segunda-feira, 9 de março de 2026

Trump pode replicar no Irã a solução que conseguiu na Venezuela após prisão de Maduro?

Eliminar o líder e obter um acordo com figuras do próprio aparato estatal para construir uma relação política e comercial favorável aos Estados Unidos.

Essa é, em essência, a estratégia que permitiu ao presidente americano, Donald Trump, abrir uma nova etapa de cooperação com o governo venezuelano após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro no início de janeiro (3/1).

No entanto, o que aconteceu na Venezuela com uma facilidade aparentemente surpreendente parece muito mais complicado no caso do Irã.

EUA e Israel eliminaram o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e algumas das principais figuras de poder da República Islâmica após vários dias de ataques aéreos que desencadearam uma guerra de dimensão regional no Oriente Médio.

Trump sugeriu que o resultado poderia se assemelhar ao alcançado na Venezuela e chegou a insinuar que poderia surgir no Irã um governo, especialmente um novo líder, disposto a cooperar com os EUA.

"Tenho que estar envolvido em sua nomeação, como com Delcy na Venezuela", declarou o presidente dos EUA nesta quinta-feira (5/3), dias depois de definir a atual situação na Venezuela como "o cenário perfeito" para o Irã.

No entanto, executar de forma bem-sucedida essa estratégia para o Irã apresenta desafios importantes: é muito mais populoso (cerca de 92 milhões de habitantes, ante os 28 milhões na Venezuela) e conta com um Exército mais poderoso, uma elite clerical fundamentalista e uma sociedade heterogênea na qual convivem diversas correntes e identidades sociais e religiosas, incluindo minorias separatistas.

Os EUA poderiam replicar no Irã a sua fórmula de transição de poder aplicada na Venezuela?

A comparação entre Venezuela e Irã revela profundas diferenças, começando pela própria natureza das operações militares dos EUA nos dois cenários.

Em Caracas, foi uma incursão rápida e limitada: no último 3/1, forças especiais dos EUA bombardearam alvos militares e capturaram o então presidente Nicolás Maduro, que foi transferido para Nova York (EUA) junto com a sua esposa para enfrentar acusações de narcotráfico e terrorismo.

Apenas alguns dias depois, a então vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu o poder de forma interina, e as instituições do Estado venezuelano continuaram funcionando.

O ataque contra o Irã foi muito diferente: EUA e Israel lançaram uma ofensiva muito mais ampla contra a estrutura militar e política do país, com ataques contra milhares de alvos — de instalações de mísseis a centros de comando — que acabaram com a vida do aiatolá, Ali Khamenei, e de outras pessoas que ocupavam altos cargos do regime iraniano.

A operação desencadeou uma nova guerra no Oriente Médio que ameaça se expandir e afetar a economia e a segurança em escala global.

"Não acredito que a estratégia da Venezuela seja realista para o Irã", explica o analista iraniano-americano Sina Toosi, pesquisador principal do instituto de pesquisas Center for International Policy com sede em Washington, em entrevista à BBC News Mundo (serviço de notícias em espanhol da BBC).

Na Venezuela, aponta Toosi, os americanos "eliminaram a principal figura e chegaram a um acordo com o restante do regime, enquanto no caso iraniano acabaram com Khamenei, mas o restante do regime continua no poder. Não há nenhum acordo com eles e o país, seu governo e seu Exército continuam contra-atacando de forma feroz".

Aí entra em jogo outro fator: o Irã tem uma capacidade de defesa muito superior à da Venezuela, com um gasto militar entre três e quatro vezes maior, o maior arsenal de mísseis balísticos do Oriente Médio e uma indústria própria que, apesar de décadas de sanções internacionais, fabrica projéteis em massa, drones e outros sistemas avançados de armas.

