Notas
sobre o bolsonarismo e a “ênfase” na “Segurança Pública”: impactos sociais e as
eleições de 2026
Como
inspiração e parâmetro para o que discutiremos neste texto, vale resgatar um
episódio envolvendo Wilhelm Reich ocorrido por volta de 1930 e que suscitou um
insight significativo na trajetória do psicanalista austríaco, com implicações
em seu enfrentamento ao nazifascismo e suas reflexões sobre como uma
monstruosidade desse regime pôde emergir e impregnar o metabolismo social
alemão, austríaco e de outros países, na Europa e no mundo.
Na
Alemanha conflagrada da época, logo após uma briga de rua generalizada entre
comunistas e nazistas, parece que houve uma espécie de “debate” entre ambos os
polos em disputa, acompanhado por uma multidão estimada em cerca de 20 mil
pessoas. Reich presenciou, in loco, o quanto a intervenção do representante
nazista e a atuação daquela militância lograram mobilizar os ânimos do público
até atingir o “ponto de ebulição”.
Inversamente,
a intervenção da liderança comunista, ansiada por grande parte da multidão
(incluindo o próprio Reich, que compunha as fileiras do partido à época),
consistiu em uma explanação detalhada do orçamento público, competente na
concatenação lógica dos argumentos, mas cujo efeito (logo notado pelo
psicanalista) foi uma espécie de “esfriamento”, “quebra” do clima entusiástico
que havia se espraiado pela multidão. Segundo consta, o episódio contribuiu
muito para que “caísse a ficha”: Reich ficou espantado ao presenciar os
indícios da engenharia de ignição, mobilização, inflamação e captura de massas
pelas vias prioritárias das afetações ou dos afetos, tendo como pano de fundo
(objetivo) as avalanches sociais provocadas pela crise econômica de 1929.
Avalio
que o resgate desse episódio pode colaborar com a tarefa de dialogar com o
leitor sobre posturas de aclamação, aprovação, aquiescência de milhões de
pessoas no Brasil diante da megaoperação com letalidade recordista nos
Complexos do Alemão e da Penha, ocorrida em 28 de outubro de 2025, e, ato
contínuo, diante de eventos análogos, cujo fulcro é “tocar o terror”
(empilhando cadáveres, “se preciso”, para garantir o objetivo). Em texto
anterior publicado no Blog da Boitempo, sublinhei que a extrema direita mantém
uma “ênfase” (ruidosa) no trato da “segurança pública”. Uma abrangência de
milhões de pessoas na sociedade brasileira interpreta tal “ênfase” como uma
espécie de “comprometimento”, “implicação”, “escuta” das manifestações de sua
insegurança e medo, e seus clamores por “autoridade” e “ordem”. Na outra face
dessa interpretação, estaria uma aparência de “desimplicação”, “ausência de
escuta”, “distanciamento” perante essas expressões de inseguranças/medos e os
clamores por “autoridade” e “ordem” (não raro, também interpretados como uma
expressão de “privilégio”).
Por
mais estrepitosa que seja, uma “ênfase” isolada não geraria esses efeitos
interpretativos; a tal “ênfase” impulsiona e reverbera-se em determinadas
formas de sentir-agir-pensar porque é encenada e emitida desde a teia de
fatores objetivos e subjetivos que imantam o bolsonarismo. Os carregamentos de
fatores objetivos e subjetivos que provocam adesões ou, pelo menos, algum tipo
de identificação com o que o bolsonarismo tem a oferecer e propagar permanecem
elevados – mesmo considerando os impactos gerados pela prisão de Bolsonaro e
pelas disputas intestinas e fratricidas em torno do espólio do bolsonarismo;
mesmo considerando as doses de revigoramento do campo lulista/governista
emanadas, dentre outros fatores, pela aprovação da isenção do Imposto de Renda
para pessoas com rendimento mensal de até 5.000 reais (e redução de alíquotas
para rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350), pelo repúdio à chamada PEC da
blindagem2, pela explicitação de posturas mais resolutas diante das taxações
econômicas estadunidenses e intromissões em assuntos internos etc.
