Amantes
da ditadura reclamam direitos individuais
A
história dá mesmo cambalhotas. Em nosso país, hoje, vemos os seguidores de
Bolsonaro sustentando a tese de que o ex-presidente é perseguido pelo sistema
judicial que lhe nega um julgamento justo. Chega a ser engraçado, políticos que
fizeram sua carreira defendendo a ditadura militar, que torturou, estuprou e
matou os seus adversários, sem qualquer julgamento, que bradavam que bandido
bom é bandido morto, agora defendendo direitos dos réus em processo criminal.
Se os
bolsonaristas tivessem tentado dar um golpe em um sistema que não fosse
democrático, estariam todos eles no pau-de-arara, e não usando tornozeleira.
Essa
turma é tão democrática quanto patriota. Só usam a retórica mais adequada para
a defesa de seus interesses pessoais e políticos. Embaixo do discurso que a
ocasião recomenda, nenhum apreço à democracia ou ao Brasil.
Mas a
democracia, embora generosa com os seus inimigos – já que não reservamos os
direitos humanos apenas para os humanos direitos – não pode se deixar extinguir
pela ação criminosa deles. É como ensina o paradoxo da tolerância de Karl
Popper: ser tolerante demais com os intolerantes leva ao fim da tolerância. Por
isso, a ordem democrática, embora preservando os direitos individuais de seus
algozes, sua integridade física, o contraditório, a ampla defesa e o devido
processo legal, não pode deixar impunes os que trabalharam para a sua
destruição.
Bolsonaro
e os demais réus do processo que apura o golpe de Estado estão tendo os seus
direitos constitucionais amplamente garantidos. Como poucos réus em nossa
democracia elitista tiveram. Nem Lula e Dilma gozaram do mesmo grau de respeito
aos seus direitos individuais quanto os golpistas estão tendo em julgamento no
STF. E muito menos os réus na ditadura militar cuja restauração os golpistas
defendem.
Reclamam
que todos já sabem o resultado do julgamento. A certeza que Bolsonaro tem do
resultado do processo deriva do próprio conhecimento sobre os atos que ele
mesmo praticou. Todos já sabem, não porque haja uma pré-compreensão sobre os
fatos. É que todos os brasileiros assistiram bestificados o golpe dado a céu
aberto, todo ele documentado e registrado. Tanto é assim, que nenhuma defesa
nega a tentativa de golpe. Apenas procuram minimizar a participação de cada um
dos seus clientes. Mas ninguém tem dúvidas de quem é o chefe e o principal
beneficiário da ação golpista. E todas as provas produzidas confirmam o que
todos já sabiam. Mesmo notórios, os fatos foram devidamente apurados e
comprovados. Tudo como manda o figurino constitucional.
Mas o
devido processo legal, a que até mesmo os golpistas têm direito, não lhes
confere a prerrogativa da impunidade e não lhes dá o direito de suprimir todos
os direitos.
É claro
que o Governo Trump navega no discurso de caças às bruxas. É de seu interesse a
impunidade aos golpistas brasileiros, a exemplo do que ocorreu com a invasão do
Capitólio por ele promovida. Também é de seu interesse trazer Bolsonaro de
volta para o jogo para a defesa intransigente dos EUA em nosso país, até mesmo
contra a soberania e o interesse nacional.
O que
não tem espaço é a situação de vermos agentes públicos brasileiros que aspiram
o voto popular se manifestarem em defesa da impunidade a Bolsonaro, e em
crítica a atuação do STF que busca julgá-lo de acordo com as provas presentes
nos autos.
A
pacificação nacional não virá pela impunidade e nem pela anistia daqueles que
tentaram destruir a democracia em defesa dos interesses estrangeiros. A paz só
vem com a justiça. Só a condenação dos golpistas e traidores da pátria
restituirá a normalidade democrática em nosso país. E garantirá a manutenção da
nossa independência e soberania.
• Joaquim de Carvalho: “Eduardo Bolsonaro
age como mafioso e deve ser preso”
Durante
participação no programa Bom Dia 247, o jornalista Joaquim de Carvalho defendeu
a prisão do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusando-o de agir como
integrante de uma organização mafiosa. A participação se concentrou na conduta
do parlamentar diante das investigações da Polícia Federal e dos ataques à
democracia.
“Eles
são mafiosos. Isso é verdade. E hoje o modo operante do Trump também é modo de
mafioso e eles aderiram. Estão agindo em conjunto”, afirmou Joaquim. Para ele,
Eduardo Bolsonaro se utiliza do mandato parlamentar para blindar-se contra
investigações e intimidar autoridades. “Essa intimidação é coisa de mafioso.
Dizer: ‘Ó, não me investigue porque eu vou retaliar você’. Isso é o mafioso à
luz do dia, falando abertamente”, disse.
