Peter
Thiel, da Palantir, avança sobre dados, energia e Estado em liquidação na
Argentina de Milei
Peter Thiel, um dos homens mais
controversos do nosso tempo está na Argentina. Não como turista encantado pela
bela Buenos Aires, mas como uma ave de rapina diante de uma oportunidade
histórica.
O
cofundador da Palantir, empresa marcada por contratos com estruturas militares,
policiais, migratórias e de inteligência dos Estados Unidos, encontrou na
Argentina de Javier Milei uma combinação
rara: Estado em liquidação, elite política deslumbrada com bilionários do Vale
do Silício, energia abundante, baixa resistência regulatória e um governo
disposto a vender desregulação como modernidade.
A
presença de Thiel na Casa Rosada, suas reuniões com Milei, com o assessor
presidencial Santiago Caputo e com o ministro da Desregulamentação e
Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, a compra de uma mansão em
Buenos Aires e a instalação temporária de sua família no país desenham algo
maior do que uma mudança de endereço. Desenham uma estratégia.
A
Argentina virou vitrine.
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Sob
Milei, o país se oferece como laboratório extremo da direita tecnológica
global: menos impostos, menos Estado social, mais dados, mais inteligência
artificial, mais capital estrangeiro e menos soberania popular sobre os
próprios recursos.
É nesse
tabuleiro que Thiel se move.
<><> Palantir, IA e Estado: quando dados públicos
viram infraestrutura de poder
Thiel
não é apenas um bilionário excêntrico com simpatia por ideias libertárias. É um
operador de uma das engrenagens mais sensíveis do capitalismo contemporâneo: a
transformação de bancos de dados em capacidade de vigilância, previsão e
intervenção.
A
Palantir cresceu justamente nesse cruzamento entre tecnologia privada e poder
estatal. Defesa, segurança, polícia, migração e guerra. Esse é o ambiente
natural da empresa.
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O
governo Milei lançou o chamado Gemelo Digital Social, uma
ferramenta de inteligência artificial apresentada como mecanismo para prever
demandas sociais e orientar políticas públicas.
Não há
prova pública de contrato com a Palantir, mas a coincidência política chama
atenção: Thiel chega ao país justamente quando o Estado argentino começa a
discutir inteligência artificial aplicada à gestão social, uso de bases de
dados e infraestrutura digital.
Ou
seja, chama a atenção que o modelo anunciado pelo governo dialogue diretamente
com áreas nas quais a Palantir atua em diferentes partes do mundo.
A
pergunta não é conspiratória. É elementar: quem controlará esses dados? Com
qual base legal? Com que supervisão pública? A serviço de quais
interesses?
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Em
países periféricos, a promessa de “modernização tecnológica” quase sempre chega
embalada como eficiência. Depois, revela sua face real: controle social,
privatização da inteligência estatal e dependência tecnológica.
<><>
Milei oferece o que o Vale do Silício deseja
Já
sabemos que data center não é nuvem: é chão, água, eletricidade, território e
sobretudo, regime fiscal.
A
economia da inteligência artificial precisa de infraestrutura pesada e energia
barata e abundante. Precisa de governos dispostos a conceder benefícios
duradouros, blindagem jurídica e pouca disposição para fazer perguntas
incômodas.
A
Argentina de Milei quer ser exatamente isso.
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O
chamado Súper RIGI, regime de incentivos para grandes investimentos em
inteligência artificial, semicondutores, data centers e infraestrutura digital,
abre caminho para projetos bilionários com vantagens fiscais, cambiais e
jurídicas por décadas. Não se trata apenas de política econômica. Trata-se de
uma reorganização do Estado para atender às novas necessidades do capital
tecnológico.
A
Argentina tem: Vaca Muerta, Patagônia, gás, energia nuclear, água e terra.
Ativos estratégicos que Thiel e a Palantir desejam. Ele não precisa comprar a
Argentina. Basta estar próximo de um governo disposto a transformar energia,
dados e soberania regulatória em mercadoria.
<><>
Argentina, Paraguai e Uruguai: a retaguarda no Cone Sul
O
movimento também não termina em Buenos Aires.
No
Paraguai, Thiel reuniu-se com o presidente Santiago Peña para tratar de
inteligência artificial, energia e tecnologia financeira. O país oferece baixa
carga tributária, energia hidrelétrica e estabilidade conservadora. Para
empresas de IA, isso vale ouro.
No
Uruguai, aparecem os elementos de segurança patrimonial: propriedade,
estabilidade jurídica e refúgio para grandes fortunas.
O
desenho regional é claro: Argentina como laboratório político; Paraguai como
plataforma energética e fiscal; Uruguai como retaguarda patrimonial.
