O
Armagedon no Irã e as confissões de Vorcaro
O ano
de 2026 se desenhava relativamente tranquilo para o Brasil e os Estados Unidos
no final de 2025. Tanto que os presidentes Lula e Donald Trump tinham
pré-agendado um encontro na Casa Branca, ainda no primeiro trimestre. Na pauta
da reaproximação diplomática entre as duas maiores democracias das Américas,
após o distanciamento provocado pela interferência do clã Bolsonaro, que levou
à imposição de alta tarifas de importação aos produtos brasileiros e a sanções
da Lei Magnitsky a ministros do Supremo Tribunal Federal e do Ministério do
governo Lula, estavam a redução das tarifas e a retirada das sanções, que
inclui restrições de vistos a brasileiros e a negociação sobre acesso americano
a terras raras.
Na
virada do ano, o quadro parecia mais favorável ao Brasil, quando a Suprema
Corte Americana derrubou o tarifaço do começo do governo Trump, 2025, por não
ter sido submetido a referendo do Congresso. A Suprema Corte fez ver a Trump a
existência da interdependência e a fiscalização mútua entre os três Poderes (o
princípio de pesos e contrapesos, ou “check and balance”) que rege o
funcionamento da democracia americana e que Trump quis afrontar desde o
primeiro momento. Na sua fixação por “Make a America Great Again”), Trump
pensava em atingir a China, a nação mais beneficiada pela globalização, quando
as matrizes americanas saíram pelo mundo – sobretudo a Ásia – para instalar
linhas de produção com mão-de-obra, tributos e infraestrutura mais rentáveis. O
objetivo imediato era reduzir os déficits comerciais dos EUA. Numa segunda
fase, a produção seria “made in USA”.
Mas a
interdependência das cadeias produtivas trouxe um impacto inflacionário à
produção doméstica, de resto privada de elementos fundamentais nas manufaturas
do terceiro milênio: os circuitos eletrônicos. Interrompida a cadeia de
suprimentos de “chips”, Trump teve de voltar diversas vezes na imposição de
tarifas, até a Suprema Corte derrubá-las ao nível de 10%. Nesse intervalo,
procurou cortar o acesso da China a minerais críticos das terras raras, ainda
que a ideia de anexação da Groelândia e do Canadá (!) como o 51º estado
americano tenha esfriado. Cortar o acesso aos minerais que garantem a produção
de “chips” e baterias de lítio para carros elétricos ou para armazenagem da
energia solar e eólica era parte da estratégia para atacar um ponto fraco à expansão
chinesa: a dependência de energia.
Aí
Trump e seus assessores vislumbraram uma oportunidade depois do ataque
bem-sucedido em parceria com Israel, de Benjamin Netanyahu, às instalações
nucleares do Irã – uma ameaça a Israel desde os tempos do Xá Reza Pahlavi,
derrubado pela revolução dos Aiatolás, em 1979. A fraca reação do Irã animou
Israel e EUA a um ataque maior. Mas, antes, os Estados Unidos precisavam ter
garantias de que ficaria ileso (mesmo sendo um dos maiores produtores de
petróleo e gás do mundo) a um conflito demorado e extenso no Oriente Médio. A
oportunidade foi a invasão da Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro,
que devolveu, de forma ampla, o acesso das petroleiras americanas às maiores
jazidas de petróleo do mundo. Deslocar plataformas do Golfo do México (opps, da
América) para o mar de Maracaibo é fácil e tudo está ao rápido alcance da
proteção dos “marines” ianques. Assim, Trump acreditou na versão de Israel, que
atacar o Irã e destruir a estrutura de comando faria o país se render em guerra
breve. Os mísseis estão saindo pela culatra. Trump, cada dia mais errante,
adiou os encontros com o primeiro-ministro da China, Xi Jinping, e com o
presidente brasileiro, e busca uma saída dos Estados Unidos do centro do palco
da guerra, mas cantando vitória americana, claro.