Joaquim
de Carvalho criticou diretamente a postura do deputado ao atacar o
diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e afirmou que o Congresso
Nacional tem o dever de agir: “O Eduardo Bolsonaro tem que ser cassado, aquele
processo tem que andar, porque ele tá ameaçando um servidor público, delegado
da Polícia Federal”.
Além de
defender a cassação, o jornalista apontou que a PF pode agir por outros
caminhos. “O Eduardo Bolsonaro é um escrivão licenciado da Polícia Federal. Ele
[Eduardo] está ameaçando um colega. Isso é um caso de processo administrativo
disciplinar para ele ser demitido. Ele não pode continuar dizendo que é
policial federal.”
Joaquim
também sugeriu que Eduardo Bolsonaro tenha sido informado previamente sobre a
medida tarifária de 50% imposta pelos Estados Unidos contra o Brasil, e que
essa informação possa ter sido usada para beneficiar operadores do mercado
financeiro. “Ele próprio poderia estar lucrando através de terceiros”, alertou.
Segundo ele, a suspeita de uso de informação privilegiada configura crime:
“Isso é crime”.
De
acordo com o jornalista, a família Bolsonaro tem um histórico de enriquecimento
com base em práticas ilícitas. “O que define a família Bolsonaro é que ela é
fundamentalmente comedora de dinheiro. Corrupção, rachadinha, o que você quiser
chamar”, afirmou.
Joaquim
também criticou a passividade do Congresso diante do descumprimento do
regimento por parte de Eduardo Bolsonaro, que passou longos períodos fora do
país. “Ele vai faltar mais do que o regimento permite e vai tentar ser
candidato à reeleição. É um escárnio”, disse. O jornalista mencionou que, mesmo
após o fim da licença, Eduardo retomará os benefícios do mandato: “Ele volta a
ter aquele salário, se você considerar verbas, etc., até R$ 120 mil”.
Ao
final, Joaquim defendeu a prisão imediata do deputado. “O que precisa ser feito
neste momento é a prisão dele, decretar a prisão para que pelo menos ele não
saia dos Estados Unidos”, afirmou. “Ele fique lá nos braços do Trump, protegido
ali na barra da saia do Donald Trump.”
• "Meu chefe": Eduardo Bolsonaro
se torna cada dia mais bajulador e servil a Trump
Conspirando
nos EUA contra o Brasil, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a viralizar nas redes
sociais neste sábado (26) com um corte de vídeo em que teria cometido um
"ato falho" ao se referir a Donald Trump como "meu chefe"
durante entrevista a um site da ultradireita.
"Está
cantando musiquinha quem tem medo do lobo mau. Vocês acham que o meu chefe,
presidente Trump, eu estou me colocando no lugar da autoridade americana
aqui", diz o filho "03" de Jair Bolsonaro (PL) no corte
propagado nas redes.
No
entanto, as postagens nas redes sociais, especialmente, neste sábado (26)
mostram que Eduardo está muito além da parapraxia, o "ato falho",
descrito por Freud para revelar desejos ou pensamentos inconscientes do
indivíduo.
A
bajulação ao presidente dos EUA é exposta sem vergonha alguma por Eduardo nas
redes sociais, que neste sábado usou uma publicação de Donald Trump Jr. sobre o
4 de Julho - quando se comemora o Dia da Independência nos EUA - para mandar
recado e tentar lacrar nas redes sociais.
"Post
do Donald Trump Jr. em 4/JUL/2025, celebrando o dia da independência dos EUA.
Tradução do meme de cena histórica da rebelião dos americanos contra os
desmandos do colonizador britânico: 'Mas senhor um juiz de 1° grau ordenou que
não podemos fazer isso'", diz a "piada" de Trump Jr. propagada
pelo filho de Bolsonaro.
No dia
anterior, Eduardo ainda fez uma postagem risível para quem tem a mínima noção
de economia e de geopolítica.
"É
impressionantes que políticos se movam mais orientados por questões econômicas
do que de liberdade. O Brasil não está no estágio que se encontra a toa",
diz Eduardo, que almejava se tornar diplomata nos EUA durante o governo do pai.
O
deputado, que retomou o mandato após "licença médica" para conspirar
nos EUA, ignora o fato que a defesa de Trump a seu pai, Jair Bolsonaro, é
apenas um pretexto para que o presidente estadunidense avance com sua cobiça
sobre as terras raras, essenciais para a manutenção da hegemonia durante a
transição energética, que estão no subsolo do Brasil, onde se concentram as
segundas maiores jazidas do mundo, atrás apenas da China.
• Lindbergh Farias parte para cima de
Eduardo Bolsonaro: 'vira-lata e subordinado leal a Trump'
O
deputado federal e líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), disparou
contra Eduardo Bolsonaro, que confessou articular sanções contra o Brasil nos
Estados Unidos.