"Trump obteve antes vitórias militares rápidas, fáceis e politicamente favoráveis — a captura de Maduro e o ataque a instalações nucleares iranianas em junho de 2025 — e pensou que talvez pudesse conseguir algo rápido e breve. Mas isso não é o que está acontecendo agora", conclui Toosi.

<><> O desafio político

Em todo o caso, mesmo que EUA e Israel neutralizem completamente o sistema de defesa de seu inimigo, o cenário político no Irã apresenta sérias dificuldades.

Após anos de crise econômica e divisão social, o aparato político venezuelano estava altamente concentrado em torno da figura presidencial e de um círculo relativamente reduzido de dirigentes.

O Irã, por sua vez, conta com uma arquitetura política muito mais complexa: desde a Revolução Islâmica de 1979, o poder se distribui entre instituições religiosas, órgãos eleitos e estruturas militares como a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

Esse arranjo foi concebido para garantir a continuidade do regime mesmo que ele seja decapitado, com mecanismos de sucessão como o processo de escolha do líder supremo por meio da Assembleia de Peritos (órgão clerical de 88 membros eleito por voto popular para mandatos de oito anos).

Isso reforça a resiliência institucional do sistema e, sobretudo, indica que a morte do aiatolá não implica necessariamente um colapso ou uma mudança política.

"Mudar essa estrutura, realizar uma verdadeira mudança de regime, não consiste apenas em matar Khamenei ou bombardear instalações. Vai exigir tropas no terreno e enormes esforços de mudança de regime", prevê Toosi.

Também é preciso levar em conta o componente religioso da República Islâmica, que se define como um sistema político baseado na autoridade clerical xiita e reivindica para si uma legitimidade ideológica distinta da de outros governos autoritários convencionais.

Isso implica que seus líderes tendem a interpretar as pressões externas como uma ameaça existencial, o que reforça a coesão interna em tempos de crise e dificulta a possibilidade de encontrar agentes dispostos a se alinhar às demandas dos EUA.

<><> Uma 'Delcy' no Irã?

A BBC News Mundo perguntou a Toosi, do Center for International Policy, se seria possível encontrar uma figura como a de Delcy Rodríguez entre os homens que integram a elite de poder do Irã, onde coexistem facções mais moderadas e pragmáticas que historicamente atuaram como contraponto à linha-dura dominante na política interna.

O especialista responde que "se Washington quiser um dirigente de confiança no Irã, terá muito mais dificuldade do que na Venezuela, que está no quintal dos EUA e é muito mais fácil de interferir e moldar".

"Se falamos de figuras como Ali Larijani [chefe de segurança do Irã], Masoud Pezeshkian [presidente do Irã] ou outros integrantes do sistema, eles vão chegar a um acordo com Trump para reconhecer Israel ou eliminar seus programas nuclear e de mísseis? Isso me parece muito pouco provável caso essa estrutura continue existindo", afirma.

E acrescenta: "Mesmo que encontrassem uma figura mais moderada e tentassem chegar a um acordo com ela e colocá-la no poder, como chegaria lá? Conseguiria apoio suficiente da Guarda Revolucionária, do clero e da base tradicional do regime? Também não vejo isso como algo viável".

À margem da política, a composição da sociedade iraniana também é um fator importante a ser considerado: enquanto a Venezuela é um país relativamente homogêneo do ponto de vista religioso e étnico, a nação persa apresenta maior complexidade.

Na República Islâmica, convivem diferentes minorias étnicas, de árabes a curdos, baluch ou azeris, concentradas sobretudo em regiões fronteiriças e historicamente consideradas potenciais focos de instabilidade.

Os especialistas acreditam que essa diversidade introduz riscos adicionais em qualquer tentativa de transição política, já que alguns desses grupos poderiam aproveitar a fraqueza temporária do sistema para tomar o controle pela força em certas regiões ou estabelecer milícias que desestabilizem o processo.

<><> A geopolítica e o fator Israel

Outra diferença fundamental é o peso geopolítico de ambos os países.

