Depois
do desmonte, o maior investimento na história do SUS
O
governo do presidente Lula consolidou a retomada do compromisso com a saúde da
população e realizou o maior investimento da história do SUS: R$ 234,5 bilhões
em 2025, quase R$ 6 bilhões a mais do que obriga o piso Constitucional. Em
parceria com estados, municípios e entidades filantrópicas, nosso Sistema Único
de Saúde, ressuscitado por este governo, atingiu números recordes de cirurgias
eletivas, de equipes da atenção primária em saúde, de transplantes, de
ampliação da cobertura vacinal das 16 vacinas infantis e o reconhecimento pela
Organização Mundial da Saúde do maior país do mundo a ter alcançado a
eliminação da transmissão do HIV de gestantes para os bebês. Não se trata
apenas de um número expressivo no orçamento. Trata-se de uma decisão política clara:
o SUS do lado do povo brasileiro.
O
Brasil ainda vive a reconstrução e o fortalecimento do SUS. Após um histórico
de subfinanciamento crônico, agravado por medidas de austeridade fiscal,
desmontes e instabilidade institucional, o país voltou a colocar a vida e a
saúde da população no centro das prioridades nacionais, da atenção primária à
alta complexidade, com mais capacidade de resposta e proximidade com as
necessidades reais da população, especialmente nas regiões historicamente mais
vulneráveis.
Ao
registrar o maior crescimento orçamentário na história da saúde, o Governo do
Brasil criou as condições para a retomada da sua capacidade de planejamento,
coordenação e indução de políticas públicas no âmbito do SUS. Entre 2022 e
2026, o orçamento federal destinado às Ações e Serviços Públicos de Saúde
passou de R$ 139,8 bilhões para R$ 247,5 bilhões, um crescimento acumulado de
77%.
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Diálogo, planejamento e metas ambiciosas para transformar a saúde
O SUS é
um dos maiores patrimônios sociais do Brasil. É ele que garante vacinação,
atendimento de urgência, tratamento de doenças crônicas, transplantes,
vigilância em saúde e cuidado integral dos brasileiros e brasileiras. Seu
fortalecimento não é gasto, é investimento em desenvolvimento, produtividade,
dignidade e futuro.
O
avanço é resultado do diálogo permanente com o Congresso Nacional, articulação
com a área econômica do governo e compromisso com o pacto federativo. Um
exemplo concreto é o Programa Agora Tem Especialistas que atua diretamente para
enfrentar gargalos históricos da média e alta complexidade, ampliar o acesso a
atendimentos especializados e reduzir o tempo de espera, especialmente em
regiões de difícil acesso. Mais investimentos e inovação vão levar o que existe
de mais especializado do SUS para quem mais precisa.
Criado
em maio de 2025, o Programa já alcançou o marco histórico de mais de 14,7
milhões de cirurgias eletivas impulsionadas pela nova tabela SUS Agora Tem
Especialistas que supera, definitivamente, a antiga. Ele também garantirá que
centenas de hospitais privados abram suas portas para pacientes que aguardam há
muito tempo cirurgias ou exames especializados na rede pública de saúde de seus
estados e municípios, sem comprometer o orçamento do Ministério da Saúde.
Outra
inovação são os serviços móveis e a expansão da telessaúde levando
procedimentos que ainda demoram muito para chegar na ponta. É assim com as
carretas de consultas, exames e cirurgias de saúde da mulher e das que ofertam
tomografia, ultrassom e cirurgias oftalmológicas. Elas chegarão a 150 unidades
espalhadas por todo o país. O telessaúde atingiu seis milhões de atendimentos e
será
expandido
reforçado por sete mil pontos de atendimentos disseminados pelas Unidades
Básicas de Saúde (UBS) com os kits de telesaúde que estão sendo distribuídos
pelo Ministério da Saúde.
Temos
os maiores programas de transplantes e vacinação em sistemas públicos
universais de saúde do mundo e vamos consolidar a maior rede pública de
prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer.
Com a
inauguração do centro de tratamento ao câncer em Roraima e compra de
aceleradores lineares, pela primeira vez na história, todos os estados
brasileiros terão tratamento de radioterapia.
Em
parceria com o hospital AC Camargo, referência no tratamento de câncer no país,
garantimos o maior investimento com a incorporação do mais moderno tratamento
de câncer de mama, o que mais mata mulheres. Essa cooperação também criou o
Super Centro Brasil de Diagnóstico para o Câncer e vai reduzir o tempo para a
realização de exame e resultado de biópsias.
A Saúde
Integral da Mulher é nossa prioridade absoluta. Será promovida uma caravana
permanente para garantir que as mulheres, que são a maioria da população
brasileira, usuárias e profissionais do SUS, tenham atenção com as melhores
tecnologias para prevenção e promoção da saúde sexual e reprodutiva e
mobilização necessária para o combate à violência.
