Florestan
Fernandes Jr.: Entre a delação e a eleição - o novo roteiro da Globo
O
organograma das conexões de Daniel Vorcaro com o seu "submundo da
corrupção", exibido recentemente pela GloboNews, mais parece o roteiro
antecipado da delação premiada que o empresário deve formalizar nos próximos
dias. No "mapa da mina" traçado pela jornalista Andreia Sadi, o
elemento visual mais simbólico é a bandeira do PT da Bahia — e ela não figura
ali por acaso. Sob a mira da "Vênus Platinada", estão dois expoentes
do partido: o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no
Senado, Jacques Wagner. Não seria surpresa se a delação gestada na cela da
Polícia Federal em Brasília buscasse, a todo custo, vincular o governo Lula ao
escândalo do Banco Master.
A mídia
corporativa acusa Rui Costa de ter assinado, enquanto governador, um decreto
que favoreceria o cartão Credcesta, gerido por um ex-sócio de Vorcaro. Contra
Jaques Wagner, a narrativa repousa sobre a BN Financeira, empresa que conta com
a nora do senador no quadro societário, por aparecer em planilhas do Master
como prestadora de serviços.
Convenhamos:
são indícios frágeis para sustentar o protagonismo em um caso que envolve o
desvio de bilhões de reais de fundos de pensão em "títulos podres".
Porém, são narrativas potentes o suficiente para desgastar o capital político
de Lula na Bahia, o maior colégio eleitoral do Nordeste.
A
Globo, mestre na construção de enredos, retoma o "jornalismo de
resultado" para tutelar o processo eleitoral, influenciando seu resultado.
Se não viabilizar uma terceira via, como Tarcísio de Freitas ou Ratinho Júnior,
parece disposta a flertar novamente com o bolsonarismo de Flávio
"Rachadinha". É um movimento perigoso em um momento em que o mundo
assiste à ascensão do fascismo sob o manto das democracias liberais. Para a
esquerda, o cenário não é novo: vencer a "elite do atraso" e sua
poderosa máquina midiática continua sendo o desafio histórico fundamental.
• “O ataque da Globo ao governo Lula era
totalmente previsível", diz Alysson Mascaro
O
jurista e filósofo Alysson Mascaro afirmou que a recente ofensiva da Rede
Globo, com um novo PowerPoint que associa o escândalo do Banco Master à
esquerda e ao governo Lula, não representa surpresa, mas sim a repetição de um
padrão histórico já conhecido. Em entrevista à TV 247, Mascaro analisou o
episódio envolvendo reportagens da emissora que associaram o governo a supostas
irregularidades ligadas ao Banco Master.
Segundo
Mascaro, houve o rompimento de um “pacto de estabilidade” que vigorava desde as
eleições de 2022 entre setores do poder econômico e político em torno do
presidente Lula. No entanto, ele ressalta que essa ruptura partiu
exclusivamente da emissora. “Isto foi rompido unilateralmente. Não foi da parte
do governo, não foi da parte do presidente Lula, mas foi da parte da Rede
Globo”, afirmou.
Para o
professor, mais do que um rompimento conjuntural, o movimento da Globo expressa
sua própria natureza histórica. “Não é um pacto apenas rompido, é uma
inclinação natural de um meio de comunicação de massa que centraliza a
ideologia no Brasil”, disse Mascaro, acrescentando que a emissora atua há
décadas alinhada a interesses econômicos e ao imperialismo.
<><>
Padrão histórico de confronto
Mascaro
situou o episódio dentro de uma longa trajetória da emissora, que, segundo ele,
sempre se posicionou contra projetos populares no país. “Isso não é uma
novidade. Isto foi a Globo apoiando a ditadura militar, antes disso indo contra
o segundo governo Vargas, depois contra Brizola, contra as Diretas Já e contra
Lula desde 1989”, afirmou.
