sexta-feira, 10 de abril de 2026

Por que a guerra do Irã ameaça o coração do agronegócio brasileiro

Na noite da última terça-feira (7/4), o presidente dos Estados Unidos Donald Trump voltou atrás em sua profecia de que "uma civilização inteira morrerá" ao se referir ao Irã, a quem declarou guerra em fevereiro.

Ao invés disso, o líder norte-americano anunciou um cessar-fogo de duas semanas, condicionado à "passagem segura" de navios no estreito de Ormuz, importante rota comercial mundial.

Apesar do aparente recuo, o futuro próximo na região ainda é incerto. E, com isso, permanece a incerteza também acerca do alvo invisível da guerra: os fertilizantes, principalmente a ureia, um composto nitrogenado essencial para o cultivo em escala.

Para o Brasil, que tem a cadeia do agronegócio como propulsora da economia e não produz seus próprios fertilizantes, o baque pode ser grande.

"A causa do problema é que temos um país que tem 30% do PIB sustentado pela agricultura, mas depende de mais de 90% de fertilizante importado", diz Bernardo Silva, diretor-executivo do Sinprifert (Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-primas para Fertilizantes).

No mesmo dia do anúncio de Trump, a Associação dos Fornecedores de Cana-de-Açúcar de Pernambuco (AFCP) e o Sindicato dos Cultivadores de Cana do Estado de Pernambuco (Sindicape) protestaram em Recife (PE), pedindo ajuda governamental para fertilizantes.

Mas o problema não fica restrito às fazendas. Como o milho e a soja são a base da ração animal, a alta nos fertilizantes tem um efeito cascata. Se o conflito no Irã persistir, o preço do frango, dos ovos e da carne bovina pode subir nos supermercados brasileiros no segundo semestre.

Nesta semana, o boletim Focus do Banco Central, que reúne expectativas para os principais indicadores macroeconômicos, mostrou pessimismo crescente acerca da inflação. Especificamente em relação aos alimentos, segundo o Rabobank, a expectativa é de alta de 4,6% até o fim do ano — acima do 1,4% em 2025.

<><> Um gigante de pés frágeis

O Brasil é um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, mas, ao mesmo tempo, é o maior importador global de fertilizantes. Além de importar esses produtos, o país também compra de outros países cerca de 75% dos seus defensivos agrícolas, substâncias que protegem as plantações de pragas e doenças.

Historicamente, a Rússia é a maior fornecedora brasileiro do trio NPK, potássio, nitrogênio e fósforo, essenciais para melhorar a nutritividade da terra.

Mesmo com as complicações da guerra na Ucrânia e medidas de contenção de exportação com a instabilidade no Irã, o país segue representando cerca de 25% dos fertilizantes importados pelo Brasil. Isso porque, com as sanções dos Estados Unidos e União Europeia, a Rússia redirecionou seus mercados para os emergentes Brics.

Mas, quando o tema é ureia, que é obtida por meio do gás natural e utilizada para impulsionar o crescimento das lavouras, o Irã é um dos parceiros mais estratégicos.

Em 2025, o Brasil comprou US$ 72 milhões apenas em fertilizantes deles, cerca de 80% das importações totais vindas do país do Oriente Médio. Outro importante fornecedor de ureia é o Catar, que também utiliza o estreito de Ormuz para enviar seus produtos ao Brasil.

<><> Por que a relação com o Irã cresceu?

Apesar de não ser o maior vendedor de fertilizantes para o Brasil, a balança com o Irã se refinou nos últimos anos. No ano passado, por exemplo, o Brasil exportou quase US$ 3 bilhões para o país persa, a grande maioria em cereais como milho e soja.

Isso porque as condições de frete se tornaram mais interessantes para os dois lados, com o chamado sistema barter, um sistema de "troca" ou escambo comum no agronegócio. Nele, o produtor rural paga pelos insumos (como sementes e o fertilizante ureia) com a sua própria colheita futura, em vez de usar dinheiro.

