Cúpula
de IA na Índia atrai líderes globais e grandes investimentos e acordos, diz
mídia
A
Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA) na Índia ofereceu ao
país mais populoso do mundo uma oportunidade de se posicionar como líder global
em IA. Ao mesmo tempo, o evento ampliou o diálogo global sobre o tema para
incluir nações da América Latina, África e outras regiões, afirma a agência de
notícias NBC News.
A
agência salienta que a cúpula apresentou maneiras pelas quais os países podem
adaptar e integrar sistemas avançados de IA para atender às suas necessidades
nacionais e industriais específicas.
"Cada
país desejará traçar seu próprio destino em relação à IA, pois cada um possui
características culturais, linguísticas e tradicionais únicas, além da maneira
como deseja utilizar a IA", disse à NBC News Michael Kratsios, diretor do
Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca e líder da
delegação dos EUA na cúpula.
Além
disso, o material ressalta que a cúpula trouxe algumas vitórias significativas
para a Índia na área de IA.
Em
particular, o país atraiu US$ 210 bilhões (R$ 1,087 trilhão) em investimentos
em infraestrutura doméstica de IA e dados.
Além
disso, a OpenAI firmou parceria com o Tata Group, sediado em Mumbai, e a
Anthropic anunciou uma colaboração com a Infosys, além de abrir um escritório
em Bangalore.
Portanto,
a matéria conclui que a realização da cúpula na Índia permitiu que a conversa
se concentrasse em questões e casos de uso que afetam bilhões de pessoas.
Cabe
destacar que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participou,
nesta quinta-feira (19), da Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial,
realizada em Nova Deli, Índia, destacando o papel estratégico da governança
global de IA em tempos de rápidas transformações tecnológicas.
O
presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quinta-feira
(19), da Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, realizada em Nova Deli,
Índia. Durante seu discurso, o presidente brasileiro destacou o papel
estratégico da governança global de IA em tempos de rápidas transformações
tecnológicas.
O
presidente afirmou que IA pode trazer benefícios para áreas como saúde e
segurança alimentar, mas também apresenta riscos, como armas autônomas e
desinformação.
Lula
ressaltou a ameaça à democracia, com conteúdos falsificados afetando processos
eleitorais durante a cúpula de IA em Nova Deli, na Índia.
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BNDES financiou setor de IA com R$ 4,7 bilhões durante governo Lula, afirma
mídia
Desde o
início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 4,7 bilhões
para projetos e operações relacionados à inteligência artificial, informa o
portal Brasil 247.
De
acordo com a informação divulgada, R$ 3 bilhões do total aprovado foram
destinados a projetos considerados intensivos em inteligência artificial,
enquanto o restante foi aplicado em iniciativas que utilizam IA como parte de
suas soluções.
Do
montante destinado ao uso ativo da inteligência artificial (R$ 3 bilhões), R$ 1
bilhão foi destinado a projetos de integração e desenvolvimento da tecnologia,
R$ 552 milhões para hardware e R$ 474 milhões para desenvolvimento de
infraestrutura.
Além
dos empréstimos, o banco também participou de operações com ações, atuando por
meio de sua subsidiária BNDESPAR, responsável pelos investimentos em
participações societárias.
O
presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a inteligência artificial
é uma ferramenta altamente importante para a competitividade nacional.
"Além
de ser um vetor de inovação, esta é uma tecnologia que vai nos garantir ganhos
de produtividade para diferentes setores econômicos e fortalecimento da nossa
soberania tecnológica, permitindo que esse desenvolvimento esteja a serviço de
todos, sob uma governança global", destacou Mercadante.
O
presidente do BNDES acrescentou também que o banco envia esforços para realizar
no Brasil a transformação, que inclui infraestrutura, qualificação
profissional, desenvolvimento de soluções para negócios e para melhoria de
serviços públicos.
Recentemente,
o presidente Lula, durante sua visita à Índia, participou de uma cúpula
internacional sobre IA, reforçando o discurso de que o tema deve ocupar posição
central na agenda econômica e tecnológica do país.
• 'Superar nossa dependência tecnológica',
ministra detalha parceria com Índia
Desenvolvimento
de cabo de fibra ótica, através do BRICS, é uma das iniciativas concretas do
grupo para fortalecer a soberania de seus membros, diz Luciana Santos.
