sexta-feira, 13 de março de 2026

Henrique Rodrigues: Jornalismo sob medida - Folha diz que Master “atinge tanto direita quanto esquerda”

cinismo da imprensa corporativa brasileira, quando decide blindar seus escolhidos ou acolhidos por afinidade, não conhece limites. A última peça de ficção fantasiada de reportagem “isenta” vem da Folha de S.Paulo. Num esforço arrebatador de malabarismo retórico, o jornalão paulistano tenta emplacar a narrativa de que o escândalo do Banco Master é um buraco negro que tragou, em igual medida, a direita e a esquerda. É o puro suco do jornalismo sob medida: a criação de uma falsa simetria para diluir a lama que, na vida real, escorre exclusivamente pelos gabinetes do bolsonarismo e do centrão fisiológico. A chamada é gerar gritos de revolta: “Relação de Vorcaro com políticos arrasta nomes de direita e esquerda para escândalo do Banco Master”.

A manobra é transparente. Diante da popularização do termo “BolsoMaster”, que sintetiza com precisão o ecossistema de favorecimentos e relações promíscuas, e muitas criminosas, entre a instituição de Daniel Vorcaro e o governo anterior, a Folha correu para construir um “puxadinho” de esquerda no arranha-céu do escândalo. A intenção é clara: se “todo mundo é culpado”, ninguém é vilão, e a extrema direita ganha o salvo-conduto para usar livremente o clichê “mas e o Lula, e o PT?”.

Para sustentar essa mentira convertida em jornalismo profissional, a Folha pariu uma lista bizarra de 16 nomes “envolvidos no caso”. Desses, o jornal pinçou cinco para tentar colar na esquerda algum nível de culpa, forçando infantilmente a tal equivalência. Mas basta um sopro de honestidade intelectual para ver que o castelo de cartas desmorona.

Vejamos o “lado esquerdo” da lista da Folha: Guido Mantega, Ricardo Lewandowski, Lula, Jaques Wagner e Rui Costa.

A começar por Guido Mantega e Ricardo Lewandowski. Chamá-los de “esquerda” para fins de escândalo é um atestado de ignorância ou de pura má-fé. Mantega, economista sênior sempre orbitando o “mercado”, apenas teve seus serviços de consultoria oferecidos ao Master, algo comum em sua trajetória profissional, sem qualquer relação com as vísceras do esquema ilegal. Já Lewandowski, atual ministro da Justiça, é um jurista de carreira que presidiu o STF e que esteve inclusive na presidência da Corte durante o farsesco impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 2016, seguindo rigorosamente os ritos que derrubaram a petista, sem apontar qualquer anormalidade naquele episódio histórico vergonhoso. Seu “crime”? Ter tido um contrato lícito entre seu escritório de advocacia e o banco muito antes de qualquer suspeita vir à tona. É o exercício da advocacia transformado em “crime de proximidade” pela caneta seletiva da Folha.

Quanto a Lula, a acusação beira o puerismo. O presidente recebeu Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto, como faz com qualquer empresário ou investidor de peso, cercado de assessores e ministros, aos olhos de todos. Tratar uma audiência institucional do presidente da República como “envolvimento em escândalo” é o grau máximo de leviandade. Já o senador Jaques Wagner (PT-BA) e ministro da Casa Civil Rui Costa aparecem na lista por “suposta amizade” com figuras do Master e de outras instituições satélites. Nenhuma prova ou indício de ilegalidade, nenhum ato de ofício, nenhuma transação suspeita. Apenas a tentativa desesperada de sujar o figurino do governo com o barro de um escândalo que não lhes pertence.

Agora, olhemos para onde o dinheiro e o tráfico de influência realmente moram. Do outro lado da lista, os 11 nomes da direita e do bolsonarismo não estão ali por “cortesia” ou “amizade”, mas por suspeitas reais e pesadas de irregularidades e crimes que formam o verdadeiro cerne do caso Master.

Diferente da “esquerda” inventada pela Folha, aqui o buraco é mais embaixo. Estamos falando da utilização do aparato estatal para favorecer negócios, de liberações suspeitas no Banco Central durante a gestão bolsonarista, de encontros às escondidas para tratar de interesses diretos do banco e de uma rede de influência. Aqui, não se trata de “conversa de consultório”, mas de suspeitas reais de corrupção, lavagem de dinheiro e uso da máquina pública em benefício de um grupo financeiro que se tornou o braço econômico da extrema direita.

