Mirko
Casale: as máscaras caídas do imperialismo
Diga-me
como você reage e eu lhe direi quem você é.
Se as
reações de mais de dois anos diante do genocídio israelense em Gaza já fizeram
cair mais de uma máscara em todo o mundo, as reações atuais à agressão
israelense-estadunidense contra o Irã são a prova de que, no Norte Global,
aparece uma nova máscara por trás de cada uma que cai.
Vamos
rever as melhores reações a esses eventos, ou melhor dizendo, as piores.
Embora, nesses casos, costumam ser ditas coisas como: "Garanto que vocês
ficarão surpresos", sinceramente, nesta ocasião, surpreender-se de
verdade, duvido que vocês fiquem muito surpresos.
Aí vai!
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O Ataque contra o Irã (Reações reveladoras) - Tradução de Jair de Souza
Tempos
difíceis para a imprensa que se orgulha de ser objetiva e independente, que
anda distribuindo certificados de bom comportamento, ou calando-se quando
outros meios são censurados repetidamente.
O
ataque dos Estados Unidos e seu porta-aviões no Oriente Médio, que se
autodenomina Israel, contra o Irã, abriu um novo e extenso capítulo no Grande
Livro das Dubiedades Morais da Imprensa Hegemônica, que, se ainda não existe,
alguém faria bem em escrever.
Embora
muitos veículos de comunicação tenham tentado parecer objetivos em sua
cobertura, falharam na tentativa, como apontaram diversos usuários de redes
sociais. Tomemos os "exemplos" da BBC e do New York Times ao cobrirem
o bombardeio israelense-estadunidense a uma escola iraniana, que deixou mais de
150 mortos, a grande maioria alunas do ensino fundamental, além de professores
e familiares. Um crime que, se tivesse ocorrido em Londres, Nova York, Paris ou
Berlim, teria merecido condenação inequívoca, assim como uma cobertura
detalhada de cada vítima, incluindo seus nomes, idades, planos e sonhos para
quando se tornassem adultas, sonhos que lhes foram roubados por Donald Trump e
Benjamin Netanyahu.
No
entanto, esses dois veículos de comunicação anglo-saxões supostamente
imaculados, que se consideram o ápice do jornalismo mundial, estamparam suas
manchetes informando com frases do tipo: "O Irã diz".., insinuando
que poderia não ser verdade, que com esses iranianos, nunca se sabe, e
"Ataque relatado"..., como duvidando de que o ataque realmente e,
caso tivesse ocorrido, omitindo o misteriosíssimo dado sobre quem seriam seus
autores.
Obviamente,
não faltará quem venha a dizer que não poderiam dar a informação sem ter
certeza, que como grandes profissionais deveriam esperar pela confirmação antes
de publicar uma manchete com certeza. E isso seria algo a se considerar, se não
fosse pelo fato de que, dois minutos depois, por assim dizer, abordaram de uma
maneira completamente diferente um ataque iraniano que deixou várias vítimas
israelenses.
Neste
caso, ambos noticiaram o fato como certo, sem hesitação, nada dessa bobagem de
"Israel diz que", e além disso, não omitiram o perpetrador, senão que
o mencionaram sem qualquer tentativa de lançar dúvidas sobre a autoria.
Outro
veículo de mídia altamente respeitado, The Guardian, em sua cobertura minuto a
minuto, ao noticiar as condolências do presidente cubano ao povo e ao governo
iranianos, afirmou que Miguel Díaz-Canel condenou... (E prestem muita atenção,
pois o que vem a seguir é uma citação textual) "o que o mandatário
denominou como o assassinato de Ali Khamenei".
Ah,
como é? Mas eles duvidam que tenha sido um assassinato? O fato público e
notório de que bombardear a residência do líder espiritual iraniano e tirar sua
vida constitui, objetivamente, um assassinato não os convence totalmente, e
então, eles esclarecem que um termo tão controverso quanto
"assassinato" é meramente a discutível opinião do Chefe de Estado de
Cuba? Inacreditável, não é? Bem, essa tem sido a tendência da mídia
ultimamente, e espere, tem mais por vir.
Afinal,
a grande mídia é um reflexo fiel dos poderes políticos e financeiros, e
vice-versa. Neste caso, não nos concentraremos naqueles que justificam e apóiam
abertamente Trump e Netanyahu, as Kaja Kalas e os Mark Ruttes deste mundo,
porque não há nada aí a acrescentar que vocês já não saibam. O que vamos
abordar são essas condenações que começam como firmes rejeições da agressão
contra o Irã e que, em questão de segundos, se transformam em condenações do
próprio Irã.
