sexta-feira, 19 de junho de 2026

OTAN está em risco, com 6 membros sob crítica dos EUA por não cumprir metas de defesa, diz mídia

Enquanto os países europeus membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se preparam para uma maior autossuficiência em defesa diante do afastamento dos EUA, vários aliados ainda não cumpriram os compromissos de gastos acordados, correndo o risco de novas críticas do presidente estadunidense Donald Trump, escreve uma mídia ocidental.

A reportagem salienta que alguns países-membros europeus da OTAN aumentam rapidamente seus gastos com defesa, mas outros enfrentam obstáculos como oposição interna, restrições orçamentárias ou incertezas sobre a conformidade de suas propostas com as rigorosas normas contábeis do bloco militar.

"Os líderes da OTAN chegarão a Ancara no próximo mês, tendo se comprometido a destinar 5% do PIB à defesa até 2035. No entanto, para vários aliados, a diferença entre a promessa e a realidade continua grande", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, seis membros da OTAN correm o risco de serem intensamente criticados pelos EUA antes da cúpula de Ancara, pois não cumprem a meta da aliança de destinar 5% do PIB para gastos com defesa, o que expõe a discrepância entre promessas e implementação.

Espanha, Reino Unido, Hungria, República Tcheca, Eslovênia e Itália estão sob escrutínio especial por usarem artifícios contábeis, planos de financiamento parciais ou orçamentos limitados por restrições políticas, o que cria lacunas reais em sua capacidade militar, observa o artigo.

Essas deficiências destacam um problema mais amplo da OTAN: as declarações unânimes não se traduziram em planos nacionais coerentes e confiáveis para o aumento de gastos com defesa. A dinâmica política, que vai desde a impopularidade interna de maiores gastos militares até mudanças de governo e líderes populistas, torna incerto o cumprimento do prazo.

Dessa forma, o material conclui que as deficiências resultantes em termos de credibilidade e capacidade correm o risco de minar a coesão da OTAN justamente quando os aliados buscam uma dissuasão coletiva mais clara.

Anteriormente, o primeiro-ministro tcheco, Andrej Babis, declarou que Praga provavelmente não alcançará a meta da OTAN de gastar 2% do PIB com defesa neste ano.

Cabe lembrar que Trump, em 2025, pediu a todos os aliados da OTAN que aumentassem seus gastos com defesa para 5% do PIB até 2035, alertando que o não cumprimento da meta poderia levar Washington a reconsiderar seu envolvimento no bloco militar. Na época, todos os membros haviam cumprido a meta de 2%, considerada atualmente o requisito mínimo.

<><> EUA revisam presença militar e reduzem contribuição à OTAN para pressionar aliados, diz mídia

Os EUA iniciaram uma revisão do envio de tropas à Europa e reduziram parte de suas contribuições à OTAN, pressionando aliados a cumprir metas de defesa. A medida busca diminuir a dependência europeia das forças norte-americanas enquanto países tentam cobrir lacunas criadas pelos cortes imediatos.

Segundo a mídia britânica, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, anunciou uma nova revisão do destacamento de tropas norte-americanas na Europa e ameaçou reter parte das contribuições dos EUA à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) caso aliados que, segundo ele, "se aproveitam da situação", não cumpram as metas de gastos militares. A declaração foi feita durante reunião de ministros da Defesa na sede da aliança, em Bruxelas.

"Não se enganem, esta será uma verdadeira revisão. Ela será concebida para garantir que a OTAN avance de forma rápida e irreversível rumo à liderança da Europa, assumindo a responsabilidade primordial pela sua defesa", disse Hegseth.

O secretário também aproveitou a oportunidade para criticar aliados que não apoiaram Washington durante a guerra contra o Irã, negando acesso a bases e sobrevoos.

As declarações ocorrem enquanto países da aliança tentam preencher lacunas em suas forças de crise, após os EUA reduzirem parte das capacidades disponibilizadas à OTAN com efeito imediato. A medida levantou preocupações às vésperas da cúpula de Ancara, marcada para 7 e 8 de julho.

Ainda de acordo com a apuração, o comandante supremo da OTAN, general Alexus Grynkewich, afirmou que a redução busca encerrar uma "codependência prejudicial" das forças norte-americanas, em um momento em que Washington considera possível enfrentar conflitos simultâneos em diferentes regiões.

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, confirmou que parte das reduções norte-americanas já entrou em vigor, embora tenha ressaltado que, em caso de guerra real, todos os aliados — incluindo os EUA — mobilizariam o máximo possível.

Enquanto alguns países, como a Bélgica, anunciaram reforços imediatos às forças de crise, oferecendo F‑16 e drones MQ‑9B para compensar lacunas, outros aliados alertaram que substituir certas capacidades levará tempo.

