Pedro
Benedito Maciel Neto: Trump e "o declínio do império norte-americano"
O filme
“O Declínio do Império Americano”, de 1986, do diretor Denys Arcand, nunca foi
tão atual. Nele, oito amigos se encontram para um jantar e conversam, entre
outras coisas, sobre teorias que explicavam o mundo que, no final da década de
1980, começavam a ser contestadas. Ao mesmo tempo, falam sobre as escolhas
políticas e culturais que a geração nascida nos anos 1950 fez nesse período; há
um monólogo no final do filme bastante importante.
Há um
célebre monólogo final do filme no qual a personagem Dominique reflete sobre o
fato de que os grandes impérios não caem apenas por invasões externas, mas por
uma exaustão interna, na qual a busca pelo prazer pessoal e a indiferença
superam os ideais coletivos. Eis parte dele: “Quando penso na história, vejo um
vasto cemitério... Grandes impérios, civilizações refinadas... todos
desaparecem. E nós? Nós estamos apenas desfrutando dos últimos dias de um
império. Estamos preocupados com nossas pequenas vidas, nossos prazeres, nossos
confortos, enquanto o mundo ao nosso redor está em chamas ou prestes a
desmoronar. A história não se importa com a nossa felicidade individual.”
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O fato
é que, em 1986, há quarenta anos, a percepção do declínio do grande império
estadunidense foi pautada pelo diretor canadense e, creiam, existe um padrão
histórico que se repete, mostrando como impérios colapsam ao longo dos séculos.
Os EUA
removeram o ditador-presidente da Venezuela, ao arrepio do Direito
Internacional, e agora declaram guerra ao Irã em busca de controle do petróleo
e com o objetivo de atrapalhar a “nova rota da seda”, além de constranger os
BRICS, argumento que vou defender noutro artigo, demonstrando o desespero do
Império.
Tal
“padrão histórico do colapso dos impérios” possui estágios identificáveis e
mensuráveis que aparecem em uma sequência mais ou menos previsível. Exemplos
históricos incluem a Espanha do século XVII, o Império Britânico do século XIX
e a União Soviética; o próximo império a ruir seriam os Estados Unidos, pois a
superpotência atual, que domina o mundo desde a II Guerra, está a caminho do
colapso.
Impérios
começam seu declínio no auge de seu poder aparente, expandindo comprometimentos
militares além da sustentabilidade econômica. Foi assim com a Espanha do século
XVII, que mantinha exércitos em Flandres e frotas no Mediterrâneo, gastando
mais do que a prata das colônias podia financiar, resultando em déficit
operacional permanente; com a Grã-Bretanha, cuja vasta extensão do império
exigia uma marinha gigante e guarnições globais, com custos insustentáveis —
evidentemente as duas guerras mundiais aceleraram o processo —; e com a União
Soviética, que gastava 15% a 20% do PIB em despesas militares, levando à
estagnação econômica.
Os
Estados Unidos possuem 800 bases militares em mais de 70 países, com um
orçamento de defesa de quase 1 trilhão de dólares anuais. O custo total real de
todos os comprometimentos militares americanos é de 1,5 trilhão anualmente,
cerca de 6% do PIB, superando o crescimento econômico real, o que aponta para
um colapso inevitável.
Some-se
ao custo militar a depreciação do dólar.
Nos
Estados Unidos, a dívida nacional é de 35 trilhões de dólares, ou 120% do PIB,
e continua crescendo; o déficit anual é de 1,8 trilhão, e apenas os juros sobre
a dívida excedem 1 trilhão de dólares anualmente. A dívida cresce mais rápido
que o PIB, tornando-se insustentável.
Enquanto
o governo estadunidense desperdiça recursos em gastos improdutivos, a economia
real encolhe e a base industrial atrofia; foi assim com outros impérios.
No caso
do colapso do império americano, parecem existir vários desses fatores: a
indústria, que era 27% do PIB em 1960, hoje é 11%; cidades industriais como
Detroit e Cleveland colapsaram; os EUA dependem da China para eletrônicos,
medicamentos e componentes críticos, uma dependência estratégica perigosa.
Com a
economia real encolhendo e bons empregos desaparecendo, a coesão social
desmorona.
Há um
elemento que precisamos observar: o dólar vem perdendo o status de “moeda de
reserva”. O mundo está mudando: China e Rússia estão comerciando em moedas
locais; os BRICS estão criando mecanismos de pagamento alternativos; e a Arábia
Saudita aceita yuan por petróleo. A participação do dólar nas reservas globais
caiu de 70% para 58%, indicando uma erosão constante no citado status. Quando o
status de reserva se vai, a capacidade de financiar déficits desaparece, a
espiral da dívida torna-se insustentável e a inflação explode.