Sinal
dos tempos de sequestro em que vive a política do Ocidente Coletivo e muito
mais. Por exemplo, o Presidente do Governo espanhol, que, a bem da verdade, foi
um dos poucos a condenar os ataques dentro do "jardim" europeu, o que
também lhe valeu ataques verbais e ameaças, claro, de parte de Donald Trump,
relativamente à utilização de bases estadunidenses em Espanha.
Veremos
o que acontece agora. Se Madrid vai se manter firme em sua postura, ou se diz
uma coisa em público e faz outra em privado, como já aconteceu nos passados
meses em relação a Gaza. Mas também, a bem da verdade, a forma como o líder
espanhol condenou o ataque contra o Irã sugere que o seu prestígio pessoal e
político lhe preocupava muito mais do que garantir que a sua condenação tivesse
repercussão.
Assim,
Pedro Sánchez qualificou o ataque contra o Irã, sem mencionar os agressores,
como perigoso e injustificado, mas na mesma frase declarou... (Sem que ninguém
lhe tivesse perguntado), que, na sua opinião, o regime iraniano é odioso.
Curiosamente,
nesses mesmos dias, nas suas redes sociais, voltou a criticar o Irã, acusando-o
de atacar outros países da região do Golfo. No entanto, nessa mesma publicação,
ele teve o cuidado de não expressar sua opinião sobre os sistemas de governo, a
situação das mulheres e os padrões democráticos da Arábia Saudita ou do Kuwait.
Vejam só! Talvez tenha se esquecido.
Um caso
semelhante foi o do presidente chileno Gabriel Boric, que publicou um tweet
expressando sua oposição ao ataque de Washington e Tel Aviv, e, também sem que
ninguém lhe perguntasse, ele acabou dedicando 80% da publicação a rotular o Irã
como um regime discriminatório, opressor e massacrador. Uma bela maneira de se
opor aos bombardeios, não é? Conseguem imaginar? Por favor, parem de bombardear
esse regime que discrimina, oprime e massacra. Tamanha atenção vão lhe dar com
semelhante apelo!
Pessoalmente,
acho muito difícil imaginar que, se Sánchez, Boric e outros que se expressaram
de forma similar tivessem sido presidentes em, sei lá, setembro de 2001, ao
condenaram os ataques terroristas às Torres Gêmeas, dois segundos depois,
teriam esclarecido ao mesmo tempo que isso não significava que estavam se
esquecendo dos crimes cometidos pela Casa Branca ao redor do mundo.
É
verdade que vocês também não conseguem imaginar isso? E tenham certeza de que
eles também não conseguem se imaginar nessa atitude. Como vêem, assim funcionam
as coisas nas esferas do poder midiático e político no Norte Global.
Alguns
abertamente entregues àquilo que as redes sociais já chamam de Coalizão
Epstein, a Aliança Trump-Netanyahu; outros sendo cúmplices desses dois
sujeitos, enquanto tentam manter as aparências para o consumo público; e,
finalmente, um grupo que acredita estar sendo desafiador, quando, no fundo,
intencionalmente ou não, acaba fazendo o jogo dos agressores. Porque estão mais
preocupados com sua imagem pública do que em mudar qualquer coisa no planeta.
Hoje, a
realidade é que a Coalizão Epstein lidera sozinha o que, até pouco tempo atrás,
se vangloriava de ser a civilização do Ocidente Coletivo, o Primeiro Mundo, o
Mundo Livre, ou o conjunto das democracias liberais.
E essa
dupla com inclinações apocalípticas, que hoje cavalga por cima de todos eles,
está disposta a fazer o que for preciso para garantir seus privilégios e
impunidade pelo maior tempo possível.
Assim,
cai mais uma máscara daqueles que sempre juraram compartilhar e defender uma
série de valores como o direito internacional ou os direitos humanos, valores
que eles agora contribuem a pisotear, de forma ativa ou passiva. E por trás
dessa nova máscara que cai, surgirá outra, porque por trás de cada uma sempre
resta algo novo a esconder e a descobrir.
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A guerra se expande: enquanto bombardeiam o Irã, os EUA e Israel atacam ainda
mais países. Por Ben Norton
A guerra que os
Estados Unidos e Israel iniciaram contra o Irã está se expandindo.
Washington e Tel Aviv estão atacando cada vez mais países.A CIA está armando
forças curdas aliadas no norte do Iraque, com planos de invadir o
Irã.
Entretanto,
Israel invadiu o Líbano e reimpos o bloqueio a Gaza.
