Sobra
de um lado, falta do outro: o desafio de evitar o desperdício de alimentos
Alimentos
ainda próprios para consumo percorrem um caminho silencioso até o lixo todos os
dias. Não por escassez, mas por falhas de organização. Em um país onde a
maioria diz se preocupar com o desperdício, o problema persiste longe das
prioridades e revela um sistema em que a comida não falta, ela se perde. Dados
revelados em uma pesquisa do Instituto Akatu, no âmbito do Programa Brasil Sem
Desperdício, evidenciam a distância entre discurso e prática. Embora cerca de
60% dos brasileiros afirmem se preocupar com o tema, apenas 1% o considera um
dos principais problemas do país.
No
Centro-Oeste, o índice de naturalização do desperdício aparece equilibrado
entre níveis baixo e moderado. Mesmo com esse equilíbrio, não dá para relaxar:
é preciso vigilância para evitar que o desperdício cresça. Mais do que um
hábito doméstico, o não aproveitamento se espalha por diferentes etapas do
consumo e da distribuição de alimentos, expondo uma falha estrutural: sobra de
um lado, enquanto falta do outro.
O
levantamento mostra ainda que 93,9% dos brasileiros associam o desperdício à
perda de dinheiro, ignorando impactos ambientais e sociais. Ao mesmo tempo, a
maioria acredita desperdiçar menos do que familiares e amigos, uma percepção
que não se sustenta na prática. Para a fundadora do Instituto Fome de Tudo,
Úrsula Corona, o problema não está na falta de consciência, mas na ausência de
estrutura. “O desperdício foi tratado durante muito tempo como uma questão
cultural, quando, na verdade, é sistêmico. As pessoas não têm ferramentas para
agir. Falta conexão entre quem tem excedente e quem precisa”, afirma a a
empresária, atriz e empreendedora social, que teve a ideia de criar uma espécie
de Tinder da Fome. (Leia entrevista completa abaixo)
Segundo
Úrsula, obstáculos como falta de dados em tempo real, insegurança jurídica para
doadores e ausência de coordenação entre os envolvidos impedem que alimentos
ainda próprios para consumo cheguem a quem precisa. “Hoje, o desafio não é
produzir mais comida. É organizar melhor o que já existe”, resume.
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Mudança de hábitos
A
aposentada Iraci Fernandes, de 76 anos, representa uma geração em que o
desperdício foi naturalizado ao longo do tempo. "Às vezes, a gente compra
mais do que precisa. Quando vê, já estragou", diz. Apesar disso, ela
reconhece o incômodo ao descartar comida. "Dá uma dor na consciência,
porque sei que tem gente que não tem o que comer. Eu passei fome, estive do
outro lado. É muito doloroso ter vontade e não poder se alimentar",
lamenta.
A fala
reforça um apontamento da pesquisa: a percepção do problema existe, mas não se
traduz, necessariamente, em mudança de comportamento. O estudante João Victor
Nakahara, 21, cresceu ouvindo em casa que não se deve colocar no prato mais do
que se consegue consumir. Mas ele admite que o desperdício acontece,
principalmente pela correria do dia a dia. "Às vezes, as frutas passam do
ponto porque a rotina é corrida. É um desperdício meio irracional. A gente
perde a noção do tempo. Eu penso que estou jogando comida fora enquanto tem
gente passando fome", afirma.
Na
outra ponta, o produtor Ferreira da Silva, 63, filho de agricultores, trabalha
desde a década de 1970 na produção e distribuição de hortaliças no DF. Segundo
ele, que atua na Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa), o
controle do desperdício começa ainda na colheita. "O que não serve, a
gente deixa na chácara. O que sobra aqui na feira, a gente doa para
instituições. Tudo que está em boas condições ganha um novo destino. A gente
evita ao máximo jogar fora", afirma.
Nos
restaurantes, o descarte de comida ganha contornos financeiros e operacionais.
De acordo com o empresário Wesley Moreira, dono de uma rede de restaurantes em
Brasília, um estabelecimento de médio porte pode jogar fora entre 5 e 15 quilos
de alimentos por dia. "Em média, o desperdício gira entre 4% e 7% do
faturamento. Parece pouco, mas é um impacto enorme no custo final",
destaca.