"Em
um mundo de múltiplas crises e com a ofensiva norte-americana, nós
compreendemos a necessidade de caminhar cada vez mais para superar a nossa
dependência tecnológica."
A frase
marca o cerne das relações Brasil-Índia, segundo a entrevista da ministra da
Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, concedida à Sputnik Brasil
durante sua viagem junto à comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à
Nova Deli.
Em sua
fala, Santos lembrou a parceria de décadas entre os dois países — as relações
diplomáticas remontam a 1948, alguns meses após o país alcançar sua
independência —, como o fato do primeiro satélite 100% brasileiro, Amazônia 1,
ter sido lançado da Índia, do centro espacial Satish Dhawan em Sriharikota, na
Índia
Outro
exemplo prático é, no âmbito do BRICS, o estudo de viabilidade do Novo Banco de
Desenvolvimento para ligar os países do grupo e outras nações do Sul Global com
um cabo de fibra óptica próprio, reduzindo a dependência de redes controladas
por potências do Norte.
"Esse
é um dos exemplos importantes de cooperação objetiva, de infraestrutura, de
pesquisa, muito fundamental, que é a gente ter nossos dados circulando com
nossas próprias infraestruturas."
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Minérios críticos e tecnologia
Santos
também lembrou à reportagem que Brasil e Índia compartilham um papel em comum
na revolução industrial que se desenha. Ambos possuem reservas de minérios
críticos, como lítio e terras raras e, dentro dessa perspectiva, o Brasil tem o
interesse de que os dois países possam junto desenvolver o domínio no
processamento desses minérios.
"Nós
não queremos só exportar os minérios críticos, nós queremos manufaturar no
Brasil, e a experiência que a Índia tem e a própria China tem na área de terras
raras, nos interessa muito nessa perspectiva garantir que o Brasil possa entrar
nesse mercado tão promissor e tão estratégico."
É essa
luta pelo desenvolvimento próprio, em vez de se tornar apenas uma economia
extrativista, que une países como o Brasil, Índia e outros do Sul Global, disse
Santos. "Nós, países do Sul Global [...] temos estágios muito parecidos de
desenvolvimento e até de domínio tecnológico."
Luciana
Santos elencou uma série de investimentos da Índia já existentes em transição
energética, em transmissão de energia e fertilizantes, além de parcerias como a
da Universidade do Paraná com a Universidade de Bangalore para computadores de
alto desempenho, e outras através do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia.
"Ele já é importante, mas a gente pode fazer muito mais quando tiver mais,
intensificar essa cooperação."
"E
agora ganha importância a questão dos semicondutores e da transformação
digital", afirma Santos, lembrando que um dos motivos da viagem de Lula
foi a sua participação na Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, onde
Lula defendeu uma regulação da IA que priorize o desenvolvimento, em vez de
ganhos financeiros.
"Todo
esse debate da transformação digital, de semicondutores, que é um insumo muito
importante para tudo que é cadeia produtiva no mundo, a gente tem muito a
ganhar com a cooperação intensa com os indianos."
• De 1926 ao BRICS: como vai a relação da
Rússia com a Arábia Saudita?
Da
coordenação no petróleo à busca por protagonismo no cenário internacional, a
centenária relação entre Rússia e Arábia Saudita é marcada pelo pragmatismo e
testa o multilateralismo em meio à transição energética.
Em 19
de fevereiro de 1926, Rússia e Arábia Saudita estabeleceram relações
diplomáticas em um contexto internacional ainda marcado pelo pós-Primeira
Guerra Mundial e pela consolidação do poder soviético. Naquele momento, o
reconhecimento saudita da então União Soviética foi um movimento incomum entre
monarquias da região, indicando desde cedo que o vínculo entre os dois países
se apoiaria mais em pragmatismo do que em afinidades políticas.
Ao
longo do século, mudanças internas profundas — do colapso soviético à ascensão
saudita como potência energética — não romperam esse fio de cooperação
estratégica.
A
partir da segunda metade do século XX, o petróleo tornou-se um dos principais
pontos de convergência entre Moscou e Riad. Como dois dos maiores produtores
mundiais de hidrocarbonetos, ambos perceberam que sua capacidade de influenciar
preços e volumes exportados lhes conferia peso geopolítico global.