Quando
ocorrerá o colapso do império americano? O tempo é incerto, pode ocorrer em 5
ou 20 anos, mas a direção é clara, pois não há país excepcional, não há povo
escolhido, não há império eterno. Roma, mongóis, Espanha, Grã-Bretanha e URSS,
além dos otomanos, caíram seguindo o mesmo padrão, e os EUA dão sinais claros
de decadência, o que os torna mais perigosos do que nunca. Afinal, eles têm a
tal bomba atômica e, como sabemos, a história não se importa com a nossa
felicidade individual.
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"Se o Irã tiver fôlego, Trump será
desmoralizado", diz Farinazzo
O
comandante Robinson Farinazzo afirmou que o desfecho da guerra em curso tende a
ser definido menos pelo “número de mortos” e mais pela capacidade de
resistência das partes. Em entrevista à TV 247, aos jornalistas Leonardo Attuch
e Joaquim de Carvalho, ele avaliou que, “se o Irã aguentar essa
campanha por um bom tempo, Trump vai ficar em situação difícil”.
Ao
responder se Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, “está ganhando
ou perdendo essa guerra”, Farinazzo destacou que a principal surpresa do
conflito foi a reação iraniana. “Ninguém esperava essa reação do Irã.
Agora, qual é a questão central? É saber quem vai resistir por mais tempo.”
Segundo
ele, há um elemento estrutural de desgaste para os Estados Unidos e seus
aliados: “Cada vez que o Irã lança um míssil contra uma base americana
ou contra Israel, são necessários dois, às vezes três ou quatro mísseis de
defesa aérea para fazer a interceptação.” Ele observou que os mísseis
interceptadores são mais caros, mais complexos e mais demorados de fabricar.
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Guerra de resistência e custo político
Para o
comandante, trata-se de uma “queda de braço” cujo desfecho ainda é
incerto. “É uma queda de braço que a gente não sabe quando vai acabar
efetivamente.” Ainda assim, foi enfático quanto às consequências
políticas para Trump em caso de fracasso: “Se o Trump perder essa
guerra, ele está liquidado.”
Questionado
sobre a capacidade do Irã de sustentar um conflito prolongado, Farinazzo
afirmou que essa é “a pergunta de um bilhão de dólares”, reconhecendo que parte
das análises envolve hipóteses. Contudo, declarou como ponto seguro que a China
estaria fornecendo informações estratégicas a Teerã. “A China está
fornecendo informações de satélite para o Irã. Ponto.”
Ele
explicou que esse tipo de dado inclui localização de navios, situação de bases
aéreas e outras informações relevantes para o planejamento militar.
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China, petróleo e rota da seda
Na
avaliação de Farinazzo, o conflito também tem dimensão geopolítica mais
ampla. “Eu acho que é para fechar a rota da seda e também para tirar um
dos grandes fornecedores de petróleo da China, que é o Irã.”
Ele
lembrou que o Irã fornece parcela relevante do petróleo consumido por Pequim e
destacou que a China historicamente atua com discrição em seus apoios
estratégicos. “A China sempre foi discreta. Nós só vamos saber a
extensão desse apoio no término da guerra ou talvez depois.”
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Risco de escalada e armas nucleares
Ao
tratar da possibilidade de escalada global, Farinazzo alertou para o risco de
descontrole caso os estoques de mísseis defensivos dos Estados Unidos se
esgotem. Nesse contexto, não descartou um cenário extremo: “Você duvida
que uma pessoa como Trump ou Netanyahu poderia usar armas nucleares? Eu não
duvido.”
Ele
reforçou a preocupação ao lembrar que os Estados Unidos foram o único país a
utilizar armas nucleares em guerra. “Eu não duvido que eles usem armas
nucleares.”
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Brasil, eleições e a viagem de Lula
Sobre o
Brasil, Farinazzo defendeu que o país mantenha postura de neutralidade, mas
considerou importante condenar o que classificou como ataque “sem
justificativa”. Também demonstrou preocupação com possíveis reflexos internos
em ano eleitoral, mencionando o risco de instabilidade e violência política.
Nesse
contexto, sugeriu que o presidente Lula adie a viagem aos Estados Unidos. “Acho
que ele deveria adiar. Vai ser muito constrangedor para uma liderança como o
presidente Lula, que é um expoente do Sul Global, sair na foto com Donald Trump
neste momento.”