Eduardo
Bolsonaro prefere punir o Brasil a ficar ao lado de seu pai, Jair Bolsonaro,
réu na trama golpista e que está prestes a ser preso. Segundo Lindbergh,
Eduardo se submete aos desejos dos Estados Unidos, 'bajulando' o presidente
Donald Trump e se mostrando um verdadeiro 'vira-lata'.
"Não
é só bajulação e viralatismo. É subordinação de um deputado brasileiro a um
presidente dos EUA que hoje ameaça a soberania do Brasil com tarifas, sanções e
chantagens diplomáticas", escreveu Lindbergh, na plataforma X.
“O meu
chefe, o Presidente Trump”, disse Eduardo Bolsonaro. Um ato falho revelador,
como diria Freud. No inconsciente, a verdade sempre escapa: o projeto
bolsonarista nunca foi nacional, sempre se submeteu a interesses estrangeiros.
Não é
só bajulação e viralatismo. É subordinação de um deputado brasileiro a um
presidente dos EUA que hoje ameaça a soberania do Brasil com tarifas, sanções e
chantagens diplomáticas. Chamar Trump de “chefe” é trair o povo que elegeu
representantes para defender o país, não para servirem a potências externas.
Quando
o inconsciente fala, devemos escutar. O bolsonarismo é mais leal a Trump do que
à Constituição brasileira. E isso precisa ser nomeado: traição à pátria.
CASSAÇÃO
JÁ!
• AGU detona governadores bolsonaristas:
"Apoiam o clã Bolsonaro, que fomentou tarifa de Trump"
O
ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, criticou
duramente os governadores Ratinho Jr. (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União-GO) e
Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) por declarações dadas durante evento
organizado pela Expert XP.
No
evento, os governadores pregaram união entre os poderes para resolver a questão
das tarifas impostas pelo governo dos EUA. No entanto, afirmaram que a postura
do presidente Lula (PT), ao se associar ao Brics, motivou a sanção da Casa
Branca ao Brasil, que deve entrar em vigor na próxima sexta-feira (1º).
Entre
os governadores presentes, Ratinho Jr. foi o mais enfático e afirmou que
"falta inteligência" ao presidente Lula ao lidar com a questão.
Ao
tomar conhecimento das declarações, o AGU Jorge Messias detonou a postura dúbia
dos governadores e afirmou que os mesmos que pregam "pacificação"
estão associados à família Bolsonaro — responsável, na pessoa do deputado
federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por fomentar as tarifas de Trump contra os
produtos brasileiros.
"Reunidos
há poucos dias num evento econômico para discutir preocupações sobre o tarifaço
do Trump, governadores de direita apregoaram pacificação e unidade para
enfrentar a ameaça. No entanto, fingem ignorar que os sérios prejuízos que as
sanções econômicas podem causar ao povo brasileiro foram traiçoeiramente
fomentados pela família Bolsonaro, clã político apoiado por esses mesmos
governadores", declarou Jorge Messias.
Em
seguida, Messias afirmou que "o povo brasileiro pode contar com o Governo
do Presidente Lula, que está trabalhando para impedir essa crise e proteger os
empregos, o agronegócio e as empresas nacionais".
<><>
Ratinho Jr. culpa Lula por tarifaço de Trump e defende submissão aos EUA
O
governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), participou neste sábado (26) de uma
mesa de debate no evento Expert XP, organizado pela agência de investimentos
XP, em São Paulo. Ao lado dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas
(Republicanos), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União), o paranaense disparou
ataques contra o presidente Lula (PT).
Questionado
pelo mediador da mesa sobre como resolver a questão do tarifaço de Donald Trump
contra o Brasil, que entra em vigor na próxima sexta-feira (1º), Ratinho Jr.
defendeu submissão aos EUA e afirmou que "falta inteligência" ao
presidente Lula.
"É
ir alguém lá e sentar com os EUA, como fez o Canadá, como fez a Índia, como fez
a China, como fez o México, e parar de falar de desdolarização do comércio. O
Trump não pegou o Brasil pra discutir esse assunto por causa de Bolsonaro. O
Bolsonaro não é mais importante que a relação do Brasil com os EUA, claro que
pode ter um afeto entre os dois (Trump e Bolsonaro)."
Em
seguida, Ratinho Jr. afirma que "falta inteligência" ao presidente
Lula: "Mas a discussão de desdolarizar o comércio, que nem a China, que
fatura 35 trilhões de PIB, a Rússia, que é o maior inimigo dos EUA, nunca tocou
nesse assunto; a Índia, que cresce 7,6%, nunca tocou nesse assunto. Aí foi um
brasileiro [Lula] querer falar de desdolarização do comércio. Quer dizer, é uma
falta de inteligência."
Fonte:
ICL Notícias/Brasil 247/Fórum

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