Lula
diz que, se comparar a economia, oposição não terá argumento nas urnas
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado, 7, que a oposição
não terá argumento nas urnas se comparar os feitos econômicos do governo. Em
discurso nas comemorações dos 46 anos do PT, Lula citou a fala feita no mesmo
evento na véspera pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e comemorou a
queda da inflação, o aumento do salário mínimo e os recordes do Ibovespa.
O
aniversário do partido é realizado em Salvador. Haddad não estava presente hoje
no evento. O ministro está em São Paulo, onde lança o livro “Capitalismo
superindustrial”.
Na sua
fala, Lula chegou a brincar, dizendo que, “quando a Bolsa cresce, a gente não
ganha nada”. Mas emendou dizendo que quando o mercado se desvaloriza, o País
todo perde. “É assim. Nós só ficamos com o prejuízo”, disse.
Lula
também disse que ainda não está contente com a isenção de imposto de renda para
quem recebe até R$ 5 mil por mês porque entende que “salário não é renda”, mas
reconheceu que mudanças nesse sentido só são possíveis com a construção de uma
ampla aliança política. “Acordo político é uma coisa tática”, afirmou.
O
presidente ressaltou ainda feitos na área de educação, saúde e infraestrutura,
e disse que é a narrativa petista que vencerá a eleição. “Não há como perdermos
para os adversários”, afirmou.
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Lula diz que eleição será guerra: "Não tem mais Lulinha paz e amor"
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a eleição de 2026 será uma
"guerra" e declarou que "acabou o Lulinha paz e amor".
Apesar do tom combativo, disse estar "animado para cacete" para
tentar disputar um quarto mandato. A fala ocorreu neste sábado (7), durante o
evento de aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador
(BA).
"Eles
são desaforados e nós não podemos ficar quietinhos. Não tem essa mais de
Lulinha paz e amor. Essa eleição vai ser uma guerra, e nós vamos ter que estar
preparados para ela. Estou motivado para cacete".
Lula
disse que, mais do que a disputa eleitoral, o que está em jogo é a democracia.
Sem citar nomes, o petista afirmou que a gestão anterior tentou construir um
"país fascista" e que a manutenção do regime democrático dependeria
de sua reeleição.
O
presidente também fez um apelo ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, para
que construa alianças que garantam a sua vitória.
"Precisamos
compor e decidir se a gente quer ganhar ou perder. Como eu quero ganhar, Edinho
[Silva], você vai ter que tratar de fazer as alianças necessárias para a gente
ganhar as eleições. Não tem que fazer negação dos princípios do PT. Um acordo político
é uma coisa tática".
Na
quarta-feira (4), as executivas nacionais do PT e do PDT apresentaram versões
distintas sobre o resultado de uma reunião que tratou do desenho da aliança
entre as duas siglas para as eleições deste ano. O presidente do PDT, Carlos
Lupi, afirmou ter recebido apoio petista em palanques estaduais no Rio Grande
do Sul, Minas Gerais e Paraná, versão negada pelo partido de Lula.
"Na
reunião com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, reafirmei a aliança do
PDT para reeleger o presidente Lula e recebi a confirmação do compromisso
petista de apoiar as candidaturas ao governo de Juliana Brizola, no Rio Grande
do Sul; de Alexandre Kalil, em Minas Gerais; e de Requião Filho, no
Paraná", escreveu Lupi nas redes sociais.
A
publicação veio após nota da direção do PT informando que houve um
"diálogo de alto nível sobre a reeleição do presidente Lula", mas que
o encontro não teve como objetivo definir palanques estaduais. Segundo o
partido, as decisões locais seguem em construção nos diretórios regionais.
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Alckmin
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer elogios ao vice-presidente,
Geraldo Alckmin (PSB), em meio a dúvidas sobre a manutenção da chapa na disputa
à reeleição na eleição deste ano. As falas foram feitas no aniversário de 46
anos do PT, evento realizado em Salvador.
“Quando
é que vocês imaginaram que eu e Alckmin íamos estar juntos? Nunca. Então, veja,
o dado concreto é que isso mostra que a política é uma arte”, destacou Lula,
chamando o vice para se levantar ao lado dele. Alckmin estava usando uma meia
vermelha e chegou a fazer o sinal de “L” com os dedos.
