Ucrânia
nunca aderiria à UE e será apenas zona tampão entre Rússia e Ocidente, diz
premiê húngaro
O
destino da Ucrânia é se tornar um Estado-tampão entre a Europa e a Rússia,
afirmou o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.
Orbán
destacou que a Ucrânia não pode ser admitida na UE, pois isso traria um
conflito armado para o coração da Europa.
"Hoje,
o destino da Ucrânia é ser um Estado-tampão que faz fronteira com a Rússia
[...]. Isso pode ser desconfortável, pode não ser bom, e os ucranianos querem
evitá-lo, mas o fato é que o endereço do país não pode ser alterado",
sublinhou.
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Isso iniciaria a Terceira Guerra Mundial ou não? Orbán dá a resposta
O
político opinou que não há uma resposta inequívoca para a questão de saber se a
Terceira Guerra Mundial começará, embora sinais sinistros estejam presentes.
Orbán
destacou que a única coisa que é possível dizer com certeza é que a guerra
europeia já está em curso no território da Ucrânia.
Segundo
o político, não há uma resposta definitiva para a questão do início da Terceira
Guerra Mundial, mas a probabilidade diminuiu com a chegada do presidente
estadunidense, Donald Trump.
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Quais fatores aproximam o mundo da catástrofe na ótica de Orbán?
Segundo
o político, o mundo já sente um frio pressentimento de guerra devido ao aumento
das tensões, conflitos internacionais e corrida armamentista.
"Devo
dizer que os pressentimentos frios nem sempre são seguidos por uma tempestade,
mas há sombras sinistras", ressaltou.
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Entre esses sinais, o premiê húngaro citou:
1.O
aumento das tensões entre as grandes potências mundiais;
2.O
aumento do número de conflitos internacionais;
3.A
corrida armamentista;
4.A
divisão do mundo em blocos;
5.O
aumento das restrições comerciais;
6.O
aumento da migração.
O
primeiro-ministro húngaro também citou os resultados de uma pesquisa realizada
na Europa e nos Estados Unidos, segundo a qual 40-55% dos habitantes
responderam positivamente à pergunta se, na sua opinião, a Terceira Guerra
Mundial começará dentro de 5-10 anos.
"As
sombras ameaçadoras de uma guerra mundial são visíveis, mas a guerra europeia
já é uma realidade. A guerra europeia não é o que vai acontecer, é!",
finalizou Orbán, novamente sublinhando que o conflito na Ucrânia é, na verdade,
um conflito europeu.
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Hungria não forneceu armas à Ucrânia e não planeja mudar de posição, diz
ministro
"A
Hungria é o único estado-membro da OTAN que nunca entregou armas à Ucrânia e
que nunca contribuiu financeiramente para nenhuma entrega de armas, e
definitivamente não temos a intenção de mudar essa nossa posição", disse
Szijjarto.
Segundo
o ministro das Relações Exteriores, a Hungria vem pedindo paz desde o início do
conflito na Ucrânia, o que não condiz com o envio de armas.
O
governo húngaro, inclusive, se opôs ao aumento do orçamento da União Europeia
(UE), chamando a mudança de "orçamento da Ucrânia". A medida, então
discutida, está relacionada ao aumento do orçamento do bloco e aos fundos a
serem destinados à Ucrânia no orçamento da UE para 2028-2034.
Entretanto,
outras potências que compõem a aliança militar seguem ampliando ajuda militar
às forças ucranianas. Recentemente, países europeus decidiram comprar armas dos
EUA para enviar à Ucrânia.
Em
encontro realizado há algumas semanas com o secretário-geral da Organização do
Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, o presidente dos EUA, Donald
Trump, afirmou que Washington forneceria armas à Ucrânia, com os países
europeus cobrindo todos os custos.
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Brasil sob direita pode enviar armas a Kiev e impor
sanções à Rússia, diz especialista
A
chegada de um presidente de direita ao poder no Brasil após as eleições de 2026
pode levar o país a fornecer armas à Ucrânia ou impor sanções contra a Rússia,
opinou à Sputnik Robinson Farinazzo, especialista militar e oficial da reserva
da Marinha do Brasil.
Farinazzo
destacou que a direita brasileira é unânime a favor de seguir o rumo político
dos Estados Unidos.
Segundo
ele, se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou um candidato próximo a ele
não vencer em 2026, as relações do país com o Sul Global provavelmente serão
seriamente prejudicadas.