Um dos
vários emaranhados de fios dessa teia de fatores objetivos e subjetivos é
formado pela imbricação de
hiperindividualismos/“ensimesmamentos”, por um lado, e, por outro, a
sensação/interpretação da sociedade como a “selvageria” do “cada um por si e
todos contra todos”. Dentre os vários desdobramentos dessa imbricação, cito um,
condizente com os propósitos do texto: uma espécie de extravasamento
securitário, que impulsiona um ethos securitário. De onde vêm essa imbricação e
seus desdobramentos?
Um
trajeto explicativo plausível pode ser o seguinte: muitos(as) trabalhadores(as)
nas periferias urbanas brasileiras compõem o amálgama de pós-assalariamento e
não-assalariamento de massas, cujo cerne da “viração” diária é correr atrás de
rendas não salariais ou pós-salariais. Nesse cenário, as partilhas de vivências
no e pelo trabalho são ínfimas; e os custos econômicos e subjetivos são
externalizados, recaindo sobre os ombros dos próprios trabalhadores, sem
direitos trabalhistas, previdenciários, sem respaldo sindical. Esse “cada um
por si” não contém somente um traço subjetivo individualista: ele expressa,
também, um fundamento objetivo. Logo, não é exagerada a leitura na qual, de
fato, esses sujeitos atuam assujeitados a uma base objetiva do “cada um por si
e todos contra todos” e, enquanto tal, precisam mobilizar preparações corporais
e psíquicas em trajetórias maquínicas/maquinais, em termos de adestramentos,
que alavancam formas hiperindividualistas de agir-sentir-pensar e revolvem uma
mescla de sentimentos/afetações de inseguranças/medos, ódios (destrutivos) e
ressentimentos. Junto a isso, muitos(as) desses(as) trabalhadores(as) nas
periferias urbanas brasileiras encontram-se emparedados(as) entre
“normatividades” territoriais armadas perpetradas por facções do narcotráfico
ou por milícias, bem como submetidos à prerrogativa estatal de, subitamente,
“tocar o terror”. E, aí, atreladas à sensação e à interpretação de que a
sociedade é uma “selvageria do cada um por si e todos contra todos”, irrompem formas
de sentir e interpretar a sociedade como um “todo social hostil”, comandado por
“poderes inatingíveis”. Isso remete ao aspecto traumatizante/traumatofílico
desses eventos violentos, que diz respeito ao transbordamento da capacidade
psicofísica de assimilação, processamento e elaboração ante sua exacerbação,
virulência, ostensividade. Essa violência é impingida, além disso, em contextos
sociais que já carregam bases traumatofílicas, instaladas no emaranhado de
dominação econômica (em grande parte, não ou pós-salarial), segregação
socioespacial, “gestões” armadas de territórios pelo narcotráfico e/ou milícia,
prerrogativa governamental de “tocar o terror”, desvalias institucionais etc.
Essas injunções traumatizantes/traumatofílicas municiam “ensimesmamentos”
subjetivos (defensivos), muito suscetíveis a adquirir contornos securitários
(desembocar no “encantamento” armamentista bolsonarista, de caráter
individualista, e espelhar os métodos de avacalhações/conturbações societárias
e institucionais do bolsonarismo).
“Tocar
o terror” empilhando cadáveres – e mostrar que se é capaz de, subitamente,
“tocar o terror” – constitui o eixo de governança do campo político da extrema
direita, amoldado ao extravasamento e ao ethos securitários. Isso abastece
posturas de aclamação, aprovação, aquiescência e/ou conivência diante de
intervenções como a de 28 de outubro de 2025 que, ao mesmo tempo, abastecem-se
dessas posturas. Ainda sobre a Operação Contenção, cabe registrar os
depoimentos de dois agentes de Segurança Pública, com funções relevantes na
Polícia Militar do Rio de Janeiro e na Polícia Federal, durante uma audiência
da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso
Nacional. O primeiro questionou-se sobre “o que mudou efetivamente para o
cidadão que mora lá?”, enquanto o segundo afirmou que a megaoperação “foi algo
ínfimo dentro do poder do Comando Vermelho e das outras facções na estrutura do
Rio de Janeiro”. Esses depoimentos servem para ilustrar que circula na
sociedade brasileira, em perspectivas e níveis distintos, alguma
noção/compreensão de que a operação não perpetrou, de fato, nenhuma contenção
ao Comando Vermelho; não abalou as redes de financiamento, as “cadeias
produtivas”, as teias de ganhos monetários, as lavanderias de dinheiro etc.
