Davis
Sena Filho: Banco Master tem DNA da direita e certamente se trata de um
hipopótamo
Quem
foi omisso e permitiu as fraudes do Banco Master/Daniel Vorcaro?
O
ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, indicado e nomeado pelo
ex-presidente Jair Bolsonaro.
Quais
foram os candidatos que, em 2022, receberam doações milionárias do Banco Master
pelas mãos do cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel?
Jair
Bolsonaro (R$ 3 milhões) e Tarcísio de Freitas (R$ 2 milhões).
Quem
deu ordens para fraudar operações financeiras e fiscais no BRB para salvar o
Banco Master da liquidação (falência)?
O
governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que também foi denunciado
e acusado de conspirar para a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de
2023.
Qual é
o político (senador da República) que intercedia para que o Banco Master
pudesse ser atendido em suas demandas burocráticas e interesses junto ao
Congresso e a órgãos públicos?
O
senador Ciro Nogueira (PP/PI).
Qual
foi o governador que aplicou quase R$ 1 bilhão do Rioprevidência no Banco
Master, uma operação de alto risco e sob investigação da PF por fraude e
corrupção?
O
governador Cláudio Castro (PL/RJ).
Quem
voou de jatinho do banqueiro Daniel Vorcaro para cima e para baixo no ano de
2022, a fim de fazer campanha eleitoral para Jair Bolsonaro, que está preso e
foi condenado a 27,3 anos de prisão?
O
deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG).
Qual é
a igreja que a PF investiga por desconfiar de conexões que envolvem o Banco
Master, o sistema financeiro, a campanha eleitoral para presidente de Bolsonaro
e, evidentemente, lideranças religiosas?
A
Igreja Batista da Lagoinha, liderada pelo pastor André Valadão, apoiador de
primeira hora de Jair Bolsonaro. Frequentavam a Igreja Lagoinha o deputado
Nikolas Ferreira, o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-pastor Fabiano Zettel,
cunhado de Vorcaro, que também está preso.
Então,
vamos lá: se tem a cara de hipopótamo, os olhos e as orelhas de hipopótamo, a
bocarra de hipopótamo, o rabinho de hipopótamo, as patas de hipopótamo e o
corpo de hipopótamo, então como não ser um hipopótamo — o DNA da direita? É
isso aí.
• Jair de Souza: A bandidagem do Banco
Master e os manipuladores de sempre
Foi o
governo de Lula o responsável pelo desbaratamento da quadrilha de banditismo
financeiro que operava por meio do Banco Master. Como as investigações
realizadas pela PF demonstraram, os bandidos aplicaram golpes que ultrapassam
50 bilhões de reais.
Também
foram descobertos vínculos associativos do banco-quadrilha com vários grupos
poderosos do país, incluindo, além de instituições financeiras, setores do
agronegócio e certas igrejas neopentecostais. Por outro lado, no espectro
político, o proprietário nominal da organização criminosa mantinha estreitos
laços com agentes políticos do bolsonarismo e do chamado “centrão”, ou seja,
com aqueles conhecidos por integrarem a extrema direita
neofascista-bolsonarista e a direita fisiológica.
Como
coordenador típico de uma quadrilha mafiosa-financeira digna desta denominação,
seu titular soube armar uma enorme rede de proteção, que se estende por
diversas áreas institucionais. Por isso, ele mantinha contatos em todos os
poderes. Porém, não podemos nos deixar levar pela onda diversionista, que
deseja estabelecer a ideia de que os principais culpados pelos crimes
praticados pelo banco-quadrilha são os contatos estabelecidos em busca de
proteção.
A
geração e difusão desta onda, que busca tergiversar a essência do problema e
ocultar os grandes beneficiários e apoiadores das atividades do banco-bandido,
está a cargo da mídia corporativa, especialmente do grande conglomerado
midiático que se destacou no apoio e endeusamento dos crimes praticados pela
organização criminosa que ficou conhecida como Operação Lava Jato.
Não é
nada fortuito que estejam voltando à cena de modo intenso os vazamentos
exclusivos e limitados a certos nomes, assim como a divulgação de PowerPoints,
com os quais o que se busca é fixar no imaginário público a percepção de que
Lula e seu governo são os principais responsáveis pelos delitos cometidos pela
quadrilha de bandidos financeiros que comandava o Banco Master.
