quarta-feira, 11 de março de 2026

Eduardo Guimarães: Mídias e 'PF do B' se encontram no golpismo

A Polícia Federal se dividiu em duas: a oficial, comandada pelo doutor Andrei Rodrigues, e a 'PF do B' (B de bolsonarismo), comandada por André “Terrivelmente Evangélico” Mendonça.

Ontem, a Globo assumiu a Malu Gaspar que tinha dentro de si, mas tratava como apenas uma das muitas correntes jornalísticas da casa. Agora, a Globo é uma mega Malu Gaspar, que atribui ao imponderável as suas denúncias “criativas”.

A 'PF do B' foi criada quando Edson Fachin, o pavão que desgoverna o STF, jogou no colo de André Mendonça a arma com a qual ele pretende justificar a dancinha que encenou com Michelle quando se confirmou sua vitória na votação do Senado que aprovou seu nome para integrar o Supremo Tribunal Federal.

Eis que, armado com a relatoria do caso Master, tratou de criar a 'PF do B', que não presta contas a ninguém, a não ser a ele, e cujos achados vêm tendo o mesmo destino: seus olhos, ouvidos e nada mais.

E tornou o comando da PF uma espécie de “Rainha da Inglaterra”...

É por isso que a investigação do caso Master pela 'PF do B' passa longe de Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Ibaneis Rocha, Cláudio Castro, Campos Neto etc., etc., etc.

É Lula, Lulinha, Moraes e Toffoli. E, nos próximos capítulos, Flávio Dino e Gilmar Mendes.

Os prints são uma farsa. A conversa entre Moraes e Vorcaro não ocorreu, mas até a prisão de Moraes foi pedida. Não me espantaria se pedissem sua decapitação em praça pública, com os sans-culottes descerebrados explodindo em um êxtase orgástico.

A Polícia Federal desmentiu a Malu Gaspar, a Globo e o diabo que os carregue e já foi avisando que não vai investigar Moraes porque tem crimes a combater. A 'PF do B' já está avisada.

Agora, finalmente, o STF acordou e vai começar a jogar. Aguardem.

•        O vazamento é a droga da Globo e do jornalismo das corporações. Por Moisés Mendes

O grupo Prerrogativas conclui com singeleza uma nota sobre a nova epidemia de vazamento de informações seletivas. A nota diz que os vazadores e os receptadores dos vazamentos dedicam-se à “nociva espetacularização das investigações".

Também é isso, mas não é bem isso. O que os jornalões, com a Globo à frente de novo, estão buscando com a disseminação de vazamentos seletivos não é a audiência pelo espetáculo.

É a prestação de serviço sujo que interessa a quem vaza. É o julgamento antecipado e sumário, como correu na Lava-Jato e se repete agora com particularidades à la caso Master.

No auge do lavajatismo, a República de Curitiba tinha um time de jornalistas a serviço da legitimação da caçada a Lula. Mesmo que alguns tenham até publicado livros, é difícil dizer que este ou aquele era o cara do esquema em algum jornal ou na Globo, mesmo com suspeitas e indícios.

Desta vez, não. Malu Gaspar foi escolhida pelos vazadores, porque se habilitou a atacar Alexandre de Moraes e o Supremo. Malu é a guerreira a serviço dos ataques ao ministro, desde o momento em que a guerra entre ambos foi declarada.

A colunista da Globo virou protagonista com direito a chamada no Jornal Nacional. É a esponja de quase todos os vazamentos, e a frase mais ouvida entre os vazadores deve ser esta: passa para a Malu. Porque Malu precisa de muita munição para enfrentar e se possível derrubar Moraes.

Malu é a Globo. Pode acontecer, como tem acontecido, de a informação vazada fazer antes uma baldeação e chegar às mãos de Lauro Jardim, no mesmo Globo, ou de Monica Bergamo, na Folha.

Malu é tão poderosa que outros jornalistas não conseguiram acompanhar o pique da colega e a concentração de informações no Globo. Quase tudo o que sai da Polícia Federal e do Supremo vai para a colunista.

As baldeações são despistes, para sugerir que Malu não tem a exclusividade. É esse o esquema que desafia André Mendonça. Sem experiência como servidor do sistema de Justiça, no Ministério Público ou no Judiciário, a bronca é gigantesca.

Mendonça é desafiado a conter a máquina sem controle que abastece a TV Globo e o jornal O Globo e algumas vezes os outros jornais, ou será exposto como o ministro relator incapaz de segurar desmandos.

Teori Zavascki, como relator da Lava-Jato, sofreu essa acusação e não teve tempo para provar que seria capaz de enfrentar as facções de Curitiba na caçada sem escrúpulos a Lula.

O vazamento é o crack do jornalismo das corporações, desde o mensalão. São os profissionais da intriga, que se colocam no topo da pirâmide das estruturas das redações. No exercício do colunismo pesado, passam a comer pela mão dos vazadores.

