segunda-feira, 28 de julho de 2025


 

Ucrânia nunca aderiria à UE e será apenas zona tampão entre Rússia e Ocidente, diz premiê húngaro

O destino da Ucrânia é se tornar um Estado-tampão entre a Europa e a Rússia, afirmou o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

Orbán destacou que a Ucrânia não pode ser admitida na UE, pois isso traria um conflito armado para o coração da Europa.

"Hoje, o destino da Ucrânia é ser um Estado-tampão que faz fronteira com a Rússia [...]. Isso pode ser desconfortável, pode não ser bom, e os ucranianos querem evitá-lo, mas o fato é que o endereço do país não pode ser alterado", sublinhou.

<><> Isso iniciaria a Terceira Guerra Mundial ou não? Orbán dá a resposta

O político opinou que não há uma resposta inequívoca para a questão de saber se a Terceira Guerra Mundial começará, embora sinais sinistros estejam presentes.

Orbán destacou que a única coisa que é possível dizer com certeza é que a guerra europeia já está em curso no território da Ucrânia.

Segundo o político, não há uma resposta definitiva para a questão do início da Terceira Guerra Mundial, mas a probabilidade diminuiu com a chegada do presidente estadunidense, Donald Trump.

<><> Quais fatores aproximam o mundo da catástrofe na ótica de Orbán?

Segundo o político, o mundo já sente um frio pressentimento de guerra devido ao aumento das tensões, conflitos internacionais e corrida armamentista.

"Devo dizer que os pressentimentos frios nem sempre são seguidos por uma tempestade, mas há sombras sinistras", ressaltou.

>>>> Entre esses sinais, o premiê húngaro citou:

1.O aumento das tensões entre as grandes potências mundiais;

2.O aumento do número de conflitos internacionais;

3.A corrida armamentista;

4.A divisão do mundo em blocos;

5.O aumento das restrições comerciais;

6.O aumento da migração.

O primeiro-ministro húngaro também citou os resultados de uma pesquisa realizada na Europa e nos Estados Unidos, segundo a qual 40-55% dos habitantes responderam positivamente à pergunta se, na sua opinião, a Terceira Guerra Mundial começará dentro de 5-10 anos.

"As sombras ameaçadoras de uma guerra mundial são visíveis, mas a guerra europeia já é uma realidade. A guerra europeia não é o que vai acontecer, é!", finalizou Orbán, novamente sublinhando que o conflito na Ucrânia é, na verdade, um conflito europeu.

<><> Hungria não forneceu armas à Ucrânia e não planeja mudar de posição, diz ministro

"A Hungria é o único estado-membro da OTAN que nunca entregou armas à Ucrânia e que nunca contribuiu financeiramente para nenhuma entrega de armas, e definitivamente não temos a intenção de mudar essa nossa posição", disse Szijjarto.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, a Hungria vem pedindo paz desde o início do conflito na Ucrânia, o que não condiz com o envio de armas.

O governo húngaro, inclusive, se opôs ao aumento do orçamento da União Europeia (UE), chamando a mudança de "orçamento da Ucrânia". A medida, então discutida, está relacionada ao aumento do orçamento do bloco e aos fundos a serem destinados à Ucrânia no orçamento da UE para 2028-2034.

Entretanto, outras potências que compõem a aliança militar seguem ampliando ajuda militar às forças ucranianas. Recentemente, países europeus decidiram comprar armas dos EUA para enviar à Ucrânia.

Em encontro realizado há algumas semanas com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington forneceria armas à Ucrânia, com os países europeus cobrindo todos os custos.

¨      Brasil sob direita pode enviar armas a Kiev e impor sanções à Rússia, diz especialista

A chegada de um presidente de direita ao poder no Brasil após as eleições de 2026 pode levar o país a fornecer armas à Ucrânia ou impor sanções contra a Rússia, opinou à Sputnik Robinson Farinazzo, especialista militar e oficial da reserva da Marinha do Brasil.

Farinazzo destacou que a direita brasileira é unânime a favor de seguir o rumo político dos Estados Unidos.

Segundo ele, se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou um candidato próximo a ele não vencer em 2026, as relações do país com o Sul Global provavelmente serão seriamente prejudicadas.

