Banco
do Nordeste financiou fazenda envolvida em conflito fundiário no Piauí
ENTRE
2022 E 2025, o Banco do Nordeste repassou ao menos R$ 63 milhões para custear o
plantio de milho e soja em uma fazenda sobreposta a territórios reivindicados
por comunidades tradicionais no Sul do Piauí.
A
Fazenda Esmeralda, propriedade beneficiada com os recursos do banco, segundo
dados de crédito rural do Banco Central do Brasil acessados pela Repórter
Brasil e pelo portal O Joio e o Trigo, está registrada em nome da Damha
Agronegócios.
A
empresa é alvo de denúncias de invasão de territórios tradicionais, destruição
de moradias, contaminação de fontes de água e ameaças a famílias indígenas
Akroá Gamella das comunidades Sete Lagoas e Vão do Vico, nos municípios de
Santa Filomena e Baixa Grande do Ribeiro. As acusações foram registradas por
membros das comunidades em boletins de ocorrências, em ofícios da Funai
(Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e em documentos do MPF (Ministério
Público Federal) e da Defensoria Pública do Piauí, obtidos pela Repórter
Brasil.
Segundo
os moradores da Sete Lagoas e Vão do Vico, o conflito com grileiros da região
se estende há mais de duas décadas. Em abril de 2015, a Damha Agronegócios
entrou na Justiça contra integrantes da comunidade Sete Lagoas pedindo a
reintegração de posse de parte da Fazenda Esmeralda, alegando que os moradores
teriam invadido a área de reserva legal da propriedade. Além do conflito com a
Sete Lagoas, a Fazenda Esmeralda também está sobreposta à comunidade Vão do
Vico, de acordo com um ofício da Funai de 2025, obtido pela reportagem.
Em
outubro de 2021, com a disputa já judicializada, 585 hectares da Fazenda
Esmeralda foram arrendados pela Terrus S.A., razão social do grupo Insolo,
segundo informações do contrato de arrendamento anexado a processos judiciais
acessados pela reportagem. No total, a propriedade possui 5,1 mil hectares, de
acordo com o seu registro no CAR (Cadastro Ambiental Rural).
Em
2022, a Insolo foi adquirida por Ricardo Faria, fundador da Granja Faria e CEO
da Global Eggs, a segunda maior produtora de ovos do mundo. O empresário,
conhecido como “rei do ovo”, apareceu na 21ª posição da lista de bilionários
brasileiros da revista Forbes de 2025, com patrimônio estimado em R$ 19,6
bilhões. Desde 2020, com a fundação da Terrus e, depois, com a compra da
Insolo, Faria passou a figurar também como um dos maiores produtores de grãos
do país. No negócio com a Damha, a Terrus arrendou um total de 8,8 mil
hectares, abrangendo, além da Esmeralda, as fazendas Diamante e Safira, com
vigência até a safra de 2027/2028.
Questionada,
a Damha Agronegócios confirmou à Repórter Brasil que o contrato de arrendamento
com a Insolo segue em vigência. Sobre a origem da Fazenda Esmeralda, disse que
adquiriu o imóvel com “títulos válidos”, registrados em cartório, após
diligências jurídicas, e que eventuais alegações de conflitos socioambientais
ou sobreposições com territórios tradicionais estão sendo discutidas nas
esferas administrativa e judicial, sem decisão definitiva que restrinja ou
invalide a titularidade ou a posse da empresa.
A Damha
negou as acusações de destruição de moradias, ameaças ou qualquer prática de
violência, afirmando não autorizar nem tolerar condutas ilegais e que tais
afirmações “carecem de comprovação” e vêm sendo contestadas nos foros
competentes. Sobre os financiamentos via crédito rural, declarou que as
operações citadas foram concedidas por instituições financeiras oficiais após
análises técnica, jurídica e ambiental, seguindo as normas aplicáveis.