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A órbita da gravidade da guerra do Golfo
O site
do jornal “The New York Times” fez interessante arte animada para mostrar, numa
cópia da órbita de astros celestes, como a guerra entre Estados Unidos e Israel
com o Irã está atingindo países que nada têm a ver com o conflito direto. Com a
tática do Irã de retaliar as bases americanas nos vizinhos árabes aliados dos
EUA, o conflito se espalhou para 13 ou 14 nações do Oriente Médio. Vale
considerar que, além do Irã, dono das terceiras maiores reservas de óleo do
mundo, foram atingidos o Catar (dono das maiores reservas de gás natural,
através do campo de South Pars, dividido com o Irã, atacado por Israel), a
Arábia Saudita, o Kuwait, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein, o Iraque e o
Azerbaijão. Também foram atingidos os principais países europeus (privados do
gás da Rússia desde 2022 e agora do gás e petróleo do Oriente Médio), com
exceção de Portugal, e os países escandinavos.
A
gigantesca Índia foi indiretamente atingida pelo ataque de submarinos
americanos a navio da armada do Irã no Sri Lanka, ao sul do país. Os vizinhos
Paquistão, Turquia e Síria, que abrigam parte dos nômades curdos, também foram
atingidos. Numa órbita mais distante, por integrarem as forças da Otan, a
Austrália e o Canadá foram atingidos (este, como o Brasil, por ser exportador
de petróleo, tem o bônus da autossuficiência, mas o ônus da pressão
inflacionária). Mas os planos iniciais de Trump de atingir a China no custo da
energia do petróleo e gás (era o grande importador do Irã, do Catar, do Iraque,
da Arábia Saudita e dos Emirados, todos com escoamento pelo Estreito de Ormuz)
estão sendo atropelados pela dura realidade.
Trump
acreditou piamente nos conselhos dos assessores (os mesmos que diziam que as
tarifas não teriam efeitos colaterais) de que “a economia dos EUA estava
protegida dos altos preços do petróleo”. Só que “os americanos não estão”,
adverte o “NYT”. A economia em geral tem se mostrado resiliente nos últimos
anos, mesmo com muitas famílias enfrentando dificuldades. No desespero para
frear a escalada do petróleo – que afeta duramente a China, mas impacta o custo
de vida dos americanos no ano de renovação de 100% da Câmara dos Deputados e de
parte do Senado –, o governo Trump voltou atrás pela ação do “adulto” de seu
Secretariado (Ministério), o experiente secretário do Tesouro, homem de “Wall
Street”, Scott Bessent, que isentou de sanções por 30 dias as exportações de
petróleo e gás da Rússia, aplicadas há quatro anos, e ainda liberou as
exportações equivalentes a 140 milhões de barris de petróleo iraniano, que
estão embarcados e retidos na passagem pelo Estreito de Ormuz. Os beneficiados
são China, Japão e países asiáticos.
Mas a
escalada continua. Neste sábado, detritos de um drone iraniano interceptado
atingiram um local de extração de petróleo em Fujairah, Emirados Árabes Unidos.
Na sexta-feira, o Irã disparou dois mísseis balísticos de alcance intermediário
contra Diego Garcia, uma base militar conjunta entre os EUA e o Reino Unido, no
meio do Oceano Índico. Nenhum dos mísseis atingiu a base, mas a ação
representou o primeiro uso operacional de mísseis balísticos de alcance
intermediário pelo Irã e uma tentativa significativa de atingir alvos muito
além do Oriente Médio, ameaçando os interesses dos EUA.
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A liberdade de informar
A
revista britânica “The Economist” definiu que o conflito que devasta o Oriente
Médio pode ser melhor entendido como “duas guerras paralelas”. Uma é a campanha
de ataques aéreos americanos e israelenses contra o regime iraniano; a outra é
a guerra do Irã contra a economia global. Ambos são em grande parte
unilaterais. O Irã não pode repelir os aviões de guerra que patrulham seus céus
e os Estados Unidos não têm um caminho fácil para reabrir o Estreito de Ormuz,
a estreita via navegável vital para o fluxo de petróleo, gás e outras
mercadorias, ou para impedir ataques iranianos a instalações de produção de
energia. Eu comungo da segunda hipótese.