Logo, em níveis e perspectivas distintos, a partir dos diferentes marcadores
sociais e territoriais, chega-se, pelo menos, à suposição de que a finalidade
primordial não era, exatamente, de contenção efetiva e imediata da facção
criminosa. Uma das consequências dessa suposição é a emergência de crostas de
aceitação ativas ou passivas do desiderato de se “tocar o terror”.
A
partir daí, de modo esquemático, é possível observar que entre a elite
econômica e a camada abastada da classe média urbana parece prevalecer uma
espécie de aclamação às megaoperações que “tocam o terror”, com cariz
povofóbico, marcada pelos vestígios coloniais e escravocratas da formação
social brasileira. Os setores médios não abastados, sobretudo aqueles que
vivenciam uma contiguidade/tangencialidade com áreas e dinâmicas das periferias
urbanas, parecem arrastar uma espécie de ambivalência: a existência da massa de
pessoas pauperizadas e concentradas nas periferias representa uma “ameaça” e,
ao mesmo tempo, lhes oferecem a parca experiência de não compor o “fosso”
social. Com isso, esses setores ficam suscetíveis ao fornecimento de lastros de
apoio, aquiescência, mas também aclamação a essas intervenções que “tocam o
terror”. Na massa de pessoas concentradas nas periferias urbanas, espremida
entre a dominação econômica (em grande parte, não ou pós-salarial), a “gestão”
armada de territórios do narcotráfico e/ou milícia e a prerrogativa
governamental de “tocar o terror”, o peso traumatofílico/traumatizante tende a
forçar posturas de aquiescências (o que exige tato na escuta dos clamores por
“autoridade” e “ordem”).
Falando
do campo político da esquerda, representantes destacados atuaram no debate
público para repudiar mais uma chacina em território periférico e firmar
posicionamento contrastante à meta prevalecente de “tocar o terror”. Nessa
atuação, um dos recursos foi tomar como paradigma (direto e indireto) a
Operação Carbono Oculto que, de fato, em termos de “amplitude” e de “cooperação
institucional”, pode ser considerada “a maior operação contra o crime
organizado do país”, por ter mirado e atingido um vasto e sofisticado esquema
de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas e um gigantesco montante de
rentabilidade monetária com a produção, distribuição e venda de combustíveis
adulterados.
Por
meio de cerca de mil postos de combustíveis, fintechs e fundos de
investimentos, o Primeiro Comando da Capital movimentou cerca
de R$ 52 bilhões, entre 2020 e 2024. Considerando que a cúpula do crime – sua
“cabeça” – não está instalada em nenhum “barraco” localizado em território
periférico; considerando que os tentáculos do crime se encontram espraiados
pela economia formal e pelas instituições do Estado, uma operação com esse
alcance e características, de fato, se torna
imprescindível. Em consonância, também se torna imprescindível uma
pujante e criativa atuação no debate público, com a ressalva de que os
propósitos didáticos dependem da disposição e demonstração de um empenho de
vinculação com as pessoas comuns. Quando esse paradigma contrastante, voltado
às cúpulas do crime, manifesta-se como algo episódico e não estabelece pontes
diretas com as cotidianidades periféricas locais, pouco afetando-as, pode
chegar nas pessoas comuns somente como uma espécie de exortação no plano
intelectivo/intelectual, passível de gerar um entendimento com viés abstrato,
posto que as implicações afetivas e o senso de pertencimento não emanarão
necessariamente da (correta) concatenação lógica dos enunciados. Em situações
como essa, déficits de afetação/implicação/pertencimento e déficits de conexões
com o dia a dia articulam-se e confluem para o referido viés de abstração.