Procurado,
o grupo Insolo também confirmou a vigência do contrato com a Damha e alegou
que, por se tratar de um arrendamento, “não é realizada uma due diligence
completa que abranja a origem dos imóveis”. Segundo a Insolo, a análise se
restringe à área útil do contrato, onde afirma nunca ter presenciado conflitos
com comunidades tradicionais. A Insolo diz que ocupa apenas cerca de 40% da
área total das três propriedades arrendadas, e que o restante permanece sob
responsabilidade da proprietária. “Importante destacar que as áreas de plantio
do contrato não sobrepõem nenhuma área das comunidades citadas”, afirmou a
empresa em nota.
A
Insolo também confirmou que as operações de plantio de soja na Fazenda
Esmeralda, que correspondem, segundo a empresa, a 5% do total da área arrendada
com Damha, foram custeadas com recursos do Banco do Nordeste em aproximadamente
R$ 1,5 milhão por safra.
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Financiamento de bancos públicos
Os R$
63 milhões financiados via Banco do Nordeste dizem respeito a três empréstimos
assinados nos anos de 2022, 2024 e 2025. Este último ainda segue em vigência, e
tem vencimento para julho deste ano. Há, ainda, um quarto empréstimo de R$ 339
mil via Banco do Brasil assinado em 2020 e finalizado no ano seguinte. Os dados
de crédito do rural do Banco Central atrelam o CAR da Fazenda Esmeralda aos
quatro empréstimos em questão, em operações registradas tanto em nome da Damha
Agronegócios quanto da Insolo.
O
Manual de Crédito Rural do Banco Central, que orienta esse tipo de
financiamento, barra concessões de crédito para imóveis rurais total ou
parcialmente inseridos em terras indígenas homologadas ou regularizadas, o que
não é o caso dos territórios dos Akroá Gamella no sul do Piauí. A Repórter
Brasil e O Joio e o Trigo questionaram os bancos públicos se as instituições
consideraram o conflito fundiário existente na área para conceder os
financiamentos e se pretendem reavaliá-los.
Em
nota, o Banco do Nordeste informou que suas operações seguem a Constituição
Federal, a legislação ambiental, sua Política de Responsabilidade
Socioambiental e Climática (PRSAC) e o Manual de Crédito Rural do Banco
Central. O banco afirma que adota mecanismos de controle e avaliação
socioambiental e que, ao identificar impactos em empreendimentos financiados,
pode suspender desembolsos, renovações ou novas contratações até a
regularização junto aos órgãos competentes e às comunidades afetadas.
O Banco
do Brasil também afirmou seguir as normas estabelecidas no Manual de Crédito
Rural. Sobre o caso da Fazenda Esmeralda, a instituição afirmou que o CAR
vinculado à operação encontra-se em conformidade com as exigências do crédito
rural e sem sobreposições com bases restritivas. “Tanto na época da contratação
ou na atual versão retificada, não foi apontada sobreposição com qualquer terra
indígena, considerada na base da Funai, independentemente da fase de
regularização em que se encontre”, disse o banco em nota.
Os
posicionamentos completos das duas instituições podem ser lidos aqui.
A Funai
foi questionada sobre o processo de reconhecimento de territórios indígenas no
Sul do Piauí, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem até o
fechamento desta reportagem.
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Moradores relatam ameaças e medo
As
comunidades Vão do Vico e Sete Lagoas ficam a menos de três quilômetros de
distância uma da outra, de acordo com a Funai. Seus moradores vivem da
agricultura familiar e da criação de animais.
À
reportagem, moradores das comunidades afirmaram que o conflito com a Damha
Agronegócio começou em 2010, quando a empresa comprou fazendas na região. O
histórico também consta em ações judiciais e relatórios elaborados por órgãos
públicos, como a Funai e o MPF, que citam a compra de terras feita pela Damha
de uma família também acusada de grilagem na região.
Um
parecer técnico elaborado em 2019 pelo MPF aponta que a comunidade de Sete
Lagoas tem mais de 100 anos de fundação e que era composta por 35 núcleos
familiares, mas só sobraram sete, já que muitos teriam sido expulsos pela
família que, posteriormente, vendeu as terras para a Damha. Os que permaneceram
lutam judicialmente pelo reconhecimento de seu direito à terra.