Segundo
o comerciante, a maior perda ocorre na etapa de preparo, seguida pelo
armazenamento inadequado. Já o desperdício no prato do cliente tem diminuído,
principalmente com a possibilidade de levar sobras para casa. Para reduzir
perdas, o restaurante adota estratégias como controle rigoroso de porções,
reaproveitamento integral de alimentos e gestão de estoque. "É uma questão
econômica, social e ambiental ao mesmo tempo. Jogar comida fora em um país com
insegurança alimentar é indefensável", diz Wesley.
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Redistribuição
À
frente da Associação Comunitária Avançar do Brasil há cerca de 15 anos, Léa
Lima, 49, atua diretamente na coleta e redistribuição de alimentos na capital.
"Meu papel é pedir doação. Eu vou em grandes feiras depois do horário de
movimento, e os produtores costumam separar o que não foi vendido ou o que está
amassado, mas ainda próprio para consumo", explica. "A gente separa o
que está em melhor condição e distribui para famílias. Às vezes, até uma fruta
amassada é aproveitada, a gente corta a parte ruim e faz suco", frisa.
Léa
afirma que, sem esse tipo de iniciativa, grande parte dos alimentos teria outro
destino. "Muitos produtores dizem que, se não fosse a associação, tudo
iria para o lixo. Essa ajuda é essencial", reconhece. Hoje, o trabalho é
mantido com o apoio de voluntários. "Somos poucos, mas conseguimos atender
muitas famílias. O problema é que ainda falta estrutura para ampliar esse
trabalho", completa.
Parte
dessa conexão passa por iniciativas dentro da própria Ceasa, com programas
estruturados que buscam dar destino a alimentos que perderam valor comercial,
mas seguem próprios para consumo. O programa Banco de Alimentos, conhecido como
Programa de Desperdício Zero (PDZ), atua diretamente nesse processo. Protegida
pela Lei nº 7.387, de 5 de janeiro de 2024, de autoria do deputado distrital
Fábio Felix (Psol), a medida visa estimular a doação dos itens de diversas
fontes — comerciantes, empresas, órgãos públicos, produtores de alimentos e
entidades do terceiro setor — para serem repassados às entidades.
"Ao
final de um dia movimentado, os grandes produtores ficam com uma leva de
produtos que não estão mais visualmente tão atrativos, mas que, do ponto de
vista nutricional e da segurança alimentar, estão em perfeitas condições. Esses
alimentos são disponibilizados para o banco de alimentos, onde passam por
triagem e são direcionados para quem precisa", explica Cleison Wellington,
reponsável pelo banco de alimentos da Ceasa..
Outra
iniciativa é o programa "Todos Contra a Fome", que amplia o alcance
das doações ao integrar pequenos produtores ao sistema. "O banco de
alimentos também compra da agricultura familiar e repassa para entidades que
atendem pessoas em situação de vulnerabilidade. Isso garante que alimentos
nutritivos cheguem a quem precisa e fortalece pequenos produtores",
destaca.
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Além da caridade
Implementado
em 2003, o Sesc Mesa Brasil é um programa nacional de segurança alimentar e
nutricional de combate à fome e ao desperdício de alimentos. Pioneiro no
Distrito Federal, tem como finalidade garantir o direito humano à alimentação
adequada. O programa busca doações onde há excedentes e as entrega onde há
escassez, contribuindo assim para a redução da desigualdade social no país, sob
uma perspectiva de inclusão social. Somente em 2026, foram 477.529 kg de
alimentos distribuídos, 111.262 pessoas atendidas e 406 instituições
beneficiadas.
Para
Diego Simões, gerente de Assistência Social do Sesc-DF, o sucesso de
iniciativas como o Mesa Brasil depende de uma visão que vai além da caridade e
se estabelece na eficiência operacional. Ele explica que o programa atua de
forma estruturada para enfrentar falhas logísticas e de armazenamento, que são
os grandes vilões do sistema.