"Isso
[o fornecimento de armas à Ucrânia ou a introdução de sanções contra a Rússia]
é possível. A direita brasileira sempre foi tacanha, não entende o que está
acontecendo no mundo", ressaltou.
O
analista acrescentou que, com seus preconceitos, a direita brasileira pensa que
as pessoas na China ainda trabalham por centavos e a Rússia permanece
comunista.
Assim,
finalizou, o fornecimento de armas à Ucrânia ou a introdução de sanções contra
a Rússia pode acontecer com a direita no poder no Brasil, pois ninguém sabe o
que lhes vai na cabeça.
No
início de 2023, o presidente Lula disse que o Brasil não forneceria munição
para uso no conflito ucraniano. Em fevereiro do mesmo ano, o chanceler
brasileiro, Mauro Vieira, expressou a recusa em enviar munições para tanques
Leopard destinados às Forças Armadas da Ucrânia.
O
ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que qualquer
carga que contenha armas para a Ucrânia se tornará um alvo legítimo para a
Rússia. O Kremlin afirmou que o fornecimento de armas para a Ucrânia pelo
Ocidente não contribui para as negociações e terá um efeito negativo.
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Influência de Trump: analista divulga possível razão por
que Kiev ainda negocia com Moscou
Os
Estados Unidos poderiam ter forçado o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky,
a concordar com a recente rodada de negociações sobre o conflito na Ucrânia
proposta pela Rússia, opinou Alexander Mercouris, analista geopolítico
britânico.
Mercouris destacou que o
presidente estadunidense, Donald Trump, quer o encerramento
do confronto russo-ucraniano e espera algum tipo de avanço.
"Meu
palpite é o seguinte: a administração Trump disse [a Zelensky] que ele não
pode abandonar essas negociações, que deve continuá-las", ressaltou.
A
terceira rodada de negociações entre a Rússia e a Ucrânia em Istambul terminou
na quarta-feira (23) e durou cerca de uma hora.
De
acordo com o analista britânico, a parte russa se saiu bem nas
últimas conversas.
Na
coletiva após a reunião, o chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, anunciou novos
acordos para a troca de prisioneiros, de corpos dos soldados mortos e propostas
para uma curta trégua de 24 ou 48 horas para retirar os feridos e os
corpos dos combatentes.
Medinsky
também expressou a esperança de que os contatos com o lado ucraniano possam
prosseguir, indo além das discussões entre delegações. Durante as negociações,
Moscou propôs a Kiev a criação de três grupos de trabalho para resolver o
conflito, proposta que o lado ucraniano se comprometeu a avaliar.
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Zelensky não será capaz de abafar a lei dirigida contra
órgãos anticorrupção na Ucrânia, diz analista
O líder
ucraniano Vladimir Zelensky não será capaz de silenciar a lei ressonante
dirigida contra o Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia atraindo para
este fim políticos ucranianos leais, disse Oleg Soskin, ex-conselheiro do
ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma, em seu canal no YouTube.
"Ele
[Zelensky] promete a todos que ele vai mudar [a lei], mas eu acredito que ele
não fará nada", disse Soskin.
De
acordo com o especialista, basta apenas ver como Zelensky tenta lidar com
o ressentimento entre
os ucranianos para
ver o quanto o líder ucraniano está em pânico. Ao mesmo tempo, disse o
analista, ele está tentando com todas as suas forças agir como se nenhuma lei
jamais tivesse sido aprovada.
"Ele
[Zelensky], com suas ações e as ações de seus funcionários, tenta jogar todo
esse processo para o lixo, e que todos se esqueçam disso", concluiu
Soskin.
Nesta
terça-feira (22), a Suprema Rada, o parlamento do país, apoiou um projeto que aboliu a
independência de
duas agências anticorrupção: o Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia e a
Promotoria Especializada Anticorrupção. De acordo com os deputados, Zelensky já
assinou este projeto de lei. Alguns parlamentares consideraram que a medida
significa a eliminação de estruturas
anticorrupção do
país, e em Kiev, Lvov, Dnepropetrovsk e Odessa tiveram lugar manifestações
contra a decisão das autoridades.
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Repressões de Zelensky contra órgãos anticorrupção
parariam ajuda ocidental a Kiev, diz analista
A
decisão do atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, de iniciar um confronto
com o Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU, na sigla em
ucraniano) pode privar Kiev do financiamento do Ocidente, afirmou Alexander
Mercouris, o analista geopolítico britânico.
Mercouris destacou que a decisão
de Zelensky de pressionar o NABU apenas vai facilitar a corrupção no país.