A
imprensa americana tem sido muito perseguida pelo governo Trump, especialmente
pelo Pentágono, por agir de forma independente e não se limitar a oferecer aos
leitores e telespectadores a visão oficial do Pentágono ou do governo
Netanyahu. Na sexta-feira, o juiz Paul L. Friedman, do Tribunal Distrital
Federal, em Washington, defendeu com veemência a liberdade constitucional de
reportar de forma independente e sem controle governamental, derrubando as
restrições sem precedentes impostas pela administração Trump aos repórteres,
que esvaziaram os corredores do Pentágono de jornalistas tradicionais em um
momento de guerra crescente. "Um dos principais objetivos da Primeira
Emenda é permitir que a imprensa publique o que quiser e que o público leia o
que quiser, livre de qualquer proibição oficial", escreveu o juiz.
E ele
acrescentou: "Aqueles que redigiram a Primeira Emenda acreditavam que a
segurança da Nação exige uma imprensa livre e um povo informado, e que essa
segurança está ameaçada pela supressão governamental da liberdade de expressão
política", continuou. "Esse princípio preservou a segurança da Nação
por quase 250 anos. Não deve ser abandonado agora".
Livre
de pressões, o jornal britânico “Financial Times” viu com olhar crítico e até
apocalíptico, a escalada da guerra após o ataque de Israel ao campo de gás de
South Pars, no Irã, que se liga, por baixo do Mar Vermelho, ao Catar. O jornal
comparou a situação ao “Armagedon”, ao revelar a visão do diretor de Agência
Internacional de Energia, com sede em Viena, Áustria, o economista turco Fatih
Birol. Em entrevista ao “FT”, ele previu demorar mais de seis meses para a
normalização do abastecimento mundial de petróleo e gás.
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Ficção e realidade
A
ficção chega à realidade. Na segunda metade dos anos 70, quando cobria as
peripécias do Brasil para enfrentar a primeira crise do petróleo (de setembro
de 1973, quando o país produzia apenas 15% o petróleo consumido) e dependia do
crédito internacional para construir hidrelétricas e reduzir o consumo fóssil
de energia nas fábricas, um livro me impressionou muito – “A Crise de 1979” - ,
que descrevia uma ameaça ainda pior causada pelo conflito entre o Irã, do Xá
Pahlavi, e Israel (os persas são inimigos históricos dos hebreus), e que chegou
ao ponto de a explosão de uma bomba de cobalto no aeroporto de Teerã (a fórmula
inicial de urânio foi modificada por cientista judeu contratado pela equipe do
Xá) deixar o petróleo do Oriente Médio inacessível por 30 anos.
Na
época, nem China, nem Índia, nem os “tigres asiáticos e o Brasil pesavam na
economia global. Mas as peripécias da dança dos petrodólares, descritas pelo
ex-banqueiro Paul E. Erdman, me deixaram fascinado. Indiquei o livro a dois
diretores do Banco Central na época (e eles confessaram que ficaram dois dias
insones). A guerra entre Irã e Iraque iniciada em 1978, e que levou à ascensão
dos aiatolás, mergulhou o mundo na segunda crise do petróleo que gerou a
devastadora crise da dívida externa dos países em desenvolvimento, que se
endividaram para reciclar a economia da crise de 1973 e quebraram com os juros
altos (20% ao ano) do Banco Central dos EUA (hoje em 3,75%).
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O Brasil estaria mal sem a Petrobras
A
comparação com as duas crises do petróleo que sacudiram o mundo no fim do
século passado mostra o Brasil bem mais forte. Além de ser autossuficiente em
petróleo (mas não em diesel e GLP, que ainda importa cerca de 30%), o país tem
uma economia inscrita entre os “tops ten” e pauta diversificada de exportação,
que alcança quase 180 países. O principal produto exportado é o petróleo. Em
1973, o país dependia 70% da receita do café (que teve a produção dizimada no
Paraná e São Paulo pela geada de junho de 1975, que atingiu as lavouras de
milho, feijão e mandioca cultivadas pelas famílias de colonos “meeiros” nas
“ruas” do café). O fim do colonato gerou os bóias-frias e uma forte migração
para as periferias das cidades (a maioria virou dependente do Funrural, o que
explodiu as finanças do INSS). A inflação de alimentos explodiu o déficit
público, com os subsídios dos créditos do BNDE à reciclagem industrial na
primeira crise. Com a conquista do cerrado, no final dos anos 80, a produção
agrícola se estabilizou e a soja virou o maior produto exportado.