"A
identificação dessas oportunidades ocorre a partir de parcerias com
supermercados, atacadistas e indústrias que sinalizam excedentes ou produtos
fora do padrão comercial, mas ainda seguros", detalha Simões. O
diferencial, segundo o gerente, está no controle de qualidade: o Sesc-DF não
apenas transporta o alimento, mas capacita os doadores em boas práticas de
manipulação. Contudo, o caminho para a eficiência máxima esbarra na
infraestrutura. "Hoje, o maior desafio é a escalabilidade. Operar em larga
escala exige uma logística capilarizada para alcançar regiões remotas e manter
a integridade dos produtos perecíveis", pontua.
No
Distrito Federal, o impacto do programa funciona como um motor de economia
circular. Ao redirecionar toneladas de alimentos, o Sesc-DF fortalece a rede de
proteção social, permitindo que as mais de 400 instituições cadastradas
redirecionem orçamentos — antes comprometidos com comida — para áreas como
educação e saúde básica.
A
estratégia de expansão do braço social da Fecomércio-DF é técnica. Simões
revela que o atendimento é personalizado: "Instituições que atendem
idosos, por exemplo, recebem alimentos de fácil digestão e específicos para
essa faixa etária". Para sustentar esse crescimento, o Sesc mantém uma
equipe dedicada de mais de 50 profissionais focados na ampliação da rede de
doadores e na otimização da frota.
O
combate ao desperdício, no entanto, só se torna sustentável quando atinge a
mudança de comportamento mencionada por jovens como João Victor e a aposentada
Iraci. Diego Simões reforça que a segurança alimentar é indissociável da
educação. "Atuamos junto à comunidade com projetos como o 'Cozinha
Eficiente', que realiza oficinas práticas ensinando o aproveitamento integral
de cascas, talos e sementes, combatendo o desperdício doméstico", explica
o gerente.
Essas
ações são integradas a iniciativas itinerantes, como a Caravana Social, que
leva assistência a regiões como o Recanto das Emas. Para Simões, o foco é
transformar a doação pontual em uma cultura de sustentabilidade consolidada.
"O combate à fome não depende apenas de volume de arrecadação, mas de uma
gestão inteligente e consciente dos recursos disponíveis", conclui.
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Políticas públicas
A
pesquisa também revela que a população enxerga o governo como principal
responsável por liderar mudanças, seguido por supermercados, indústrias e
consumidores. Procurado, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social,
Família e Combate à Fome (MDS) afirmou que atua em diversas frentes para
reduzir o desperdício e incentivar a redistribuição de alimentos.
Entre
as principais iniciativas está a II Estratégia Intersetorial para a Redução de
Perdas e Desperdício de Alimentos, elaborada entre 2024 e 2025 no âmbito da
Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan). O plano
reúne órgãos públicos, setor privado, organizações da sociedade civil e
agências internacionais.
Segundo
o ministério, a estratégia parte de um diagnóstico dos principais pontos
críticos ao longo da cadeia de abastecimento e estabelece metas até 2027, como
a ampliação da medição do desperdício no país, a implementação de planos de
redução em cidades brasileiras e estudos para aprimorar a doação de alimentos.
O MDS
também destacou o papel dos Bancos de Alimentos, considerados equipamentos
estruturantes da política de segurança alimentar. Essas unidades atuam na
captação, seleção e distribuição gratuita de alimentos doados, com foco na
redução de perdas e no atendimento a pessoas em situação de insegurança
alimentar.
Para
Úrsula Corona, a solução exige mais do que diretrizes institucionais. “A boa
vontade não escala. O que resolve é sistema, tecnologia e integração. Quando
você conecta os dados e organiza a cadeia, o desperdício deixa de ser invisível
e passa a ser gerenciável”, afirma. Segundo a fundadora do Fome de Tudo,
modelos internacionais mais eficientes operam com plataformas que conectam, em
tempo real, produtores, varejo e organizações sociais, permitindo que alimentos
excedentes sejam rapidamente redirecionados. “Hoje, conseguimos medir o impacto
social, ambiental e econômico. Isso transforma o combate ao desperdício em uma
agenda estratégica”, conclui.
