Romi
M. Bencke: Bancada Cristã - a tomada do Estado e o ódio às mulheres
A
relação entre religião e política no Brasil sempre foi marcada por elevada
permeabilidade. Desde o período colonial até a contemporaneidade, instituições
religiosas atuam como agentes relevantes na conformação de valores morais, na
organização da sociedade civil e na disputa por influência sobre políticas
públicas. Embora essa presença não seja nova, nas últimas décadas ela assume
formas renovadas, mais explícitas e institucionalizadas, revelando a capacidade
adaptativa das organizações religiosas diante das transformações do campo
político.
Nesse
contexto, em 22 de outubro de 2025, o Congresso Nacional aprovou o regime de
urgência para o projeto que cria a Bancada Cristã na Câmara dos Deputados,
iniciativa apresentada conjuntamente pelas Frentes Parlamentares Evangélica e
Católica Apostólica Romana. O pedido foi aprovado por 398 votos favoráveis e 30
contrários. Caso a proposta seja aprovada, a Bancada Cristã passará a ter
direito a voz e voto no Colégio de Líderes, além de outras prerrogativas
institucionais relevantes, como a influência direta sobre a definição da agenda
legislativa.
Dois
argumentos principais foram mobilizados para justificar a criação da Bancada. O
primeiro sustenta que aproximadamente 80% da população brasileira se declara
cristã. O segundo invoca a garantia constitucional da liberdade de manifestação
da fé. Nenhum desses argumentos, contudo, é suficientemente consistente para
fundamentar a institucionalização de uma bancada religiosa com poder formal de
interferir na definição de prioridades do Parlamento. A representatividade
numérica de uma identidade religiosa não autoriza sua tradução automática em
representação política confessional, assim como a liberdade religiosa não
implica o direito de capturar estruturas estatais para a promoção de agendas
morais particulares.
Na
esteira dessa proposição, ao longo de 2025, diversos municípios apresentaram e
aprovaram projetos de lei que autorizam o uso da Bíblia como livro didático ou
paradidático em escolas públicas e privadas. Municípios como Joinville (SC),
Divinópolis (MG), Belo Horizonte (MG) e Rio Branco (AC), e os estados do Rio
Grande do Norte e do Ceará, adotaram iniciativas dessa natureza. O principal
argumento mobilizado é o de que a Bíblia teria exercido forte influência na
formação da civilização ocidental. Foram rejeitadas, entretanto, emendas que
propunham a inclusão de textos sagrados de outras tradições religiosas — como a
Torá, o Alcorão, o Livro dos Espíritos, além de cantos e narrativas de
religiões de matriz africana e de povos originários — evidenciando o caráter
seletivo e excludente dessas propostas.
Esses
exemplos ilustram a persistente e assimétrica relação entre religião e política
no Brasil. Ainda que essa relação seja historicamente constituída, sua
configuração atual revela novas estratégias de ocupação do espaço público,
legitimadas por discursos de defesa da moral, da identidade cultural e da
liberdade religiosa.
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Alianças intercristãs e reconfigurações do campo religioso-político
Entre
as estratégias contemporâneas de ampliação da influência religiosa na política,
destaca-se a aproximação e a formação de alianças pontuais entre grupos que,
até poucas décadas atrás, se percebiam como adversários. Trata-se, sobretudo,
da convergência entre diferentes movimentos pentecostais, oriundas de variadas
denominações evangélicas, e o movimento carismático católico romano.
Historicamente,
a disputa pelo chamado “mercado religioso” incentivou a demarcação de
fronteiras doutrinárias e simbólicas entre essas correntes. No âmbito da
representação política, autoridades católicas passaram a interpretar o avanço
evangélico como ameaça ao status, ainda que extraoficial, da Igreja
Católica como “igreja dos brasileiros”. Nessa lógica, os privilégios
historicamente naturalizados pela hegemonia católica não eram percebidos como
problema democrático, mas como expressão legítima de uma tradição nacional.
