Ciro
Nogueira pede socorro a Lula e pelo apoio oferece afastar PP de Flávio
Bolsonaro
O
senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do PP e que se
autoproclamava abertamente “o maior dos bolsonaristas”, procurou o presidente
Lula (PT) em busca de salvação política. O encontro, de acordo com o diário
Folha de S.Paulo, ocorreu em 23 de dezembro, na Granja do Torto, sem registro
na agenda oficial do estadista, e contou com a presença do presidente da
Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A iniciativa foi do próprio Nogueira, que
enfrenta sérias dificuldades para se reeleger senador pelo Piauí em outubro e
teme perder o mandato.
Como na
parábola bíblica do filho pródigo, que após esbanjar a herança retorna
arrependido ao pai, Nogueira, que construiu sua ascensão política com a força
total de Lula e do PT, para depois romper e se entregar de corpo e alma ao
bolsonarismo, agora retorna ao Planalto em busca de um acordo que garanta sua
sobrevivência eleitoral. No estado dele, governado pelo PT, duas vagas ao
Senado estarão em disputa, e o senador propõe que Lula concentre o apoio
petista em apenas um nome: o do colega Marcelo Castro (MDB). Em troca, o PP
manteria neutralidade na disputa presidencial, sem formalizar aliança com
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ungido pelo bolsonarismo.
A
federação em andamento entre PP e União Brasil, batizada União Progressista,
poderia resultar na maior bancada da Câmara, mas ainda aguarda aprovação do
TSE. Nogueira é um dos principais articuladores dessa união partidária.
Participantes
descreveram o diálogo como cordial, com “trocas de afeto” ao final. Assessores
próximos a Lula indicam que o presidente vê com simpatia a proposta, e o
próprio petista demonstra apreço pessoal pelo senador. Durante a conversa,
Nogueira destacou sua relação próxima com Motta, a quem tratou quase como um
filho político, e lembrou ter sido um dos primeiros a reconhecer a vitória de
Lula em 2022, ainda que tenha mantido lealdade a Bolsonaro até o último
momento.
Essa
declaração foi lida como sinal de possível fidelidade futura. Preocupado com
vazamentos, Nogueira negou à imprensa qualquer contato com o presidente, mas
interlocutores confirmam que ele tem intensificado contatos para fortalecer sua
campanha.
A
reaproximação pode gerar desgaste entre bolsonaristas, que ainda o veem como
ícone fiel. No PT do Piauí, a resistência é intensa: o governador Rafael
Fonteles e o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) aparentemente
não foram informados oficialmente, uma vez que, naturalmente, se colocariam
contrários ao acordo. Fábio Novo, presidente estadual do partido, recordou que
Nogueira já recebeu apoio de Lula em duas eleições anteriores, só para trair
depois. “Não temos o direito de errar uma terceira vez”, disse.
Líderes
nacionais do PT também se opõem a ajudar o senador. A aliança petista no estado
já tem Júlio César (PSD) como pré-candidato ao Senado, e qualquer mudança
poderia prejudicar a relação com Gilberto Kassab, presidente do PSD e aliado
estratégico de Lula.
O Piauí
é um dos estados mais lulistas do Brasil. Em 2022, Lula obteve 76,8% dos votos
válidos no segundo turno contra Bolsonaro. Políticos locais consideram que o
apoio explícito do Planalto é fator decisivo para uma vitória de quem quer que
seja. Mesmo assim, Nogueira mantém influência forte entre prefeitos, inclusive
petistas, como Felipe Ribeiro, de Cajueiro da Praia, que já declarou apoio ao
senador.
Em seu
segundo mandato no Senado, Nogueira elegeu-se em 2018 com endosso de Lula e do
PT, fazendo campanha ao lado de Fernando Haddad, que venceu Bolsonaro no estado
com 77,1% no segundo turno. Nogueira foi o mais votado, com 29,8%, seguido por
Marcelo Castro, com 27,1%.
Após a
derrota de Haddad, porém, o senador migrou para o campo bolsonarista, assumindo
a Casa Civil em julho de 2021 e conduzindo o PP rumo ao alinhamento radical com
Bolsonaro e sua odiosa extrema direita, mantendo-se por lá mesmo após o
ex-presidente golpista perder o mandato, uma atitude que rompeu a “tradição
centrista” de aderir ao poder vigente. Foi o clássico caso de quem cresceu
politicamente às custas do petismo, para depois demonizá-lo e surfar a onda
bolsonarista como o mais fervoroso dos fiéis.
