segunda-feira, 28 de julho de 2025

Amantes da ditadura reclamam direitos individuais

A história dá mesmo cambalhotas. Em nosso país, hoje, vemos os seguidores de Bolsonaro sustentando a tese de que o ex-presidente é perseguido pelo sistema judicial que lhe nega um julgamento justo. Chega a ser engraçado, políticos que fizeram sua carreira defendendo a ditadura militar, que torturou, estuprou e matou os seus adversários, sem qualquer julgamento, que bradavam que bandido bom é bandido morto, agora defendendo direitos dos réus em processo criminal.

Se os bolsonaristas tivessem tentado dar um golpe em um sistema que não fosse democrático, estariam todos eles no pau-de-arara, e não usando tornozeleira.

Essa turma é tão democrática quanto patriota. Só usam a retórica mais adequada para a defesa de seus interesses pessoais e políticos. Embaixo do discurso que a ocasião recomenda, nenhum apreço à democracia ou ao Brasil.

Mas a democracia, embora generosa com os seus inimigos – já que não reservamos os direitos humanos apenas para os humanos direitos – não pode se deixar extinguir pela ação criminosa deles. É como ensina o paradoxo da tolerância de Karl Popper: ser tolerante demais com os intolerantes leva ao fim da tolerância. Por isso, a ordem democrática, embora preservando os direitos individuais de seus algozes, sua integridade física, o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal, não pode deixar impunes os que trabalharam para a sua destruição.

Bolsonaro e os demais réus do processo que apura o golpe de Estado estão tendo os seus direitos constitucionais amplamente garantidos. Como poucos réus em nossa democracia elitista tiveram. Nem Lula e Dilma gozaram do mesmo grau de respeito aos seus direitos individuais quanto os golpistas estão tendo em julgamento no STF. E muito menos os réus na ditadura militar cuja restauração os golpistas defendem.

Reclamam que todos já sabem o resultado do julgamento. A certeza que Bolsonaro tem do resultado do processo deriva do próprio conhecimento sobre os atos que ele mesmo praticou. Todos já sabem, não porque haja uma pré-compreensão sobre os fatos. É que todos os brasileiros assistiram bestificados o golpe dado a céu aberto, todo ele documentado e registrado. Tanto é assim, que nenhuma defesa nega a tentativa de golpe. Apenas procuram minimizar a participação de cada um dos seus clientes. Mas ninguém tem dúvidas de quem é o chefe e o principal beneficiário da ação golpista. E todas as provas produzidas confirmam o que todos já sabiam. Mesmo notórios, os fatos foram devidamente apurados e comprovados. Tudo como manda o figurino constitucional.

Mas o devido processo legal, a que até mesmo os golpistas têm direito, não lhes confere a prerrogativa da impunidade e não lhes dá o direito de suprimir todos os direitos.

É claro que o Governo Trump navega no discurso de caças às bruxas. É de seu interesse a impunidade aos golpistas brasileiros, a exemplo do que ocorreu com a invasão do Capitólio por ele promovida. Também é de seu interesse trazer Bolsonaro de volta para o jogo para a defesa intransigente dos EUA em nosso país, até mesmo contra a soberania e o interesse nacional.

O que não tem espaço é a situação de vermos agentes públicos brasileiros que aspiram o voto popular se manifestarem em defesa da impunidade a Bolsonaro, e em crítica a atuação do STF que busca julgá-lo de acordo com as provas presentes nos autos.

A pacificação nacional não virá pela impunidade e nem pela anistia daqueles que tentaram destruir a democracia em defesa dos interesses estrangeiros. A paz só vem com a justiça. Só a condenação dos golpistas e traidores da pátria restituirá a normalidade democrática em nosso país. E garantirá a manutenção da nossa independência e soberania.

•        Joaquim de Carvalho: “Eduardo Bolsonaro age como mafioso e deve ser preso”

Durante participação no programa Bom Dia 247, o jornalista Joaquim de Carvalho defendeu a prisão do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusando-o de agir como integrante de uma organização mafiosa. A participação se concentrou na conduta do parlamentar diante das investigações da Polícia Federal e dos ataques à democracia.

“Eles são mafiosos. Isso é verdade. E hoje o modo operante do Trump também é modo de mafioso e eles aderiram. Estão agindo em conjunto”, afirmou Joaquim. Para ele, Eduardo Bolsonaro se utiliza do mandato parlamentar para blindar-se contra investigações e intimidar autoridades. “Essa intimidação é coisa de mafioso. Dizer: ‘Ó, não me investigue porque eu vou retaliar você’. Isso é o mafioso à luz do dia, falando abertamente”, disse.