Ele
também rejeitou a tese de erro pontual na cobertura recente. Para o jurista, a
construção de narrativas, como a apresentada em reportagens com recursos
visuais para associar Lula a esquemas financeiros do caso Master, indica uma
ação deliberada. “Tudo isto não revela um acaso, revela algo que se dá na conta
de uma relação muito clara da Rede Globo com estruturas de interesses
econômicos”, explicou.
<><>
Falha estratégica na comunicação
Ao
analisar a reação do governo e da esquerda, Mascaro foi crítico à ausência de
mudanças estruturais na comunicação ao longo dos governos do PT. Ele evitou
fazer um julgamento moral, mas destacou que o problema é recorrente. “É como
aquela canção mexicana que diz ‘tropecei de novo na mesma pedra’. É mais uma
vez o tropeço na mesma estrutura de sempre”, disse Mascaro.
Segundo
o professor, os governos petistas optaram por uma estratégia de estabilização
de interesses, sem enfrentar os grandes meios de comunicação. “O governo não
rompe com esses meios de comunicação, faz o que dá. E, na hora de uma eleição,
esses meios se voltam contra essa réstia de autonomia”, afirmou.
Ele
também criticou a ausência de disputa ideológica mais profunda. “O governo não
mobilizou a sociedade nem no conteúdo e não alterou a forma da comunicação.
Manteve os aparelhos como eram e não disputou o povo que foi levado à extrema
direita”, disse.
<><>
Desejo de aceitação e repetição política
Um dos
pontos centrais da análise de Mascaro é o que ele chama de “desejo de
aceitação” da esquerda liberal brasileira. Segundo ele, esse fator explica a
repetição de erros ao longo das últimas décadas. “A esquerda liberal do Brasil
deseja ser aceita. Faz 50 anos que é isso”, afirmou.
Ele
recorreu à psicanálise para explicar esse comportamento político. “Um dos
piores problemas é a repetição. Nós repetimos sempre o que somos. E aqui há uma
repetição de não enfrentar a questão da ideologia”, disse.
Mascaro
também criticou a inversão de questionamentos feita por setores políticos
diante dos ataques da mídia. “A pergunta não é por que a Globo não aprende. A
pergunta é por que a esquerda liberal do Brasil não aprende como a Globo é e
sempre foi”, afirmou.
<><>
Cenário eleitoral e limitações de reação
Sobre o
curto prazo até as eleições, o jurista avaliou que há poucas possibilidades de
mudança estrutural na comunicação. Segundo ele, não há tempo para alterar os
meios – como concessões de TV ou algoritmos das redes sociais – restando apenas
a disputa de conteúdo.
“De
agora até outubro não dá para disputar os meios. Resta o conteúdo. Mas o povo
foi, ao longo de 20 anos, levado à extrema direita. Essa inflexão pode não ter
o efeito que teve no passado”, disse.
Ele
destacou que mudanças ideológicas exigem atuação simultânea na forma e no
conteúdo. “Ideologia é forma e conteúdo. Mudar só um deles é quase sem efeito”,
explicou.
<><>
Perspectivas para um eventual governo Lula 4
Ao ser
questionado sobre a possibilidade de democratização da mídia em um eventual
novo governo, Mascaro demonstrou ceticismo. Para ele, a tendência é de
repetição do mesmo padrão político. “Por que no sexto governo, depois de três
de Lula e dois de Dilma, seria diferente? Provavelmente será a repetição deste
mesmo padrão”, afirmou.
Segundo
o professor, a valorização de meios de comunicação alternativos ocorre apenas
em momentos de crise eleitoral. “Só nesses momentos se percebe que qualquer
postura fora do neoliberalismo só tem nas mãos os meios de comunicação de
esquerda”, disse, citando o papel da mídia independente.
Por
fim, Mascaro indicou que o problema não se restringe ao Executivo, mas envolve
também o Judiciário e outras estruturas de poder, que, segundo ele, igualmente
não compreenderam a dinâmica profunda das forças políticas no país. A
entrevista foi conduzida pelo jornalista Leonardo Attuch e integra a
programação da TV 247.