Donald
Trump agora está até mesmo ameaçando a Espanha, porque ela se recusa a apoiar
sua guerra de agressão
ilegal contra
o Irã.
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Irã ataca bases militares dos EUA em toda a Ásia Ocidental.
Em
resposta aos ataques conjuntos entre EUA e Israel, o Irã retaliou em legítima
defesa, o que lhe é permitido pelo direito internacional.
Teerã
atacou bases militares americanas em países vizinhos no oeste da Ásia.
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Os preços do petróleo disparam
Esse
conflito fez com que o preço global do petróleo disparasse, já que a
infraestrutura energética no Golfo Pérsico foi danificada.
Teerã
prometeu fechar o Estreito de Ormuz, que a Administração de Informação
Energética dos EUA (EIA) descreveu como " o ponto de estrangulamento mais
importante do mundo para o trânsito de petróleo
Todos
os dias, petróleo bruto equivalente a cerca de 20% do consumo mundial de
petróleo passa
por esse estreito canal, localizado bem próximo à costa do Irã.
Teerã
fechou essencialmente o ponto de estrangulamento geoestratégico, ao anunciar
que atacará qualquer embarcação que transitar pelo estreito.
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O Departamento de Estado dos EUA recomenda a evacuação do Oriente Médio
Ao
mesmo tempo, o Departamento de Estado orientou os
cidadãos americanos a evacuarem todos os países da região, emitindo
alertas de "sérios riscos à segurança" para Bahrein, Egito, Irã,
Iraque, Israel, Palestina ocupada, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia
Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.No entanto, o Departamento de
Estado não está oferecendo
apoio aos
americanos que estão tentando fugir desses países.
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A CIA arma seus aliados curdos
Em vez
de tentar estabilizar a situação, Trump está jogando lenha na fogueira.
A CNN
noticiou que a CIA está armando
mercenários curdos no nordeste do Iraque. Washington quer que
eles atuem como representantes dos EUA, invadam o Irã e desestabilizem o
governo iraniano.
Essa
política provavelmente preocupa a Turquia, membro da OTAN, e pode levar
Istambul a intervir militarmente também. A Turquia possui o segundo maior
exército da OTAN, depois dos Estados Unidos.
Diversos
veículos de comunicação, incluindo Axios e Rudaw ,
confirmaram que Trump está ligando para líderes de grupos armados curdos no
Iraque e pedindo que eles ajudem os EUA a atacar o Irã.
Tudo
isso é profundamente irônico, porque Trump foi eleito com a promessa de ser um
"presidente da paz" e de acabar com as guerras, não de iniciá-las.
Trump
afirmou que sua guerra de agressão contra o Irã provavelmente continuará por
"quatro a cinco semanas", embora tenha acrescentado que "poderá durar
muito mais tempo" .
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Israel invade o Líbano e cerca Gaza
Entretanto,
a guerra regional no Oriente Médio está se intensificando cada vez mais.
Israel
aproveitou-se do caos para lançar uma invasão
ao Líbano .
Tel
Aviv espera reocupar o sul do Líbano. Israel ocupou essa região por quase duas
décadas, após outra invasão em 1982, embora grupos de resistência locais tenham
forçado sua saída em 2000.
Ao
mesmo tempo, Israel reimpos o bloqueio a Gaza.
O
abastecimento de alimentos em Gaza é muito limitado e dois milhões de
palestinos podem morrer de fome
em breve ,
alertou o The Guardian.
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Exército dos EUA atira em manifestantes no Paquistão e inicia operações no
Equador
Em
dezenas de países ao redor do mundo, pessoas foram às ruas protestar contra a
guerra de agressão dos EUA e de Israel contra o Irã.
Soldados americanos
atiraram contra manifestantes na cidade paquistanesa de Karachi, informou a
Reuters.
Entretanto,
o governo Trump lançou mais operações militares na América Latina.
O
Comando Sul anunciou que forças militares dos EUA estão
combatendo no Equador . Alegou que estão combatendo o
"narcoterrorismo".
Em 3 de
março, forças militares do Equador e dos Estados Unidos lançaram operações
contra Organizações Terroristas Designadas no Equador. As operações são um
exemplo poderoso do compromisso de parceiros na América Latina e no Caribe em
combater o flagelo do narcoterrorismo.Juntos, estamos tomando medidas decisivas
para enfrentar narcoterroristas que há muito tempo infligem terror, violência e
corrupção a cidadãos em todo o hemisfério
No
entanto, o governo do Equador, apoiado pelos EUA, está intimamente ligado ao
narcotráfico.
