O
cessar-fogo no Oriente Médio está seriamente ameaçado, com Israel atacando o
Líbano e o Irã bloqueando petroleiros
O
destino do cessar-fogo de duas semanas no conflito com o Irã parecia incerto na
quarta-feira, com ambos os lados apresentando versões divergentes do que havia
sido acordado, Israel intensificando sua campanha de bombardeios no Líbano e o Irã interrompendo a passagem de petroleiros
devido a uma suposta violação do cessar-fogo por parte de Israel.
O Irã e
o Paquistão, que intermediaram o cessar- fogo de última hora , afirmaram que
ele incluía o Líbano. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu,
discordou, e as forças israelenses lançaram o seu ataque mais pesado da guerra até então,
atingindo mais de 100 alvos e matando pelo menos 254 pessoas.
A
agência de notícias iraniana Fars informou que petroleiros que passavam pelo
Estreito de Ormuz foram impedidos de entrar no país devido ao "violação do
cessar-fogo" por parte de Israel. O Irã deveria ter reaberto o estreito
durante as duas semanas de cessar-fogo, e o preço do petróleo caiu
drasticamente para menos de US$ 100 o barril nas horas seguintes ao anúncio da
trégua, provocando uma alta nos mercados de ações globais.
A
notícia não trouxe nenhum alívio imediato para as
centenas de petroleiros carregados que ficaram presos no Golfo devido ao
conflito, aguardando a aprovação das seguradoras para iniciar a movimentação e
relatando interferências contínuas em seus sistemas de navegação por satélite.
Entretanto,
os Emirados Árabes Unidos afirmaram que suas defesas aéreas interceptaram 17
mísseis balísticos e 35 drones, aparentemente disparados pelo Irã ao longo do dia seguinte ao anúncio do cessar-fogo.
Também foi relatado que o Irã atacou um oleoduto saudita que deságua no Mar
Vermelho horas depois do anúncio da trégua.
A
Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou na quarta-feira ter
atacado vários alvos na região com mísseis e drones, incluindo o que a IRGC
disse serem instalações petrolíferas de empresas americanas em Yanbu, o porto
saudita do Mar Vermelho e o terminal de oleodutos.
Donald
Trump divulgou uma versão diferente do acordo em postagens nas redes sociais na
manhã de quarta-feira, em comparação com a versão que havia sugerido ao anunciar o
cessar-fogo na noite de terça-feira. Na primeira versão, ele se referiu à
proposta de 10 pontos do Irã como uma “base viável para negociação” e focou em
um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.
A
declaração causou surpresa em Washington, já que os 10 pontos do Irã diferem
amplamente dos objetivos dos EUA e incluem o direito de enriquecer urânio, o
levantamento total das sanções, o pagamento de reparações de guerra e um plano
que daria ao Irã e a Omã o controle conjunto do Estreito de Ormuz.
Na
manhã de quarta-feira, Trump insinuou que o cessar-fogo se baseava em uma
proposta de 15 pontos completamente diferente, apresentada pelos EUA, alegando
que muitos dos pontos “já haviam sido acordados”. Ele insistiu que não haveria
enriquecimento de urânio e que os EUA e o Irã trabalhariam juntos para
desenterrar o estoque iraniano de 440 kg de urânio altamente enriquecido (UAE),
que Trump chamou de “poeira nuclear”, material físsil suficiente para uma dúzia
de ogivas nucleares.
O aviso
de Trump de que “toda uma civilização” morreria se um acordo
não fosse fechado até as 20h, horário de Washington, na terça-feira, provocou
indignação mundial, sendo interpretado como uma ameaça de crimes de guerra .
O Irã
publicou duas versões diferentes de sua interpretação do acordo. A versão em
farsi incluía a aceitação do direito do Irã de enriquecer urânio. A versão em
inglês não. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi,
confirmou a afirmação de Trump de que o Estreito de Ormuz seria reaberto
durante as duas semanas do cessar-fogo, mas disse que as embarcações teriam que
solicitar salvo-conduto em coordenação com as forças armadas iranianas.
O
exército iraniano fechou o estreito – uma via navegável livre antes da guerra –
em retaliação ao ataque conjunto dos EUA e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro
e agora cobra uma taxa de US$ 2 milhões por navio petroleiro para atravessá-lo.
A aparente interpretação de Teerã sobre o cessar-fogo é que permitirá a
passagem de toda a navegação, mas manterá a taxa, compartilhando a receita com
Omã, que é co-responsável pela administração do estreito.
O
Paquistão espera sediar negociações na sexta-feira para começar a consolidar o
cessar-fogo em um acordo de paz mais duradouro, mas até quarta-feira a Casa
Branca ainda não havia confirmado a presença. As divergências a serem superadas
pareciam tão grandes quanto antes, e certamente maiores do que nas últimas
negociações antes da guerra, em 26 de fevereiro, em Genebra, onde mediadores
omanitas e observadores britânicos relataram progressos significativos .