O que
mudou mesmo foi a capacidade da Petrobras de produzir mais óleo e, ao atuar em
todo o território nacional, responder ao desafio de uma crise do petróleo. O
Brasil estaria perdido, com os planos do governo Bolsonaro de privatizar 50% do
parque de refino da estatal. Na vigência do sistema de PPI (paridade de preços
internacionais, implantado em setembro de 2016, no governo Temer), os preços
estariam nas alturas, subindo diariamente.
Felizmente
deu Lula, que abrasileirou os preços dos derivados em maio de 2023. Mas, já
tinham sido vendidas as refinarias de Mataripe (BA), que refina 330 mil
barris-dia, que o governo Lula quer recomprar, e a pequena refinaria de Manaus
(20 mil barris-dia). A Petrobras continua garantindo mais de 80% do
abastecimento de combustíveis. A estatal está aproveitando o fato de o petróleo
Brent ter superado os US$ 110 (ela extrai no pré-sal 70% do óleo que utiliza em
suas refinarias a um custo ao redor de US$ 21) para acelerar os planos de
produzir mais diesel e GLP com ampliação das refinarias.
Cabe
observar que o noticiário econômico, além de superficial, parece torcer pelas
manobras dos especuladores. Se a Petrobras fornece às distribuidoras 75% dos
derivados sem aumento (na gasolina) e com impostos federais zerados no diesel,
com subsídio do Tesouro, não é a oscilação da parcela importada – sujeita aos
reflexos da guerra – que comanda os preços domésticos. A imprensa tem a
responsabilidade de informar melhor. E as entidades de classe, dos importadores
à rede de postos, têm a obrigação ética de separar o joio do trigo. Mas acabam
fazendo o jogo da especulação, que se reflete no mercado financeiro e nos
juros, cuja queda foi cortada pela metade pelo clima especulativo. Vale
ressaltar que cada ponto a menos de juros economiza em 12 meses mais de R$ 63
bilhões. A previsão, antes da guerra, era de uma queda de três pontos. A Faria
Lima não quer perder lucros fáceis.
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O efeito Vorcaro
O
mercado financeiro, que opera sempre especulativamente – para cima ou para
baixo –, aguarda, com grande expectativa, as delações premiadas de Daniel
Vorcaro à Polícia Federal. O ex-dono do Banco Master, liquidado pelo Banco
Central em 18 de novembro de 2025. O banqueiro era um arrivista recente no
mercado (onde entrou na década passada ao comprar o controle do Banco Máxima,
de Saul Sabbá, que antes comprou o Banco Stock, de Toni Rocha). O Máxima tinha
um histórico de operações irregulares com fundos de investimento, que levou a
Comissão de Valores Mobiliários a processar seus dirigentes na virada do
milênio. Vorcaro trocou a placa de Máxima por Master, mas manteve o “modus
operandi” de usar fundos para inflar o patrimônio, com a alavanca de captação
de CBDs e outros papéis protegidos até R$ 250 mil pelo Fundo Garantidor de
Crédito (FGC), bancado por um pequeno seguro descontado pelas instituições
financeiras na captação de recursos.
O
ex-cantor gospel mineiro aproveitou as estreitas relações com igrejas
evangélicas, a partir da Igreja Lagoinha (do pastor André Valadão, de BH) para
atrair os evangélicos e ampliar contatos políticos com a turma do “Centrão”,
muito bem avaliada nos meios evangélicos. Seus contatos com o presidente do PP,
o senador do Piauí Ciro Nogueira, quase foram bem-sucedidos: em 2024, quando o
Master já fazia água ao vender CDBs com rendimento de 140% do CDI (que era a
média do mercado), o senador quase emplacou uma emenda que elevava a R$ 1
milhão a garantia do FGC. Os grandes bancos chiaram e a emenda não foi adiante.
