Jeffrey
Sachs retrata Trump como um psicopata chantageado por Israel
O
economista e professor da Universidade de Columbia Jeffrey Sachs fez duras
críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao primeiro-ministro
de Israel, Benjamin Netanyahu, ao analisar a escalada militar envolvendo o Irã
e o risco de uma guerra regional no Oriente Médio. Em entrevista ao
programa Breaking Points, publicada no YouTube, Sachs afirmou que
Trump age como um “psicopata” ou “fantoche” de interesses israelenses e de
setores da inteligência norte-americana.
Segundo
Sachs, a ofensiva militar contra o Irã e a participação dos Estados Unidos ao
lado de Israel não são episódios isolados, mas parte de um projeto geopolítico
antigo. Para ele, Netanyahu persegue há décadas um plano de confrontação
permanente no Oriente Médio.
“Se
Netanyahu disse isso, que coisa impressionante. Tenho dito há anos que esse é o
sonho dele”, afirmou Sachs ao comentar declarações atribuídas ao
primeiro-ministro israelense, segundo as quais o atual conflito permitiria
realizar um objetivo perseguido há décadas. O economista acrescentou: “Esse
projeto remonta pelo menos a 1996, a um documento chamado ‘Clean Break’, que
era basicamente o plano para guerras contínuas no Oriente Médio.”
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Críticas diretas a Trump
Ao
comentar a atuação do presidente norte-americano, Sachs foi ainda mais
contundente. Ele afirmou que Trump não atua de forma independente e que sua
política externa segue interesses de grupos ligados a Israel e ao aparato de
segurança dos Estados Unidos.
“Trump
está louco. Ele pode até acreditar nisso, mas está louco. Ou é psicopata ou tem
o que se chama de personalidade da ‘tríade sombria’”, disse Sachs.
Segundo ele, essa lógica combina manipulação política extrema com ausência de
empatia.
O
economista também sugeriu que Trump pode estar submetido a pressões políticas
ou financeiras. “Ele é um fantoche. Um fantoche da CIA, um fantoche de
Miriam Adelson e um fantoche de Netanyahu.”
Sachs
lembrou ainda que, durante sua campanha presidencial, Trump prometeu evitar
novos conflitos militares. Para o professor, porém, a realidade mostra o
oposto.
“Dizer
que Trump mentiu soa quase ingênuo. Trump mente toda vez que abre a boca. Sua
campanha dizia que ele não faria exatamente isso. E agora estamos mergulhados
em mais uma guerra.”
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Plano de décadas para confrontar o Irã
Na
análise de Sachs, a atual crise no Oriente Médio deve ser entendida dentro de
uma estratégia geopolítica de longo prazo. Ele afirmou que a pressão contra o
Irã vem se intensificando há décadas.
O
professor lembrou que os Estados Unidos participaram da derrubada do governo
iraniano democraticamente eleito de Mohammad Mossadegh em 1953, em uma operação
conduzida pela CIA e pelo serviço secreto britânico MI6.
“Eles
derrubaram Mossadegh porque ele teve a ousadia de dizer que o petróleo do Irã
deveria pertencer ao povo iraniano”, afirmou.
Após o
golpe, os EUA apoiaram o regime do xá do Irã até a Revolução Islâmica de 1979.
Segundo Sachs, desde então Washington tem adotado uma política contínua de
pressão contra o país.
Ele
destacou ainda o apoio norte-americano ao Iraque durante a guerra contra o Irã
entre 1980 e 1988. “Saddam Hussein era o homem da CIA naquela época”,
afirmou.
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Acordo nuclear e ruptura de Trump
Sachs
também criticou a decisão de Trump de abandonar o acordo nuclear firmado em
2015 entre o Irã e as principais potências mundiais. O tratado, conhecido como
JCPOA, havia sido assinado pelos Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia,
China e Alemanha.
Segundo
o economista, o acordo submetia o programa nuclear iraniano a um rígido sistema
de inspeções internacionais.