Não nos
esqueçamos que, nos tempos da primeira versão da Lava Jato, a grande mídia
corporativa estava empenhada num projeto de desnacionalização e privatização da
Petrobras, na entrega dos recursos do pré-sal a empresas gringas e em faturar
com os dividendos por suas ações entreguistas. Com este propósito, dedicaram-se
a consolidar a percepção de que o grande escândalo de corrupção em nosso país
era uma oferta de reforma em um imaginário triplex que Lula possuiria no
Guarujá. Nesta oportunidade, as tentativas vão no sentido de transformar no
suprassumo da corrupção a movimentação de certos valores nas contas do filho do
presidente. Isto a despeito de que os donos da corporação midiática em questão
considerariam esses valores merrecas insignificantes se fossem para eles
próprios.
Na
verdade, além de blindar os políticos aliados dos interesses com os quais a
mídia corporativa está intrinsecamente ligada, como é o caso dos governadores
que, através de órgãos de seus respectivos estados, transferiram vários bilhões
de recursos públicos, muitos deles pertencentes a fundos previdenciários dos
trabalhadores estaduais, para os cofres do banco bandido, esses recursos foram
parar nas contas de alguém, logicamente. Mas o conglomerado midiático do
lavajatismo 2.0 não tem a mínima pretensão, muito menos interesse, de que os
nomes dos beneficiados venham a ser revelados.
Outro
estratagema empregado pelos articuladores da mídia corporativa com vistas a
ludibriar os indícios que comprovam que o envolvimento nas atividades
delituosas deste caso indicam um esmagador predomínio numérico de pessoas com
as quais mantém amplas afinidades é ampliar ao máximo o leque das suspeitas.
Desta maneira, a culpa pela roubalheira ficaria diluída entre todo mundo. E,
como sabemos, se a culpa é de todos, a culpa é de ninguém em particular. Com
isto, a corporação midiática almeja ter um bom argumento para “sugerir” um nome
de fora dos que estão disputando a cabeça do Estado neste momento.
Ainda
dentro de seu propósito diversionista, outros esforços são dirigidos a centrar
a culpa em certos elementos do Judiciário que, ultimamente, vêm criando alguns
embaraços para o livre desenvolvimento das atividades de interesse da
corporação. Não creio haver muita dúvida quanto ao comportamento inteiramente
desabonador de alguns dos integrantes de nossa máxima corte neste episódio. Do
ponto de vista do campo popular, considero inteiramente equivocada a
determinação de inocentar os ditos magistrados por sua atuação, mesmo diante
das evidências que os comprometem.
No
entanto, e isto me parece de suma relevância, uma coisa é não inocentá-los, e
outra bem diferente é passar a vê-los e tratá-los como os grandes vilões desta
enorme roubalheira. Neste caso específico, eles parecem ter servido como
coadjuvantes e deveriam ser tratados como tais. Insistir em bombardeá-los como
se fossem os grandes arquitetos da gigantesca roubalheira do Banco Master acaba
por beneficiar os verdadeiros responsáveis por este crime tão brutal contra
todo o povo brasileiro.
Entendo
que os veículos da mídia contra-hegemônica têm o dever moral de esclarecer esta
questão. Penso que só assim poderemos desarmar a nova bomba lançada pelos
eternos herdeiros do espírito do lavajatismo.
• Rogério Correia aponta ligação entre
Banco Master, Igreja da Lagoinha e campanha bolsonarista
O
deputado federal Rogério Correia afirmou que a investigação envolvendo o Banco
Master revela conexões entre o sistema financeiro, lideranças religiosas e a
campanha eleitoral bolsonarista. As declarações foram feitas em entrevista ao
programa Brasil Agora, da TV 247, na qual o parlamentar comentou os
desdobramentos recentes da operação da Polícia Federal que apura
irregularidades envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.
Durante
a entrevista, Correia afirmou que o funcionamento do banco teria sido
viabilizado durante a gestão do então presidente do Banco Central do Brasil,
Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro.
“O
Vorcaro só conseguiu que o Banco Master passasse a funcionar a partir da
quiescência de Roberto Campos Neto, o presidente do Banco Central, indicado por
Bolsonaro. Antes disso, ele não conseguiu que o banco fosse registrado e
tivesse o aval de funcionamento do Banco Central”, lembrou.
Segundo
o deputado, o empresário não teria os requisitos exigidos para abrir uma
instituição financeira.