Ele
acrescentou: “Sair na foto com Donald Trump neste momento, com crianças
sendo enterradas no Irã, é algo muito delicado.”
Ao
comentar o cenário político internacional, afirmou: “O que se pode
esperar de um presidente que sequestra o presidente de um país soberano?
Sequestrou Maduro, ameaça Cuba e agora ataca o Irã sem justificativa.”
Na sua
visão, setores neoconservadores dos Estados Unidos não teriam interesse na
reeleição de Lula. “Não é do interesse dos neocons uma reeleição do
presidente Lula.”
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Defesa nacional e diálogo interno
Farinazzo
também abordou as limitações estruturais do Brasil na área de defesa, citando
fragilidades em sensoriamento, guerra eletrônica e produção de tecnologias
estratégicas. Defendeu maior investimento na indústria nacional e ampliação do
debate público sobre soberania.
Por
fim, enfatizou a necessidade de diálogo entre diferentes campos políticos e as
Forças Armadas. “É um erro os militares não conversarem com a esquerda,
e é um erro da esquerda não conversar com os militares.” E
concluiu: “A esquerda tem que conversar com os militares e vice-versa.”
Na
avaliação do comandante, o mundo vive um momento de alta tensão e
imprevisibilidade, em que o fator decisivo será a capacidade de resistência e o
cálculo político das lideranças envolvidas.
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Sachs diz que EUA fracassarão em guerra com o Irã e acusa
Israel de terrorismo
A
escalada militar envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel voltou ao centro do
debate geopolítico após novos ataques atribuídos por analistas à estratégia de
pressão e confronto no Oriente Médio. Em meio ao agravamento do cenário, o
economista e professor Jeffrey Sachs avaliou que a tentativa de impor uma
“mudança de regime” em Teerã tende ao fracasso e pode produzir consequências
“muito sérias” para a região e para o mundo.
As
declarações foram dadas por Sachs em entrevista ao programa India and Global
Left, publicado no YouTube, em que ele atribui a ofensiva a uma linha de ação
de décadas conduzida por Washington e Tel Aviv e afirma que “este [novo] ataque
também vai falhar”. Segundo ele, o objetivo central seria derrubar o governo
iraniano “de um jeito ou de outro”, por meio de bombardeios, assassinatos e
guerra econômica.
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A tese de uma estratégia de longo prazo contra Teerã
Na
conversa, Sachs descreve o que chamou de um “programa de longo prazo”
envolvendo serviços de inteligência e governos aliados, com o Irã como “grande
alvo”. Ele lista, como parte desse rastro de conflitos, episódios como a
derrubada do governo na Líbia em 2011, a guerra no Iraque em 2003 e a operação
iniciada em 2011 para derrubar o governo sírio, além de citar a ocupação e
anexação da Cisjordânia e o que ele define como “genocídio em Gaza”.
Ao
comentar a lógica do confronto, o economista sustenta que a dinâmica não se
limitaria ao Irã, mas se conectaria ao projeto de hegemonia regional: “Os EUA e
Israel miram a hegemonia no Oeste Asiático”, afirma, usando o termo que aparece
na entrevista para se referir ao Oriente Médio.
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“Israel é um Estado terrorista”, diz Sachs ao citar Gaza
Questionado
sobre a natureza dos ataques e seus efeitos sobre civis, Sachs endureceu o tom
ao abordar a guerra em Gaza e responsabilizar Israel por mortes em larga
escala. “Israel cometeu um genocídio em Gaza. Matou dezenas de milhares de
crianças. Então, Israel é um Estado terrorista”, disse, em uma das passagens
mais contundentes da entrevista.
Ele
também afirmou que ações como assassinatos e tentativas de atingir lideranças
políticas extrapolam limites legais e elevam o risco de escalada. “Assassinar
chefes de Estado estrangeiros é um comportamento extremamente perigoso,
provocativo, imprudente e ilegal”, declarou, acrescentando que “vangloriar-se
disso” seria “além do vulgar”.
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“Ataques de decapitação” e a aposta frustrada em “mudança de regime”
Na
avaliação do professor, uma ação de “decapitação” — termo usado na entrevista
para descrever a tentativa de eliminar a cúpula de poder — não derrubaria o
Estado iraniano, mas empurraria o país para uma lógica de guerra. Ele argumenta
que o Irã é “uma política muito institucionalizada” e que a estrutura de
comando tenderia a se reorganizar, com maior protagonismo do Corpo da Guarda
Revolucionária Islâmica.