Durante
uma visita à Hungria, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, descreveu a situação
no Golfo como uma trégua frágil e instou o Irã a negociar de boa fé.
No
Pentágono, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, sugeriu que, caso não
houvesse acordo sobre o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã, as
forças americanas o "eliminariam".
Qualquer
operação para extrair ou destruir o urânio, que se acredita estar armazenado em
recipientes do tamanho de cilindros de mergulho e enterrado em poços profundos
sob montanhas, seria longa, complicada e arriscada . Trump optou
por não prosseguir com tal missão durante as cinco semanas de conflito,
alegando, em última análise, que não se importava com o urânio altamente
enriquecido, pois este poderia ser monitorado remotamente por satélite.
O chefe
do Estado-Maior Conjunto, General Dan Caine, afirmou que as forças americanas
permanecem preparadas para um retorno ao combate. "Um cessar-fogo é uma
pausa, e as forças conjuntas permanecem prontas caso recebam ordens ou sejam
convocadas", disse Caine a jornalistas. Ele afirmou que a campanha aérea
americana no Irã atingiu seus objetivos militares, atingindo mais de 13.000
alvos, destruindo aproximadamente 90% da marinha iraniana e 95% de suas minas
navais.
Hegseth
afirmou que os EUA e Israel "terminaram de destruir completamente a base
industrial do Irã" com uma onda final de 800 ataques aéreos na noite de
terça-feira. Ele listou os líderes iranianos mortos na guerra, incluindo o
líder supremo Ali Khamenei, e alegou que seu filho e sucessor, Mojtaba
Khamenei, ficou "ferido e desfigurado". O secretário de Defesa
afirmou, sem provas, que o Irã "implorou por este
cessar-fogo" .
O
governo de Teerã apresentou a trégua em termos igualmente triunfalistas à sua
população. "Os Estados Unidos foram forçados a aceitar um
cessar-fogo", disse Ali Akbar Velayati, político de alto escalão e
conselheiro de política externa do líder supremo, segundo a mídia oficial.
"Na nova geometria do poder mundial, o Irã desempenhará o papel de eixo do
polo islâmico."
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Petroleiros param de passar pelo Estreito de Ormuz
Petroleiros
pararam de passar pelo Estreito de Ormuz nesta
quarta-feira (8/4), primeiro dia de cessar-fogo da guerra no
Irã, enquanto Israel faz "os maiores ataques" ao Líbano desde o
início de sua operação terrestre, segundo a mídia iraniana.
Permitir
a passagem de petroleiros por Ormuz foi um elemento fundamental do acordo Irã e
EUA para interromper temporariamente o conflito.
A
agência de notícias Fars, filiada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC),
força de segurança de elite com ligação direta com o líder supremo do país,
informou que, embora dois petroleiros tenham conseguido passar pelo estreito
com permissão do Irã na manhã desta quarta, a passagem foi interrompida.
A
Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA) também relata que os navios
foram impedidos de passar, com ambos os veículos de comunicação fazendo
referência aos contínuos ataques de Israel ao Líbano.
Segundo
o Ministério de Saúde do Líbano informou à agência Reuters, 89 pessoas morreram
e mais de 700 ficaram feridas nos ataques de Israel desta quarta. Os hospitais
de Beirute estão lotados.
A
corretora de navios SSY confirmou ao BBC Verify, serviço de checagem da BBC,
que embarcações no Golfo Pérsico receberam a seguinte mensagem:
"Atenção
a todas as embarcações no Golfo Pérsico e no Mar de Omã. Esta é a Estação Naval
da Guarda Revolucionária Islâmica. A travessia do Estreito de Ormuz permanece
fechada e é necessária autorização da IRGC para navegar pelo estreito. Qualquer
embarcação que tentar entrar no mar será alvejada e destruída."
Claire
Grierson, chefe de pesquisa de navios-tanque da SSY, disse que a empresa está
ciente de que as tripulações das embarcações ouviram essa mensagem em um canal
de rádio usado para alertas marítimos internacionais.
O
cessar-fogo de duas semanas foi acordado na terça-feira (7/4), com a condição
de que o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz fosse reestabelecido.
É por
essa via que passavam cerca de 20% do petróleo global até ela ser fechada pelo
governo iraniano em retaliação aos ataques americanos e israelenses.
O
acordo veio mais de um mês após EUA e Israel lançarem ataques coordenados contra o Irã e poucas horas
depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar que
"uma civilização inteira morreria na noite de terça "para nunca mais
ser ressuscitada" caso o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz.
O
primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que
vinha mediando as negociações, afirmou na manhã desta quarta-feira que o
cessar-fogo passou a valer imediatamente.
