quarta-feira, 11 de março de 2026

Miguel do Rosário: A urgência de um projeto de futuro

“Político, sou caçador de nuvens”, disse Ulysses Guimarães ao encerrar o discurso de promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, diante do plenário lotado, após nove mil horas de trabalho constituinte, resumindo, numa confissão poética, o que separa estadistas de gestores de rotina.

Quase quatro décadas depois, Lula enfrenta o dilema que Ulysses sintetizou. Ou inova, ou compromete não apenas a própria reeleição, mas o futuro de gerações que dependem de um Brasil estável e soberano.

O momento geopolítico é dramático. As sombras da guerra ameaçam a vida e o bem-estar de toda a humanidade para enriquecer um punhado de bilionários obcecados por armas, violência e dominação. A regressão política do maior país da América Latina representaria um golpe para bilhões de pessoas no Sul Global que enxergam no Brasil uma referência na luta pela soberania dos povos.

A pesquisa Datafolha divulgada neste sábado traz Lula com 38% das intenções de voto contra 32% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de seis pontos que, com margem de erro de dois pontos percentuais, configura corrida competitiva. No segundo turno, a situação é mais apertada. Lula marca 46% contra 43% de Flávio Bolsonaro, empate técnico. Em dezembro, a vantagem do presidente sobre Flávio era de 15 pontos. Agora caiu para três.

A aritmética por trás desses percentuais impõe um desafio adicional. Os principais nomes alternativos testados, como Ratinho Junior (7%), Romeu Zema (4%) e Ronaldo Caiado (4%), vêm da direita, com perfis e bases eleitorais próximas do bolsonarismo, o que significa que, numa eventual consolidação, seus votos tendem a migrar para o candidato do PL.

Diferentemente de 2022, quando os candidatos fora da polarização somaram apenas 6,3% do eleitorado total, os nomes alternativos agora alcançam cerca de 16%. É um contingente mais que dobrado de eleitores em jogo, e a maioria deles está à direita.

Nesse terreno mais fragmentado, quem atrair novos votos primeiro terá vantagem decisiva.

A ausência de um projeto de futuro torna-se o principal problema estratégico do presidente. Para crescer, Lula precisaria apresentar propostas que mudem o cotidiano das pessoas de forma estrutural. Programas como Bolsa Família, Pé-de-Meia, entre outros, sustentam a base social, mas não a expandem.

Um caminho evidente é a democratização da energia solar residencial. Instalar painéis fotovoltaicos numa casa reduz a conta de luz em 70% a 90%. Um domicílio que paga R$ 200 por mês passaria a desembolsar entre R$ 20 e R$ 60, economia anual próxima de R$ 2 mil por família.

Ao cortar o custo da eletricidade, a energia solar amplia diretamente o poder de compra das famílias e funciona simultaneamente como política de renda, transição energética e desenvolvimento tecnológico. Para que ganhe escala, porém, seriam necessários crédito barato para instalação, programas de financiamento popular e formação de engenheiros e pesquisadores, por meio de parcerias muito mais ambiciosas com a China.

O Ministério da Fazenda, comandado por Fernando Haddad, caminhou na direção oposta ao impor aumento de impostos sobre painéis fotovoltaicos importados, protegendo, na prática, um pequeno grupo de montadoras que simplesmente montam peças vindas de fora — não uma indústria solar brasileira, que ainda não existe de fato.

O caminho deveria ser acelerar a difusão da tecnologia e investir em ciência e inovação, não encarecê-la.

Outro eixo capaz de redesenhar o cotidiano de milhões de brasileiros é o transporte urbano sobre trilhos. Metrôs, trens e VLTs transformariam os deslocamentos degradantes que hoje consomem horas diárias da população das grandes cidades, além de gerar emprego, indústria e planejamento urbano moderno.

No mundo inteiro, as metrópoles voltaram a investir em transporte ferroviário. No Brasil, o tema permanece à margem do debate.

Voltemos à pesquisa. A estabilidade da base eleitoral de Lula, apesar da fragilidade da vantagem, oferece um alicerce que não deve ser subestimado.

Como o cientista político Antônio Lavareda costuma ressaltar, para dimensionar de fato o peso de um candidato é preciso medir sua intenção de voto sobre o conjunto do eleitorado, incluindo abstenções, brancos e nulos, e não apenas sobre os votos válidos.

Em 2022, o eleitorado apto somava 156,4 milhões de pessoas. Lula obteve 57,2 milhões de votos no primeiro turno, o equivalente a 36,6% do total de eleitores registrados. Jair Bolsonaro recebeu 51,1 milhões, ou 32,6%.