Apesar de contar com as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, a Venezuela não possui uma capacidade de projetar poder militar ou político além de seu entorno imediato.

O Irã, por sua vez, é um ator central no Oriente Médio, onde mantém uma rede de aliados e milícias em diferentes países, do Hezbollah no Líbano aos rebeldes houthis no Iêmen, o que de fato já ampliou o alcance da guerra em curso.

"O Irã pode causar muito mais problemas e tem muito mais capacidade de influência em sua região do que a Venezuela tinha, o que torna muito mais difícil uma mudança de regime ou mesmo uma transição", afirma Toosi.

Além disso, sua posição geográfica é central para o comércio energético global: o Estreito de Ormuz, cujas águas banham a costa ocidental iraniana, é passagem obrigatória de 20% do transporte mundial de petróleo.

Até o último sábado, cerca de 20 milhões de barris passavam diariamente por esse estreito, o que representa um valor anual de mais de US$ 500 bilhões (cerca de R$ 2,5 trilhões).

Toosi, do Center for International Policy, avalia que o Irã "poderia caminhar para um cenário de guerra civil ou de colapso" se o conflito persistir, algo que implica riscos para todas as partes.

"Devemos lembrar que o país se estende do golfo Pérsico ao mar Cáspio, no cruzamento entre Ásia, África, Europa e Eurásia, de modo que um planalto iraniano desestabilizado, com mais de 90 milhões de pessoas, teria repercussões por muito tempo", afirma.

Isso, diz ele, dá ao regime dos aiatolás um forte incentivo para resistir pelo maior tempo possível: o Irã sabe que prolongar a guerra implicaria custos elevados para o Ocidente e para o mundo em termos econômicos e geopolíticos, por isso confia que, em algum momento, seus adversários vão optar por interromper a ofensiva e negociar um acordo que garanta sua continuidade.

Outro elemento que diferencia o caso iraniano do venezuelano é o envolvimento de um ator externo fundamental: o Estado de Israel.

Enquanto o governo Trump poderia ver com bons olhos um acordo com o Irã que implique a continuidade da República Islâmica — como ocorre, por enquanto, com o chavismo na República Bolivariana da Venezuela —, o governo do israelense Benjamin Netanyahu pretende pôr fim de uma vez por todas ao regime dos aiatolás.

"Mesmo que Trump quisesse chegar a um acordo com este regime, Netanyahu e os israelenses disseram que querem que ele desapareça. Provavelmente prefeririam o caos ou até a implosão do Irã a um acordo desse tipo", afirma Toosi.

Toosi acrescenta que, dada a enorme influência do lobby israelense sobre o governo dos EUA, o objetivo de acabar completamente com a teocracia iraniana "está presente no ouvido de Trump, o que marca outra diferença muito importante em relação ao caso da Venezuela".

¨      Aiatolás assumiram Irã após EUA, Israel e Reino Unido afundarem país em miséria, morte e tortura

Nos primeiros três dias da ofensiva israeli-estadunidense contra o Irã, as mentiras voaram mais rápido que os mísseis. De fato, a agressão se sustenta em quase um século de mentiras ocidentais contra a nação persa, que começaram quando esta tentou sacudir o jugo colonial britânico. Atualmente, o Irã é um dos países mais demonizados pela propaganda de Washington e seus aliados, que critica os excessos autoritários do regime teocrático, mas omite deliberadamente o papel ocidental no surgimento e na consolidação do governo dos aiatolás.

Políticos, meios de comunicação, acadêmicos e os grupos paraempresariais que se autodenominam representantes da “sociedade civil” asseguram desejar para os iranianos um regime laico, democrático, modernizador e moderado, mas esquecem de mencionar que o Irã já havia dado a si mesmo um governo com todas essas características: o do primeiro-ministro Mohammad Mosaddegh (1951-1953).