Em
julho de 2015, a Vara Agrária da Comarca de Bom Jesus (PI) indeferiu o pedido
de reintegração de posse da Fazenda Esmeralda feito pela Damha. Em setembro de
2020, a ação foi suspensa pela Justiça até a decisão definitiva de uma Ação
Civil Pública em que o MPF move contra o Interpi e o Incra (Instituto Nacional
de Colonização e Reforma Agrária) para a regularização de territórios no Sul do
Piauí.
A
região – que integra o Matopiba – é palco de conflitos fundiários que se
estendem desde a década de 1980, quando a área começou a ser ocupada por
empreendimentos agrícolas. “A relação que as comunidades tradicionais têm com a
terra é de pertencimento e ancestralidade. Não é apenas ter um pedaço de terra
naquela região”, explica o defensor público do Piauí Vitor Oliveira Gonçalves
Guerra, que acompanha as questões fundiárias na região. “Com essa situação,
eles correm o risco de perder tudo isso. É uma atuação, muitas vezes, violenta
ou com o uso de meios destrutivos para as comunidades”, ele ressalta.
“A
Damha chegou mesmo para expulsar nós daqui do território”, diz uma moradora da
comunidade Vão do Vico ouvida pela Repórter Brasil. “Eles botaram a área de
reserva em cima de nós, em nosso território. Nós somos nascidos e criados aqui.
Nossos pais, avós”, complementa.
Em
outubro do ano passado, a Repórter Brasil esteve no Sul do Piauí para conversar
com moradores de comunidades impactadas pelo avanço do agronegócio na região. O
campo contou com o apoio da organização Rede Social de Justiça e Direitos
Humanos e do Coletivo de Povos e Comunidades. Por temor de represálias, os
moradores ouvidos não foram identificados nesta reportagem.
Casos
de intimidação, medo e violência relatados pelos moradores da Vão do Vico e
Sete Lagoas também foram registrados em ações judiciais e relatórios elaborados
por órgãos públicos, como a Funai e o MPF. Os moradores também registraram
boletins de ocorrência contra funcionários da Damha Agronegócios, anexados a
ações judiciais, alegando terem sofrido ameaças.
Um
estudo de 2017 da Fian, organização presente em 50 países, apontava para a
vigilância armada contratada pela Damha Agronegócios na região. “Parte da
comunidade de Sete Lagoas é vigiada constantemente por uma empresa de segurança
privada, de maneira que alguns dos produtores e suas famílias tiveram que sair
da região por não conseguir produzir e sofrer constantes ameaças”, diz trecho
do relatório.
Em
outubro de 2017, a Justiça determinou a retirada da segurança privada
contratada pela Damha em áreas da Sete Lagoas na Fazenda Esmeralda, sob pena de
multa diária de R$ 1 mil por descumprimento.
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Funai lista fazenda como causadora de impactos
O CAR
(Cadastro Ambiental Rural) da Fazenda Esmeralda é listado também em um
relatório da Funai de 2024 que mapeou os impactos do agronegócio, como
desmatamento e poluição por agrotóxicos, ao povo Akroá Gamella no Sul do Piauí.
Em agosto de 2025, a autarquia encaminhou o documento ao Interpi e solicitou
uma reunião com outros órgãos públicos do Piauí para tratar do tema.
A Funai
já havia alertado para a situação dos Akroá Gamella em outras ocasiões. Em
2018, o coordenador regional da Funai pediu investigações para o governo do
Piauí e para a Polícia Federal, afirmando que os indígenas estavam sofrendo
pressão de funcionários da Damha Agronegócios para deixar suas casas. Segundo o
ofício do representante da autarquia, as ações consistiam em envenenamento de
cursos d’água, incêndio de residências, destruição de lugares sagrados aos
indígenas e ameaças com armas de fogo.
