Suzy
Azevedo: Quando palavras viram insultos - a confusão ideológica no debate
público brasileiro
O
debate político brasileiro sempre foi marcado por fragilidades conceituais, mas
esse quadro se tornou mais visível e amplificado nos últimos anos. Termos como
fascismo, comunismo, socialismo, feminismo, direita e esquerda circulam hoje
com grande frequência nas redes sociais e no discurso público. Muitas vezes
usados como rótulos vazios, insultos morais ou identidades tribais, e não como
categorias analíticas.
Direita
e esquerda são ferramentas classificatórias contingentes, úteis em certos
contextos analíticos, mas insuficientes e instáveis como categorias universais
de compreensão política. Seus significados variam conforme contextos
históricos, econômicos e culturais, o que limita seu uso como rótulos fixos no
debate político contemporâneo.
No
Brasil, a falta de coerência ideológica dos partidos e o pragmatismo das
alianças políticas tornam difícil usar “direita” e “esquerda” de forma
consistente. Essa fragilidade fica evidente quando posições muito diferentes
são agrupadas sob os mesmos rótulos ideológicos, independentemente do que de
fato defendem.
No
debate público brasileiro, categorias políticas distintas são frequentemente
reduzidas a um único rótulo ideológico. As causas desse empobrecimento são
estruturais, não casuais, e se intensificam quando conceitos historicamente
definidos passam a ser utilizados sem critério.
Fascismo,
comunismo e nazismo passaram a ser usados, com frequência, como sinônimos
genéricos de autoritarismo ou apenas como xingamentos. No debate público,
“comunismo” virou rótulo para qualquer proposta de política social. A
social-democracia é confundida com regimes totalitários, e o feminismo costuma
ser tratado como uma ideologia única, ignorando a diversidade histórica de suas
correntes.
Parte
da responsabilidade por esse empobrecimento recai sobre a própria imprensa. Ao
adotar linguagem imprecisa, reproduzir slogans políticos sem contextualização e
tratar conceitos complexos como autoexplicativos, o jornalismo contribui para a
erosão do debate público. Quando a mediação falha, a simplificação passa a
orientar a cobertura, comprometendo a qualidade da informação.
Não se
trata de exigir formação acadêmica do público, mas de reconhecer que o
funcionamento do debate democrático depende de referências conceituais
minimamente compartilhadas. Sem isso, termos políticos deixam de informar e
passam a inflamar posições, em vez de esclarecer o debate.
Nesse
contexto, o papel da imprensa como mediadora conceitual torna-se decisivo. A
forma como termos políticos são apresentados, contextualizados ou simplificados
influencia diretamente a qualidade do debate público.
• A ética na imprensa e a política. Por
Roberto Carlos Simões Galvão
A
influência da imprensa sobre a opinião pública sempre despertou a atenção de
alguns políticos poderosos, interessados em omitir ou salientar a verdade dos
fatos conforme as suas conveniências. É realmente difícil imaginar prejuízo
social comparável ao silêncio dos meios de comunicação diante dos descalabros
do poder público. Uma das maiores redes de televisão do Brasil já foi acusada
de omissão frente aos abusos cometidos pelo governo militar à época da ditadura
(1964-1985). A referida rede de TV foi complacente diante do terror, não
denunciou o regime antidemocrático, nem as perseguições políticas, nem as
torturas. Em troca, favoreceu-se da mão generosa do Estado, tornou-se rica e
poderosa obtendo sucessivas concessões de canais de televisão país afora.
Oriunda de um Brasil miserável, alcançou a proeza de tornar-se a quarta maior
rede de televisão do planeta, ao mesmo tempo em que uma parcela da imprensa
crítica – que denunciava o regime autoritário – era censurada e perseguida.
