segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Cúpula de IA na Índia atrai líderes globais e grandes investimentos e acordos, diz mídia

A Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA) na Índia ofereceu ao país mais populoso do mundo uma oportunidade de se posicionar como líder global em IA. Ao mesmo tempo, o evento ampliou o diálogo global sobre o tema para incluir nações da América Latina, África e outras regiões, afirma a agência de notícias NBC News.

A agência salienta que a cúpula apresentou maneiras pelas quais os países podem adaptar e integrar sistemas avançados de IA para atender às suas necessidades nacionais e industriais específicas.

"Cada país desejará traçar seu próprio destino em relação à IA, pois cada um possui características culturais, linguísticas e tradicionais únicas, além da maneira como deseja utilizar a IA", disse à NBC News Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca e líder da delegação dos EUA na cúpula.

Além disso, o material ressalta que a cúpula trouxe algumas vitórias significativas para a Índia na área de IA.

Em particular, o país atraiu US$ 210 bilhões (R$ 1,087 trilhão) em investimentos em infraestrutura doméstica de IA e dados.

Além disso, a OpenAI firmou parceria com o Tata Group, sediado em Mumbai, e a Anthropic anunciou uma colaboração com a Infosys, além de abrir um escritório em Bangalore.

Portanto, a matéria conclui que a realização da cúpula na Índia permitiu que a conversa se concentrasse em questões e casos de uso que afetam bilhões de pessoas.

Cabe destacar que o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quinta-feira (19), da Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, realizada em Nova Deli, Índia, destacando o papel estratégico da governança global de IA em tempos de rápidas transformações tecnológicas.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quinta-feira (19), da Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, realizada em Nova Deli, Índia. Durante seu discurso, o presidente brasileiro destacou o papel estratégico da governança global de IA em tempos de rápidas transformações tecnológicas.

O presidente afirmou que IA pode trazer benefícios para áreas como saúde e segurança alimentar, mas também apresenta riscos, como armas autônomas e desinformação.

Lula ressaltou a ameaça à democracia, com conteúdos falsificados afetando processos eleitorais durante a cúpula de IA em Nova Deli, na Índia.

<><> BNDES financiou setor de IA com R$ 4,7 bilhões durante governo Lula, afirma mídia

Desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 4,7 bilhões para projetos e operações relacionados à inteligência artificial, informa o portal Brasil 247.

De acordo com a informação divulgada, R$ 3 bilhões do total aprovado foram destinados a projetos considerados intensivos em inteligência artificial, enquanto o restante foi aplicado em iniciativas que utilizam IA como parte de suas soluções.

Do montante destinado ao uso ativo da inteligência artificial (R$ 3 bilhões), R$ 1 bilhão foi destinado a projetos de integração e desenvolvimento da tecnologia, R$ 552 milhões para hardware e R$ 474 milhões para desenvolvimento de infraestrutura.

Além dos empréstimos, o banco também participou de operações com ações, atuando por meio de sua subsidiária BNDESPAR, responsável pelos investimentos em participações societárias.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a inteligência artificial é uma ferramenta altamente importante para a competitividade nacional.

"Além de ser um vetor de inovação, esta é uma tecnologia que vai nos garantir ganhos de produtividade para diferentes setores econômicos e fortalecimento da nossa soberania tecnológica, permitindo que esse desenvolvimento esteja a serviço de todos, sob uma governança global", destacou Mercadante.

O presidente do BNDES acrescentou também que o banco envia esforços para realizar no Brasil a transformação, que inclui infraestrutura, qualificação profissional, desenvolvimento de soluções para negócios e para melhoria de serviços públicos.

Recentemente, o presidente Lula, durante sua visita à Índia, participou de uma cúpula internacional sobre IA, reforçando o discurso de que o tema deve ocupar posição central na agenda econômica e tecnológica do país.

•        'Superar nossa dependência tecnológica', ministra detalha parceria com Índia

Desenvolvimento de cabo de fibra ótica, através do BRICS, é uma das iniciativas concretas do grupo para fortalecer a soberania de seus membros, diz Luciana Santos.

