quinta-feira, 18 de junho de 2026

Rei das fake news: Trump diz que “Bolsonaro Jr(?) foi preso por ir bem nas pesquisas”

Não se sabe se fruto apenas de mentira, ou se ainda o absurdo foi mesclado com confusão, declaração do presidente dos EUA mostra nível de irresponsabilidade na propagação de informações falsas...

No ambiente da cúpula do G7, em Evian, na França, o presidente dos EUA, Donald Trump, demonstrou mais uma vez por que ostenta a fama de ser o maior propagador de desinformação do planeta. Sem qualquer constrangimento ou compromisso com a realidade, o líder norte-americano disparou uma sequência de mentiras grotescas sobre o cenário político brasileiro nesta quarta-feira (17), misturando ignorância geográfica com a velha tática de inventar teorias conspiratórias para inflamar suas bases.

Questionado por jornalistas durante uma coletiva de imprensa se havia conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o novo tarifaço imposto contra o Brasil e a designação das facções PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas, Trump confirmou apenas o encontro: “Sim, eu passei bastante tempo com ele, na verdade”, disse, sem dar detalhes.

Logo em seguida, iniciou seus ataques ao Brasil, afirmando que o país “tornou-se um pouco complicado, não é? Politicamente. Tem sido um pouco perigoso politicamente”. Mas o pior e mais irresponsável ainda estava por vir.

<><> Uma mentira sem uma única linha de verdade

Ao tentar comentar o processo eleitoral brasileiro, Trump engatou uma fake news absurda, na qual não se sabe se a má-fé operou sozinha ou se veio acompanhada de uma profunda confusão mental ao misturar nomes, funções e a própria situação jurídica dos filhos do ex-presidente condenado Jair Bolsonaro.

“Tem sido desagradável. Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele [Lula] e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque ele deu uma declaração no Texas. Prenderam ele, ou querem prender ele”, disparou o presidente norte-americano.

A declaração de Trump é um monumento à mentira. Para começo de conversa, não existe nenhum “Bolsonaro Jr.” no tabuleiro político principal. Ninguém foi preso, e a pessoa à qual ele presumivelmente tentou se referir sequer é candidata.

O pano de fundo real para a “confusão” de Trump foi a decisão da véspera, quando a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou o deputado cassado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de reclusão por tentar intimidar a Corte na trama golpista. Contudo, Eduardo não foi preso, ele vive nos EUA e o processo não transitou em julgado, logo, não há mandado de prisão. Além disso, Eduardo não é candidato à Presidência; o pré-candidato da família é seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, que não responde a este processo e, ao contrário do que Trump inventou sobre “ir bem”, aparece atrás em todas as pesquisas de intenção de voto.

Demonstrando o habitual descolamento da realidade, Trump usou a mentira plantada sobre o Brasil para justificar sua própria retórica doméstica. “Eles [Brasil] jogam duro, mas ninguém joga mais duro do que os Estados Unidos. Nossas eleições são totalmente roubadas”, emendou.

<><> Lula reage: “Sabe pouco sobre o Brasil”

A reação do governo brasileiro veio logo em seguida. Também em coletiva de imprensa em Evian, o presidente Lula rebateu as declarações do homólogo norte-americano com firmeza e ironia. Lula afirmou que Trump “sabe pouco sobre o Brasil”, e menos ainda se insistir em enxergar o país sob a ótica distorcida da família Bolsonaro. O líder brasileiro acrescentou que espera que os EUA não interfiram nas eleições do país.

Lula explicou ainda que “não tem razões” para buscar uma reunião bilateral com Trump neste momento, uma vez que as chancelarias e equipes técnicas dos dois países já estão com negociações em andamento.

O episódio em Evian expõe o método Trump em sua forma mais pura: a transformação de boatos distorcidos de redes sociais em declarações oficiais de Estado, subvertendo fatos jurídicos de um país soberano para alimentar uma narrativa global de perseguição política que só existe em seu próprio universo paralelo.