“Para
conseguir formar um banco e fazer com que ele funcione, a pessoa tem que ter
idoneidade. Isso é um pressuposto. E no caso do Vorcaro, ele não tinha”,
destacou o parlamentar.
Correia,
que integra a Comissão Parlamentar de Inquério do INSS, afirmou ainda que o
crescimento do banco ocorreu após acesso a diferentes linhas de crédito
consignado, incluindo operações ligadas a militares, beneficiários doISS e
beneficiários do Bolsa Família.
“A partir daí, esse Banco Master cresceu
rapidamente, porque teve acesso a crédito consignado para militares, ao INSS e
também a crédito consignado de Bolsa Família”, frisou o deputado, que avalia
que esse processo teria ocorrido durante o governo Bolsonaro.
O
deputado também mencionou a existência de um núcleo de operadores ligados ao
banco. Segundo ele, uma dessas figuras seria Fabiano Zetel, ligado à Igreja
Batista da Lagoinha, cunhado de Daniel Vorcaro e apontando como operador
financeiro do esquema do banqueiro.
“O
Zetel era pastor da Igreja da Lagoinha, onde o Vorcaro também participa dessa
igreja. E o Zetel fazia lavagem de dinheiro do roubo do Banco Master na Igreja
da Lagoinha via Clava Forte Bank.”
Durante
a entrevista, o deputado citou doações feitas na campanha eleitoral de 2022,
mencionando repasses registrados oficialmente.
“Como
forma de reconhecimento a Bolsonaro, deram simplesmente três milhões para a
campanha dele de caixa um. Três milhões para ele, dois milhões para Tarcísio de
Freitas”, destacou.
Ao
mesmo tempo, ele levantou suspeitas de doações não declaradas. “Por que eu digo
que tem caixa dois? Porque agora nós vimos o Nicolas Ferreira tentando se
explicar de um avião do Vorcaro em que ele fazia campanha para o Bolsonaro e
jamais registrou”, defendeu.
O
parlamentar afirmou que o avião teria sido utilizado por cerca de dez dias
durante a campanha e disse ter encontrado registros de voos anteriores aos
mencionados pelo deputado Nicolas Ferreira.
“No dia
10 de outubro de 2022, ele estava na cidade de Araçuaí, em Minas, com Valadão,
comemorando que ele diziam ser o início da virada que iam fazer nas eleições do
segundo turno”, apontou o parlamentar, exibindo uma postagem de André Valadão
no X.
Segundo
o deputado, isso indicaria que o uso da aeronave teria ocorrido antes do
período mencionado publicamente. “Então, desde o dia 10 nós já descobrimos que
tinha avião de Vorcaro voando pelos céus de Minas Gerais e do Brasil”,
acrescentou.
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Suspeitas dentro do Banco Central
Correia
também afirmou que investigações apontam pagamentos indevidos a servidores do
Banco Central.
“Tinha
lá um diretor de fiscalização do banco, e um assessor. Ambos estavam lá e
recebiam dinheiro, viagens à Disney e outras bondades do Vorcaro”, disse.
Para o
parlamentar, isso indicaria a atuação de um esquema interno de favorecimento.
“Ou seja, eles operavam dentro do Banco Central para o Banco Master. Isso é
gravíssimo”, salientou.
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Propostas de CPI e CPMI
O
deputado informou que assinou pedidos de investigação parlamentar sobre o caso.
“Nós
pedimos, nós assinamos a CPI do deputado Rodrigo Rollemberg,, do PSB do
Distrito Federal, que se propôs a fazer uma CPI séria para investigar o núcleo
do que é o Banco Master”, afirmou.
Ele
também mencionou a proposta de uma comissão parlamentar mista de inquérito.
“Tem
também a CPMI, eu já assinei, nós estamos em etapa final de assinatura da
deputada Heloísa Helena e da deputada Fernanda Melchiona”, completou;
Durante
a entrevista, Correia também comentou o cenário político e alertou para o risco
de agravamento das tensões institucionais.
“Se a
gente não cuidar, pode inclusive debelar para uma crise institucional. E na
crise institucional geralmente aparecem aventureiros ou salvadores da pátria
que trabalham contra a democracia no Brasil.”
Ele
destacou ainda a importância do papel do Supremo Tribunal Federal. “O papel do
Supremo foi importantíssimo para manter a democracia no Brasil.”