Agora, a pesquisa Datafolha atribui a Lula 38% das intenções de voto e a Flávio Bolsonaro 32%. Como essas pesquisas captam o universo completo dos eleitores, incluindo quem declara voto em branco, nulo ou indecisão, os percentuais são comparáveis ao cálculo sobre o eleitorado total. Aplicando-os aos 155,4 milhões de eleitores registrados hoje pelo TSE, Lula teria, segundo o Datafolha, cerca de 59 milhões de votos contra 49,7 milhões de Flávio Bolsonaro, uma diferença de aproximadamente 9,3 milhões.

A base de Lula permanece estável em relação a 2022, mas a vantagem percentual estreita ganha outra dimensão quando traduzida em milhões de votos.

Lula permanece como favorito. Mas, para transformar essa vantagem em vitória, precisará apresentar ao país propostas que projetem um horizonte novo, o tipo de imaginação política que dá sentido ao voto e transforma a eleição numa escolha definidora do nosso destino.

Ulysses dizia caçar nuvens para reconstruir a nossa democracia. Lula, para preservá-la, precisará mobilizar o sonho.

'Em eleições não se escolhe adversários, mas sim aliados', diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que as disputas eleitorais devem ser construídas com base em alianças políticas e não com foco nos adversários. A declaração foi dada ao comentar o cenário eleitoral do estado do Rio de Janeiro em entrevista ao jornal O Dia.

Na conversa, Lula reafirmou apoio político ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), e destacou a importância de formar uma frente capaz de disputar não apenas o governo estadual, mas também cadeiras no Senado, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). “Sobre as eleições, temos que lembrar que não se escolhe adversários, mas sim aliados. Paes tem o meu apoio político e o importante agora é construir uma chapa forte, capaz de vencer não apenas a disputa pelo governo, mas também de conquistar cadeiras no Senado, na Câmara e na Alerj e não deixar que o autoritarismo e o retrocesso voltem a ganhar espaço no Rio de Janeiro e em nosso país”, declarou.

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Lula também elogiou a gestão de Eduardo Paes à frente da Prefeitura do Rio e ressaltou que a parceria entre os governos municipal e federal tem resultado em projetos considerados importantes para a cidade. “O Eduardo Paes é um excelente prefeito e trabalhamos muito bem juntos. E dessa parceria com o governo federal vieram muitas ações importantes, verdadeiras conquistas para os cariocas, como a renovação da frota de BRT e a grande melhoria na rede hospitalar da cidade”, afirmou.

<><> Investimentos e obras na Zona Oeste

A entrevista foi concedida horas antes de Lula desembarcar no Rio de Janeiro para cumprir uma agenda oficial ao lado do prefeito, que incluiu inaugurações e anúncios de investimentos. Entre os compromissos previstos estão a entrega de moradias na Comunidade do Aço, em Santa Cruz, na Zona Oeste, e a inauguração de obras de mobilidade urbana em Campo Grande.

Segundo o presidente, os investimentos fazem parte do plano de mobilidade da região. “Estamos inaugurando hoje o trecho 1 do Anel Viário e o Túnel Luiz Bom, com investimentos de R$ 838,5 milhões. E já iniciamos as obras do trecho 2 do Anel, que terá 6,1 quilômetros de extensão e permitirá aos mais de 350 mil moradores de Campo Grande chegarem muito mais rápido à Avenida Brasil”, explicou.

O projeto integra um conjunto de intervenções que prevê 38 quilômetros de obras viárias, além de ciclovias e sistemas de drenagem.

<><> Habitação e programas sociais

Lula também destacou ações do governo federal voltadas à redução do déficit habitacional na capital e no estado. De acordo com ele, o programa Minha Casa Minha Vida já contratou quase 35 mil moradias no município do Rio desde 2023.

“No estado inteiro, são mais de 88 mil moradias, com investimentos de R$ 13,5 bilhões para que as famílias conquistem o sonho da casa própria”, afirmou.

Na Comunidade do Aço, o presidente participou da entrega de novas unidades habitacionais para 64 famílias em situação de vulnerabilidade social. O empreendimento foi financiado pelo Banco do Brasil com recursos federais.

Outro projeto citado foi o PAC Periferia Viva, que prevê investimentos superiores a R$ 170 milhões na comunidade da Maré para construção de casas, implantação de redes de abastecimento e esgoto e obras de urbanização. Iniciativas semelhantes também estão em andamento em São Gonçalo e tiveram propostas selecionadas para o Complexo do Alemão e para o Caniçal, em Niterói.

<><> Combate a enchentes e desastres

Durante a entrevista, Lula também abordou as medidas adotadas pelo governo federal para enfrentar enchentes e deslizamentos, fenômenos recorrentes em diferentes regiões do país. Entre as ações mencionadas está um projeto de drenagem no bairro Jardim Maravilha, em Guaratiba, que recebe investimentos de R$ 340 milhões dentro do Novo PAC.