•        Eduardo Bolsonaro diz que Rubio não vai extraditá-lo e que Trump deveria ser réu no processo que o condenou no STF

Após desdenhar da condenação a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou na manhã desta quarta-feira (17) que conta com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para não extraditá-lo ao Brasil e afirmou que o presidente estadunidense Donald Trump deveria estar a seu lado no processo que o condenou por coação nas investigações sobre a tentativa de golpe, que colocou o pai, Jair Bolsonar (PL), atrás das grades.

Em entrevista a um canal do ecossistema bolsonarista no Youtube, o ex-deputado afirmou que o governo dos EUA não vai atender ao pedido de prisão feito pelo STF, que deve colocá-lo na lista vermelha da Interpol. Eduardo ainda comparou seu caso com o do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, que fugiu para os EUA após ser condenado no processo por tentativa de golpe.

“Eles querem colocar o meu nome na lista vermelha da Interpol. É o mandado de prisão preventiva internacional, para que eu não possa mais viajar. E eles não vão enviar esse expediente de prisão para tentar me prender nos Estados Unidos, porque aqui existe o devido processo legal. Aqui quando chega essa cartinha do STF falando que eu sou um condenado buscado pela justiça, tal qual ocorreu com o Ramagem, ela vai na mesa do DOJ [Departamento de Justiça], ela passa por dentro do Departamento de Estado e segue o devido processo legal até chegar nas mãos dos chamados US Marshalls, que são quem cumpre esses mandados internacionais”, afirmou, citando o departamento chefiado por Marco Rubio.

“Ele [Moraes] sabe que isso não acontecerá, porque na avaliação mínima dos requisitos, o governo americano muito provavelmente vai indeferir, vai rejeitar esse pedido de extradição meu, tal qual ocorreu com Ramagem”, emendou.

<><> Trump no banco dos réus

Mais adiante, ao falar do mérito do julgamento, que o condenou por coação, Eduardo defendeu que Rubio e Donald Trump deveriam estar ao seu lado no banco dos réus da Suprema Corte brasileira.

“O que é o crime de coação que eles me condenaram? Eu vou pôr aqui um exemplo esdrúxulo: você pega uma arma, bota na cabeça de uma pessoa e fala: ‘ó, você vai ter que fazer isso ou aquilo’. Isso é uma coação. A sanção contra o Moraes foi uma coação. E aí eu pergunto: quem decretou a a sanção contra o Moraes, da lei Magnitski? Foi o presidente Trump, junto com os seus secretários, Scott Bessent [secretário do Tesouro dos Estados Unidos], e Marco Rubio. Não foi Eduardo do Bolsonaro. Então, por que que o Trump, pelo menos, não tá nesse processo?”, afirmou.

Eduardo, então, delira e diz que o STF brasileiro vai aguardar “um governo radical de esquerda nos Estados Unidos” para processar Trump.

“Quando o Trump se tornar ex-presidente e se for eleito um governo radical de esquerda nos Estados Unidos, aí vocês vão ver o STF trabalhando junto com o governo americano para ir atrás do Trump. Enquanto esse cenário político não ocorre, eles vão vir para cima apenas do Eduardo Bolsonaro”, disse.

<><> Flávio Bolsonaro

Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro foram às redes sociais e classificaram com “chacota”, “perseguição” e com críticas ao Brasil a condenação do irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, e inelegibilidade de 12 anos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de interferir no curso do processo sobre a tentativa de golpe de Estado, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), era um dos réus.

Presidenciável do clã, Flávio Bolsonaro classificou a decisão como “mais uma grande injustiça cometida contra o Eduardo Bolsonaro” e afirmou que é “ruim continuar vivendo no Brasil”.

