Eduardo
Guimarães: Mídias e 'PF do B' se encontram no golpismo
A
Polícia Federal se dividiu em duas: a oficial, comandada pelo doutor Andrei
Rodrigues, e a 'PF do B' (B de bolsonarismo), comandada por André
“Terrivelmente Evangélico” Mendonça.
Ontem,
a Globo assumiu a Malu Gaspar que tinha dentro de si, mas tratava como apenas
uma das muitas correntes jornalísticas da casa. Agora, a Globo é uma mega Malu
Gaspar, que atribui ao imponderável as suas denúncias “criativas”.
A 'PF
do B' foi criada quando Edson Fachin, o pavão que desgoverna o STF, jogou no
colo de André Mendonça a arma com a qual ele pretende justificar a dancinha que
encenou com Michelle quando se confirmou sua vitória na votação do Senado que
aprovou seu nome para integrar o Supremo Tribunal Federal.
Eis
que, armado com a relatoria do caso Master, tratou de criar a 'PF do B', que
não presta contas a ninguém, a não ser a ele, e cujos achados vêm tendo o mesmo
destino: seus olhos, ouvidos e nada mais.
E
tornou o comando da PF uma espécie de “Rainha da Inglaterra”...
É por
isso que a investigação do caso Master pela 'PF do B' passa longe de Jair
Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Ibaneis Rocha, Cláudio Castro, Campos Neto
etc., etc., etc.
É Lula,
Lulinha, Moraes e Toffoli. E, nos próximos capítulos, Flávio Dino e Gilmar
Mendes.
Os
prints são uma farsa. A conversa entre Moraes e Vorcaro não ocorreu, mas até a
prisão de Moraes foi pedida. Não me espantaria se pedissem sua decapitação em
praça pública, com os sans-culottes descerebrados explodindo em um êxtase
orgástico.
A
Polícia Federal desmentiu a Malu Gaspar, a Globo e o diabo que os carregue e já
foi avisando que não vai investigar Moraes porque tem crimes a combater. A 'PF
do B' já está avisada.
Agora,
finalmente, o STF acordou e vai começar a jogar. Aguardem.
• O vazamento é a droga da Globo e do
jornalismo das corporações. Por Moisés Mendes
O grupo
Prerrogativas conclui com singeleza uma nota sobre a nova epidemia de vazamento
de informações seletivas. A nota diz que os vazadores e os receptadores dos
vazamentos dedicam-se à “nociva espetacularização das investigações".
Também
é isso, mas não é bem isso. O que os jornalões, com a Globo à frente de novo,
estão buscando com a disseminação de vazamentos seletivos não é a audiência
pelo espetáculo.
É a
prestação de serviço sujo que interessa a quem vaza. É o julgamento antecipado
e sumário, como correu na Lava-Jato e se repete agora com particularidades à la
caso Master.
No auge
do lavajatismo, a República de Curitiba tinha um time de jornalistas a serviço
da legitimação da caçada a Lula. Mesmo que alguns tenham até publicado livros,
é difícil dizer que este ou aquele era o cara do esquema em algum jornal ou na
Globo, mesmo com suspeitas e indícios.
Desta
vez, não. Malu Gaspar foi escolhida pelos vazadores, porque se habilitou a
atacar Alexandre de Moraes e o Supremo. Malu é a guerreira a serviço dos
ataques ao ministro, desde o momento em que a guerra entre ambos foi declarada.
A
colunista da Globo virou protagonista com direito a chamada no Jornal Nacional.
É a esponja de quase todos os vazamentos, e a frase mais ouvida entre os
vazadores deve ser esta: passa para a Malu. Porque Malu precisa de muita
munição para enfrentar e se possível derrubar Moraes.
Malu é
a Globo. Pode acontecer, como tem acontecido, de a informação vazada fazer
antes uma baldeação e chegar às mãos de Lauro Jardim, no mesmo Globo, ou de
Monica Bergamo, na Folha.
Malu é
tão poderosa que outros jornalistas não conseguiram acompanhar o pique da
colega e a concentração de informações no Globo. Quase tudo o que sai da
Polícia Federal e do Supremo vai para a colunista.
As
baldeações são despistes, para sugerir que Malu não tem a exclusividade. É esse
o esquema que desafia André Mendonça. Sem experiência como servidor do sistema
de Justiça, no Ministério Público ou no Judiciário, a bronca é gigantesca.
Mendonça
é desafiado a conter a máquina sem controle que abastece a TV Globo e o jornal
O Globo e algumas vezes os outros jornais, ou será exposto como o ministro
relator incapaz de segurar desmandos.
Teori
Zavascki, como relator da Lava-Jato, sofreu essa acusação e não teve tempo para
provar que seria capaz de enfrentar as facções de Curitiba na caçada sem
escrúpulos a Lula.
O
vazamento é o crack do jornalismo das corporações, desde o mensalão. São os
profissionais da intriga, que se colocam no topo da pirâmide das estruturas das
redações. No exercício do colunismo pesado, passam a comer pela mão dos
vazadores.