Por
fim, o deputado afirmou que setores da oposição tentam desviar o debate
político. “Eles querem tirar do debate político a avaliação de como anda o
Brasil... As coisas começam no governo Bolsonaro e vão terminar no nosso
governo com investigações que a própria Polícia Federal tem feito”, concluiu.
• “Lula tem que tomar distância do STF e
não pode defender Alexandre de Moraes”, diz Rui Costa Pimenta
O
presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, afirmou em entrevista à TV 247 que o
governo do presidente Lula deve manter distância da crise envolvendo o STF e o
caso Banco Master. Segundo ele, o Palácio do Planalto não deve assumir a defesa
de ministros que estejam sob suspeita em meio ao avanço das investigações.
Durante a conversa, Rui avaliou que o escândalo ainda está em fase inicial e
tende a crescer. “Está se confirmando o que a gente já discutiu aqui, de que
esse escândalo vai se expandir”, afirmou.
Na
avaliação do dirigente do PCO, o caso pode atingir setores importantes do
sistema político brasileiro. “Esse escândalo aqui vai se ramificando de uma
maneira que pode levar uma boa parte do pessoal político do país para o
abismo”, declarou.
Para
Rui, a crise não envolve apenas episódios isolados, mas revela disputas
profundas dentro do sistema financeiro e da elite política.
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Crise no STF
Ao
comentar a situação do Supremo Tribunal Federal, Rui disse acreditar que o
desgaste institucional é profundo.
“É a
situação do Toffoli, do Alexandre Moraes e do STF. É definitiva, na minha
opinião, não vai ter volta atrás”, afirmou.
Segundo
ele, o protagonismo político assumido pelo STF nos últimos anos aumentou a
exposição da Corte e também ampliou o impacto de eventuais escândalos.
Rui
comparou a situação atual com o caso do ex-juiz Sérgio Moro, que, segundo ele,
foi alçado a uma posição central no sistema político e posteriormente perdeu
espaço quando deixou de ser útil a determinados setores de poder.
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Lula deve manter distância
Questionado
sobre o impacto da crise na candidatura do presidente Lula à reeleição, Rui
defendeu uma posição clara de distanciamento por parte do governo.
“O
governo teria que tomar medidas bastante incisivas para se separar desse
escândalo do Banco Master”, afirmou.
Em
seguida, foi direto ao comentar a relação com o STF: “Não pode defender membros
do aparato do Estado que podem e, segundo as evidências estão mostrando, estão
envolvidos em negócios escusos”.
Segundo
ele, a melhor postura política seria deixar que as investigações avancem sem
interferência.
“Tem
que tomar distância, falar: ‘Não tenho nada com isso. Apure-se, doa quem
doer’”, declarou.
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Silêncio não resolve a crise
Rui
também criticou a ideia de que evitar o debate público sobre o escândalo
ajudaria a proteger o governo Lula.
“É
melhor assumir uma posição política correta”, afirmou.
Na
avaliação dele, tentar esconder ou minimizar o problema pode produzir efeito
contrário e ampliar o desgaste político.
Ele
acrescentou que o STF se transformou em um poder extremamente central na
política brasileira e, por isso, qualquer crise envolvendo a Corte terá impacto
proporcional.
“Quanto
maior a subida, maior a queda”, disse.
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O peso das denúncias na política
Durante
a entrevista, Rui também comentou as notícias sobre movimentações financeiras
atribuídas a Fábio Luís Lula da Silva.
Ele
afirmou não ter elementos para fazer acusações, mas destacou o impacto político
da forma como esse tipo de informação é divulgado pela imprensa.
“A
notícia em si é um desastre”, afirmou.
Segundo
Rui, mesmo quando há explicações legítimas, a denúncia costuma ter mais força
no debate público do que qualquer tentativa de esclarecimento.
“A
explicação é muito mais fraca do que a denúncia”, declarou.
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Eleição difícil para Lula
Ao
final da entrevista, Rui afirmou que o cenário eleitoral para o presidente Lula
tende a ser mais complexo do que muitos imaginam.
“A mais
difícil depois que ele foi presidente”, disse, ao se referir à disputa de 2026.
Segundo
ele, apesar dos resultados econômicos positivos em algumas áreas, a combinação
de crise institucional, desgaste político e ofensiva midiática cria um ambiente
eleitoral mais difícil.
Para
Rui Costa Pimenta, diante desse cenário, o governo deve evitar se associar a
crises institucionais e concentrar esforços na defesa de sua própria agenda
política.
Fonte:
Brasil 247

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