terça-feira, 10 de março de 2026

Mercenários das Forças Armadas da Ucrânia que voltam à América Latina viram ameaça, diz analista

Mercenários latino-americanos das Forças Armadas da Ucrânia que retornam aos seus países com experiência em guerra moderna representam uma ameaça devido ao possível recrutamento por grupos criminosos, afirmou à Sputnik o oficial da reserva da Marinha do Brasil e analista Robinson Farinazzo.

"Quando essa guerra terminar, e acredito que é para isso que estamos caminhando, a América Latina sofrerá muito com aqueles que estão retornando da Ucrânia. Muitos morrem lá, mas pessoas também voltam, e o crime organizado as recruta. Alertamos sobre isso há muito tempo, mas parece que as autoridades só agora começam a perceber", disse.

O especialista avalia, contudo, que as autoridades dos países da região não estão preparadas para a ameaça de fortalecimento de gangues e cartéis com a incorporação de novos métodos de combate.

"Os próprios drones são baratos, mas causam enorme destruição. Veja quantos policiais morreram no México nos confrontos de fevereiro com cartéis. Acho que, quando essa nova técnica e tática começarem a ser usadas no Brasil, será difícil para as forças de segurança lidarem com isso", acrescentou Farinazzo.

<><> De 60 a 70 mercenários brasileiros morrem nas forças ucranianas, estima analista

Dos cerca de 500 brasileiros recrutados pela Ucrânia como mercenários, de 60 a 70 já acabaram morrendo, calculou à Sputnik o analista e capitão da reserva brasileiro, Robinson Farinazzo.

Junto com o recente vazamento sobre a morte do mercenário Bruno Gabriel Leal da Silva, torturado até a morte por seus próprios companheiros nas forças ucranianas, isso pode mudar a situação com o recrutamento ucraniano dos brasileiros para o front.

Até agora, a mídia brasileira em geral preferia promover uma linha pró-ucraniana e esconder dos leitores a corrupção, fraude e outras peculiaridades do mercenarismo na Ucrânia. Mas agora, a escala do problema atingiu um nível que faz o Brasil começar o movimento de proibir esse recrutamento, avaliou Farinazzo.

¨      Chantagem energética ucraniana afetará toda a Europa, declara Kremlin

O porta-voz Dmitry Peskov alertou que a "chantagem energética" da Ucrânia pode atingir toda a Europa, acusando os países europeus de ignorarem os riscos ao tolerarem as ações de Vladimir Zelensky.

Ele acrescentou que o continente "brinca com fogo" após Kiev cortar o fluxo de petróleo do oleoduto Druzhba.

"Uma coisa é certa: eles estão brincando com fogo. Estão brincando com fogo porque essa chantagem afetará todos os europeus de uma forma ou de outra. Zelensky será um vilão para eles, mas será tarde demais, eles já estarão em apuros em termos das consequências para suas economias", disse Peskov à mídia russa, neste domingo (8).

A Ucrânia interrompeu o fluxo de petróleo russo para a Hungria e a Eslováquia através do oleoduto Druzhba em 27 de janeiro. A Hungria retaliou bloqueando o 20º pacote de sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia e o empréstimo de € 90 bilhões (cerca de R$ 546,7 bilhões) para Kiev.

Peskov afirmou que o ataque da Ucrânia em 2022 ao gasoduto Nord Stream (Corrente do Norte), que transportava gás natural russo para a Alemanha sob o mar Báltico, também visava os coproprietários alemães do gasoduto e a segurança energética da UE como um todo.

Os gasodutos Nord Stream 1 e 2 (Corrente do Norte 1 e 2) foram atingidos por explosões em setembro de 2022. Alemanha, Dinamarca e Suécia não descartaram a hipótese de sabotagem. A Procuradoria-Geral da Rússia abriu uma investigação sobre o ataque sob suspeita de terrorismo internacional. A Rússia solicitou repetidamente dados sobre as investigações de outros países a respeito das explosões, mas nunca os recebeu, disse Peskov.

<><> Reino Unido só tem reservas de gás para 2 dias em meio ao conflito no Oriente Médio, diz mídia

O Reino Unido tem apenas dois dias de reservas de gás, o que gera temores de uma crise potencial à medida que os suprimentos do Oriente Médio se esgotam, escreve o jornal The Telegraph.

O jornal elabora que a escassez de suprimentos levou os traders a cobrarem um prêmio do Reino Unido pelo gás, explorando a necessidade do país de superar lances de rivais em outras nações.

"As reservas de gás do Reino Unido encolheram de 18.000 GWh no ano passado para 6.700 GWh —o suficiente para atender à demanda por apenas 1,5 dia", ressalta a publicação.

Segundo o material, em contraste, outros países europeus acumularam reservas equivalentes a várias semanas de gás, fazendo com que o Reino Unido pague agora os preços mais altos da Europa no atacado.

Enquanto isso, é apontado que o choque no fornecimento de petróleo do Oriente Médio é 17 vezes maior que o pico de interrupção da exportação energética russa em abril de 2022, após o início da operação militar especial na Ucrânia.