Por
muito tempo, parte significativa da produção intelectual e do debate público
operou com uma dicotomia simplificadora: de um lado, um catolicismo
progressista, democrático e comprometido com os direitos humanos; de outro, um
evangelicalismo conservador, autoritário e antidemocrático. Essa leitura
invisibilizou tanto o papel de organizações católicas tradicionalistas, como a
Tradição, Família e Propriedade (TFP), quanto às contribuições históricas de
protestantes para a defesa da laicidade do Estado, a organização sindical e a
educação popular.
Nesse
cenário polarizado foi, sobretudo, o movimento feminista não religioso e a
teologia feminista que demonstraram maior acuidade analítica ao perceber que,
quando estão em jogo a autonomia das mulheres e a igualdade de gênero, o
cristianismo institucionalizado — em suas versões católica romana, ortodoxa ou
protestante — tende a convergir na defesa de uma moral patriarcal. Essa moral
atua como princípio ordenador destinado a conter aquilo que é interpretado como
caos social decorrente das reivindicações feministas por igualdade jurídica,
controle sobre o próprio corpo, participação política, liberdade sexual e
direito a uma vida livre de violência.
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Plataforma político-religiosa, guerra espiritual e bem público
Na
segunda metade do século XXI, intensificam-se os discursos religiosos
estruturados em torno da noção de guerra espiritual. Segundo essa perspectiva,
os processos de secularização nas sociedades ocidentais estariam corroendo
valores considerados fundamentais de uma suposta moral cristã. A guerra
espiritual, nesse sentido, não se limita a uma metáfora teológica, mas opera
como dispositivo mobilizador para ações políticas concretas, orientadas ao
enfrentamento das transformações culturais associadas à modernidade.
Nesse
enquadramento, proliferam narrativas de perseguição aos cristãos e de ameaça à
liberdade religiosa. Os alvos privilegiados desses discursos são a ideia de uma
sociedade plural e diversa, além dos movimentos que sustentam a pluralidade,
como o feminista, o antirracista, os movimentos socioambientais, os de defesa
dos direitos das pessoas LGBTQIA+, e os movimentos anticapitalistas. Esses
atores são compreendidos pela direita cristã como responsáveis pela
desintegração da ordem social.
É nesse
contexto que católicos e evangélicos (protestantes) passam a estabelecer
alianças estratégicas com o objetivo declarado de enfrentar o mal que, segundo
essa narrativa, estaria corroendo as estruturas morais do Ocidente. A proposta
de criação de uma Bancada Cristã deve ser compreendida à luz desse cenário mais
amplo. Ela constitui uma cruzada moral institucionalizada, conduzida por meios
formais e democráticos, contra agendas interpretadas pela direita cristã como
ameaças existenciais.
No
século XXI, essas alianças deixam de se organizar prioritariamente em torno de
disputas doutrinárias e passam a se estruturar a partir da ideia de que o
cristianismo, em suas múltiplas expressões, seria o principal provedor e
guardião da identidade cultural ocidental. Essa reconfiguração desloca o foco
da concorrência religiosa para a ação política coordenada.
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A Declaração de Manhattan como plataforma transnacional
Um
marco relevante, ainda pouco conhecido no debate público brasileiro, dessa
convergência intercristã é a “Declaração de Manhattan: um chamado à consciência
cristã”, lançada em 2009, nos Estados Unidos e assinada por cerca de 150
lideranças, incluindo bispos católicos romanos, cristãos ortodoxos, pastores
evangélicos e intelectuais cristãos.
A
Declaração pode ser interpretada como uma plataforma político-religiosa de
alcance transnacional, voltada à orientação da ação pública de lideranças
religiosas conservadoras e de atores políticos com vinculação confessional. O
documento está estruturado em três grandes eixos: vida, casamento e liberdade
religiosa.
