Mercenários
das Forças Armadas da Ucrânia que voltam à América Latina viram ameaça, diz
analista
Mercenários
latino-americanos das Forças Armadas da Ucrânia que retornam aos seus países
com experiência em guerra moderna representam uma ameaça devido ao possível
recrutamento por grupos criminosos, afirmou à Sputnik o oficial da reserva da
Marinha do Brasil e analista Robinson Farinazzo.
"Quando
essa guerra terminar, e acredito que é para isso que estamos caminhando,
a América Latina
sofrerá muito com
aqueles que estão retornando da Ucrânia. Muitos morrem lá, mas pessoas também
voltam, e o crime organizado as recruta. Alertamos sobre isso há muito
tempo, mas parece que as autoridades só agora começam a perceber", disse.
O
especialista avalia, contudo, que as autoridades dos países da
região não estão preparadas para a ameaça de
fortalecimento de gangues e cartéis com a incorporação de novos métodos de
combate.
"Os
próprios drones são baratos, mas causam enorme destruição. Veja quantos
policiais morreram no México nos confrontos de fevereiro com cartéis. Acho que,
quando essa nova técnica e tática começarem a ser usadas no Brasil, será
difícil para as forças de segurança
lidarem com
isso", acrescentou Farinazzo.
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De 60 a 70 mercenários brasileiros morrem nas forças ucranianas, estima
analista
Dos
cerca de 500 brasileiros recrutados pela Ucrânia como mercenários, de 60 a 70
já acabaram morrendo, calculou à Sputnik o analista e capitão da reserva
brasileiro, Robinson Farinazzo.
Junto
com o recente vazamento sobre a morte do mercenário Bruno Gabriel Leal da
Silva, torturado até a morte por seus próprios companheiros nas forças
ucranianas, isso pode mudar a situação com o recrutamento ucraniano dos
brasileiros para o front.
Até
agora, a mídia brasileira em geral preferia promover uma linha pró-ucraniana
e esconder dos leitores a corrupção, fraude e outras peculiaridades do
mercenarismo na Ucrânia. Mas agora, a escala do problema atingiu um nível que
faz o Brasil começar o movimento de proibir esse recrutamento, avaliou
Farinazzo.
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Chantagem energética ucraniana afetará toda a Europa,
declara Kremlin
O
porta-voz Dmitry Peskov alertou que a "chantagem energética" da
Ucrânia pode atingir toda a Europa, acusando os países europeus de ignorarem os
riscos ao tolerarem as ações de Vladimir Zelensky.
Ele
acrescentou que o continente "brinca com fogo" após Kiev cortar o
fluxo de petróleo do oleoduto Druzhba.
"Uma
coisa é certa: eles estão brincando com fogo. Estão brincando com fogo porque
essa chantagem afetará todos os europeus de uma forma ou de outra.
Zelensky será um vilão para eles, mas será tarde demais, eles já estarão em
apuros em termos das consequências para suas economias", disse Peskov à
mídia russa, neste domingo (8).
A
Ucrânia interrompeu o fluxo de petróleo
russo para
a Hungria e a Eslováquia através do oleoduto Druzhba em 27 de janeiro. A
Hungria retaliou bloqueando o 20º pacote de sanções da União Europeia (UE)
contra a Rússia e o empréstimo de € 90 bilhões (cerca de R$ 546,7 bilhões)
para Kiev.
Peskov
afirmou que o ataque da Ucrânia em 2022 ao gasoduto Nord Stream (Corrente do
Norte), que transportava gás
natural russo para
a Alemanha sob o mar Báltico, também visava os coproprietários alemães do
gasoduto e a segurança energética da UE como um todo.
Os
gasodutos Nord Stream 1 e 2 (Corrente do Norte 1 e 2) foram atingidos por
explosões em setembro de 2022. Alemanha, Dinamarca e Suécia não descartaram a
hipótese de sabotagem. A Procuradoria-Geral da Rússia abriu uma investigação sobre o ataque
sob suspeita de terrorismo internacional. A Rússia solicitou repetidamente
dados sobre as investigações de outros países a respeito das explosões, mas
nunca os recebeu, disse Peskov.