“No PAC Seleções, já selecionamos ou retomamos quase 60 projetos de obras de drenagem e contenção de encostas para o estado do Rio, com recursos de R$ 3,9 bilhões”, disse.

O presidente acrescentou que o governo ampliou a estrutura da Defesa Civil e implementou sistemas de alerta enviados diretamente para celulares da população em áreas de risco.

<><> Violência contra mulheres

Outro tema abordado na entrevista foi a violência contra mulheres, citada por Lula ao comentar o caso de estupro coletivo contra uma adolescente ocorrido em Copacabana. Para o presidente, o país precisa enfrentar a cultura que naturaliza esse tipo de crime.

“É inaceitável que homens continuem achando que são donos das mulheres, que podem agredi-las ou fazer o que bem entendem com elas. Todos – especialmente nós, homens – temos que fazer nossa parte para que essa cultura desapareça de nosso país e se torne coisa do passado”, afirmou.

Entre as iniciativas do governo federal, Lula citou o Pacto Brasil para Enfrentamento do Feminicídio, que reúne diferentes poderes para acelerar medidas protetivas e responsabilizar agressores, além da ampliação de estruturas de atendimento.

“Também estamos abrindo novas Casas da Mulher Brasileira e novos Centros de Referência, além de reforçar as delegacias especializadas para que elas funcionem por 24 horas, com agentes qualificados”, disse.

•        Eduardo Leite oficializa pré-candidatura presidencial e lança “manifesto ao Brasil”

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), oficializou sua pré-candidatura à presidência da República por meio de uma publicação nas redes sociais acompanhada de um documento intitulado “manifesto ao Brasil”. No texto, o político gaúcho afirma que pretende representar uma alternativa à polarização política que marca o cenário nacional.

<><> Manifesto aponta crítica à polarização

No documento, Eduardo Leite afirma que o país precisa superar a fragmentação política. Em um dos trechos do texto, ele escreve: “Nada na história econômica moderna se compara ao impacto que estamos prestes, muito em breve, a experimentar. O Brasil, porém, permanece dividido, fragmentado, excessivamente concentrado em disputas ideológicas e paroquiais que não produzem solução.”

Ao concluir a mensagem, o governador reforça a disposição de disputar o Palácio do Planalto: “É com esta convicção, com fé e independência, que coloco meu nome à disposição do país.”

<><> Disputa interna no PSD

A movimentação ocorre em meio à disputa interna dentro do PSD para definir quem representará o partido na eleição presidencial. Além de Eduardo Leite, também são apontados como pré-candidatos o governador do Paraná, Ratinho Júnior, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Os três nomes disputam a preferência do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. A direção do partido vem organizando uma série de eventos políticos com a presença dos possíveis presidenciáveis.

Nesta sexta-feira (6), no sábado (7) e na segunda-feira (9), Leite, Ratinho Júnior e Caiado devem participar juntos, em São Paulo, de atividades relacionadas à filiação de deputados estaduais paulistas ao PSD.

<><> Argumento de candidatura independente

Em entrevista concedida à  RBS TV, na última segunda-feira (2), Eduardo Leite afirmou que considera ter um diferencial em relação aos demais nomes do partido.

Segundo ele, sua posição nas eleições de 2022 reforça a ideia de independência política. “O que considero me dar um diferencial em relação aos meus colegas, pelos quais tenho muito respeito, é justamente a possibilidade de liderar uma candidatura independente, porque não abracei nas eleições de 2022, nem Lula (PT) nem (Jair) Bolsonaro (PL)”, declarou.

<><> Proposta de despolarização

O governador gaúcho também destacou que se coloca como crítico da polarização que tem marcado as disputas eleitorais no país. Para ele, o cenário atual exige a construção de um novo caminho político.

“Me sinto pronto para liderar um projeto nacional de despolarização do país. O Brasil precisa sair dessa polarização radicalizada que coloca brasileiros contra brasileiros”, afirmou.

<><> Processo de definição no partido

Leite ressaltou ainda que a escolha do candidato presidencial do PSD não dependerá apenas da decisão do presidente da sigla, Gilberto Kassab, mas também de um processo de diálogo político e análise do cenário eleitoral.

De acordo com ele, nas próximas semanas devem ocorrer encontros e conversas com lideranças partidárias e setores da sociedade. “É isso que a gente vai intensificar ao longo dessas próximas semanas. Encontros, conversas, diálogos que permitam a gente entender, dentro do contexto político, da percepção do eleitor, qual é o nome que melhor poderá conseguir aglutinar um grupo da sociedade brasileira substancial o suficiente para levar essa candidatura ao segundo turno e vencer as eleições.”