Esse
entendimento ganhou forma institucional com a aproximação da Rússia da
Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), culminando na criação
do mecanismo expandido conhecido como OPEP+, que ampliou a influência conjunta
sobre a economia internacional.
Nos
anos mais recentes, a cooperação energética abriu caminho para uma relação mais
abrangente, envolvendo investimentos cruzados, negociações em defesa,
coordenação diplomática em crises regionais e diálogo sobre segurança
energética global. Essa parceria, construída sobre cálculo estratégico e
interesses convergentes, transformou o eixo Moscou-Riad em um dos vetores
importantes da estabilidade financeira e política mundial.
No
Mundioka de quinta-feira (19), podcast da Sputnik Brasil, vamos debater como
essa relação centenária está se desenvolvendo, se é um risco para a influência
dos Estados Unidos no Oriente Médio, se é um elemento estabilizador ou errático
para o mercado de petróleo e como a presença da Arábia Saudita no BRICS impacta
essa aliança.
Williander
Salomão, professor de direito internacional na Universidade de Itaúna e
vice-presidente da Comissão de Relações Internacionais da OAB de Minas Gerais,
explica que Riad vem construindo uma relação de equilíbrio no cenário
geopolítico, tentando balancear uma aliança de defesa com Washington e outra
aliança energética com Moscou.
Em sua
visão, essa estratégia da Arábia Saudita permite que o país possa "ampliar
sua autonomia sem romper o eixo estratégico com os EUA e com o Ocidente".
No entanto, ele ressalta que essa versatilidade diplomática não é fácil na
prática.
Pelo
ponto de vista estratégico, segundo Salomão, a Arábia Saudita está disposta a
correr os riscos diplomáticos por sua posição por ser um dos maiores produtores
de petróleo. O país costuma produzir entre 9 a 11 milhões de barris por dia.
Contudo,
com a transição energética e a possível escassez do petróleo, Salomão avalia
que a liderança conjunta de Rússia e Arábia Saudita no mercado global tende a
enfrentar pressões crescentes, já que a coordenação dentro da OPEP+ busca
garantir previsibilidade e influência no curto e médio prazo.
Em meio
disso, Riad acelera sua diversificação econômica sob a estratégia do príncipe
herdeiro saudita, Mohammed bin Salman,, temendo tornar-se excessivamente
dependente de um recurso cuja centralidade tende a diminuir, ainda mais diante
do avanço das energias alternativas.
Para
Getúlio Alves de Almeida Neto, pesquisador do Centro de Investigação em Rússia,
Eurásia e Espaço Pós-Soviético (CIRE), essa diversificação das parcerias do
governo saudita poderia ser um sinal de uma colaboração mais estrutural com o
governo russo, citando o próprio convite por membros do BRICS para a Arábia
Saudita aderir-se ao grupo.
Como
Almeida Neto pontua, a Riad está tentando se mostrar cada vez menos dependente
dos Estados Unidos em sua segurança, vendo a relação com a Rússia como um
caminho para ampliar sua autonomia estratégica e impulsionar sua modernização.
Segundo
o analista, essa aproximação já se manifesta em iniciativas concretas, como a
negociação de sistemas antimísseis russos e discussões sobre possível produção
local e treinamento militar, sinalizando que Riad busca diversificar seus
parceiros sem necessariamente romper a histórica aliança com Estados Unidos.
Ele
ressalta que esse movimento se insere no projeto mais amplo conduzido pelo
príncipe saudita, que pretende reposicionar o país econômica e
geopoliticamente. Nesse contexto, Moscou poderia contribuir não apenas no campo
da defesa, mas também no fornecimento de tecnologia e know-how em setores
estratégicos, como a energia nuclear, vista por Riad como uma alternativa
relevante para sustentar sua transição energética e reduzir a dependência do
petróleo.
"Totalmente
pragmático", descreve Almeida Neto. "Baseado nos interesses focados
naqueles temas dos dois países." Ao seu ver, o país arábe aumentaria seu
preço de barganha diplomática, dando maior margem de manobra internacional,
especialmente com os Estados Unidos.
"O
que a gente vê hoje entre Rússia e Arábia Saudita é uma relação baseada em
interesses específicos e na busca por autonomia internacional, não numa aliança
estrutural."
• Terra barata no Brasil 'puxa o tapete'
dos EUA e redefine hegemonia global de alimentos, diz mídia
A terra
agrícola barata e acessível no Brasil está minando o domínio tradicional dos
EUA no comércio agrícola mundial, escreve o portal Farm Progress.
