sexta-feira, 19 de junho de 2026

Novo estudo revela que nosso cérebro pode melhorar até os 90 anos

Durante muito tempo, acreditou-se que o envelhecimento era inevitavelmente acompanhado por uma perda constante das capacidades cognitivas. No entanto, um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Texas em Dallas sugere que essa visão pode estar ultrapassada. Segundo a pesquisa, o cérebro humano mantém sua capacidade de se fortalecer e se adaptar ao longo de praticamente toda a vida, inclusive após os 90 anos.

Os resultados foram obtidos a partir do acompanhamento de 3.966 adultos, com idades entre 19 e 94 anos, durante um período de três anos. Todos participaram do BrainHealth Project, iniciativa criada para investigar formas de preservar e desenvolver a saúde cerebral ao longo da vida.

<><> Poucos minutos por dia fizeram diferença

Durante o estudo, os participantes realizaram atividades de treinamento cerebral que exigiam apenas entre cinco e quinze minutos diários.

Para acompanhar a evolução de cada pessoa, os pesquisadores utilizaram o BrainHealth Index (BHI), um índice que avalia três aspectos principais da saúde cerebral: clareza mental, equilíbrio emocional e conexão com outras pessoas e com um propósito de vida.

Segundo os cientistas, houve melhora mensurável nessas áreas em todas as faixas etárias analisadas, inclusive entre participantes com mais de 80 anos.

<><> Idade não foi o principal fator

Um dos resultados mais interessantes foi que idade, sexo e escolaridade não determinaram quem apresentou mais progresso.

O fator mais importante foi o nível de engajamento dos participantes nas atividades propostas. Além disso, aqueles que iniciaram o estudo com as menores pontuações no índice de saúde cerebral foram justamente os que registraram os maiores ganhos ao longo do acompanhamento.

De acordo com os pesquisadores, isso demonstra que existe espaço para evolução mesmo quando a pessoa acredita já estar enfrentando dificuldades cognitivas.

<><> O cérebro continua capaz de mudar

Segundo a equipe, o cérebro não é determinado apenas pela idade cronológica. Assim como ocorre com a saúde física, ele pode ser estimulado e fortalecido por meio de hábitos e exercícios específicos. Ela também ressalta conceito de neuroplasticidade, isto é, a capacidade do cérebro de criar novas conexões e adaptar seu funcionamento ao longo da vida.

Os pesquisadores também afirmam que o objetivo não é apenas prevenir doenças neurológicas, mas promover uma saúde cerebral melhor antes mesmo que qualquer problema apareça.

O BrainHealth Project segue acompanhando os participantes e também inclui estudos com exames de imagem cerebral. Até o momento, cerca de 400 voluntários já realizaram mais de 1.200 exames, permitindo aos cientistas investigar como as mudanças observadas no comportamento e no desempenho cognitivo aparecem fisicamente no cérebro.

•        Estes alimentos ficam mais gostosos em altitudes elevadas — e a culpa é do seu cérebro

Quem já fez uma viagem de avião ou visitou cidades em grandes altitudes pode ter percebido que alguns alimentos parecem perder o sabor, enquanto outros ficam surpreendentemente mais apetitosos. A explicação está na forma como o cérebro interpreta os estímulos enviados pelo paladar e pelo olfato, que sofrem alterações quando estamos em ambientes de baixa pressão atmosférica e ar seco.

Em altitudes elevadas, ou mesmo dentro da cabine pressurizada de um avião, a umidade do ar cai drasticamente. Esse ambiente resseca as vias nasais e reduz a capacidade do olfato de captar aromas. Como cerca de 80% daquilo que percebemos como sabor depende justamente do cheiro dos alimentos, a comida pode parecer muito mais sem graça do que seria ao nível do mar.

Além disso, pesquisas mostram que a percepção dos sabores doce e salgado também diminui nessas condições. Em contrapartida, os sabores umami  (conhecido como o quinto gosto), presente em alimentos ricos em glutamato, o picante e o azedo tendem a permanecer praticamente inalterados. É por isso que certos pratos parecem funcionar melhor durante voos ou em regiões montanhosas.

<><> Os alimentos que costumam agradar mais

Com o paladar parcialmente "adormecido", alimentos de sabor intenso ganham vantagem.

•        Sopas e caldos bem temperados, como missô, ramen e caldos de carne, costumam oferecer uma experiência mais satisfatória, além de ajudarem na hidratação.

•        Queijos curados, carnes secas e embutidos também se destacam graças à combinação de sal e umami. O mesmo vale para ingredientes como tomate, cogumelos, molho de soja e algas, conhecidos pela alta concentração desse quinto sabor.

•        Temperos fortes também ajudam a compensar a perda de sensibilidade. Pimenta, curry, mostarda, wasabi, alho, gengibre e cebola estimulam outros receptores sensoriais e tornam a refeição mais marcante.

•        Alimentos doces podem se beneficiar de versões mais concentradas. Frutas secas, chocolate amargo e mel costumam manter melhor sua intensidade do que sobremesas delicadas.

<><> Por que o suco de tomate faz tanto sucesso nos aviões?

Um dos exemplos mais curiosos desse fenômeno é o suco de tomate. Em terra, ele costuma ser uma bebida de nicho, mas durante voos comerciais seu consumo aumenta significativamente.

A razão é simples: o tomate é naturalmente rico em compostos responsáveis pelo sabor umami. Como esse tipo de gosto praticamente não sofre redução em grandes altitudes, muitas pessoas passam a perceber a bebida como mais saborosa do que normalmente achariam.

Esse mesmo princípio explica por que diversas companhias aéreas adaptam suas receitas. É comum que refeições servidas a bordo recebam quantidades maiores de sal, ervas, especiarias e ingredientes ricos em umami para compensar a perda de percepção causada pelo ambiente da cabine.

Se você pretende viajar para uma região montanhosa ou embarcar em um voo longo, vale apostar em refeições quentes, bem temperadas e ricas em sabores intensos. Seu cérebro agradecerá, mesmo que você nem perceba o motivo.

 

Fonte: Xataca.com

 

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