A
reportagem clássica perde relevância e o que importa é ficar de boca aberta
esperando a comidinha que algum vazador irá passar, em rações diárias,
selecionando o que pode incriminar Lula, o filho de Lula, o governo e as
esquerdas.
Os
servidores dedicados a investigações e os jornalistas têm crises de abstinência
sem a ração diária dos vazamentos. E o resto? O resto é o que se vê, na
precariedade de uma cobertura que se sustenta de novo na ação dos vazadores, no
caso Master e no caso dos vampiros do INSS.
Em meio
a esse cenário de acumpliciados pela direita, um exemplo de déficit de
jornalismo. Os desencontros sobre o morre e não morre do sicário de Daniel
Vorcaro, que finalmente morreu, foram mais uma das provas de que, por
precariedade e desleixo, o jornalismo brasileiro das corporações já não
consegue nos dizer nem quem está morto ou está vivo.
E
também não conseguiu mostrar todos os interesses em torno das controvérsias
sobre um sujeito que deveria morrer para alguns e ficar vivo para outros.
O
próprio jornalismo da grande imprensa, entregue ao novo lavajatismo, não
consegue nos provar que ainda respira. O que temos são esquemas, dentro das
corporações, dependentes dos fornecedores de drogas de dentro das instituições.
Os jornalões fumam, tragam e cheiram vazamentos.
Hoje,
não há sinais de que possam se salvar, porque esse é um bom negócio das mídias
analógicas que chegaram até aqui: adquirir, consumir e reelaborar drogas
apresentadas depois como notícia.
• O jornalismo de guerra da Globo recria o
PowerPoint da Lava Jato. Por Florestan Fernandes Jr
O
PowerPoint apresentado na sexta-feira (6) na GloboNews, mostrando as conexões
de Daniel Vorcaro com representantes de lideranças políticas, empresariais e
judiciais, nos remete diretamente ao dia 16 de setembro de 2016. Naquela
ocasião, o ex-procurador da República Deltan Dallagnol apresentou à imprensa um
PowerPoint acusando o então ex-presidente Lula de ser o chefe de um esquema de
corrupção investigado pela Lava Jato.
Trata-se,
essencialmente, do mesmo modus operandi: criar a falsa impressão de que Lula
estaria envolvido com Daniel Vorcaro. A sequência de fotos dos personagens
inseridos nessa teia atribuída ao banqueiro parece ter um único objetivo:
trazer para dentro do escândalo o chefe da Nação. A própria disposição das
imagens revela isso, já que a fotografia do presidente Lula aparece em primeiro
lugar. Além disso, a imagem escolhida pelo criador do PowerPoint reforça essa
intenção da narrativa oferecida ao telespectador.
Lula
aparece sorrindo, com a faixa presidencial ao peito, o que quer
"comunicar" o uso do cargo em benefício próprio. Ou seja, é toda uma
engenharia visual buscando desconstruir a imagem do presidente da República em
ano eleitoral.
O
neo-PowerPoint da Globo não explica, porém, o papel de cada um dos personagens
ali representados. Nenhum esclarecimento foi feito de que o presidente só
esteve uma única vez com o banqueiro do Master. O encontro ocorreu no Palácio
do Planalto, em dezembro de 2024, a pedido de Vorcaro, que na época ainda não
era alvo de qualquer investigação.
Da
reunião participaram os ministros Rui Costa, da Casa Civil; Alexandre Silveira,
de Minas e Energia; e Gabriel Galípolo, que à época ainda não presidia o Banco
Central. Segundo os participantes, Vorcaro pretendia convencer o governo a
apoiar a venda do Master para o Banco de Brasília, algo que o Banco Central, já
sob a gestão de Galípolo, não apenas deixou de autorizar como tomou uma medida
que Campos Neto não havia tomado: pedir a liquidação do Banco Master.
O fato
de Vorcaro ter dito, em troca de mensagens com a namorada, que o encontro teria
sido muito bom não constitui prova de que o presidente o ajudou. Ao contrário:
Lula não se envolveu no assunto e deixou, de forma republicana, as decisões
sobre o Master nas mãos da diretoria do Banco Central.
Os
vazamentos que voltam a todo vapor em mais um ano eleitoral nos remetem,
inevitavelmente, à Lava Jato. Os jornalistas que recebem as informações
privilegiadas são os mesmos. Seus “furos” de reportagem continuam produzindo
narrativas com impacto direto no ambiente político e eleitoral. Pelo visto, os
investigadores que alimentam esses vazamentos também podem ser os mesmos.
Na
realidade, todos nós fomos, de alguma forma, lenientes com os abusos da Lava
Jato. É espantoso ver Deltan Dallagnol e Sergio Moro ainda presentes na vida
política, disputando espaços de poder ao lado daqueles que foram diretamente
beneficiados pelas armações promovidas pela chamada “força-tarefa”.