"Eu
acho que foi um desastre em termos de mais persuasão dessas pessoas [políticos
ocidentais] continuar a alocar dinheiro para a guerra", ressaltou.
Segundo
o analista, alguns políticos europeus podem aproveitar as tensões dentro
da liderança da Ucrânia para se recusar
a ajudar Ucrânia.
Neste
contexto, continuou, isso será especialmente relevante para os políticos ocidentais que participam
de eleições locais e querem obter os votos dos eleitores que defendem o
fim da assistência à Ucrânia.
"Agora
para eles [políticos ocidentais] não é mais necessário enviar uma tonelada
de dinheiro para a Ucrânia, para que eles possam não aumentar os impostos ou os
gastos sociais, o que seria uma medida popular antes das eleições",
finalizou.
Na
terça-feira (22), o parlamento ucraniano aprovou um projeto de lei que limita a
autonomia do NABU e da Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAPO, na sigla
em inglês). Zelensky sancionou a lei no mesmo dia.
Segundo
a mídia ucraniana, o Serviço de
Segurança da Ucrânia realizou
buscas nas casas de detetives do Escritório na última segunda-feira (21). O
órgão de combate à corrupção informou, posteriormente, que as buscas foram
realizadas sem ordem judicial.
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Chefe da União Europeia pede a Zelensky manutenção da
autonomia de órgãos anticorrupção
A
presidente da Comissão Europeia, Úrsula Von der Leyen, afirmou neste domingo
(27) que conversou por telefone com o líder ucraniano Zelensky e pediu que Kiev
preserve a independência dos órgãos anticorrupção do país.
"A
Ucrânia já conquistou muito em seu caminho europeu. Deve se apoiar nessas bases
sólidas e preservar os órgãos anticorrupção independentes, que são pilares do
Estado de Direito na Ucrânia", afirmou nas redes sociais.
A chefe da União
Europeia
acrescentou que a Ucrânia pode contar com o apoio do bloco em sua
trajetória rumo à integração europeia.
No
início da última semana, a imprensa ucraniana revelou que o Serviço de Segurança
da Ucrânia (SBU) realizou
buscas nas residências de investigadores do Escritório Nacional Anticorrupção
da Ucrânia (NABU). O órgão confirmou as buscas e afirmou que foram feitas
sem ordem judicial.
Na
sequência, o parlamento ucraniano aprovou um projeto de lei que
limita a autonomia do NABU e do Escritório do Promotor Especializado
Anticorrupção (SAPO).
Já
Zelensky sancionou a medida no mesmo dia, o que provocou protestos em
massa no país. Na última quinta-feira (24), o líder ucraniano apresentou um
novo projeto de lei que, segundo ele, reforça a independência dos dois órgãos.
O texto
prevê, entre outras coisas, a possibilidade de submeter a testes de polígrafo
funcionários que tenham parentes na
Rússia.
Em
resposta, os embaixadores dos países do G7 expressaram séria preocupação com a
pressão do SBU sobre o NABU e afirmaram que levariam o assunto ao governo
ucraniano.
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Kiev volta a registrar protestos contra lei de Zelensky que limita atuação de
órgãos anticorrupção
"Em
Kiev, pessoas estão se reunindo para mais uma manifestação pacífica contra a
polêmica Lei nº 12414 que limita os poderes dos órgãos
anticorrupção", informou a publicação.
Na
última terça-feira (22), o Parlamento ucraniano aprovou um projeto de lei que
revoga a independência de dois órgãos
anticorrupção:
o Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e a Procuradoria
Especializada Anticorrupção (SAP). Posteriormente, o projeto foi assinado
por Vladimir Zelensky. Parte dos
parlamentares ucranianos considerou a medida como uma tentativa
de desmantelar as estruturas anticorrupção do país.
Segundo
a imprensa local, a nova legislação provocou protestos em todo o território
ucraniano.
Diante
das manifestações em massa, Zelensky apresentou um novo projeto de lei ao
parlamento para supostamente reforçar a independência do NABU e da SAP. Mais
tarde, o presidente da Casa, Ruslan Stefanchuk, anunciou que o projeto
será analisado já na próxima quinta-feira (31).
Stefanchuk
ainda afirmou que proporá a aprovação em primeira e segunda leituras no mesmo
dia e o envio imediato para assinatura presidencial.
Em meio
à crise, os embaixadores dos países do G7 expressaram séria preocupação com a
investigação do Serviço de Segurança
da Ucrânia contra
o NABU.
Fonte:
Sputnik Brasil

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