A
realidade de tais fatos não se restringe à grande imprensa nacional, tampouco
se limita a uma determinada época na história do país. Referindo-se à imprensa
americana, O´Sullivan pontuou que “o alarde frequente em torno da chamada
imprensa democrática com base em critérios profissionais, objetivos e
imparciais não resiste a um exame cuidadoso” (O´SULLIVAN, 2004, p.177). Com
efeito, em qualquer tempo ou lugar a imprensa poderá render-se aos interesses
infames de grupos poderosos. Basta para isso que se omita diante da corrupção,
basta que informe haver austeridade em Prefeituras, Câmaras de Vereadores ou
Assembleias Legislativas, entre outras esferas do poder público, cujos cofres
são arrombados na calada da noite.
O
político corrupto jamais dispensará o apoio da imprensa de sua região. Pelo
contrário, buscará favorecê-la de todas as formas, cedendo benefícios,
promovendo isenções fiscais etc. O retorno, quando ocorre, vem em forma de
apoio político traduzido nas manchetes dos jornais. Com efeito, a palavra
emitida nos canais de rádio, televisão e imprensa escrita, invariavelmente
expressa o perfil dos homens públicos. Poderá destituí-los do poder ou
alicerçá-los neste ainda mais. Dissertando sobre o assunto, Hobsbawn escreveu:
“[…] tornou-se evidente que os meios de comunicação eram um componente mais
importante do processo político que os partidos e sistemas eleitorais, e
provavelmente assim continuariam” (HOBSBAWN, 1996, p.559).
O bom
jornalista, todavia, não se rende às propostas imorais, nem se cala diante da
corrupção. O jornalismo ético busca a verdade dos fatos, mesmo que isso
acarrete a perda de benefícios e privilégios, o que não raramente acontece. Os
ganhos oriundos do jornalismo complacente e omisso diante dos abusos do poder
econômico e da ingerência na administração pública, poderão fazer da imprensa
uma empresa lucrativa, mas nunca um canal de comunicação entre o cidadão comum
e a realidade de seu tempo. O jornalismo tem uma função social a desempenhar –
e por isso não deve ser visto como um negócio – devendo se posicionar a favor
da democracia, educando seus leitores e ouvintes para serem cidadãos.
• O que fazer quando o algoritmo empurra
para o conflito? Por Armando Medeiros de Faria
A
comunicação pública entrou em uma zona de risco quando o conflito passou a ser
estratégia deliberada de liderança. Impulsionados pelas redes sociais, gestores
trocaram a lógica republicana da previsibilidade, do serviço e do interesse
público pela lógica algorítmica do barulho, do ataque e da turbulência
permanente. O confronto rende visibilidade, engajamento e fidelização de
bolhas, mas desloca o foco do essencial: a prestação de serviços públicos, o
atendimento cotidiano da população e o uso responsável do dinheiro público.
Criar
crises nas redes pode gerar ganhos políticos de curto prazo, mas cobra um preço
alto: erosão da confiança, banalização da crise e exaustão do público. O
próprio algoritmo opera com lógica de saturação: o que hoje engaja, amanhã
cansa e perde efeito. Quando tudo vira crise, nada mais é tratado como
relevante. O cidadão aprende a não acreditar, a não esperar respostas e a
buscar informação fora do Estado.
Não há
atalhos, milagres ou fórmulas prontas para reverter esse cenário. O
enfrentamento exige reconstrução paciente da comunicação pública como política
de Estado – não como arma de disputa ou performance digital.
O
primeiro passo é criar uma barreira clara entre comunicação política e
comunicação pública. A lógica da disputa, da provocação e da busca obsessiva
por atenção pode até fazer sentido em contextos eleitorais, mas se torna
disfuncional e perigosa quando transferida para o exercício do mandato.
Comunicação pública deve recolocar os valores republicanos no centro da
estratégia: clareza, universalidade, estabilidade e foco no cidadão – não em
torcidas, bolhas ou antagonismos. A comunicação que cabe aos partidos políticos
e que cabe ao Estado demanda uma separação não apenas conceitual, mas
operacional.