“Um
ataque de decapitação, literalmente matando a cabeça do governo, não vai mudar
o governo iraniano”, afirmou. Para Sachs, a ideia de que EUA e Israel
conseguiriam impor uma transição política em Teerã seria “como tantas outras
ações delirantes” e “essencialmente condenada ao fracasso”.
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Bases militares no Golfo e o risco para aliados de Washington
Sachs
também apontou os países do Golfo como parte vulnerável do tabuleiro, por
abrigarem instalações militares norte-americanas. Segundo ele, isso transforma
tais Estados em atores sem liberdade plena de decisão. “A região do Golfo não
pode falar o que pensa e não fala o que pensa”, disse, ao sustentar que
hospedar bases não significaria proteção, mas subordinação.
Na
entrevista, ele cita uma máxima atribuída a Henry Kissinger para ilustrar o
dilema: “Ser inimigo dos Estados Unidos é perigoso, mas ser amigo é fatal”. Em
seguida, recomendou que países evitem sediar bases e, quando já existirem,
busquem retirá-las para recuperar soberania.
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Guerra de mísseis e limites de munição: semanas decisivas
Ao
tratar do campo de batalha, Sachs afirma não ser “um especialista original” em
assuntos militares, mas diz ouvir de fontes que o Irã teria mais mísseis do que
EUA e Israel teriam capacidade de defesa antimísseis. Se essa leitura estiver
correta, ele projeta uma guerra de atrito entre ataque e interceptação, com
crescente vulnerabilidade israelense ao longo das semanas.
Ele
também menciona a possibilidade de limitação de estoques de munição dos EUA na
região. “Pelas contas militares que ouço, os EUA têm duas ou três semanas de
munições na região para levar adiante esse bombardeio. Depois disso, quem
sabe?”, afirmou, ao acrescentar que outras frentes — como a guerra na Ucrânia e
a campanha israelense em Gaza — teriam pressionado inventários
norte-americanos.
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Trump, opinião pública e custo político interno
A
entrevista aborda ainda o impacto doméstico da guerra nos Estados Unidos. Sachs
afirma que pesquisas indicariam baixo apoio popular a um conflito e sustenta
que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria se desgastando.
“Trump é impopular e cada vez mais impopular”, disse, avaliando que a guerra
“vai acelerar” a queda de sua popularidade caso não haja um “resultado” que ele
considere vitorioso.
Ele
prevê, ainda, que eventos como mortes de militares norte-americanos, aumento
expressivo do preço do petróleo e falhas no sistema de defesa israelense podem
transformar o tema em prioridade interna. “Se houver perda de vidas americanas…
se houver uma grande disparada do preço do petróleo… isso vai dar uma urgência
a esse tema”, afirmou.
Sachs
cita também uma pesquisa da Gallup, mencionada na entrevista, como sinal de
mudança de percepção pública: pela primeira vez, segundo ele, mais
norte-americanos estariam do lado dos palestinos do que dos israelenses.
“Israel está, na minha visão, cometendo uma espécie de suicídio político por
suas práticas realmente fascísticas”, disse.
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ONU dividida e o peso das alianças com os EUA
Ao
narrar sua passagem pelo Conselho de Segurança da ONU, Sachs afirmou que foi
impedido de depor e descreveu uma reunião marcada por divisão e pelo que
considera inversão de responsabilidades. Ele relata que “a maioria dos países”
teria culpado o Irã “por ter sido atacado”, e atribui esse comportamento à
presença militar norte-americana em certos territórios.
Ele
lista oito países — Bahrein, Colômbia, Dinamarca, Grécia, Letônia, Panamá,
Reino Unido e Estados Unidos — como exemplos de Estados que, segundo sua
avaliação, têm bases norte-americanas ou concedem direitos de uso e, por isso,
adotariam a linha de Washington. Para Sachs, essa dinâmica enfraquece a defesa
de princípios centrais da Carta da ONU, como a proibição do uso da força contra
Estados soberanos.
Ao
final, o economista afirmou que sua mensagem aos iranianos seria de
solidariedade e oposição às guerras conduzidas, em suas palavras, por
estruturas de poder e interesses internos. “As pessoas devem entender no Irã
que, como americanos, somos contra o que está acontecendo… Essas não são
guerras dos americanos. São guerras do complexo militar-industrial da América”,
declarou.
Fonte:
Brasil 247

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