terça-feira, 10 de março de 2026

Jeffrey Sachs retrata Trump como um psicopata chantageado por Israel

O economista e professor da Universidade de Columbia Jeffrey Sachs fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ao analisar a escalada militar envolvendo o Irã e o risco de uma guerra regional no Oriente Médio. Em entrevista ao programa Breaking Points, publicada no YouTube, Sachs afirmou que Trump age como um “psicopata” ou “fantoche” de interesses israelenses e de setores da inteligência norte-americana.

Segundo Sachs, a ofensiva militar contra o Irã e a participação dos Estados Unidos ao lado de Israel não são episódios isolados, mas parte de um projeto geopolítico antigo. Para ele, Netanyahu persegue há décadas um plano de confrontação permanente no Oriente Médio.

“Se Netanyahu disse isso, que coisa impressionante. Tenho dito há anos que esse é o sonho dele”, afirmou Sachs ao comentar declarações atribuídas ao primeiro-ministro israelense, segundo as quais o atual conflito permitiria realizar um objetivo perseguido há décadas. O economista acrescentou: “Esse projeto remonta pelo menos a 1996, a um documento chamado ‘Clean Break’, que era basicamente o plano para guerras contínuas no Oriente Médio.”

<><> Críticas diretas a Trump

Ao comentar a atuação do presidente norte-americano, Sachs foi ainda mais contundente. Ele afirmou que Trump não atua de forma independente e que sua política externa segue interesses de grupos ligados a Israel e ao aparato de segurança dos Estados Unidos.

“Trump está louco. Ele pode até acreditar nisso, mas está louco. Ou é psicopata ou tem o que se chama de personalidade da ‘tríade sombria’”, disse Sachs. Segundo ele, essa lógica combina manipulação política extrema com ausência de empatia.

O economista também sugeriu que Trump pode estar submetido a pressões políticas ou financeiras. “Ele é um fantoche. Um fantoche da CIA, um fantoche de Miriam Adelson e um fantoche de Netanyahu.”

Sachs lembrou ainda que, durante sua campanha presidencial, Trump prometeu evitar novos conflitos militares. Para o professor, porém, a realidade mostra o oposto.

“Dizer que Trump mentiu soa quase ingênuo. Trump mente toda vez que abre a boca. Sua campanha dizia que ele não faria exatamente isso. E agora estamos mergulhados em mais uma guerra.”

<><> Plano de décadas para confrontar o Irã

Na análise de Sachs, a atual crise no Oriente Médio deve ser entendida dentro de uma estratégia geopolítica de longo prazo. Ele afirmou que a pressão contra o Irã vem se intensificando há décadas.

O professor lembrou que os Estados Unidos participaram da derrubada do governo iraniano democraticamente eleito de Mohammad Mossadegh em 1953, em uma operação conduzida pela CIA e pelo serviço secreto britânico MI6.

“Eles derrubaram Mossadegh porque ele teve a ousadia de dizer que o petróleo do Irã deveria pertencer ao povo iraniano”, afirmou.

Após o golpe, os EUA apoiaram o regime do xá do Irã até a Revolução Islâmica de 1979. Segundo Sachs, desde então Washington tem adotado uma política contínua de pressão contra o país.

Ele destacou ainda o apoio norte-americano ao Iraque durante a guerra contra o Irã entre 1980 e 1988. “Saddam Hussein era o homem da CIA naquela época”, afirmou.

<>< Acordo nuclear e ruptura de Trump

Sachs também criticou a decisão de Trump de abandonar o acordo nuclear firmado em 2015 entre o Irã e as principais potências mundiais. O tratado, conhecido como JCPOA, havia sido assinado pelos Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha.

Segundo o economista, o acordo submetia o programa nuclear iraniano a um rígido sistema de inspeções internacionais.

“Netanyahu teve um ataque de fúria porque queria derrubar o governo iraniano. Ele não queria relações pacíficas com um Irã sem armas nucleares.”

Para Sachs, a decisão de Trump de abandonar o acordo em 2018 desencadeou uma escalada de tensões.

“Trump rasgou o acordo e então começou uma campanha de assassinatos e bombardeios contra instalações nucleares iranianas.”

<><> Crítica ao sistema político de Washington

Durante a entrevista, Sachs também criticou figuras do establishment político norte-americano, incluindo o senador Lindsey Graham, conhecido defensor de intervenções militares.

Segundo o economista, Graham representa uma corrente política que busca constantemente novas guerras.

“Passei décadas lamentando Netanyahu e o documento ‘Clean Break’, mas Lindsey Graham é provavelmente a pessoa mais estúpida e mais vil de Washington”, afirmou.

Ele acrescentou: “Esse homem nunca abriu a boca em 30 anos sem pedir mais mortes de outras pessoas.”