Joaquim de Carvalho criticou diretamente a postura do deputado ao atacar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e afirmou que o Congresso Nacional tem o dever de agir: “O Eduardo Bolsonaro tem que ser cassado, aquele processo tem que andar, porque ele tá ameaçando um servidor público, delegado da Polícia Federal”.

Além de defender a cassação, o jornalista apontou que a PF pode agir por outros caminhos. “O Eduardo Bolsonaro é um escrivão licenciado da Polícia Federal. Ele [Eduardo] está ameaçando um colega. Isso é um caso de processo administrativo disciplinar para ele ser demitido. Ele não pode continuar dizendo que é policial federal.”

Joaquim também sugeriu que Eduardo Bolsonaro tenha sido informado previamente sobre a medida tarifária de 50% imposta pelos Estados Unidos contra o Brasil, e que essa informação possa ter sido usada para beneficiar operadores do mercado financeiro. “Ele próprio poderia estar lucrando através de terceiros”, alertou. Segundo ele, a suspeita de uso de informação privilegiada configura crime: “Isso é crime”.

De acordo com o jornalista, a família Bolsonaro tem um histórico de enriquecimento com base em práticas ilícitas. “O que define a família Bolsonaro é que ela é fundamentalmente comedora de dinheiro. Corrupção, rachadinha, o que você quiser chamar”, afirmou.

Joaquim também criticou a passividade do Congresso diante do descumprimento do regimento por parte de Eduardo Bolsonaro, que passou longos períodos fora do país. “Ele vai faltar mais do que o regimento permite e vai tentar ser candidato à reeleição. É um escárnio”, disse. O jornalista mencionou que, mesmo após o fim da licença, Eduardo retomará os benefícios do mandato: “Ele volta a ter aquele salário, se você considerar verbas, etc., até R$ 120 mil”.

Ao final, Joaquim defendeu a prisão imediata do deputado. “O que precisa ser feito neste momento é a prisão dele, decretar a prisão para que pelo menos ele não saia dos Estados Unidos”, afirmou. “Ele fique lá nos braços do Trump, protegido ali na barra da saia do Donald Trump.”

•        "Meu chefe": Eduardo Bolsonaro se torna cada dia mais bajulador e servil a Trump

Conspirando nos EUA contra o Brasil, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a viralizar nas redes sociais neste sábado (26) com um corte de vídeo em que teria cometido um "ato falho" ao se referir a Donald Trump como "meu chefe" durante entrevista a um site da ultradireita.

"Está cantando musiquinha quem tem medo do lobo mau. Vocês acham que o meu chefe, presidente Trump, eu estou me colocando no lugar da autoridade americana aqui", diz o filho "03" de Jair Bolsonaro (PL) no corte propagado nas redes.

No entanto, as postagens nas redes sociais, especialmente, neste sábado (26) mostram que Eduardo está muito além da parapraxia, o "ato falho", descrito por Freud para revelar desejos ou pensamentos inconscientes do indivíduo.

A bajulação ao presidente dos EUA é exposta sem vergonha alguma por Eduardo nas redes sociais, que neste sábado usou uma publicação de Donald Trump Jr. sobre o 4 de Julho - quando se comemora o Dia da Independência nos EUA - para mandar recado e tentar lacrar nas redes sociais.

"Post do Donald Trump Jr. em 4/JUL/2025, celebrando o dia da independência dos EUA. Tradução do meme de cena histórica da rebelião dos americanos contra os desmandos do colonizador britânico: 'Mas senhor um juiz de 1° grau ordenou que não podemos fazer isso'", diz a "piada" de Trump Jr. propagada pelo filho de Bolsonaro.

No dia anterior, Eduardo ainda fez uma postagem risível para quem tem a mínima noção de economia e de geopolítica.

"É impressionantes que políticos se movam mais orientados por questões econômicas do que de liberdade. O Brasil não está no estágio que se encontra a toa", diz Eduardo, que almejava se tornar diplomata nos EUA durante o governo do pai.

O deputado, que retomou o mandato após "licença médica" para conspirar nos EUA, ignora o fato que a defesa de Trump a seu pai, Jair Bolsonaro, é apenas um pretexto para que o presidente estadunidense avance com sua cobiça sobre as terras raras, essenciais para a manutenção da hegemonia durante a transição energética, que estão no subsolo do Brasil, onde se concentram as segundas maiores jazidas do mundo, atrás apenas da China.

•        Lindbergh Farias parte para cima de Eduardo Bolsonaro: 'vira-lata e subordinado leal a Trump'

O deputado federal e líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), disparou contra Eduardo Bolsonaro, que confessou articular sanções contra o Brasil nos Estados Unidos.