Em
outro relatório elaborado em 2018, a Funai apontou que indígenas da Vão do Vico
ocupam tradicionalmente uma área que, formalmente, está registrada em nome da
Damha. Segundo o documento, “os indígenas se vêem ocupando uma área que sempre
foi deles, mas, no documento/título, pertence a uma empresa de agronegócios” e
que a Damha tenta “forçá-los a abandonar seu território, através do
desfazimento de suas moradias”. O relatório, acessado pela reportagem, está
anexado em uma Ação Civil Pública movida pela Defensoria Pública da União que
cobra da Funai a regularização de terras ocupadas pelos Akroá Gamella no Piauí.
Outro
relatório da Funai, de 2020, afirma que o conflito com a Damha prejudicou o
saneamento básico e expôs os moradores da Vão do Vico à pulverização aérea de
agrotóxicos. A situação comprometeu a permanência das famílias em seu
território tradicional, segundo a autarquia.
À
Repórter Brasil, o Interpi afirmou que tem ampliado a regularização fundiária
no Piauí com foco na titulação coletiva de territórios tradicionais. Disse que
faz análises técnicas de sobreposição e cadeia dominial e que, ao identificar
conflitos com áreas tradicionais, pode cancelar certificações, revisar
cadastros ou levar casos à Justiça.
O Incra
declarou que não tem competência para regularizar as comunidades citadas por se
tratarem de territórios indígenas, mas disse que participou de reuniões com
outros órgãos e colocou sua equipe técnica à disposição para apoiar eventual
processo de demarcação.
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Respostas enviadas
>>>>
Damha Agronegócios
Em
atenção aos questionamentos encaminhados, a Damha Agronegócios Ltda. esclarece,
de forma objetiva, o que segue:
1.
Vigência do Contrato de Arrendamento Rural com a Insolo
A Damha
confirma a existência de contrato de arrendamento rural regularmente firmado,
cujos termos contratuais — incluindo prazo de vigência, imóveis abrangidos e
área útil — seguem válidos e eficazes, conforme pactuado entre as partes.
Trata-se de instrumento privado, celebrado em conformidade com a legislação
civil e agrária vigente.
2.
Aquisição das fazendas e alegados conflitos socioambientais
As
fazendas Esmeralda e Diamante foram adquiridas pela Damha mediante títulos
válidos, com registros regulares perante os cartórios competentes, após as
diligências jurídicas usuais.
Eventuais
alegações de conflitos socioambientais ou sobreposições com territórios
tradicionais encontram-se em discussão administrativa e judicial, não havendo,
até o momento, decisão definitiva que restrinja ou invalide a titularidade ou a
posse exercida pela empresa.
3.
Alegações de destruição de casas, uso de segurança privada e ameaças
A Damha
nega de forma categórica as alegações de destruição de moradias, ameaças a
comunidades ou qualquer prática de violência.
A
empresa não autoriza, não pratica e não tolera condutas ilegais ou abusivas,
tampouco atua fora dos limites da lei. Qualquer afirmação nesse sentido carece
de comprovação e vem sendo devidamente contestada nos foros competentes.
4.
Financiamentos via crédito rural
Os
financiamentos mencionados foram concedidos por instituições financeiras
oficiais, após análise técnica, jurídica e ambiental, observadas as normas
aplicáveis ao crédito rural.
Cada
operação foi formalizada em nome do respectivo tomador do crédito, conforme os
contratos celebrados com as instituições financeiras, não sendo possível
comentar detalhes específicos de operações financeiras privadas além do que
consta em registros públicos.
Por
fim, a Damha reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência
institucional e o respeito às decisões dos órgãos competentes, mantendo-se à
disposição para esclarecimentos adicionais dentro dos limites legais.
>>>>>
Insolo
O Grupo
Insolo, fundado em 2007, desenvolve atividades agrícolas na região do MATOPIBA.
Um dos seus pilares é a transparência e alto nível de compliance,
principalmente quando se trata de questões fundiárias relacionadas à
preservação ambiental e desenvolvimento regional.