O
presidente de direita do Equador, Daniel Noboa, possui dupla cidadania
americana e é um aliado próximo de Trump.
Noboa é
filho do oligarca bilionário mais rico do Equador. Sua família é notória, pois
inúmeras investigações constataram que a empresa Noboa está profundamente
envolvida com o narcotráfico e contrabandeia cocaína regularmente
em caixas de banana a partir de seus portos privados.
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Governo Trump impõe bloqueio petrolífero sufocante a Cuba
Enquanto
o governo dos EUA trava múltiplas guerras no Oriente Médio e no Equador, está
essencialmente travando uma guerra contra Cuba.
O
jornal The New York Times admitiu que os militares dos EUA
estão realizando um bloqueio naval a Cuba .
O
governo Trump está estrangulando a pequena nação insular, impedindo-a de
importar petróleo, numa tentativa de colapsar a economia de Cuba e derrubar seu
governo revolucionário.
Esse
bloqueio naval a Cuba continua mesmo enquanto os militares dos EUA estão
ocupados bombardeando o Irã.
A
Bloomberg noticiou que a Rússia tentou
enviar um navio-tanque de petróleo para Cuba no final de
fevereiro, mas os EUA forçaram a embarcação a retornar, deixando o país sem
combustível.
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Trump detém o recorde de ter bombardeado mais países (10) do que qualquer outro
presidente dos EUA
Trump,
o autoproclamado “presidente da paz”, bombardeou 10 países — mais do que
qualquer outro líder dos EUA.
Em seus
dois mandatos como presidente, Trump bombardeou o Afeganistão, o Irã, o Iraque,
a Líbia, a Nigéria, o Paquistão, a Somália, a Síria, a Venezuela e o Iêmen.
Somente
em 2025, o primeiro ano de seu segundo mandato, Trump bombardeou sete países.
Na
verdade, Trump iniciou sua guerra de agressão contra o Irã apenas algumas
semanas depois de lançar uma organização que ele chama
de "Conselho da Paz" , o que equivale a uma tentativa de
substituir as Nações Unidas por um grupo privatizado controlado pelos EUA e
pelo próprio Trump.
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Trump ameaça impor embargo comercial à Espanha
Enquanto
tudo isso acontece, Trump também está ameaçando a Espanha.
Madri
tem sido uma pedra no sapato de Washington. Seu governo de esquerda apoiou a
Palestina e estreitou seus laços com a
China .
Atualmente,
a Espanha é o único Estado da União Europeia que se opôs abertamente à guerra
dos EUA contra o Irã.
A Espanha condenou a
guerra como
uma “intervenção militar injustificada e perigosa” e uma clara “violação do
direito internacional”. Madri fez um apelo veemente pela paz.
Trump
exigiu que os países da Europa permitissem que os militares dos EUA usassem
suas bases para atacar o Irã.
O Reino
Unido, obedientemente, concedeu aos EUA acesso às bases
militares britânicas .A Espanha, por outro lado, recusou. Aeronaves americanas
foram obrigadas a deixar as bases espanholas .
Isso
enfureceu Trump. Em uma coletiva de imprensa na Casa Branca em 3 de março,
Trump criticou duramente Madri.
O
presidente dos EUA ameaçou impor um embargo comercial à
Espanha .
Ele disse ter ordenado ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, que cortasse as
relações comerciais com o país europeu.
Caso a
Espanha continue negando a Washington o acesso às suas bases, Trump prometeu
usar a força militar para assumir o controle das instalações.
“A
Espanha disse que não podemos usar a base deles. E tudo bem. Não precisamos.
Poderíamos usar a base deles se quiséssemos. Poderíamos simplesmente voar até
lá e usá-la. Ninguém vai nos dizer para não usá-la”, disse Trump.
Enquanto
ameaçava a Espanha, Trump estava sentado ao lado do chanceler de direita da
Alemanha, Friedrich Merz, um
multimilionário que possui dois jatos particulares e anteriormente
liderou a filial alemã da gigante de Wall Street, BlackRock.Um repórter
presente na coletiva de imprensa da Casa Branca perguntou a Merz se ele apoiava
a proposta do presidente americano de punir a Espanha. Merz
respondeu que concordava . Ele se posicionou abertamente ao
lado de Washington contra um membro da União Europeia.O governo alemão apoiou
fortemente a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã. Aliás, Merz argumentou que o Irã não deveria ser protegido pelo
direito internacional .
A
chamada "ordem baseada em regras" do Ocidente aparentemente só se
aplica a certos países.
Fonte:
Brasil 247/Geopolitical Economy Report

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