MovEndo
2026 reforça alerta para diagnóstico precoce da endometriose
A
quinta edição do MovEndo 2026, que tem a jornalista Giana Mattiazi como
madrinha, é uma mobilização que integra a programação do Março Amarelo e busca
ampliar a conscientização sobre a endometriose e a importância do diagnóstico
precoce. O movimento será realizado no próximo domingo (15), a partir das 6h30,
no Jardim de Alah, em Salvador, e reúne portadoras da doença, familiares e
profissionais de saúde em uma manhã dedicada à informação, prática esportiva e
acolhimento. A expectativa é reunir cerca de 150 participantes. Os inscritos
receberão camisa oficial, kit lanche e hidratação.
Criado
em 2022 pelo Centro de Endometriose da Bahia (CEB) e pela Clínica Geus, o
MovEndo nasceu com o propósito de levar o debate sobre a endometriose para além
dos consultórios médicos, contribuindo para reduzir o tempo de diagnóstico da
doença, ainda considerado elevado no país. Segundo o cirurgião Marcos Travessa,
diretor médico do CEB e coordenador do Núcleo de Cirurgia Ginecológica do
Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica, a informação é uma ferramenta
essencial de cuidado. “A dor não pode ser naturalizada. Quando a mulher
compreende os sinais do próprio corpo, ela se sente mais segura para buscar
avaliação especializada”, afirma.
De
acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde, a endometriose afeta
cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo — aproximadamente 190
milhões de pessoas. No Brasil, calcula-se que entre 6 e 8 milhões convivam com
a doença, muitas sem diagnóstico formal. O intervalo entre o início dos
sintomas e a confirmação pode variar de sete a dez anos. A doença ocorre quando
células semelhantes às do endométrio crescem fora do útero, podendo atingir
ovários, trompas, bexiga e intestino. Cólica menstrual intensa, dor pélvica
persistente, dor durante a relação sexual, dor ao evacuar ou urinar e
dificuldade para engravidar são sinais que devem ser investigados com
seriedade.
O
diagnóstico envolve avaliação clínica especializada e exames específicos, como
ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e ressonância magnética.
Em situações selecionadas, a videolaparoscopia pode confirmar e tratar lesões
de forma minimamente invasiva. “O diagnóstico precoce modifica
significativamente a evolução da doença”, explica o médico. O tratamento é
individualizado e pode incluir terapias hormonais, mudanças no estilo de vida,
prática regular de exercícios físicos, ajustes alimentares e acompanhamento
multidisciplinar. Em casos mais complexos, pode haver indicação de cirurgia por
laparoscopia ou por técnica robótica.
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Programação – MovEndo 2026
6h30 –
Concentração
7h –
Funcional (100 vagas) e yoga (50 vagas)
8h30 –
Bate-papo com especialistas em ginecologia, nutrição, fisioterapia pélvica e
radiologia
10h –
Café da manhã saudável
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Serviço
O que:
MovEndo 2026
Quando:
15 de março, a partir das 6h30
Onde:
Jardim de Alah, Salvador
Instagram:
@movendo_br
Fonte:
Carla Santana – assessora de imprensa

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