Danilo
Paris: A política brasileira na fervura do novo tabuleiro internacional
A
ofensiva imperialista nas Américas, as disputas entre grandes potências e as
tensões sociais internas são determinantes para qualquer análise em
perspectiva. Entre o pragmatismo diplomático, crises no regime político e o
surgimento de novos conflitos por baixo, o país se move em um terreno marcado
por equilíbrios frágeis e contradições que podem se aprofundar.
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A conjuntura internacional e a centralidade da luta de classes
A
situação nacional não pode ser compreendida isoladamente da conjuntura
internacional. O cenário global atravessa um período de forte dinamismo,
marcado por processos profundos. A luta de classes, em particular nos EUA e com
epicentro em Mineápolis, está se tornando um dos eixos fundamentais da situação
internacional. Isso não é um detalhe. Considerando os aspectos geopolíticos
(conflitos interestatais), econômicos e da luta de classes nos últimos anos,
embora tenham ocorrido processos relevantes de mobilização, este último era o
elemento menos desenvolvido. Dando continuidade a processos novos, como a greve
geral em solidariedade à Palestina que se desenvolveu ano passado na Itália,
agora o que se desenvolve nos Estados Unidos definitivamente marca a luta de
classes como um componente decisivo para avaliar a situação internacional em
seu conjunto.
Esses
movimentos incidem diretamente sobre a América Latina e, como não poderia
deixar de ser, sobre o Brasil. Além disso, novos cenários de conflito social na
América Latina podem reorganizar completamente o tabuleiro, sendo a Bolívia um
alerta do que pode vir. Agora, Milei irá tentar aprovar na Argentina sua
reacionária reforma trabalhista, e o sucesso ou fracasso dessa empreitada será
um fator muito importante para a correlação de forças latino-america. Outro
fator decisivo e que poderá influenciar em toda a região é o resultado da
agressiva ofensiva imperialista contra Cuba, buscando aprofundar ainda mais as
medidas de sufocamento econômico através do corte de envio de petróleo, e que
conta com a subserviência de governos ditos progressistas, como de Claudia
Sheinbaum do México.
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A ofensiva imperialista e a atualização da Doutrina Monroe como fator político
A
intervenção de Donald Trump na Venezuela representa uma mudança qualitativa na
situação regional. Trata-se da materialização de uma Doutrina Monroe 2.0,
acompanhada por novas diretrizes do aparato de segurança dos Estados Unidos. O
grau de ingerência norte-americana, que já vinha crescendo nos últimos anos,
deu um salto significativo. Esse dado passou a ser considerado como
determinante por todos os atores políticos da região, dos mais alinhados aos
mais distantes de Washington.
Gustavo
Petro da Colômbia talvez seja o exemplo mais paradigmático disso. Do presidente
que gostava de se mostrar o mais valente contra Trump, inclusive sendo
reivindicado por vários setores de esquerda, passou a uma postura servil e
colaboracionista após o encontro na Casa Branca. Lula por sua vez opta por uma
postura que mantém o sentido de reconciliação que começou a estabelecer no
final do ano passado, ainda que mantenha algumas críticas feitas vez ou outra
em alguns eventos e meios de imprensa. Essa orientação se confirmou com a
divulgação de que Lula e Trump conversaram diretamente e planejam um encontro
em março, fato de grande relevância política.
Recentemente,
Lula acabou de dar uma entrevista onde diz se importar com a
"democracia" na Venezuela, e não com o retorno de Nicolás Maduro.
Para bom entendedor meia palavra basta, Maduro pode continuar preso, e em seu
conteúdo é uma declaração que legitima a intervenção de Trump.
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Pragmatismo, tensões e limites da relação Lula–Trump
Essa
linha adotada pelo governo brasileiro produz efeitos objetivos e subjetivos. Do
ponto de vista da caracterização política é importante a reflexão sobre as
bases que sustentam uma relação por ora como maiores contornos amistosidade. Há
pouco tempo, Trump novamente elogiou Lula e chegou a convidá-lo para integrar
um conselho de paz sobre Gaza. Isso exige compreender quais interesses
estruturam essa aproximação.