“Netanyahu
teve um ataque de fúria porque queria derrubar o governo iraniano. Ele não
queria relações pacíficas com um Irã sem armas nucleares.”
Para
Sachs, a decisão de Trump de abandonar o acordo em 2018 desencadeou uma
escalada de tensões.
“Trump
rasgou o acordo e então começou uma campanha de assassinatos e bombardeios
contra instalações nucleares iranianas.”
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Crítica ao sistema político de Washington
Durante
a entrevista, Sachs também criticou figuras do establishment político
norte-americano, incluindo o senador Lindsey Graham, conhecido defensor de
intervenções militares.
Segundo
o economista, Graham representa uma corrente política que busca constantemente
novas guerras.
“Passei
décadas lamentando Netanyahu e o documento ‘Clean Break’, mas Lindsey Graham é
provavelmente a pessoa mais estúpida e mais vil de Washington”, afirmou.
Ele
acrescentou: “Esse homem nunca abriu a boca em 30 anos sem pedir mais
mortes de outras pessoas.”
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Guerra permanente e caos regional
Na
visão de Sachs, a estratégia militar adotada pelos Estados Unidos e por Israel
produziu décadas de instabilidade no Oriente Médio e no norte da África.
Ele
citou conflitos e intervenções em diversos países da região. “Fomos à
guerra na Líbia, Sudão, Somália, Palestina ocupada, Líbano, Síria, Iraque,
Iêmen e Irã.”
Segundo
ele, o resultado dessas políticas foi devastador.
“O
que conseguimos com isso? Milhões de mortos. Trilhões de dólares desperdiçados.
Um arco de caos que vai da Líbia ao Irã.”
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Declínio dos Estados Unidos
Para
Sachs, a insistência dos Estados Unidos em buscar hegemonia global por meio de
guerras está acelerando o próprio declínio do país.
Ele
contrastou essa estratégia com o avanço tecnológico da China, citando uma
recente visita do chanceler alemão àquele país.
“Ele
estava vendo robôs chineses fazendo coisas que os Estados Unidos e a Europa não
conseguem fazer”, disse.
Enquanto
isso, afirmou, os Estados Unidos enfrentam deterioração interna. “Voltamos
para nossos aeroportos e nada funciona. Escadas rolantes quebradas, elevadores
quebrados, infraestrutura quebrada.”
Segundo
Sachs, o país está comprometendo seu futuro ao priorizar guerras e gastos
militares.
“Estamos
nos destruindo nessa busca por hegemonia global.”
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Escalada perigosa no Oriente Médio
O
economista alertou ainda para os riscos de ampliação do conflito na região. Ele
afirmou que ataques militares e assassinatos políticos tornam cada vez mais
difícil uma solução diplomática.
“Isso
foi uma guerra premeditada. As negociações foram apenas um pretexto.”
Para
Sachs, a escalada atual mostra um cenário perigoso, em que decisões
estratégicas estão sendo tomadas por líderes movidos por visões ideológicas e
ambições geopolíticas.
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Sachs diz que Estados Unidos são governados pelo
"louco assassino" Netanyahu
O
economista Jeffrey Sachs afirmou que os Estados Unidos estariam sendo
conduzidos por decisões associadas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin
Netanyahu, a quem classificou como um “madman” — expressão em inglês que pode
ser traduzida como “louco” — ao comentar a escalada militar envolvendo Irã,
Israel e o governo do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A
declaração foi feita em entrevista ao programa Judging Freedom, apresentado por
Judge Andrew Napolitano e publicado no YouTube em 2 de março de 2026.
Ao
analisar o que chamou de invasão israelense e americana ao Irã, Sachs sustentou
que o conflito atual integra um projeto geopolítico de longo prazo. Segundo
ele, Netanyahu teria reconhecido que a ofensiva representaria um objetivo
perseguido há décadas. “Ele diz que isso é ‘meu sonho realizado’ por 40
anos”, afirmou Sachs, acrescentando que se trata de uma estratégia que, em
sua visão, envolve a hegemonia militar de Israel no Oriente Médio com apoio
direto dos Estados Unidos.