Alongando
o argumento, cabe assinalar: no caso da facção Comando Vermelho, alvo da
Operação Contenção, verifica-se, atualmente, um alcance não apenas nacional,
mas também internacional. Porém, associada a ambas as escalas, a facção enraíza
a atuação em escopos locais, impondo formas de “normatividades” nos territórios
periféricos sob os auspícios das armas que blindam, além do comércio das drogas
tornadas ilícitas, os ganhos monetários decorrentes de “taxas de proteção”,
transportes, combustíveis, “ferros-velhos”, gás de cozinha, gelo, cigarros, TV,
internet, mercado fundiário, mercado imobiliário etc – uma miríade de
atividades oriundas, de um lado, de uma espécie de “milicianização” e, de
outro, de uma espécie de “fintechnização”, e que impactam diretamente os
agenciamentos cotidianos de vida de milhões de pessoas nas periferias urbanas.
Logo, para se efetivarem pretensões de restabelecimento de vínculos com essas
pessoas, não se pode subestimar o fato de que os agenciamentos das vidas
cotidianas delas são atravessados pelas governanças territoriais armadas das
facções do narcotráfico ou das milícias.
A
(indispensável) postulação de enfrentamento das cúpulas criminosas (e de seus
tentáculos na economia formal e nas instituições estatais) não pode passar ao
largo dessa dimensão diretamente implantada na cotidianidade, sob pena das
iniciativas de conexão com as pessoas comuns se restringirem a uma espécie de
exortação de caráter predominantemente intelectivo, que conduz a entendimentos
(quando conduz) de viés abstrato. Esse tipo de assimilação (relativamente)
desafetado tende a ficar mais suscetível à desconfiança, e esse “vácuo de
confiabilidade” mais passível de ser preenchido pela “ênfase” na “segurança
pública” da extrema direita, que faz do empilhamento (seletivo) de corpos
expediente corriqueiro. Assim, é importante o zelo de não tratar, de antemão e
automaticamente, a insegurança, o medo e o pedido de ordem e autoridade que
muitas dessas pessoas que habitam periferias urbanas manifestam como “ideologia
de extrema direita”. No vácuo de escuta, mediante um complexo de determinações
objetivas e subjetivas, essas pessoas podem ficar mais suscetíveis de adquirir
essa crosta ideológica, de difícil transposição, sobretudo pelo emaranhado
turbulento de representações e solavancos afetivos impingidos pelos bombardeios
semióticos e pelo modus operandi político do bolsonarismo, cujo efeito básico é
de reforço traumatofílico/traumatizante na imbricação entre
hiperindividualismo, “ensimesmamento”, sensação/interpretação da sociedade como
“selvageria do cada um por si e todos contra todos” e ethos securitário.
Conforme
destacado, “tocar o terror” e, atrelado a isso, “esfregar na cara” que se é
capaz de “tocar o terror” (de modo súbito, preferencialmente) constituem
dispositivos de governança manejados pela extrema direita. Ademais, engendram
reservatórios de munições pesadas para incidir nas disputas políticas e
geopolíticas vigentes. 2026 é ano eleitoral. Tentar gravitar o debate
político-eleitoral em torno do que chamam “segurança pública”, em contexto de
bombardeios semióticos, encontra ressonância social. Aliás, investigações dos
cálculos eleitorais estratégicos da extrema direita em 2026 apontam para a
centralidade que está sendo conferida ao Senado Federal, pelas prerrogativas de
conturbação que uma maioria nessa casa legislativa poderia acarretar não apenas
em um provável quarto governo Lula, mas
conturbando o próprio regime político-institucional vigente. Dentre tais
prerrogativas, por exemplo, encontra-se a de aprovar indicações presidenciais
de ministros(as) do Supremo Tribunal Federal e de julgar pedidos de impeachment
desses(as) ministros(as). A eleição para o Senado Federal será muito
desafiadora para o campo lulista/governista: 54 vagas estarão em disputa (duas
por Unidade Federativa), o equivalente a dois terços da casa. O campo
bolsonarista apela, ostensivamente, para o ethos securitário e privilegia
candidatos com esse perfil.