Segundo
Sharif, o cessar-fogo também passaria a valer no Líbano, onde Israel afirma
estar em combate com o Hezbollah, partido político islâmico xiita e grupo
paramilitar apoiado pelo Irã.
No
entanto, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o
cessar-fogo "não inclui o Líbano" após uma série de ataques causarem
explosões no sul do Líbano nesta quarta.
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Líbano sob ataque no 1º dia de cessar-fogo
As
Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam ter realizado hoje os "maiores
ataques" em todo o Líbano desde o início de sua operação contra o
Hezbollah.
O
porta-voz das IDF, Avichay Adraee, afirmou em um comunicado que "em 10
minutos e em diversas áreas simultaneamente", o Exército israelense
realizou ataques contra "cerca de 100 quartéis-generais e infraestrutura
militar pertencentes ao Hezbollah".
Andraee
citou o chefe do Estado-Maior de Israel, o general Eyal Zamir, ao dizer que as
IDF "aproveitarão todas as oportunidades" de atacar o Hezbollah:
"Continuaremos sem parar".
O
ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o país insiste em
"separar os cenários entre o Irã e o Líbano para mudar a realidade no
Líbano e remover ameaças aos moradores do norte de Israel [fronteira com o
Líbano]".
A
liderança de Israel tem afirmado que não deixará o país vizinho até que a
ameaça representada pelo Hezbollah seja eliminada.
A
agência de notícias árabe Lebanon 24 informou que os hospitais no Líbano estão
superlotados de vítimas e que o Ministério da Saúde está pedindo aos cidadãos
que evitem sair às ruas para liberar espaço para as ambulâncias.
O canal
de TV pró-Hezbollah Al Manar relatou múltiplas mortes e feridos em decorrência
dos ataques aéreos nos subúrbios do sul de Beirute, no Vale do Bekaa e nas
montanhas.
O
primeiro-ministro libanês pediu a "todos os amigos do Líbano" que
impeçam a ação militar israelense no país "por todos os meios
disponíveis", após a grande onda de ataques aéreos.
Em uma
publicação no X, Nawaf Salam afirmou: "Israel continua a expandir suas
agressões, que têm como alvo bairros residenciais densamente povoados, ceifando
a vida de civis desarmados em várias partes do Líbano, particularmente na
capital, Beirute".
Salam
disse que as ações da IDF demonstraram um "total desrespeito" pelo
direito internacional, acrescentando: "Todos os amigos do Líbano são
convocados a nos ajudar a impedir essas agressões por todos os meios
disponíveis".
Após os
novos ataques de Israel, um grupo de países ocidentais pediu uma "paz
rápida e duradoura" no Irã e que "todas as partes" cumpram o
cessar-fogo de duas semanas — inclusive no Líbano.
A
declaração é assinada por líderes do Reino Unido, França, Itália, Alemanha,
Canadá, Dinamarca, Países Baixos, Espanha, Comissão Europeia e Conselho
Europeu.
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O que disseram EUA e Irã?
Trump
afirmou na terça que concordou em "suspender o bombardeio e os ataques
contra o Irã por um período de duas semanas" caso o Irã aceite reabrir o
estreito de Ormuz, uma rota essencial para o transporte de petróleo e outras
exportações do Golfo.
Em uma
publicação em sua rede social, Truth Social, Trump disse que aceitou o
cessar-fogo provisório porque "já atingimos e superamos todos os objetivos
militares".
Isso
ocorre depois de ele ter alertado anteriormente que os EUA poderiam destruir o
Irã "em uma noite" e que "toda civilização morrerá esta noite,
para nunca mais ser ressuscitada", ameaças que foram condenadas pelo
secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo papa.
Nesta
quarta-feira, Trump disse que os EUA estariam trabalhando em estreita
colaboração com o Irã e "falando sobre alívio de tarifas e sanções".
Em uma
publicação, ele acrescentou que "um país que forneça armas militares ao
Irã será imediatamente tarifado em 50% sobre quaisquer e todos os bens vendidos
aos Estados Unidos da América, com efeito imediato. Não haverá exclusões ou
isenções"
Já o
secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que as Forças Armadas dos EUA
garantiriam que o Irã cumpra o cessar-fogo e volte à mesa para um acordo.
As
tropas vão "permanecer onde estão, permanecer prontas, permanecer
vigilantes" e estar "prontas para retomar a qualquer momento",
acrescentou.
O Irã
concordou em permitir a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz por duas
semanas, com o trânsito coordenado pelas forças militares iranianas.
O país
também apresentou um plano de 10 pontos, que inclui, entre outras medidas, a
cessação completa da guerra no Irã, Iraque, Líbano e Iêmen; o "compromisso
total" com a retirada das sanções contra o Irã; a liberação de fundos e
ativos iranianos congelados pelos EUA; e o "pagamento integral de
compensação pelos custos de reconstrução" ao Irã.