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Projeto de décadas e guerras em série
Sachs
afirmou que a política externa americana no Oriente Médio segue uma linha
contínua desde os anos 1990. “Isso é loucura. Isso é delírio assassino.
E é isso que está em andamento agora”, declarou, ao associar as guerras na
região — incluindo Iraque, Síria, Líbano, Gaza e Iêmen — a um plano estruturado
ao longo de décadas.
Na
entrevista, ele foi ainda mais contundente ao caracterizar Netanyahu como um
“madman” e atribuir ao premiê uma lógica expansionista. Segundo o economista, o
objetivo seria consolidar a supremacia israelense na região com base em
sucessivas intervenções militares.
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Trump, promessas rompidas e crise constitucional
Sachs
também dirigiu críticas ao presidente Donald Trump, afirmando que houve ruptura
entre discurso e prática. “Trump, deixe-me acrescentar, é uma completa
desgraça para nossa nação. Uma completa desgraça. Ele mentiu para nós. Cada
palavra sobre America First”, declarou.
Para o
economista, a ofensiva contra o Irã não teria respaldo constitucional, pois
guerras formais dependeriam de autorização do Congresso dos EUA. Ele afirmou
que não se trata de resposta a uma emergência iminente, mas de uma “guerra de
escolha”, e declarou: “Claro que não. Não há lei aqui”, ao ser
questionado se haveria base legal clara para a ação militar.
Sachs
também criticou o Congresso americano, dizendo que a instituição estaria
paralisada e capturada por interesses ligados a Israel, o que, segundo ele,
impediria qualquer reação institucional efetiva.
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Decadência econômica e gastos trilionários com guerras
Um dos
pontos centrais da entrevista foi a ligação feita por Sachs entre política
externa e declínio econômico interno dos Estados Unidos. Segundo ele, a
subordinação estratégica a Israel e a manutenção de guerras sucessivas teriam
drenado recursos que poderiam ser destinados à infraestrutura e ao
desenvolvimento.
“É
porque gastamos trilhões de dólares em guerra”, afirmou, ao
questionar por que pontes, estradas e sistemas públicos estariam deteriorados.
Ele comparou a situação americana com a da China, destacando que o país
asiático investiu pesadamente em infraestrutura ferroviária de alta velocidade
enquanto, segundo ele, os EUA permanecem sem avanços semelhantes.
Na
avaliação de Sachs, o ciclo de intervenções externas teria comprometido a
competitividade e os padrões de vida da população americana.
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Negociações frustradas e acusações de má-fé
Durante
a entrevista, foi exibido um trecho de declaração do ministro das Relações
Exteriores do Irã, que afirmou que negociações com os Estados Unidos teriam
sido interrompidas por ataques militares. Segundo ele, “Nós negociamos
com os Estados Unidos duas vezes nos últimos 12 meses e, em ambos os casos,
eles nos atacaram no meio da negociação”.
O
chanceler iraniano também declarou: “Eles convenceram o presidente
Trump a nos atacar sem provocação e sem justificativa”.
Sachs
sustentou que o histórico recente compromete a credibilidade diplomática
americana e citou o acordo nuclear de 2015, afirmando que o Irã teria cumprido
os termos antes de o governo Trump abandonar o pacto.
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Risco de escalada global
Questionado
sobre a possibilidade de ampliação do conflito, inclusive com impacto sobre
potências nucleares, Sachs respondeu: “Eu vejo isso escalando e se
espalhando”. Ele afirmou que há risco significativo de agravamento da crise
internacional e criticou o que chamou de mentalidade baseada na intimidação
militar como estratégia de segurança.