Além de
Alckmin, estava no palco, mais ao fundo, o presidente do PSB e prefeito do
Recife, João Campos.
“Na
minha vida as coisas só acontecem porque Deus quer que aconteçam. E o Geraldo
Alckmin é uma dessas coisas que Deus fez acontecer na minha vida, porque é um
homem extraordinário, que eu respeito e admiro”, completou Lula.
Lula
defendeu alianças para vencer as eleições e disse que o PT “não está com essa
bola toda”. “Nós temos Estados em que nós precisamos compor”, ressaltou. E
disse que depois do eventual próximo mandato, “acabou”. “Não se preocupem que
eu não quero mais mandato, não. Depois desse, acabou.”
Lula
reconheceu que o PT errou na abordagem no Estado de São Paulo, uma das gêneses
do partido. “Pensam que não sofro com situação do PT em São Paulo? O que
aconteceu?”, disse o presidente.
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Deputados
O
presidente brasileiro disse também que a “política não é profissão” e chamou
atenção de parlamentares do PT e aliados, ressaltando que hoje a política
“apodreceu” e está “muito mercantilizada”. As falas foram feitas em discurso no
aniversário de 46 anos do PT, realizado em Salvador.
O
mandatário ainda voltou a criticar o orçamento secreto, revelado pelo Estadão.
“A verdade é que o orçamento secreto foi o sequestro do orçamento do Executivo
para que os deputados e senadores tivessem liberdade de utilizar a mesma
quantidade de dinheiro que sobra para o governo federal”, disse Lula.
“Esse
ano é quase R$ 60 bilhões. Se vocês acham que isso é normal, tudo bem. Para mim
não é normal. E o que eu acho grave é que o PT votou favorável e ninguém
reclama”, disparou.
Ao
longo do discurso, Lula resgatou a história do PT, dizendo que não tem
similaridade com o partido no mundo, e lembrou que ele nasceu “com muita
adversidade”. Disse ainda que ele pessoalmente é um “social-democrata
revolucionário” e criticou brigas internas na sigla, dizendo que elas acabam
com a legenda. “O partido é que tem de ser forte, não é o Lula.”
Na
sequência, afirmou que o PT não pode “ir para a vala comum da política deste
País”. “Precisamos ter capacidade de fazer avaliações das coisas que a gente
não consegue fazer.” Disse também que PT, PSB, PCdoB e aliados têm de ir para a
periferia para falar sobre os problemas reais do povo.
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Recado à militância
À
militância do PT, Lula disse que o Brasil é solidário ao povo cubano e defendeu
que o problema da Venezuela seja resolvido pelo povo daquele país. Ele também
celebrou as relações com a China, maior parceira comercial do Brasil.
“Nosso
País é solidário ao povo cubano, que é vítima de um massacre e de especulação
dos Estados Unidos contra eles”, disse, durante ato político em comemoração aos
46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador (BA). Ele defendeu que o
PT “encontre um jeito” de ajudar Cuba.
“Nós
temos que dizer em alto e bom som que o problema da Venezuela tem que ser
resolvido pelo povo venezuelano, e não pelos Estados Unidos ou pelo (Donald)
Trump”, afirmou na sequência. As falas são feitas pouco antes de uma viagem
oficial que Lula fará a Washington, para se encontrar com o presidente
americano, Donald Trump, e discutir assuntos de interesse comum dos dois
países, como o tarifaço.
O
petista ainda pontuou que “toda reunião” internacional visa evitar que os
países vendam terras raras e minerais críticos à China, e destacou a parceria
comercial sino-brasileira. “Sou muito grato à parceria que o Brasil tem com a
China, porque é uma parceria respeitosa e exitosa”, elogiou.
Lula
ainda deu vários sinais sobre as eleições de 2026. Ele destacou que 90% dos
evangélicos recebem os benefícios do governo e questionou por que eles “votam
nos outros”. “O que nós precisamos não é esperar que um pastor fale bem de nós.
Nós temos que ir lá (nas igrejas) e conversar”, defendeu.
O
petista considerou que “não há como perder” para os adversários, mas ressaltou
a importância da narrativa política. “O que vai ganhar essas eleições é a nossa
narrativa política”. “Vamos ter que construir o discurso político, ainda não
está pronto, mas vamos ter que preparar, porque é uma guerra política”,
prosseguiu.