Daí, mesmo “comprando” os serviços do então diretor de Fiscalização do Banco
Central, Paulo Souza, viu-se em apuros quando o mandato de Souza acabou, em 31
de dezembro de 2024, junto com o de Roberto Campos Neto, que facilitou a vida
dos pequenos bancos e de instituições de pagamento com o “open finance” e a
redução do capital de cada “player”, o que ampliou a alavancagem do sistema.
Mesmo assim, o Master estava baleado. E tentou uma associação nebulosa com o
Banco Regional de Brasília, que deixou um rombo de mais de R$ 6 bilhões ao
banco do governo do Distrito Federal (Ibaneis Rocha), por cessão de “títulos
podres”. O Banco Central agora tenta apertar os parafusos deixados soltos por
Campos Neto.
Os
estilhaços da confissão de Vorcaro deixam em suspense altas figuras do União
Brasil (à frente o presidente Antônio Rueda), já que estados e municípios
governados pela sigla foram grandes investidores, pelos fundos de pensão dos
funcionários públicos, em papéis do Master, bem acima da garantia de R$ 250 do
FGC. Estão nesse caso o fundo de pensão do RJ, cujo governador Cláudio Castro
(União) pode apresentar sua renúncia nesta segunda (23) e se livrar de
condenação na Justiça para ficar leve e solto a concorrer para o Senado, e
alcançar imunidade pelos próximos oitos anos. No Amapá, os estilhaços atingem o
presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Teme-se
também os estilhaços no Supremo Tribunal Federal. O ministro José Antônio Dias
Toffoli está envolvido em negócios com o Master, através do SPA Tayayá, em
Ribeirão Claro (PR). O ministro-relator da trama golpista, Alexandre de Moraes,
teve o escritório de sua mulher, Viviani Barci & Filhos, contratado por
cifras milionárias pelo Master, em fins de 2023. E o telefone celular de Daniel
Vorcaro apresentou troca de mensagens entre o banqueiro e o ministro na véspera
de sua prisão e liquidação do banco pelo Banco Central.
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Nuvens seguem mudando na política
Ao
sabor das nuvens, que a cada hora mudam, o cenário político segue mudando e
mostrando, a oito meses da eleição, uma cristalização do embate entre o
presidente Lula e o herdeiro 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador
Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois dividem as preferências atuais no segundo
turno. Mas uma raposa da política, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, segue
vislumbrando chances para a terceira via, e pretende lançar esta semana a
candidatura presidencial do governador Ratinho Júnior (PSD-PR). Ratinho já foi
sondado e recusou a vice de Flávio Bolsonaro.
Quem
sabe a última fala de Lula sugerindo a candidatura do seu vice, Geraldo
Alkimin, a uma das duas vagas de senador por São Paulo, onde Lula precisa
reforçar seu cacife eleitoral, ao lado da candidatura do ex-ministro da
Fazenda, Fernando Haddad, a governador, para concorrer com Tarcísio de Freitas,
não estaria sinalizando um cortejo ao PSD de Kassab? As candidaturas do senador
Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao governo mineiro e a do ex-prefeito do Rio, Eduardo
Paes (PDS-RJ), ao Palácio Guanabara já estão aliadas a Lula.
Mas o
grande fato da semana pode ser a decisão do ministro Alexandre de Moraes de
autorizar a mudança da prisão especial do ex-presidente Jair Bolsonaro na sala
especial da PM em Brasília, na “Papudinha”, em prisão domiciliar, depois do
recente agravamento do estado de saúde do condenado a 27 anos de prisão pela
trama golpista. Moraes, fragilizado pelo caso Master, teve uma longa conversa
com Flávio Bolsonaro, que pediu a transferência e solicitou pareceres sobre o
estado clínico do paciente à junta médica que o atendeu no Copa Star, de
Brasília.
Fonte:
Por Giberto Menezes Côrtes, no JB

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