Ao
final, o economista disse que os Estados Unidos estariam atravessando um
momento institucionalmente perigoso, marcado por decisões concentradas no
Executivo e ausência de freios políticos eficazes.
A
entrevista reforça o debate sobre os limites constitucionais do poder de
guerra, o papel do Congresso e as consequências econômicas e geopolíticas da
política externa americana em um cenário de crescente tensão internacional.
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Sachs diz que EUA
fracassarão em guerra com o Irã e acusa Israel de terrorismo
A
escalada militar envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel voltou ao centro do
debate geopolítico após novos ataques atribuídos por analistas à estratégia de
pressão e confronto no Oriente Médio. Em meio ao agravamento do cenário, o
economista e professor Jeffrey Sachs avaliou que a tentativa de impor uma
“mudança de regime” em Teerã tende ao fracasso e pode produzir consequências
“muito sérias” para a região e para o mundo.
As
declarações foram dadas por Sachs em entrevista ao programa India and Global
Left, publicado no YouTube, em que ele atribui a ofensiva a uma linha de ação
de décadas conduzida por Washington e Tel Aviv e afirma que “este [novo] ataque
também vai falhar”. Segundo ele, o objetivo central seria derrubar o governo
iraniano “de um jeito ou de outro”, por meio de bombardeios, assassinatos e
guerra econômica.
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A tese de uma estratégia de longo prazo contra Teerã
Na
conversa, Sachs descreve o que chamou de um “programa de longo prazo”
envolvendo serviços de inteligência e governos aliados, com o Irã como “grande
alvo”. Ele lista, como parte desse rastro de conflitos, episódios como a
derrubada do governo na Líbia em 2011, a guerra no Iraque em 2003 e a operação
iniciada em 2011 para derrubar o governo sírio, além de citar a ocupação e
anexação da Cisjordânia e o que ele define como “genocídio em Gaza”.
Ao
comentar a lógica do confronto, o economista sustenta que a dinâmica não se
limitaria ao Irã, mas se conectaria ao projeto de hegemonia regional: “Os EUA e
Israel miram a hegemonia no Oeste Asiático”, afirma, usando o termo que aparece
na entrevista para se referir ao Oriente Médio.
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“Israel é um Estado terrorista”, diz Sachs ao citar Gaza
Questionado
sobre a natureza dos ataques e seus efeitos sobre civis, Sachs endureceu o tom
ao abordar a guerra em Gaza e responsabilizar Israel por mortes em larga
escala. “Israel cometeu um genocídio em Gaza. Matou dezenas de milhares de
crianças. Então, Israel é um Estado terrorista”, disse, em uma das passagens
mais contundentes da entrevista.
Ele
também afirmou que ações como assassinatos e tentativas de atingir lideranças
políticas extrapolam limites legais e elevam o risco de escalada. “Assassinar
chefes de Estado estrangeiros é um comportamento extremamente perigoso,
provocativo, imprudente e ilegal”, declarou, acrescentando que “vangloriar-se
disso” seria “além do vulgar”.
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“Ataques de decapitação” e a aposta frustrada em “mudança de regime”
Na
avaliação do professor, uma ação de “decapitação” — termo usado na entrevista
para descrever a tentativa de eliminar a cúpula de poder — não derrubaria o
Estado iraniano, mas empurraria o país para uma lógica de guerra. Ele argumenta
que o Irã é “uma política muito institucionalizada” e que a estrutura de
comando tenderia a se reorganizar, com maior protagonismo do Corpo da Guarda
Revolucionária Islâmica.
“Um
ataque de decapitação, literalmente matando a cabeça do governo, não vai mudar
o governo iraniano”, afirmou. Para Sachs, a ideia de que EUA e Israel
conseguiriam impor uma transição política em Teerã seria “como tantas outras
ações delirantes” e “essencialmente condenada ao fracasso”.