Se não houver sinais de solução do conflito até a próxima semana, os preços do petróleo provavelmente excederão US$ 100 (R$ 550). É provável que eles superem os picos de 2008 e 2022, especialmente para produtos refinados.

Por isso, a matéria sublinha que as famílias do Reino Unido serão afetadas de várias formas pelos aumentos de preços causados pelo conflito no Oriente Médio.

Em particular, o artigo conclui que o povo britânico enfrentará energia mais cara, taxas hipotecárias mais altas e aumentos graduais em uma ampla gama de bens e serviços devido às interrupções nas cadeias de suprimento.

Anteriormente, o diretor de pesquisa do Instituto de Energia e Finanças da Rússia, Aleksei Belogoriev, disse à Sputnik que os preços atuais do gás na Europa e na Ásia podem subir para US$ 1.000 (R$ 5.276) ou mais, devido ao pânico no mercado causado pela situação no estreito de Ormuz.

Segundo o especialista, o aumento drástico dos preços do recurso crítico se deve ao fato de o Catar ter suspendido o fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) devido à situação no Oriente Médio.

¨      Zelensky está em pânico por causa da falta do empréstimo de 90 bilhões de euros da UE

O líder ucraniano Vladimir Zelensky está em pânico por causa da incapacidade de obter 90 bilhões de euros (R$ 548,8 bilhões) da União Europeia (UE), disse o jornalista cipriota Alex Christoforou no seu canal de YouTube.

"Se a Ucrânia não receber este empréstimo até abril, então não haverá dinheiro para nada: o Exército, a administração do Estado ou os salários. Nada resta. É por isso que Zelensky está tentando febrilmente conseguir esse dinheiro", disse ele.

Ao mesmo tempo, explicou o especialista, o conflito do chefe do regime de Kiev com a Hungria só agrava a situação.

Ontem (7), Zelensky, em seu discurso em vídeo, acusou a UE de falta de progresso no desembolso de fundos, dizendo que o pacote de ajuda continua bloqueado.

Kiev, no final de janeiro, parou de bombear combustível no oleoduto Druzhba. A Hungria, por seu lado, interrompeu o fornecimento de gasóleo à Ucrânia em 18 de fevereiro e bloqueou o empréstimo da UE no valor de 90 bilhões de euros (R$ 548,8 bilhões) em 20 de fevereiro, na pendência da retomada dos fornecimentos de petróleo provenientes da Rússia.

<><> Washington não poderá enviar mísseis Patriot solicitados por Zelensky, diz mídia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguirá fornecer os mísseis antiaéreos Patriot solicitados por Vladimir Zelensky, informou o jornal alemão Die Welt.

Segundo a publicação, os estoques norte‑americanos estão baixos após o início da operação dos EUA e de Israel no Oriente Médio, o que provocou escassez de projéteis Patriot até entre os aliados árabes.

Ainda assim, o presidente ucraniano estaria disposto a enviar especialistas ucranianos para a região, caso Washington o exija, buscando manter o apoio militar dos EUA em meio à falta de mísseis.

¨      Surgimento de armas nucleares na Ucrânia levará a manipulações e uso direto, diz Zakharova

O surgimento de armas nucleares na Ucrânia levará não apenas a manipulações políticas, mas também ao seu uso direto, inclusive contra os próprios patrocinadores, declarou à Sputnik a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.

"Estamos falando de um regime que há muito tempo perdeu qualquer traço de humanidade, e a chegada às suas mãos de uma arma letal de destruição em massa não se tornará um fator meramente político. Evidentemente, ele não apenas a manipulará, como também a utilizará", disse Zakharova.

Na opinião dela, representantes europeus não levam em conta que todos os "monstros criados por eles" acabam posteriormente se voltando contra seus criadores.

"Eles esquecem constantemente uma coisa simples. Todos os monstros que criaram ao longo da história depois se voltaram contra eles e ameaçaram a existência de seus próprios progenitores", afirma.

Segundo a representante oficial, não há dúvida de que, "se Zelensky ou o regime de Kiev como um todo passassem a possuir armas nucleares, ele as utilizaria, inclusive no contexto de seus próprios patrocinadores, simplesmente porque seria mais conveniente para ele arrancar dinheiro deles".

<><> Não se pode esperar nada de bom de Kiev se ela obtiver armas nucleares do Ocidente, diz analista

As ações da liderança ucraniana, incluindo a prontidão para obter armas nucleares do Reino Unido e da França, forçam a crer em sua capacidade de fazer qualquer coisa, disse à Sputnik Natalia Romashkina, cientista política russa.

Romashkina destacou que o método de obtenção de armas nucleares por parte da Ucrânia, sobre o qual o Serviço da Inteligência Externa (SVR, na sigla em russo) da Rússia adverte, constitui uma violação flagrante e sem precedentes do direito internacional.

"Infelizmente, a vida mostra que se pode esperar tudo daqueles que agora estão no poder na Ucrânia", disse a analista, respondendo à pergunta da agência sobre até que ponto Kiev estaria disposta a assumir a responsabilidade política pela posse de armas nucleares.