O
Instituto Fome de Tudo é uma agência de transformação social ligada ao Programa
Mundial de Alimentos (WFP) das Nações Unidas (ONU).
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ENTREVISTA com Úrsula Corona, fundadora do Instituto Fome de Tudo
• Como o Instituto Fome de Tudo avalia
esse paradoxo entre a preocupação declarada da população e a baixa priorização
do desperdício como problema social?
Esse
paradoxo existe porque, até hoje, o desperdício foi tratado como uma questão
cultural ou comportamental, quando, na verdade, ele é um problema estrutural e
sistêmico. As pessoas se importam, mas não têm ferramentas para agir. Falta
conexão entre quem tem excedente e quem precisa, falta inteligência de dados e,
principalmente, falta uma infraestrutura que transforme intenção em ação. Foi
exatamente esse vazio que o Instituto Fome de Tudo decidiu enfrentar ao longo
dos últimos seis anos. Desenvolvemos uma tecnologia que transforma esse
problema invisível em algo mensurável, rastreável e acionável. Quando você traz
dados, previsibilidade e integração de cadeia, o desperdício deixa de ser um
tema abstrato e passa a ser uma oportunidade concreta de impacto social,
ambiental e econômico.
• Na prática, quais são os principais
gargalos que impedem que alimentos ainda próprios para consumo cheguem a quem
precisa?
Os
gargalos não estão na falta de alimento estão na falta de sistema. Hoje, o que
vemos é: desconexão entre oferta e demanda; falta de agilidade e inteligência;
ausência de dados em tempo real; insegurança jurídica para doadores; e
inexistência de uma coordenação estruturada entre os atores. Nos centros
urbanos, como o Distrito Federal, isso se agrava pelo volume de desperdício
concentrado. A nossa tecnologia atua exatamente nesses pontos: ela conecta os
elos da cadeia, identifica excedentes, direciona para quem precisa, organiza a
logística e ainda mede todo o impacto gerado. Ou seja, substituímos improviso
por sistema.
• A partir da experiência internacional do
Instituto, que modelos de redistribuição ou aproveitamento de alimentos têm se
mostrado mais eficazes e poderiam ser aplicados no contexto do DF?
Os
modelos mais eficazes no mundo têm três pilares em comum: tecnologia, dados e
integração. Não são mais modelos baseados apenas em doação pontual, mas em
plataformas que operam como infraestrutura : conectando agricultores,
produtores, varejo e organizações sociais em tempo real. Seja doando ou
vendendo. O que o Instituto Fome de Tudo fez foi entender essa jornada e
amadurecer junto com profundidade: criamos uma tecnologia que, além de
redistribuir alimentos, gera inteligência para toda a cadeia. O agricultor
passa a ter oportunidades sem intermediários e assim tendo mais empoderamento
econômico do seu produto; o varejo entende onde está perdendo e como otimizar;
o poder público ganha visibilidade para tomada de decisão e controle de dados
em tempo real; e o impacto passa a ser medido com precisão. Esse é exatamente o
modelo que estamos levando para o piloto com o Ministério do Desenvolvimento
Social e Agrário que assinamos uma aplicação prática, escalável e adaptada à
realidade brasileira, com seis anos de maturidade.
• De que forma o desperdício de alimentos
se conecta com outras dimensões além da financeira, como impacto ambiental e
desigualdade social?
O
desperdício de alimentos é um dos maiores pontos de interseção entre crise
ambiental e desigualdade social. Quando um alimento é desperdiçado, não estamos
falando apenas de perda financeira estamos falando de: emissões desnecessárias
de carbono e metano; uso ineficiente de água e solo; pressão sobre o sistema
produtivo; e, ao mesmo tempo, pessoas em situação de insegurança alimentar. A
grande virada é que, hoje, conseguimos medir isso. A nossa tecnologia calcula
não só quantas pessoas foram impactadas, mas também quanto carbono e metano
deixaram de ser emitidos. Isso transforma o combate ao desperdício em uma
agenda estratégica de ESG, clima e desenvolvimento social tudo ao mesmo tempo,
de foram real e precisa.
