Acordo
EUA e Irã: o que pode dar errado e as perguntas ainda em aberto, segundo
especialistas
Depois
de semanas de negociações, os Estados Unidos e o Irã chegaram a um
acordo preliminar
— mas as atenções estão se voltando agora para os enormes desafios de acabar com a guerra. Na quarta-feira
(17/06), funcionários de alto escalão dos EUA leram um memorando de
entendimento de 14 parágrafos para jornalistas, incluindo a BBC. O acordo foi assinado formalmente nesta
quinta-feira (18/06), abrindo caminho para que um "acordo definitivo"
seja alcançado dentro de um "máximo de 60 dias prorrogáveis por
consentimento mútuo". Havia previsão inicial de que o acordo seria firmado
em uma cerimônia na sexta-feira na Suíça. Ainda não está claro se esta
cerimônia será realizada.
O texto estabelece compromissos
para iniciar a retirada do bloqueio naval dos EUA, restaurar a navegação pelo
Estreito de Ormuz e negociar a suspensão de "todos os tipos de
sanções" contra o Irã. O documento também descreve planos para um fundo de
pelo menos US$ 300 bilhões para a reconstrução e o desenvolvimento econômico do
Irã, além de um compromisso renovado de Teerã de não desenvolver uma arma
nuclear. O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que o acordo preliminar "não é
final" e afirmou que os EUA podem "voltar a jogar bombas" caso ele fracasse.
O
presidente do parlamento do Irã e principal negociador, Mohammad Bagher
Ghalibaf, disse à imprensa estatal que sua desconfiança em relação aos EUA
permanece, e que o Irã está "com o dedo no gatilho".
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Confira abaixo as três principais ameaças às negociações de paz, de acordo com
especialistas.
# 1)
Ofensiva de Israel no Líbano
Ambos
os lados declararam o "encerramento imediato e permanente das operações
militares em todas as frentes, incluindo no Líbano", disse o
primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como um dos
principais mediadores, durante o anúncio do acordo inicial. O acordo divulgado
na quarta-feira também inclui explicitamente o Líbano, garantindo sua
"integridade territorial e soberania". No entanto, Israel continuou
atacando o Líbano — mesmo após Trump afirmar que o primeiro-ministro
israelense, Benjamin Netanyahu, deveria ser "mais responsável em relação
ao Líbano" na cúpula do G7 na França.
Na quarta-feira, aviões israelenses atingiram a área de Nabatieh
al-Fawqa e os arredores de Kfar Tebnit, informou a agência estatal libanesa
National News Agency (NNA).
Além
disso, autoridades dos EUA afirmam que, embora o Líbano esteja coberto pelo
cessar-fogo, a retirada das forças israelenses do território libanês não é uma
condição do acordo. Israel manterá o direito de autodefesa, segundo os EUA. Mas
o Irã afirmou que o fim da guerra no Líbano é uma "parte inseparável do
acordo para encerrar a guerra". O Hezbollah, grupo militante libanês
apoiado pelo Irã, faz coro a essa posição. O Irã assegurou a seu aliado que
exigirá a retirada completa das tropas israelenses do Líbano na próxima fase
das negociações, disse à Reuters o escritório de relações com a imprensa do
Hezbollah.
Israel
também sinalizou claramente que não se considera vinculado à interpretação
iraniana do acordo. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que as forças
israelenses permanecerão em zonas de segurança no Líbano "por tempo
indeterminado" e advertiu que "atacarão com força total" se o
Irã atacar Israel por causa do Líbano. Tel Aviv tem sido o "principal
sabotador" dos esforços de paz, diz H.A. Hellyer, cientista político do
Royal United Services Institute, um centro de estudos do Reino Unido. "A
postura militar agressiva israelense, seja direcionada ao Irã ou conduzida por
meio da devastação contínua no Líbano, representa a maior ameaça individual ao
progresso diplomático", afirma. O processo pode entrar em colapso antes
que "negociações substanciais sobre a questão nuclear sequer comecem"
se Teerã for arrastado para um confronto direto, segundo Hellyer.
O
presidente libanês, Joseph Aoun, acolheu o acordo preliminar, dizendo esperar
que ele se traduza em "medidas práticas que ponham fim definitivo ao ciclo
de violência".
Para o
próprio Líbano, as consequências da guerra têm sido devastadoras. Mais de 3,7
mil pessoas morreram, cerca de um milhão foram deslocadas e grandes partes do
sul sofreram destruição generalizada.