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Bases militares no Golfo e o risco para aliados de Washington
Sachs
também apontou os países do Golfo como parte vulnerável do tabuleiro, por
abrigarem instalações militares norte-americanas. Segundo ele, isso transforma
tais Estados em atores sem liberdade plena de decisão. “A região do Golfo não
pode falar o que pensa e não fala o que pensa”, disse, ao sustentar que
hospedar bases não significaria proteção, mas subordinação.
Na
entrevista, ele cita uma máxima atribuída a Henry Kissinger para ilustrar o
dilema: “Ser inimigo dos Estados Unidos é perigoso, mas ser amigo é fatal”. Em
seguida, recomendou que países evitem sediar bases e, quando já existirem,
busquem retirá-las para recuperar soberania.
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Guerra de mísseis e limites de munição: semanas decisivas
Ao
tratar do campo de batalha, Sachs afirma não ser “um especialista original” em
assuntos militares, mas diz ouvir de fontes que o Irã teria mais mísseis do que
EUA e Israel teriam capacidade de defesa antimísseis. Se essa leitura estiver
correta, ele projeta uma guerra de atrito entre ataque e interceptação, com
crescente vulnerabilidade israelense ao longo das semanas.
Ele
também menciona a possibilidade de limitação de estoques de munição dos EUA na
região. “Pelas contas militares que ouço, os EUA têm duas ou três semanas de
munições na região para levar adiante esse bombardeio. Depois disso, quem
sabe?”, afirmou, ao acrescentar que outras frentes — como a guerra na Ucrânia e
a campanha israelense em Gaza — teriam pressionado inventários
norte-americanos.
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Trump, opinião pública e custo político interno
A
entrevista aborda ainda o impacto doméstico da guerra nos Estados Unidos. Sachs
afirma que pesquisas indicariam baixo apoio popular a um conflito e sustenta
que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria se desgastando.
“Trump é impopular e cada vez mais impopular”, disse, avaliando que a guerra
“vai acelerar” a queda de sua popularidade caso não haja um “resultado” que ele
considere vitorioso.
Ele
prevê, ainda, que eventos como mortes de militares norte-americanos, aumento
expressivo do preço do petróleo e falhas no sistema de defesa israelense podem
transformar o tema em prioridade interna. “Se houver perda de vidas americanas…
se houver uma grande disparada do preço do petróleo… isso vai dar uma urgência
a esse tema”, afirmou.
Sachs
cita também uma pesquisa da Gallup, mencionada na entrevista, como sinal de
mudança de percepção pública: pela primeira vez, segundo ele, mais
norte-americanos estariam do lado dos palestinos do que dos israelenses.
“Israel está, na minha visão, cometendo uma espécie de suicídio político por
suas práticas realmente fascísticas”, disse.
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ONU dividida e o peso das alianças com os EUA
Ao
narrar sua passagem pelo Conselho de Segurança da ONU, Sachs afirmou que foi
impedido de depor e descreveu uma reunião marcada por divisão e pelo que
considera inversão de responsabilidades. Ele relata que “a maioria dos países”
teria culpado o Irã “por ter sido atacado”, e atribui esse comportamento à
presença militar norte-americana em certos territórios.
Ele
lista oito países — Bahrein, Colômbia, Dinamarca, Grécia, Letônia, Panamá,
Reino Unido e Estados Unidos — como exemplos de Estados que, segundo sua
avaliação, têm bases norte-americanas ou concedem direitos de uso e, por isso,
adotariam a linha de Washington. Para Sachs, essa dinâmica enfraquece a defesa
de princípios centrais da Carta da ONU, como a proibição do uso da força contra
Estados soberanos.
Ao
final, o economista afirmou que sua mensagem aos iranianos seria de
solidariedade e oposição às guerras conduzidas, em suas palavras, por
estruturas de poder e interesses internos. “As pessoas devem entender no Irã
que, como americanos, somos contra o que está acontecendo… Essas não são
guerras dos americanos. São guerras do complexo militar-industrial da América”,
declarou.
Fonte:
Brasil 247

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