No
preâmbulo, as lideranças signatárias se apresentam como herdeiras de cristãos
da Antiguidade que teriam confrontado a tirania do Império Romano, combatendo
práticas como o infanticídio e a servidão. O texto reivindica ainda o papel dos
mosteiros na preservação da Bíblia, da arte e da cultura ocidentais, menciona
bulas papais dos séculos XVI e XVII que condenaram a escravidão. O documento
recupera o papel de figuras como John Wesley e William Wilberforce na luta
contra o tráfico de pessoas escravizadas. Ao mobilizar esse repertório
histórico, a Declaração constrói uma narrativa de autoridade moral destinada a
legitimar sua atuação contemporânea no espaço público.
No eixo
da vida, o documento afirma que, apesar de um suposto sentimento público
pró-vida nos Estados Unidos, o governo da época — liderado por Barack Obama —
promoveria uma ideologia favorável à legalização do aborto. Critica a decisão
da Suprema Corte no caso Roe v. Wade (1973). Para os signatários da Declaração,
a decisão da Suprema Corte americana é interpretada como a retirada da proteção
legal do nascituro. Aborto, eutanásia, suicídio assistido e pesquisas com
embriões são enquadrados como expressões de uma “cultura da morte”, legitimada
pelo Estado.
No eixo
do casamento, apenas a união entre homem e mulher é reconhecida como válida. O
casamento é apresentado como instituição central para a saúde, a educação e o
bem-estar social. A dissolução da chamada cultura matrimonial é associada ao
surgimento de patologias sociais, entre as quais se incluem o divórcio e as
uniões entre pessoas do mesmo sexo.
No eixo
da liberdade religiosa, o documento afirma que somente Deus é senhor da
consciência cristã. A partir disso, reivindica que indivíduos e instituições
religiosas não sejam obrigados a agir de modo contrário às suas convicções
morais. Direitos como o aborto legal e seguro e o reconhecimento do casamento
entre pessoas do mesmo sexo são reinterpretados como violações da liberdade
religiosa daqueles que se opõem a essas práticas. Políticas
antidiscriminatórias são descritas como restrições ao livre exercício da
religião. O texto invoca explicitamente o direito à desobediência civil diante
de leis consideradas “anti-vida”.
Embora
elaborada em 2009 e situada no contexto político norte-americano, a Declaração
de Manhattan pode ser lida como uma plataforma exportável e de pretensão
atemporal, especialmente em razão da capilaridade das instituições religiosas e
da diversidade de interesses econômicos e políticos que financiam a direita
cristã em diferentes países.
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Bem público, liberdade religiosa e ódio às mulheres
Um
aspecto central dessa plataforma é a redefinição do conceito de bem público.
Ele deixa de ser compreendido como resultado do equilíbrio entre direitos
fundamentais em uma sociedade plural e passa a ser identificado com políticas
públicas que reforçam concepções restritivas de vida, família e sexualidade.
Trata-se de um bem público particularista, ancorado em uma moral religiosa
específica e apresentado como universal.
De modo
semelhante, a liberdade religiosa é reinterpretada de forma absolutizada e
hierarquizada, desvinculada de sua interdependência com outros direitos
fundamentais. Em vez de garantir a convivência entre diferentes crenças e
convicções em um Estado laico, ela é mobilizada como instrumento político para
bloquear direitos sexuais e reprodutivos e para legitimar práticas
discriminatórias.
É nesse
ponto que se torna possível compreender o sentido da expressão “ódio às
mulheres” no contexto das alianças político-religiosas. Não se trata apenas de
atitudes individuais de misoginia, mas de uma estrutura simbólica e
institucional que opera para restringir a autonomia das mulheres, controlar
seus os corpos e deslegitimar suas reivindicações por igualdade. Esse ódio
manifesta-se na oposição sistemática ao direito ao aborto legal e seguro, na
resistência à educação sexual, na naturalização da violência de gênero e na
exclusão das mulheres dos espaços de poder e decisão.