Eduardo Bolsonaro prefere punir o Brasil a ficar ao lado de seu pai, Jair Bolsonaro, réu na trama golpista e que está prestes a ser preso. Segundo Lindbergh, Eduardo se submete aos desejos dos Estados Unidos, 'bajulando' o presidente Donald Trump e se mostrando um verdadeiro 'vira-lata'.

"Não é só bajulação e viralatismo. É subordinação de um deputado brasileiro a um presidente dos EUA que hoje ameaça a soberania do Brasil com tarifas, sanções e chantagens diplomáticas", escreveu Lindbergh, na plataforma X.

“O meu chefe, o Presidente Trump”, disse Eduardo Bolsonaro. Um ato falho revelador, como diria Freud. No inconsciente, a verdade sempre escapa: o projeto bolsonarista nunca foi nacional, sempre se submeteu a interesses estrangeiros.

Não é só bajulação e viralatismo. É subordinação de um deputado brasileiro a um presidente dos EUA que hoje ameaça a soberania do Brasil com tarifas, sanções e chantagens diplomáticas. Chamar Trump de “chefe” é trair o povo que elegeu representantes para defender o país, não para servirem a potências externas.

Quando o inconsciente fala, devemos escutar. O bolsonarismo é mais leal a Trump do que à Constituição brasileira. E isso precisa ser nomeado: traição à pátria.

CASSAÇÃO JÁ!

•        AGU detona governadores bolsonaristas: "Apoiam o clã Bolsonaro, que fomentou tarifa de Trump"

O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, criticou duramente os governadores Ratinho Jr. (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União-GO) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) por declarações dadas durante evento organizado pela Expert XP.

No evento, os governadores pregaram união entre os poderes para resolver a questão das tarifas impostas pelo governo dos EUA. No entanto, afirmaram que a postura do presidente Lula (PT), ao se associar ao Brics, motivou a sanção da Casa Branca ao Brasil, que deve entrar em vigor na próxima sexta-feira (1º).

Entre os governadores presentes, Ratinho Jr. foi o mais enfático e afirmou que "falta inteligência" ao presidente Lula ao lidar com a questão.

Ao tomar conhecimento das declarações, o AGU Jorge Messias detonou a postura dúbia dos governadores e afirmou que os mesmos que pregam "pacificação" estão associados à família Bolsonaro — responsável, na pessoa do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por fomentar as tarifas de Trump contra os produtos brasileiros.

"Reunidos há poucos dias num evento econômico para discutir preocupações sobre o tarifaço do Trump, governadores de direita apregoaram pacificação e unidade para enfrentar a ameaça. No entanto, fingem ignorar que os sérios prejuízos que as sanções econômicas podem causar ao povo brasileiro foram traiçoeiramente fomentados pela família Bolsonaro, clã político apoiado por esses mesmos governadores", declarou Jorge Messias.

Em seguida, Messias afirmou que "o povo brasileiro pode contar com o Governo do Presidente Lula, que está trabalhando para impedir essa crise e proteger os empregos, o agronegócio e as empresas nacionais".

<><> Ratinho Jr. culpa Lula por tarifaço de Trump e defende submissão aos EUA

O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), participou neste sábado (26) de uma mesa de debate no evento Expert XP, organizado pela agência de investimentos XP, em São Paulo. Ao lado dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União), o paranaense disparou ataques contra o presidente Lula (PT).

Questionado pelo mediador da mesa sobre como resolver a questão do tarifaço de Donald Trump contra o Brasil, que entra em vigor na próxima sexta-feira (1º), Ratinho Jr. defendeu submissão aos EUA e afirmou que "falta inteligência" ao presidente Lula.

"É ir alguém lá e sentar com os EUA, como fez o Canadá, como fez a Índia, como fez a China, como fez o México, e parar de falar de desdolarização do comércio. O Trump não pegou o Brasil pra discutir esse assunto por causa de Bolsonaro. O Bolsonaro não é mais importante que a relação do Brasil com os EUA, claro que pode ter um afeto entre os dois (Trump e Bolsonaro)."

Em seguida, Ratinho Jr. afirma que "falta inteligência" ao presidente Lula: "Mas a discussão de desdolarizar o comércio, que nem a China, que fatura 35 trilhões de PIB, a Rússia, que é o maior inimigo dos EUA, nunca tocou nesse assunto; a Índia, que cresce 7,6%, nunca tocou nesse assunto. Aí foi um brasileiro [Lula] querer falar de desdolarização do comércio. Quer dizer, é uma falta de inteligência."

 

Fonte: ICL Notícias/Brasil 247/Fórum

 

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