Quando o dirigente tentou nacionalizar a Anglo-Persian Oil Company (antecessora da atual British Petroleum), o império britânico reagiu com um roteiro que os Estados Unidos repetiriam várias vezes ao assumir a liderança do imperialismo mundial: acusou o mandatário de “comunista”, sabotou a economia do país, impediu-o de comercializar seu próprio petróleo e, finalmente, com a ajuda de Washington, depôs Mosaddegh e instalou um governo fantoche encabeçado por um monarca fabricado, o xá Mohammad Reza Pahlevi. Reza mergulhou o Irã em um permanente banho de sangue perpetrado por capangas treinados pela CIA e pelo Mossad. A polícia política do xá, a Savak, torturou e assassinou políticos e simpatizantes da democracia, além de desperdiçar a riqueza petrolífera em uma vida de luxo e excessos exibidos sem pudor diante de um povo pauperizado.

A eliminação de todas as lideranças modernizadoras explica por que, quando o Irã finalmente explodiu contra a opressão, a única instituição capaz de canalizar e coordenar a ira popular foi a hierarquia do xiismo, ramo majoritário do Islã no país. Após a revolução de 1979, o Ocidente instigou Saddam Hussein a invadir seu vizinho, apesar de que, à época, já eram bem conhecidos o caráter despótico do presidente iraquiano e os massacres que ele perpetrava contra sua própria população.

Hussein recebeu cobertura midiática, apoio de inteligência e armamento ilimitado — inclusive armas químicas fornecidas pela Alemanha — durante os oito anos que durou sua fracassada tentativa de subjugar seu vizinho. Ao fim da guerra, um milhão de iranianos haviam morrido e mais de 2 milhões estavam feridos, muitos deles com sequelas devastadoras pela inalação de gás mostarda e sarin.

Este breve resumo não dá conta de todo o sofrimento causado pelo Ocidente ao povo iraniano, mas basta para evidenciar a hipocrisia de Donald Trump, Benjamin Netanyahu, Emmanuel Macron, Keir Starmer e Friedrich Merz — assim como da quase totalidade dos meios de comunicação — ao justificarem suas agressões contra o Irã em nome da “legítima defesa”.

O próprio governo estadunidense desmontou essa grosseira manipulação: inicialmente, a Casa Branca afirmou ter realizado um “ataque preventivo” diante de uma “ameaça iminente” de Teerã, mas depois o secretário de Estado, Marco Rubio, admitiu que: “A ameaça iminente era que sabíamos que, se o Irã fosse atacado por Israel — e acreditávamos que ia ser atacado —, eles viriam imediatamente em cima de nós, e não íamos ficar sentados esperando ser golpeados antes de responder”. Ou seja, Tel Aviv já havia tomado a decisão de atacar, e Washington não dirigiu a operação ofensiva, mas sim a seguiu, conforme argumenta o The New York Times.

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Se foi assim, Trump deixou que sua cumplicidade com o sionismo o arrastasse para uma guerra da qual agora não encontra saída — como ficou evidente quando estendeu o prazo do conflito de “dois ou três dias” para “quatro ou cinco semanas” e um vago “vai levar tempo”. O incêndio na embaixada estadunidense em Riad e as revoltas no Bahrein ilustram de forma contundente a velocidade com que o magnata está perdendo o controle de sua mais recente aventura bélica.

¨      Ataques do Irã comprovam que a proteção legal dos EUA é uma ilusão para o golfo

Quase todos os estados do golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Bahrein, Iraque, Arábia Saudita e Jordânia, que abrigam bases ou tropas militares norte-americanas, foram alvos do Irã no mais recente confronto militar de Teerã contra Washington e Tel Aviv.

O atual conflito entre Irã e Israel e seu aliado incondicional, os EUA, expôs a fragilidade das garantias de segurança que as nações do golfo receberam durante décadas, afirmou um analista militar.