A
possibilidade de criação de uma Bancada Cristã no Congresso Nacional deve,
portanto, ser analisada à luz dessa configuração mais ampla. O fortalecimento
da democracia brasileira exige o enfrentamento transparente e crítico da
histórica permeabilidade entre religião e política. Não é compatível com um
regime democrático que critérios de vinculação religiosa ou de conservadorismo
moral orientem a ocupação de cargos públicos estratégicos, como as indicações
para o Supremo Tribunal Federal. Enquanto persistirem alianças
político-religiosas que, sob o discurso do bem público e da liberdade
religiosa, perpetuam a subordinação estrutural e o ódio às mulheres, a
democracia permanecerá incompleta.
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Feminicídio no Brasil: O que está por trás dos números
recordes? Por Arlindenor Pedro
Precisei
resolver uma questão administrativa e tive que passar algumas horas nas
dependências de um distrito policial em um município do Estado do Rio de
Janeiro. Durante o tempo em que estive ali, algo me chamou, profundamente, a
atenção: o fluxo constante de mulheres que entravam na delegacia para registrar
denúncias.
Eram,
em sua maioria, jovens. E, muitas, visivelmente abaladas, relatando violências
cometidas por seus companheiros, namorados, ex-parceiros. Um desfile silencioso
de dor e de coragem, também. Todas apelavam para a Lei Maria da Penha e, por
ela, eram acolhidas naquele espaço policial.
Dias
depois, me deparei com a publicação de uma pesquisa do Ministério da Justiça,
que apontava um dado estarrecedor. Quatro mulheres são assassinadas por dia no
Brasil vítimas de feminicídio.
A
leitura desse dado me transportou imediatamente à cena que presenciei na
delegacia. Naquele momento, entendi, com mais nitidez que a violência contra
mulheres não é exceção. É estrutural.
Esses
números não são meros acidentes estatísticos. Eles não apontam para uma “onda
de violência” momentânea. Revelam algo muito mais profundo: a falência da forma
social que organiza nossas relações, nossos afetos e nossas subjetividades.
Um fato
que precisa ser analisado com maior profundidade, e fora dos clichês moralistas
a que a mídia nos submete. A partir dessa experiência concreta, comecei a me
perguntar: O que esse número revela, de fato? Que tipo de sociedade permite que
mulheres sejam assassinadas todos os dias apenas por serem mulheres? E, mais
que isso: Por que esse número segue crescendo?
Os
dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp)
confirmam uma tendência brutal. Em 2025, o país alcançou a marca recorde de
1.470 feminicídios, a maior desde que a lei passou a registrá-los. Foram 1.459
casos em 2024, 1.449 em 2023, 1.451 em 2022. A média de quatro mulheres mortas
por dia se mantém com uma constância que grita.
Além
disso, o Mapa Nacional da Violência de Gênero mostra que, só no primeiro
semestre de 2025, já haviam sido registrados 718 feminicídios e 34 mil casos de
estupro. Não é difícil imaginar o perfil predominante dessas vítimas: mulheres
jovens, negras e periféricas, aquelas que vivem em lugares em que o Estado
raramente chega com proteção, mas sempre aparece com repressão.
A
filósofa Leni Wissen, em um texto marcante publicado em 2025, propõe uma
leitura instigante da violência masculina como sintoma da crise do sujeito
moderno. Segundo ela, o homem foi educado para ser autônomo, forte,
invulnerável. Sua identidade foi construída em oposição à dependência, à
fragilidade :ou seja, ao feminino. Mas à medida que a realidade concreta
desmorona sob o peso da crise social, econômica e afetiva, esse sujeito entra
em colapso.
E, o
que acontece quando alguém formado para exercer controle absoluto percebe que
perdeu o controle de tudo? Leni Wissen responde: Ele entra em desespero. E o
desespero, muitas vezes, vira violência. A mulher se torna o alvo simbólico.