<><> Guerra permanente e caos regional

Na visão de Sachs, a estratégia militar adotada pelos Estados Unidos e por Israel produziu décadas de instabilidade no Oriente Médio e no norte da África.

Ele citou conflitos e intervenções em diversos países da região. “Fomos à guerra na Líbia, Sudão, Somália, Palestina ocupada, Líbano, Síria, Iraque, Iêmen e Irã.”

Segundo ele, o resultado dessas políticas foi devastador.

“O que conseguimos com isso? Milhões de mortos. Trilhões de dólares desperdiçados. Um arco de caos que vai da Líbia ao Irã.”

<><> Declínio dos Estados Unidos

Para Sachs, a insistência dos Estados Unidos em buscar hegemonia global por meio de guerras está acelerando o próprio declínio do país.

Ele contrastou essa estratégia com o avanço tecnológico da China, citando uma recente visita do chanceler alemão àquele país.

“Ele estava vendo robôs chineses fazendo coisas que os Estados Unidos e a Europa não conseguem fazer”, disse.

Enquanto isso, afirmou, os Estados Unidos enfrentam deterioração interna. “Voltamos para nossos aeroportos e nada funciona. Escadas rolantes quebradas, elevadores quebrados, infraestrutura quebrada.”

Segundo Sachs, o país está comprometendo seu futuro ao priorizar guerras e gastos militares.

“Estamos nos destruindo nessa busca por hegemonia global.”

<><> Escalada perigosa no Oriente Médio

O economista alertou ainda para os riscos de ampliação do conflito na região. Ele afirmou que ataques militares e assassinatos políticos tornam cada vez mais difícil uma solução diplomática.

“Isso foi uma guerra premeditada. As negociações foram apenas um pretexto.”

Para Sachs, a escalada atual mostra um cenário perigoso, em que decisões estratégicas estão sendo tomadas por líderes movidos por visões ideológicas e ambições geopolíticas.

¨      Sachs diz que Estados Unidos são governados pelo "louco assassino" Netanyahu

O economista Jeffrey Sachs afirmou que os Estados Unidos estariam sendo conduzidos por decisões associadas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a quem classificou como um “madman” — expressão em inglês que pode ser traduzida como “louco” — ao comentar a escalada militar envolvendo Irã, Israel e o governo do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita em entrevista ao programa Judging Freedom, apresentado por Judge Andrew Napolitano e publicado no YouTube em 2 de março de 2026.

Ao analisar o que chamou de invasão israelense e americana ao Irã, Sachs sustentou que o conflito atual integra um projeto geopolítico de longo prazo. Segundo ele, Netanyahu teria reconhecido que a ofensiva representaria um objetivo perseguido há décadas. “Ele diz que isso é ‘meu sonho realizado’ por 40 anos”, afirmou Sachs, acrescentando que se trata de uma estratégia que, em sua visão, envolve a hegemonia militar de Israel no Oriente Médio com apoio direto dos Estados Unidos.

<><> Projeto de décadas e guerras em série

Sachs afirmou que a política externa americana no Oriente Médio segue uma linha contínua desde os anos 1990. “Isso é loucura. Isso é delírio assassino. E é isso que está em andamento agora”, declarou, ao associar as guerras na região — incluindo Iraque, Síria, Líbano, Gaza e Iêmen — a um plano estruturado ao longo de décadas.

Na entrevista, ele foi ainda mais contundente ao caracterizar Netanyahu como um “madman” e atribuir ao premiê uma lógica expansionista. Segundo o economista, o objetivo seria consolidar a supremacia israelense na região com base em sucessivas intervenções militares.

<><> Trump, promessas rompidas e crise constitucional

Sachs também dirigiu críticas ao presidente Donald Trump, afirmando que houve ruptura entre discurso e prática. “Trump, deixe-me acrescentar, é uma completa desgraça para nossa nação. Uma completa desgraça. Ele mentiu para nós. Cada palavra sobre America First”, declarou.

Para o economista, a ofensiva contra o Irã não teria respaldo constitucional, pois guerras formais dependeriam de autorização do Congresso dos EUA. Ele afirmou que não se trata de resposta a uma emergência iminente, mas de uma “guerra de escolha”, e declarou: “Claro que não. Não há lei aqui”, ao ser questionado se haveria base legal clara para a ação militar.

Sachs também criticou o Congresso americano, dizendo que a instituição estaria paralisada e capturada por interesses ligados a Israel, o que, segundo ele, impediria qualquer reação institucional efetiva.