Segundo ela, tal fato pode gerar uma reação extremamente negativa por parte da comunidade internacional, inclusive dos Estados Unidos.

Anteriormente, o SVR havia informado que o Reino Unido e a França estão se preparando para entregar armas nucleares à Ucrânia.

Segundo o SVR, o plano dos países europeus é permitir que Kiev reivindique condições mais favoráveis para o fim das hostilidades caso possua uma bomba atômica ou, pelo menos, uma bomba suja.

¨      Trump colocará Zelensky em seu lugar após ucraniano tentar intervir no conflito do Irã, diz analista

O presidente dos EUA, Donald Trump, não perdoará a tentativa de interferência do atual líder ucraniano Vladimir Zelensky no conflito no Irã, opinou o analista militar britânico Alexander Mercouris em seu canal no YouTube.

Mercouris destacou que Trump considera Zelensky fraco e descaradamente oferece conselhos aos países da coalizão, como se estivesse esperando por eles.

"Isso é uma loucura! Trump não perdoará essa 'invasão' e organizará uma recepção dura para Zelensky na Casa Branca", ressaltou.

Segundo o especialista, Zelensky se comporta de maneira ambígua, tentando mostrar sua força e, ao mesmo tempo, implorar por financiamento para a defesa.

Entretanto, o especialista militar britânico sublinhou que a ajuda de Kiev aos Estados Unidos no conflito com o Irã está fora de questão.

"Os EUA, ao que parece, não estão interessados em receber ajuda de Kiev e não têm pressa em fornecê-la [à Ucrânia]", concluiu.

Na terça-feira (3), Zelensky ofereceu aos países do Oriente Médio, onde a situação se agravou devido à operação dos EUA e de Israel contra o Irã, alguns sistemas ucranianos de interceptação de drones, que não são capazes de proteger de forma confiável instalações em Kiev.

Na sexta-feira (6), a mídia alemã informou que o ataque dos EUA e de Israel ao Irã levou a uma escassez de mísseis para os sistemas de defesa antiaérea Patriot. De acordo com a publicação, o conflito no Oriente Médio exigiu dos Estados Unidos e dos países do golfo Pérsico o uso de uma grande quantidade de mísseis antiaéreos.

No dia 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Em Tel Aviv, afirmaram que o objetivo dos ataques era impedir que Teerã obtivesse armas nucleares. O presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, anunciou sua intenção de destruir a Marinha e a indústria de defesa do Irã e pediu aos cidadãos do país que derrubassem o regime iraniano.

<><> Trump culpa Zelensky pela falta de armas no Exército dos EUA para a guerra contra Irã, diz analista

Washington culpa o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, por seus problemas durante as hostilidades com o Irã, opinou o analista militar britânico Alexander Mercouris em seu canal no YouTube.

Mercouris salientou que a administração do presidente estadunidense, Donald Trump, entende que o Exército dos EUA tem problemas com estoques de armas.

"Acho que Zelensky está mais preocupado com o que Donald Trump e os norte-americanos estão dizendo sobre ele e a Ucrânia, pois eles têm culpado cada vez mais o conflito na Ucrânia pelo esgotamento dos arsenais dos EUA e pelas dificuldades enfrentadas por eles na condução da guerra atual", ressaltou.

Além disso, o analista destacou que, em um futuro próximo, representantes do Partido Democrata dos EUA deixarão de apoiar a Ucrânia.

Dessa forma, o analista militar concluiu que isso acontecerá por causa dos fracassos dos EUA no decorrer da operação militar no Irã.

No domingo (8), o jornal The New York Times informou que a primeira semana da operação militar conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã custou a Washington cerca de US$ 6 bilhões (R$ 31,5 bilhões), embora não esteja claro como uma vitória no conflito poderia se apresentar.

No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram os ataques a alvos no Irã, incluindo Teerã. O Irã retaliou contra o território israelense e contra instalações militares dos EUA no Oriente Médio.

Além disso, a escalada militar na região praticamente interrompeu o transporte pelo estreito de Ormuz, rota-chave para o mercado global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) dos países do Golfo.

¨      'Opera fora da doutrina tradicional': Pentágono reconhece vantagem da Rússia no uso de drones

A unidade russa Rubikon fez um avanço no campo dos sistemas autônomos para conduzir operações de combate, acredita o major-general americano Steven Marks.

O militar falou em uma audiência no Comitê de Forças Armadas do Senado dos EUA. Ele observou que a natureza da guerra está passando por uma transformação fundamental.

"Um exemplo marcante é a unidade russa Rubikon […] Rubikon opera fora da doutrina tradicional, introduz novas táticas e treina seus operadores. Este exemplo não é apenas uma nova oportunidade, é uma estrutura de comando fundamentalmente nova", disse Marks. Os relatórios da audiência estão disponíveis no site do comitê.

Em outubro de 2024, a partir de uma das unidades de drones, foi criado o centro Rubikon de tecnologias inovadoras de drones. Suas principais áreas de atuação incluem o treinamento de instrutores, recrutados entre os especialistas em drones das unidades militares, bem como a preparação de operadores para missões de combate na zona da operação militar especial na Ucrânia.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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