"Em um mundo de múltiplas crises e com a ofensiva norte-americana, nós compreendemos a necessidade de caminhar cada vez mais para superar a nossa dependência tecnológica."

A frase marca o cerne das relações Brasil-Índia, segundo a entrevista da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, concedida à Sputnik Brasil durante sua viagem junto à comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Nova Deli.

Em sua fala, Santos lembrou a parceria de décadas entre os dois países — as relações diplomáticas remontam a 1948, alguns meses após o país alcançar sua independência —, como o fato do primeiro satélite 100% brasileiro, Amazônia 1, ter sido lançado da Índia, do centro espacial Satish Dhawan em Sriharikota, na Índia

Outro exemplo prático é, no âmbito do BRICS, o estudo de viabilidade do Novo Banco de Desenvolvimento para ligar os países do grupo e outras nações do Sul Global com um cabo de fibra óptica próprio, reduzindo a dependência de redes controladas por potências do Norte.

"Esse é um dos exemplos importantes de cooperação objetiva, de infraestrutura, de pesquisa, muito fundamental, que é a gente ter nossos dados circulando com nossas próprias infraestruturas."

<><> Minérios críticos e tecnologia

Santos também lembrou à reportagem que Brasil e Índia compartilham um papel em comum na revolução industrial que se desenha. Ambos possuem reservas de minérios críticos, como lítio e terras raras e, dentro dessa perspectiva, o Brasil tem o interesse de que os dois países possam junto desenvolver o domínio no processamento desses minérios.

"Nós não queremos só exportar os minérios críticos, nós queremos manufaturar no Brasil, e a experiência que a Índia tem e a própria China tem na área de terras raras, nos interessa muito nessa perspectiva garantir que o Brasil possa entrar nesse mercado tão promissor e tão estratégico."

É essa luta pelo desenvolvimento próprio, em vez de se tornar apenas uma economia extrativista, que une países como o Brasil, Índia e outros do Sul Global, disse Santos. "Nós, países do Sul Global [...] temos estágios muito parecidos de desenvolvimento e até de domínio tecnológico."

Luciana Santos elencou uma série de investimentos da Índia já existentes em transição energética, em transmissão de energia e fertilizantes, além de parcerias como a da Universidade do Paraná com a Universidade de Bangalore para computadores de alto desempenho, e outras através do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia. "Ele já é importante, mas a gente pode fazer muito mais quando tiver mais, intensificar essa cooperação."

"E agora ganha importância a questão dos semicondutores e da transformação digital", afirma Santos, lembrando que um dos motivos da viagem de Lula foi a sua participação na Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, onde Lula defendeu uma regulação da IA que priorize o desenvolvimento, em vez de ganhos financeiros.

"Todo esse debate da transformação digital, de semicondutores, que é um insumo muito importante para tudo que é cadeia produtiva no mundo, a gente tem muito a ganhar com a cooperação intensa com os indianos."

•        De 1926 ao BRICS: como vai a relação da Rússia com a Arábia Saudita?

Da coordenação no petróleo à busca por protagonismo no cenário internacional, a centenária relação entre Rússia e Arábia Saudita é marcada pelo pragmatismo e testa o multilateralismo em meio à transição energética.

Em 19 de fevereiro de 1926, Rússia e Arábia Saudita estabeleceram relações diplomáticas em um contexto internacional ainda marcado pelo pós-Primeira Guerra Mundial e pela consolidação do poder soviético. Naquele momento, o reconhecimento saudita da então União Soviética foi um movimento incomum entre monarquias da região, indicando desde cedo que o vínculo entre os dois países se apoiaria mais em pragmatismo do que em afinidades políticas.

Ao longo do século, mudanças internas profundas — do colapso soviético à ascensão saudita como potência energética — não romperam esse fio de cooperação estratégica.

A partir da segunda metade do século XX, o petróleo tornou-se um dos principais pontos de convergência entre Moscou e Riad. Como dois dos maiores produtores mundiais de hidrocarbonetos, ambos perceberam que sua capacidade de influenciar preços e volumes exportados lhes conferia peso geopolítico global.