Sem
Bolsonaro na disputa presidencial, Nogueira chegou a cogitar Tarcísio de
Freitas (Republicanos-SP) como alternativa, sonhando inclusive com a
vice-presidência. Com Tarcísio fora, o foco recai em Flávio Bolsonaro, mas o
interesse em compor chapa esfriou. O PP, que abriga uma ala lulista, inclusive
com um ministro no governo atual, pode optar por não apoiar formalmente o filho
do ex-presidente, liberando filiados para escolherem livremente o lado na
eleição nacional.
• Ciro Nogueira é flagrado em aeroporto
com investigados na Carbono Oculto 86
O
senador Ciro Nogueira (PP-PI) encontrou na noite desta quinta-feira (5) no
aeroporto de Brasília com os empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danilo
Coelho de Souza, que foram alvos da Operação Carbono Oculto 86, da Polícia
Civil do Piauí. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro
envolvendo postos de combustíveis que, segundo as autoridades, atendiam à
facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Conforme o ICL Notícias
revelou, Haran Sampaio pagou R$ 230 mil a Victor Linhares de Paiva,
ex-assessor, aliado político e compadre de Ciro Nogueira. Linhares também foi
alvo da operação piauiense.
O ICL
Notícias teve acesso a uma fotografia do senador conversando com os empresários
no aeroporto da capital federal na noite desta quinta-feira. Conforme apurou a
reportagem, os três embarcaram para Teresina. Sampaio e Souza são
ex-proprietários da rede de postos HD, apontada nas investigações como possível
núcleo do esquema no estado.
A
Carbono Oculto 86 foi deflagrada em novembro do ano passado e é um
desdobramento de operação homônima realizada em agosto de 2025 pelo Ministério
Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Federal (PF), que investigou a
infiltração do PCC no setor de combustíveis e no sistema financeiro. O mesmo
modelo de atuação teria sido replicado no Piauí por meio da rede HD. Por isso,
a Polícia Civil local batizou a ação com acréscimo do número 86, em referência
ao DDD do estado.
Comunicação
do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) à qual a reportagem
teve acesso registra que Linhares de Paiva transferiu, logo após o depósito, o
valor recebido de Sampaio para outra conta bancária de sua titularidade. A
suspeita dos investigadores é a de que ele recebeu a quantia por intermediar a
negociação de venda da rede de postos de combustíveis HD.
A conta
utilizada na transação foi aberta por Paiva no BK Bank, fintech investigada por
suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A movimentação chamou a atenção
da Polícia Civil do Piauí por ter ocorrido em dezembro de 2023, mês em que a
rede Postos HD foi vendida à Pima Energia Participações.
Em
resposta ao ICL Notícias, Haran Sampaio afirmou que o encontro com o senador
Ciro Nogueira foi casual.
“Ontem
no retorno a Teresina houve um encontro casual com diversas personalidades
políticas do estado do Piauí no embarque do aeroporto de Brasília, onde
estávamos fazendo uma conexão. Cumprimentamos o Senador Ciro Nogueira, assim
como cumprimentamos outros senadores, ministros e deputados federais e
estaduais, diversas outras autoridades e pessoas que residem em Teresina e que
conhecemos. Apenas isso.”
O
empresário não respondeu sobre a transação financeira com Victor Linhares.
“Sobre
o Victor, já prestei os esclarecimentos na Delegacia, e por conta do sigilo dos
autos, não posso me manifestar externamente”, afirmou.
O
senador Ciro Nogueira também foi procurado pela reportagem. Se houver resposta,
este texto será atualizado.
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Empresa de Ciro recebeu dinheiro de posto investigado
O ICL
Notícias também revelou no ano passado que a empresa Ciro Nogueira recebeu R$
63,9 mil de um posto de combustível da rede Pima Energia, localizado em
Teresina, que também foi alvo da Operação Carbono Oculto 86.
O posto
Pima Energia Amizade — que anteriormente operava sob o nome Maranhão Petróleo —
realizou duas transferências para a Ciro Nogueira Agropecuária Imóveis,
incorporadora pertencente ao senador. Segundo o relatório do Coaf, foram
enviados R$ 47,9 mil em 2 de maio de 2025 e R$ 15,9 mil em 17 de abril do mesmo
ano.
A Pima
Energia Participações foi fundada na capital paulista apenas seis dias antes de
adquirir a rede de postos de gasolina piauiense “Postos HD”, dos empresários
Haran Santhiago Girão Sampaio e Daniel Coelho de Souza.
Os
investigadores suspeitam que foi uma venda de fachada, uma vez que houve uma
“substituição de bandeira (de HD para Pima e Diamante) sem alteração
operacional real” e que a Pima Energia “foi criada especificamente para
formalizar a referida transação comercial”.