“Mais uma grande injustiça cometida contra o Eduardo Bolsonaro, num processo que é absolutamente nulo sobre qualquer aspecto que se olhe, porque o Alexandre de Moraes, ele ele deveria se declarar impedido para julgar essa causa, já que em tese, ele é a vítima, portanto, ele é parte sim nesse processo. Ele é suspeito para julgar, porque é público e notório que virou uma questão pessoal contra o Eduardo Bolsonaro, né? Parece claramente uma vingança contra o Eduardo”, afirmou.

Em seguida, ele retomou a narrativa de perseguição ao clã dizendo que “Eduardo se quer foi citado formalmente que é um requisito legal, básico”, mas escondendo que o irmão ignorou o processo o tempo todo, se recusando, inclusive, a indicar um advogado para defendê-lo.

“Então, gente, é muito ruim nós continuarmos vivendo no Brasil sob esse clima de insegurança jurídica em que tudo é instrumentalizado para perseguir aquelas pessoas que você não gosta”, emendou Flávio.

<><> Carlos e Jair Renan

O “02” Carlos Bolsonaro compartilhou o vídeo de Flávio e, em texto na publicação na rede X, atacou aqueles que, segundo ele, fazem “chacota” e dão risada das condenações envolvendo o clã.

“Há quem faça chacota, ria e aplauda tudo isso, enquanto o Brasil caminha para uma condição cada vez mais preocupante do ponto de vista institucional. E o mais seja necessário atenção é que não são apenas petistas”, disse, alfinetando aliados.

Já o “04” Jair Renan afirmou na rede X que “a perseguição não tem fim”, em texto ao estilo do irmão Carlos.

“A condenação de Eduardo Bolsonaro hoje apenas demonstra que tudo que ele que denunciou tem fundamentos. O Brasil vive tempos sombrios, instituições aparelhadas e perseguindo conservadores”, escreveu.

<><> Próximos passos

A condenação de Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal abriu uma nova etapa no processo: a fase dos recursos, da eventual execução da pena e do possível pedido de extradição aos Estados Unidos, onde o ex-deputado vive desde fevereiro de 2025.

Na terça-feira (16), a Primeira Turma do STF condenou Eduardo, por unanimidade, a 4 anos e 2 meses de reclusão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. O caso está ligado à tentativa de interferência no julgamento da tentativa de golpe de Estado de 2022, em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi réu.

Além da pena de prisão, os ministros determinaram multa de aproximadamente R$ 162 mil, perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e inelegibilidade a partir da condenação, com efeitos que podem se estender por até 8 anos após o cumprimento da pena.

Mas a condenação, por si só, não significa prisão imediata. Antes disso, há uma sequência de etapas jurídicas e diplomáticas que pode tornar o desfecho mais demorado, especialmente porque Eduardo está fora do Brasil.

•        O cúmulo da cara de pau: Após se “esconder” por 1 ano, Eduardo Bolsonaro diz que não sabia da acusação que o condenou

No auge do cinismo e adotando uma narrativa que desafia a realidade dos fatos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, cassado e atualmente completando um ano e meio de uma espécie de “autoexílio” nos EUA, reapareceu publicamente para se fazer de vítima do sistema judiciário brasileiro.

Em entrevista concedida à Jovem Pan News, logo após a confirmação de sua condenação a quatro anos e dois meses de reclusão, ele tentou emplacar a tese de que foi pego de surpresa por uma decisão clandestina.

“Eu sou exilado porque eu não tenho condição de retornar ao meu país… Estou supostamente, num processo, segundo tem notícias da imprensa, sendo condenado sem sequer ser citado… Isso viola qualquer norma constitucional, de direito de processo penal, internacional […] Será que a corte eleitoral também vai reconhecer um processo em que eu sequer fui citado, onde eu não tenho conhecimento da acusação, onde eu não consigo me defender?”