• Pedro Serrano alerta para uso político
de delação e diz que caso Vorcaro pode proteger o bolsonarismo
O
jurista Pedro Serrano afirmou, em entrevista ao Boa Noite 247, que a eventual
delação de Daniel Vorcaro pode ser conduzida de forma seletiva e politicamente
manipulada, com potencial para “proteger o bolsonarismo” e atingir adversários
escolhidos previamente. Ao analisar o caso em conversa com os jornalistas da TV
247, Serrano sustentou que já há sinais de repetição de métodos usados durante
a Lava-Jato, especialmente por meio de vazamentos ilegais, construção de
narrativas midiáticas e uso distorcido da delação premiada.
Na
entrevista publicada no canal do Brasil 247 no YouTube, Serrano fez um alerta
duro sobre o cenário em formação e defendeu que o governo reaja imediatamente,
dentro da lei, para conter abusos antes que eles ganhem corpo político e
institucional. Para ele, a experiência brasileira recente mostra que o problema
não está necessariamente no instituto da delação, mas na forma como ele pode
ser instrumentalizado para fins de perseguição e disputa de poder.
<><>
Serrano distingue delação legítima de delação manipulada
Ao
longo da entrevista, Pedro Serrano rejeitou a ideia de que seja contrário, em
si, ao mecanismo da delação premiada. O ponto central de sua crítica, disse
ele, é o modo como o instrumento foi usado na Lava-Jato e pode voltar a ser
usado agora.
Segundo
o jurista, a lógica jurídica correta da delação é clara: o investigado entrega
provas, ou caminhos concretos para a obtenção de provas, e depois o juiz avalia
se houve efetiva colaboração, concedendo ou não benefícios penais. Em suas
palavras, trata-se de uma “troca de provas” por redução de pena.
Serrano
afirmou que o desvirtuamento ocorre quando a delação se transforma numa espécie
de “confissão geral de vida”, recheada por acusações sem comprovação. Ao
recordar o padrão adotado em investigações passadas, ele resumiu: “O sujeito
entregava 20% de verdade, 80% ou de condutas não provadas ou de mentiras
mesmo”.
Para o
jurista, esse expediente permite envolver politicamente pessoas que podem
jamais ter cometido qualquer crime, justamente porque certas acusações são de
difícil refutação objetiva quando formuladas sem base documental. Foi nesse
contexto que ele citou o exemplo de falsas imputações que, mesmo sem prova,
servem para alimentar prisões preventivas, desgaste público e condenações
antecipadas no tribunal da opinião publicada.
<><>
Crítica à Lava-Jato e medo de repetição do método
Serrano
associou diretamente o atual ambiente em torno do caso Vorcaro ao roteiro já
visto na Lava-Jato. Ele lembrou delações que, segundo sua avaliação, continham
acusações falsas ou jamais comprovadas, sem que isso tivesse gerado perda de
benefícios aos delatores.
Ao
mencionar a delação de Antonio Palocci, foi categórico: “100% da delação era
falsa, né? Ou pelo menos não tinha prova”. Em seguida, questionou a ausência de
consequências jurídicas para esse tipo de colaboração malsucedida: “Palocci
perdeu algum benefício? Nenhum”.
A
crítica de Serrano é que esse histórico criou um precedente perigoso: o uso da
delação não como meio técnico de investigação, mas como arma de guerra
política. Em sua leitura, há risco de repetição do mesmo enredo, agora com novo
alvo e nova conjuntura, mas com idêntica engenharia de exposição pública,
pressão institucional e fabricação de narrativas.
Ele foi
direto ao apontar o horizonte que enxerga: “Eu acho que há uma tendência de
proteger o bolsonarismo, envolver algumas pessoas do centrão para dar um tom de
verdade (...) envolver gente do PT, governo por razão política”.
<><>
O papel dos vazamentos e a relação com a mídia
Um dos
pontos mais enfatizados por Serrano foi o vazamento de informações sigilosas.
Para ele, esse é o primeiro indício de contaminação política da investigação.