O único
sócio da Pima Energia à época da transação com o grupo HD era o Jersey Fundo de
Investimento em Participações Multiestratégia, que por sua vez, é administrado
por uma empresa, também suspeita de lavar dinheiro e, igualmente, alvo da
operação Carbono Oculto: a gestora de fundos Altinvest Gestão e Administração
de Recursos de Terceiros.
Hub de
soluções financeiras, a Altinvest é liderada pelo empresário Rogério Garcia
Peres e administra 10 fundos citados pelos promotores na Operação Carbono
Oculto. O MP-SP afirma que Peres é um dos responsáveis pelas “dinâmicas
fraudulentas envolvendo fundos e a BK Instituição de Pagamento”.
Outra
reportagem do ICL Notícias revelou que a uma empresa do grupo de Haran Sampaio
e Daniel Souza já dividiu endereço com uma firma do irmão do senador piauiense
Ciro Nogueira (PP-PI) e recebeu recursos públicos da cota parlamentar do
político. Outra empresa do mesmo grupo pagou combustível usado para abastecer o
jatinho do PP.
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Leia abaixo nota de Esclarecimento da Altinvest e Rogério Garcia Peres, enviada
ao ICL Notícias:
A
Altinvest repudia veementemente qualquer tentativa de associação de seu nome ou
de seus executivos a atividades ilícitas. A gestora atua em plena conformidade
com a legislação brasileira e com as normas da CVM e da ANBIMA, enviando
regularmente todas as informações de seus fundos e cotistas aos órgãos
competentes. Importante informar que o Fundo Jersey FIP, relacionado à Operação
Carbono Oculto 86, foi oficialmente encerrado em 5 de maio de 2025, após a
liquidação integral de seus ativos, conforme documentação e auditoria
disponíveis. Cabe esclarecer também que Rogério Garcia Peres, não é gestor ou
administrador de fundos de investimento, exercendo apenas a função de
administrador da Altinvest e de professor de Direito Tributário. Ressalta-se
que ele é executivo com mais de 25 anos de experiência no mercado financeiro e
jamais teve qualquer envolvimento com o setor de combustíveis. A Altinvest e
seus executivos seguem colaborando integralmente com as autoridades e confiam
que todos os fatos serão devidamente esclarecidos.
O ICL
Notícias esclarece que as informações sobre Altinvest foram publicadas de
acordo com as informações divulgadas pelas autoridades
• Flávio Bolsonaro teria oferecido R$ 5
milhões para depoente ir contra Lula na CPMI do INSS, denuncia deputado
A
sessão que marcou a retomada dos trabalhos da CPMI do INSS, que acontece nesta
quinta-feira (5), começou quente com uma denúncia feita pelo deputado Rogério
Correia (PT-MG), vice líder do PT na Câmara, contra o senador Flávio Bolsonaro
(PL-RJ), antecipando o clima eleitoral que deve imperar nos trabalhos da
comissão.
Em sua
primeira intervenção, Correia denunciou que o filho de Jair Bolsonaro (PL),
ungido pré-candidato à Presidência dentro da cela na Papudinha, teria oferecido
R$ 5 milhões para que o advogado Eli Cohen, um dos primeiros denunciantes do
esquema de desvios no INSS, fosse contra o governo e Lula na CPMI.
“Eu
estou apresentando o requerimento porque ele [Eli Cohen] vem aqui, e ele
denuncia dois senadores, um que eu não posso falar o nome e o outro Flávio
Bolsonaro, que teria mandado emissário para oferecer os R$ 5 milhões. É muito
grave. Ele esteve aqui, falou um monte de coisa e agora é preciso esse rapaz
vir aqui explicar, esse ex-policial”, afirmou Correia.
Em 24
de outubro de 2025, o ex-policial Rogério Gilio Gomes registrou documento, com
firma reconhecida, que Cohen teria pedido R$ 5 milhões para atacar Lula e o
governo durante seu depoimento à CPMI.
Em seu
depoimento, em setembro, Cohen criou narrativas de que José Ferreira da Silva,
o Frei Chico, atuaria como um “laranja” em esquema de fraudes no INSS no
Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), entidade
do qual ele é vice-presidente.
O
depoimento motivou a tentativa de convocação de Frei Chico, que não prosperou.
Em troca, a base governista pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal de Eli
Cohen para detectar o suposto suborno de R$ 5 milhões.
Em
dezembro, após pressão e ameaças de bolsonaristas, o ex-policial apresentou um
novo documento se retratando da acusação sobre os R$ 5 milhões.
Na
abertura da CPMI, no entanto, Correia sinaliza que teria novos elementos que
comprovariam o envolvimento de Flávio no caso.
“Quero
depois falar, não tenho tempo aqui, mas o filho do Bolsonaro, eu vou mostrar,
tá envolvido nisso e vai ter que vir [depor] aqui depois”, disse o petista, que
protocolou um requerimento pedindo a convocação de Flávio para depor.