<><> Decadência econômica e gastos trilionários com guerras

Um dos pontos centrais da entrevista foi a ligação feita por Sachs entre política externa e declínio econômico interno dos Estados Unidos. Segundo ele, a subordinação estratégica a Israel e a manutenção de guerras sucessivas teriam drenado recursos que poderiam ser destinados à infraestrutura e ao desenvolvimento.

“É porque gastamos trilhões de dólares em guerra”, afirmou, ao questionar por que pontes, estradas e sistemas públicos estariam deteriorados. Ele comparou a situação americana com a da China, destacando que o país asiático investiu pesadamente em infraestrutura ferroviária de alta velocidade enquanto, segundo ele, os EUA permanecem sem avanços semelhantes.

Na avaliação de Sachs, o ciclo de intervenções externas teria comprometido a competitividade e os padrões de vida da população americana.

<><> Negociações frustradas e acusações de má-fé

Durante a entrevista, foi exibido um trecho de declaração do ministro das Relações Exteriores do Irã, que afirmou que negociações com os Estados Unidos teriam sido interrompidas por ataques militares. Segundo ele, “Nós negociamos com os Estados Unidos duas vezes nos últimos 12 meses e, em ambos os casos, eles nos atacaram no meio da negociação”.

O chanceler iraniano também declarou: “Eles convenceram o presidente Trump a nos atacar sem provocação e sem justificativa”.

Sachs sustentou que o histórico recente compromete a credibilidade diplomática americana e citou o acordo nuclear de 2015, afirmando que o Irã teria cumprido os termos antes de o governo Trump abandonar o pacto.

<><> Risco de escalada global

Questionado sobre a possibilidade de ampliação do conflito, inclusive com impacto sobre potências nucleares, Sachs respondeu: “Eu vejo isso escalando e se espalhando”. Ele afirmou que há risco significativo de agravamento da crise internacional e criticou o que chamou de mentalidade baseada na intimidação militar como estratégia de segurança.

Ao final, o economista disse que os Estados Unidos estariam atravessando um momento institucionalmente perigoso, marcado por decisões concentradas no Executivo e ausência de freios políticos eficazes.

A entrevista reforça o debate sobre os limites constitucionais do poder de guerra, o papel do Congresso e as consequências econômicas e geopolíticas da política externa americana em um cenário de crescente tensão internacional.

¨       Sachs diz que EUA fracassarão em guerra com o Irã e acusa Israel de terrorismo

A escalada militar envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel voltou ao centro do debate geopolítico após novos ataques atribuídos por analistas à estratégia de pressão e confronto no Oriente Médio. Em meio ao agravamento do cenário, o economista e professor Jeffrey Sachs avaliou que a tentativa de impor uma “mudança de regime” em Teerã tende ao fracasso e pode produzir consequências “muito sérias” para a região e para o mundo.

As declarações foram dadas por Sachs em entrevista ao programa India and Global Left, publicado no YouTube, em que ele atribui a ofensiva a uma linha de ação de décadas conduzida por Washington e Tel Aviv e afirma que “este [novo] ataque também vai falhar”. Segundo ele, o objetivo central seria derrubar o governo iraniano “de um jeito ou de outro”, por meio de bombardeios, assassinatos e guerra econômica. 

<><> A tese de uma estratégia de longo prazo contra Teerã

Na conversa, Sachs descreve o que chamou de um “programa de longo prazo” envolvendo serviços de inteligência e governos aliados, com o Irã como “grande alvo”. Ele lista, como parte desse rastro de conflitos, episódios como a derrubada do governo na Líbia em 2011, a guerra no Iraque em 2003 e a operação iniciada em 2011 para derrubar o governo sírio, além de citar a ocupação e anexação da Cisjordânia e o que ele define como “genocídio em Gaza”.

Ao comentar a lógica do confronto, o economista sustenta que a dinâmica não se limitaria ao Irã, mas se conectaria ao projeto de hegemonia regional: “Os EUA e Israel miram a hegemonia no Oeste Asiático”, afirma, usando o termo que aparece na entrevista para se referir ao Oriente Médio.

<><> “Israel é um Estado terrorista”, diz Sachs ao citar Gaza

Questionado sobre a natureza dos ataques e seus efeitos sobre civis, Sachs endureceu o tom ao abordar a guerra em Gaza e responsabilizar Israel por mortes em larga escala. “Israel cometeu um genocídio em Gaza. Matou dezenas de milhares de crianças. Então, Israel é um Estado terrorista”, disse, em uma das passagens mais contundentes da entrevista.

Ele também afirmou que ações como assassinatos e tentativas de atingir lideranças políticas extrapolam limites legais e elevam o risco de escalada. “Assassinar chefes de Estado estrangeiros é um comportamento extremamente perigoso, provocativo, imprudente e ilegal”, declarou, acrescentando que “vangloriar-se disso” seria “além do vulgar”.