O Cone
Sul, mais uma vez, aparece no mapa das elites globais não como sujeito
soberano, mas como reserva estratégica. Ontem, soja, carne, lítio, petróleo e
água. Hoje, também dados, energia computacional e infraestrutura para
inteligência artificial.
<><>
O laboratório de Milei para exportação
A
experiência argentina importa porque Milei governa como propaganda viva de um
projeto: destruir o Estado social, converter direitos em custos, tratar
soberania como atraso e vender dependência externa como liberdade de
mercado.
Para
Thiel e setores da direita tecnológica global, a Argentina pode funcionar como
prova de conceito.
Se o
choque libertário sobreviver politicamente, se a austeridade for naturalizada,
se a infraestrutura pública for aberta ao capital tecnológico e se a população
for disciplinada pelo medo, o modelo poderá circular.
Essa é
a aposta.
Não se
trata de um bilionário apaixonado por Buenos Aires. Trata-se de uma elite
tecnológica testando onde ainda é possível reorganizar um país inteiro segundo
suas necessidades.
<><>
Por que uma reunião com o peronista Grabois?
No meio
de reuniões com Javier Milei, empresários e operadores centrais do governo
argentino, um encontro destoou do restante da agenda de Peter Thiel.
O
bilionário recebeu em sua residência em Buenos Aires o dirigente social Juan
Grabois, uma das figuras mais conhecidas do campo nacional-popular
argentino.
Advogado,
militante peronista e histórico aliado do papa Francisco, Grabois construiu sua
trajetória política junto a movimentos de trabalhadores informais,
cooperativas, organizações comunitárias e setores empobrecidos da sociedade
argentina.
À
primeira vista, a reunião pareceria improvável.
De um
lado, um dos homens mais influentes da direita tecnológica global. Do outro, um
dirigente que construiu sua carreira denunciando os efeitos sociais do
neoliberalismo e defendendo maior participação popular na economia e na
política.
Segundo
o elDiarioAR, foi o próprio Thiel quem procurou Grabois e o
convidou para conversar. Oficialmente, a pauta teria sido a encíclica Magnifica
Humanitas, do papa Leão XIV, dedicada aos impactos éticos da inteligência
artificial.
Mas a
importância do encontro talvez esteja menos no tema declarado do que no
significado político do gesto.
A
inteligência artificial deixou de ser apenas uma disputa tecnológica. Tornou-se
uma disputa sobre trabalho, democracia, concentração de riqueza, vigilância e
poder. Nesse debate, o Vaticano passou a ocupar um papel cada vez mais
relevante, assim como movimentos sociais que enxergam a nova revolução
tecnológica como um processo capaz de aprofundar desigualdades já
existentes.
Grabois
transita justamente nesse universo.
Por
isso, a reunião sugere que Thiel não está apenas interessado nos governos
dispostos a abrir mercados, flexibilizar regulações e oferecer incentivos ao
capital tecnológico. Também busca compreender quais setores poderão questionar
ou impor limites a esse processo.
Se
Milei representa a porta de entrada institucional para a nova economia digital
na Argentina, Grabois ajuda a identificar onde podem surgir as resistências
sociais, políticas e morais a esse projeto.
O
episódio deixa uma pista incômoda: para avançar, a direita tecnológica não
precisa apenas de governos aliados. Precisa conhecer, antecipar e neutralizar
os setores capazes de impor limites ao seu projeto.
¨
Palantir avança na América Latina com apoio do Comando
Sul
Em
menos de 30 dias, três operações em três países distintos revelam uma mesma
lógica. A empresa estadunidense USA Rare Earth anunciou a compra da mineradora
brasileira Serra Verde Group por US$ 2,8 bilhões. Peter Thiel, cofundador
da Palantir Technologies, chegou à Argentina. E o general Francis
L. Donovan, comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, ordenou a criação
do SOUTHCOM Autonomous Warfare Command (SAWC), um comando
dedicado a sistemas não tripulados com capacidade de operar desde o fundo
marinho até o espaço e em todo o âmbito cibernético.
O
pesquisador venezuelano William Serafino mostra a sequência. Cada movimento,
documentou, faz parte de “uma mesma sequência geopolítica, militarização
estadunidense da região operada sob um modelo de privatização corporativa, cujo
eixo é o enfoque distópico de vigilância extrema da Palantir”. Os documentos
estratégicos de Washington não deixam outra leitura possível.
<><>
O subsolo de que Washington necessita na América Latina
A mina
Pela Ema, no estado brasileiro de Goiás, é a única produtora em grande escala
fora da Ásia de quatro elementos magnéticos de terras raras essenciais para
ímãs avançados. Sem esses materiais, não há veículos elétricos, turbinas
eólicas, sistemas eletrônicos de precisão nem equipamentos militares de nova
geração.