Na relação com o Irã, isso funciona como uma engrenagem logística: navios saem do Brasil cheios de milho para os iranianos e voltam carregados de adubo para os brasileiros, garantindo o escoamento da produção e a chegada do fertilizante com frete mais barato.

Assim, diferentemente da situação com o comércio russo, em que o bloqueio por conta de um conflito seria majoritariamente econômico, no caso do Irã, a ameaça é física: tanto na instabilidade no estreito que proporciona o barter quanto nas próprias plantas petroquímicas, que atuam também na produção de ureia.

Por exemplo, no último sábado (4/4), um ataque de Israel atingiu Mahshahr, no sudoeste do Irã, centro da indústria petroquímica do país. O ataque resultou em pelo menos cinco mortes e 170 feridos.

"Nós não temos alternativa em relação à ureia. Para a próxima safra, ainda não devemos ter esse problema, porque ninguém deixa para comprar fertilizante de última hora. Mas em 2027 vai ser uma tragédia, com esse cenário maluco da guerra", diz Silveira. "Todos os produtores estão pessimistas".

<><> O que acontece se o fornecimento de ureia parar?

Primeiro, a situação dos produtores deve piorar.

"Os produtores já vêm com uma situação de crédito bastante apertada nos últimos anos por conta de uma alavancagem bastante alta", diz Bruno Fonseca, analista sênior de insumos agrícolas do Rabobank. "Para o próximo ano, os custos de produção aumentaram bastante e o produtor continua nessa situação bastante apertada".

Com a explosão da guerra da Ucrânia, o preço dos fertilizantes subiu, mas commodities como soja estavam em patamares recorde, o que ajudava a "pagar a conta". Agora a situação é outra.

Naquela época, a tonelada da ureia chegou a custar cerca de U$ 1000, enquanto a saca do milho estava em uma alta histórica de R$ 100 em algumas praças brasileiras, como Mato Grosso e Paraná. A saca da soja, por sua vez, era negociada por a R$ 200.

Antes dos ataques no Irã, a ureia estava em um patamar mais baixo, a cerca de US$ 350. Agora, está na casa dos US$ 550. Do outro lado, a saca do milho está na casa dos R$ 50 a R$ 60, enquanto a soja caiu para em torno de R$ 140.

Outro ponto que comprime as margens para o agronegócio é que, no início no mês, com a reforma tributária, o governo federal implementou mudanças que elevaram o PIS/Cofins e o Funrural (a contribuição previdenciária obrigatória para receitas do campo), retirando a alíquota zero de fertilizantes e sementes.

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF), calculado pela Mosaic Fertilizantes, já dava sinais de alerta antes mesmo do auge do conflito. Em fevereiro, o indicador mostrou que o produtor já precisava desembolsar mais sacas de grãos para comprar a mesma quantidade de adubo devido à valorização do dólar e à alta na ureia.

Assim, a curto prazo, os produtores podem "reduzir a tecnologia", segundo Silveira. Isso significa usar menos fertilizante nos cultivos, o que resulta em uma produtividade menor por hectare.

Mas, a médio prazo, a situação é "muito complicada" para a sustentabilidade do setor, diz Silveira. Isso porque pode ser difícil e demorado substituir a ureia iraniana.

Se o Brasil perder esse fornecimento, terá que disputar o produto com a Índia e os EUA em outros mercados, o que elevará ainda mais os preços globais e a inflação de alimentos aqui dentro.

A China poderia ser uma opção de vendedor, diz Fonseca, mas o país, por enquanto, "está privilegiando o mercado doméstico". "Mas acho que a partir de agosto, quando a China volta ao mercado, seria um player que também poderia ajudar o Brasil a conseguir acessar esse produto no mercado internacional".

<><> Como resolver a situação?

