Quem
tem diabetes pode consumir bebida alcoólica? Saiba o que muda no cuidado com a
glicemia
O
consumo de bebida alcoólica faz parte da rotina social de muitas pessoas. No
entanto, quem convive com diabetes precisa adotar cuidados específicos para
evitar alterações da glicemia e falhas no tratamento.
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Por que o álcool exige atenção de pessoas com diabetes
O
álcool interfere diretamente no funcionamento do fígado, órgão que regula a
liberação de glicose no sangue. Quando a pessoa consome bebida alcoólica, o
fígado prioriza a metabolização do etanol. Nesse processo, ele reduz a
liberação de glicose na circulação.
Portanto,
o risco de hipoglicemia aumenta, principalmente quando o consumo ocorre em
jejum. Além disso, bebidas que contêm açúcar podem elevar a glicemia logo após
o consumo. Horas depois, no entanto, a glicose pode cair de forma
significativa.
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Evitar o consumo em jejum reduz o risco de hipoglicemia
A
nutricionista Carol Netto orienta que pessoas com diabetes não consumam bebida
alcoólica em jejum. A ingestão de alimentos antes de beber ajuda a manter
níveis mais estáveis de glicose no sangue.
Nesse
contexto, refeições ou lanches com alguma quantidade de carboidrato reduzem o
risco de hipoglicemia. Por outro lado, beber sem se alimentar aumenta a chance
de quedas glicêmicas, especialmente durante a madrugada.
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Monitorar a glicemia faz parte do cuidado
O
monitoramento da glicemia deve fazer parte da rotina antes, durante e após o
consumo de bebida alcoólica. Medir a glicose antes de beber ajuda a identificar
situações de risco imediato.
Além
disso, acompanhar os níveis nas horas seguintes permite detectar quedas
tardias. Pessoas que utilizam sensores de glicose devem observar as tendências.
Ainda assim, medições capilares continuam importantes quando surgem sintomas ou
dúvidas.
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Medicamentos exigem atenção redobrada
Alguns
medicamentos usados no tratamento do diabetes aumentam o risco de hipoglicemia
quando associados ao álcool. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) alerta
para o uso concomitante de bebida alcoólica com sulfonilureias e glibenclamida.
Além
disso, o álcool pode dificultar a reversão de episódios de glicose baixa.
Portanto, ajustes na dose de insulina ou de medicamentos orais devem sempre ser
discutidos com profissionais de saúde.
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Quantidade e tipo de bebida interferem no controle glicêmico
A
Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda consumo moderado. Mulheres devem
limitar a ingestão a uma dose por dia, enquanto homens não devem ultrapassar
duas doses diárias.
Uma
dose equivale a 45 ml de bebida destilada, 150 ml de vinho ou 360 ml de
cerveja. Bebidas destiladas sem açúcar tendem a causar menor elevação imediata
da glicemia. No entanto, o teor alcoólico elevado pode aumentar o risco de
hipoglicemia horas depois.
Drinks
com açúcar, por outro lado, elevam a glicemia rapidamente. Nesse caso, o
controle glicêmico exige ainda mais atenção.
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Manter autonomia é parte da segurança
O
consumo excessivo de álcool pode comprometer a capacidade de reconhecer
sintomas de hipoglicemia e tomar decisões relacionadas ao tratamento. Nesse
sentido, perder a autonomia representa um risco adicional.
Informar
pessoas próximas sobre o diabetes e evitar beber sozinho são estratégias que
aumentam a segurança. Além disso, planejar o consumo ajuda a reduzir
imprevistos.
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Informação orienta escolhas mais seguras
Pessoas
com diabetes não precisam excluir completamente a bebida alcoólica da rotina
social. No entanto, o consumo exige planejamento, monitoramento e conhecimento
dos riscos envolvidos.
Portanto,
o acesso à informação baseada em evidências permite decisões mais seguras e
alinhadas ao cuidado com o diabetes.
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Diabetes pode acelerar o envelhecimento? saiba o que a glicose alta faz e como
se proteger
Rugas
precoces, flacidez acentuada e mudanças na textura da pele alimentam uma dúvida
recorrente: o diabetes pode acelerar o envelhecimento do corpo?
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Envelhecimento além da idade
O
envelhecimento não depende apenas do tempo cronológico. Ele envolve alterações
estruturais progressivas, especialmente na pele, como manchas, rugas e
flacidez.
Nesse
contexto, o dermatologista Felipe Ribeiro explica que o metabolismo interfere
diretamente nesse processo.
“Envelhecer
envolve mancha, ruga e flacidez. Quando a glicose fica alta, esses sinais
tendem a aparecer antes”, afirma.
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O que a glicose alta faz no organismo
Quando
a glicose permanece elevada, o corpo aumenta a produção de radicais livres.
Essas moléculas instáveis danificam vasos sanguíneos, fibras de colágeno e
outras estruturas essenciais.
“Os
radicais livres se ligam a tudo que encontram e promovem destruição de gordura,
vasos e colágeno”, explica o especialista.
Nesse
sentido, o processo se assemelha à ferrugem em uma engrenagem. Quanto maior a
exposição, maior o desgaste interno.
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O que dizem as diretrizes clínicas, na prática
As
Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) 2023–2024 associam a
hiperglicemia crônica ao aumento do estresse oxidativo e da inflamação
sistêmica. Além disso, a American Diabetes Association (ADA) descreve esses
mecanismos como fatores de dano tecidual progressivo.
No
entanto, essas diretrizes não tratam o envelhecimento como causa direta do
diabetes. Elas apontam, portanto, um efeito indireto, que depende do tempo de
descontrole glicêmico e de outros fatores.
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Como se proteger no dia a dia
Nesse
contexto, manter a glicose dentro da meta reduz a ativação desses mecanismos
biológicos. Além disso, fotoproteção diária, hidratação adequada e
acompanhamento médico ajudam a preservar a saúde da pele.
Ainda
assim, especialistas reconhecem limites claros. O envelhecimento é
multifatorial e não pode ser evitado, apenas desacelerado.
Fonte:
Um Diabético

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