A China
controla aproximadamente 90% do processamento global dessas substâncias e
impôs, em 2025, restrições temporárias às exportações de terras raras pesadas,
com impacto direto sobre fabricantes norte-americanos e europeus. A aquisição
da Serra Verde foi a resposta de Washington a essa demonstração de poder.
O
presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da
Silva classificou
o acordo como “uma vergonha” e acusou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de
ter extrapolado suas competências. As deputadas Sâmia Bomfim e Fernanda
Melchionna, junto ao deputado Glauber Braga, apresentaram uma denúncia formal à
Procuradoria-Geral da República para impugnar a compra e investigar a atuação
de Caiado. Trata-se de uma ocupação do Brasil que tem escala muito maior.
Essa
escala envolve o Triângulo do Lítio — Argentina, Bolívia e Chile —, que
concentra mais de 50% das reservas mundiais do minério. A Bolívia sozinha
acumula entre 21% e 23% das reservas globais. A Venezuela possui as maiores
reservas comprovadas de petróleo do mundo e reservas significativas de coltan,
minério imprescindível para condensadores em dispositivos eletrônicos e
sistemas de armas de precisão. Para o professor Fernando Esteche, a Estratégia
de Segurança Nacional de novembro de 2025 traçou esse mapa com clareza.
O
documento, preparado sob autoridade da Casa Branca, estabelece o que Esteche
denomina Corolário Trump da Doutrina Monroe, que rejeita qualquer capacidade de
competidores extra-hemisféricos — China, Rússia e Irã — de posicionar forças,
ativos estratégicos ou infraestrutura crítica na região. O documento não
descreve intenções; estabelece uma arquitetura.
<><>
A doutrina, o saque e a cadeia de comando
A
Estratégia de Defesa Nacional de janeiro de 2026 adotou um conceito expandido
de homeland, que abrange todo o hemisfério ocidental, do Ártico à
Argentina. O Pentágono foi instruído a fornecer ao presidente opções militares
críveis contra o que chama de narcoterroristas — uma categoria suficientemente
elástica para abranger qualquer governo que se desvie do alinhamento
hemisférico requerido — em qualquer ponto do continente.
Esteche
situou nesse marco a Operação Resolução Absoluta, de 3 de janeiro de 2026, que
resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Foi a primeira
aplicação de uma missão cujo rascunho levava meses em elaboração quando a
operação foi executada.
O
mecanismo de controle que essa doutrina articula prescinde da ocupação militar
formal. Esteche chama isso de Projeto Vault. Basta que os Estados assinem
acordos de fornecimento de minerais críticos que excluam Pequim para que suas
Forças Armadas interajam com o Pentágono e que seus chanceleres viajem a
Washington para rubricar marcos de dependência elaborados por outros.
Em 4 de
fevereiro de 2026, o Edifício Truman reuniu representantes de 54 países, entre
eles 43 chanceleres, junto ao vice-presidente JD Vance e ao secretário de
Estado Marco Rubio. Os países da América Latina, da África Subsaariana e da
Ásia Central compareceram como fornecedores. O G7 e seus aliados tecnológicos
participaram como processadores e fabricantes.
Controle
sem ocupação. Subordinação sem conquista formal. Essa arquitetura requer uma
coluna vertebral capaz de operar em tempo real, e a Palantir foi construída
exatamente para isso. A presença de Thiel em Buenos Aires foi a verificação em
campo de que essa arquitetura já está ancorada no Cone Sul.
<><>
Palantir Technologies: A vigilância como infraestrutura de Estado
Peter Thiel não é um
milionário excêntrico com ideias libertárias. É o cofundador da Palantir
Technologies, empresa de análise de dados e inteligência artificial que a
Agência Central de Inteligência (CIA) financiou inicialmente por meio de seu
braço de investimentos, a In-Q-Tel. Uma empresa concebida desde o primeiro dia
como ferramenta de vigilância estatal, financiada pela CIA e construída para
servi-la, não para conquistar um mercado que chegou depois como álibi.
Em
novembro de 2024, Thiel recebeu Javier Milei no Vale do Silício e o elogiou com
a condescendência com que um acionista majoritário elogia um gerente regional
que cumpre sua função.
O
alcance da Palantir na estrutura federal estadunidense revela o modelo que se
pretende exportar para o Sul Global. A empresa opera com mais de 27 agências
federais. Um acordo com o Exército por US$ 10 bilhões consolidou dezenas de
contratos em um único marco. Um acordo com o Departamento de Segurança Nacional
por US$ 1 bilhão abrange o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), a
Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), a Administração de Segurança nos
Transportes (TSA), a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) e o
Serviço Secreto. Quando um único fornecedor se incrusta em toda parte, o
cliente perde a capacidade de se retirar. O Estado deixa de construir
capacidade própria e arrenda suas próprias funções.