Comunicação
pública precisa funcionar como um núcleo próprio, com linguagem, ritmos e
critérios distintos. Na comunicação dirigida à coletividade, agressividade
comunica desprezo, deboche comunica descaso, ataques soam como fuga de
responsabilidade e conflito permanente comunica instabilidade. Comunicação
pública não é torcida organizada nem arena de vaidades. Seu foco não é o
algoritmo nem o adversário político: é o cidadão.
Escapar
do apelo ao “sucesso” nas redes é difícil porque o algoritmo atua como
incentivo estrutural, não apenas comportamental. Ele premia emoção extrema,
conflito e simplificação agressiva – exatamente o oposto do que a comunicação
pública exige. Esperar apenas autocontenção individual é ingênuo. É preciso
deslocar o eixo de avaliação: menos engajamento e mais previsibilidade, menos
reação e mais orientação, menos ruído e mais utilidade pública.
A
regulamentação pode ajudar, mas não resolve sozinha. Regras claras sobre uso
institucional das redes, distinção entre contas pessoais e oficiais – e limites
para linguagem compatível com o cargo são importantes – desde que sejam
efetivamente aplicadas. Normas simbólicas, que não produzem consequências,
tornam-se irrelevantes.
O
desafio é político e cultural: conter a lógica do espetáculo sem cair no
silêncio e reafirmar que, na esfera pública, o direito do cidadão à informação
correta deve prevalecer sobre a sedução do gestor pelo aplauso digital.
Comunicação pública não pode competir com algoritmos nos seus próprios termos –
precisa estabelecer outros.
Em
resumo, alguns insights:
1 –
Separar comunicação pública de disputa política
O
primeiro passo é estrutural: blindar a comunicação de serviço ao público do
jogo de ataque e resposta das redes. Isso significa criar canais, porta-vozes e
rotinas que não entrem no ringue algorítmico. Ou utilizar, no mix das redes,
aquela cujo editor é o olhar do cidadão.
Outro
caminho é retirar anúncios de serviços essenciais da lógica das redes sociais e
reforçar sites oficiais, aplicativos, atendimento direto e comunicação local.
Certamente é menos “moderno”, mas é mais confiável. Informação pública que
interessa diretamente à população tem que buscar audiência, mas não pode ficar
refém de “engajamento”.
Dados,
orientações e decisões administrativas seguem ritos estáveis, linguagem técnica
acessível e canais previsíveis – mesmo em cenários de polarização. Comunicação
pública precisa de zonas livres do algoritmo.
2 –
Reduzir o volume, aumentar a previsibilidade
O
algoritmo favorece a hiperprodução: falar o tempo todo, reagir a tudo, comentar
qualquer ruído. A comunicação pública pode fazer o oposto: falar menos, mas com
regularidade e clareza.
Durante
a pandemia, algumas secretarias de saúde, com enfoque técnico-científico,
conquistaram confiança justamente por manter boletins regulares, linguagem
estável e ausência de ataques. Não disputavam narrativa; entregavam dados.
No
exterior, a primeira-ministra da Nova Zelândia, sob liderança de Jacinda
Ardern, foi frequentemente citada por adotar comunicações curtas, empáticas e
previsíveis, mesmo sob pressão midiática intensa. Não respondia às provocações;
respondia às necessidades da sociedade.
Em
suma: prestação de contas comunica mais do que performance.
3 –
Trocar a lógica do “Estado narcísico” para o espelho do público
Toda
comunicação deve responder a três perguntas essenciais: O que aconteceu? O que
muda para a vida das pessoas? O que elas devem fazer agora?
Quando
essas respostas estão claras, o bate-boca perde espaço e a promoção de
autoridades não se estabelece. Quando as respostas não estão, o ruído ocupa
tudo. Comunicação pública é utilidade pública.
4 –
Criar freios internos à comunicação impulsiva
Se o
algoritmo acelera, o Estado precisa desacelerar. Alguns órgãos públicos
começaram a adotar protocolos internos de checagem, timing e avaliação de
respostas antes de postagens sensíveis.