O
requerimento pedindo a convocação do filho “01” de Bolsonaro foi protocolado
nesta segunda-feira (2) pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), vice líder do PT
na Câmara, que pede ainda a convocação e quebra de sigilo de Letícia Caetano
dos Reis, administradora da empresa Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de
Advocacia.
“Falaram
tanto do filho do Lula, do irmão do Lula, mas parece que quem tá mesmo no fogo
e na relação com o careca do INSS é o filho do Bolsonaro, que até hoje não
conseguiu explicar uma mansão de R$ 6 milhões. Será que teve ajuda do BRB? Será
que teve ajuda do careca? Ao que tudo indica, não foi dinheiro limpo”, afirmou
o deputado à Fórum.
Segundo
o requerimento, suspeita-se de uma conexão entre Flávio Bolsonaro e o núcleo de
Antonio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como “Careca do INSS”.
“Ocorre
que a Sra. Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis. No relatório da
Polícia Federal (PF), o Senhor Alexandre é apontado como sócio de Antonio
Carlos Camilo Antunes, principal operador do esquema de desvio de dinheiro de
aposentados e pensionistas, na empresa CAMILO & ANTUNES LIMITED (RPDL
LTD33), sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. A empresa, que adquiriu quatro
imóveis em 2024, totalizando R$ 1.050.000,00, seria uma offshore constituída
por Antonio Carlos a fim de blindar o patrimônio ilegítimo amealhado”, diz o
requerimento.
Irmão
de Letícia, Alexandre Caetano dos Reis foi alvo de uma das fases da operação
Sem Desconto e, segundo a PF, seria o contador das empresas e integrante do
núcleo administrativo-financeiro do grupo financeiro que lesou aposentados e
pensionistas.
“Em
entrevista para veículo a imprensa, a sra. Letícia disse que foi indicada para
ser administradora do escritório pelo advogado Willer Tomaz de Souza, que é
amigo de Flávio Bolsonaro e bastante influente no meio político. Em seu
aniversário de 2021, por exemplo, Willer promoveu festa pomposa, na qual, além
de Flávio Bolsonaro, estiveram presentes: Arthur Lira, Paulo Octávio
(ex-vice-governador do DF) e José Roberto Arruda (ex-governador do DF)”, afirma
o requerimento, destacando link para a “festa ostentação do advogado” em
Brasília.
Tomaz
de Souza é amigo de longa data de Flávio Bolsonaro e, segundo o requerimento,
“advoga em um processo em que Alexandre Caetano dos Reis, investigado no
esquema do INSS, estava no polo passivo (Voga Brasil Solucoes Empresariais E
Ambientais Ltda X Ricardo Gadelha
Lustosa
– Processo nº 003XXXX-07.2015.8.07.0001)”, ou seja, atua como defensor do sócio
do Careca do INSS.
“Além
disso, na análise dos RIFs enviados pelo COAF, a PF destacou que dr. Willer
Tomaz movimentou R$ 45,5 milhões entre maio e novembro de 2021, contando
entradas e saídas (página 900, IPL). Além disso, a PF apontou que o advogado
pagou R$ 120 mil a Milton Salvador de Almeida Júnior, operador financeiro de
Antonio Carlos Camilo Antunes”, diz o documento.
“Diante
das evidências, suspeita-se de uma conexão entre Flávio Bolsonaro e o núcleo de
Antonio Carlos Camilo Antunes, visto que seus sócios são irmãos”, emenda.
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Quebra de sigilo
Em
outros dois requerimentos, que serão discutidos na sessão da próxima
quinta-feira (5), que abre os trabalhos da CPMI em 2026, o vice-líder do PT
pede a convocação e a quebra de sigilo de Letícia Caetano dos Reis,
administradora da empresa Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia.
“Diante
da gravidade dos fatos, torna-se indispensável a quebra dos
sigilos
bancário, fiscal e de Relatório de Inteligência Financeira (RIF) da Sra.
Letícia Caetano dos Reis, a fim de possibilitar a identificação de
movimentações financeiras atípicas, eventuais e recebimento de valores de
pessoas e empresas investigadas no âmbito da CPMI do INSS”, diz o pedido.
Correia
ainda chama a atenção possíveis crimes que podem ser desnudados com o
levantamento das informações.
“A
investigação desse fluxo financeiro é fundamental para apuração
sobre
possíveis conflitos de interesse, favorecimento indevido, tráfico de
influência, recebimento de vantagens econômicas, ou seja, a eventual vinculação
entre decisões administrativas, interesses eleitorais e as atividades da Sra.
Letícia, pelo que se requer a aprovação deste requerimento”, diz.
Fonte:
Fórum/ICL Notícias

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