A declaração, no entanto, desmorona diante do histórico do processo. A acusação que o condenou, a de que ele intimidava o Supremo Tribunal Federal caso seu pai fosse condenado pela tentativa de golpe de Estado, nunca foi um segredo guardado a sete chaves. Pelo contrário: o caso correu às claras, de forma absolutamente pública, ocupando as primeiras páginas, as manchetes e os debates de toda a imprensa nacional por longos meses.

<><> A estratégia do “esconde-esconde” institucional

A alegação de que “sequer foi citado” ignora um esforço hercúleo do Judiciário que durou vários meses. O STF moveu mundos e fundos para tentar localizá-lo e fazer com que ele assinasse a citação oficial.

As comunicações da Justiça foram enviadas de forma insistente para todos os seus endereços conhecidos. Inclusive na época em que ele ainda exercia o mandato de deputado, antes de sua cassação, as citações eram entregues diretamente em seu gabinete parlamentar em Brasília.

A resposta de Eduardo? O silêncio e a evasão. O ex-parlamentar adotou uma estratégia deliberada de ignorar as notificações e não constituir nenhum advogado para representá-lo nos autos, apostando que a tática de “não tomar conhecimento oficialmente” paralisaria a ação.

Diante da recusa sistemática em se defender por meios próprios, o rito legal seguiu o seu curso para evitar a impunidade: o ex-deputado acabou sendo defendido formalmente pela Defensoria Pública da União (DPU), que garantiu a representação jurídica exigida pela lei.

Agora, condenado e sem argumentos técnicos para rebater as provas, Eduardo Bolsonaro recorre ao palco das redes e das entrevistas internacionais para alegar desconhecimento de um processo que ele próprio passou um ano e meio tentando evitar a todo custo.

•        Eduardo Bolsonaro defende Zanatta vice de Flávio e ataca Mourão: “traíra”, “sem caráter”

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) como possível vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e atacou duramente o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente de Jair Bolsonaro.

Em entrevista à Rede Comunica Brasil, Eduardo chamou Mourão de “traíra” e “sem caráter” ao comparar o comportamento do senador com o perfil que, segundo ele, o bolsonarismo deve buscar para a composição de uma eventual chapa liderada por Flávio.

A fala ocorre em meio às articulações da extrema direita para definir quem poderia ocupar a vaga de vice. Eduardo afirmou que Zanatta é “altamente qualificada”, “leal” e alinhada ao núcleo duro bolsonarista.

<><> Eduardo Bolsonaro usa Mourão como exemplo de “traição”

O principal ataque de Eduardo foi dirigido a Hamilton Mourão, que foi vice de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022 e hoje cumpre mandato de senador pelo Rio Grande do Sul.

Segundo Eduardo, os problemas de Bolsonaro com Mourão ocorreram porque o general “não foi uma pessoa leal” e “não sabia o lugar dele”. O ex-deputado afirmou ainda que a função de vice deveria ser complementar à do presidente.

“Os problemas que o Bolsonaro teve com o Mourão é porque o Mourão não foi uma pessoa leal, ele não sabia o lugar dele, ele não sabia que a sua atividade de vice não pode ser uma atividade principal, é uma atividade que complementa a do presidente”, disse Eduardo.

Na sequência, Eduardo citou a viagem de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos no fim de 2022, antes da posse de Lula, e atacou o pronunciamento feito por Mourão em cadeia nacional quando assumiu interinamente a Presidência.

“Quando o Bolsonaro pega um avião e vai para os Estados Unidos para evitar a transição, o Mourão pega no seu um dia como presidente do Brasil e vai em cadeia nacional dar recadinho, falar pelos cotovelos. Isso aí é conduta de traíra”, afirmou.

Eduardo disse ainda que Mourão só teria adotado aquela postura porque já estava eleito senador. “Esse tipo de pessoa sem caráter tem que ser deixado de lado”, completou.