É
importante considerar os efeitos colaterais da ingerência trumpista no Brasil.
Lula saiu politicamente fortalecido, enquanto Bolsonaro se enfraqueceu. Na
ausência de uma alternativa política plenamente alinhada a Trump, o governo dos
Estados Unidos parece adotar uma linha pragmática. Lula, por sua vez, poderia
aceitar estabelecer limites à penetração chinesa e possivelmente outras
concessões que ainda podem emergir, sobretudo após a reunião prevista para
março.
A
anunciada ida de Lula a Washington, assim como seus gestos de aproximação com
figuras reacionárias como Kast, no Chile, e com Paz, na Bolívia, revelam uma
orientação de política externa baseada na negociação com os setores mais
reacionários internacionais mundo afora. Aqui também entra o peso econômico
chinês. Diversos países da América Latina dependem do comércio com a China, o
que faz com que figuras como Kast não possam estabelecer um alinhamento
unilateral com os EUA, apesar da maior proximidade com o perfil ideológico
trumpista. É isso que explica o encontro e os gestos amistosos com Lula
buscando aliados regionais para melhores condições para negociar tanto com
Pequim quanto com Washington.
Essa
relação, contudo, carrega uma tensão permanente. Lula não é um aliado orgânico
de Trump, como Javier Milei. Mudanças no cenário internacional ou alterações do
panorâma político nacional, como o surgimento de uma figura de direita que
consiga ter viabilidade eleitoral, podem transformar rapidamente uma relação
consoante em dissonante. As eleições de 2026 estão atravessadas por essa
instabilidade. Lula atua com extrema cautela, consciente da volatilidade dos
acordos com Trump.
Em meio
a essa tensão, a situação política interna dos Estados Unidos vai permanecer
sendo um dos termômetros para mensurar a fervura da situação. O desenrolar da
luta de classes naquele país e seus efeitos sobre o governo Trump serão
decisivos, e já começam a ter impactos diante dos recuos que Trump foi obrigado
a fazer devido ao processo de mobilização contra suas políticas
anti-migratórias. Adiciona-se à esses cálculos as eleições de meio de mandato
norte-americanas que irão concorrer praticamente ao mesmo tempo que as eleições
brasileiras, em novembro de 2026. A dura derrota de Trump na disputa para o
Senado no Texas, um bastião republicano e ao qual ele se dedicou pessoalmente
na campanha, foi uma severa advertência sobre as consequências políticas que
podem vir pela frente.
Um
retrospecto recente ajuda a esclarecer o quadro. No ano passado, Trump
abandonou Bolsonaro como aliado preferencial no Brasil. Paralelamente às
negociações tarifárias, o governo norte-americano retirou a aplicação da Lei
Magnitsky contra ministros do STF. A concretização desses movimentos sugere a
existência de acordos não públicos, cujo conteúdo permanece desconhecido. À
época, analistas levantaram hipóteses sobre possíveis concessões, como maior
flexibilização para empresas norte-americanas explorarem terras raras, mudanças
na regulação das big techs e intensificação da cooperação no combate ao chamado
crime organizado. Nada disso, contudo, foi oficialmente confirmado.
Uma
hipótese relevante envolve a relação com a China. Lula de nenhuma maneira terá
uma postura mais hostil com Pequim nem se oporá às relações comerciais que
estruturam a economia brasileira. No entanto, pode atuar para frear, conter ou
impor ritmos mais lentos à projetos estratégicos de interesse chinês. Ao mesmo
tempo, Lula sabe que o futuro de Trump está incerto, e pode calcular os ritmos
de sua diplomacia internacional a partir disso. Em outras palavras, por alguns
meses não se comprometer com novos grandes gestos com o gigante asiático, e
frente a um possível novo mandato, poder recalcular sua rota a partir de novas
coordenadas. Ao mesmo tempo, o acordo com a UE com o Mercosul serve para traçar
rotas alternativas frente à novas tensões com os EUA, mas que não deixa de
expressar efeitos contraditórios, com benefícios destacados para o agronegócio
e favorecimento da importação de produtos industrializados europeus que vão
passar a ser sentidos em longo prazo.