Esse entendimento ganhou forma institucional com a aproximação da Rússia da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), culminando na criação do mecanismo expandido conhecido como OPEP+, que ampliou a influência conjunta sobre a economia internacional.

Nos anos mais recentes, a cooperação energética abriu caminho para uma relação mais abrangente, envolvendo investimentos cruzados, negociações em defesa, coordenação diplomática em crises regionais e diálogo sobre segurança energética global. Essa parceria, construída sobre cálculo estratégico e interesses convergentes, transformou o eixo Moscou-Riad em um dos vetores importantes da estabilidade financeira e política mundial.

No Mundioka de quinta-feira (19), podcast da Sputnik Brasil, vamos debater como essa relação centenária está se desenvolvendo, se é um risco para a influência dos Estados Unidos no Oriente Médio, se é um elemento estabilizador ou errático para o mercado de petróleo e como a presença da Arábia Saudita no BRICS impacta essa aliança.

Williander Salomão, professor de direito internacional na Universidade de Itaúna e vice-presidente da Comissão de Relações Internacionais da OAB de Minas Gerais, explica que Riad vem construindo uma relação de equilíbrio no cenário geopolítico, tentando balancear uma aliança de defesa com Washington e outra aliança energética com Moscou.

Em sua visão, essa estratégia da Arábia Saudita permite que o país possa "ampliar sua autonomia sem romper o eixo estratégico com os EUA e com o Ocidente". No entanto, ele ressalta que essa versatilidade diplomática não é fácil na prática.

Pelo ponto de vista estratégico, segundo Salomão, a Arábia Saudita está disposta a correr os riscos diplomáticos por sua posição por ser um dos maiores produtores de petróleo. O país costuma produzir entre 9 a 11 milhões de barris por dia.

Contudo, com a transição energética e a possível escassez do petróleo, Salomão avalia que a liderança conjunta de Rússia e Arábia Saudita no mercado global tende a enfrentar pressões crescentes, já que a coordenação dentro da OPEP+ busca garantir previsibilidade e influência no curto e médio prazo.

Em meio disso, Riad acelera sua diversificação econômica sob a estratégia do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman,, temendo tornar-se excessivamente dependente de um recurso cuja centralidade tende a diminuir, ainda mais diante do avanço das energias alternativas.

Para Getúlio Alves de Almeida Neto, pesquisador do Centro de Investigação em Rússia, Eurásia e Espaço Pós-Soviético (CIRE), essa diversificação das parcerias do governo saudita poderia ser um sinal de uma colaboração mais estrutural com o governo russo, citando o próprio convite por membros do BRICS para a Arábia Saudita aderir-se ao grupo.

Como Almeida Neto pontua, a Riad está tentando se mostrar cada vez menos dependente dos Estados Unidos em sua segurança, vendo a relação com a Rússia como um caminho para ampliar sua autonomia estratégica e impulsionar sua modernização.

Segundo o analista, essa aproximação já se manifesta em iniciativas concretas, como a negociação de sistemas antimísseis russos e discussões sobre possível produção local e treinamento militar, sinalizando que Riad busca diversificar seus parceiros sem necessariamente romper a histórica aliança com Estados Unidos.

Ele ressalta que esse movimento se insere no projeto mais amplo conduzido pelo príncipe saudita, que pretende reposicionar o país econômica e geopoliticamente. Nesse contexto, Moscou poderia contribuir não apenas no campo da defesa, mas também no fornecimento de tecnologia e know-how em setores estratégicos, como a energia nuclear, vista por Riad como uma alternativa relevante para sustentar sua transição energética e reduzir a dependência do petróleo.

"Totalmente pragmático", descreve Almeida Neto. "Baseado nos interesses focados naqueles temas dos dois países." Ao seu ver, o país arábe aumentaria seu preço de barganha diplomática, dando maior margem de manobra internacional, especialmente com os Estados Unidos.

"O que a gente vê hoje entre Rússia e Arábia Saudita é uma relação baseada em interesses específicos e na busca por autonomia internacional, não numa aliança estrutural."