Segundo o jurista, o problema é agravado quando parte da mídia adere a esse
processo sem a devida apuração crítica.
Ele
descreveu esse mecanismo de forma contundente: “Vaza criminosamente informações
da investigação” e, em seguida, “a mídia adere e passa a caminhar nesse
sentido”. Na sua avaliação, forma-se uma simbiose entre agentes públicos que
cometem o crime de divulgar dados sigilosos e jornalistas que reproduzem esse
material sem o trabalho de investigação que a ética profissional exigiria.
Serrano
sustentou que esse método já foi testado no Brasil e produz efeitos
previsíveis: antecipação do julgamento público, pressão sobre autoridades,
construção de culpabilidades seletivas e contaminação do ambiente político.
Para ele, o passo seguinte natural desse processo é justamente uma delação
“seletiva e manipulada”.
A
crítica se estendeu à apresentação, por veículos da mídia corporativa, de
quadros e esquemas visuais que associam personagens políticos distintos sob uma
mesma suspeita, mesmo quando as situações são juridicamente diferentes. Serrano
citou com preocupação a inclusão do presidente Lula, de integrantes do governo
e de outros nomes num mesmo “PowerPoint”, sustentando que esse tipo de
exposição visual não é neutro e serve para fabricar sentido político antes da
apuração dos fatos.
<><>
“Há tempo do governo reagir”, diz jurista
Embora
tenha se declarado pessimista com o rumo dos acontecimentos, Pedro Serrano
insistiu que ainda existe espaço para reação institucional. Essa reação,
afirmou, não deve ocorrer por meio de arbitrariedades, mas pela simples
aplicação da lei.
Seu
principal argumento é que houve crime no vazamento de informações, e que isso
precisa ser apurado imediatamente. Ele cobrou atuação firme da direção da
Polícia Federal e defendeu o afastamento de delegados ou agentes sob suspeita
de participação nesses vazamentos.
Nas
palavras do jurista: “É hora do governo ser governo”. Em outro momento,
reforçou: “O governo precisa reagir dentro da lei. Nós precisamos cobrar
legalidade”.
Serrano
também recorreu a uma imagem política para explicar sua cobrança. Segundo ele,
governos progressistas costumam esperar o ataque se consolidar para só então
responder, quando já é tarde demais. Sua formulação foi precisa: é preciso
“defender a fronteira” antes que “o palácio” seja atacado.
A seu
ver, não basta responder depois da explosão do escândalo. O enfrentamento deve
começar no momento em que aparecem os primeiros sinais de manipulação. E, para
ele, esses sinais já estão dados.
<><>
Estratégia da investigação e ordem das delações
Outro
eixo importante da entrevista foi a crítica à eventual prioridade dada à
delação de Vorcaro. Serrano sustentou que, do ponto de vista investigativo, a
estratégia mais coerente seria começar pelos subordinados, sócios, operadores e
demais envolvidos em posição inferior na cadeia de comando, deixando o suposto
líder para o final.
Ele
resumiu essa lógica de forma didática: “Você começa com a delação de quem tá
embaixo, deixa o cara de cima pro fim”. Para o jurista, agir ao contrário
sugere que o objetivo principal não é apurar o máximo de crimes e
responsabilizar o maior número de culpados, mas sim produzir desde logo um
material politicamente útil.
Essa
observação se conecta à sua tese central: se a delação do principal personagem
é buscada primeiro, abrem-se mais possibilidades de construção seletiva de
narrativa, escolha de alvos e concessão de benefícios excessivos ao agente que
deveria ser o mais responsabilizado.
Serrano
afirmou ainda que, se houver real interesse de investigação, outros nomes
ligados ao caso deveriam ser ouvidos antes. Mencionou ex-sócios, operadores da
área política, ex-dirigentes bancários e integrantes do Banco Central apontados
nas apurações. Em sua visão, isso permitiria reduzir a margem de manobra do
delator principal e preservar maior rigor jurídico.