Embora os EUA não tenham divulgado detalhes completos das reduções, dados obtidos pela mídia indicam cortes significativos: o número de caças F‑15 e F‑15E disponíveis para a OTAN cairá em um terço, para 99 unidades, enquanto os drones MQ‑4 e MQ‑9 Reaper serão reduzidos pela metade, para 12, intensificando a pressão sobre os aliados europeus para ampliar suas próprias capacidades.

<><> OTAN se torna vulnerável com retirada de ativos militares dos EUA da Europa, diz mídia

Os EUA estão retirando seus ativos militares mais críticos da Europa, o que enfraquece as capacidades da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), escreve um portal ocidental.

O portal aponta que a redução afeta caças, reabastecedores, aviões de reconhecimento, navios de guerra e ativos que permitem à OTAN observar, atacar e sustentar operações de longo alcance.

"O número de caças F-16 e F-15E dos EUA designados para operações europeias da OTAN pode cair de cerca de 150 para 100. O número de aeronaves de reconhecimento marítimo pode ser reduzido de 26 para 15. Os Estados Unidos também planejam retirar os oito aviões-tanque de reabastecimento aéreo anteriormente disponibilizados para a Europa", detalha a matéria.

Segundo o artigo, essa retirada esvazia o núcleo operacional da OTAN, privando a Aliança de sua capacidade de reforçar o flanco oriental nos primeiros dias críticos de uma possível crise militar.

Além disso, a Europa aspira a preencher essa lacuna, mas não tem os reabastecedores, os aviões de patrulha marítima, as defesas antiaéreas e a logística necessários para isso, o que significa que o bloco será mais fraco na prática, não importa o que seja dito nas cúpulas.

Destaca-se que a retirada anterior e mais silenciosa de pessoal norte-americano das estruturas especializadas de planejamento da OTAN já degradou a capacidade da Aliança de se preparar para futuras contingências, e agora a erosão está passando de escritórios para ativos reais de combate.

Washington enquadra isso como uma justa repartição de encargos, mas, para a OTAN, a realidade brutal é que a garantia de segurança norte-americana está sendo recalibrada para baixo.

A Europa permanece perigosamente despreparada, deixando a Aliança com um buraco operacional escancarado que nenhuma declaração de intenções pode preencher rapidamente, conclui a reportagem.

Anteriormente, uma revista estadunidense escreveu que a OTAN enfrenta uma crise permanente, pois o presidente norte-americano, Donald Trump, desafiou o status quo transatlântico. Eventos recentes, como a redução dos compromissos dos EUA, expõem fraturas profundas, em vez de unidade.

Segundo o texto, a OTAN tem sido dilacerada por crises persistentes, e a turbulência atual apenas evidencia o quão frágil a Aliança se tornou. As repetidas disputas sobre quem paga e quando intervir no exterior deixaram os membros cada vez mais desconfiados e sem vontade de agir em conjunto.

<><> Kiev quer arrastar OTAN para conflito com Rússia provocando um incidente, diz ex-funcionário da CIA

A Ucrânia está tentando envolver a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em um conflito direto com a Rússia, declarou o ex-diretor do departamento de análise da Rússia na Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) George Beebe no YouTube.

Beebe salientou que a Ucrânia, em sua busca por esse objetivo, pode ultrapassar um limite perigoso.

"Essa é uma situação extremamente perigosa. Os ucranianos gostariam, de fato, que a OTAN se envolvesse no conflito com a Rússia", ressaltou.

Nesse contexto, ele apontou que a opção mais vantajosa para a Ucrânia seria um confronto direto entre as forças da OTAN e a Rússia. Por isso, os ucranianos gostariam de provocar algum tipo de incidente, e os russos sabem disso.

O problema é que, com o passar do tempo, as provocações se tornam cada vez mais perigosas, portanto, é extremamente importante que os EUA intensifiquem seus esforços diplomáticos para pôr fim a esse conflito, concluiu.

Moscou já destacou diversas vezes que a OTAN tem como objetivo a confrontação e que sua expansão contínua não trará mais segurança à Europa.

No Kremlin, também foi enfatizado que a Rússia não representa uma ameaça a nenhum país da OTAN, mas não ignorará ações que ponham em risco seus interesses.

Ao mesmo tempo, Moscou permanece aberta ao diálogo em pé de igualdade e exige que o Ocidente abandone a política de militarização do continente.

<><> Ucrânia tem dependência total de Londres e da UE em produção de mísseis balísticos, diz analista

A capacidade do complexo militar-industrial ucraniano de desenvolver e produzir em série mísseis balísticos depende diretamente da ajuda do Ocidente, principalmente do Reino Unido e da União Europeia (UE), disse à Sputnik Igor Korotchenko, analista militar russo.

Korotchenko elaborou que não está descartada a montagem de foguetes britânicos com componentes de grande porte no território ucraniano.