"Isso [o fornecimento de armas à Ucrânia ou a introdução de sanções contra a Rússia] é possível. A direita brasileira sempre foi tacanha, não entende o que está acontecendo no mundo", ressaltou.

O analista acrescentou que, com seus preconceitos, a direita brasileira pensa que as pessoas na China ainda trabalham por centavos e a Rússia permanece comunista.

Assim, finalizou, o fornecimento de armas à Ucrânia ou a introdução de sanções contra a Rússia pode acontecer com a direita no poder no Brasil, pois ninguém sabe o que lhes vai na cabeça.

No início de 2023, o presidente Lula disse que o Brasil não forneceria munição para uso no conflito ucraniano. Em fevereiro do mesmo ano, o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, expressou a recusa em enviar munições para tanques Leopard destinados às Forças Armadas da Ucrânia.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que qualquer carga que contenha armas para a Ucrânia se tornará um alvo legítimo para a Rússia. O Kremlin afirmou que o fornecimento de armas para a Ucrânia pelo Ocidente não contribui para as negociações e terá um efeito negativo.

¨      Influência de Trump: analista divulga possível razão por que Kiev ainda negocia com Moscou

Os Estados Unidos poderiam ter forçado o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, a concordar com a recente rodada de negociações sobre o conflito na Ucrânia proposta pela Rússia, opinou Alexander Mercouris, analista geopolítico britânico.

Mercouris destacou que o presidente estadunidense, Donald Trump, quer o encerramento do confronto russo-ucraniano e espera algum tipo de avanço.

"Meu palpite é o seguinte: a administração Trump disse [a Zelensky] que ele não pode abandonar essas negociações, que deve continuá-las", ressaltou.

A terceira rodada de negociações entre a Rússia e a Ucrânia em Istambul terminou na quarta-feira (23) e durou cerca de uma hora.

De acordo com o analista britânico, a parte russa se saiu bem nas últimas conversas.

Na coletiva após a reunião, o chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, anunciou novos acordos para a troca de prisioneiros, de corpos dos soldados mortos e propostas para uma curta trégua de 24 ou 48 horas para retirar os feridos e os corpos dos combatentes.

Medinsky também expressou a esperança de que os contatos com o lado ucraniano possam prosseguir, indo além das discussões entre delegações. Durante as negociações, Moscou propôs a Kiev a criação de três grupos de trabalho para resolver o conflito, proposta que o lado ucraniano se comprometeu a avaliar.

¨      Zelensky não será capaz de abafar a lei dirigida contra órgãos anticorrupção na Ucrânia, diz analista

O líder ucraniano Vladimir Zelensky não será capaz de silenciar a lei ressonante dirigida contra o Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia atraindo para este fim políticos ucranianos leais, disse Oleg Soskin, ex-conselheiro do ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma, em seu canal no YouTube.

"Ele [Zelensky] promete a todos que ele vai mudar [a lei], mas eu acredito que ele não fará nada", disse Soskin.

De acordo com o especialista, basta apenas ver como Zelensky tenta lidar com o ressentimento entre os ucranianos para ver o quanto o líder ucraniano está em pânico. Ao mesmo tempo, disse o analista, ele está tentando com todas as suas forças agir como se nenhuma lei jamais tivesse sido aprovada.

"Ele [Zelensky], com suas ações e as ações de seus funcionários, tenta jogar todo esse processo para o lixo, e que todos se esqueçam disso", concluiu Soskin.

Nesta terça-feira (22), a Suprema Rada, o parlamento do país, apoiou um projeto que aboliu a independência de duas agências anticorrupção: o Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia e a Promotoria Especializada Anticorrupção. De acordo com os deputados, Zelensky já assinou este projeto de lei. Alguns parlamentares consideraram que a medida significa a eliminação de estruturas anticorrupção do país, e em Kiev, Lvov, Dnepropetrovsk e Odessa tiveram lugar manifestações contra a decisão das autoridades.

¨      Repressões de Zelensky contra órgãos anticorrupção parariam ajuda ocidental a Kiev, diz analista

A decisão do atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, de iniciar um confronto com o Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU, na sigla em ucraniano) pode privar Kiev do financiamento do Ocidente, afirmou Alexander Mercouris, o analista geopolítico britânico.

