terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Quem tem diabetes pode consumir bebida alcoólica? Saiba o que muda no cuidado com a glicemia

O consumo de bebida alcoólica faz parte da rotina social de muitas pessoas. No entanto, quem convive com diabetes precisa adotar cuidados específicos para evitar alterações da glicemia e falhas no tratamento.

<><> Por que o álcool exige atenção de pessoas com diabetes

O álcool interfere diretamente no funcionamento do fígado, órgão que regula a liberação de glicose no sangue. Quando a pessoa consome bebida alcoólica, o fígado prioriza a metabolização do etanol. Nesse processo, ele reduz a liberação de glicose na circulação.

Portanto, o risco de hipoglicemia aumenta, principalmente quando o consumo ocorre em jejum. Além disso, bebidas que contêm açúcar podem elevar a glicemia logo após o consumo. Horas depois, no entanto, a glicose pode cair de forma significativa.

<><> Evitar o consumo em jejum reduz o risco de hipoglicemia

A nutricionista Carol Netto orienta que pessoas com diabetes não consumam bebida alcoólica em jejum. A ingestão de alimentos antes de beber ajuda a manter níveis mais estáveis de glicose no sangue.

Nesse contexto, refeições ou lanches com alguma quantidade de carboidrato reduzem o risco de hipoglicemia. Por outro lado, beber sem se alimentar aumenta a chance de quedas glicêmicas, especialmente durante a madrugada.

<><> Monitorar a glicemia faz parte do cuidado

O monitoramento da glicemia deve fazer parte da rotina antes, durante e após o consumo de bebida alcoólica. Medir a glicose antes de beber ajuda a identificar situações de risco imediato.

Além disso, acompanhar os níveis nas horas seguintes permite detectar quedas tardias. Pessoas que utilizam sensores de glicose devem observar as tendências. Ainda assim, medições capilares continuam importantes quando surgem sintomas ou dúvidas.

<><> Medicamentos exigem atenção redobrada

Alguns medicamentos usados no tratamento do diabetes aumentam o risco de hipoglicemia quando associados ao álcool. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) alerta para o uso concomitante de bebida alcoólica com sulfonilureias e glibenclamida.

Além disso, o álcool pode dificultar a reversão de episódios de glicose baixa. Portanto, ajustes na dose de insulina ou de medicamentos orais devem sempre ser discutidos com profissionais de saúde.

<><> Quantidade e tipo de bebida interferem no controle glicêmico

A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda consumo moderado. Mulheres devem limitar a ingestão a uma dose por dia, enquanto homens não devem ultrapassar duas doses diárias.

Uma dose equivale a 45 ml de bebida destilada, 150 ml de vinho ou 360 ml de cerveja. Bebidas destiladas sem açúcar tendem a causar menor elevação imediata da glicemia. No entanto, o teor alcoólico elevado pode aumentar o risco de hipoglicemia horas depois.

Drinks com açúcar, por outro lado, elevam a glicemia rapidamente. Nesse caso, o controle glicêmico exige ainda mais atenção.

<><> Manter autonomia é parte da segurança

O consumo excessivo de álcool pode comprometer a capacidade de reconhecer sintomas de hipoglicemia e tomar decisões relacionadas ao tratamento. Nesse sentido, perder a autonomia representa um risco adicional.

Informar pessoas próximas sobre o diabetes e evitar beber sozinho são estratégias que aumentam a segurança. Além disso, planejar o consumo ajuda a reduzir imprevistos.

<><> Informação orienta escolhas mais seguras

Pessoas com diabetes não precisam excluir completamente a bebida alcoólica da rotina social. No entanto, o consumo exige planejamento, monitoramento e conhecimento dos riscos envolvidos.

Portanto, o acesso à informação baseada em evidências permite decisões mais seguras e alinhadas ao cuidado com o diabetes.

<><> Diabetes pode acelerar o envelhecimento? saiba o que a glicose alta faz e como se proteger

Rugas precoces, flacidez acentuada e mudanças na textura da pele alimentam uma dúvida recorrente: o diabetes pode acelerar o envelhecimento do corpo?

<><> Envelhecimento além da idade

O envelhecimento não depende apenas do tempo cronológico. Ele envolve alterações estruturais progressivas, especialmente na pele, como manchas, rugas e flacidez.

Nesse contexto, o dermatologista Felipe Ribeiro explica que o metabolismo interfere diretamente nesse processo.

“Envelhecer envolve mancha, ruga e flacidez. Quando a glicose fica alta, esses sinais tendem a aparecer antes”, afirma.

<><> O que a glicose alta faz no organismo

Quando a glicose permanece elevada, o corpo aumenta a produção de radicais livres. Essas moléculas instáveis danificam vasos sanguíneos, fibras de colágeno e outras estruturas essenciais.

“Os radicais livres se ligam a tudo que encontram e promovem destruição de gordura, vasos e colágeno”, explica o especialista.

Nesse sentido, o processo se assemelha à ferrugem em uma engrenagem. Quanto maior a exposição, maior o desgaste interno.

<><> O que dizem as diretrizes clínicas, na prática

As Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) 2023–2024 associam a hiperglicemia crônica ao aumento do estresse oxidativo e da inflamação sistêmica. Além disso, a American Diabetes Association (ADA) descreve esses mecanismos como fatores de dano tecidual progressivo.

No entanto, essas diretrizes não tratam o envelhecimento como causa direta do diabetes. Elas apontam, portanto, um efeito indireto, que depende do tempo de descontrole glicêmico e de outros fatores.

<><> Como se proteger no dia a dia

Nesse contexto, manter a glicose dentro da meta reduz a ativação desses mecanismos biológicos. Além disso, fotoproteção diária, hidratação adequada e acompanhamento médico ajudam a preservar a saúde da pele.

Ainda assim, especialistas reconhecem limites claros. O envelhecimento é multifatorial e não pode ser evitado, apenas desacelerado.

 

Fonte: Um Diabético

 

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