Esta
governança (nos tempos da mídia tradicional havia a pergunta-controle: temos de
responder a tudo?) inclui evitar postagens reativas (que só retroalimentam a
provocação) e priorizar notas técnicas e dados em vez de declarações pessoais.
Pode parecer antiquado, mas é exatamente isso que reduz crises fabricadas.
A
institucionalidade guiada pelo interesse da comunidade é um antídoto contra o
impulso algorítmico.
5 –
Fake news e o desafio de criar vínculos
O
enfrentamento às fake news não se dá pela velocidade do desmentido isolado, mas
pela consistência do vínculo. Quando o cidadão sabe onde encontrar a informação
correta – e confia nesse canal – a desinformação perde força. Em vez de
responder a cada boato, ataque ou provocação, o Estado deve investir em
referências fixas: páginas oficiais de checagem, notas técnicas permanentes,
perguntas e respostas atualizadas e conteúdos explicativos que não mudam ao
sabor do ruído.
Outra
medida essencial é “despersonalizar a comunicação”. Fake news prosperam quando
o debate se desloca para egos e disputas simbólicas. Comunicação pública eficaz
fala em nome da instituição, apresenta dados verificáveis, documentos
acessíveis e decisões rastreáveis de prestação de contas.
Menos
opinião, menos indignação e mais orientações que possibilitam vínculos.
6. Remar contra o algoritmo tem custo
Talvez
o ponto mais honesto seja este: quem escolhe não fabricar crise perde alcance,
perde trending topics e perde aplausos imediatos. Mas ganha algo mais raro:
confiança no médio e longo prazo.
Há
gestores e equipes de comunicação pública – no Brasil e fora – que seguem
trabalhando afastados do espetáculo, comunicando com sobriedade, sendo
ignorados pelos rankings de engajamento, mas respeitados quando a crise real
chega.
Seja
qual for o caminho, não é rendição, nem fórmula pronta. É escolha.
Remar
contra a maré dos algoritmos não significa negar as redes, mas é participar com
uma premissa: recusar-se a ser governado por elas. Comunicação pública não
existe para vencer disputas simbólicas, e sim para reduzir incertezas, proteger
direitos e organizar a vida coletiva. Em um ambiente que lucra com o caos,
escolher este caminho é também um ato político – com ampla convergência com os
pilares da comunicação pública.
• O filtro invisível. Por Marcos Fabrício
Lopes da Silva
Atualmente,
a desinformação emerge como uma verdadeira pandemia que ameaça a essência do
nosso 𝘮𝘰𝘥𝘶𝘴 𝘷𝘪𝘷𝘦𝘯𝘥𝘪 coletivo, o qual
deveria se fundamentar na factualidade informativa e não em supostas
“realidades virtuais”. Em um cenário em que a inteligência artificial (IA)
molda nossa interação com a informação, torna-se necessário refletir sobre duas
dimensões complementares: a da inovação tecnológica e da inteligência
artificial, e a da informação, compreendendo a comunicação como um veículo de
transformação social.
Vivemos
uma época em que a desinformação se dissemina de forma alarmante, e nossa
compreensão do mundo é mediada por algoritmos que, como entidades invisíveis,
nos sugerem conteúdos alinhados às nossas preferências. Das redes sociais aos
motores de busca, esses sistemas funcionam como filtros que moldam as notícias
e opiniões às quais temos acesso. O impacto dessa mediação digital na formação
de opiniões é inegável e exige uma análise crítica.
O
consumo de informação, que nos mantém atualizados sobre o que acontece no mundo
— seja no âmbito político, econômico, científico ou social — transformou-se em
um processo digital. Esse processo trouxe vantagens significativas, como
escalabilidade e facilidade de acesso, aspectos que aprendemos a valorizar e
sem os quais, muitas vezes, já não sabemos viver. Nesse mundo hiperconectado,
em que sentimos ter à disposição toda a informação do mundo no bolso, torna-se
essencial cultivar a “dúvida” como presença constante em nossos pensamentos.