A reportagem clássica perde relevância e o que importa é ficar de boca aberta esperando a comidinha que algum vazador irá passar, em rações diárias, selecionando o que pode incriminar Lula, o filho de Lula, o governo e as esquerdas.

Os servidores dedicados a investigações e os jornalistas têm crises de abstinência sem a ração diária dos vazamentos. E o resto? O resto é o que se vê, na precariedade de uma cobertura que se sustenta de novo na ação dos vazadores, no caso Master e no caso dos vampiros do INSS.

Em meio a esse cenário de acumpliciados pela direita, um exemplo de déficit de jornalismo. Os desencontros sobre o morre e não morre do sicário de Daniel Vorcaro, que finalmente morreu, foram mais uma das provas de que, por precariedade e desleixo, o jornalismo brasileiro das corporações já não consegue nos dizer nem quem está morto ou está vivo.

E também não conseguiu mostrar todos os interesses em torno das controvérsias sobre um sujeito que deveria morrer para alguns e ficar vivo para outros.

O próprio jornalismo da grande imprensa, entregue ao novo lavajatismo, não consegue nos provar que ainda respira. O que temos são esquemas, dentro das corporações, dependentes dos fornecedores de drogas de dentro das instituições. Os jornalões fumam, tragam e cheiram vazamentos.

Hoje, não há sinais de que possam se salvar, porque esse é um bom negócio das mídias analógicas que chegaram até aqui: adquirir, consumir e reelaborar drogas apresentadas depois como notícia.

•        O jornalismo de guerra da Globo recria o PowerPoint da Lava Jato. Por Florestan Fernandes Jr

O PowerPoint apresentado na sexta-feira (6) na GloboNews, mostrando as conexões de Daniel Vorcaro com representantes de lideranças políticas, empresariais e judiciais, nos remete diretamente ao dia 16 de setembro de 2016. Naquela ocasião, o ex-procurador da República Deltan Dallagnol apresentou à imprensa um PowerPoint acusando o então ex-presidente Lula de ser o chefe de um esquema de corrupção investigado pela Lava Jato.

Trata-se, essencialmente, do mesmo modus operandi: criar a falsa impressão de que Lula estaria envolvido com Daniel Vorcaro. A sequência de fotos dos personagens inseridos nessa teia atribuída ao banqueiro parece ter um único objetivo: trazer para dentro do escândalo o chefe da Nação. A própria disposição das imagens revela isso, já que a fotografia do presidente Lula aparece em primeiro lugar. Além disso, a imagem escolhida pelo criador do PowerPoint reforça essa intenção da narrativa oferecida ao telespectador.

Lula aparece sorrindo, com a faixa presidencial ao peito, o que quer "comunicar" o uso do cargo em benefício próprio. Ou seja, é toda uma engenharia visual buscando desconstruir a imagem do presidente da República em ano eleitoral.

O neo-PowerPoint da Globo não explica, porém, o papel de cada um dos personagens ali representados. Nenhum esclarecimento foi feito de que o presidente só esteve uma única vez com o banqueiro do Master. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024, a pedido de Vorcaro, que na época ainda não era alvo de qualquer investigação.

Da reunião participaram os ministros Rui Costa, da Casa Civil; Alexandre Silveira, de Minas e Energia; e Gabriel Galípolo, que à época ainda não presidia o Banco Central. Segundo os participantes, Vorcaro pretendia convencer o governo a apoiar a venda do Master para o Banco de Brasília, algo que o Banco Central, já sob a gestão de Galípolo, não apenas deixou de autorizar como tomou uma medida que Campos Neto não havia tomado: pedir a liquidação do Banco Master.

O fato de Vorcaro ter dito, em troca de mensagens com a namorada, que o encontro teria sido muito bom não constitui prova de que o presidente o ajudou. Ao contrário: Lula não se envolveu no assunto e deixou, de forma republicana, as decisões sobre o Master nas mãos da diretoria do Banco Central.

Os vazamentos que voltam a todo vapor em mais um ano eleitoral nos remetem, inevitavelmente, à Lava Jato. Os jornalistas que recebem as informações privilegiadas são os mesmos. Seus “furos” de reportagem continuam produzindo narrativas com impacto direto no ambiente político e eleitoral. Pelo visto, os investigadores que alimentam esses vazamentos também podem ser os mesmos.

Na realidade, todos nós fomos, de alguma forma, lenientes com os abusos da Lava Jato. É espantoso ver Deltan Dallagnol e Sergio Moro ainda presentes na vida política, disputando espaços de poder ao lado daqueles que foram diretamente beneficiados pelas armações promovidas pela chamada “força-tarefa”.