"As capacidades do complexo militar-industrial ucraniano no desenvolvimento e na produção em série de mísseis de cruzeiro e balísticos são determinadas, sobretudo, pela assistência técnico-militar ocidental, principalmente do Reino Unido, onde está estabelecida a produção desses mísseis, que são transportados para a Ucrânia sob o pretexto de serem cargas civis", detalhou.

Conforme destacou o interlocutor da agência, em primeiro lugar, a montagem na Ucrânia diz respeito a componentes e conjuntos de equipamentos eletrônicos, sistemas de propulsão e outros equipamentos para a produção em série de mísseis Flamingo e de mísseis balísticos FP-7 e FP-9.

Dessa forma, o especialista concluiu que esse é um resultado do desenvolvimento e da modernização da indústria de defesa do Reino Unido, com a participação de parceiros ucranianos na fase final.

Moscou advertiu repetidamente os países ocidentais de que o fornecimento de armas à Ucrânia não mudará o curso do conflito, apenas o prolongará. O chanceler russo, Sergei Lavrov, enfatizou que qualquer carga desse tipo se tornará um alvo legítimo para a Rússia.

Nos últimos anos, a Rússia observou uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) perto de suas fronteiras ocidentais. O bloco militar está ampliando suas iniciativas e chama isso de contenção da agressão. Moscou expressou repetidamente sua preocupação com o aumento das forças do bloco na Europa.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que está aberto ao diálogo com a OTAN, desde que seja em pé de igualdade, e que o Ocidente deve abandonar o curso de militarização do continente.

¨      Ocidente não consegue explicar de que forma específica a Rússia o ameaça, aponta professor

Os políticos ocidentais não conseguem explicar de que guerra com a Rússia estão falando nem o que a Rússia representa exatamente como ameaça para eles, opinou o professor da Universidade de Chicago John Mearsheimer no YouTube.

Mearsheimer destacou que qualquer potencial guerra mundial entre a Rússia e os EUA, ou entre a Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), deve ser limitada. Ela não pode se assemelhar à Primeira ou à Segunda Guerra Mundial.

"E eu simplesmente não entendo o que os líderes europeus estão dizendo quando discutem uma guerra contra a Rússia. Como seria uma guerra dessas, afinal? Por que vocês querem entrar em guerra? E como pretendem vencê-la?", perguntou.

Nesse contexto, o professor salientou que as elites políticas ocidentais, que insistem na "ameaça russa", não conseguem explicar em que ela consiste.

Dessa forma, o especialista concluiu que não há entendimento sobre qual estratégia o Ocidente construirá, pois ninguém sabe qual ameaça exata a Rússia pode representar.

Nos últimos anos, a Rússia tem observado uma atividade sem precedentes da OTAN em suas fronteiras ocidentais. A Aliança tem ampliado suas iniciativas e alega que se trata de uma medida de "contenção da agressão".

Moscou já manifestou, em várias ocasiões, sua preocupação com o aumento das forças do bloco na Europa. O Ministério das Relações Exteriores russo declarou que está aberto ao diálogo com a OTAN, mas em pé de igualdade. Para isso, o Ocidente deve abandonar a política de militarização do continente.

¨      Rússia discute novas etapas para recuperação de ativos congelados no exterior

As autoridades russas estão avaliando novas iniciativas para recuperar ativos de cidadãos do país bloqueados no exterior, informou nesta quarta-feira (17) o jornal Izvestia, que citou Ivan Chebeskov, vice-ministro das Finanças da Rússia.

"As autoridades discutem iniciativas para a troca de ativos bloqueados, mas agora isso precisa ser feito de forma pontual e cuidadosa, porque no Ocidente tentam impedir qualquer ideia semelhante", afirmou .

De acordo com o vice-ministro, investidores europeus e norte-americanos também têm interesse nas operações de troca, mas as iniciativas estão sendo bloqueadas por razões políticas, mesmo quando elas são do interesse de seus próprios cidadãos.

"Estamos buscando formas de dar às empresas e aos cidadãos a possibilidade de recuperar os recursos bloqueados. E várias dessas iniciativas já deram resultado", destacou.

Segundo a publicação, há atualmente três caminhos em análise para a recuperação dos ativos russos no exterior: novas rodadas de troca de ativos; utilização de recursos de não residentes bloqueados na Rússia; e obtenção de licenças individuais junto a reguladores ocidentais.

Em novembro de 2023, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um decreto que criou um mecanismo para a troca de ativos congelados. A medida permite que investidores estrangeiros adquiram ativos externos bloqueados de investidores russos de varejo utilizando recursos mantidos em contas do tipo "C".

Em 2024, a empresa Investitsionnaya Palata, autorizada pelo governo russo, realizou duas rodadas de recompra de títulos estrangeiros bloqueados pertencentes a cidadãos russos. Ao todo, investidores não residentes adquiriram papéis no valor de 10,64 bilhões de rublos (R$ 750 milhões), apresentados por pessoas físicas residentes no país.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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