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A luta indígena, a escala 6x1 e a agenda popular como amortecedor político
Paralelamente,
o impacto da situação nos EUA afeta o Brasil pela via direta da geopolítica, e
muito além. Veremos ainda a médio e longo prazo as influências em setores de
vanguarda e de massas no Brasil da luta de classes nos EUA. A vitória de
Mamdani em Nova York já vinha impactando na política nacional. O próprio giro
do governo Lula adotando um discurso mais popular a partir da campanha contra o
Congresso na questão do imposto de renda, em partes também é influenciado pelos
reposicionamentos do próprio Partido Democrata.
Considerando
diretamente o cenário interno, no final do ano passado emergiram
questionamentos mais frontais ao governo, incluindo o próprio PSOL,
especialmente protagonizados por povos indígenas, que impuseram dificuldades ao
governo durante a COP.
Agora
esse processo está se acelerando, e mudando de qualidade. Os povos indígenas do
Baixo Tapajós elevaram o nível de enfrentamento com o governo federal, com
ações radicalizadas, chegando a bloquear o acesso ao aeroporto de Santarém,
após duas semanas de ocupação do porto da multinacional Cargill. A mobilização
denuncia o decreto 12.600/25, que autoriza a privatização e a dragagem dos rios
Tapajós, Madeira e Tocantins-Araguaia para atender ao escoamento do
agronegócio. Segundo os indígenas, o governo rompeu compromissos assumidos
anteriormente, inclusive durante a COP-30, quando foi prometido que nenhuma
obra seria realizada sem consulta prévia às populações afetadas. Boulos é um
dos ministros que vêm sendo alvo desses protestos, já que não cumpriu com seu
compromisso feito ainda na COP, que nenhuma medida seria tomada sem consulta
aos povos indígenas da região.
O
conflito se agravou após a elevação do nível de segurança do Porto de Santarém
por decisão de um órgão federal, medida interpretada como tentativa de
intimidação e preparação para repressão. O bloqueio do aeroporto surge, assim,
como resposta direta ao endurecimento do governo e ao avanço de uma política
que os povos do Tapajós classificam como privatização dos rios e ataque aos
seus modos de vida. O caso expõe uma contradição central do governo Lula, que
se apresenta como aliado dos movimentos sociais, mas recorre à privatização e
medidas repressivas para conter uma mobilização indígena legítima. Ao exigir a
revogação do decreto e o fim das privatizações sem margem para negociação, os
povos do Tapajós transformam o conflito em um teste político mais amplo que
pode produzir novas experiências e conclusões pela esquerda com o governo, e
que podem ser motorizadas por novas mobilizações, como a que vimos entre
petroleiros e trabalhadores dos Correios, além de outras greves mais
localizadas como de garis e de motoristas de ônibus. Agora, a luta indígena
impôs que o governo suspendesse o projeto, uma expressão da força do movimento
e dos problemas políticos que ele gerar para os planos de Lula.
Esse
processo de luta indigena não cai do céu. Por um lado é a continuidade da luta
que os povos indígenas vêm travando de forma intensa desde o golpe
institucional, particularmente mais violento nos territórios indígenas. Por
outro, se liga ao surgimento por baixo, por fora das organizações e sindicatos
tradicionais, de uma demanda como o fim da escala 6x1, expressão de uma demanda
ofensiva contra a precarização por parte de um juventude e uma classe
trabalhadora periférica e negra que não está diretamente representada pelos
sindicatos.