“Nós
temos que escrachar cada mentira que eles contarem, nós temos que desmontar, e
temos que provar e ter coragem de debater. A gente não pode ficar quieto, nós
temos que ser mais desaforados, porque eles são desaforados. E nós não podemos
ficar quietinhos. Não tem essa mais de ‘Lulinha paz e amor’, não tem essa mais.
Essa eleição vai ser uma guerra e nós vamos ter que estar preparados para ela”,
continuou.
Por
fim, Lula disse que há muita mentira e desinformação e chamou PT, PCdoB, PSB,
PDT “e quem mais a gente conseguir trazer” para atuar contra o que chamou de
fake news.
“Essa
luta é se a gente vai permitir que esse País continue a ser democrático ou se
vai ser um país fascista, como eles queriam construir. O que está em jogo é a
democracia desse País, o que está em jogo a manutenção de instituições que nós
temos muitas críticas, mas que são o que garante a democracia desse País”,
finalizou.
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Fala de Haddad
O
ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse há pouco que a classe dominante no
País quase sempre entende o Estado como algo que pertence a ela e por isso, a
democracia brasileira ainda é “problemática” e um pouco “frágil”. A declaração
foi feita durante o evento de lançamento do livro “Capitalismo
superindustrial”, de autoria do próprio Haddad, e que aconteceu no Sesc 14 Bis,
em São Paulo, neste sábado.
“A
classe dominante do Brasil entende o Estado como dela. Não é uma coisa nossa. É
uma coisa dela. Então, se pinta por aí um metalúrgico achando que pode… é
confusão na certa”, disse Haddad, em clara referência ao presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
Nesse
sentido, Haddad relembrou que esse processo começa ainda no século 19 no País,
em meio aos processos de abolição da escravidão e da Proclamação da República.
“Defendo
a tese, que um dia, quem sabe, eu possa desenvolver, de que o Estado foi
entregue aos fazendeiros como minimização pela abolição da escravidão”, disse o
ministro, reforçando que essa problema de não só domínio do Estado, mas de
poder sobre as Forças Armadas persiste até hoje.
“Por
isso que a democracia no Brasil é tão problemática e tão frágil. Porque a
democracia leva a contestação desse status quo. E quando ela estica a corda, a
ruptura institucional pode acontecer”, avaliou.
Ao
comentar sobre o conteúdo do livro, que retoma parte do trabalho teórico do
próprio Haddad sobre a economia da União Soviética, o ministro disse que
pretendeu discorrer sobre o desenvolvimento de outras experiências, notadamente
a da China, que, segundo ele, “desviou” do caminho do neoliberalismo.
Para
Haddad, a previsão feita por Karl Marx em seu livro “O Capital”, de que todo o
mundo cederia ao modo de produção capitalista, se mostrou correta, mas que, a
partir de agora, é preciso pensar em novas maneiras de lidar com o capitalismo,
sobretudo para atenuar a crescente desigualdade.
“Quando
houve transformação do trabalho em mercadoria, você colocou para andar um
negócio avassalador, e nós estamos vivendo há quase 200 anos sobre esse
processo que os sociólogos modernos chamam de aceleração”, pontuou ele.
Segundo
o ministro, a desigualdade econômica gerada pelo capitalismo deve seguir
aumentando e, por isso, a configuração atual tem exposto cada vez mais essa
contradição do capitalismo. Ele lembrou que, como a esquerda não conseguiu dar
uma resposta concreta para o problema, houve ascensão da extrema-direita nas
primeiras décadas dos anos 2000.
“Agora
que a extrema-direita ascendeu, eu não acredito que a humanidade vai ficar
parada. O livro traz otimismo, uma esperança de que a gente se mobilize contra
a extrema-direita e faça alguma coisa de útil”, finalizou.
• ‘Brasil tem em Lula um líder e o mundo
tem acompanhado’, diz Alckmin em evento do PT
O
vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), fez uma série de elogios ao PT e ao
presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento de aniversário de 46 do partido,
em Salvador (BA).