• Quais ações concretas seja do poder
público, da iniciativa privada ou da sociedade são mais urgentes para
transformar a conscientização em prática no combate ao desperdício?
A
primeira ação urgente é reconhecer que esse problema não será resolvido sem
tecnologia. Boa vontade não escala. O que escala é sistema. Por isso, três
movimentos são fundamentais:
1.
Poder público: Adotar tecnologias que integrem dados e permitam políticas
públicas mais inteligentes como o piloto que estamos iniciando com o
Ministério, que inaugura um novo modelo de atuação baseado em evidência e
impacto real.
2.
Iniciativa privada: Deixar de ver o desperdício como perda inevitável e passar
a tratá-lo como oportunidade de eficiência, reputação e impacto mensurável.
3.
Sociedade: Participar de um ecossistema organizado, onde a ação individual está
conectada a uma rede estruturada.
Depois
de seis anos de maturidade, o que estamos construindo não é um projeto é uma
nova infraestrutura de impacto. Uma tecnologia capaz de conectar o que hoje
está desconectado, reduzir desperdício, gerar dados estratégicos e,
principalmente, garantir que o alimento chegue a quem realmente precisa. É
emocionante ver o impacto gerado em hospitais, instituições , asilos, e cada
território que atuamos.
• O Fome de Tudo acaba de chegar à China.
O que representa esse ingresso para o instituto?
A
chegada do Fome de Tudo à China é um marco emocionante e, ao mesmo tempo, muito
consistente com tudo o que construímos ao longo dos últimos seis anos. Ela
reflete o nosso compromisso diário com propósito, aliado à maturidade de uma
jornada que sempre buscou escala e impacto real. A China é um dos países que
mais produzem e consomem alimentos no mundo e, ainda assim, enfrenta um desafio
significativo de desperdício um reflexo de uma questão global de quase todos os
países. Hoje, estima-se que o país desperdice cerca de 35 milhões de toneladas
de alimentos por ano, segundo a Chinese Academy of Sciences. Apenas no consumo
urbano, esse número pode chegar a 17 a 18 milhões de toneladas anuais,
especialmente nos grandes centros. Esse cenário deixa claro que o problema não
é a falta de alimento e sim a falta de inteligência na cadeia. É exatamente
nesse ponto que a nossa tecnologia atua: conectando excedentes a demandas
reais, com inteligência de dados, rastreabilidade e mensuração precisa de
impacto em diversas camadas. Além do impacto social direto, conseguimos também
quantificar efeitos ambientais relevantes, como a redução de emissões de
carbono e metano. Hoje, o sistema alimentar global é responsável por uma
parcela significativa das emissões, superior, inclusive, a setores como o da
aviação. E o nosso diferencial é ir além da mensuração: e iniciaremos a
comercialização dos créditos de carbono e metano entregando impacto social,
ambiental e econômico em um mesmo sistema. Isso é o reflexo de uma maturidade de
6 anos nessa profundidade, operação e estudo constante. Ter o Fome de Tudo na
China é aprender e construir junto esse olhar trocando conhecimento em um dos
ambientes mais complexos e exigentes do mundo. É a prova de que estamos
construindo uma capacidade de operar em diferentes realidades e gerar dados
concretos para tomada de decisão nas áreas que atuamos : proteção social,
saúde, capacitação , empreendedorismo social, tecnologia e pesquisa. Quando
conseguimos atuar em um país com esse nível de escala e complexidade,
reforçamos que com propósito e compromisso, os resultados rompem qualquer
barreira. No Brasil, avançamos na mesma direção: assinamos um piloto com o
Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome,
liderado pelo ministro Wellington Dias, e com o Ministério da Agricultura, sob
liderança do ministro Paulo Teixeira, que será implementado em breve e marca um
passo importante na aplicação dessa tecnologia em políticas públicas. Todo esse
momento se deve a todo time Fome de Tudo que me emociona e ensina diariamente.
Fonte:
Correio Braziliense

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