Em
relação aos questionamentos enviados, não obstante a existência de algumas
restrições em decorrência de cláusula de confidencialidade e da Lei Geral de
Proteção de Dados, entendemos que os questionamentos realizados são totalmente
atendidos conforme a abaixo:
Sobre
terras arrendadas pela Insolo
O
Contrato de Arrendamento Rural para Exploração Agrícola entre Damha e Insolo
segue vigente nos termos informados anteriormente (prazo de vigência, fazendas
abrangidas e área útil alcançada)?
R: Sim.
A
Insolo considerou o histórico de conflitos socioambientais nas áreas das
fazendas que arrendou da Damha? Se sim, porque seguiu com o contrato?
R:
Diferentemente do que ocorre em um compra e venda, em um contrato de
arrendamento não é realizada uma due diligence completa que abranja a origem
dos imóveis. A análise é restrita à área útil da fazenda que é objeto do
arrendamento, remanescendo sob responsabilidade da Arrendadora todas as
obrigações documentais. No caso em comento, na área útil efetivamente
arrendada, que representa apenas uma parte da área total dos imóveis (em torno
de 40%), nunca presenciamos ou tivemos conhecimento de qualquer conflito com
comunidades tradicionais. Ressalte-se, como informado, que nossa ocupação é
restrita à área útil objeto do arrendamento, remanescendo sob responsabilidade
da proprietária a guarda e posse do restante da área (aproximadamente 60%),
sobre a qual não temos qualquer ingerência. Importante destacar que as áreas de
plantio do contrato não sobrepõe nenhuma área das comunidades citadas.
A
Insolo foi beneficiária de crédito rural por parte do Banco do Nordeste para
suas operações de plantio de milho e soja na fazenda Esmeralda?
R: Sim,
As operações de plantio de soja na fazenda Esmeralda, que corresponde a cerca
de 5% da área útil do contrato, foram custeadas com recursos via Banco do
Nordeste em aproximadamente R$ 1,5mm por safra.
Sobre
terras próprias da Insolo
A
Insolo confirma a existência de financiamento para compra de máquinas agrícolas
na fazenda Ipê, por meio do BNDES?
R: Não
identificamos e, por isso, desconhecemos operação de crédito no valor, fonte de
recurso e para a destinação citada.
A
Insolo realizou um processo de devida diligência socioambiental antes de
adquirir a fazenda Fortaleza, com registro de embargo e indícios de grilagem de
terras?
R:
Muito embora a atual proprietária não tenha adquirido a Fazenda Fortaleza
diretamente, quando da operação de M&A [Mergers and Acquisitions, em
português Fusões e Aquisições] foram realizadas as diligências legais
necessárias, seguindo a política interna da companhia e todas as diretrizes
indicadas para o tipo de negociação. Importante ressaltar, que, em consulta ao
CAR, não há qualquer embargo. Já com relação à autuação e embargo questionados,
não temos qualquer conhecimento. A Fazenda Fortaleza não tem ligação em sua
cadeia dominial com a autuada ou com o imóvel citados. Além disso, pesquisando
os números indicados no questionamento identificou-se que se trata de uma
situação de 2023. Ainda, pelas informações compartilhadas pela reportagem, é
evidente que faz referência a um imóvel vizinho, sendo, portanto, erro de
coordenadas do órgão ambiental responsável, razão pela qual adotaremos as
medidas necessárias, na medida em que não se confundem os imóveis.
A
Insolo confirma o desmatamento da área de reserva legal dentro da fazenda Ipê?
Houve compensação deste desmatamento em outra área? Se sim, em que propriedade
e sob quais termos?
R:
Nunca foi realizado pela companhia qualquer supressão em área de reserva legal.
A configuração atual da reserva legal foi analisada e aprovada pelo órgão
ambiental competente, não sendo objeto de supressão por parte da companhia.
Inclusive, é importante ressaltar que a propriedade teve sua Licença de
Operação renovada há menos de 1 ano, com validade até 2028, oportunidade na
qual passou por todos os processos de análise/auditoria do órgão ambiental
competente.
Fonte:
Reporter Brasil

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