O
neo-PowerPoint não é apenas um recurso gráfico de televisão; é um símbolo da
persistência de um método: insinuar, sugerir e induzir conclusões antes mesmo
que os fatos sejam comprovados. O Brasil já viu esse filme antes e sabe muito
bem quais foram os danos institucionais, políticos e democráticos provocados
por esse tipo de espetáculo travestido de jornalismo. A cadela do lavajatismo,
tal qual a do fascismo, segue no cio.
• Lauro Jardim, de O Globo, diz que Moraes
frequentava mansão de Vorcaro em Trancoso; ministro nega integralmente
O
ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), frequentava a
mansão de R$ 300 milhões do banqueiro dono do Master, Daniel Vorcaro,
atualmente preso, informou o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, mais
cedo neste domingo (8). Contudo, Moraes negou a informação, afirmando, em nota
emitida na mesma data, que a informação é "integralmente falsa".
De
acordo com Moraes, ele nunca esteve em qualquer viagem particular com Vorcaro.
O ministro do STF também critica "tentativas" de ligar sua
"agenda pessoal ou profissional a tais encontros".
"O
gabinete do Ministro Alexandre de Moraes informa que é integralmente falsa a
afirmação de que o Ministro tenha frequentado a casa de Vorcaro em Trancoso
(BA). O Ministro jamais realizou qualquer viagem particular com Daniel Vorcaro
para qualquer destino. O Ministro reitera que nunca esteve na propriedade
citada, sendo improcedentes as tentativas de vincular sua agenda pessoal ou
profissional a tais encontros", diz a nota.
• PF aguarda perícia de celulares para
propor delação premiada a Vorcaro
A
possibilidade de um acordo de colaboração premiada envolvendo o banqueiro
Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, passou a ser considerada pelas
autoridades após sua prisão na terceira fase da Operação Compliance Zero.
Investigadores aguardam a conclusão da perícia nos celulares apreendidos com o
empresário antes de avaliar formalmente a hipótese de delação, segundo o
Metrópoles.
A
Polícia Federal pretende extrair e analisar todos os dados dos aparelhos
recolhidos durante a investigação para compreender a extensão do caso e
identificar eventuais envolvidos. Somente após essa etapa os investigadores
devem discutir a viabilidade de um eventual acordo de colaboração.
No
momento da prisão de Vorcaro, realizada em São Paulo na quarta-feira (4),
agentes federais apreenderam mais três celulares que estavam com o empresário.
Os aparelhos permanecem lacrados e ainda não passaram por perícia. Com isso, o
total de dispositivos recolhidos do dono do Banco Master chega a oito, todos
destinados à extração de dados e análise investigativa.
Uma
eventual colaboração premiada poderia ser firmada diretamente com a Polícia
Federal ou com o Ministério Público. A legislação brasileira permite que o
acordo seja celebrado tanto por delegados quanto por membros do Ministério
Público, conforme prevê a Lei das Organizações Criminosas.
O
receio de uma possível delação ganhou força após o vazamento de mensagens que
indicariam proximidade de Vorcaro com autoridades públicas. Caso opte pela
colaboração premiada, o empresário precisará apresentar provas consistentes
para sustentar suas declarações, além de indicar pessoas que estariam acima
dele em uma eventual organização criminosa. As primeiras análises de dados
extraídos dos celulares indicam que o banqueiro mantinha interlocução com
autoridades dos Três Poderes.
A
defesa de Daniel Vorcaro afirmou ao Metrópoles que não possui informações sobre
a intenção do empresário de firmar acordo de delação premiada.
• Viviane de Moraes, esposa do ministro do
STF, nega ter recebido mensagens de Vorcaro
A
advogada Viviane Barci de Moraes negou que tenha recebido mensagens do
banqueiro Daniel Vorcaro em 17 de novembro de 2025, data da primeira prisão do
dono do Banco Master.
Ela
afirmou, de acordo com o jornal O Estado de São Paulo, que “não recebeu as
referidas mensagens”, ao citar o arquivo em que Vorcaro pergunta, via WhatsApp:
“alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.
Mais
cedo, o jornal O Globo informou que Moraes foi o destinatário da mensagem de
Vorcaro, suspeito de cometer fraudes contra o sistema financeiro nacional e
liderar uma organização criminosa. Contudo, a Secretaria de Comunicação do STF
também negou. Segundo a versão do próprio ministro, Viviane seria a
destinatária.
O STF
informou que a verificação dos arquivos extraídos do celular de Vorcaro indicou
que mensagens de “visualização única” enviadas em 17 de novembro de 2025 não
estavam associadas ao contato telefônico de Alexandre de Moraes nos dados
apreendidos.
Ainda
segundo O Globo, Vorcaro mantinha um contrato de R$ 129 milhões com o
escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes. Em nota, divulgada em
dezembro, Moraes disse que o escritório de sua esposa não atuou na operação de
aquisição do Master pelo Banco Regional de Brasília, o BRB, perante o Banco
Central.
Vorcaro
foi transferido na sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal em Brasília,
presídio de segurança máxima.
Fonte:
Brasil 247

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