“Dizer
da alegria, é uma bela história e a história não é escrita por decreto, a
história se faz no pulsar das ruas, no brilho dos olhos, na mão calejada. O PT
não nasceu do alto, nasceu do povo”, afirmou Alckmin em discurso. “O Brasil tem
em Lula um líder e o mundo tem acompanhado sua luta com firmeza em defesa da
justiça, em defesa da paz”, prosseguiu.
“É hora
de comparação, democracia versus ditadura”, continuou Alckmin. Ele criticou o
governo Jair Bolsonaro (PL), dizendo que ele queria a volta da CPMF, enquanto o
governo Lula isentou de Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil mensais e
reduziu para quem ganha até R$ 7.350. “Em todas as áreas que nós formos
verificar, nós vamos ver que nós avançamos e muito.”
Em
seguida, Alckmin disse que “falam muito da questão fiscal”, mas comparou: “Em
2020, esses arautos do fiscalismo fizeram déficit primário de quase 10% do PIB.
A justificativa: Covid. Teve Covid no mundo inteiro”. E citou o exemplo do
México, que naquele mesmo ano, entregou déficit de 0,5% do PIB. “O Brasil não
vai andar para trás, o que anda para trás é caranguejo. Nós vamos para frente,
Lula presidente”, encerrou o vice-presidente.
Pouco
antes de discursar, provocado pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues
(PT), Alckmin exibiu para a plateia, sentado ao lado de Lula, meias vermelhas.
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Lula
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou neste sábado seus
vice-presidentes, lembrando das parcerias com José Alencar, dos dois primeiros
mandatos, e Geraldo Alckmin (PSB), deste terceiro governo.
“Tenho
muita sorte na vida, e uma delas é escolher meus vices. Eu tive o José Alencar
e agora eu tenho o Alckmin. Então, eu duvido que algum presidente tenha tido a
sorte de ter tido vices que eu tenho”, disse Lula em ato de aniversário de 46
anos do PT, em Salvador (BA). Lula disse também que aprendeu “a admirar, a
respeitar e a conviver da forma mais civilizada possível” com Alckmin.
O
elogio a Alckmin vem em um momento em que se discute a permanência dele na
chapa petista na disputa à reeleição, ante a possibilidade de que o pessebista
dispute cargos em São Paulo.
Na
quinta-feira, ele disse que Alckmin e os ministros Fernando Haddad (PT) e
Simone Tebet (MDB) têm um “papel para cumprir em São Paulo”. Nos bastidores, a
fala foi vista como uma inclinação de Lula a abrir mão do atual vice para uma
outra composição eleitoral.
Quadros
históricos do PT, como o ex-deputado e ex-ministro José Dirceu, defendem a
repetição da chapa de 2022, que, segundo ele, representou “um pacto político”
vitorioso.
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Haddad
O
ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse há pouco que “sua razão” de estar
no meio político é para “encontrar caminhos” para o mundo e a sociedade e não
“sair bem com todo mundo”. A declaração foi feita durante o evento de
lançamento do livro “Capitalismo superindustrial”, de autoria do próprio
Haddad, e que aconteceu no Sesc 14 Bis, em São Paulo, neste sábado.
Ao
comentar sobre o porquê da publicação, Haddad brincou com a plateia e disse que
“não é recomendado” que um ministro da Fazenda publique um livro como esse, por
conta das críticas que ele poderia receber de todos os espectros políticos. “É
natural que você busque proteção. Às vezes é tanta porrada, de esquerda, de
direita, de cima, de baixo, de dentro, é de todo canto”, disse Haddad. Ele
frisou, porém, que não poderia deixar o cargo de ministro sem antes ter
publicado o livro.
Segundo
Haddad, a obra, que aproveita parte de seus trabalhos acadêmicos escritos no
passado sobre a economia da União Soviética, ganhou importância à medida em que
a China se tornou uma potência econômica, capaz de colocar sob ameaça a
hegemonia do Ocidente.
“A
China deu a oportunidade de voltar à discussão sobre, afinal de contas, o que é
aquela experiência soviética? Qual é a natureza socioeconômica daquela
experiência e os objetivos? Esse desafio ao Ocidente é uma simples disputa pela
hegemonia na economia mundial, ou tem alguma coisa além disso?”, detalhou o
ministro.
Fonte:
IstoÉ/Agencia Estado

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