<><>
Seletividade pode distorcer o caso e poupar aliados do bolsonarismo
A
preocupação mais sensível manifestada por Serrano diz respeito à seletividade.
Para ele, o problema não é que figuras da política sejam eventualmente
atingidas por uma investigação. Se houver envolvimento comprovado, disse, todos
devem ser punidos, inclusive nomes ligados ao governo ou ao PT. O risco,
segundo ele, está em punir alguns, blindar outros e misturar inocentes com
culpados para produzir um fato político de grande impacto.
Ele
afirmou: “Se tiver alguém do governo envolvido para valer, que seja punido. Se
tiver alguém do PT envolvido para valer, que seja punido”. Mas advertiu, no
mesmo raciocínio, que a investigação precisa alcançar também conexões com o
bolsonarismo, o Banco Central da gestão anterior, o mercado financeiro e
estruturas de poder que não podem ser convenientemente apagadas.
Na
leitura do jurista, a manipulação ocorreria justamente quando certos atores são
deixados fora do quadro narrativo, enquanto outros são expostos de forma
ostensiva. Por isso, ele insistiu que a questão central nem sempre está apenas
em “quem está na imagem”, mas sobretudo em “quem deixou de estar na imagem”.
Essa
seletividade, acrescentou, é o mecanismo que transforma investigação criminal
em operação política. “Você politiza o processo crime, você politiza a
investigação”, disse. E concluiu: “Você cria uma narrativa”.
<><>
André Mendonça e os limites da supervisão judicial
Questionado
sobre o papel do ministro André Mendonça, apontado como supervisor judicial do
caso, Serrano adotou posição cautelosa. Disse que, até o momento, não viu em
Mendonça uma conduta semelhante à de Sergio Moro e reconheceu que suas
decisões, em geral, lhe parecem corretas.
Ele
declarou: “Ele não deu essa impressão. Eu tenho que ser justo aqui”. Também
acrescentou que, salvo ressalvas pontuais, considera que o ministro tomou
“excelentes decisões” até aqui, inclusive ao determinar a apuração de
vazamentos.
Ainda
assim, Serrano ponderou que a supervisão do ministro pode não ser suficiente
para impedir o dano político. Isso porque, em seu entendimento, o estrago
costuma ocorrer antes da homologação judicial da delação, por meio do vazamento
do conteúdo negociado. Quando isso acontece, a disputa já saiu do terreno
jurídico e passou a operar no plano político e midiático.
Por
isso, mesmo reconhecendo um comportamento até aqui mais equilibrado de
Mendonça, Serrano voltou a insistir que a questão decisiva está na origem do
vazamento e na capacidade administrativa da Polícia Federal de contê-lo.
<><>
“Vai virar festa” se não houver resposta imediata
Na
parte final da entrevista, Pedro Serrano reforçou sua cobrança por providências
urgentes. Para ele, enquanto ninguém for responsabilizado pelo vazamento de
informações, o ambiente permanecerá aberto à manipulação.
Sua
advertência foi incisiva: “Enquanto não for ninguém sancionado por ter vazado,
ninguém tem nenhuma consequência, isso vai ser festa”. Em seguida, reiterou que
o diretor-geral da Polícia Federal mantém poder administrativo para agir e que
não há justificativa para omissão.
O
jurista deixou claro que sua defesa não é de interferência indevida do governo
na investigação, mas de respeito às regras legais e proteção do próprio sigilo
investigativo. Em sua visão, investigação séria não combina com espetáculo
público, vazamento sistemático e criminalização seletiva da política.
A
advertência final sintetiza o espírito de toda a entrevista. Se nada for feito
agora, afirmou Serrano, o país pode assistir à repetição do “carnaval que foi a
Lava-Jato”, com acusações infladas, abusos processuais, anulações futuras e
danos políticos irreversíveis já consumados no presente.
Ao
comentar o momento atual, ele resumiu a gravidade do quadro com uma fórmula
simples e contundente: “É a hora agora do governo ser governo e reagir”.
Fonte:
Brasil 247

Nenhum comentário:
Postar um comentário