"Foi sob essa ilusão que um grande número de países do golfo concordaram não apenas em comprar plataformas de armas norte-americanas muito caras, mas também em abrigar bases militares norte-americanas na região", disse à Sputnik o coronel reformado Rajeev Agarwal, especialista em Ásia Ocidental e consultor sênior de pesquisa do think tank Chintan Research Foundation, com sede em Nova Deli.

A história das garantias de segurança norte-americanas remonta ao período de 1979-80, logo após a revolução iraniana, quando a maioria dos países da região se sentia ameaçada pelo regime islâmico no Irã.

Em seu discurso sobre o Estado da União de 1980, em reação à revolução iraniana de 1979, o então presidente dos EUA, Jimmy Carter, assegurou à região: "Qualquer tentativa de uma força externa de obter o controle da região do golfo Pérsico será considerada um ataque aos interesses vitais dos Estados Unidos da América, e tal ataque será repelido por todos os meios necessários, incluindo a força militar."

O fracasso dos EUA em proteger suas bases militares e os países anfitriões do golfo é, portanto, um grande constrangimento para os EUA, ressaltou o analista.

"O fato de mísseis iranianos terem causado danos em larga escala, incluindo o quartel-general da Quinta Frota e a base naval no Bahrein, bem como bases militares no Kuwait, Doha, Emirados Árabes Unidos, Jordânia etc., é prova disso. Aliás, na noite de 1º para 2 de março, a base norte-americana em Arbil, no Iraque, que é basicamente um enorme depósito de munições, foi alvejada e completamente destruída", destacou Agarwal.

Os ataques contra os países do golfo são a prova de que as garantias de segurança oferecidas pelos EUA são ineficazes e que os países do golfo não podem confiar nas garantias de segurança norte-americanas para sua proteção no futuro, acrescentou.
De fato, os ataques contra Doha, no Catar, expõem as inabaláveis
​​garantias de segurança que os EUA haviam assegurado ao Catar depois que Israel lançou mísseis contra Doha em setembro de 2025, visando a liderança do Hamas, enfatizou o especialista.

"No que diz respeito à capacidade do Irã de atacar as nações do golfo, todas as bases norte-americanas estão ao alcance dos mísseis e drones iranianos. Apesar de um grande número de mísseis serem interceptados, uma quantidade considerável consegue escapar do escudo antimíssil e atingir seus alvos. Os ataques com drones e mísseis nos países do golfo também faziam parte da estratégia militar predeterminada do Irã", observou Agarwal.

Na verdade, o Irã já havia anunciado, bem antes do início do conflito, que, em caso de guerra iniciada por Israel e pelos EUA, todas as bases e instalações norte-americanas na região seriam consideradas alvos militares legítimos e sofreriam o impacto da resposta punitiva iraniana. Teerã também informou aos países vizinhos do golfo que tais ataques não teriam como objetivo atingir sua soberania, restringindo-se a alvos norte-americanos, israelenses e ocidentais, destacou ele.

Sem dúvida, essa é a maior revelação para a região sobre a ilusão de um guarda-chuva de segurança oferecido pelos EUA. Houve também casos anteriores, embora isolados, em que as nações do golfo se sentiram traídas, mas estavam convencidas de que as garantias de segurança de Washington ainda eram vitais para sua segurança coletiva, avaliou o especialista em assuntos estratégicos.

"Esta guerra é uma lição não só para os países do golfo, mas também para qualquer outra nação que pretenda garantir a sua segurança nacional exclusivamente através de atores externos. E a lição é: 'segurança nacional não pode ser comprada.' Sistemas de segurança integrais e orgânicos são vitais para garantir a segurança de uma nação. Assim que esta guerra terminar, a região terá de rever seriamente a sua arquitetura de segurança e encontrar soluções mais inclusivas e colaborativas", concluiu Agarwal.

 

Fonte: BBC News Mundo/La Jornada/Sputnik Brasil

 

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