Ademais,
dentro do rol dessas munições pesadas para se incidir nas disputas políticas e
geopolíticas vigentes, repetir, ad nauseam, que o alvo das megaoperações são
“narcoterroristas” favorece o alinhamento geopolítico com o imperialismo
estadunidense: no caso de um enquadramento criminal de traficantes como
terroristas, o país ficaria franqueado, inclusive, a invasões militares. No
contexto da Operação Contenção, cabe citar que, ao arrepio da legislação
brasileira, passando por cima do Ministério da Justiça, o governo do estado do
Rio de Janeiro entregou um relatório de Inteligência a representantes do
governo federal dos EUA. À época, próceres do bolsonarismo gritaram por
intervenção militar estadunidense no país. Depois do bombardeio à Venezuela e
do sequestro do Presidente Nicolás Maduro, amplificaram os gritos. Essa
militância subserviente (e essa militância por subserviência) ressoam a
abdicação (enfática) de qualquer iniciativa de “rabisco” de uma (re)atualização
de um projeto de desenvolvimento nacional (no que for possível, diante da
fronteira tecnocientífica estratosférica), sobretudo se essa (re)atualização
considerar o aprofundamento da inclusão das pessoas pauperizadas no orçamento
público, a ativação de mecanismos de distribuição direta de renda/riqueza e a
ampliação da participação popular como ferramenta de governabilidade. Essa abdicação pode ser notada como uma das
marcas de uma “lumpemburguesia” atrelada à predominância financeiro-rentista,
aos dispositivos da “acumulação por despossessão ou desapropriação”5 e eivada,
ainda, de traços das raízes coloniais, escravocratas e latifundiárias da
formação social brasileira e da prevalência de uma modernização concentradora
de renda e riqueza, infensa à participação popular. Ao “andar de cima”, o bolsonarismo
franqueia contornos e instrumentos para o atrelamento ao capitalismo de
pilhagem. Ao “andar de baixo”, “manuais de sobrevivência” nos
entrincheiramentos hiperindividualistas e securitários (além de “farrapos” de
conexões a essas pessoas e entre essas pessoas “entrincheiradas”, por mais
paradoxal que isso possa ser).
As
movimentações para as eleições de 2026 já estão “bombando”, e a extrema direita
já se “lambuza” no extravasamento securitário (mirando com atenção especial,
sem abdicar dos demais, o pleito do Senado Federal, tratado como tão ou mais
estratégico que a disputa da Presidência da República). Os fatores objetivos e
subjetivos que imantam o bolsonarismo permanecem consideravelmente elevados.
Diante disso, engajar-se nos desafios de (re)conexões com as pessoas comuns,
com suas respectivas cotidianidades, enseja antídotos antibolsonaristas de suma
importância, que perfazem finalidades não apenas políticas, mas, coetaneamente,
éticas e afetivas.
Nessa
direção, à guisa de uma conclusão em movimento, não derrotista, é digna de nota
a atuação da Secretaria-Geral da Presidência da República, sob a liderança do
ministro Guilherme Boulos, empenhada em expandir os canais de escuta e
interação com segmentos que compõem a massa de trabalhadores não assalariados e
pós-assalariados, e com pessoas que professam a fé evangélica – para registrar,
a título ilustrativo, dois universos de pessoas na sociedade brasileira cujas
conexões com o campo político da esquerda ainda se mantêm rarefeitas. Assim, a
Secretaria-Geral da Presidência da República assegura passos importantes nessa
longa caminhada, em consonância com o trabalho desenvolvido pela Secretaria
Nacional de Periferias, sob liderança de Guilherme Simões, bem como em
consonância com as perseveranças dos trabalhos de base de alguns movimentos
sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.
Fonte:
Por Felipe Brito, no Blog da Boitempo

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