Antônio Rueda, presidente do União Brasil, e Ciro Nogueira, presidente do PP, aparecem como os grandes anfitriões políticos do banco. Rueda é citado por aceitar caronas no helicóptero de Vorcaro, mas o caso de Ciro é muito mais grave: ele é o “grande amigo de vida” do banqueiro e autor da famigerada “Emenda Master”, uma manobra legislativa que tentou aumentar a garantia do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF, o que salvaria o couro da instituição em caso de quebra. É o uso direto do Congresso para fabricar um colete à prova de balas para um banco suspeito.

Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, e Ibaneis Rocha (MDB-DF), governador do Distrito Federal, completam o núcleo de influência regional e institucional. Alcolumbre é suspeito de ter apadrinhado investimentos temerários de quase R$ 400 milhões da Amprev (Previdência do Amapá) no Master, realizados em tempo recorde sob gestão de seu ex-tesoureiro. Já Ibaneis Rocha está no centro do escandaloso plano de “salvamento” do Master pelo BRB (Banco de Brasília), uma operação de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito podres que quase quebrou o banco público da capital da República.

<><> A conexão Rio e a extrema direita

No Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro (PL) é investigado pela Operação Barco de Papel, que apura o uso do dinheiro dos aposentados fluminenses (Rioprevidência) para alimentar o caixa do Master. No plano ideológico e de financiamento eleitoral, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparecem beneficiados pelo “dinheiro da família Master”: o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, sócio e seu principal operador, foi o maior doador individual das campanhas de ambos em 2022, injetando R$ 5 milhões na dupla extremista, sendo R$ 2 milhões para Tarcísio e R$ 3 milhões para Bolsonaro.

Já os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e João Carlos Bacelar (PL-BA), além do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL-AL), representariam o braço de apoio logístico e de imagem de Vorcaro. Nikolas, além de estar na agenda de contatos íntimos do banqueiro, utilizou jatinhos dele durante sua campanha eleitoral. JHC e Bacelar, por outro lado, são citados por proximidade e por supostas articulações na Câmara para barrar investigações ou facilitar o trânsito de interesses do grupo Master junto ao governo federal.

<><> O “cão de guarda” no Banco Central

Por fim, o papel de Roberto Campos Neto é o que mais causa indignação. Sob sua gestão no Banco Central, Vorcaro teve trânsito livre, com mais de 24 visitas registradas. A suspeita é de “vista grossa” deliberada. Enquanto o Master inflava seu patrimônio com títulos falsos e operações fraudulentas, a fiscalização do BC, comandada por nomes indicados na era Campos Neto (como os agora investigados Paulo Sérgio Neves e Bellini Santana), teria prestado uma “consultoria informal” para o banco, ensinando-os a driblar as próprias normas da autoridade monetária.

Diante dessa nada equivalente lista, é impossível não chegar à conclusão de que o que a Folha faz é um desserviço à democracia. Ao tentar “equilibrar” o jogo por meio de mentiras deslavadas, ela protege os criminosos de verdade sob o manto da dúvida generalizada.

O escândalo do Master tem cor, tem partido e tem um nome que a grande imprensa tenta desesperadamente apagar: BolsoMaster. O resto é contorcionismo de quem trocou o compromisso com a verdade pela militância corporativa em favor do status quo direitista. O jornalismo de “verniz profissional” da Folha nada mais é do que cinismo em estado bruto. E bem descascado, por óbvio.

•        Vaza plano de usar o STF para atingir Lula. Por Eduardo Guimarães

Em um ano eleitoral como 2026, sob ameaça de vitória daqueles que tentaram implantar uma ditadura militar no país em 2022/2023, os indicadores econômicos deveriam ser o grande trunfo do presidente Lula na busca pela reeleição.

Com Inflação controlada, desemprego, pobreza, miséria e desigualdade caindo; com PIB crescendo acima da média global e salário médio do trabalhador de R$ 3.652,00 (segundo o IBGE); e com medidas como a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a visão popular sobre o governo deveria ser diferente.

