rússia uma má decisão, especialmente para as empresas dos EUA.

Segundo ele, existem várias sanções que foram impostas por decretos presidenciais e "podem ser levantadas amanhã".

"Por exemplo, a proibição de investimento imposta por [ex-presidente americano Joe] Biden. Achamos que esta é uma decisão completamente errada, especialmente para as empresas dos EUA. Mas há também algumas sanções aprovadas pelo Congresso. Tais sanções serão mais difíceis de levantar", disse o chefe da AmCham ao jornal Vedomosti.

Segundo ele, as atuais autoridades dos EUA pretendem, com o fim do conflito ucraniano, "reduzir ao máximo a pressão das sanções nas direções em que é legalmente possível fazê-lo".

Agee também observou que os negócios dos EUA ajudam a promover a questão do levantamento ou alívio das sanções através da Câmara de Comércio Americana.

"[AmCham] é a única organização que tenta persuadir as autoridades dos EUA a levantar algumas sanções. Nosso principal alvo é a proibição de investimentos. Das áreas, estamos interessados em cosméticos, aviação civil. Estamos tentando convencer o governo dos EUA de que as sanções nessas áreas podem ser afrouxadas e, assim, levantadas antes do fim do conflito", acrescentou ele.

A Rússia tem repetidamente afirmado que o país vai lidar com a pressão de sanções que o Ocidente vem exercendo sobre ele há vários anos e continua a se intensificar.

¨      Se Rússia estivesse no G8, conflito na Ucrânia poderia ter sido evitado, avalia Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (19) que, se a Rússia tivesse permanecido no G8, o conflito na Ucrânia poderia não ter começado.

"Eles deveriam ter mantido o G8. Se tivessem mantido, talvez não tivesse havido guerra entre a Rússia e a Ucrânia, mas [o ex-presidente dos EUA, Barack] Obama não queria [o presidente russo, Vladimir] Putin lá. Acho que um ou dois outros também eram contra", disse Trump em entrevista ao Axios.

Ele também comentou o assunto, disse Trump durante uma reunião com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

"Tivemos reuniões excelentes na França. O grupo de países que antes era o 'G8' agora se tornou o 'G7'. Não sei se foi a decisão correta, mas agora é o 'G7'."

Em abril, Trump classificou a decisão de excluir a Rússia do G8 como "muito estúpida". O secretário de imprensa da presidência russa, Dmitry Peskov, também já havia observado que o formato do G8 não interessa mais à Rússia, pois o foco do desenvolvimento econômico mudou para outros lugares.

A Rússia fez parte do extinto grupo de nações de 1998 a 2014. O G8 foi desfeito quando os outros sete países-membros (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Canadá, França, Itália e Reino Unido) suspenderam a participação russa como resposta à integração da Crimeia, fazendo o grupo retornar à sua formação original, o G7.

¨      'Virar bucha de canhão': inteligência russa revela o verdadeiro papel da Ucrânia para UE

As promessas feitas há muitos anos pelos responsáveis europeus sobre a próxima adesão da Ucrânia à UE não têm nada a ver com a realidade, afirma o Serviço de Inteligência Externa da Rússia.

Conforme o serviço, os burocratas europeus reconhecem abertamente que a adesão de Kiev à UE está totalmente excluída num futuro previsível e que as perspectivas da Ucrânia são bastante desanimadoras.

Os principais obstáculos apontados são o estado de colapso da economia, a corrupção de proporções sem precedentes e o conflito armado em curso com a Rússia.

Apesar da evidente inviabilidade desses planos, os líderes europeus continuam deliberadamente a veicular slogans sobre um "futuro europeu promissor", com o objetivo de manipular a sociedade ucraniana.

De acordo com a inteligência, Bruxelas está deliberadamente a enganar os ucranianos: por trás dos belos slogans sobre a integração europeia esconde-se um cálculo cínico, no âmbito do qual ao povo da Ucrânia é atribuído apenas o papel de "bucha de canhão" no confronto geopolítico entre o Ocidente e a Rússia.

<><> Entrada da Ucrânia na UE representa ameaça para agricultura polonesa, diz presidente do país

A adesão da Ucrânia à União Europeia representa uma ameaça para a agricultura da Polônia, afirmou nesta sexta-feira (19) o presidente polonês, Karol Nawrocki. Em fevereiro, a chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, chegou a reconhecer que os Estados-membros ainda não estão preparados para definir uma data para a entrada da Ucrânia no bloco.

"Reconheço que a entrada da Ucrânia na União Europeia é uma ameaça à agricultura polonesa", declarou Nawrocki.

O presidente acrescentou que compreende as aspirações de Kiev de integrar o bloco europeu, mas ressaltou que defenderá os interesses dos agricultores do país.

"Entendo as aspirações da Ucrânia, mas sempre zelarei pelo tratamento justo ao agricultor polonês e aos produtos agrícolas da Polônia, inclusive no contexto do Pacto Verde e das decisões da União Europeia. A Polônia é bela demais e os agricultores poloneses são talentosos demais para abrirmos mão da agricultura do país", acrescentou.

Em janeiro, o ucraniano Vladimir Zelensky defendeu que o país seja admitido na União Europeia em 2027. No entanto, líderes europeus têm reiterado que a legislação ucraniana ainda não está em conformidade com os padrões do bloco e que reformas profundas são uma condição indispensável para o avanço do processo de adesão.

¨      Artigo de Lavrov sobre Ucrânia e Europa é cancelado no último momento por revista norte-americana

O chanceler russo Sergei Lavrov escreveu o texto para uma importante revista dos EUA, mas a publicação foi retirada no último momento por decisão editorial.

O texto acabou sendo divulgado no site do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

>>> Confira os principais trechos da análise de Lavrov:

# Para a Europa, o diálogo com Moscou é apenas uma tática de engano;

# As acusações sobre "planos agressivos" da Rússia impedem qualquer negociação real;

# Um confronto direto entre OTAN e Rússia pode levar a ataques nucleares com consequências catastróficas;

# A Europa pretende alcançar a prontidão militar total contra a Rússia até 2030;

# A meta real é salvar o regime de Zelensky, e não buscar um acordo com Moscou;

# Bruxelas quer congelar o conflito e inclui a possibilidade de enviar tropas;

# Há planos de expansão europeia sobre a Ucrânia, Moldávia e Armênia;

# Um diálogo substantivo só será possível se a Europa restaurar a confiança perdida.

Por sua vez, a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, disse que a recusa da mídia ocidental em publicar um artigo do chanceler russo Sergei Lavrov demonstra que Bruxelas está bloqueando informações provenientes da Rússia.

"Agora recebemos provas diretas de que a Bruxelas coletiva, que conclama à democracia, fala sobre liberdade de expressão e pluralismo de opiniões, está bloqueando informações provenientes da Rússia", declarou Zakharova.

A diplomata russa acrescentou que Moscou continuará ampliando os esforços para divulgar sua posição à comunidade internacional.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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