<><> “Ataques de decapitação” e a aposta frustrada em “mudança de regime”

Na avaliação do professor, uma ação de “decapitação” — termo usado na entrevista para descrever a tentativa de eliminar a cúpula de poder — não derrubaria o Estado iraniano, mas empurraria o país para uma lógica de guerra. Ele argumenta que o Irã é “uma política muito institucionalizada” e que a estrutura de comando tenderia a se reorganizar, com maior protagonismo do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.

“Um ataque de decapitação, literalmente matando a cabeça do governo, não vai mudar o governo iraniano”, afirmou. Para Sachs, a ideia de que EUA e Israel conseguiriam impor uma transição política em Teerã seria “como tantas outras ações delirantes” e “essencialmente condenada ao fracasso”.

<><> Bases militares no Golfo e o risco para aliados de Washington

Sachs também apontou os países do Golfo como parte vulnerável do tabuleiro, por abrigarem instalações militares norte-americanas. Segundo ele, isso transforma tais Estados em atores sem liberdade plena de decisão. “A região do Golfo não pode falar o que pensa e não fala o que pensa”, disse, ao sustentar que hospedar bases não significaria proteção, mas subordinação.

Na entrevista, ele cita uma máxima atribuída a Henry Kissinger para ilustrar o dilema: “Ser inimigo dos Estados Unidos é perigoso, mas ser amigo é fatal”. Em seguida, recomendou que países evitem sediar bases e, quando já existirem, busquem retirá-las para recuperar soberania.

<><> Guerra de mísseis e limites de munição: semanas decisivas

Ao tratar do campo de batalha, Sachs afirma não ser “um especialista original” em assuntos militares, mas diz ouvir de fontes que o Irã teria mais mísseis do que EUA e Israel teriam capacidade de defesa antimísseis. Se essa leitura estiver correta, ele projeta uma guerra de atrito entre ataque e interceptação, com crescente vulnerabilidade israelense ao longo das semanas.

Ele também menciona a possibilidade de limitação de estoques de munição dos EUA na região. “Pelas contas militares que ouço, os EUA têm duas ou três semanas de munições na região para levar adiante esse bombardeio. Depois disso, quem sabe?”, afirmou, ao acrescentar que outras frentes — como a guerra na Ucrânia e a campanha israelense em Gaza — teriam pressionado inventários norte-americanos.

<><> Trump, opinião pública e custo político interno

A entrevista aborda ainda o impacto doméstico da guerra nos Estados Unidos. Sachs afirma que pesquisas indicariam baixo apoio popular a um conflito e sustenta que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria se desgastando. “Trump é impopular e cada vez mais impopular”, disse, avaliando que a guerra “vai acelerar” a queda de sua popularidade caso não haja um “resultado” que ele considere vitorioso.

Ele prevê, ainda, que eventos como mortes de militares norte-americanos, aumento expressivo do preço do petróleo e falhas no sistema de defesa israelense podem transformar o tema em prioridade interna. “Se houver perda de vidas americanas… se houver uma grande disparada do preço do petróleo… isso vai dar uma urgência a esse tema”, afirmou.

Sachs cita também uma pesquisa da Gallup, mencionada na entrevista, como sinal de mudança de percepção pública: pela primeira vez, segundo ele, mais norte-americanos estariam do lado dos palestinos do que dos israelenses. “Israel está, na minha visão, cometendo uma espécie de suicídio político por suas práticas realmente fascísticas”, disse.

<><> ONU dividida e o peso das alianças com os EUA

Ao narrar sua passagem pelo Conselho de Segurança da ONU, Sachs afirmou que foi impedido de depor e descreveu uma reunião marcada por divisão e pelo que considera inversão de responsabilidades. Ele relata que “a maioria dos países” teria culpado o Irã “por ter sido atacado”, e atribui esse comportamento à presença militar norte-americana em certos territórios.

Ele lista oito países — Bahrein, Colômbia, Dinamarca, Grécia, Letônia, Panamá, Reino Unido e Estados Unidos — como exemplos de Estados que, segundo sua avaliação, têm bases norte-americanas ou concedem direitos de uso e, por isso, adotariam a linha de Washington. Para Sachs, essa dinâmica enfraquece a defesa de princípios centrais da Carta da ONU, como a proibição do uso da força contra Estados soberanos.

Ao final, o economista afirmou que sua mensagem aos iranianos seria de solidariedade e oposição às guerras conduzidas, em suas palavras, por estruturas de poder e interesses internos. “As pessoas devem entender no Irã que, como americanos, somos contra o que está acontecendo… Essas não são guerras dos americanos. São guerras do complexo militar-industrial da América”, declarou.

 

Fonte: Brasil 247

 

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