Esses números compõem um quadro de recuperação econômica sólida após anos de instabilidade. Mas, estranhamente, a percepção popular sobre a economia azedou e a aprovação de Lula anda de lado justamente quando esses avanços se consolidavam.

Não há uma grande queda, mas o que se esperava era alta.

O que explica essa desconexão? Uma análise das pesquisas de opinião revela um padrão: a queda na popularidade de Lula coincide perfeitamente com uma campanha orquestrada de ataques ao Supremo Tribunal Federal, especialmente contra ministros como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Juristas como o professor Pedro Serrano, o doutor Lenio Streck, o advogado Kakay e o grupo Prerrogativas (representado por Marco Aurélio Carvalho) já pediram comedimento aos críticos que não sejam extremistas políticos irresponsáveis. Ou seja: à imprensa.

Pedir impeachment ou prisão de Alexandre de Moraes ou de Dias Toffoli é uma aberração enquanto os grandes envolvidos como Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Ibaneis Rocha, Cláudio Castro e, acima de todos eles, Roberto Campos Neto permanecem blindados -- sem falar de uma montanha de banqueiros e políticos de direita.

O que começou como uma matéria isolada na Globo, assinada pela jornalista Malu Gaspar em 9 de dezembro de 2025, sobre supostos contratos da esposa de Moraes com o Banco Master, evoluiu para uma avalanche de críticas que contaminou não só a direita bolsonarista, mas parte da esquerda e a mídia corporativa.

A média das pesquisas Datafolha, Quaest, Paraná Pesquisas, Ipsos/Ipec, PoderData, AtlasIntel, CNT/MDA e outros mostra o movimento claro na aprovação a Lula:

Dezembro/2025: 47,0%

Janeiro/2026: 45,5%. 

Fevereiro/2026: 44,0%

A tendência é clara: a aprovação caiu progressivamente nos primeiros dois meses de 2026, alinhada ao bombardeio midiático e político contra o STF que ganhou força a partir de dezembro. Em março, mês ainda incompleto, a popularidade de Lula aparece baixa nas sondagens preliminares, sem recuperação significativa até o momento.

O que começou como uma matéria isolada evoluiu para uma onda: em janeiro, críticas a Toffoli por suposta corrupção que não cita o que ele teria dado em troca de supostos benefícios vorcarianos, ganharam espaço; parte da esquerda, influenciada por narrativas de “autoritarismo ou falta de ética judiciários”, começou a atacar Moraes e Toffoli, criando uma rachadura interna.

Edson Fachin, ministro do STF, isolou-se ao propor um código de conduta que insinuava desvios morais no tribunal, alimentando a ideia de que o STF estava “podre”.

Em fevereiro, a mídia corporativa – Globo, Folha, Estadão, Veja, Metrópoles etc. – intensificou o bombardeio, defendendo abertamente figuras bolsonaristas como Flávio Bolsonaro, que passou a ser “normalizado” em debates.

Manifestações bolsonaristas pipocaram pelo país, com o mote “Fora Lula, Moraes e Toffoli”, vinculando explicitamente o presidente ao Judiciário.

Joel Pinheiro da Fonseca, autor da tese do “bolsonarismo moderado” que indicava Tarcísio de Freitas como principal representante dessa vertente “civilizada” e viável eleitoralmente, escreveu em artigo na Folha:

“TUDO O QUE ENFRAQUECE O STF FORTALECE O BOLSONARISMO”

Essa frase, que vazou o plano da extrema-direita para atingir Lula de forma cristalina, admite que os ataques ao STF — independentemente de provas — servem objetivamente à agenda bolsonarista, fortalecendo o campo da direita mesmo quando partem de vozes que se dizem moderadas ou críticas ao extremismo.

Enquanto a economia melhora – desemprego caiu mais 0,5 ponto em fevereiro, PIB é revisado para cima, isenção do IR já impactando positivamente o consumo das classes C e D –, o foco midiático está no STF, não nos bolsonaristas atolados até o pescoço na lama vorcariana.

Por que a parcela do povo beneficiada não vê suficientemente os benefícios que vem auferindo? Porque a narrativa da mídia de direita a distraiu da realidade econômica.