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Reino Unido só tem reservas de gás para 2 dias em meio ao conflito no Oriente
Médio, diz mídia
O Reino
Unido tem apenas dois dias de reservas de gás, o que gera temores de uma crise
potencial à medida que os suprimentos do Oriente Médio se esgotam, escreve o
jornal The Telegraph.
O
jornal elabora que a escassez de
suprimentos levou os traders a cobrarem um prêmio do Reino Unido pelo gás,
explorando a necessidade do país de superar lances de rivais em outras nações.
"As
reservas de gás do Reino Unido encolheram de 18.000 GWh no ano passado para
6.700 GWh —o suficiente para atender à demanda por apenas 1,5 dia",
ressalta a publicação.
Segundo
o material, em contraste, outros países europeus acumularam reservas
equivalentes a várias semanas de gás, fazendo com que o Reino Unido pague agora os
preços mais altos da Europa no atacado.
Enquanto
isso, é apontado que o choque no fornecimento de petróleo do Oriente Médio é 17 vezes
maior que o pico de interrupção da exportação energética russa em abril de
2022, após o início da operação militar especial na Ucrânia.
Se não
houver sinais de solução do conflito até a próxima semana, os preços do
petróleo provavelmente excederão US$ 100 (R$ 550). É provável que eles
superem os picos de 2008 e 2022, especialmente para produtos refinados.
Por
isso, a matéria sublinha que as famílias do Reino Unido serão afetadas de
várias formas pelos aumentos de preços causados pelo conflito no Oriente Médio.
Em
particular, o artigo conclui que o povo britânico enfrentará energia mais
cara, taxas hipotecárias mais altas e aumentos graduais em uma ampla gama
de bens e serviços devido às interrupções nas cadeias de suprimento.
Anteriormente,
o diretor de pesquisa do Instituto de Energia e Finanças da Rússia, Aleksei
Belogoriev, disse à Sputnik que os preços
atuais do gás na Europa e na Ásia podem subir para US$ 1.000 (R$ 5.276) ou
mais, devido ao pânico no mercado causado pela situação no estreito de Ormuz.
Segundo
o especialista, o aumento drástico dos preços do recurso crítico se deve
ao fato de o Catar ter suspendido o fornecimento de gás natural liquefeito
(GNL) devido à situação no Oriente Médio.
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Zelensky está em pânico por causa da falta do empréstimo
de 90 bilhões de euros da UE
O líder
ucraniano Vladimir Zelensky está em pânico por causa da incapacidade de obter
90 bilhões de euros (R$ 548,8 bilhões) da União Europeia (UE), disse o
jornalista cipriota Alex Christoforou no seu canal de YouTube.
"Se
a Ucrânia não receber este empréstimo até abril, então não haverá dinheiro para
nada: o Exército, a administração do Estado ou os salários. Nada resta. É por
isso que Zelensky está tentando febrilmente conseguir esse dinheiro", disse ele.
Ao
mesmo tempo, explicou o especialista, o conflito do chefe do regime de Kiev com
a Hungria só agrava a situação.
Ontem
(7), Zelensky, em seu discurso em vídeo, acusou a UE de falta de progresso no
desembolso de fundos, dizendo que o pacote de ajuda
continua bloqueado.
Kiev,
no final de janeiro, parou de bombear combustível no oleoduto Druzhba. A
Hungria, por seu lado, interrompeu o fornecimento de
gasóleo à Ucrânia em
18 de fevereiro e bloqueou o empréstimo da UE no valor de 90 bilhões de
euros (R$ 548,8 bilhões) em 20 de fevereiro, na pendência da retomada dos
fornecimentos de petróleo provenientes da Rússia.
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Washington não poderá enviar mísseis Patriot solicitados por Zelensky, diz
mídia
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguirá fornecer os mísseis
antiaéreos Patriot solicitados por Vladimir Zelensky, informou o jornal alemão
Die Welt.