# 2)
Programa nuclear do Irã
Outro
ponto de atrito é o urânio enriquecido do Irã, embora Trump tenha dito que não
há pressa em confiscá-lo. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica
(AIEA), o Irã havia acumulado cerca de 400 kg de urânio enriquecido a 60% até o
ano passado. Para fabricar uma arma nuclear, o nível de enriquecimento
necessário é de cerca de 90%.
Teerã
tem afirmado consistentemente que seu programa nuclear é pacífico e reiterou no
acordo que não buscará desenvolver armas nucleares. No entanto, as principais
questões — incluindo o tratamento do material enriquecido existente — foram
deixadas para um acordo final ainda a ser negociado. Ambos os lados
concordaram, em princípio, em decidir como lidar com o material enriquecido
armazenado. No mínimo, o urânio será "misturado" — ou seja, reduzido
— no local sob supervisão da AIEA.
Pelo
acordo nuclear de 2015 negociado pelo presidente Barack Obama, Teerã limitou o
enriquecimento a 3,67%. Após a retirada dos EUA do acordo em 2018 — durante o
primeiro mandato de Trump — o Irã expandiu significativamente seu programa
nuclear. O presidente provavelmente "reiniciará operações militares"
se considerar que o Irã está novamente enriquecendo urânio em nível para
fabricação de armas, disse Darin Selnick, ex-subchefe de gabinete do secretário
de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, à BBC. Por ora, espera-se que as duas partes
mantenham o "status quo" durante o período de negociação de 60 dias:
o Irã não ampliará suas atividades nucleares, enquanto os EUA se absterão de
impor novas sanções ou aumentar sua presença militar na região.
# 3)
Estreito de Ormuz
O
acordo também visa reabrir o estreito de Ormuz, que está paralisado desde
fevereiro. Antes da guerra, cerca de 20% do abastecimento global de petróleo e
gás passava por essa importante rota marítima. O texto afirma que a via será
reaberta após a assinatura do acordo, atingindo operações completas dentro de
30 dias, à medida que obstáculos técnicos e de segurança sejam eliminados,
incluindo a remoção de minas realizada pelo Irã.
O
acordo estabelece que o estreito permanecerá sem cobrança de pedágio por um
período inicial de 60 dias, "do Golfo Pérsico ao Mar de Omã e
vice-versa". E acrescenta que o Irã manterá negociações com Omã e outros
Estados do Golfo sobre a futura administração da via e serviços marítimos, em
conformidade com o direito internacional. Isso abriria a possibilidade para a
implementação de taxas no futuro.
Teerã
já indicou que deseja um papel maior na gestão do estreito. O porta-voz do
Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirma que o país
cobrará das embarcações uma taxa de serviço pela passagem. No entanto, não está
claro o que essas taxas cobririam.
Pedágios
de passagem não são permitidos pelo direito internacional, embora sejam
aceitáveis cobranças por serviços específicos. Ainda assim, o lado americano
expressou confiança de que o estreito permanecerá livre de pedágios após as
negociações. Uma autoridade dos EUA afirmou que o Irã pode tentar insistir na
sua posição, mas os Estados do Golfo não aceitarão nenhum arranjo que restrinja
o acesso gratuito. Trump disse que o Irã agirá com "bom senso" e não
vai impor taxas, já que a medida poderia aumentar o risco de escalada militar.
Os EUA também acreditam que os Estados do Golfo "nunca" aceitariam um
sistema futuro com cobrança. Também permanecem questões práticas.
A
remoção de minas pode levar "de semanas a meses", disse à BBC o
contra-almirante aposentado da Marinha dos EUA Mark Montgomery. As empresas de
navegação provavelmente agirão com cautela até estarem convencidas de que o
cessar-fogo será mantido. "Seria necessário um capitão extremamente
corajoso para atravessar o estreito de Ormuz, dado o cenário atual", disse
à BBC Verify Martin Kelly, da empresa de gestão de crises EOS Risk Group. Hellyer
adverte, no entanto, que o acordo para encerrar a guerra segue sendo apenas
"um memorando de entendimento — um marco para negociação, não uma
resolução".
"O
trabalho difícil ainda está por começar", diz.
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O que precisa saber sobre o acordo de 14 pontos entre EUA
e Irã para tentar acabar com a guerra
Um
acordo entre os Estados Unidos e o Irã para estender o
cessar-fogo entre os dois países foi assinado e já está em vigor, confirmou um
funcionário da Casa Branca à BBC. O presidente Donald Trump assinou formalmente o
acordo — que prevê a reabertura do estratégico Estreito de
Ormuz —
durante sua participação na cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França. O
acordo, composto por 14 pontos e denominado Memorando de Entendimento (MoU),
estabelece que o Irã nunca terá uma arma nuclear e prevê também a criação de um
fundo de US$ 300 bilhões para a "reconstrução e o desenvolvimento
econômico" do país, embora os EUA não sejam obrigados a contribuir
financeiramente. O entendimento ocorre quatro meses após o início do conflito envolvendo Estados Unidos,
Irã e Israel.