Para tentar contornar o bloqueio no Golfo Pérsico, o Ministério da Agricultura concluiu uma negociação estratégica com a Turquia. O acordo permite que cargas brasileiras utilizem o território turco para trânsito direto ou armazenamento temporário, permitindo um alívio diante das restrições em Ormuz.

Além disso, a Petrobras reativou unidades para fertilizantes — duas delas, em Sergipe e na Bahia, antes da guerra, em dezembro e janeiro. Neste mês, uma planta no Paraná iniciou a produção.

"Com esses projetos, a expectativa é que a produção nacional de ureia atenda até 35% da demanda do mercado brasileiro nos próximos anos", segundo a Petrobras.

Mas, para Bernardo Silva, do Sinprifert, o Brasil tem "escolhido sempre a saída mais fácil" para um problema antigo, o da dependência externa para o abastecimento de fertilizantes.

"São escolhas políticas erradas que a gente tomou ano após ano nos últimos 30 anos que deixaram a indústria nacional perder absoluta competitividade. Privilegiamos e incentivamos a importação, ou seja, o Brasil subsidiou a indústria estrangeira", diz.

Em 2023, foi editado o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), que visa reduzir a dependência externa para 50% até 2050.

Parte dessa estratégia envolve o Profert, um programa de incentivos fiscais para modernizar a infraestrutura de produção nacional e simplificar o ressarcimento de tributos para fábricas de fertilizantes no Brasil. Instituído em um projeto de lei, o Profert ainda espera para ser aprovado no Legislativo.

"O plano é um diagnóstico muito bem feito", diz Silva. "Mas ele precisa agora ser uma ferramenta de ação. O que precisa é que haja uma vontade política para reverter isso. Hoje, o problema é a guerra. Amanhã pode ser outro, se continuarmos assim".

•        Os efeitos da guerra no Irã para o agronegócio brasileiro. Por José Maria Tomazela

Com o negócio já praticamente fechado, o produtor rural Edimilson Roberto Rickli, de Prudentópolis, no centro-sul do Paraná, suspendeu a negociação para a compra de um trator que custaria cerca de R$ 2 milhões. A causa da suspensão do negócio foi o impacto da guerra no Irã nos preços do diesel, fertilizantes e outros insumos agrícolas. Segundo Rickli, a alta nos preços já reduziu a rentabilidade do agronegócio e o cenário de incerteza quanto ao fim do conflito não dá a segurança necessária para novos investimentos.

Desde que o Irã fechou o Estreito de Ormuz, após os ataques ao país pelos Estados Unidos e por Israel, o preço do óleo diesel e dos insumos agrícolas dispararam. Pelo estreito, os navios transportam um quinto do petróleo mundial e o Brasil, apesar de exportar petróleo cru, é importador do diesel. O País também importa fertilizantes daquela região, principalmente a ureia.

Outro fator considerado pelo produtor é a taxa de juros muito elevada, em torno de 13% ao ano. “Fiz os cálculos e só de juros no primeiro ano pagaria R$ 266,5 mil. É uma conta que não fecha.” Em meio às notícias sobre o conflito, ele também desistiu de arrendar uma fazenda de 250 hectares para ampliar suas lavouras. Além de produtor, Rickli é engenheiro agrônomo e presidente do Sindicato Rural de Prudentópolis.

Para o economista e colunista do Estadão José Roberto Mendonça de Barros, essa “pisada no freio” é uma reação natural entre os produtores rurais nesse momento, uma vez que o aumento dos custos foi instantâneo e muito forte. “É decorrência da guerra que ninguém sabe quando vai terminar”, diz.

“Havendo o cessar-fogo, todos os analistas afirmam que será preciso no mínimo 90 dias para restabelecer os fluxos de comércio. Tem instalação que foi danificada, campos de gás e de petróleo que tiveram produção descontinuada e, para retomar a produção, leva um certo tempo; não é só ligar o botão.”