Na
Argentina, Patricia Bullrich negociou um acordo com a Palantir para implementar
em uma Agência de Segurança Migratória a mesma plataforma que o serviço de
imigração estadunidense usa em suas operações de deportação e coordenação de
listas de expulsão. O processo foi interrompido devido a disputas internas
sobre os contratos.
Kim
Dotcom, empresário e hacker conhecido por fundar o Megaupload, publicou uma
denúncia segundo a qual a Palantir sofreu um ataque informático com acesso de
superusuário, por meio do qual os invasores descobriram que Thiel e Alex Karp
organizaram vigilância massiva sobre líderes mundiais e magnatas, com milhares
de horas de conversas transcritas de Trump, JD Vance e Elon Musk, além de
mecanismos de escuta implantados em celulares, automóveis e aviões de
políticos.
Karp
nunca negou a vocação da empresa. Seu manifesto corporativo de 22 pontos propõe
transformar a elite de engenheiros do Vale do Silício em uma nova aristocracia
com obrigações defensivas, rejeita o “pluralismo vazio e oco” e celebra o poder
duro que, neste século, será construído sobre software.
O papel
da Palantir no Projeto Maven vinculou a empresa a sistemas de suporte à tomada
de decisões em ambientes de campo de batalha do Pentágono. A plataforma
processa inteligência. O SAWC a executa em campo. Essa é a cadeia que Serafino
identificou desde o primeiro momento e que os documentos estratégicos de
Washington formalizam com nome e orçamento.
<><>
A autonomização da guerra regional
O SOUTHCOM Autonomous
Warfare Command foi estabelecido para
implantar sistemas autônomos, semiautônomos e não tripulados em todos os
domínios, desde o fundo marinho até o espaço, por meio do âmbito cibernético.
Sua missão declarada inclui “desarticular e degradar redes narcoterroristas e
de cartéis”, a mesma categoria elástica que a Estratégia de Defesa Nacional de
2026 usa como justificativa para exercer força sobre qualquer governo que cruze
a linha de alinhamento requerida.
A
sequência que Serafino documentou alcança aqui sua dimensão mais concreta. A
Palantir processa a inteligência. O SAWC executa a ação. A Serra Verde assegura
os materiais que alimentam os sistemas. Os três vértices do triângulo
coincidiram em menos de um mês.
O que o
SAWC formaliza como comando, o Pentágono já vinha praticando. Segundo relatou
o The New York Times, desde setembro passado registraram-se 54
ataques contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico oriental, com
saldo de pelo menos 185 mortos. Em abril, o ritmo chegou a sete ataques em um
único mês, com o deslocamento de mais aeronaves de ataque do que em qualquer
etapa anterior da campanha. Os sistemas operam a partir de bases em El Salvador
e Porto Rico, com drones MQ-9 Reaper e aeronaves de asa fixa de caráter
secreto. Um oficial militar citado pelo jornal indicou que a probabilidade de
uma embarcação suspeita evitar a detecção caiu de 50% para 25%. O Caribe já é
cenário de execução, não de preparação.
A área
ao norte do Equador — México, América Central, Caribe, Colômbia, Venezuela,
Equador e as Guianas — funciona nessa doutrina como espaço de controle direto,
o território em que Washington exerce soberania efetiva sobre os recursos, as
rotas, as Forças Armadas e as decisões políticas de Estados formalmente
independentes.
Esteche
descreve essa relação como lebensraum (“espaço vital”) em seu
sentido geopolítico clássico, ainda que Washington prefira o eufemismo de
defesa do lar estendido. Os Estados conservam suas bandeiras e seus
presidentes, mas perdem a capacidade de decidir sobre seus recursos
estratégicos, sua política externa e sua arquitetura militar. Para os povos do
Caribe e da América do Sul, a pergunta deixou de ser se esse processo avança.
Agora é com qual resposta.
O que
Serafino identificou como sequência geopolítica, Esteche considerou arquitetura
doutrinária e os próprios documentos oficiais de Washington confirmam como
política de Estado.
O
Escudo das Américas é a fase superior do Estado de Segurança Nacional
estadunidense, em que o poder militar estatal e o capitalismo corporativo
convergem para assegurar o controle geopolítico do hemisfério.
A
América Latina não está no tabuleiro. É o próprio tabuleiro.
Fonte:
Diálogos do Sul Global

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