O neo-PowerPoint não é apenas um recurso gráfico de televisão; é um símbolo da persistência de um método: insinuar, sugerir e induzir conclusões antes mesmo que os fatos sejam comprovados. O Brasil já viu esse filme antes e sabe muito bem quais foram os danos institucionais, políticos e democráticos provocados por esse tipo de espetáculo travestido de jornalismo. A cadela do lavajatismo, tal qual a do fascismo, segue no cio.

•        Lauro Jardim, de O Globo, diz que Moraes frequentava mansão de Vorcaro em Trancoso; ministro nega integralmente

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), frequentava a mansão de R$ 300 milhões do banqueiro dono do Master, Daniel Vorcaro, atualmente preso, informou o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, mais cedo neste domingo (8). Contudo, Moraes negou a informação, afirmando, em nota emitida na mesma data, que a informação é "integralmente falsa".

De acordo com Moraes, ele nunca esteve em qualquer viagem particular com Vorcaro. O ministro do STF também critica "tentativas" de ligar sua "agenda pessoal ou profissional a tais encontros".

"O gabinete do Ministro Alexandre de Moraes informa que é integralmente falsa a afirmação de que o Ministro tenha frequentado a casa de Vorcaro em Trancoso (BA). O Ministro jamais realizou qualquer viagem particular com Daniel Vorcaro para qualquer destino. O Ministro reitera que nunca esteve na propriedade citada, sendo improcedentes as tentativas de vincular sua agenda pessoal ou profissional a tais encontros", diz a nota.

•        PF aguarda perícia de celulares para propor delação premiada a Vorcaro

A possibilidade de um acordo de colaboração premiada envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, passou a ser considerada pelas autoridades após sua prisão na terceira fase da Operação Compliance Zero. Investigadores aguardam a conclusão da perícia nos celulares apreendidos com o empresário antes de avaliar formalmente a hipótese de delação, segundo o Metrópoles.

A Polícia Federal pretende extrair e analisar todos os dados dos aparelhos recolhidos durante a investigação para compreender a extensão do caso e identificar eventuais envolvidos. Somente após essa etapa os investigadores devem discutir a viabilidade de um eventual acordo de colaboração.

No momento da prisão de Vorcaro, realizada em São Paulo na quarta-feira (4), agentes federais apreenderam mais três celulares que estavam com o empresário. Os aparelhos permanecem lacrados e ainda não passaram por perícia. Com isso, o total de dispositivos recolhidos do dono do Banco Master chega a oito, todos destinados à extração de dados e análise investigativa.

Uma eventual colaboração premiada poderia ser firmada diretamente com a Polícia Federal ou com o Ministério Público. A legislação brasileira permite que o acordo seja celebrado tanto por delegados quanto por membros do Ministério Público, conforme prevê a Lei das Organizações Criminosas.

O receio de uma possível delação ganhou força após o vazamento de mensagens que indicariam proximidade de Vorcaro com autoridades públicas. Caso opte pela colaboração premiada, o empresário precisará apresentar provas consistentes para sustentar suas declarações, além de indicar pessoas que estariam acima dele em uma eventual organização criminosa. As primeiras análises de dados extraídos dos celulares indicam que o banqueiro mantinha interlocução com autoridades dos Três Poderes.

A defesa de Daniel Vorcaro afirmou ao Metrópoles que não possui informações sobre a intenção do empresário de firmar acordo de delação premiada.

•        Viviane de Moraes, esposa do ministro do STF, nega ter recebido mensagens de Vorcaro

A advogada Viviane Barci de Moraes negou que tenha recebido mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro em 17 de novembro de 2025, data da primeira prisão do dono do Banco Master.

Ela afirmou, de acordo com o jornal O Estado de São Paulo, que “não recebeu as referidas mensagens”, ao citar o arquivo em que Vorcaro pergunta, via WhatsApp: “alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.

Mais cedo, o jornal O Globo informou que Moraes foi o destinatário da mensagem de Vorcaro, suspeito de cometer fraudes contra o sistema financeiro nacional e liderar uma organização criminosa. Contudo, a Secretaria de Comunicação do STF também negou. Segundo a versão do próprio ministro, Viviane seria a destinatária.

O STF informou que a verificação dos arquivos extraídos do celular de Vorcaro indicou que mensagens de “visualização única” enviadas em 17 de novembro de 2025 não estavam associadas ao contato telefônico de Alexandre de Moraes nos dados apreendidos.

Ainda segundo O Globo, Vorcaro mantinha um contrato de R$ 129 milhões com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes. Em nota, divulgada em dezembro, Moraes disse que o escritório de sua esposa não atuou na operação de aquisição do Master pelo Banco Regional de Brasília, o BRB, perante o Banco Central.

Vorcaro foi transferido na sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal em Brasília, presídio de segurança máxima.

 

Fonte: Brasil 247

 

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