Essa postura crítica nos leva a questionar: será que esta informação é
verdadeira? Terá esta imagem sido manipulada?
Os
mecanismos digitais que nos auxiliam a navegar e filtrar o vasto oceano de
informações disponíveis baseiam-se em modelos matemáticos preditivos que
remontam aos primórdios da inteligência artificial. Com o tempo, esses modelos
evoluíram e tornaram-se mais eficazes na organização e disponibilização de
conteúdos. Entre os diversos modelos existentes, destacam-se os de recomendação
e os de aprendizagem por reforço. Ambos operam com base em sistemas de
recompensas, orientando os algoritmos na produção de resultados mais relevantes
para o usuário. Mas afinal, o que significa essa “recompensa”? Ela se traduz em
cliques, likes, sinais de aprovação e interações diversas. É o reflexo do uso
que fazemos de nosso livre-arbítrio: aquilo que escolhemos ver, ler, ouvir — e,
muitas vezes, não questionar.
Ao
navegar na internet, somos constantemente guiados por algoritmos que
personalizam a informação de acordo com nossos interesses e comportamentos
anteriores. Redes sociais, motores de busca e plataformas de notícias
selecionam conteúdos que provavelmente nos agradarão ou que reforçam nossas
crenças, criando uma “bolha” informacional. Dentro dessa bolha, estamos
expostos a conteúdos semelhantes aos que já consumimos, enquanto opiniões
divergentes ou diferentes pontos de vista são limitados ou até mesmo eliminados
— fenômeno descrito por Eli Pariser em O filtro invisível: o que a internet
está escondendo de você (2012).
Os
mecanismos de busca e as plataformas digitais utilizam algoritmos de
personalização para organizar e disponibilizar conteúdos de acordo com padrões
de comportamento do usuário. O Google mostra resultados de busca de acordo com
o que cada usuário costuma procurar. O Facebook reduz a exibição de
atualizações de amigos com quem há pouca interação. Já a Amazon destaca
produtos que podem interessar logo na primeira visita ao site. Esses processos
exemplificam a lógica algorítmica de recomendação, fundamentada na análise de
dados de navegação e interação, cujo objetivo é maximizar a pertinência dos
conteúdos apresentados e, simultaneamente, ampliar o engajamento do usuário.
É
grande o impacto da manipulação algorítmica na formação da opinião pública. O
ambiente digital é essencialmente numérico, pois se estrutura a partir do
número, que possibilita a existência do algoritmo como tradutor de ações. No
início da história da computação, apenas a matemática estava sujeita à
digitalização. Contudo, à medida que passamos a adotar as ferramentas
computacionais como principal meio de expressão — não apenas para a matemática,
mas para toda a informação digital — o conhecimento e o discurso humano
passaram a ser submetidos às lógicas processuais que permeiam a computação.
A
capacidade de discernir a verdade e a responsabilidade que temos enquanto
consumidores de informação serão determinantes para um futuro em que a
desinformação não prevaleça sobre a factualidade. A reflexão crítica, aliada à
transparência algorítmica e à educação midiática, constitui um caminho
essencial para preservar a pluralidade informacional e fortalecer os valores
democráticos em uma sociedade cada vez mais mediada pela tecnologia. Como já
havia assinalado Lima Barreto (1881-1922) em Elogio da Morte: “Se nós
tivéssemos sempre a opinião da maioria, estaríamos ainda no Cro-Magnon e não
teríamos saído das cavernas. O que é preciso, portanto, é que cada qual
respeite a opinião de qualquer, para que desse choque surja o esclarecimento do
nosso destino, para própria felicidade da espécie humana” (ABC, de 19/10/1918).
Fonte:
Observatório da Imprensa

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