Ela representa tudo aquilo que o homem foi ensinado a reprimir em si mesmo, e
que agora odeia ver refletido no outro. O feminicídio, nesse quadro, aparece
como uma afirmação perversa de potência em uma vida marcada pela impotência
real.
Essa
leitura, já perturbadora em si, se torna ainda mais devastadora quando aplicada
ao Brasil. Aqui, o capitalismo, um capitalismo retardatário e periférico, nunca
cumpriu suas promessas de inclusão, cidadania ou estabilidade. Como destaca o
teórico alemão Robert Kurz, vivemos sob uma modernização negativa, que destrói
sem construir, precariza sem reorganizar.
Em um
país marcado por desigualdade estrutural, racismo sistêmico e colapso das redes
de proteção social, a crise do sujeito masculino assume contornos explosivos. A
masculinidade tradicional não desaparece. Ela se transforma em ressentimento,
raiva, agressividade difusa. E, o corpo da mulher se torna o campo de batalha
dessa frustração.
A
filósofa Roswitha Scholz oferece, nesse caso, outra chave analítica decisiva.
Segundo ela, o capitalismo se estrutura a partir de uma dissociação entre o
valor (associado ao masculino, à produção) e a reprodução (associada ao
feminino, ao cuidado, ao corpo). Essa cisão foi naturalizada pela modernidade
patriarcal e se torna ainda mais violenta em tempos de colapso.
No
Brasil, essa dissociação se traduz em abandono. O feminino dissociado é
descartável, violável, disponível. E quando se recusa a cumprir esse papel,
quando rompe com a obediência, quando tenta sair de uma relação abusiva, vira
alvo da violência letal. O feminicídio é, muitas vezes, a punição final por uma
tentativa de liberdade.
Enquanto
a violência cresce, uma transformação silenciosa também acontece. As mulheres
estão se tornando o pilar econômico de muitas famílias. Dados recentes indicam
que mais da metade dos lares brasileiros é chefiada por mulheres, e que grande
parte dessas chefias ocorre sem a presença de um parceiro homem.
Essa
mudança se deve à maior participação feminina no mercado de trabalho e, também,
à crise prolongada do emprego formal, à queda da renda masculina e à
substituição de funções patriarcais tradicionais por estratégias de
sobrevivência feminina.
O
paradoxo é cruel. As mulheres acumulam sobre si o peso do cuidado, do sustento
e ainda se tornam vítimas da violência daqueles que não suportam sua autonomia
crescente.
De
acordo com o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (RASEAM 2025), as
mulheres chefes de família são maioria entre os mais pobres, enfrentam os
maiores índices de informalidade e recebem, em média, cerca de 22% menos que os
homens. Mesmo assim, sustentam seus lares, muitas vezes, sozinhas.
Esse
deslocamento econômico não foi acompanhado por uma reconfiguração simbólica das
relações de poder. O homem perde o “lugar de provedor”, mas não perde o
privilégio social da dominação. E quando se sente ameaçado em seu poder, a
resposta pode ser violenta e fatal
Cada
feminicídio é mais do que um crime, é um sinal de alerta de uma sociedade em
ruínas. O silêncio diante desses assassinatos é ensurdecedor, e em certa
medida, cúmplice.
Não se
trata apenas de “educar para o respeito”, nem de criar leis mais rígidas (a Lei
Maria da Penha já é avançada). Trata-se de questionar radicalmente o modelo de
masculinidade que o capitalismo produziu. E, que, agora, implodiu. Trata-se de
repensar o que significa ser homem, ser mulher, ser sujeito em um mundo onde os
vínculos sociais, afetivos e econômicos estão sendo corroídos. A cada dia,
quatro mulheres são assassinadas no Brasil por seus companheiros ou
ex-companheiros. Elas morrem por existirem
E nós,
o que estamos dispostos a fazer com essa verdade?
Fonte:
Outras Palavras/JB

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