O
governo Trump descreve o acordo como "baseado em desempenho", o que
significa que o Irã só receberá os benefícios previstos se cumprir seus
compromissos. Embora o texto deixe muitas questões em aberto e diversos temas
importantes ainda dependam de negociação, estes são alguns dos principais
pontos conhecidos até agora.
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Ponto 1: Fim do conflito 'em todas as frentes'
O
primeiro ponto estabelece que os EUA, o Irã e seus aliados declararão o fim
imediato e permanente das operações militares em "todas as frentes",
incluindo o Líbano. Do lado americano, Trump demonstrava crescente preocupação
de que operações militares israelenses contra o Hezbollah pudessem comprometer
o acordo com o Irã. Teerã, por sua vez, vinha insistindo que o Líbano deveria
ser incluído na trégua.
Segundo
o acordo, nenhuma das partes iniciará operações militares nem fará ameaças
contra a outra, comprometendo-se também a respeitar a integridade territorial e
a soberania do Líbano. O documento afirma que o acordo final levará ao
encerramento permanente do conflito.
Ainda
não está claro como Israel reagirá a esse ponto.
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Ponto 2: Respeito a 'assuntos internos'
O texto
do documento — lido na íntegra para repórteres em uma ligação com autoridades
americanas — afirma que EUA e Irã respeitarão a soberania e a integridade
territorial um do outro e se absterão de interferir nos assuntos internos da
outra parte. Isso provavelmente será recebido de forma negativa por grupos
dissidentes iranianos. No início do ano, Trump havia prometido aos
manifestantes iranianos que "a ajuda está a caminho" durante
protestos contra o governo em várias cidades do país.
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Ponto 3: Prazo de 60 dias, com possibilidade de extensão
De
acordo com o terceiro ponto do documento, EUA e Irã se comprometem a negociar e
alcançar um acordo definitivo em um prazo máximo de 60 dias, embora o prazo
possa ser ampliado por consentimento mútuo. A contagem do prazo deve começar
após a assinatura oficial do memorando em uma cerimônia planejada para ocorrer
em Genebra ainda esta semana. O Ministério das Relações Exteriores do Irã
confirmou a intenção de chegar a um entendimento final dentro desse período. "Até
o momento, nossos planos para a reunião de Genebra não mudaram", disse o
porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei. "Em
relação à assinatura do memorando de entendimento, uma das ideias é que seja
feita pelos presidentes dos dois países, o que está atualmente em
análise." O ministério também confirmou o acordo para chegar a um
"entendimento final" dentro de 60 dias.
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Ponto 4: Fim do bloqueio americano
Após a
assinatura do MoU, os EUA começarão a retirar o bloqueio naval e
"quaisquer distúrbios ou restrições" impostos aos portos iranianos. O
bloqueio deverá ser totalmente encerrado em até 30 dias, de acordo com o acordo
e o Ministério das Relações Exteriores do Irã. Durante esse período, o número
de embarcações que os EUA permitirem passar pelos portos iranianos será
proporcional ao tráfego que o Irã estiver restabelecendo no Estreito de Ormuz. Também
está previsto que, dentro de 30 dias após a assinatura do acordo final, os EUA
retirem suas forças da "proximidade do Irã". Na prática, isso
significa que os militares dos EUA retornarão à postura militar que tinham
antes do início das hostilidades em 28 de fevereiro.
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Ponto 5: Estreito de Ormuz
Parte
do acordo estipula que, após a assinatura do memorando de entendimento, o Irã
"fará todos os esforços para garantir" a passagem segura e gratuita
de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz. Essa era uma das principais
prioridades dos EUA desde o fechamento da rota marítima, que provocou forte
alta nos preços globais do petróleo. O documento observa que o tráfego deverá
ser retomado "imediatamente", levando em conta a necessidade de
remover "obstáculos" técnicos e militares, além de operações de desminagem.
No longo prazo, o Irã trabalhará com Omã e outros países do Golfo para
estabelecer um acordo "mais amplo" sobre a gestão da passagem. Os EUA
acreditam que o Irã defenderá seus direitos "agressivamente", mas que
os países do Golfo "nunca" aceitariam um futuro em que haja um
sistema de pedágio em vigor, disse o funcionário.