Segundo
a publicação, os estoques norte‑americanos estão baixos após o início da
operação dos EUA e de Israel no Oriente Médio, o que provocou escassez de
projéteis Patriot até entre os aliados árabes.
Ainda
assim, o presidente ucraniano estaria disposto a enviar especialistas
ucranianos para a região, caso Washington o exija, buscando manter o apoio
militar dos EUA em meio à falta de mísseis.
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Surgimento de armas nucleares na Ucrânia levará a
manipulações e uso direto, diz Zakharova
O
surgimento de armas nucleares na Ucrânia levará não apenas a manipulações
políticas, mas também ao seu uso direto, inclusive contra os próprios
patrocinadores, declarou à Sputnik a representante oficial do Ministério das
Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.
"Estamos
falando de um regime que há muito tempo perdeu qualquer traço de humanidade, e
a chegada às suas mãos de uma arma letal de
destruição em massa não
se tornará um fator meramente político. Evidentemente, ele não apenas a
manipulará, como também a utilizará", disse Zakharova.
Na
opinião dela, representantes
europeus não
levam em conta que todos os "monstros criados por eles"
acabam posteriormente se voltando contra seus criadores.
"Eles
esquecem constantemente uma coisa simples. Todos os monstros que criaram ao
longo da história depois se voltaram contra eles e ameaçaram a existência de
seus próprios progenitores", afirma.
Segundo
a representante oficial, não há dúvida de que, "se Zelensky ou o regime de Kiev como um todo
passassem a possuir armas nucleares, ele as utilizaria, inclusive no contexto
de seus próprios patrocinadores, simplesmente porque seria mais conveniente
para ele arrancar dinheiro deles".
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Não se pode esperar nada de bom de Kiev se ela obtiver armas nucleares do
Ocidente, diz analista
As
ações da liderança ucraniana, incluindo a prontidão para obter armas nucleares
do Reino Unido e da França, forçam a crer em sua capacidade de fazer qualquer
coisa, disse à Sputnik Natalia Romashkina, cientista política russa.
Romashkina
destacou que o método de obtenção de armas nucleares por parte da Ucrânia,
sobre o qual o Serviço da
Inteligência Externa (SVR, na sigla em russo) da Rússia adverte, constitui uma
violação flagrante e sem precedentes do direito internacional.
"Infelizmente,
a vida mostra que se pode esperar tudo daqueles que agora estão no poder
na Ucrânia", disse a analista, respondendo à pergunta da agência sobre até
que ponto Kiev estaria disposta a assumir a responsabilidade política pela posse
de armas nucleares.
Segundo
ela, tal fato pode gerar uma reação extremamente negativa por parte da
comunidade internacional, inclusive dos Estados Unidos.
Anteriormente,
o SVR havia informado que o Reino
Unido e a França estão se preparando para entregar armas nucleares à
Ucrânia.
Segundo
o SVR, o plano dos países europeus é permitir que Kiev reivindique condições
mais favoráveis para o fim das hostilidades caso possua uma bomba atômica ou,
pelo menos, uma bomba suja.
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Trump colocará Zelensky em seu lugar após ucraniano
tentar intervir no conflito do Irã, diz analista
O
presidente dos EUA, Donald Trump, não perdoará a tentativa de interferência do
atual líder ucraniano Vladimir Zelensky no conflito no Irã, opinou o analista
militar britânico Alexander Mercouris em seu canal no YouTube.
Mercouris destacou que Trump considera
Zelensky fraco e descaradamente oferece conselhos aos países da coalizão, como
se estivesse esperando por eles.
"Isso
é uma loucura! Trump não perdoará essa 'invasão' e organizará uma
recepção dura para Zelensky na Casa Branca", ressaltou.
Segundo
o especialista, Zelensky se comporta de maneira ambígua, tentando mostrar sua
força e, ao mesmo tempo, implorar por financiamento para a
defesa.
Entretanto,
o especialista militar britânico sublinhou que a ajuda de Kiev aos Estados Unidos no conflito com
o Irã está fora de questão.