<><> Crise entre Mourão e clã Bolsonaro é antiga

O ataque de Eduardo recupera uma tensão antiga entre Mourão e o núcleo familiar de Bolsonaro. A Fórum já havia mostrado, ainda em 2019, o clima de guerra entre Mourão e Bolsonaro, em meio a sinais públicos de desconfiança dentro do então governo.

Agora, o senador voltou a ser usado como exemplo negativo pelo bolsonarismo. Eduardo afirmou que o vice de uma chapa bolsonarista não pode dar entrevistas ou declarações em sentido contrário ao presidente.

“A gente sabe que não vai trair a gente, que a gente sabe que pensa igual a nós, que não vai dar uma entrevista para um órgão de televisão dizendo algo contrário ao presidente”, disse Eduardo, ao defender Zanatta.

<><> Júlia Zanatta vira aposta de Eduardo para vice de Flávio

Ao defender Júlia Zanatta, Eduardo Bolsonaro afirmou que a deputada catarinense seria “altamente qualificada” para a função. Ele citou como atributos a lealdade, o alinhamento ideológico com o bolsonarismo e a defesa de pautas como legítima defesa e redução do tamanho do Estado.

“A Júlia Zanatta é altamente qualificada. Primeiro porque é uma pessoa leal, e o caráter tem que estar na base de qualquer arranjo político desse nível”, disse Eduardo.

Eduardo também afirmou que Zanatta poderia complementar o perfil de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, o senador teria uma atuação “mais articuladora” e “mais polida”, enquanto a deputada e o próprio Eduardo teriam uma expressão política “muito mais forte”.

“Eu acho que isso daí complementa o Flávio”, disse. O ex-deputado afirmou ainda que a escolha de uma mulher para a vice poderia responder ao debate sobre voto feminino dentro da direita.

<><> Zanatta entra no tabuleiro de Carlos Bolsonaro em Santa Catarina

O elogio de Eduardo a Júlia Zanatta também se conecta à disputa interna do bolsonarismo em Santa Catarina. A Fórum mostrou que Carlos Bolsonaro passou a fazer uma dobradinha com Júlia Zanatta, movimento que reforçou o nome da deputada e ampliou o desgaste de Romeu Zema entre setores da direita.

A movimentação ocorre em um estado já marcado por atritos entre bolsonaristas. Em outro episódio, a Fórum registrou o bate-boca entre Júlia Zanatta e Ana Campagnolo durante uma live sobre a possível candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina.

Na entrevista, Eduardo também criticou Campagnolo por ter tratado a hipótese de Zanatta como “cortina de fumaça”. Para ele, a deputada estadual estaria tentando “colocar água no chope” de uma conterrânea.

“Logo a Ana Campagnolo, que sempre se disse defensora de Santa Catarina, levantando a bandeira local, do estado de Santa Catarina, quando vem uma catarinense qualificada para ser vice, ela é a primeira a tentar colocar uma água no chope da Júlia Zanatta”, afirmou.

<><> Escolha final ficará com Flávio e Jair Bolsonaro

Apesar da defesa explícita de Zanatta, Eduardo afirmou que a decisão final caberá a Flávio e Jair Bolsonaro. “Quem vai tomar a decisão é o Flávio Bolsonaro junto com o Jair Bolsonaro, ponto. E todos nós vamos seguir”, declarou.

O ex-deputado disse que passou a defender o nome de Zanatta depois de ver outras especulações sobre possíveis vices, entre elas a do governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

“Como muita gente estava dando palpite para o Romeu Zema ser o vice do Flávio, por que não, então, colocar uma pessoa que é leal, como a Júlia Zanatta, dentro dessa possibilidade de seleção?”, afirmou Eduardo.

O ataque a Mourão foi o ponto mais duro da entrevista. Ao transformar o ex-vice de Bolsonaro em exemplo negativo, Eduardo deixou claro que a escolha da vice de Flávio está sendo enquadrada pelo clã como uma decisão de fidelidade política, não apenas de composição eleitoral.

 

Fonte: Fórum

 

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