O
portal destaca que, enquanto as grandes fazendas norte-americanas abrangem
milhares de hectares, as brasileiras cobrem dezenas de milhares, pois o
dinheiro rende muito mais no Brasil.
Segundo
o material, os terrenos em Iowa custam cerca de US$ 20.000 (R$ 103.517) por
acre, enquanto no Brasil, as terras agrícolas desenvolvidas custam metade desse
valor, e os não urbanizados, apenas cerca de US$ 3.000 (R$ 15.530).
"O
valor cada vez mais elevado das terras agrícolas nos Estados Unidos […]
contribui para uma mudança global na produção agrícola rumo a mercados mais
baratos. Essa disparidade econômica está remodelando a produção mundial de
alimentos", ressalta a publicação.
Nesse
contexto, o artigo aponta que, em cerca de 23 anos, a produção de soja do
Brasil aumentou de aproximadamente 35 milhões para pelo menos 180 milhões de
toneladas métricas, um crescimento de cerca de 500%.
O
Brasil ultrapassou os Estados Unidos na produção de soja em 2017 e permanece na
liderança desde então, respondendo atualmente por cerca de 40% da produção
global.
Além
disso, destaca-se que a expansão do mercado brasileiro no setor agrícola deve
continuar no futuro.
Portanto,
essa dinâmica beneficia compradores internacionais, como a China, responsável
por cerca de 60% do comércio global de soja.
"O
aumento da capacidade produtiva de soja no Brasil permite que a China escolha
origens mais baratas e de melhor qualidade, criando uma vantagem
geopolítica", acrescenta o portal.
O
artigo conclui que o aumento dos preços das terras agrícolas e a crescente
concorrência global de potências agrícolas, como o Brasil, estão forçando a
agricultura norte-americana a enfrentar um momento crítico.
Anteriormente,
a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria,
Comércio e Serviços (Secex/MDIC) relatou que as exportações brasileiras
atingiram recorde histórico em 2025. Assim, somaram US$ 348,7 bilhões (R$ 1,87
trilhão), superando em US$ 9 bilhões (R$ 48 bilhões) o recorde anterior, de
2023.
Na
comparação com 2024, o aumento foi de 3,5%, em 2025. Em volume, o crescimento
foi de 5,7%. Esse último percentual é mais que o dobro do previsto pela
Organização Mundial do Comércio (OMC) para o crescimento global em 2025, de
2,4%.
Ainda
segundo a pasta, mais de 40 mercados registraram recorde de compras de produtos
brasileiros em 2025, com destaque para Canadá, Índia, Turquia, Paraguai,
Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.
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Lula diz que relação com Trump deve ser conduzida com maturidade e
responsabilidade
Os dois
líderes do Brasil e dos Estados Unidos estão previstos para se encontrarem na
Casa Branca, em Washington, em março para tratar do combate ao narcotráfico,
crime organizado e terras raras.
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (20), em
entrevista à TV indiana India Today, que o relacionamento com o presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump, deve ser conduzido com a maturidade e a
responsabilidade dignas da idade de ambos.
O
petista disse que o republicano "age como se estivesse em um programa de
TV”, mas disse que Trump se mostrou "calmo" e "tranquilo"
durante as reuniões com Lula.
“Eu
tenho 80 anos e ele fará 80 em junho do ano que vem. Portanto, dois homens de
80 anos não precisam brigar. Não precisamos fazer um espetáculo. Precisamos
lidar seriamente com o que a idade nos impõe e chegar a um acordo que possa
servir de exemplo para o mundo”, disse Lula
Em
visita à Índia, o presidente também ressaltou que o Brasil busca manter uma
relação diplomática construtiva com os Estados Unidos, baseada na cooperação e
na busca de entendimentos que possam servir de referência internacional.
Os dois
líderes do Brasil e Estados Unidos estão previstos para ter uma reunião na Casa
Branca, em Washington, em março. O tema principal previsto será o combate ao
narcotráfico, assunto que o presidente brasileiro tem defendido uma ação
conjunta entre as duas nações no enfrentamento ao crime organizado. Também
previsto que Lula e Trump discutam sobre terras raras para a transição
energética.
Fonte:
Sputnik Brasil

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