No melhor cenário, Mendonça de Barros avalia que a oferta desses produtos — diesel e fertilizantes — seguirá prejudicada por algum tempo devido à necessidade de repor os estoques. “E isso pega o setor agropecuário com um aperto de caixa que não tem precedentes”, diz. ”Outro efeito ruim é que, com o risco da inflação, o Banco Central já não baixou a taxa de juros como se esperava e avisou que vai trabalhar de acordo com a conjuntura. Ou seja, a taxa Selic, que está alta, vai cair menos que o esperado, e o aperto de crédito também vai continuar.”

No caso de Prudentópolis, desde o início da guerra, o preço do óleo diesel, que movimenta tratores, colheitadeiras e caminhões em plena safra da soja, subiu R$ 2,50 por litro na região - foi de R$ 5,49 para R$ 7,99. Uma colheitadeira de bom porte consome de 300 a 400 litros por dia, ou seja, o custo diário para manter uma dessas máquinas operando passa de R$ 3 mil.

De origem suíça, a família Rickli detém grandes áreas de cultivo em cerca de dez municípios da região. Além das colhedoras, sua frota inclui tratores, veículos de transbordo de grãos, pulverizadores, caminhões e carretas, tudo movido a diesel. Edimilson, mais conhecido como Didi, conta que outros produtores também já estão adiando projetos por conta da guerra.

É o caso do produtor rural Augustinho Andreatto, de 72 anos. Ele suspendeu o investimento de R$ 1 milhão que faria no setor de pecuária leiteira da fazenda Rio Preto, que mantém com a família, e não sabe quando vai retomar o projeto. “Todos os investimentos que projetamos estão paralisados e sem novos prazos. Não dá para levar nada adiante neste clima de insegurança que chegou ao campo”, diz.

A fazenda, que no passado foi grande produtora de erva-mate, agora mantém um plantel de vacas holandesas e criação de suínos e ovelhas, além da produção de soja e milho. “Estamos muito apreensivos, pois temos máquinas e tratores trabalhando o dia todo e, mesmo com a alta no preço do diesel, já chegamos a ficar um dia sem combustível, pois nosso fornecedor não tinha para entregar”, diz. ”Os fertilizantes e os fretes também subiram e, em um curto prazo, não vejo possibilidade de melhora.”

<><> Âncora da economia

Com o quinto maior território do Brasil e 51 mil habitantes, o município de Prudentópolis tem sua economia ancorada no agronegócio. Na cidade, conhecida como “Ucrânia brasileira”, por ter sido colonizada por imigrantes do país do leste europeu que está em guerra com a Rússia, a agropecuária responde diretamente por 40,7% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados da prefeitura e do IBGE. Considerando os serviços indiretos, a participação passa dos 60%. O PIB total do município é de R$ 1,9 bilhão.

São 6.645 estabelecimentos agropecuários que ocupam 143 mil hectares com lavouras e pastagens. Além de grãos, cereais, suínos e gado, Prudentópolis se destaca na produção de feijão preto e de tabaco. São 11,4 mil toneladas de fumo por ano.

A incerteza sobre o fim dos conflitos no Oriente atrapalhou também os planos do produtor Ezequiel Bobato, que planejava comprar trator e implementos, mas suspendeu as compras. “A gente não sabe o que vai acontecer com este mundão. Fica difícil fazer um planejamento de longo prazo e vamos sofrer safra após safra”, diz. ”Além de uma guerra inesperada, no Brasil estamos em ano eleitoral e a política pode trazer mudanças econômicas que poderão deixar o produtor sem saber que rumo tomar.”

Em Manoel Ribas, cidade da região, o produtor Marcelo Alberton, que também é secretário municipal da Agricultura, planeja “pular” o plantio de trigo devido ao alto custo dos insumos. “No meio da colheita da soja já tive problema com falta de diesel, mesmo pagando mais caro”, diz. ”Agora fiz as contas para plantar o trigo, como sempre faço no inverno, mas o custo está em R$ 2.200 por hectare. O adubo que comprei há 60 dias por R$ 2.500 (a tonelada) agora está em quase R$ 4 mil. Está tudo pronto, mas não vou plantar.”