Vazamentos recentes de conversas entre assessores bolsonaristas e jornalistas reforçam a coordenação sobre “Usar o STF para bater no Lula sem sujar as mãos na economia”, segundo áudio atribuído a um aliado de Flávio Bolsonaro que está circulando em redes alternativas.

Não é coincidência que Darren Beattie, assessor de Trump, visite Bolsonaro na prisão e se reúna com Flávio logo após picos de ataques. Trump, com sua agenda autocrática e extremista de direita, animou-se com a suposta debacle de Moraes e do Tribunal como um todo.

O mais grave: setores da esquerda ajudaram o bolsonarismo ao se unirem às críticas ao STF -- unindo-se, por tabela, ao bolsonarismo e prejudicando a si mesmos.

Ao atacar o Judiciário que barrou o golpe e protegeu a democracia — sem base em fatos comprovados, como o arquivamento da PGR sobre o contrato da esposa de Moraes —, parte da esquerda forneceu munição gratuita ao adversário, enfraquecendo o campo progressista em pleno ano eleitoral.

É preciso lembrar que só a resistência firme do STF contra o bolsonarismo garantiu que o Brasil, pela primeira vez na história, punisse generais golpistas e condenasse uma tentativa de golpe de Estado.

Foram as decisões do Supremo — investigações, prisões preventivas, julgamentos e condenações — que romperam a impunidade histórica das Forças Armadas em episódios antidemocráticos, fortalecendo a democracia brasileira e impedindo que o país volte ao ciclo de golpes impunes.

Atacar esse mesmo STF agora é, objetivamente, enfraquecer a instituição que mais contribuiu para a consolidação democrática recente.

Desde o primeiro momento, em dezembro de 2025, o Planalto deveria ter liderado uma campanha denunciando os ataques como farsa inconclusiva, açodada e politiqueira, expondo os verdadeiros comparsas de Vorcaro em seus crimes de lesa-pátria.

Não há nem sequer evidências concretas de crimes.  Não houve nem menção da PF/PGR  de investigar Moraes; pelo contrário, houve afirmação de que investigar seria ocioso. E o mais importante: sem aval destas a qualquer acusação a Moraes e à esposa.

Sem pagamento comprovado do suposto contrato no valor de R$ 129 milhões ou de qualquer outro valor, ignora-se que a assunção pela doutora Viviane de Moraes de prestação de serviços ao Master (que não era segredo) não importa em admissão de qualquer valor ventilado pela mídia e projetado apenas em documento supostamente  apreendido pela PF (pois até hoje a corporação não confirmou nada).

Não há recibos ou extratos que deveriam existir, pois a tese é a de que o Casal De Moraes praticou corrupção registrada em cartório, o que obrigaria a que documentos assim existissem. Atribuir ao ministro e à esposa a prática de corrupção por escrito e com firma reconhecida, pois, sugere uma dose cavalar de burrice e despreparo de ambos. 

Ignora-se, também, que a prestação de serviços do “Barci de Moraes” ao Master ocorreu em momento no qual prestar serviços advocatícios a banco em tão franca ascensão era comum a qualquer grande escritório.

A PF não encontrou elementos para investigar Moraes e a PGR arquivou pedidos por falta de indícios. Esse plano vazado – explicitado por Joel Pinheiro da Fonseca ao dizer que “tudo o que enfraquece o STF fortalece o bolsonarismo” – é uma tática clássica de guerra híbrida.

O povo merece ver a verdade, merece não ser manipulado de forma tão vil. Tudo que fortalece o STF enfraquece o bolsonarismo, a extrema direita, as elites golpistas de extrema-direita e, inclusive, a tese do "bolsonarismo moderado", uma incoerência pela própria natureza.

E tenho dito.

•        Caso Master: Sergio Moro comete ato falho ao se pronunciar sobre ala lavajatista da PF e MPF

lçado ao posto de “super” ministro da Justiça – cargo que deixou após disputa com Jair Bolsonaro (PL) por interferência na Polícia Federal para “não foder a família” no caso das rachadinhas – depois de comandar com mãos de ferro o lawfare da Lava Jato como juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, o senador Sergio Moro (União-PR) cometeu um ato falho ao se pronunciar nas redes sociais sobre os vazamentos seletivos no caso Master, creditados a ala “lavajatista” da PF.