No polo
oposto, os dados sobre o aumento da violência policial, dos assassinatos
cometidos por agentes do Estado e dos índices de feminicídio evidenciam uma
dinâmica social profundamente polarizada. Essas expressões reacionárias cumprem
um papel político relevante no fortalecimento de variantes da extrema direita,
seja por meio do discurso da “segurança pública”, seja pela normalização de
formas brutais de violência de gênero. Essas expressões não são produzidas
exclusivamente pelo bolsonarismo. Elas também atravessam governos do PT, como
demonstra o fato de a Bahia, governada pelo partido há 19 anos consecutivos,
apresentar o maior índice de letalidade policial do país.
Agora,
o Executivo investe politicamente no debate sobre a escala 6x1, com a promessa
de votação ainda este ano. Trata-se de um tema que exige análise cuidadosa,
tanto das armadilhas do projeto quanto de seus efeitos concretos, além das
consequências de sua eventual aprovação ou rejeição. Essas discussão tende a se
consolidar como uma pauta central do governo no primeiro semestre, não porque
haja qualquer garantia de aprovação no Congresso, mas porque ela deve operar
principalmente como eixo da agenda eleitoral de Lula e de sua base parlamentar,
e mesmo que rejeitada pelo congresso é possível capitalizar eleitoralmente a
derrota e reafirmar o discurso de Lula contra os ricos.
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Crise do caso Master, desaceleração econômica e perspectivas
Ao
mesmo tempo, a 6x1 deve ser compreendida como parte de uma política mais ampla
do governo de buscar ter um política com forte conteúdo popular em um regime
pressionado pelo escândalo do Banco Master e pela proximidade das eleições.
Além do mais, serve como um contrapeso a sua política de maior alinhamento com
Trump, permitindo uma elasticidade maior para sua política diplomática,
enquanto mantém internamente um perfil mais vinculado às demandas de esquerda.
Nesse quadro, temas como tarifa zero seguem em debate, ainda que com menor
centralidade, compondo uma agenda “bread and butter” que mostrou resultados em
seus índices de aprovação.
Por
ora, esses elementos ainda não alteraram qualitativamente as tendências gerais
observadas no final do ano passado. O governo segue fortalecido, ainda que com
um teto claro para sua expansão política. A oposição de direita permanece
enfraquecida e fragmentada. As disputas públicas entre Flávio Bolsonaro e
Michelle Bolsonaro, assim como a necessidade de Flávio apresentar um documento
assinado por Bolsonaro que comprova que ele é o indicado como candidato,
expressam mais fragilidade do que força. Os sinais de que Tarcísio não pretende
concorrer, ao menos por ora, reforçam esse quadro. Kassab e o próprio Tarcísio
avaliam que não vale a pena se expor diante de um Lula fortalecido, posição já
reiterada publicamente. Ainda assim, o cenário permanece instável e exige
acompanhamento cotidiano.
O fato
mais novo, é que atinge diversos setores do regime político, com desdobramentos
ainda imprevisíveis, é o escândalo do caso Master. Trata-se da maior fraude
bancária da história do país, envolvendo setores diversos do regime, do STF ao
governo, além de figuras ligadas ao bolsonarismo como Ciro Nogueira, Antonio
Rueda e Ibaneis Rocha. O maior desgaste recai sobre o Supremo Tribunal Federal,
com ministros mantendo negócios e contratos milionários com Daniel Vorcaro. A
condução do processo por Dias Toffoli é amplamente questionada, sobretudo por
sua atuação para restringir o acesso público às investigações. Edson Fachin,
por sua vez, atuou para retirar o caso do STF e afirmou que, se o tribunal não
se autorregular, será regulado por um poder externo. As divisões internas no
Supremo refletem o debate sobre o nível de bonapartismo alcançado pelo
Judiciário nos últimos anos, o que tem gerado crises recorrentes. As ligações
do caso com figuras próximas ao governo, como Lewandowski e Jaques Wagner,
aproximaram perigosamente a crise do núcleo do poder, levando Lula a acender o
sinal de alerta.