Há ainda o risco de ocorrer o La Niña, fenômeno que torna as chuvas mais escassas. “A tendência é, no lugar do trigo, fazermos uma cultura de cobertura, mais barata, e segurar o fertilizante para a safra de verão, como muitos estão fazendo”, diz Alberton.

”Também não vamos comprar máquinas e equipamentos novos, apenas pagar o que já foi comprado antes. Os bancos estão oferecendo juros mais baixos, mas a renda caiu e não dá para arriscar. O agricultor nunca desiste, sempre espera que no ano que vem vai dar tudo certo, mas é preciso ter o pé no chão.”

O produtor Rui Barbosa, de Campina da Lagoa, na mesma região do Paraná, conseguiu adubo para a próxima safra fazendo permuta pelo grão e será obrigado a plantar a próxima safra. “Agora, é tirar o pé de outros investimentos, pois não vemos uma luz no fim do túnel”, diz. “Com essa taxa de juro, ficou inviável comprar máquina, porque é viver para pagar juro. Estamos rodando com o que temos, cortando os gastos no que dá, só usando o essencial para tentar atravessar a crise. Acho que no Brasil todo está assim e ninguém sabe quanto tempo vai durar.”

A queda na venda de máquinas já começa a ser sentida na indústria, embora os números mais recentes do setor ainda não estejam disponíveis. Conforme a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), neste cenário de margens reduzidas e alta imprevisibilidade, os agricultores tendem a priorizar a compra de insumos, deixando em segundo plano investimentos na renovação da frota.

O presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Sistema Faep), Ágide Meneguette, diz que o cenário mundial gera incertezas entre os produtores rurais e reforça um alerta para o setor agropecuário. “Os produtores rurais estão segurando investimentos e alterando os planos, diante dos impactos já sentidos, como alta do diesel e dos fertilizantes, e desdobramentos que podem acontecer, como mercados fecharem e produtos não chegarem”, diz. “Esse é um momento para planejar os próximos meses e ficar de olho no cenário mundial, que está impactando a macroeconomia e, claro, o setor agropecuário.”

<><> Reflexo nos preços

Para José Roberto Mendonça de Barros, o reflexo no plantio da próxima safra deve começar a ser visto em breve. “O investimento ao longo do ano em expansão ou em melhoria vai ser menor do que se previa, com muitos postergando, outros até desistindo por conta disso”, diz. “Tem muita gente revendo o que vai plantar na safrinha. O trigo, que é muito plantado no Paraná e Rio Grande do Sul, é cultura arriscada e sensível ao clima, então muita gente vai diminuir a área ou plantar outra coisa, e vamos sentir.”

O especialista acredita que, como a safra de verão foi muito boa, não havendo notícia de escassez de produção, não dá para projetar um grande salto nos preços de produtos agrícolas. “As últimas leituras indicam que pode subir o preço de alimentos, o que não é bom, mas não vai ser uma coisa exagerada. Se não vai mais puxar a inflação para baixo, como se previa, também não vai levar lá para cima.”

Para ele, no entanto, o Brasil pode se sair melhor que o resto do mundo nessa crise, por ser o único grande produtor do mundo bom em petróleo e em energia alternativa — biocombustível, solar e eólica. “Os Estados Unidos são enormes em petróleo, mas o Trump desmontou a estrutura de carros elétricos. A China, que é gigante na energia alternativa, não tem petróleo”, diz. “O único que ganha dos dois lados e também pode manter a produção de alimentos é o Brasil, que está fora do conflito. Mas, para o setor agrícola, realmente é um momento de atenção”.

 

Fonte: BBC News Brasil/Brasilagro

 

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