Tratado como Lava Jato 2.0 após André Mendonça assumir a relatoria, as investigações sobre o caso Master têm seguido o mesmo modus operandis da força-tarefa com vazamentos seletivos para grandes grupos de comunicação, como a Globo, para criar uma narrativa colocando integrantes do governo Lula no centro de um escândalo que envolve figuras proeminentes do bolsonarismo e do Centrão.

Na segunda-feira (9), a Fórum revelou que o delegado Thiago Marcantonio Ferreira, que tem um longo histórico de relação com a Lava Jato e passou pelo “super” Ministério da Justiça bolsonarista, ocupa um cargo central no gabinete de André Mendonça.

Nesta quarta-feira (11), Moro quebrou o silêncio, mas cometeu um ato falho em publicação na Rede X ao dizer que é acusado de “ainda” controlar a PF e o MPF, além de parte da imprensa.

“No universo da loucura do PT e de alguns advogados picaretas do clube da impunidade, eu ainda controlo a PF e o MPF. Também mando em parte da imprensa. Mais fácil criar teorias da conspiração do que admitir responsabilidades”, escreveu o senador.

Acontece que Moro, em todos os cargos que passou, nunca teve poder de comando sobre as instituições, especialmente sobre o Ministério Público Federal (MPF), embora combinasse narrativas da Lava Jato diretamente com o procurador-chefe da Força Tarefa, Deltan Dallagnol (Novo-PR).

Com mandato de deputado federal cassado pela Lei da Ficha Limpa, Dallagnol retornou à Brasília na segunda-feira e retomou a parceria com a Globo usando os vazamentos seletivos da rede de comunicação para protocolar um novo pedido de impeachment de Alexandre de Moraes, dessa vez avalizado pelo governador mineiro Romeu Zema (Novo), que começa a desembarcar da ideia de ser presidenciável e já acena para Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

<><> Lava Jato 2.0

Em meio a retomada de vazamentos seletivos pela Globo, que mira desta vez o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Deltan Dallagnol (Novo-PR) retomou a antiga parceria com jornalistas do clã Marinho e partiu logo cedo para Brasília nesta segunda-feira (9) para tentar voltar aos holofotes da política, que se apagaram com a cassação de seu mandato.

Dallagnol entrou para a política após conduzir um obscuro lawfare na Lava Jato, combinando narrativas com jornalistas da Globo e da mídia liberal, conforme foi revelado pelas mensagens no grupo Filhos de Januário, apreendidas pela Polícia Federal na Operação Spoofing.

Ele deixou o cargo quando ainda respondia a diversos procedimentos administrativos disciplinares no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o que motivou a cassação de seu mandato com base na Lei da Ficha Limpa.

Em vídeo ao lado de Jeffrey Chiquini, advogado do bolsonarista Filipe Martins e pré-candidato a deputado federal, Dallagnol usa informações divulgadas por Malu Gaspar, da Globo, sobre o caso Master, que foram contestadas por Alexandre de Moraes, como fatos, mesmo que o clã Marinho não tenha apresentado provas até o momento.

“Agora vai muito além de abusos, agora a gente está falando de crimes como indícios de corrupção, de obstrução de investigação de organização criminosa, em cima não só do contrato para Viviane Barci de Moraes. Porque a questão é, qual foi a contraprestação desse contrato? R$ 129 milhões, está escancarado”, diz sobre o valor do contrato, divulgado por Malu Gaspar, e não comprovado.

Em seguida, Dallagnol faz sérias acusações contra o ministro do Supremo, dizendo “que ele na verdade que era o contratado por Daniel Vorcaro”, sem apresentar provas.

“E agora há provas cautelares, há perícias da Polícia Federal. Então, o fundamento jurídico é novo com indícios claríssimos de corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça”, diz Dalalgnol.

As “perícias” citadas pelo ex-Lava Jato, no entanto, são apenas citadas pelas reportagens da Globo, que diz ter ouvido a informação de “peritos da PF” em off, ou seja sem revelar quais seriam as fontes.

 

Fonte: Fórum/Brasil 247

 

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