Desde a
introdução da vacina para bronquiolite para cerca de dois milhões de pessoas
que engravidam, antes exclusiva apenas para quem podia pagar de 1,5 mil a 4 mil
reais a dose; do Implanon como mais uma tecnologia para prevenção da gravidez
que custa de 3 mil a 5 mil reais em clínicas privadas; e com o maior mutirão de
cirurgias e exames especializados da história, que ocorrerá em março de 2026; o
SUS estará ao lado daquelas que chefiam a maioria das famílias brasileiras.
Nossa
saúde pública incorporou uma revolução tecnológica na detecção do HPV, causador
do câncer de colo de útero, para substituir o exame de Papanicolau, implantou
100 novas salas de cirurgias com equipamentos modernos e 36 novas maternidades
serão construídas pelo PAC Saúde, que investe mais de R$ 18 bilhões também para
construção, ampliação e modernização de hospitais, policlínicas, UBSs e Centros
de Atenção Psicossocial, além de aquisição e renovação de equipamentos na rede.
Serão
incorporadas mais de 2 mil ambulâncias do SAMU, 2 mil para transporte
sanitário, 10 mil combos de equipamentos para as UBSs, kits de Telessaúde, 40
aparelhos de ressonância e 40 de tomografia, além de estruturas para 150
equipamentos para centros cirúrgicos, 40 novos aceleradores lineares de
radioterapia, 327 freezers para hemocentros e renovação de equipamentos para 27
laboratórios centrais.
Outra
novidade é o novo plano de diretrizes para construção de unidades resilientes
as mudanças climáticas como parte do AdaptaSUS, que estabelece novos padrões
que buscam enfrentar crises climáticas que geram tensões na saúde pública.
Porta
de entrada do SUS, a Atenção Primária à Saúde vai ampliar sua cobertura com a
construção das 1.100 novas UBSs. Com isso, a rede deve contar com 28 mil
profissionais ativos no Mais Médicos, 58,3 mil equipes de Estratégia de Saúde
da Família, sendo 336 ribeirinhas, 500 em territórios quilombolas e 300
Unidades Móveis de Consultório na Rua, ampliando o cuidado em contextos
urbanos, rurais, ribeirinhos e de maior vulnerabilidade social.
A saúde
bucal também será fortalecida com 400 Unidades Odontológicas Móveis, 500
impressoras 3D para próteses dentárias e 77 Unidades Básicas de Saúde Fluvial,
garantindo acesso aonde antes o serviço não chegava. O mesmo vale para a
vacinação, assistência farmacêutica e saúde reprodutiva: produção nacional da
vacina contra a dengue, incorporação da vacina Pneumo 20, ampliação do Farmácia
Popular e a distribuição de 1,8 milhão de unidades do Implanon.
Terminaremos
2026 com um outro mapa da vacinação do Brasil, saindo de coberturas menores de
80% que tivemos em 2022 para o crescimento significativo desde a volta do
Presidente Lula e do respeito ao Zé Gotinha, chegando a mais de 90% de
cobertura e protegendo o Brasil de doenças como o sarampo, que voltou a
explodir na América do Norte, fruto do negacionismo e no corte de programas de
saúde em países dominados pela extrema-direita.
Uma das
marcas da reconstrução do SUS é a reestruturação dos hospitais federais no Rio
de Janeiro. A atitude genocida do governo anterior na gestão da pandemia
afundou a rede dos hospitais federais e dos institutos nacionais deixando o
estado nas profundezas da desassistência, com leitos e equipes desativadas, e
no redemoinho do desperdício com contratos que preencheram as páginas
policiais.
O SUS
sairá mais forte ao final de 2026 e vai ajudar o Brasil a liderar o
enfrentamento de três desafios que impactarão a saúde do povo brasileiro nas
próximas décadas: a crise climática, o envelhecimento e hábitos que multiplicam
as doenças crônicas e o negacionismo, que afeta o dia a dia das práticas nos
serviços de saúde e nas ferramentas de difusão das informações a população.
Os
investimentos são, acima de tudo, impulso para uma agenda de desenvolvimento
econômico menos desigual, mais inovadora e incorporadora de tecnologia e
ambientalmente sustentável.
Este
recorde, aliado a política de fortalecimento da capacidade produtiva nacional,
faz com que o Brasil entre de vez na reorganização das cadeias globais de
produção de tecnologias para a saúde. Em 2025, passamos a ter a maior fábrica
de hemoderivados da América Latina, voltamos a produzir insulina depois de 20
anos e construímos duas plataformas tecnológicas de vacinas de RNA Mensageiro
com a Fiocruz e Butantan.
Também
consolidaremos nossas plataformas nacionais de produção de medicamentos
biológicos, mais de uma década de desafio sendo bem-sucedida, e inauguraremos a
produção em terapias celulares, nova fronteira do câncer e peptídeos, hoje
utilizados para diabetes e no combate à obesidade.
Defender
o SUS é defender o Brasil. É reduzir desigualdades, salvar vidas e garantir que
o direito à saúde seja uma realidade concreta, e não apenas um princípio
constitucional.
Estamos,
sim, no caminho certo. E seguimos avançando.
Fonte:
Por Alexandre Padilha, e Adriano Massuda, em ICL Notícias

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