•        Datafolha empurra Ratinho para impasse com o bolsonarismo. Por Esmael Moraes

O governador Ratinho Junior (PSD) saiu do Datafolha deste sábado (7) mais cobrado no Paraná do que protegido pelo próprio capital político. A pesquisa reposicionou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no plano nacional, valorizou os palanques estaduais da direita e tensionou a relação entre o Palácio Iguaçu e o bolsonarismo no estado. Segundo apuração do Blog do Esmael, esse novo quadro já acelerou a circulação de cenários alternativos na direita paranaense, com Alexandre Curi (PSD), Rafael Greca (PSD), Filipe Barros (PL) e o próprio Flávio. Até aqui, porém, ninguém atravessou o “Rubicão”: Curi e Greca avisaram que aguardam a decisão de Ratinho antes de avançar.

O pano de fundo é o novo Datafolha. A pesquisa mostrou o presidente Lula (PT) e Flávio em empate técnico num eventual segundo turno, 46% a 43%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento também recolocou a direita em posição mais competitiva no debate nacional e aumentou o peso político das alianças regionais.

No Paraná, esse resultado não ficou restrito ao plano presidencial.

Com Flávio mais valorizado na corrida nacional, o PL passou a ter mais incentivo para cobrar protagonismo no estado. Segundo apuração do Blog do Esmael, se Ratinho decidir disputar o Planalto, dirigentes do partido já admitem marchar com o senador Sergio Moro (União) rumo ao governo do Paraná, em troca de palanque para Flávio Bolsonaro no estado.

A pressão não se limita a esse movimento.

O Blog do Esmael apurou que o Republicanos foi procurado para ajudar a montar uma chapa alternativa com Alexandre Curi para governador, Rafael Greca para vice, Filipe Barros para o Senado e Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. O dado politicamente mais relevante, porém, é outro: Curi e Greca não aceitaram acelerar essa costura de imediato. Ambos responderam que ainda aguardam a decisão de Ratinho Junior antes de qualquer avanço mais assertivo.

Esse detalhe mostra que o governador continua sendo a peça central do arranjo, mas também revela que uma engrenagem paralela já começou a se mover em baixa rotação.

Nos bastidores, a próxima semana tende a ser decisiva. O Blog do Esmael apurou que Ratinho Junior terá conversa com a cúpula do PL, incluindo Valdemar Costa Neto e o próprio Flávio Bolsonaro, para discutir os cenários nacional e paranaense. O encontro deve medir até onde vai a disposição de convivência entre o projeto presidencial de Ratinho e a estratégia bolsonarista no Paraná.

O impasse não para no palanque presidencial.

Alexandre Curi e Rafael Greca já informaram ao Palácio Iguaçu que não apoiarão Guto Silva (PSD), nome tratado como pupilo político de Ratinho, na sucessão estadual, segundo apuração do Blog do Esmael. A resistência ao preferido do governador enfraquece a ideia de uma transição automática e amplia a disputa dentro do próprio campo governista.

Também não parece simples a hipótese de Ratinho disputar o Senado.

Esse movimento não pacifica a direita. Ao contrário, pode diminuir o espaço de Filipe Barros, porque a leitura dominante no campo conservador é a de que uma das duas vagas tende a ser ocupada por um nome forte da direita, enquanto a outra ficaria em disputa mais aberta, com a esquerda buscando entrar no jogo. Nesse quadro, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), aparece como nome competitivo no estado. A hipótese de Ratinho ao Senado, portanto, desorganiza aliados em vez de acomodá-los. A movimentação de Ratinho, Moro e outros pré-candidatos já vinha sendo observada no Paraná nas últimas semanas.

Em outras palavras, o Datafolha transformou uma ambiguidade administrável em dilema político real.

Se Ratinho correr para Brasília, pode perder o controle da sucessão no Paraná e empurrar o PL para uma aliança com Moro. Se recuar para o jogo local, descobre que a própria base já começou a testar alternativas sem Guto Silva e com maior protagonismo do bolsonarismo. E, se tentar acomodar tudo com uma candidatura ao Senado, corre o risco de congestionar o campo da direita e abrir espaço para adversários.

A pesquisa, portanto, não mexeu só na corrida presidencial. Ela reordenou a correlação de forças no Paraná, expôs os limites da liderança de Ratinho dentro do seu próprio campo e antecipou uma disputa por palanques que pode ser mais dura do que a campanha formal.

A direita paranaense entrou em compasso de espera, mas já não está em paz. O governador segue no centro do jogo, porém agora cercado por uma verdade incômoda: qualquer decisão sua cobra preço alto. Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.

 

Fonte: Brasil 247

 

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