Mercouris destacou que a decisão de Zelensky de pressionar o NABU apenas vai facilitar a corrupção no país.

"Eu acho que foi um desastre em termos de mais persuasão dessas pessoas [políticos ocidentais] continuar a alocar dinheiro para a guerra", ressaltou.

Segundo o analista, alguns políticos europeus podem aproveitar as tensões dentro da liderança da Ucrânia para se recusar a ajudar Ucrânia.

Neste contexto, continuou, isso será especialmente relevante para os políticos ocidentais que participam de eleições locais e querem obter os votos dos eleitores que defendem o fim da assistência à Ucrânia.

"Agora para eles [políticos ocidentais] não é mais necessário enviar uma tonelada de dinheiro para a Ucrânia, para que eles possam não aumentar os impostos ou os gastos sociais, o que seria uma medida popular antes das eleições", finalizou.

Na terça-feira (22), o parlamento ucraniano aprovou um projeto de lei que limita a autonomia do NABU e da Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAPO, na sigla em inglês). Zelensky sancionou a lei no mesmo dia.

Segundo a mídia ucraniana, o Serviço de Segurança da Ucrânia realizou buscas nas casas de detetives do Escritório na última segunda-feira (21). O órgão de combate à corrupção informou, posteriormente, que as buscas foram realizadas sem ordem judicial.

¨      Chefe da União Europeia pede a Zelensky manutenção da autonomia de órgãos anticorrupção

A presidente da Comissão Europeia, Úrsula Von der Leyen, afirmou neste domingo (27) que conversou por telefone com o líder ucraniano Zelensky e pediu que Kiev preserve a independência dos órgãos anticorrupção do país.

"A Ucrânia já conquistou muito em seu caminho europeu. Deve se apoiar nessas bases sólidas e preservar os órgãos anticorrupção independentes, que são pilares do Estado de Direito na Ucrânia", afirmou nas redes sociais.

chefe da União Europeia acrescentou que a Ucrânia pode contar com o apoio do bloco em sua trajetória rumo à integração europeia.

No início da última semana, a imprensa ucraniana revelou que o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) realizou buscas nas residências de investigadores do Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU). O órgão confirmou as buscas e afirmou que foram feitas sem ordem judicial.

Na sequência, o parlamento ucraniano aprovou um projeto de lei que limita a autonomia do NABU e do Escritório do Promotor Especializado Anticorrupção (SAPO).

Já Zelensky sancionou a medida no mesmo dia, o que provocou protestos em massa no país. Na última quinta-feira (24), o líder ucraniano apresentou um novo projeto de lei que, segundo ele, reforça a independência dos dois órgãos.

O texto prevê, entre outras coisas, a possibilidade de submeter a testes de polígrafo funcionários que tenham parentes na Rússia.

Em resposta, os embaixadores dos países do G7 expressaram séria preocupação com a pressão do SBU sobre o NABU e afirmaram que levariam o assunto ao governo ucraniano.

<><> Kiev volta a registrar protestos contra lei de Zelensky que limita atuação de órgãos anticorrupção

"Em Kiev, pessoas estão se reunindo para mais uma manifestação pacífica contra a polêmica Lei nº 12414 que limita os poderes dos órgãos anticorrupção", informou a publicação.

Na última terça-feira (22), o Parlamento ucraniano aprovou um projeto de lei que revoga a independência de dois órgãos anticorrupção: o Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e a Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAP). Posteriormente, o projeto foi assinado por Vladimir Zelensky. Parte dos parlamentares ucranianos considerou a medida como uma tentativa de desmantelar as estruturas anticorrupção do país.

Segundo a imprensa local, a nova legislação provocou protestos em todo o território ucraniano.

Diante das manifestações em massa, Zelensky apresentou um novo projeto de lei ao parlamento para supostamente reforçar a independência do NABU e da SAP. Mais tarde, o presidente da Casa, Ruslan Stefanchuk, anunciou que o projeto será analisado já na próxima quinta-feira (31).

Stefanchuk ainda afirmou que proporá a aprovação em primeira e segunda leituras no mesmo dia e o envio imediato para assinatura presidencial.

Em meio à crise, os embaixadores dos países do G7 expressaram séria preocupação com a investigação do Serviço de Segurança da Ucrânia contra o NABU.

 

Fonte: Sputnik Brasil


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