Também
afirma que o Irã "se compromete plenamente a não buscar a posse de armas
nucleares".
"A
vitória do Irã no campo de batalha também será consolidada nas negociações
políticas", afirmou o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã no
comunicado.
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O que disse Israel?
Sirenes
soaram em Israel logo após o anúncio de Trump, com as forças de segurança
israelenses afirmando que estavam interceptando mísseis lançados pelo Irã.
Diversas
explosões foram ouvidas em Jerusalém na noite de terça-feira (7/4).
Poucas
horas após o anúncio do cessar-fogo por Trump, o primeiro-ministro israelense,
Benjamin Netanyahu, afirmou: "Israel apoia a decisão do presidente Trump
de suspender os bombardeios contra o Irã por duas semanas, sujeita à abertura
imediata do estreito e a paralisação de todos os ataques contra os EUA, Israel
e países da região".
A
declaração israelense acrescentou que o "cessar-fogo não inclui o
Líbano", onde Israel tem tropas em solo.
A
liderança israelense tem reiterado que não deixará o Líbano até que a ameaça do
Hezbollah (aliado do Irã) seja eliminada. Até o momento, não há indicação de
que Israel tenha concordado em interromper suas operações no país ou em outras
frentes.
Não
está claro quão envolvido Netanyahu esteve na decisão de Trump de firmar o
cessar-fogo.
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O que vem a seguir?
O
Paquistão, que tem intermediado as negociações, convidou as delegações dos
países envolvidos no conflito para se encontrarem em Islamabad, capital do
Paquistão, na sexta-feira (10/4) "para novas negociações em direção a um
acordo conclusivo que resolva todas as disputas".
A
porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reconheceu que existem discussões
sobre conversas em encontros presenciais, mas disse que "nada é definitivo
até ser anunciado pelo presidente ou pela Casa Branca".
Qualquer
que seja o formato, as negociações devem ser bastante difíceis.
Os dois
países já aparentam mostrar contradições sobre o que de fato o cessar-fogo
engloba. Além disso, o Irã e os EUA já tiveram duas rodadas de negociações no
ano passado e, nas duas ocasiõesm houve uma escalada de tensões militares
durante as negociações.
Segundo
Khashayar Joneidi, correspondente da BBC News Persa em Washington, há um
déficit de confiança entre os países às vésperas de uma nova rodada de
negociações.
Joneidi
lista entre os impasses o tráfego no Estreito de Ormuz e o programa nuclear
iraniano.
"Os
EUA condicionaram o cessar-fogo à livre circulação de navios no Estreito de
Ormuz, enquanto o Irã insiste em manter controle sobre o tráfego marítimo na
região, citando sua posição geográfica como prioridade estratégica",
afirma Joneidi.
Além
disso, segundo Joneidi, "a mídia estatal do país afirma que os EUA teriam
aceitado o enriquecimento de urânio no Irã, mas Washington sustenta a posição
oposta: não quer que nenhum enriquecimento seja realizado no território
iraniano".
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A lista de demandas do Irã, segundo a mídia local
Segundo
uma emissora estatal iraniana, o plano de dez pontos enviado aos EUA e que deve
ser discutido nos próximos dias prevê:
- Cessar
completamente a guerra no Iraque, Líbano e Iêmen;
- Cessar completa
e permanentemente a guerra contra o Irã, sem limite de tempo;
- Encerrar todos
os conflitos na região em sua totalidade;
- Reabrir o
Estreito de Ormuz;
- Estabelecer um
protocolo e condições para garantir a liberdade e segurança da navegação
no Estreito de Ormuz;
- Pagamento
integral de indenizações pelos custos de reconstrução ao Irã;
- Compromisso
total com a suspensão das sanções ao Irã;
- Liberação de
fundos e ativos congelados do Irã mantidos pelos Estados Unidos;
- O Irã se
compromete integralmente a não tentar possuir armas nucleares;
- O cessar-fogo
imediato entra em vigor em todas as frentes assim que as condições acima
forem aprovadas.
A Casa
Branca contestou, no entanto, a proposta de dez pontos divulgada pela mídia
estatal iraniana e afirmou que ela difere do que foi efetivamente recebido por
autoridades americanas.
Trump
afirmou na rede Truth Social que o que foi divulgado está sendo compartilhado
por "pessoas que não têm nada a ver" com as negociações.
"Em
muitos casos, são verdadeiros falsários, charlatães ou algo pior do que isso.
Eles serão rapidamente desmascarados após a conclusão de nossa investigação
federal."
Trump
acrescentou que apenas uma proposta é aceitável para os EUA e que ela está
sendo discutida a portas fechadas.
Fonte: The Guardian/BC News Mundo

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