•        Terra barata no Brasil 'puxa o tapete' dos EUA e redefine hegemonia global de alimentos, diz mídia

A terra agrícola barata e acessível no Brasil está minando o domínio tradicional dos EUA no comércio agrícola mundial, escreve o portal Farm Progress.

O portal destaca que, enquanto as grandes fazendas norte-americanas abrangem milhares de hectares, as brasileiras cobrem dezenas de milhares, pois o dinheiro rende muito mais no Brasil.

Segundo o material, os terrenos em Iowa custam cerca de US$ 20.000 (R$ 103.517) por acre, enquanto no Brasil, as terras agrícolas desenvolvidas custam metade desse valor, e os não urbanizados, apenas cerca de US$ 3.000 (R$ 15.530).

"O valor cada vez mais elevado das terras agrícolas nos Estados Unidos […] contribui para uma mudança global na produção agrícola rumo a mercados mais baratos. Essa disparidade econômica está remodelando a produção mundial de alimentos", ressalta a publicação.

Nesse contexto, o artigo aponta que, em cerca de 23 anos, a produção de soja do Brasil aumentou de aproximadamente 35 milhões para pelo menos 180 milhões de toneladas métricas, um crescimento de cerca de 500%.

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos na produção de soja em 2017 e permanece na liderança desde então, respondendo atualmente por cerca de 40% da produção global.

Além disso, destaca-se que a expansão do mercado brasileiro no setor agrícola deve continuar no futuro.

Portanto, essa dinâmica beneficia compradores internacionais, como a China, responsável por cerca de 60% do comércio global de soja.

"O aumento da capacidade produtiva de soja no Brasil permite que a China escolha origens mais baratas e de melhor qualidade, criando uma vantagem geopolítica", acrescenta o portal.

O artigo conclui que o aumento dos preços das terras agrícolas e a crescente concorrência global de potências agrícolas, como o Brasil, estão forçando a agricultura norte-americana a enfrentar um momento crítico.

Anteriormente, a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) relatou que as exportações brasileiras atingiram recorde histórico em 2025. Assim, somaram US$ 348,7 bilhões (R$ 1,87 trilhão), superando em US$ 9 bilhões (R$ 48 bilhões) o recorde anterior, de 2023.

Na comparação com 2024, o aumento foi de 3,5%, em 2025. Em volume, o crescimento foi de 5,7%. Esse último percentual é mais que o dobro do previsto pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para o crescimento global em 2025, de 2,4%.

Ainda segundo a pasta, mais de 40 mercados registraram recorde de compras de produtos brasileiros em 2025, com destaque para Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.

<><> Lula diz que relação com Trump deve ser conduzida com maturidade e responsabilidade

Os dois líderes do Brasil e dos Estados Unidos estão previstos para se encontrarem na Casa Branca, em Washington, em março para tratar do combate ao narcotráfico, crime organizado e terras raras.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (20), em entrevista à TV indiana India Today, que o relacionamento com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve ser conduzido com a maturidade e a responsabilidade dignas da idade de ambos.

O petista disse que o republicano "age como se estivesse em um programa de TV”, mas disse que Trump se mostrou "calmo" e "tranquilo" durante as reuniões com Lula.

“Eu tenho 80 anos e ele fará 80 em junho do ano que vem. Portanto, dois homens de 80 anos não precisam brigar. Não precisamos fazer um espetáculo. Precisamos lidar seriamente com o que a idade nos impõe e chegar a um acordo que possa servir de exemplo para o mundo”, disse Lula

Em visita à Índia, o presidente também ressaltou que o Brasil busca manter uma relação diplomática construtiva com os Estados Unidos, baseada na cooperação e na busca de entendimentos que possam servir de referência internacional.

Os dois líderes do Brasil e Estados Unidos estão previstos para ter uma reunião na Casa Branca, em Washington, em março. O tema principal previsto será o combate ao narcotráfico, assunto que o presidente brasileiro tem defendido uma ação conjunta entre as duas nações no enfrentamento ao crime organizado. Também previsto que Lula e Trump discutam sobre terras raras para a transição energética.

 

Fonte: Sputnik Brasil

 

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