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Ponto 6: Recursos para reconstrução do Irã
O sexto
ponto do memorando prevê que os EUA e parceiros regionais desenvolvam um plano
de pelo menos US$ 300 bilhões para a reconstrução e o desenvolvimento econômico
do Irã. Os detalhes do mecanismo financeiro serão definidos em até 60 dias após
o acordo final, e todas as licenças, isenções e permissões serão concedidas
pelos EUA. Não significa, contudo, que os EUA estarão financeiramente
envolvidos nisso. Autoridades americanas enfatizaram que os EUA não serão
obrigados a pagar "um centavo sequer" ao Irã, ou contribuir com
recursos para o fundo. Como exemplo hipotético, o funcionário disse que, se o
Irã "se comportar", as autoridades dos Emirados Árabes Unidos
poderiam construir uma usina de energia no Irã, com aval dos EUA. Trump e
outros funcionários do governo americano têm se esforçado para deixar claro ao
público americano que não pagarão diretamente ao Irã, o que contrasta
fortemente com o acordo nuclear de 2015 entre o Irã e o governo Obama.
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Ponto 7: Fim das sanções
Os EUA
concordam em encerrar todas as sanções econômicas contra o Irã, incluindo as
vinculadas a resoluções do Conselho de Segurança da ONU e as impostas
unilateralmente por Washington. Entretanto, o prazo para isso não está claro. O
documento observa que o cronograma ainda será negociado, mas que ambas as
partes reconhecem a intenção de abordar a questão "imediatamente" em
negociações subsequentes. O Irã foi duramente atingido pelas sanções, e uma
campanha dos EUA — a Operação Fúria Econômica — buscou isolar Teerã do sistema
financeiro global.
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Ponto 8: Sem armas nucleares
O Irã
concordou em não adquirir nem desenvolver armas nucleares. As duas partes
também concordaram em lidar com o estoque de urânio enriquecido já existente no
país. O método para gerenciar o material ainda não está claro, mas o documento
observa que o mecanismo "será mutuamente acordado" em conversas
subsequentes, e que, no mínimo, ele será "diluído" no local sob a
supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Um alto
funcionário dos EUA descreveu isso como um "padrão mínimo" e uma
"grande vitória" para os EUA. Trump disse que impedir o Irã de ter
uma arma nuclear era "99%" do que ele queria ao lançar a Operação
Epic Fury no início deste ano. Como o acordo é "baseado em
desempenho", o alívio das sanções dependerá do cumprimento dessas
obrigações nucleares.
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Pontos 9 e 10: Manutenção do status quo
As duas
partes seguintes do acordo especificam que os EUA e o Irã concordam em manter o
"status quo" do programa nuclear iraniano, até que a questão do
urânio enriquecido seja resolvida. Na prática, isso significa que os EUA não
vão impor novas sanções e concederão autorizações para a exportação de
petróleo, produtos derivados e outros serviços associados, como transações
bancárias e transporte. Até que a questão do urânio enriquecido seja resolvida,
EUA e Irã manterão a situação atual do programa nuclear iraniano.
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Ponto 11: Recursos congelados
Este
ponto tem sido um obstáculo significativo às negociações. O Irã insistia há
muito tempo na liberação de seus ativos congelados, o que representaria mais
uma tábua de salvação econômica para o país. O décimo primeiro ponto do
documento observa que os EUA "comprometem-se a disponibilizar
integralmente os recursos congelados ou restritos" assim que o Memorando
de Entendimento for assinado e que os procedimentos serão definidos durante as
negociações. Um funcionário americano disse a repórteres nesta quarta-feira que
alguns ativos serão liberados enquanto as negociações pós-Memorando de
Entendimento continuam, como forma de recompensar o Irã à medida que o país
cumprir etapas do acordo.
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Pontos 12 a 14: Monitoramento e negociações finais
Os
últimos três pontos do documento tratam da logística de implementação do
acordo. Eles afirmam que os EUA e o Irã estabelecerão um "mecanismo"
para monitorar a implementação do Memorando de Entendimento e o cumprimento de
um futuro acordo, embora não esteja claro como isso funcionará na prática. Em
seguida, uma vez assinado o Memorando de Entendimento e iniciada a
implementação, os EUA e o Irã iniciarão as negociações para um acordo final. Por
fim, o Memorando de Entendimento estipula que um acordo final será endossado
por uma resolução vinculada ao Conselho de Segurança da ONU.
Fonte:
BBC News Mundo

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