"Os
EUA, ao que parece, não estão interessados em receber ajuda de Kiev e
não têm pressa em fornecê-la [à Ucrânia]", concluiu.
Na
terça-feira (3), Zelensky ofereceu aos países do Oriente Médio, onde a situação se
agravou devido à operação dos EUA e de Israel contra o Irã, alguns sistemas
ucranianos de interceptação de drones, que não são capazes de proteger de
forma confiável instalações em Kiev.
Na
sexta-feira (6), a mídia alemã informou que o ataque dos EUA e de Israel ao Irã
levou a uma escassez de mísseis para os sistemas de defesa
antiaérea Patriot.
De acordo com a publicação, o conflito no Oriente Médio exigiu dos Estados
Unidos e dos países do golfo Pérsico o uso de uma grande quantidade de mísseis
antiaéreos.
No dia
28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação
militar em larga escala contra o Irã. Em Tel Aviv, afirmaram que o
objetivo dos ataques era impedir que Teerã obtivesse armas nucleares. O
presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, anunciou sua intenção de
destruir a Marinha e a indústria de defesa do Irã e pediu aos cidadãos do país
que derrubassem o regime iraniano.
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Trump culpa Zelensky pela falta de armas no Exército dos EUA para a guerra
contra Irã, diz analista
Washington
culpa o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, por seus problemas durante as
hostilidades com o Irã, opinou o analista militar britânico Alexander Mercouris
em seu canal no YouTube.
Mercouris salientou que a administração
do presidente estadunidense, Donald Trump, entende que o Exército dos EUA tem
problemas com estoques de armas.
"Acho
que Zelensky está mais preocupado com o que Donald Trump e os norte-americanos
estão dizendo sobre ele e a Ucrânia, pois eles têm culpado cada vez mais o
conflito na Ucrânia pelo esgotamento dos arsenais dos EUA e pelas
dificuldades enfrentadas por eles na condução da guerra atual", ressaltou.
Além
disso, o analista destacou que, em um futuro próximo, representantes do Partido Democrata dos EUA deixarão de
apoiar a Ucrânia.
Dessa
forma, o analista militar concluiu que isso acontecerá por causa dos fracassos
dos EUA no decorrer da operação militar no
Irã.
No
domingo (8), o jornal The New York Times informou que a primeira semana da
operação militar conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã custou a
Washington cerca de US$ 6 bilhões (R$ 31,5 bilhões), embora não esteja claro
como uma vitória no conflito poderia se apresentar.
No dia
28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel
iniciaram os ataques a alvos no Irã, incluindo Teerã. O Irã retaliou contra o
território israelense e contra instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
Além
disso, a escalada militar na região praticamente interrompeu o transporte pelo
estreito de Ormuz, rota-chave para o mercado global de petróleo e gás
natural liquefeito (GNL) dos países do Golfo.
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'Opera fora da doutrina tradicional': Pentágono reconhece
vantagem da Rússia no uso de drones
A
unidade russa Rubikon fez um avanço no campo dos sistemas autônomos para
conduzir operações de combate, acredita o major-general americano Steven Marks.
O
militar falou em uma audiência no Comitê de Forças Armadas do Senado dos EUA.
Ele observou que a natureza da guerra está passando
por uma transformação fundamental.
"Um
exemplo marcante é a unidade russa Rubikon […] Rubikon opera fora da doutrina tradicional, introduz novas
táticas e treina seus operadores. Este exemplo não é apenas uma nova
oportunidade, é uma estrutura de comando fundamentalmente nova", disse
Marks. Os relatórios da audiência estão disponíveis no site do comitê.
Em
outubro de 2024, a partir de uma das unidades de drones, foi criado o centro Rubikon de tecnologias
inovadoras de drones. Suas principais áreas de atuação incluem o
treinamento de instrutores, recrutados entre os especialistas em drones das
unidades militares, bem como a preparação de operadores para missões de combate
na zona da operação militar especial na Ucrânia.
Fonte:
Sputnik Brasil

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