Agora,
em meio às discussões em torno do código de ética a ser adotado pelo supremo,
as declarações de Toffoli e Moraes, defendendo que os juízes podem manter seus
negócios milionários, sendo donos de empresas, fazendas e recebendo dividendos,
é mais uma prova do caráter de classe do judiciário. O que eles estão
defendendo é nada menos do que o direito de serem capitalistas e governarem
para os capitalistas, definição elementar do marxismo que a maior parte da
esquerda apagou do suas perspectivas. No plano subjetivo, essa crise do STF
tende a ser a mais impactante para a base progressista desde o giro
anti-bolsonarista. Durante anos, a crítica ao Judiciário foi marginal dentro da
esquerda, sendo o que primava, ao contrário, era legitimar o judiciário como um
aliado de primeira hora.
Agora,
é possível dizer que a blindagem para o desenvolvimento de setores críticos ao
Judiciário se rompeu. Abre-se espaço para uma postura mais ofensiva, que inclua
propostas como eleição de juízes, revogabilidade de mandatos, equiparação
salarial e, diante do escândalo concreto, confisco de bens. A legitimação
extrema do ultra-bonapartismo do Judiciário foi um traço estruturante da última
década e um dos pilares sobre os quais Lula governa. O surgimento de um
questionamento crítico pela esquerda tem enorme importância.
Por
fim, é importante sempre ter no radar as perspectivas econômicas que indicam
desaceleração. O PIB projetado gira em torno de 1,6 por cento, abaixo do
crescimento de 2025 e da média das economias emergentes. O mercado de trabalho
mantém níveis recordes de ocupação, mas com salários baixos, alta rotatividade
e precarização. No cenário internacional, o Brasil cresce menos que a média
latino-americana e perde posição relativa no ranking global.
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Acúmulo de tensões e perspectivas abertas no novo tabuleiro político
O
cenário é de relativo controle, mas com margens estreitas. Persistem obstáculos
estruturais ao investimento, que o governo tenta contornar por meio de
parcerias público-privadas, concessões e privatizações, mantendo o arcabouço
fiscal. Não se trata de um quadro catastrófico, mas de limitações reais à
capacidade de ação governamental. Além disso, fatores externos, como a possível
bolha da inteligência artificial, os conflitos no Oriente Médio que podem
afetar o preço do petróleo e ameaças de novas taxações, podem provocar mudanças
abruptas.
Em
síntese, a política brasileira se move hoje em um terreno de alta
instabilidade, determinado pela combinação entre a reconfiguração do tabuleiro
internacional, a ofensiva imperialista renovada, as tensões internas do regime
e a reemergência de conflitos sociais por baixo. A estratégia de Lula busca
administrar essas contradições por meio de uma diplomacia cautelosa com os
Estados Unidos e uma agenda interna de caráter popular que funcione como
amortecedor social e eleitoral. No entanto, essa combinação é estruturalmente
frágil. Ela depende de equilíbrios externos voláteis, de um Judiciário
atravessado por crises profundas de legitimidade e de uma base social que
começa a expressar fissuras, como mostram as mobilizações indígenas, as greves
recentes e o desgaste progressivo da blindagem ao STF.
O
cenário, portanto, aponta para um acúmulo de tensões que podem se acelerar
rapidamente diante de mudanças na conjuntura internacional, na luta de classes
nos Estados Unidos ou no próprio processo eleitoral brasileiro. A desaceleração
econômica, os limites fiscais e os escândalos que atingem o regime estreitam
ainda mais as margens de manobra do governo. Nesse quadro, a dinâmica política
não poderá ser compreendida de forma linear nem exclusivamente institucional. A
chave seguirá sendo a relação entre os movimentos do imperialismo, as respostas
do governo e a capacidade de setores da classe trabalhadora e dos povos
oprimidos transformarem os conflitos que têm se desenvolvidos em processos mais
amplos de questionamento político, abrindo um novo terreno de disputa sobre os
rumos do país.
Fonte:
Esquerda Diário

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